PL propõe que animais sejam vistos como seres sencientes

Por Rafaela Damasceno

Será votado na próxima semana o projeto de lei que propõe tratar os animais como seres sencientes. Apelidado de “Animal não é coisa”, o projeto tem como objetivo reconhecer os animais como capazes de sentir dor, prazer, amor e vários sentimentos.

Cachorro atrás das grades

Foto: Diário da Manhã

Se o projeto for aprovado, os animais – domésticos e silvestres – perderão o status de “coisa” e passarão a ser sujeitos com direitos, sendo respeitados perante a lei. Diversos famosos se posicionaram a favor nas redes sociais.

A aprovação pode abrir caminho para outros projetos de bem-estar animal, como o aumento da punição do crime de maus-tratos (atualmente, a prisão varia de três meses a um ano).

Outros países já reconhecem os direitos animais em suas legislações, segundo o Diário da Manhã. Na Áustria eles perderam a definição de coisas desde 1988, depois veio a Holanda, em 2011, a França, em 2015 e Portugal, o mais recente, em 2017.

A votação ocorrerá na quarta-feira (7/08).


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Novo centro de reabilitação tem capacidade para atender até 150 animais em Guarujá (SP)

O Centro de Reabilitação e Despetrolização do Guarujá (SP), inaugurado na sexta-feira (2), tem capacidade para atender até 150 animais marinhos. A unidade é gerida pelo Instituto Gremar, responsável por monitorar a costa e executar o trabalho de resgate da fauna na orla da Baixada Santista.

Foto: Divulgação/Instituto Gremar

De acordo com o Instituto, o centro pode atender aves, tartarugas e mamíferos marinhos resgatados pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). O local também é destinado ao aprimoramento do atendimento veterinário à fauna marinha.

A unidade está localizada na rua João Ruiz, número 799, no bairro Jardim Las Palmas, tem 737 metros quadrados, distribuídos em três tanques de grande proporção e 22 outros recintos de menor porte para diversas espécies de animais. As informações são do portal G1.

O Centro conta com um hospital veterinário, dividido em seis alas: triagem, ambulatório, paramentação, cirurgia, descontaminação, estabilização e secagem.

Foto: Divulgação/Instituto Gremar

Segundo o Instituto, no novo centro podem ser atendidos ao mesmo tempo 120 pinguins e, no restante do espaço, focas, leões marinhos, tartarugas e aves.

Atividades de educação e capacitação ambiental para a comunidade também devem ser oferecidas no local. O objetivo é receber estudantes e visitantes mediante agendamento prévio.

Foto: Divulgação/Instituto Gremar


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Evento beneficente em prol dos animais traz música, circo e dança para Campinas (SP)

Na trilha do grande sucesso de público e metas organizacionais em suas três edições anteriores (2014 e 2015 e 2017), nas quais se arrecadou em média 1,5 toneladas de ração, além de outros produtos, que foram doados a protetoras e protetores independentes de animais, o SOS Animal Show está de volta, com a meta de superar esses dados extraordinários obtidos anteriormente. Soma-se a isso o surpreendente resultado da grande quantidade de adoções de gatos e cachorros realizadas durante cada um dos eventos, que beiraram os 100% dos animais disponibilizados.

11 de agosto, domingo, na Estação Cultura de Campinas, mediante parceria com a Secretaria de Cultura, das 11h as 21h, com um total de 10 horas de duração, durante as quais será distribuída a extensa grade com as atrações musicais e artísticas em geral.

O objetivo do evento é arrecadar ração e outros bens para serem destinados a cães e gatos em situação de abandono, abrigados e mantidos por protetoras e protetores independentes da causa animal, que via de regra padecem de condições para aquisição desses bens. Essa é a proposta do SOS ANIMAL SHOW, que pretende unir música com outras diversas vertentes da arte e muita solidariedade, inclusive por parte do público que será convocado a abraçar a causa, com doações de gêneros afins e compra dos “vales-ração”.

O eixo central básico de arrecadação se dá mediante a venda antecipada de tickets de “vale-ração”, através de dezenas de voluntárias e voluntários simpatizantes da causa animal e que atuarão também durante a realização do evento oferecendo e estimulando a compra dos “vales-ração” pelo público presente. Por outro lado também as pessoas que estarão expondo produtos no setor de bazares e brechós assumem o compromisso de venda antecipada dos vales.

Com o total arrecadado através das ações acima, a organização do evento irá adquirir rações para gatos e cachorros, a preço de custo, das empresas de ração patrocinadoras.

Serão elencados para serem beneficiários dos produtos arrecadados protetoras/es independentes sérias/os, dentre as/os mais necessitadas/os da cidade de Campinas, cadastrados antecipadamente pela organização.

Atrações artísticas

Este projeto tem como ponto de indução, em torno do qual se aglutina outros atrativos, a realização de shows de bandas e artistas da cena musical local que se apresentam regularmente em casas noturnas e grandes eventos da cidade, abrangendo, entre outros, mpb, reggae, rock e soul, complementados por intervenções culturais de diversos matizes, como dança, circo, mágica, declamação de poesia, apresentados por grandes nomes da cena artística/cultural local.

Outras atrações

Será organizada paralelamente, como uma das grandes atrações dentro do evento, uma feira responsável de adoção de animais sob responsabilidade de pessoas sérias e conscientes que atuam na proteção animal, já devidamente engajadas e com larga experiência nestes procedimentos.

Uma praça de alimentação, com barracas de pastel, lanches, crepe, churros, bebidas, pipoca, também será agregada ao evento. E não poderia faltar o setor de brinquedos para a criançada, com pula-pula, piscina de bolinhas, pintura estilizadas de animais no rosto, entre outros. Haverá também um setor de bazares e brechós de produtos diversos, organizado por protetoras e expositores particulares.

Produção

A realização, coordenação e produção é assinada pelo Mopemuca – Movimento Permanente Musicália Campinas, com coordenação geral do músico e produtor Maks Tiritan, que desde 2006 vem proporcionando espaços e visibilidade aos músicos e bandas autorais de Campinas, realizando eventos nos principais bares de música ao vivo, assim como também festivais de bandas na Concha Acústica do Taquaral, Estação Cultura, Barracão de Lemos e outros locais.

GRADE DE ATRAÇÕES ARTÍSTICAS

Música: Niba Rock, S.E.T.I. Motherfolk, Doc Miranda, João Prado, Deh DeMarco. Edh Lorran, Pizza Câncer, Scrap Metal Yard.

Artes gerais: Circo Tomara Que Não Chova, Viviane Hayan (dança ATS), Ma Carvalho, Adriana Toledo e Carina Merheb (tecido acrobático), Cisne Negro (dança do ventre), Grupo de dança rockabilly.

Serviço

Evento: SOS Animal Show.
Objetivo: Arrecadar ração para protetoras de animais.
Local: Estação Cultura de Campinas (Pça. Mal Floriano Peixoto, s/n.
Data: 11 de agosto/2019.
Hora: 11h às 21h.
Atrações: Feira de adoção de animais, shows de música, circo, dança, etc…
Organização: MoPeMuCa – Movimento Permanente Musicália Campinas.
Produção: Maks Tiritan.


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Safári de caça à onça no Pantanal segue impune após oito anos

Por David Arioch

Em 2010 e 2011, a Operação Jaguar, coordenada pela Polícia Federal, revelou que em uma fazenda no Pantanal havia um safári de caça à onça. Oito anos depois, os envolvidos seguem impunes.

De acordo com a legislação brasileira, os envolvidos não podem mais ser culpabilizados por “crime de associação criminosa”, porque houve prescrição de prazo (Foto: Polícia Federal/Ibama)

E de acordo com a legislação brasileira, os envolvidos não podem mais ser culpabilizados por “crime de associação criminosa”, porque houve prescrição de prazo.

No entanto, após sentença do juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, da Vara Criminal de Aquidauana (MS), no último dia 26 uma audiência foi marcada para 18 de março de 2020. O processo original listava sete réus, incluindo um búlgaro e um russo, e 22 testemunhas.

Porém, agora o processo prossegue para a pecuarista Beatriz Rondon, proprietária da Fazenda Santa Sofia, onde as onças eram caçadas; assim como Oleg Veber e Juscelino Machado de Araribe. Já a pena de Augustinho Stalin Machado da Silva foi extinta após o falecimento do réu.

Beatriz, que se passava por ambientalista, também foi indiciada por crimes ambientais praticados entre os dias 27 de junho e 8 de julho de 2004, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Mas como a ré já conta com mais de 70 anos, os prazos prescricionais foram reduzidos pela metade, e a prescrição da pretensão punitiva ocorreu antes da instauração do inquérito policial, em 2011, quando os fatos vieram à tona, conforme nota do MP.

Saiba Mais

As investigações da Polícia Federal e do Ibama, que revelaram que turistas pagavam até R$ 50 mil para caçar cada animal, começaram após a divulgação de um vídeo em que um caçador atira contra uma onça sobre uma árvore em Aquidauana (MS).


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Homem ameaça voluntária de abrigo para animais e sequestra cachorro em Fortaleza (CE)

Um homem sequestrou um cachorro mantido pelo Abrigo São Lázaro, em Fortaleza (CE), na quarta-feira (31). A Polícia Militar foi acionada, deteve o homem e o prendeu. O cachorro foi devolvido à entidade. Para realizar o sequestro, Warley Santos ameaçou uma voluntária da ONG usando uma arma falsa.

Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

A ativista da causa animal Stefani Rodrigues contou ao G1 que Warley foi de carro ao abrigo, na companhia de sua mãe, e pediu para ver um cachorro que ele havia doado há aproximadamente um ano. Como o animal morreu, a voluntária mostrou para o homem um cachorro semelhante.

Warley, então, pediu para adotar o cachorro. O pedido, porém, foi negado, porque o animal está com problemas de saúde e a entidade só disponibiliza animais saudáveis para adoção.

Com a negativa, o homem exibiu uma arma de fogo falsa e levou o cachorro, fugindo em um táxi. “Quando eu fui colocar a coleira, pois eu tinha que levar o cachorro de volta, ele sacou a arma e botou na minha cabeça. Então, foi o momento em que eu corri desesperada, e ele entrou no carro e foi embora levando o animal”, disse a vítima.

Stefani afirmou que, ao ver Warley fugindo em direção à Barra do Ceará, ela anotou a placa do veículo e chamou a polícia. Os policiais localizaram o táxi e questionaram o motorista sobre o local onde o homem havia desembarcado do veículo. Com as informações passadas pelo taxista, os agentes encontraram Warley, efetuaram a prisão em flagrante e resgataram o cachorro, que depois foi levado de volta à entidade.

Autuado, Warley foi encaminhado ao 32º Distrito Policial, onde aguarda por uma audiência de custódia.


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Elefante é acorrentado por três meses por ser considerado “agressivo”

Foto: Mathrubhumi

Foto: Mathrubhumi

Um elefante tem sido torturado por três meses na Índia, mantido acorrentado em uma plantação, exposto ao sol e à chuva, mal conseguindo se mover, o animal chora o dia todo, segundo os vizinhos da propriedade onde o abuso acontece.

O elefante, conhecido pelos nomes Kochu Ganeshan e Bharathi Balanarayanan, foi acorrentado em uma plantação de coco em Mundakkara, na cidade de Balussery, na Índia desde abril, segundo relatos do jornal Mathrubhumi.

De acordo com o responsável pelo elefante, Dileep Kumar, ele estaria passando pelo período de “musth” (alta dos níveis de hormônios reprodutivos em elefantes do sexo masculino, que causa agressividade) e por isso teria sido acorrentado e torturado.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Priya Davidar

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Priya Davidar

Infelizmente na Índia é permitido manter elefantes em cativeiro porém, existem normas para esse tipo de procedimento. De acordo com o regulamento vigente, para se manter um elefante – no período de “musth” – cativo no país, ele deve ser colocado em acampamentos cobertos, protegido e ser alimentado ter acesso a água.

Lembrando que cativeiros, sejam eles em alojamentos cobertos, zoos ou qualquer tipo de privação da liberdade, causam sempre sofrimento a qualquer espécie, além de ser uma crueldade com animais selvagens, acostumados a viver livremente na natureza e em grupos ao invés de cerceados por interesses humanos.

A forma como Kochu Ganeshan vem sendo mantido viola todas as regras relativas aos cuidados com elefantes durante o período do “musth”. Segundo os especialistas nesta fase os níveis hormonais de testosterona se elevem tanto nos animais que cheguem a ficar 60 vezes mais altos que o normal. Para animais que vivem livres, o período é utilizado para reprodução e eles passam por essa fase de forma natural em seus habitats. Já os cativos se tornam agressivos e violentos por não poderem manifestar sua natureza ou seguir seus instintos.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Estar afastado de seu grupo e de seu ambiente natural é uma agressão anti-natural e cruel para com os elefantes por si só.

Ainda segundo relatos do jornal Mathrubhumi foram identificadas feridas profundas na pele do elefante causadas pelas de correntes que prendem suas pernas.

Vítima da humanidade

O elefante de 25 anos foi acorrentado a um coqueiro. O animal havia sido trazido para a terra de Vadakkedathu Sankaran (fazendeiro) para ficar por 10 dias. Ao final desse tempo, quando ele pediu para que os responsáveis levassem o elefante embora, Dileep Kumar disse que o animal estava em “musth” e não poderia ser transportado por três meses.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Quando um grupo de homens começou a acampar e se embebedar nas terras do fazendeiro alegando estar ali para cuidar do elefante, o proprietário demoliu o galpão construído no local.

O grupo entrou com uma queixa policial contra o proprietário da terra por destruir o galpão. Com isso, Sivasankaran teve que pedir ajuda da polícia para lidar com a situação.

Segundo relatos de moradores vizinhos da propriedade onde Kochu Ganeshan esta preso, o elefante chora sem parar, dia e noite, “num murmúrio de cortar coração”, devido às feridas profundas nas pernas e ao sofrimento de ficar amarrado o tempo todo.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Sivasankaran e sua família disseram que apesar de terem feito uma queixa à polícia e ao DFO denunciando que o elefante está sendo torturado, nenhuma ação foi tomada.

Os responsáveis pelo elefante só levaram mahouts (cuidadores de elefante) até o local depois que ele apresentou uma queixa no tribunal de Koyilandi e uma comissão veio para inspecionar o animal e as condições em que ele tem sido mantido.

O tutor do elefante, Dileep Kumar, respondeu que o animal é tratado de acordo com as instruções do “Madangaleela” (livro indiano sobre elefantes que tem mais de 200 anos) e será deslocado do local quando o certificado de aptidão (fim do “musth”) for emitido.

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Grupo ativista lança campanha sobre direitos animais em Londres

Por Rafaela Damasceno

Um grupo em defesa dos direitos animais, Surge, lançou uma campanha em Londres. A ação apresenta um cartaz com a foto de um porco em uma fazenda de criação do Reino Unido com a pergunta “podemos mesmo nos considerar uma nação amante dos animais?”.

O cartaz exposto no metrô

Foto: Surge

Os cartazes foram espalhados pelos metrôs mais movimentados de Londres. Estima-se que quase um milhão de pessoas terão visto os anúncios até o final da campanha.

A imagem e a pergunta fazem referência a um documentário da Surge, Land of Hope and Glory, de 2017, que mostra imagens secretas de criações de animais no Reino Unido. Esta é a segunda campanha de cartazes lançada pelo grupo ativista este ano.

A primeira campanha incluía perguntas como “o que tem mais valor, o gosto ou a vida?”. Também havia cartazes de um cachorro ao lado de um porco com a indagação “qual a diferença?”.

“No Reino Unido, nos orgulhamos de ser uma nação amante dos animais. Mas milhões de animais continuam sofrendo por escolhas que fazemos”, afirmou Ed Winters, um dos fundadores da Surge, a Plant Based News.

Ele disse que o objetivo do grupo com os anúncios é encorajar as pessoas a refletir e perceber as contradições em alegar que ama os animais, mas pagar para que eles sejam mortos.

“A imagem mostra a brutalidade da indústria e o medo que os animais de fazenda sentem em todos os dias de suas vidas. A emoção nos olhos do porco é inegável”, afirmou Winters.


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Inteligência artificial é utilizada para encontrar animais perdidos

Por Rafaela Damasceno

A CrowdPet é uma inteligência artificial criada por pesquisadores da SciPet, empresa que surgiu no Instituto de Computação da Unicamp. O objetivo da plataforma é ajudar na busca por animais perdidos.

Um homem dando uma palestra na frente de um power point que exibe fotos do aplicativo

Foto: Olhar Digital

A plataforma é colaborativa e, para utilizá-la, os usuários precisam inserir as características gerais e uma foto dos animais, formando um cadastro. Então a inteligência artificial faz um cruzamento dos dados do animal perdido e dos dados inseridos na plataforma.

“Lançamos esse primeiro módulo da plataforma, que chamamos de ‘registro animal’ e é voltado para utilização em prefeituras. É uma versão disponível para os agentes de bem-estar animal e de saúde. Com a tecnologia, todo animal que passa por essas clínicas, que têm um grande fluxo, é registrado no sistema por um agente”, explicou Fabio Piva, diretor da SciPet. “Depois, temos o módulo da identificação do animal, que ainda está em testes. E, por último, lançaremos o aplicativo para a população que servirá como uma rede social para os animais”.

A plataforma funciona na cidade de Jaguariúna (SP) desde o final do ano passado, segundo o Olhar Digital, mas há planos para expandir a CrowdPet: a previsão é que pelo menos mais dez cidades adotem a plataforma até o final de 2019.


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Empresa de tecnologia desenvolve linguiça a partir de células de porco cultivadas em laboratório

Salsichas feitas a partir de células de porco cultivadas em laboratório | Foto: New Age Meats

Salsichas feitas a partir de células de porco cultivadas em laboratório | Foto: New Age Meats

Empresa de tecnologia de alimentos New Age Meats desenvolve salsichas partir das células de um porco chamado Jessie.

Ao contrário de milhões de porcos que são mortos na indústria da carne a cada ano, Jessie – nomeada no site da New Age como Chief Sausage Officer – não é machucada ou prejudicada no processo de fazer as salsichas.

Os cientistas extraíram e depois multiplicaram as células de seu corpo. Estas células foram induzidas em músculo e gordura. O resultado final é um produto que parece, tem o mesmo sabor e textura que uma tradicional linguiça de porco, mas é livre de morte ou crueldade.

De acordo com o site This Is Money, a New Age Meats é a primeira empresa de carne limpa (termo usado para produção de carne que não envolve morte ou crueldade) a desenvolver linguiça.

Foto: StoryBlocks

Foto: StoryBlocks

A Agronomics – uma empresa de investimento em carnes limpas, presidida pelo fundador da Innocent Drinks, Richard Reed – investiu na empresa, avaliando-a em 10 milhões de dólares.

“A carne cultivada aborda simultaneamente três grandes questões: a saúde humana, o meio ambiente e o bem-estar animal”, disse o fundador da New Age, Brian Spears, em um comunicado, de acordo com o This Is Money. “Este é o primeiro pequeno passo que estamos dando para reverter a mudança climática, parar de criar animais em uma vida que não vale a pena viver e ajudar os seres humanos a se tornarem mais saudáveis”.

Espera-se que as linguiças da New Age Meats estejam comercialmente disponíveis até 2021. Mas elas já foram testadas com sucesso, com jornalistas e colegas cientistas concluindo que as linguiças à base das células de Jessie têm o mesmo sabor da carne tradicional.

O site da New Age Meats diz: “Cerca de 7,4 bilhões de humanos vivem na Terra. Nós mantemos cerca de 40 bilhões de animais para alimentação. Alguns deles vivem vidas felizes, mas a grande maioria não. Nossas primeiras linguiças de porco foram feitas a partir de algumas células de uma porca chamada Jessie. No futuro, não precisaremos de células ou carne de animais, permitindo que eles vivam suas próprias vidas, livres na natureza”.

A ascensão da carne limpa

A indústria de carne limpa está se expandindo, mais e mais empresas estão investindo no desenvolvimento do cultivo de carne animal sem matar ou ferir nenhum animal.

A Agronomics espera construir um portfólio de dez a 15 empresas de carne limpas A New Age é seu segundo investimento, o primeiro foi a BlueNalu, uma empresa de carnes limpas especializada em frutos do mar.

A BlueNalu espera atender este ano peixes silvestres e mahi-mahi cultivados em laboratório, e espera ser a primeira empresa a lançar produtos de frutos do mar limpos em escala industrial. Lagosta, caranguejo, peixe-relógio e robalo chileno são os próximos na agenda da empresa.

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Centenas de voluntários ajudam a salvar baleias encalhadas na Flórida

Por Rafaela Damasceno

Cinco baleias-piloto encalharam em uma praia da Flórida e foram resgatadas graças ao esforço de especialistas, da guarda costeira e de centenas de banhistas que se ofereceram para ajudar.

As autoridades foram avisadas na manhã de segunda-feira (29) através de um telefonema de um banhista preocupado, que avistou as baleias se debatendo nas águas rasas e respirando com certa dificuldade.

Foi então que biólogos marinhos, veterinários e a guarda costeira entraram em ação para proteger os mamíferos dos possíveis danos causados pelo sol.

Com a maré se afastando e o sol cada vez mais alto no céu, o resgate precisava ser feito rapidamente. Os biólogos determinaram que as baleias eram fortes e saudáveis para resistir ao encalhe e conseguir voltar ao mar, então os voluntários se uniram na difícil tarefa de levantá-las e colocá-las em cima de lonas, para que pudessem transportá-las.

Várias baleias nadando juntas

Imagem ilustrativa | Foto: BBC

“Foi um trabalho pesado”, disse Thomas Nuhfer, um estudante que ajudou a carregar uma das baleias. “Mas foi muito bom ver pessoas que nem ao menos se conheciam trabalhando juntas para ajudar”.

No meio da tarde, todas as cinco baleias foram levadas com sucesso para fora da água, para que fossem transportadas em barcos até a parte mais funda do mar. Mas duas delas, as menores, foram levadas até especialistas para receber tratamento médico.

Um “encalhe em massa”, como é chamado o fenômeno do encalhe de mais de um grupo inteiro de baleias de uma vez, é muito raro e só aconteceu na região cerca de dez vezes desde 1990, segundo o Aquário Marinho de Cleawater. Os cientistas ainda não sabem ao certo o que levou as baleias a nadarem até as águas mais rasas.

Mike Walsh, professor de biologia marinha da Universidade da Flórida, explicou ao Tampa Bay Times que normalmente os grupos de baleias são liderados por um indivíduo que escolhe para onde migrar. As baleias-piloto costumam nadar em águas profundas, em grupos, e dificilmente seguem em direção à costa.

Mike acredita que algo está errado com as baleias menores, que passarão por alguns exames antes de retornarem ao mar. Apesar de tudo, elas se mostraram fortes em todo o momento do resgate. “O encalhe é novo para elas, que não sabem que isso é ruim. Mas o processo pode ser estressante”, esclareceu.

Jess Powell, bióloga que passou todo o tempo do resgate com as baleias, disse que os cientistas irão monitorar o movimento dos mamíferos nos próximos dias para impedir que eles retornem à praia.

“Tudo aconteceu conforme o planejado hoje. Agora só esperamos que elas encontrem o caminho para casa”, concluiu ela.


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