Disciplina de direitos animais terá início no dia 21 na UnB

Por David Arioch

“O reconhecimento da senciência animal coloca em evidência um campo do conhecimento que cresce a cada dia: os Direitos Animais” | Foto: Pixabay

No dia 21, a Universidade Nacional de Brasília (UnB) iniciará as aulas da disciplina “Mobilização Pública e Direitos Animais” aos alunos regulares da instituição. Quem não é estudante da UnB também será contemplado com uma programação aberta ao público em geral e com certificado de participação.

Até o dia 9 de outubro serão oferecidas as aulas “Direitos (para todos) Animais”, “O Direito Achado na Rua (Direitos Animais)”, “Ambiente Legislativo Nacional e Internacional”, “Ambiente Jurídico Nacional e Internacional”, “Direitos Animais e Lutas Ambientais”, “Direitos Animais e Lutas Sociais” e “Mobilização Pública pelos Direitos Animais”.

De 16 de outubro a 30 de outubro, alunos e não alunos da UnB podem participar das oficinas “Redes Sociais para Ativismo Animal”, “Filmagem Tática para Ativismo Animal” e “Edição de Vídeo Tática para Ativismo Animal”. A programação se encerra no dia 4 de dezembro com o Cine Direitos Animais, que inclui mostra e debate.

“O reconhecimento da senciência animal coloca em evidência um campo do conhecimento que cresce a cada dia: os Direitos Animais. A comunicação é um importante instrumento do ativismo animal para mudança cultural, introduzindo novos valores à sociedade”, informa o grupo O Direito Achado na Rua.

Na perspectiva do grupo, esses direitos são construídos a partir de embates sociais, em que visões de mundo estão em disputa. Um enfrentamento que se dá também na criação de significados e simbolismos por meio da comunicação.

“Em diálogo com a perspectiva de que a exploração animal tem a mesma base que sustenta outras formas de opressões – como o machismo, o racismo, a lgbttqifobia, o capacitismo – a disciplina ‘Mobilização Pública e Direitos Animais’ está aberta a todos e todas que desejam contribuir para a construção de um mundo em que os direitos de todos animais (humanos e não humanos) sejam reconhecidos e respeitados”, acrescenta.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o grupo O Direito Achado na Rua, faculdades de Direito e Comunicação da UnB e do Grupo de Estudos Sobre Direitos Animais e Interseccionalidade (GEDAI). E conta com apoio da Frente de Ações pela Libertação Animal (FALA), Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal (ProAnima) e Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPA).

Saiba Mais

Todas as atividades serão ofertadas das 19h às 22h na Faculdade de Comunicação da UnB, no Campus Darcy Ribeiro – ICC Norte. Para mais informações, envie e-mail para gedaidireitosanimais@gmail.com


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Amigos criam método livre de crueldade para a prática de laçar bois

Por Rafaela Damasceno

Laçar bois é uma prática comum e considerada um esporte. Infelizmente, os animais são machucados e maltratados em nome do entretenimento cruel. Buscando reproduzir a paixão pelo esporte, sem causar dano aos animais, um grupo de amigos teve a ideia de criar uma alternativa livre de crueldade.

Um boi de madeira sendo laçado

Foto: Reprodução/Internet

O 1° Circuito Laço do Boi Parado estreou na Praça de Eventos Leandro Corrê, na cidade Terenos (MS), no último domingo (4). A festa foi minuciosamente planejada, e a organização levou cerca de sete meses até finalmente ser anunciada. A competição laço de boi parado, que consiste em laçar um boi de madeira, pôde ser disputada por pessoas de todas as idades.

As regras básicas são laçar perfeitamente o boi de madeira a uma distância de três metros. Os vencedores receberam prêmios, mas o importante é a diversão, segundo o Campo Grande News.

Os três finalistas ganharam um cavalete personalizado, onde poderão continuar praticando. Segundo os organizadores da festa, o evento resgata a paixão pelo esporte, sem maltratar os animais.


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Ministério da Saúde da Nova Zelândia promove dieta baseada em vegetais

Por Rafaela Damasceno

O Ministério da Saúde da Nova Zelândia promoveu uma dieta baseada em vegetais em seu último relatório, Sustentabilidade e Setor da Saúde: Um guia para começar.

Várias pessoas sentadas em volta de uma mesa, sorrindo e comendo coisas saudáveis

Foto: Adobe

O relatório foi publicado no final de julho e incentiva as pessoas a reduzir os produtos de origem animal, como carne e laticínios, e a comprar alimentos locais e sustentáveis.

“Alimentação tem consequências importantes para a saúde e o setor que cuida da saúde está comprometido em fornecer alimentos saudáveis”, diz o relatório.

Segundo o Ministério da Saúde da Nova Zelândia, a produção de carne, principalmente a vermelha, consome muitos recursos e emite mais gás carbônico na atmosfera do que a produção de proteínas alternativas criadas a partir dos vegetais. O setor também está se comprometendo em trabalhar com nutricionistas para desenvolver cardápios alternativos e incentivar as dietas baseadas em vegetais.

Além de uma alimentação mais saudável, o relatório também sugere a redução de embalagens, a diminuição do uso do plástico, um menor desperdício de comida – por meio de compostagem – e a plantação de árvores frutíferas e vegetais para promover um senso de comunidade.


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Cachorro tem o rosto desfigurado ao pedir comida a um homem bêbado

Foto: AsiaWire

Foto: AsiaWire

A polícia está a procura de um cruel agressor de animais que cortou o focinho de um cão faminto “por diversão”.

Fotos com imagens fortes e comoventes foram compartilhadas on-line mostrando um cachorro com o rosto seriamente ferido, sem pele, com a carne a mostra e a boca completamente exposta.

Em outros, o focinho cortado pode ser visto no chão com o nariz e os dentes ainda intactos.

O filhote indefeso foi encontrado vagando pelas ruas de Sabah, na Malásia.

Relatórios locais dizem que o homem estava bêbado e fez isso “por diversão” depois que o cachorro inocente veio até ele em busca de alimento.

O cão atualmente esta sendo mantido aos cuidados da Associação de Animais da Malásia, mas veterinários recomendam que o animal seja sacrificado para acabar com o seu sofrimento.

A polícia está procurando pelo culpado pela agressão, mas ainda não o encontrou, relata o Mirror.

As autoridades estão oferecendo uma moto Daelim History S125 – no valor de £ 1.890 – para qualquer um que possa identificar o agressor do animal.

Arie Dwi Andika, presidente da Associação de Animais da Malásia, disse: “Queremos que o culpado seja pego, acusado e sentenciado de acordo com a promulgação do bem-estar animal de Sabah.”

Nós aqui na península não podemos intervir como Sabah e Sarawak (estados na Malásia) têm sua própria legislação.

”Leis de bem-estar animal foram introduzidas na Malásia em 1953, mas foram alvo de críticas por serem fracas e sub-aplicadas.

Em 2015, o país fortaleceu as leis de proteção aos animais e introduziu várias penalidades por crueldade contra animais.

Segundo a Seção 29 do Ato Contra a Crueldade Animal, as pessoas podem ser multadas e presas por até três anos por abuso de animais.

Isso inclui morrer de fome, mutilar ou abandonar um animal.

A multa mínima é de RM 20.000 na moeda da Malásia Ringgett – equivalente a cerca de £ 3983 em libras esterlinas (cerca de 18 mil reais).

A multa máxima é mais que o triplo dessa penalidade.

Aqueles considerados culpados de infligir dano extremo ou abuso a um animal na Malásia podem ser multados em até RM100.000.

Em libras, isso equivale a quase 20.000 libras ou cerca de 93 mil reais.

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Atriz Alicia Silverstone credita o bom comportamento do filho ao veganismo

Por Rafaela Damasceno

A atriz Alicia Silverstone cria seu filho de oito anos, Bear, sob um estilo de vida livre de crueldade. Ela acredita que a alimentação vegetariana estrita é grande parte do que influencia o bom comportamento do garoto.

A atriz posando para a foto, usando um vestido preto

Foto: Town News

“Eu nunca tive que levantar a voz para Bear. Eu posso apenas dizer ‘não, obrigada’ e nós nos respeitamos, ouvindo um ao outro. Muito disso é a alimentação. Quando seu filho se sente bem, age bem”, disse a atriz, em entrevista à revista Us Weekly.

Ela acrescentou que ele não é exigente para comer. “Ele come couve praticamente todos os dias. Também repolho, arroz integral e quinoa”, afirmou.

A atriz ainda contou que ele nunca fica doente, grande parte disso por sua alimentação. “Bear nunca teve que tomar remédio em toda a sua vida. Ele pode até ficar com o nariz escorrendo, mas nunca fica pra baixo e continua indo para a escola. Só duas vezes na vida ele me disse ‘mamãe, não estou me sentindo bem’, e algumas horas depois já estava correndo de novo”, declarou.


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Diretor de “O Rei Leão” diz que não havia razão para usar animais reais

Por David Arioch

Diretor da nova versão do clássico “O Rei Leão”, que estreou no Brasil no dia 18 de julho, Jon Favreau explicou à revista Vanity Fair que não havia razão para usar animais reais no filme, e que hoje com toda a tecnologia disponível se torna injustificável colocar animais em perigo para fazer uma obra cinematográfica.

“Espero que com essas imagens tão realistas, que as crianças verão pela primeira vez, elas possam desenvolver um senso de responsabilidade em ajudar a proteger isto [a natureza]” (Imagens: Vanity Fair)

“Você tem bibliotecas e bibliotecas de filmagens de animais e com toda a referência que você poderia querer”, acrescentou. Favreau explicou também que a aparição do rinoceronte-branco do norte no filme é uma homenagem ao animal já extinto na natureza.

O filme ambientado na África Subsaariana, e que já arrecadou mais de um bilhão de dólares nas bilheterias, contou com uma equipe de designers gráficos na idealização e concepção dos personagens:

“Espero que com essas imagens tão realistas, que as crianças verão pela primeira vez, elas possam desenvolver um senso de responsabilidade em ajudar a proteger isto [a natureza].”


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The Economist e The Guardian destacam aumento do desmatamento no Brasil

Por Rafaela Damasceno

A capa da edição mais recente da The Economist, uma das principais revistas inglesas, exibe uma reportagem sobre o avanço do desmatamento da Amazônia. O texto cita o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, dizendo que ele “deixou claro para os infratores que não há nada a temer”.

A capa da revista The Economist

Foto: The Economist

Segundo a reportagem, depois de um esforço governamental de sete anos para diminuir a destruição da floresta, em 2013 o desmatamento tornou a crescer por culpa do enfraquecimento da fiscalização.

A revista não foi o único veículo midiático a noticiar o crime: o jornal americano The New York Times também declarou que o desmatamento da Amazônia está aumentando rapidamente, definindo o atual governo do Brasil como “extrema direita”.

A revista científica Science foi ainda mais além, afirmando que o presidente Jair Bolsonaro diz que os números são mentirosos, atacando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) enquanto todos os dados apontam para um aumento na devastação amazônica.

A revista americana Nature definiu o presidente brasileiro como “Trump tropical” e também noticiou as acusações contra o Inpe. “Em 19 de julho, Bolsonaro acusou o Inpe de mentir sobre os números e depois sugeriu que o governo tenha o direito de aprovar os dados da agência antes da divulgação pública”, disse o texto.

Segundo o G1, o jornal The Guardian também se posicionou sobre o assunto, afirmando que a floresta amazônica está sendo cortada e queimada a uma velocidade maior do que nunca. “Mas o governo Jair Bolsonaro está focado em reinterpretar os dados em vez de lidar com os culpados”, criticou o jornal.


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Empresário morre durante participação em vaquejada na Paraíba

Por David Arioch

Na vaquejada, dois homens montados em cavalos perseguem um boi com o objetivo de derrubá-lo puxando-o pelo rabo (Imagem: TV Cabo Branco/Reprodução)

No domingo (28), em Catingueira (PB), um empresário morreu depois de cair de cavalo enquanto participava de uma vaquejada. Felizardo Félix se desequilibrou e foi o chão após o equino se chocar contra o boi.

Com o impacto, o cavalo caiu sobre o empresário que teve uma parada cardíaca e faleceu a caminho do Hospital Regional de Patos, em Patos (PB).

Na vaquejada, dois homens montados em cavalos perseguem um boi com o objetivo de derrubá-lo puxando-o pelo rabo.


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Mudanças climáticas prejudicam indústria de sorvetes veganos

Por Rafaela Damasceno

Os sorvetes veganos são um produto em alta. Infelizmente, tempestades cada vez mais violentas no sudeste da Ásia ameaçam um de seus melhores ingredientes: o coco.

Um homem mexendo em caixas cheias de coco

Foto: Dario Pignatelli

Grande parte da fruta vem da região, que enfrenta um aumento na frequência e intensidade das tempestades por causa do aquecimento dos mares. A cremosidade natural do coco é considerada uma das melhores maneiras de substituir os laticínios, e os produtores de sorvetes veganos estão agora em busca de outras alternativas.

“Continuaremos apoiando os produtores de coco e as comunidades durante todo o tempo que pudermos, mas percebemos que há uma ameaça climática séria nessas áreas”, declarou Kim Gibson Clark, diretora da Coconut Bliss, empresa americana produtora de sorvete vegano.

Os sorvetes sem produtos de origem animal estão em ascensão, considerando que a demanda por alimentos veganos está aumentando cada vez mais. Os produtos baseados em vegetais são mais saudáveis, além de causarem menos dano ao meio ambiente (os produtos de origem animal emitem uma grande quantidade de gás carbônico na atmosfera).

Em 2018, 29 tempestades tropicais atingiram o noroeste do Oceano Pacífico, acima da média anual de 26, segundo a Divisão de Pesquisa de Furacões dos Estados Unidos.

A Coconut Bliss usa o coco como base de seus sorvetes desde 2005. Entretanto, com a ameaça da perda do produto, começou a desenvolver um leite à base de vegetais que seja mais denso.

“Há um desafio pela frente”, disse Tyler Malek, co-fundador da Salt & Straw, empresa de sorvete que vende produtos veganos. “Mas talvez isso seja uma porta de entrada para experimentos divertidos no futuro”, concluiu, otimista.


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Motorista joga filhotes de cachorro pela janela de carro e dois deles ficam feridos

O motorista de uma saveiro branca arremessou cinco filhotes de cachorro pela janela do veículo em Campo Mourão (PR). A placa do automóvel não foi identificada. O crime aconteceu no Jardim Flor de Lis.

Os cães foram jogados em um terreno baldio. Com a queda, um deles fraturou o fêmur e outro sofreu uma luxação em uma das patas. O restante passa bem.

Foto: Tribuna do Interior

O abandono foi flagrado por um morador da rua Ana Albuquerque, onde o crime ocorreu. A testemunha acionou a Associação dos Protetores de Animais Independentes (PAIS), que resgatou os filhotes, mas não teve tempo de anotar a placa do veículo ou de identificar o infrator.

“Ele nos disse que ainda ouviu os cachorros latindo”, falou Amanda Tonet, voluntária da PAIS. “É inacreditável tamanha maldade de algumas pessoas com os animais”, lamentou. As informações são do Portal da Cidade Umuarama.

De acordo com a voluntária, o filhote que sofreu a fratura também foi diagnosticado com sarna em estágio avançado. Segundo ela, normalmente quem abandona os animais escolhe um bairro distante de onde mora para cometer o crime.

Devido à fratura de fêmur, o filhote teve que ser submetida a uma cirurgia. Os gastos com o procedimento, feito na Clínica Veterinária São Francisco, chegaram a R$ 1 mil. Para pagar a dívida, Amanda iniciou uma campanha de arrecadação de recursos.

“Precisamos de uns 50 amigos doando R$ 20 ou qualquer outro valor. Pode levar direto na clínica ou depositar em conta corrente”, pediu Amanda.

Interessados em doar qualquer quantia devem entrar em contato pelo telefone: (44) 9.9937-7075.


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