Gansos são pendurados pelas pernas têm as cabeças arrancadas em festival espanhol

Foto: Pen News

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Um festival espanhol, no qual homens montados em cavalos se lançam em direção a gansos pendurados e depois arrancam suas cabeças enquanto crianças assistem a tudo, tem sido ferozmente criticado e classificado como um espetáculo bárbaro e cruel.

Imagens da cidade de Carpio de Tajo, perto de Toledo, no centro da Espanha, mostram os animais suspensos de cabeça para baixo ao longo de uma trilha de fios.

Homens montados em cavalos se aproximam e agarram seus pescoços, puxando suas cabeças, enquanto uma multidão aplaude o ato cruel.

No passado, gansos vivos foram usados e, embora os gansos já tenham sido mortos de antemão, ativistas disseram que ainda é um desperdício grotesco de vida.

Um vídeo da aldeia perto de Toledo mostra dezenas de pessoas desfrutando de um dia nas festividades com bandeiras cobrindo sacadas e balançando no ar.

Um grupo de homens amarra um ganso em uma corda pendurada sobre uma estrada antes que um homem a cavalo se aproxime e tente arrancar sua cabeça.

O primeiro homem arranca a cabeça com sucesso e a entrega rapidamente a outra pessoa que está carregando uma bolsa azul para colocar as partes do corpo dos animais.

Foto: Pen News

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Outros concorrentes não conseguem arrancar as cabeças de uma só vez, fazendo as multidões suspirarem.

Dezenas de crianças pequenas são vistas assistindo ao evento com algumas delas muito próximas das aves decapitadas.

Marta Esteban, da Animal Guardians, disse: “Isso começou como uma maneira de treinar os militares com cavalos e dar-lhes a habilidade de usar suas mãos quando montados em cavalos”.

Foto: Pen News

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Agora, quando se trata de festividades de santo padroeiro, eles competem para ver quantas cabeças cada um deles pode obter.

Este tipo de tradição ensina aos nossos filhos que, para fins de diversão, a exploração de outros seres é totalmente justificada, anulando completamente sua empatia e responsabilidade em relação a outras espécies.

“Não se trata apenas da morte absurda desses pobres gansos, mas também de uma visão violenta e destrutiva da vida”.

Foto: Pen News

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“Então, estamos fazendo campanha e pedindo ao presidente desta região da Espanha para proibir isso por ser tão bárbaro”.

Carmen Ibarlucea, da ONG Tortura Não É Cultura, disse que dezenas de milhares de pessoas pediram às autoridades que acabem com o evento selvagem, e que mais se juntam a elas todos os anos.

“Em 2016, 80 mil pessoas pediram o fim desse espetáculo dantesco que ensina as crianças a usar a morte como meio de diversão”, disse ela.

Foto: Pen News

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“Em 2017, foram entregues 135 mil assinaturas, mas as autoridades ainda não fazem nada.

“Às vezes parece que ainda vivemos na Idade Média, mas, de nossa parte, continuaremos trazendo esses espetáculos à luz, convidando à reflexão e exigindo o fim deles”.

Aqueles que se opõem à tradição cruel são convidados a enviar uma mensagem ao presidente da região de Castela-Mancha e pedir-lhe para acabar com a violência por meio do seu site.

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Encontrar nossa conexão com a comunidade e natureza é o único jeito de salvar os orangotangos

Por Leif Cocks*

Um orangotango dentro de uma casinha de madeira

Foto: The Orangutan Project

Há uma mudança significativa que nós, seres humanos, precisamos fazer se quisermos sustentar nossa vida neste planeta. Precisamos nos mover do antropocentrismo – que coloca os seres humanos e seus interesses como o foco central – para o biocentrismo, que nos coloca ao lado de todos os seres vivos.

Existem quatro princípios fundamentais que sustentam o biocentrismo:

  1. Humanos e todas as outras espécies são membros da comunidade da Terra.
  2. Todas as espécies são parte de um sistema independente.
  3. Todos os organismos vivos buscam seu próprio bem à sua própria maneira.
  4. Os seres humanos não são inerentemente superiores aos outros seres vivos.

Estamos todos conectados como seres vivos e, quando entendemos isso, as ações que tomamos para o futuro alteram a nossa percepção de nós mesmos como indivíduos, e nos focamos no bem maior de todos. Como parte dessas mudanças, nós imediatamente largamos a falsa separação de nos vermos como um paradigma de “eles e nós” e isso nos torna livres para enxergar a unidade de toda a vida.

A grande novidade é que, uma vez que abraçamos essa maneira de perceber e agir com o mundo, resultados paradoxais começam a fluir para a nossa vida. Isso é chamado ‘paradoxo altruísta’, onde, ao deixar nossa autocentrada existência habitual, recebemos tudo sem buscar. Além disso, uma vez que paramos de perseguir a felicidade e escolhemos trabalhar em benefício de todos, nos tornamos mais felizes. Isso significa que nos tornamos capazes de realizar um trabalho realmente bom, que é mais eficaz e, como resultado, experimentamos mais amor, alegria e paz interior.

Há outro aspecto essencial das pessoas altruístas que é importante esclarecer. Elas nunca sacrificam nada enquanto estão fazendo o bem. Sacrifício é uma palavra que implica em um custo por ser altruísta; entretanto, a verdade é o inverso. Muitas vezes me perguntam como abandonei a carne para me tornar vegano. Eu simplesmente respondo que não “abandonei” a carne porque não a desejo. Ao invés, simplesmente fiz uma transição para uma forma de comer que era mais significativa para mim e deixei a carne e outros produtos de origem animal para trás. Muito como um adulto que se divertiu com brinquedos em sua infância, não é difícil deixar esses brinquedos para trás e procurar novas atividades.

“Quando faço o bem, me sinto bem. Quando faço mal, me sinto mal. Essa é a minha religião” – Abraham Lincoln.

Igualmente, fazer o bem e ser bom é um grande benefício para a pessoa que pratica o bem. Isso é evidenciado por estudos científicos que esboçam benefícios físicos, mentais e emocionais, experimentados não apenas por aqueles que fazem o bem, mas que são essencialmente bons. Os benefícios incluem melhor saúde (mental e física), longevidade e sensação de bem-estar.

Essa não é uma ideia inovadora, mas é uma que possui grandes fundamentos entre todos os sistemas de crenças do mundo. Entender esse princípio é compreender a ideia de que o nosso interesse coletivo é fazer bem aos outros.

Sou constantemente abordado por pessoas preocupadas e compassivas após minhas palestras pelo mundo. Elas querem saber como e onde podem apoiar nossos esforços para proteger habitats nativos e os seres vivos que habitam esses ecossistemas. Além de recomendar que eles comecem a doar ou se voluntariem à causa imediatamente, eu também sugiro que eles se eduquem sobre os orangotangos, o trabalho que fazemos e o trabalho que apoiamos. Isso porque acredito em ações formadas a longo prazo.

Eu genuinamente acredito que se combinarmos nossos esforços pessoais e trabalharmos juntos para apoiar organizações eficazes, podemos fazer a diferença em um nível global.

Usamos essa abordagem no Projeto Orangotango, onde fazemos parceria com a maioria dos grupos de conservação que trabalham hoje na Indonésia, porque sabemos que este é o único jeito de garantir o futuro dos orangotangos – não apenas através do resgate, recuperação e reabilitação de orangotangos, mas também proteção e regeneração, educação, pesquisa, apoio à aplicação de lei e parcerias com as comunidades locais.

Nosso grande objetivo é legalmente proteger todos os ecossistemas intactos existentes e manter populações de subespécies sob nossa proteção permanente, para que elas sobrevivam indefinidamente.

Mas, na realidade, meu objetivo pessoal e a promessa que eu fiz é que todo orangotango um dia viverá selvagem e livre. Porque cada um deles é um ser e, assim como você e eu, têm direito de compartilhar nosso planeta.

*Leif Cocks é o fundador e presidente do Projeto Orangotango

Leia aqui a versão em inglês.

Ativista vegana resgata leitão que caiu de transporte a caminho do matadouro

Por Rafaela Damasceno

A vegana Lisa Buck avistou um caminhão de transporte cheio de porcos indo para o matadouro, em Norfolk, no estado americano da Virgínia. Sofrendo com a consciência de que aqueles animais iriam morrer, a mulher seguiu seu caminho sem saber que seus amigos, um tempo depois, a trariam um leitão.

A ativista segurando o leitão

Foto: PA Real Life

O pequeno porquinho caiu do caminhão e foi encontrado pelos amigos de Lisa, que sabiam que ela era a pessoa mais indicada para cuidar dele. Além de uma boa pessoa, ela é ativista e dona de uma empresa vegana (The Vegan Owl). O leitão ganhou o nome de Peggy e foi acolhido por Lisa e seu marido, que já possuíam vários outros animais resgatados.

“Eu acho que abriguei algo e torno de 200 aves ao longo dos anos”, contou Lisa, em entrevista ao Metro. “Duas delas nunca foram embora”, completou.

A ativista vegana legalizou sua permanência com o porquinho no Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (Defra, na sigla em inglês), então pôde apresentar Peggy aos seus cachorros. “Eu trouxe alguns cobertores comigo, empacotei-a e ela dormiu em meus braços em segundos. Eu me apaixonei por ela nesse momento”, declarou.

Lisa trabalhou para que a casa fosse perfeitamente habitável para Peggy, mas garantiu que não quer torná-la um animal doméstico para sempre. “Eu quero que ela se sinta confortável, fazendo o que seus instintos naturais a dizem para fazer”, disse. A ativista vegana argumentou que forçar um animal de fazenda a ser um animal doméstico vai contra a sua ética.

“Sempre haverá um lar aqui para a Peggy. Nós só queremos que ela viva sua vida naturalmente, sem sentir medo, como ela deve ter sentido naquele dia terrível em que foi para o matadouro”, concluiu.


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Fios de postes elétricos estão matando pássaros na Espanha

Por Rafaela Damasceno

As linhas de energia dos postes da Espanha matam milhares de pássaros por ano no país. O Promotor de Justiça definiu os números como “intoleráveis” e criticou a resposta passiva das autoridades ao problema.

Um pássaro morto em um poste de energia

Foto: GREFA

“É realmente um massacre”, disse Ernesto Álvarez, presidente do Grupo de Reabilitação da Fauna Indígena e seu Habitat (GREFA, na sigla em inglês), que lida frequentemente com a questão de monitorar os cabos de energia em todo o país.

O vice-presidente da Associação Espanhola de Agentes Ambientais e Florestais (Aeafma, na sigla em inglês), Esaú Escolar, concorda, e também diz que as autoridades não lidam com a questão de maneira correta – os proprietários dos cabos de energia quase nunca são multados e responsabilizados.

Uma missiva foi enviada para as autoridades regionais recentemente, elaborada pelo procurador do Departamento de Meio Ambiente e Urbanismo, Antonio Vercher. Um processo envolvendo o assunto foi aberto em 2017, mas depois de anos pedindo informações às autoridades, a conclusão foi que os oficiais não iniciaram nenhuma ação disciplinar competente para encontrar o porquê das mortes das aves nos cabos de energia.

O Promotor de Justiça afirmou que, para justificar a falta de ação, muitos disseram considerar as mortes como acidentes; outros alegam que as empresas de eletricidade concordaram em consertar os cabos com defeitos, o que impede as autoridades de tomar ações disciplinares.

De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente da Espanha, cerca de 33.000 aves de rapina morrem a cada ano no país por causa dos cabos elétricos. Um estudo da Fundação Amigos da Águia Imperial acredita que o número é ainda maior: algo em torno de 192.000 e 337.000.


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AAA Northeast, empresa de turismo dos Estados Unidos, corta parceria com SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

AAA Northeast, empresa de turismo, anunciou que irá deixar de vender ingressos para o SeaWorld. A ação foi tomada sob influência de protestos organizados pela PETA e a Protest SeaWorld NY.

Duas baleias pulando do mar em uma atração do parque

Foto: Plant Based News

“Nenhum negócio decente deve querer estar ligado a um parque que cria golfinhos e os monta como se fossem pranchas de surf em shows estilo circo”, afirmou a vice-presidente da PETA, Tracy Reiman.

Ela ainda disse que a agência fez a coisa certa ao se desvincular do SeaWorld, e a PETA está incentivando outras empresas a fazerem o mesmo.

A AAA Northeast agora faz parte de uma lista crescente de empresas de turismo que pararam de vender ingressos para o SeaWorld – incluindo a AAA Arizona, AAA Washington e Virgin Holidays, assim como as companhias aéreas United, Alaska, Delta, JetBlue, Southwest, Spirit, Sunwing e WestJet.

Mudança

A organização PETA afirma que, na natureza, as orcas nadam cerca de 140 milhas (mais de 225 quilômetros) por dia, e os golfinhos-nariz-de-garrafa costumam nadar até 60 milhas (96,5 quilômetros). No SeaWorld, tudo o que podem fazer é nadar em círculos por um espaço pequeno, e 140 golfinhos são distribuídos em apenas 7 pequenos tanques.

No mês passado, dois ex-treinadores do parque denunciaram diversos casos de maus-tratos, inclusive o uso de drogas para acalmar os animais, o que causava úlceras em seus estômagos e outros ferimentos ocasionados por autoagressão.

Apesar de o SeaWorld negar todas as acusações, é fato que manter as orcas e golfinhos em espaços pequenos, forçar os animais a realizar truques e afastá-los da liberdade não é correto. Além de estressados e sob intensa pressão psicológica, eles ainda vivem assustados e depressivos.

As atitudes tomadas pelas empresas demonstram um avanço no pensamento do público, que enxerga cada vez mais os impactos da exploração animal e não compactua mais com a crueldade.


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Mais de 400 animais abandonados vivem no campus da UFPB

Por David Arioch

Nos últimos anos muitos dos gatos que vivem na localidade contraíram esporotricose, micose provocada por fungos (Foto: Reprodução)

Estimativa da Comissão de Direito e Bem-Estar Animal da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) revela que cerca de 400 animais abandonados vivem no campus 1 da UFPB em João Pessoa. A denúncia foi feita pelo presidente da comissão, Francisco Garcia, que destaca que o problema é antigo e ainda parece distante de uma solução.

Garcia explica que há 35 anos o campus concentra grande número de cães e gatos abandonados, e que nos últimos anos muitos dos gatos que vivem na localidade contraíram esporotricose, micose provocada por fungos. O presidente da comissão disse que já entrou em contato com a reitoria da UFPB, mas até hoje o caso não recebeu a devida atenção – o que segundo ele o motivou a formular uma denúncia junto ao Ministério Público Federal (MPF).

Uma audiência foi realizada no dia 10 de julho, em que alguns compromissos foram assumidos, mas ele aponta que não há garantias. A reitora da UFPB, Margareth Diniz, diz que a solução não depende apenas da instituição, mas também das pessoas, já que muitas têm utilizado o local como espaço para abandono de animais.

A situação também é considerada preocupante porque os animais que vivem no campus estão vulneráveis à violência. Só em 2017, uma estimativa da Comissão de Direito e Bem-Estar Animal revelou que 60 animais foram mortos no local.


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Golfinho e tartaruga são encontrados mortos presos em redes de pesca

Foto: James Barnett/SWNS

Foto: James Barnett/SWNS

Imagens comoventes divulgadas recentemente mostram de um golfinho e uma foca mortos envoltos em redes de pesca descartada. As fotos foram usadas como parte de uma campanha de conscientização.

James Barnett, de 57 anos, é veterinário especializado em vida marinha e diz que a maior ameaça aos animais no mar são as redes de pesca descartadas, conhecidas como “redes fantasmas”.

Ele disse que, embora o plástico represente uma ameaça poderosa à vida marinha, ele vê animais envoltos em redes de fantasmas muito mais frequentemente do que vítimas da poluição por plásticos (seja por alimentação ou ferimentos provocados por resíduos plásticos).

Ele divulgou imagens de um golfinho que apareceu na costa da Cornualha em 2017, completamente envolto do focinho ao rabo em uma rede e uma foca encontrada em terra perto de Boscastle, também na Inglaterra enrolada em 35kg de redes em maio.

Na época, voluntários do grupo de resgate local, a British Divers Marine Life Rescue, disseram que pela situação em que foi encontrada era claro que a foca havia sofrido uma morte horrível.

Foto: James Barnett/SWNS

Foto: James Barnett/SWNS

Barnett disse: “É definitivamente o pior caso de emaranhamento de animais que já vi em minha carreira”.

“Focas são animais muito curiosos e eles investigam redes flutuando na água ou presas ao fundo do mar e podem se enroscar nelas”.

As redes fantasmas, as redes descartadas ou perdidas flutuando na água, são um grande problema para as focas e Barnett disse que vê casos sérios de enredamento a cada ano.

As marcas de corte encontradas nos corpos dos mamíferos marinhos são frequentemente sinais de que um animal ferido ficou emaranhado.

Ano passado, James realizou autópsias em quase 30 golfinhos, baleias e botos que foram encontrados presos nas praias e cerca de um quarto deles foram capturados, sem intenção, em redes de pesca.

Barnett disse: “Não encontramos muitas evidências de plástico em focas. Os maiores assassinos são provavelmente capturas acessórias e emaranhamento ”.

Ele tem tratado animais marinhos feridos desde o início dos anos 90 e trabalha no Cornish Seal Sanctuary em Gweek, Cornwall.

Ao longo dos anos, ele realizou centenas de exames post mortem em golfinhos, focas e outros animais encontrados mortos nas praias.

“Não sabemos quão grande é o problema de microplástico ainda. A quantidade de microplásticos espalhados pelo planeta é totalmente desconhecida ainda.

“Ainda não somos capazes de determinar o quanto isso está afetando a saúde dos animais. Acho que é algo que mais estudos nos próximos anos poderão dizer. ”

Ao longo de sua carreira, James realizou 225 autópsias em golfinhos, baleias e botos de 11 espécies diferentes, 78 focas e um tubarão-frade, o primeiro desse tipo no Reino Unido.

“É uma paixão”, disse ele. “Meu trabalho ajuda a destacar a questão das capturas acidentais, emaranhamento e poluição e poluição marinha. Isso torna minha vida mais real e significativa”.

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Maior restaurante vegano do mundo abre em Dubai

Foto: Livenkindly/Reprodução

Foto: Livenkindly/Reprodução

Se você quiser jantar no “maior restaurante vegano” do mundo, precisará ir para a cidade que adora bater recordes mundiais: Dubai.

A maior cidade dos Emirados Árabes Unidos, que já abriga o prédio mais alto do mundo (o Burj Khalifa) e o maior shopping center do mundo (The Dubai Mall, por área total), dará as boas-vindas ao novo restaurante vegano chamado Veganity, em 16 de agosto.

A empresa Veganity ganhou fama em Dubai em 2017. Foi quando seu fundador, o chef Sky Sommers, começou a suprir a crescente demanda por alimentos veganos no Oriente Médio com o lançamento de um serviço de entrega de refeições. A companhia diz que planeja manter o serviço de refeições e o restaurante expandirá suas ofertas.

“Dando um passo à frente, o proprietário e chefe de cozinha Sky Sommers queria criar algo que nunca foi feito antes, abrindo o restaurante Veganity no coração de Dubai, na rua principal de City Walk, oferecendo um refúgio para veganos e não veganos que poderão desfrutar de uma comida gourmet saudável, mas com alma, que seja tão original quanto agradável”, disse um porta-voz do restaurante ao National.

Segundo a empresa, a Veganity deverá expandir-se para Abu Dhabi a seguir, com outras cidades na rota de expansão.

O restaurante possui mais de 200 pratos internacionais. O menu inclui gnocchi, almôndegas e massas veganas, frango frito vegano e diversas sobremesas veganas.

Demanda vegana no Oriente Médio

A poucas horas de distância de Dubai, a Arábia Saudita também está sentindo um rápido aumento do interesse pela alimentação vegana.

“Preocupações com a saúde, os direitos animais e o meio ambiente estão sendo fatores-chave para motivar os sauditas a mudar suas alimentações e parar de usar produtos de origem animal”, relata Arab News.

“Com um número crescente de lojas e restaurantes no Reino oferecendo agora uma gama mais ampla de produtos vegetarianos e veganos, a mudança da carne está se tornando ainda mais palatável para muitos jovens sauditas.”

Foto: Livenkindly/Reprodução

Foto: Livenkindly/Reprodução

Israel tem sido considerada uma “capital vegana” do mundo, com uma população vegana forte e imensa, incluindo uma base crescente de militares do país aderindo ao estilo de vida vegano. O McDonald’s recentemente adicionou um hambúrguer vegano aos seus restaurantes israelenses. Uma organização sem fins lucrativos Vegan Friendly teve sucesso na transição das padarias israelenses para ovos e produtos lácteos veganos acompanhando a demanda crescente.

“No momento, estamos nos concentrando nas padarias. Quando chegamos a um ponto em que 60% a 70% dos doces em Israel sejam veganos, passamos para os outros produtos”, disse o fundador da Vegan Friendly, Omri Paz, em uma entrevista recente.

Quanto a Dubai, os produtos de origem animal ainda estão em alta demanda, mas a comida vegana continua a ser consumida por novos consumidores diariamente.

“As pessoas acham que comemos como coelhos, mas a alimentação vegana é realmente mais saudável”, disse ele. “Minha esperança é que o movimento vegano se torne um movimento de massa”.

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Governo faz churrasco na Esplanada dos Ministérios com mais de 4 mil peixes mortos

O governo promove nesta quarta-feira (7) um churrasco na Esplanada dos Ministérios. Mais de 4 mil peixes foram mortos para o evento.

Tambaquis mortos para consumo humano (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM/Imagem Ilustrativa)

Da espécie tambaqui, os animais marinhos foram doados ao governo por uma associação de criadores de Rondônia que os explora para consumo humano.

O evento tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que é conhecido por apoiar práticas que exploram, maltratam e matam animais – como a caça, o rodeio e a vaquejada. De acordo com informações oficiais do governo, a presença do presidente no churrasco foi confirmada.

Os peixes serão cortados, assados e distribuídos à população, o que incentivará o consumo de peixe, condenando-os ainda mais a uma vida de muito sofrimento.


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Proposta legislativa exige cancelamento do registro de agrotóxicos com glifosato

Por David Arioch

Desde 2015 a Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu que o glifosato é “potencialmente cancerígeno” (Foto: Alejandra Bartoliche)

O deputado João Daniel (PT-SE) protocolou hoje uma proposta legislativa na Câmara dos Deputados que exige o cancelamento do registro de agrotóxicos com o ingrediente ativo glifosato até que seja comprovado que não causa danos à saúde humana, animal e ao meio ambiente.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o glifosato é um herbicida não seletivo, sistêmico, pós-emergente que apresenta eficiência na eliminação de ervas daninhas, sendo o agrotóxico mais utilizado no Brasil, com mais de 173 milhões de toneladas do ingrediente ativo comercializadas só no ano de 2017.

Mas a justificativa para o projeto contra o uso de glifosato é que desde 2015 a Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu que o glifosato é “potencialmente cancerígeno”. Além disso, em agosto do ano passado, a Monsanto já havia sido condenada em primeira instância pela Justiça dos EUA a pagar cerca de 1,1 bilhão de reais a Dewayne Johnson, que desenvolveu câncer enquanto utilizava um herbicida à base de glifosato da empresa.

Já este ano, um júri em San Francisco (EUA) decidiu que o uso de glifosato foi um fator importante no desenvolvimento de câncer (linfoma não Hodgkin) no californiano Edwin Hardeman, de 70 anos, que usou o herbicida com regularidade entre os anos de 1980 e 2012. Só a Monsanto já contabilizava em 2018 mais de cinco mil processos semelhantes nos EUA.

Outro ponto a se considerar é que recentemente o Ministério da Saúde encomendou um estudo com três dos dez pesticidas mais utilizados na agricultura brasileira. A conclusão do Instituto Butantan foi de que não há dose mínima segura para consumo de agrotóxicos. Além disso, o uso de glifosato tem sido cada vez mais associado à mortandade de abelhas.

“Agora, em 9 de julho deste ano, a Anvisa divulgou os resultados de uma consulta pública sobre o uso do agrotóxico glifosato, em que a maioria das pessoas ou instituições que participaram pediu a proibição do produto no país. Levando em conta o Princípio da Precaução, entendemos que deva ser imediatamente proibida a importação, fabricação e utilização de produtos que tenham em sua composição o glifosato como princípio ativo”, justifica João Daniel, autor do Projeto de Lei 4228/2019. Só este ano o governo brasileiro já liberou o registro de 290 agrotóxicos.


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