Gabriela Garrido, de 22 anos, moradora de Ponta Grossa, no Paraná, inovou ao buscar novos lares para animais abandonados. Ela criou a “Plataforma Lates”, por meio da qual apresenta “currículos” de animais para adoção em Sorocaba, no interior de São Paulo. A divulgação é feita através de uma página em rede social.

Foto: Divulgação/Plataforma Lates
Cada “currículo” é montado com as qualidades e características do animal. A ideia surgiu enquanto Gabriela, recém-formada, enviava currículos para procurar emprego.
“Vi os cachorrinhos passando pela mesma situação que eu, esperando alguém dar a eles uma chance para conhecê-los, descobrirem o que sabem fazer, suas habilidades e dar uma oportunidade. Só que, no caso deles, seria a oportunidade de uma ‘vaga na família'”, disse ao G1.
A ideia dos “currículos” para animais surgiu como uma forma de ajudar a doar animais resgatados pela tia de Gabriela, Rosana Garrido, que resgata animais abandonados e mantém, atualmente, 30 deles em uma chácara em Sorocaba, para onde se mudou para ter mais espaço para eles. Porém, pouco tempo depois da mudança, Rosana foi diagnosticada com câncer de mama, já em metástase.
“Foi muito difícil para a família toda receber a notícia, principalmente para a minha tia, que não dava mais conta de cuidar de todos os animaizinhos. Minha mãe, que também resgatava animais em situação de rua, foi morar em Sorocaba para cuidar dela e dos animais”, contou.

Foto: Divulgação/Plataforma Lates
Para ajudar, Gabriela criou uma vaquinha online por meio da qual está arrecadando fundos para arcar com despesas dos animais e da construção de canis para abrigá-los. Além disso, ela começou também a fazer os “currículos”. Fazendo da criatividade sua aliada, Gabriela já conseguiu doar Pitucha e Xereta.
“Sou eu quem faço as montagens e escrevo a história de cada um. A parte do histórico do animal vem junto com ele, se foi jogado em avenida movimentada, castrado, vacinado, etc. Acho importante ressaltar, pois a Xereta, por exemplo, sofria maus-tratos e hoje não aceita muito bem a presença de homens, tem medo e se sente ameaçada”, explicou. “A parte dos ‘cursos’, que fica no final, é inventada para quebrar um pouco o clima e fazer o leitor dar umas risadas. É gostoso promover esta ação”, completou.