Petição pede para que o canal BBC transmita documentários veganos

Por Rafaela Damasceno

Uma petição criada recentemente pede para que a BBC transmita os documentários veganos Cowspiracy e Earthlings para aumentar a conscientização das pessoas sobre as crueldades infligidas contra os animais e questões de sustentabilidade.

A capa do documentário Cowspiracy, que mostra uma vaca atrás de um cercado

Foto: Totally Vegan Buzz

No início deste ano, o Reino Unido se tornou o primeiro país do mundo a declarar uma emergência climática oficial.

“Nos avisaram que teríamos apenas 18 meses para salvar o planeta. Mesmo assim, não parece que muita coisa está sendo feita além de falar sobre isso”, diz a petição. “Mudar sua alimentação para uma dieta baseada em vegetais é a melhor maneira de reduzir as emissões do gás carbônico, e os melhores documentários que destacam a ligação entre o consumo de produtos de origem animal e o meio ambiente são Cowspiracy e Earthlings”.

A petição ainda aponta para o fato de que, apesar de os documentários estarem disponíveis online, a maioria das pessoas que os assiste já está ciente dos impactos envolvidos e já possui um estilo de vida vegano ou vegetariano.

Ela ainda propõe que o canal BBC transmita os documentários para que muitas pessoas vejam e tomem uma decisão para salvar o planeta.

“É hora de pararmos de compartilhar nossos pontos de vista com pessoas que já possuem a mesma opinião que a nossa e trabalhar para alcançar um público mais amplo que talvez não saiba a diferença que a mudança de sua alimentação faria para a saúde geral e sobrevivência da Terra”, continua a petição.

“Sem uma ação climática, não há futuro para nenhum de nós. Precisamos encontrar uma maneira de incentivar as massas a entrarem em ação”. Você pode ajudar também, assinando a petição aqui.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Nasa testou solo lunar em animais e levou parte deles à morte

A chegada do homem à lua teve um custo muito grande para os animais, que sofreram em experimentos. Devido a dúvidas sobre a saúde dos tripulantes do Apollo 11, cientistas da Nasa realizaram testes em animais para garantir as amostras lunares trazidas à Terra não eram perigosas. Alguns desses animais, no entanto, não sobreviveram.

Crédito: Shutterstock

Os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin foram os responsáveis por coletar amostras do solo lunar. Sob a alegação de que era preciso verificar se o material não geraria danos ao ecossistema, a Nasa escolheu diversos animais para representar as espécies que habitam o planeta e os condenou à exploração de uma ciência cruel que coloca vidas em risco e as submete a testes antiéticos em nome de seus próprios interesses.

Codornas japonesas foram escolhidas para representar as aves, camundongos representaram os roedores, o camarão marrom e o rosa, além das ostras, foram explorados nos testes representando os moluscos. Moscas, baratas e traças eram as representantes dos insetos. Peixes também foram vítimas do estudo. As informações são do portal Edition.

As codornas e os camundongos receberam injeções com amostras lunares. No caso das espécies aquáticas, poeira lunar foi colocada na água. Os insetos receberam o material através dos alimentos. Após os testes, as ostras não suportaram e morreram. As mortes, segundo os cientistas, pode ter relação com o fato de que o experimento foi feito durante o período de acasalamento.

“Nós tínhamos que provar que não iríamos contaminar os seres humanos, peixes, pássaros animais e plantas”, disse Charles Berry, chefe de operações médicas durante a Apollo 11, ignorando que nenhuma necessidade de comprovação justifica submeter animais a testes, tratando-os como objetos sem importância.

Plantas também foram submetidas a testes, em um trabalho realizado pela Nasa em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Sementes de tomate, cebola, samambaia, repolho e tabaco foram cultivadas em um solo com adição de material retirado do espaço.

Na época em que os testes foram feitos, Judith Hayes, chefe da divisão de Pesquisa Biomédica e Ciências Ambientais da Nasa, comentou os resultados. “Eles não encontraram nenhum crescimento microbiano nas amostras lunares, e não havia nenhum microorganismo que fosse atribuído a qualquer fonte extraterrestre ou lunar”, afirmou. Segundo ela, a tripulação que foi enviada à lua não apresentou sinais de doença infecciosa e quase todos os animais sobreviveram aos experimentos.

No entanto, mesmo tendo concluído que os resultados necessários haviam sido obtidos, a Nasa continuou a explorar animais em testes até 1971, quando foi realizada a missão Apollo 14.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Aids felina: doença pouco conhecida pode levar gatos à morte

A Aids felina (FIV, na sigla em inglês para feline immunodeficiency virus) é uma doença grave que pode destruir a imunidade dos gatos e levá-los à morte, assim como a leucemia felina. A enfermidade impede que o organismo do animal combata qualquer doença, o que pode ser fatal.

Foto: Divulgação/ Dr. Adelmo Miguel

Pouco conhecida dos tutores, a doença é causada pelo vírus da imunodeficiência felina, do mesmo gênero do HIV. Essa relação faz com que existam várias semelhanças entre a doença que atinge os gatos e a que acomete os humanos.

A Aids felina é um problema de saúde que atinge exclusivamente os gatos, sem afetar humanos e outros animais, como cães. “O diagnóstico é feito através de amostras de sangue de animais, que detectam anticorpos contra o vírus na corrente sanguínea. Apesar das semelhanças, a Aids felina não é contagiosa a outros animais e aos seres humanos”, explicou ao G1 médico veterinário Adelmo Guilhoto Miguel.

Dentre os sintomas da doença, estão: inúmeras infecções, febre, pneumonia, perda de peso, insuficiência renal, diabetes e hipertireoidismo. De acordo com Adelmo, alguns gatos podem hospedar o vírus no organismo durante toda a vida, sem manifestar sintomas.

“Apesar desta condição, de não manifestar nenhum sintoma, os animais hospedeiros transmitem a doença para outros animais, o que pode complicar na hora da identificação de quem está propagando o vírus, principalmente em locais com grande quantidade de gatos, como os abrigos”, disse.

A saliva é o principal meio de transmissão da doença, seja por meio de mordidas durante brigas, lambeduras ou compartilhamento de bebedouros e comedouros. “Alguns estudos indicam a transmissão através da amamentação dos filhotes, por via da placenta durante a gestação e por transfusões de sangue”, complementou Adelmo.

Vital, um gato tutelado pela técnica em segurança do trabalho Erika Russo, moradora de Sorocaba (SP), foi diagnosticado com FIV.  “Ele começou a ficar muito magro, muito fraco e com secreção nos olhos. Algumas feridas surgiram na ‘almofadinha’ da patinha dele, e não curava. Levei até o veterinário e foi feito, entre outros exames, o teste para a FIV, onde deu positivo. Achei que fosse perder ele. Durante uma semana eu o levava todos os dias na clínica veterinária pra que ele pudesse tomar soro. Como ele é adotado, acreditamos que já tenha chegado com a doença. Hoje ele está em casa e está super bem, seguimos com um protocolo de tratamento, alimentação correta e cuidados pro resto da vida dele, mas estamos aliviados com a melhora”, contou.

A Aids felina, assim como a humana, não tem cura, apenas tratamento paliativo para aliviar a dor do animal. Não há, no entanto, grandes possibilidades de sucesso no tratamento. Segundo Adelmo, a expectativa de vida de um gato com FIV varia bastante porque podem existir portadores que não apresentem sintomas.

Foto: Bruna Russo/Arquivo pessoal

“Uma vez que o gato apresente sintomas, o tempo de vida é muito curto, pois o animal tende a apresentar grave perda de peso, anemia, tumores e infecções diversas”, explicou.

Não há, também, vacina para a doença. Experimentos têm sido feitos, segundo Adelmo, por cientistas, mas ainda há a necessidade de evolução nos estudos para a fabricação de um produto eficiente e seguro.

“Para a prevenção, os gatos devem ser castrados, mantidos dentro de casa e não serem expostos a gatos recém-adotados, animais de rua, abandonados ou perdidos, a menos que estes animais tenham sido testados previamente através de exames laboratoriais”, orientou.. É recomendado, também, separar gatos com FIV daqueles que estão saudáveis e evitar que bebedouros e comedouros sejam compartilhados com animais desconhecidos.

Sem acesso à rua

A orientação do veterinário Adelmo Guilhoto Miguel sobre a criação de gatos dentro de casa é a melhor maneira de não só evitar determinadas doenças – inclusive a FIV -, mas também de proteger o animal de riscos como atropelamento, envenenamento, agressão, brigas com outros animais e, no caso de gatos não castrados, de impedir que gravidezes ocorram e filhotes nasçam na rua, contribuindo para o aumento do abandono.

Casos de animais que foram vítimas da crueldade humana são comuns. Notícias de envenenamento são divulgadas frequentemente. Moradores de um bairro de Linhares (ES) denunciaram recentemente a morte de ao menos sete cachorros e três gatos, todos envenenados. De 10 de janeiro a 15 de fevereiro deste ano, 36 casos de morte por envenenamento foram registrados em Alta Floresta (MT). De acordo com os tutores, os animais não apresentavam sintomas de doença e, antes de morrerem, tinham convulsões e saía uma baba espessa branca da boca deles.

Na última semana, uma jovem foi flagrada por uma câmera de segurança ao jogar uma gata na direção de um cachorro em Sorocaba (SP). A gata tem tutora, mas estava na rua, sozinha, no momento em que foi vítima dos maus-tratos. Ao comentar o caso, que classificou como um ato de “muita maldade”, a advogada Regina Santos Ferreira de Almeida reconheceu os perigos que a rua oferecem à Bela, como é chamada a gata. “Ela é danada, vive na rua e a gente vive recolhendo. Não posso deixar ela ir para a rua. Ela é amorosa”, afirmou ao G1.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Mais de 100 papagaios-do-mar são mortos por caçadores de troféu em cada viagem de caça à Islândia

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Caçadores de troféus britânicos estão migrando para a Islândia para atirar e matar papagaios-do-mar em viagens de caça – depois da matança os corpos das aves são trazidos de volta com seus assassinos para “enfeitar” suas casas.

As viagens de caça ao pacífico país nórdico estão sendo vendidas por 3.000 libras (cerca de 3.600 dólares) por pacote, apesar de os papagaios-do-mar terem sido classificados como uma espécie vulnerável pela IUCN no ano passado.

Em uma tentativa de chamar a atenção do público, a Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha para Proibir a Caça ao Troféu) publicou fotos dos caçadores posando com dezenas de seus troféus sem vida.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

O grupo também fez um apelo a Theresa Villiers, a nova secretária do Meio Ambiente, para proibir a importação de papagaios-do-mar caçados, informa o jornal Metro.

O porta-voz da campanha, Eduardo Gonçalves, instou o governo a impor uma moratória “antes que seja tarde demais”.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Ele acrescentou: “Os papagaios-do-mar são uma das aves mais amadas do mundo. As pessoas viajam milhares de quilômetros apenas para fotografá-las. Agora, parece que os caçadores de troféus estão viajando pelo mundo para matá-las também.

“Os cientistas dizem que estão em sérios apuros. As populações estão caindo, e muito menos aves estão chegando às costas da Grã-Bretanha. A última coisa que eles precisam é que os caçadores de troféus atirem neles em grande número apenas por diversão.”

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Gonçalves também pediu à Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) que classifique os papagaios-do-mar como espécie protegida em sua conferência no próximo mês (espécie já esta classificada como vulnerável).

A população de papagaios-do-mar islandeses despencou de sete milhões para 5,4 milhões em uma década.

E a Fair Isle, nas Ilhas Shetlands, viu sua população de pássaros icônicos cair pela metade – de 20mil para 10 mil – nos últimos 30 anos.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Quase 600 mil papagaios-do-mar vivem no Reino Unido, representando aproximadamente um décimo da população mundial.

Sir Roger Gale, o presidente da Conservative Animal Welfare Foundation, criticou a caça aos papagaios, descrevendo-a como “abominável”.

Ele disse ao Telegraph: “Eu não acredito em caça de troféus para qualquer espécie. Eu não acho que haja qualquer desculpa para isso”.

“Acredito que há muito mais turismo a ser gerado pela preservação e conservação dessas belas e únicas aves do que por matar os papagaios-do-mar.”

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Ibama apreende remessa postal com 89 aranhas

Por David Arioch

Das 89 aranhas apreendidas, 28 foram encontradas mortas (Fotos: Ibama)

O Ibama, com apoio da Polícia Federal (PF) e dos Correios, apreendeu na semana passada em Curitiba (PR) remessa postal com 89 aranhas originárias de diversas regiões do mundo.

Entre os animais há espécies raras, inclusive aracnídeos de origem colombiana ainda não descritos pela ciência. A encomenda partiu da Alemanha, sem autorização da autoridade ambiental do país, com destino a Belo Horizonte (MG).

Ao identificar a carga viva durante inspeção de rotina com aparelhos de raio-x, os Correios acionaram a PF e o Ibama.

Análise realizada por agentes ambientais, policiais federais e pesquisadores do Laboratório de Aracnologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) concluiu que as aranhas pertencem a 28 espécies, originárias dos continentes asiático, africano e americano.

A maioria dos animais está em estágio inicial de vida e todos pertencem ao grupo das aranhas caranguejeiras, de grande porte.

Das 89 aranhas apreendidas, 28 foram encontradas mortas. O deslocamento ocorreu em embalagens pequenas, sem alimentação ou umidade adequada. As sobreviventes foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama em Minas Gerais.

Multas

A introdução de espécimes fora de sua área de ocorrência natural é proibida pela legislação ambiental e resulta em multa de R$ 2 mil com acréscimo de R$ 200 por animal não ameaçado e R$ 5 mil para cada indivíduo ameaçado de extinção. A multa por maus-tratos pode variar de R$ 500 a R$ 3 mil por animal.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Herói salva a vida de gatinha usando técnica de ressuscitação cardiopulmonar e a adota

Foto: Twitter/CapaMagGundem

Foto: Twitter/CapaMagGundem

Uma pequena vida acabou de ser salva – tudo graças a um homem que largou tudo para ajudá-la.

Uma gatinha aparentemente sem vida estava sendo arrastada pela correnteza causada fortes chuvas em Istambul, na Turquia, quando um funcionário municipal, Metin Keskin, a notou e a arrebatou das águas.

Ela estava “inconsciente”, disse Keskin ao Daily Sabah. “[Ela] não estava emitindo nenhum som nem se mexendo”.

Bem ali no meio da rua, Keskin se ajoelhou sobre o minúsculo animal branco e decidiu tentar a RCP (técnicas de ressuscitação cardiopulmonar). Keskin começou a respirar gentilmente na boca da gatinha e massagear seu corpinho para ajudar a expelir a água de seus pulmões.

O pensamento rápido heroico de Keskin foi capturado em vídeo:

Alguns momentos tensos depois – para grande alívio de todos – a gatinha soltou um leve miado.

Keskin correu a gatinha para um hospital de animais, onde ela poderia se recuperar totalmente.

Mas deixar a gatinha no veterinário não significa que foi a última vez que Keskin a veria – longe disso.

“[Ela] se tornou nossa gatinha agora”, disse ele aos repórteres em uma entrevista coletiva no hospital de animais logo após o resgate do gato. “Estou tão feliz.”

Foto: Twitter/CapaMagGundem

Foto: Twitter/CapaMagGundem

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Aumento no valor do marfim representa uma ameaça aos elefantes

Por Rafaela Damasceno

Desde a proibição comercial do marfim de 1989 pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITIES), o preço do material aumentou dez vezes. O estudo foi feito pela Escola de Veterinária da Universidade de Bristol e é o primeiro a analisar as tendências dos valores globais do marfim desde a proibição.

Um elefante andando sozinho

Foto: Monique Sosnowski

Quanto mais alto o preço, mais lucrativo o comércio, o que encoraja os caçadores a assassinar os animais em busca do marfim. A proibição nunca impediu o sofrimento e a morte dos animais, e estima-se que 8% da população mundial de elefantes morre a cada ano.

Utilizando um grande conjunto de dados dos preços de marfim de 1989 a 2017 os pesquisadores foram capazes de determinar os fatores que impulsionam o aumento do preço de marfim. Até 2014, o valor aumentou dez vezes, mas começou a diminuir lentamente desde então.

“Com caçadores matando cerca de 100 elefantes, dos 350.000 restantes, a cada dia, acreditamos que nossas descobertas são significativas”, afirmou Monique Sosnowski, autora principal da pesquisa.

“Esperamos que uma maior compreensão dos fatores que determinam o preço do marfim leve a intervenções políticas melhores informadas que ajudem a criar um futuro mais seguro para os elefantes e outros animais que sofrem pelo comércio do marfim”, continuou.

Os pesquisadores confiam que os estudos podem inspirar melhores decisões em relação às políticas globais de marfim. Os dados apresentados podem informar conservacionistas, autoridades e criadores de política sobre onde concentrar esforços em campanhas anti-comércio, conservação da vida selvagem e educação.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Santuário que abriga centenas de animais em São Roque (SP) passa por dificuldades

Por David Arioch

“São duas toneladas por semana de farelo a um custo de R$ 2,3 mil. Isso dá aproximadamente R$ 9,2 mil por mês só com os de grande porte” (Foto: Santuário Terra dos Bichos)

Fundado em 2007, o Santuário Terra dos Bichos, situado em São Roque (SP), se tornou em 2015 o lar de dezenas de porcos resgatados após o tombamento de uma carreta no Rodoanel, na altura de Barueri, em São Paulo. Hoje o santuário abriga cerca de 350 animais de 16 espécies, e com necessidades bem específicas.

E por causa disso a direção do Terra dos Bichos, que é uma entidade sem fins lucrativos, enfrenta dificuldades para a aquisição de ração para os maiores animais que vivem no local que se tornou morada de porcos, bois, cavalos, cabras e ovelhas.

“São duas toneladas por semana de farelo a um custo de R$ 2,3 mil. Isso dá aproximadamente R$ 9,2 mil por mês só com os de grande porte”, informa a direção do santuário e acrescenta que as pessoas podem contribuir com qualquer valor.

Há várias formas de ajudar o Terra dos Bichos – seja realizando uma doação, apadrinhando um porco, encomendando pratos preparados pelo santuário, atuando como voluntário, doando alimentos, desenvolvendo eventos beneficentes e disponibilizando ou comprando espaço em mídia para divulgação de adoção e apadrinhamento de animais.

“Aqui cuidamos de animais salvos do abate, tráfico e outras situações de risco.
Frequentemente recebemos pedidos de ajuda, mas, sem apoio, não conseguimos colaborar”, informa o Terra dos Bichos em referências às dificuldades financeiras.

Pagseguro

www.santuarioterradosbichos.org.br

Vakinha

https://www.vakinha.com.br/vaqu…/santuario-terrados-bichos-3


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Pit bulls abandonados dormem abraçados em abrigo enquanto aguardam por um lar

Foto: Pima Animal Care Center

Foto: Pima Animal Care Center

Você pode conhecer o amor de sua vida nos lugares mais inesperados – basta perguntar a Agatha e Jukebox, dois pit bulls que atualmente vivem no Pima Animal Care Center em Tucson, Arizona, nos Estados Unidos.

Os dois cachorros entraram no abrigo separadamente: Agatha foi entregue pela tutora que não a queria mais e Jukebox chegou como cão em situação de rua. Mas assim que se encontraram, a conexão dos dois foi inquestionável.

“Normalmente, quando um par de cães se aproxima no abrigo, eles passam a vida toda juntos”, disse Kristen Hassen-Auerbach, diretora de serviços animais, ao The Dodo. “Mas com esses dois, eles não se conheciam. Eles se conheceram em um grupo de brincadeiras um dia e, a partir do segundo em que colocaram os olhos um no outro, tornaram-se inseparáveis”.

Foto: Pima Animal Care Center

Foto: Pima Animal Care Center

Ambos os filhotes estavam lutando para se adaptar à vida de abrigo, mas a crescente amizade rapidamente entre os dois acalmou qualquer ansiedade e depressão. “Apesar do fato de que eles estão vivendo esta vida de confinamento, o que é super estressante para a maioria dos cães, eles se confortam muito na presença um do outro”, disse Hassen-Auerbach.

Os dois filhotes agora compartilham um único canil, o que lhes permite passar todo o tempo juntos. Eles não se importam muito com o espaço pessoal de cada um, preferindo se aconchegar em uma cama única quando é hora de apagar as luzes.

“Há muito espaço para eles se estenderem”, disse Nikki Reck, responsável pela informação pública do Pima Animal Care Center, ao The Dodo, “mas eles dividem aquela pequena cama juntos porque é assim que a preferem”.

Uma foto dos dois cachorros aconchegados recentemente se tornou viral depois que Reck postou no Facebook. Os funcionários do abrigo estão esperançosos que a atenção nas mídias sociais possa ajudar a proporcionar a Agatha e Jukebox uma vida maravilhosa em uma lar amoroso juntos.

Normalmente, não dizemos “estes dois têm que ser adotados juntos”, porque dessa forma leva mais tempo para eles encontrarem um lar”, disse Reck. “Mas com esses dois, nós simplesmente não podemos separá-los, então esperamos, de verdade, encontrar um lar para eles juntos, porque os dois estão destinados a ficar juntos”.

Foto: Pima Animal Care Center

Foto: Pima Animal Care Center

Enquanto isso, a Agatha e a Jukebox estão fazendo perfeitamente a sua parte ao fazer com que os potenciais adotantes que passam por seu canil se apaixonem por eles.

“Toda vez que as pessoas vêm ao abrigo, eles chamam sua atenção”, disse Hassen-Auerbach. “Você passa pelo canil deles e eles estão sempre fazendo uma das 20 coisas fofas que fazem o dia todo: ou eles estão de cabeça para baixo, ou de costas, ou um deles está lambendo o outro”.

É um milagre que os dois cães tenham se encontrado: o Pima Animal Care Center recebe 17 mil animais por ano e atualmente abriga mais de 400 cães. Com tantos cães no abrigo para cuidar, quanto mais cedo os filhotes puderem encontrar um lar, melhor. No entanto, a equipe do abrigo está ciente de que aceitar dois cães grandes e cheios de energia não é para todos.

“Estamos procurando uma família que os aprecie tanto quanto nós”, disse Hassen-Auerbach. “Eles são como a uma TV canina para nós. Quando qualquer um está tendo um dia difícil ou se sentindo para baixo, nós apenas assistimos Agatha e Jukebox juntos e você se sente mais feliz instantaneamente”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Centenas de renas morrem devido às mudanças climáticas

Por Rafaela Damasceno

Cerca de 200 renas morreram no Ártico, no arquipélago norueguês de Svalbard. As mudanças climáticas fazem com que chova muito mais na região do que o usual, formando camadas de gelo sobre a grama e dificultando a alimentação das renas, que morrem de fome.

Várias renas correndo na neve

Foto: Anadolu Agency / Getty Images

As mortes foram registradas pelo Instituto Polar Norueguês durante o mapeamento anual das renas selvagens das ilhas. A alta taxa de mortalidade foi atribuída à falta de comida causada pelas mudanças climáticas, duas vezes mais rápidas no Ártico do que no restante do mundo.

Além da grama, as renas também se alimentam de um líquen extraído da neve pelos seus cascos. As geadas e os degelos formam camadas de gelo impossíveis de serem penetradas pelos animais, o que acaba tornando impossível extrair o líquen do chão.

As populações de renas no arquipélago da Noruega também dobraram de tamanho desde os anos 80, chegando agora a 22.000 animais, o que também diminui a quantidade de alimento.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.