Harvard se junta a mais 166 universidades dos EUA e oferece curso de direito animal

Por David Arioch

Curso de direito animal vai abordar também questões que afetam animais criados para consumo (Acervo: MFA)

A Escola de Direito da Universidade Harvard anunciou ontem (5) o lançamento de um curso que visa proporcionar aos estudantes experiência em litígios, legislação, prática administrativa e formulação de políticas no contexto do direito animal.

Segundo a instituição, a área é uma das mais emergentes quando se trata de áreas do direito de interesse público, e reflexo disso é o fato de que enquanto em 2000 apenas nove universidades ofereciam cursos, programas ou disciplinas relacionados ao direito animal, hoje o total já chega a 167 só nos Estados Unidos.

A Escola de Direito da Universidade Harvard informa que pretende trabalhar uma ampla gama de questões que afetam animais criados para consumo, vida selvagem, animais em cativeiro e ameaça global desencadeada contra todas as formas de vida em decorrência da mudança climática.

“O estabelecimento da clínica [de direito animal] na HLS alavancará todos os pontos fortes e recursos institucionais da Universidade Harvard para desenvolver estratégias criativas que utilizem lei, ciência e políticas públicas. Essas oportunidades educacionais permitirão que os alunos façam contribuições cruciais para o campo, enquanto treinamos uma nova geração de líderes para o movimento da defesa animal”, enfatiza o Harvard Law Today.

A clínica, que é parte do curso de direito animal, será liderada pela professora Kristen Stilt, que é a idealizadora da iniciativa. “A clínica vai preparar nossos graduados para embarcar em carreiras no campo da proteção animal, produzir litígios impactantes e análises de políticas que beneficiem o movimento da proteção animal, fornecendo uma plataforma de renome internacional para educar o público em geral sobre as muitas questões prementes que envolvem a lei e a política animal”, explica Kristen.


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Pesquisadores desenvolvem clara de ovo à base levedura de cerveja

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Pesquisadores da startup holandesa FUMI desenvolveram uma alternativa baseada em vegetais para claras de ovos utilizando resíduos de levedura usada de cervejarias locais.

O produto livre de animais, criado por Edgar Suarez Garcia e Corjan van den Berg durante um projeto de quatro anos na Universidade de Wageeningen, possui funcionalidades “muito comparáveis” a da clara de ovo segundo seus criadores.

Poder excepcional de formar espuma

“Nosso produto rico em proteínas pode ser usado para fazer merengues, mostrando seu excepcional poder espumante”, afirma o site da FUMI.

“As proteínas FUMI apresentam um excelente comportamento de gelificação (proteína aglutinadora) e são capazes de formar géis de calor, que são semelhantes às proteínas de clara de ovo.”

“Um passo enorme”

A dupla também observou uma “redução extrema nas emissões de CO2” em comparação com os ovos de galinha – afirmando que 4 kg de CO2 são emitidos para cada quilograma de clara de ovo que é produzida.

“Se você comparar isso com o nosso processo, você alcançará mais de 95% de redução de CO2 equivalente. É um passo enorme”, disse van den Berg à Food Navigator.

Ele também sugeriu que várias empresas estavam interessadas no produto da FUMI – acrescentando: “Se você olhar para o mercado holandês de produtos que representam alternativas à base de vegetais, estamos em contato com mais da metade de todos os produtores”.

Aquafaba

No ano passado, a antiga marca de laticínios, Elmhurst, lançou um substituto vegano ao ovo de galinha feito a partir de aquafaba – a água viscosa que sobra do cozimento de grão-de-bico.

A inovadora culinária Cheryl Mitchell, Ph.D disse ao VegNews: “Com nosso foco em alimentos vegetais mais sustentáveis, parecia natural procurar uma fonte primária de alimento como solução: grão-de-bico.

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Projetos de lei visam proibir venda de animais pela internet

Por David Arioch

Tripoli: “Acredito que, na verdade, a comercialização de animais deva ser proibida como um todo” (Foto: Bruno Alencastro/Agência RBS)

Dois projetos de lei protocolados na Câmara dos Deputados nos últimos cinco anos visam proibir a venda de animais pela internet. O primeiro é o PL 7853/2014 de autoria do ex-deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB-SP) e o segundo é o PL 858/2019, do deputado Célio Studart (PV-CE).

Recentemente os dois projetos foram anexados ao PL 215/2017, que cria o Código Federal de Bem-Estar Animal, encaminhado para a mesa diretora da Câmara no último dia 12 de junho, e que com o acréscimo do que prevê esses projetos, se aprovado, garante a proibição da venda de animais pela internet.

Em sua justificativa, Tripoli argumenta que a realidade dos animais comercializados pela internet é ainda pior que dos pet shops. “Pela rede de computadores, não se pode ter ideia nenhuma das condições de cativeiro em que se encontram os animais.”

E acrescenta: “Acredito que, na verdade, a comercialização de animais deva ser proibida como um todo. Entendo que reproduzir animais para a venda de filhotes deve ser considerado um crime. Como diz a redação da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), ‘ninguém pode vender bebês humanos, mas filhotes animais podem ser comercializados livremente’.” Além de multa, mas sem definição de valores, o PL prevê de um a três meses de detenção.

Já o projeto de Célio Studart cobra multa de dez mil reais a um milhão de reais dependendo do tipo de oferta. “As publicações na internet relacionadas a esse tipo de comercialização deverão ser apagadas imediatamente das redes sociais e das páginas de compra e venda, assim que essas forem notificadas por qualquer usuário acerca do descumprimento dessa legislação”, defende.

Segundo Studart, com a aprovação de uma legislação específica será possível que as publicações de compra e venda de animais possam ser apagadas com mais celeridade. “Assim impedindo as negociações indevidas, além de possibilitar o resgate desses animais para posterior tratamento e destinação para adoção responsável”, complementa.


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Câmara aprova projeto que proíbe comércio de animais em Santos (SP)

A Câmara Municipal de Santos (SP) aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 14/2019 que proíbe o comércio de animais no município. A proposta, de autoria do vereador Benedito Furtado (PSB), coloca fim à concessão e à renovação de alvará de licença, localização e funcionamento aos canis, gatis e estabelecimentos comerciais que vendam animais. O projeto segue agora para análise do prefeito Paulo Alexandre Barbosa, que deve decidir pelo veto ou pela sanção.

Foto: Pixabay

De acordo com Furtado, é nítido o processo social rumo à “descoisificar” os animais, passando a tratá-los como seres vivos dotados de sensibilidade.

“Animais não são coisas, não são mercadorias. Ninguém compra um bebê, assim, ninguém deveria pagar para ter um animal”, afirma o parlamentar. As informações são do portal Diário do Litoral.

Países como a Inglaterra e a Austrália já possuem leis que proíbem o comércio de animais. No México, os animais passaram a ter status jurídico de seres sencientes que devem receber tratamento digno, com seus direitos à vida e à integridade física resguardados. No país, os animais passaram a ser sujeitos de consideração moral.

No Brasil, após 1,7 mil cães vítimas de severos maus-tratos serem resgatados de um canil que os explorava para venda, a rede Petz, que era cliente do estabelecimento, anunciou o fim do comércio de cachorros e gatos em suas lojas.

O problema do comércio de animais, no entanto, vai além dos casos de maus-tratos. Isso porque a dificuldade para se reduzir o número de cachorros e gatos abandonados está diretamente ligada à venda deles, já que quem opta por comprar deixa de dar um lar a um animal necessitado que vive na rua ou no abrigo de uma ONG.

Em Santos, entidades de proteção animal e a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) têm dezenas de animais para adoção.


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Golfinho com feridas nas nadadeiras é encontrado morto em Macaé (RJ)

Um golfinho foi encontrado morto em Macaé, no interior do Rio de Janeiro. O corpo foi localizado no domingo (4) na Praia da Barra.

Foto: Yasmin Manhães/arquivo pessoal

Pessoas que passavam pelo local encontraram o animal marinho e entraram em contato com o CTA – Serviço de Meio Ambiente. A empresa encaminhou o corpo para o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Araruama. O animal será submetido à necrópsia.

Yasmin Manhães foi uma das pessoas que encontrou o animal. Segundo ela, o golfinho tinha ferimentos nas nadadeiras. As informações são do portal G1.

A empresa afirmou que, após a necrópsia, será possível determinar se os ferimentos foram ocasionados antes ou depois da morte e descobrir se eles são resultados de predação e decomposição do corpo.

A causa da morte do animal ainda não foi divulgada pelo CTA.


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Pássaro explorado para entretenimento morre durante gravação de filme

Um pássaro explorado para entretenimento humano morreu durante as gravações do filme “Them That Follow”. A ave morreu nas mãos da atriz Alice Englert, deixando-a abalada.

(Foto: Pixabay/Ilustrativa)

O longa-metragem, de suspense, foi lançado nos cinemas neste final de semana e participou do Festival de Sundance em janeiro. A denúncia da morte do animal foi feita pelo portal de notícias TMZ.

O site obteve imagens que mostram Alice no momento em que a atriz percebe que há algo errado com o pássaro. Ela entrega, então, a ave à pessoa responsável por submeter a ave a treinamentos anti-naturais para explorá-la para entretenimento. Em seguida, a atriz confirma a morte do animal e fica completamente atordoada com o fato.

O TMZ afirmou que os produtores do filme confirmaram e lamentaram a morte da ave. Eles dizem que não sabem o que levou o animal a perder a vida e alegam que não houve “maltrato ou falta de cuidado com a ave”.

Alice Englert (Foto: AMANDA EDWARDS / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)

Nota da Redação: havendo ou não maus-tratos e negligência, treinar animais para forçá-los a aprender truques e a desenvolver comportamentos anti-naturais para que ele sejam explorados para entretenimento humano, com o objetivo de gerar lucro aos treinadores e produtores dos filmes, é uma prática inaceitável. Atualmente, a tecnologia está extremamente avançada, o que permite que animais sejam criados por meio de programas de computador, não havendo, portanto, desculpa que justifique a exploração animal em filmes e similares. Recentemente, o filme “O Rei Leão” deu exemplo ao não envolver nenhum único animal real nas gravações, tendo recorrido integralmente à tecnologia para a produção das imagens.


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Filhotes ficam órfãos após gata ser envenenada e ganham ‘mãe de leite’

Três filhotes de gato ficaram órfãos após a mãe deles ser envenenada em Peruíbe, no litoral de São Paulo. A gata foi socorrida por uma protetora de animais, mas não sobreviveu. Inicialmente, os filhotes passaram a ser alimentados por meio de uma mamadeira, mas depois encontraram uma gata lactante que, agora, é a “mãe de leite” deles.

Os filhotes não tiveram contato com a mãe biológica após o envenenamento e, por isso, não foram afetados pelo veneno. Eles foram resgatados pela farmacêutica Graziella Judy, voluntária do grupo Animal Cat, que resgata e disponibiliza gatos para adoção em Peruíbe.

Filhotes ficaram órfãos após gata ser envenenada (Foto: Graziella Judy)

“A gata voltou para casa vomitando, com sinais de envenenamento. Ela entrou em contato para pedir ajuda. Eu resgatei a gata e levei ao veterinário. Mas, já era tarde demais. Infelizmente, a gata chegou morta no veterinário. O veterinário disse que sim, era veneno. Geralmente, colocam dentro de uma pedaço de carne ou frango”, disse Graziella ao G1.

Os filhotes haviam nascido dias antes da mãe deles ser envenenada. A tutora dos animais afirmou que não tinha condições de manter os gatos e, por isso, eles ficaram sob a responsabilidade da protetora.

Logo após resgatar os filhotes, Graziella os alimentou usando uma pequena mamadeira e leite industrializado específico para gatos. Eles mamavam a cada três horas.

“Publiquei nas redes sociais pedindo ajuda para quem tivesse uma fêmea amamentando para fazer uma ‘mãe de leite’. Fiz uma primeira tentativa, não deu certo. A fêmea rejeitou os filhotes. Uma outra pessoa apareceu com uma fêmea que estava amamentando e ela acolheu os bebezinhos”, contou.

Segundo ela, os filhotes estão se desenvolvendo bem e, inclusive, já abriram os olhos. Graziella acredita que os gatos estão saudáveis porque não tiveram contato com a mãe biológica após ela ser envenenada. Quando os animais completarem 60 dias de vida, a protetora os disponibilizará para adoção.

Filhotes foram adotados por “mãe de leite” (Foto: Graziella Judy)

Para a farmacêutica, a mãe dos gatos foi envenenada porque não era castrada e ficava solta. “Temos parcerias com clínicas, pegamos os gatos e devolvemos para o tutor castrado e medicado para evitar esse tipo de situação. Os gatos que não são castrados passeiam, fazem barulho, fezes na vizinhança e isso incomoda muita gente. Dai, elas compram veneno de rato e dão. É uma forma muito cruel de matar o animal. Infelizmente, a maldade humana fica acima de tudo”, lamentou.

É importante ressaltar, no entanto, que embora gatos castrados fiquem mais tranquilos e alguns, de fato, parem de sair à rua, muitos deles permanecem saindo, mesmo que para ir até a calçada ou apenas subir no telhado. Isso os expõe a riscos de atropelamento, envenenamento, agressão e contaminação por doenças. É necessário, portanto, não só castrar o gato, mas impedir que ele tenha acesso à rua, mantendo portas e janelas fechadas ou colocando tela nas janelas ou no quintal.


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Sítio do Bem lança campanha em prol dos animais para o Dia dos Pais

Divulgação

O Sítio do Bem, e-commerce especializado em camisas temáticas e produtos para quem é apaixonado por animais, lançou uma linha de camisas especiais com a temática “pais de animais” em homenagem ao Dia dos Pais, que será celebrado no dia 11 de agosto este ano. Ao comprar uma das camisas do catálogo, 15% do valor arrecadado será destinado a uma ONG de proteção e defesa dos direitos animais.

Divulgação

As camisas são produzidas em malhas 100% poliéster ou dry fit. Elas são feitas sob demanda. As estampas são impressas com materiais de alta qualidade e resolução. O Sítio do Bem realiza entregas em todo o país e também realiza envios internacionais. Comprando via boleto bancário você ganha 5% de desconto. Além de ser um presente único, a compra de uma camiseta pode ajudar muitas organizações a continuar um importante trabalho em prol dos animais.

Veja abaixo ONGs e protetores que foram beneficiados diretamente por campanhas realizadas pelo Sítio do Bem:


“O Sítio do Bem é uma plataforma que veio para ajudar muito a causa animal. Ter uma empresa especializada na confecção e na venda de materiais de apoio as ONGs é algo que viabiliza as operações de pequenas e médias entidades sem fins lucrativos. O atendimento da site é incrível e sabemos que podemos confiar de olhos fechados. É bom para as ONGs, é bom para a causa animal.”
Juan Hatzfeld dos Santos – Princípio Animal

“O Projeto Bicho de Rua tem o apoio do Sítio do Bem desde que este abriu as portas em 2015. Por meio da parceria, todos os produtos institucionais do Bicho de Rua são comercializados pelo Sítio. Também recebemos percentuais sobre as vendas dos produtos de marca própria, bem como doações da comunidade de clientes. Esses valores são parte importante da arrecadação que nos permite seguir com o trabalho em favor dos animais carentes”.
Marcia Simch – Projeto Bicho de Rua

“O Sítio do Bem é amigo dos animais. O Projeto Preciso de Lar recebe apoio e agradece as doações e confiança”
Cíntia Rochenbach – Preciso de Lar

“Comprando no Sítio do Bem, você estará ajudando os animais resgatados . Agradeço em nome de todas as protetoras que recebem este auxílio”.
Beatriz Langlois – Veterinária e Protetora

“Sítio do bem é um suporte importante pra nós protetores”
Rafaela Fichera – Artesã e Protetora

“O Sítio do Bem desempenha um papel fundamental na causa animal. Através desse portal idôneo, construímos uma rede de solidariedade capaz de alcançar resultados expressivos, que fazem a diferença na vida dos animais e consequentemente dos envolvidos em seu bem estar”.
Lulu Christofoli – Adestradora e Protetora

Sobre o Sítio do Bem

O Sítio do Bem nasceu em 4 de outubro de 2015. É especializado em camisetas com temática animal, especialmente cães e gatos. Seu maior diferencial está na íntima relação com os direitos animais. Todas as camisetas tem um percentual da venda destinado a entidades, ativistas e protetores. Além disso, a loja vende produtos com a assinatura de ONGs com alta credibilidade e reputação.

Contatos

Site: http://www.sitiodobem.com.br
E-mail: soudobem@sitiodobem.com.br
Whats App: 51 993249683
Facebook: http://www.facebook.com/sitiodobemshop
Twitter: www,twitter.com/sitiodobem
Instagram: http://www.instagram.com/pinguim_gato/


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Cadela abandonada para morrer em noite fria é resgatada e adotada por policial

Uma cadela foi abandonada para morrer, presa dentro de um saco de ráfia, amarrado por um fio, num canavial às margens da Rodovia General Euclides de Oliveira Figueiredo, a Rodovia da Integração (SP-563), em Tupi Paulista (SP). A vida, no entanto, havia reservado uma nova chance para o animal, que foi resgatado e encontrou um novo lar.

Casaco foi colocado em Vitória para aquecê-la (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Vitória, como passou a ser chamada a cadela, devido à garra que ela teve para sobreviver, foi encontrada no domingo (4) pelo produtor rural Marinho Zamonelo, de 44 anos. Ele passava de carro no local quando viu algo e decidiu parar e verificar.

“Só vi porque ela [cadelinha] levantou a cabeça, como se estivesse pedindo socorro, e no impulso fui tentar desamarrar. Mas ela começou a pular e rosnar, então, fiquei com medo e liguei para os bombeiros, que me orientaram a acionar a polícia local”, lembrou ao G1. “Não é meu costume parar ali, parece que foi uma luz”, completou.

Para Zamonelo, a pessoa que fez isso com a cadela não tem amor no coração. “Tem tanta coisa errada no mundo e isso prova que as pessoas não têm amor no coração, nem pelos animais”, disse. O produtor rural espera não vivenciar a mesma situação de novo, mas garante que irá ajudar caso aconteça.

Policiais salvaram a vida de Vitória (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

“Para fazer o bem, eu paro. O homem não vê, mas Deus vê o que a gente faz”, afirmou.

A cadela foi resgatada por policiais militares da 4ª Companhia de Tupi Paulista, pertencente ao 25º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I) e adotada por um dos agentes. Ao chegar no local da denúncia, os policiais encontraram a cadela dentro do saco, apenas com a cabeça para fora. Assustada, ela se debatia.

A Polícia Militar considera que o animal foi abandonado para morrer. “Com muito custo, os policiais conseguiram libertar o animal e constataram que se tratava de uma fêmea, contudo, encontrava-se muito debilitada e não conseguia se levantar, provavelmente por ter passado toda a noite exposta ao frio intenso que se registrou”, informou a Polícia Militar em nota oficial.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que entre 7h e 8h, horário em que o resgate foi solicitado, os termômetros marcavam entre 10,2°C e 11,1°C na região e que, um pouco antes, por volta das 6h, foi registrado 10,1°C.

Comovido com a situação da cadela, o cabo Paulo Barberino Filho tirou a própria jaqueta e colocou sobre Vitória, numa tentativa de aquecê-la. Além dele, participaram da ação os soldados Rodrigo Fernando Nascimento de Souza e Mailson Brito Meneghini e o cabo Fabiano Henrique Vello Rossaneli, que acabou adotando a cadela. O Corpo de Bombeiros e uma ONG de proteção animal de Dracena (SP) também foram acionados.

Vitória foi adotada pelo cabo Rossaneli (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Após o resgate, Vitória foi encaminhada para uma clínica veterinária, onde segue internada. Diagnosticada com hipotermia, ela recebeu os cuidados necessários e, por estar saudável, deve receber alta médica nesta terça-feira (6).

De acordo com o médico veterinário Colombo Guerra Carvalho Júnior, exames foram realizados, dentre eles um hemograma, e foi constatado que o animal está com boa saúde. “Estava somente com a temperatura baixa”, comentou. Vitória recebeu medicamentos, vitaminas e aquecimento. “Duas horas depois, já estava bem e comeu um monte de ração”, completou o profissional, que estima que a cadela tenha menos de um ano de idade.

Final feliz

Apesar da história de Vitória ter começado triste, a ação dos envolvidos no resgate e a atitude de Rossaneli, ao adotá-la, mudaram seu destino. Assim que for liberada da clínica, a cadela poderá viver uma nova vida ao lado de sua nova família.

O cabo da PM decidiu adotar Vitória após se comover com a situação em que ela foi encontrada. Ele conversou com a esposa, que concordou e, então, formalizou a adoção.

Rossaneli disse ao G1 que este foi o primeiro resgate de animal em situação de abandono no qual ele atuou. “Como uma pessoa dessa [que abandonou] dorme à noite?”, questionou o policial.

Cadela foi abandonada para morrer (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

O militar lembrou que, após encontrar a cadela graças à denúncia recebida pela PM, a equipe policial fez contatos para ajudar o animal. Dentre as pessoas contactadas está a protetor de animais Joisiany Ceber, que foi a responsável por encaminhar Vitória ao veterinário e a escolher o nome dela.

“Vou manter esse nome, porque ela foi forte. Na situação em que ela estava, não se sabe desde que horas, ela sobreviveu”, afirmou o cabo. “Me sinto agradecido por dar uma segunda chance para o bichinho”, acrescentou.

Repercussão 

Publicada na rede social da Polícia Militar do Estado de São Paulo, a história do resgate de Vitória alcançou, até a publicação desta reportagem, aproximadamente de 35 mil reações, 12,9 mil compartilhamentos e 7,9 mil comentários.

A repercussão foi tamanha que o caso chegou ao conhecimento da ilustradora Gisele Daminelli, de Santa Catarina. Comovida com o desfecho da situação, ela fez um desenho que retrata o momento em que Vitória foi aquecida pelo casaco de um dos policiais.

Ilustradora retratou resgate de Vitória em desenho (Foto: Reprodução/Instagram)

Rossaneli ficou surpreso com o alcance que o caso teve. “A gente tira foto para mostrar aos comandantes, no caso, para chamar a Joisiany”, comentou.

Nas redes sociais, a atitude daqueles que participaram do resgate foi elogiada. “Parabéns a todas as equipes pelo bom coração”, escreveu um internauta. “É assim que se demonstra o respeito a vida, pena que a maioria dos olhos não enxergam”, disse outro.

A Polícia Militar também parabenizou os agentes e as demais pessoas que se envolveram no resgate. “Parabéns aos guerreiros que participaram do atendimento e apoio. Não mediram esforços para amparar o próximo, ainda que este tivesse sido um animal indefeso”, incentivou a PM.

Cabo Barberino tirou sua jaqueta e colocou em Vitória para protegê-la do frio (Foto: Polícia Militar/Divulgação)


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Ameaçado de extinção, lobo-guará morre após atropelamento no RJ

Um lobo-guará foi encontrado morto no domingo (4) às margens da RJ-106, a Rodovia Amaral Peixoto, em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. Vítima de atropelamento, o animal pertence a uma espécie ameaçada de extinção.

O lobo foi encontrado pela Guarda Ambiental no km 155 da rodovia. Acionado pelos guardas, um biólogo do Parque Natural Municipal Atalaia, com sede em Macaé (RJ), esteve no local para analisar o corpo do animal e encaminhar amostras para o Laboratório de Zoologia do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (Nupem) da UFRJ.

Foto: Alexandre Bezerra/Parque Natural Municipal Atalaia

O biólogo Alexandre Bezerra, chefe do parque, afirmou que o lobo tinha cerca de um metro e meio de comprimento, contando com a cauda. As informações são do G1.

De acordo com o profissional, esta foi a primeira vez que a presença de um lobo-guará foi registrada em Rio das Ostras. A população da espécie, ainda segundo Bezerra, está sendo estudada por especialistas do Nupem.

“É importante que as pessoas saibam que existem esses animais na nossa região pra que tenham atenção também na estrada porque pode causar graves acidentes”, disse o biólogo.

Não há placas de sinalização indicando a presença de animais silvestres no trecho da rodovia em que o atropelamento foi registrado.

De acordo com a prefeitura, a situação é atípica e a instalação da placa de sinalização está sendo providenciada. Ao ser questionada sobre a construção de travessias subterrâneas para que os animais possam transitar em segurança, a administração municipal afirmou que está em contato com o Governo do Estado para que as medidas necessárias sejam avaliadas.


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