Primeiro ministro do Reino Unido sugere punições violentas a ativistas anti-caça

Por Rafaela Damasceno

O primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, que declarou em seu primeiro discurso que queria promover o bem-estar animal, sugeriu que as regras aplicadas ao contra-extremismo poderiam ser aplicadas contra o “Hunt Sabbing” – a prática de sabotar uma caçada baseando-se no fato de que animais não devem ser caçados por seres humanos. No passado, ele sempre votou contra a proibição da caça à raposa, um esporte sangrento que consiste em perseguir a espécie com cavalos e cachorros treinados para caçar.

Duas fotos: No lado esquerdo, o ministro; no direito, uma raposa

Foto: Andrew Parsons/ i-Images

Em sua campanha de liderança conservadora, Johnson foi questionado por uma pessoa a favor dos esportes violentos – incluindo a caça. “Você se comprometerá a combater os extremistas dos direitos animais, incluindo quaisquer recomendações da Comissão do Governo para combater o extremismo?”, perguntou.

“Embora eu esteja comprometido com o bem-estar animal, não tolerarei extremismo, intimidação e abuso, independentemente dos motivos”, respondeu Johnson.

Em entrevista ao Plant Based News, um ativista disse que o “Hunt Sabbing” é sobre ação direta não violenta usada para salvar vidas. “Comparar isso ao extremismo é chocante, mas é o tipo de retórica que já estamos acostumados vindo da Aliança do Campo”, afirmou.

Ele ainda citou o fato de Johnson querer promover o bem-estar animal, mas também dizer que aqueles que interferem na caça são violentos e merecem punições fortes, o que demonstra uma controvérsia.

“Se ele quer falar sobre violência, deveria assistir os cachorros de caça destroçando uma raposa. Isso é violência”, concluiu


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Filhote de raposa deixada para morrer é salva por veterinário que se recusou a desistir dela

Foto: Paul McDonald

Foto: Paul McDonald

Red, um filhote de raposa batizado com o nome da cor de seu pelo, foi encontrada desmaiado perto do terreno de uma fábrica em Oldham, na Inglaterra.

Ela parecia sem vida caída no chão e deitada de lado, apesar de todos os esforços dos trabalhadores da fábrica que a encontraram, tentando persuadi-la com comida e água para que ela se levantasse.

Quando todas essas tentativas fracassaram, Paul McDonald, um especialista local em raposas da Freshfields Animal Rescue em Liverpool, foi chamado. “Eu já tinha visto de tudo antes – raposas como aquela geralmente não têm um final feliz”, disse McDonald ao The Dodo. Ainda assim, McDonald tinha esperança e não desistiu de Red.

Foto: Paul McDonald

Foto: Paul McDonald

Ele entrou em contato com um veterinário de confiança da Parker Crowther Vets, explicando que, embora ele não tivesse esperanças que Red sobrevivesse, se alguma coisa pudesse ser feita por ela, mesmo com o batimento cardíaco fraco e a respiração sôfrega da raposinha, ele estava disposto a cobrir as despesas.

“Eu uso este veterinário em particular, pois sei que ela fará o melhor possível, ao contrário de alguns veterinários que não estão interessados em atender animais selvagens, já que não há dinheiro a ser ganho”, disse McDonald.

“Por sorte, minha avaliação inicial se provou equivocada”, disse ele. “A respiração e a frequência cardíaca de Red voltaram ao normal. Não havia sinais de nenhuma fratura”. No entanto, Red estava desidratada e tinha uma temperatura corporal baixa.

Foto: Paul McDonald

Foto: Paul McDonald

Ela foi imediatamente colocada no soro intravenoso e recebeu antibióticos, e começou sua jornada para a recuperação. Depois de passar mais algumas noites no veterinário, Red chegou ao Freshfields Animal Rescue. Enquanto a raposinha era capaz de se mover naquele momento, ela ainda estava fraca demais para se levantar e andar.

“Eu ainda tinha que alimentá-la usando uma seringa por mais alguns dias”, disse McDonald.

“Mas uma noite, quando entrei na unidade para alimentá-la, Red se levantou sozinha, o que eu admito ter trazido uma lágrima aos meus olhos. Ao ver esse pobre animal, que eu estava convencido de que não iria sobreviver, mostrar uma milagrosa reviravolta mudou minha visão sobre resgates desta natureza, que normalmente terminam em lágrimas de um tipo diferente “, disse ele.

Foto: Paul McDonald

Foto: Paul McDonald

Nos dias seguintes, Red começou a andar sozinha – seus passos eram um pouco vacilantes, mas, apesar de tudo, refletiam sua determinação em melhorar logo. Outro filhote de raposa chegou a Freshfields no meio da cura de Red. Ele foi encontrado sozinho atrás de um galpão em Wirral e recebeu o nome de Bruno.

“Como Red e Bruno tinham a mesma idade, eles eram as raposas ideais para se conhecerem – e se aproximaram muito rapidamente”, disse McDonald.

“Filhotes da raposa são animais muito sociáveis e é importante que não sejam mantidos sozinhos, pois eles podem se tornar mansos ou ficar tristes por não terem companhia. Então, foi um grande alívio poder dar a Red um amigo na forma de Bruno “, disse ele.

Red e Bruno dormindo juntos | Foto: Paul McDonald

Red e Bruno dormindo juntos | Foto: Paul McDonald

Agora os dois estão prosperando e praticamente comandam O Centro de Resgate de Raposas. McDonald disse que, dentro das semanas finais, os dois passarão por um processo de “soltura na natureza suave”.

Isso significa que Red e Bruno serão libertados dentro de um recinto ao ar livre, tendo a oportunidade de explorar as paisagens e aromas da vida selvagem enquanto estiverem dentro da segurança do Centro de Resgate de Raposas. As refeições serão fornecidas para eles por alguns dias até que aprendam e se tornem confiantes o suficiente para caçar por conta própria – e, eventualmente, viver por conta própria.

“Se mais filhotes órfãos mais ou menos da mesma idade que Red e Bruno chagarem até nós, eu vou misturá-los com eles também, até um grupo de 5, e eles serão todos soltos juntos na natureza, onde eles irão se dispersar e encontrar seus territórios próprios”, disse McDonald.

Você pode acompanhar Red e Bruno na página do Facebook do McDonald’s, The Fox Man.

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Drone mostra beagles explorados para testes vivendo em condições precárias

Por Rafaela Damasceno

Reprodução | YouTube

O grupo SHARK (Showing Animals Respect and Kindness – Mostrando aos Animais Respeito e Gentileza) gravou, com um drone, cachorros criados para serem explorados em pesquisas vivendo em celas sujas, superlotadas e cruéis na Virgínia, Estados Unidos.

“A primeira coisa que você percebe é o choro, os lamentos, a dor. Terrivelmente triste”, disse Stuart Chaifetz, um dos investigadores que gravou as centenas de cachorros mantidos na instalação da Covance Research Products.

“As gaiolas eram imundas, cobertas de fezes e urina”, contou à KSN, dizendo que gravaram um dos cachorros até mesmo comendo a sujeira. O vídeo publicado já rendeu muito debate e preocupações em relação à proteção dos animais.

Vários cachorros gravados demonstraram comportamentos repetitivos, como andar em círculos repetidamente. Segundo o SHARK, isso pode ser um indicador de um colapso mental causado pelas condições extremamente precárias em que eram obrigadas a viver.

A Covance pertencia à empresa LabCorp. Em um comunicado ao 8News, a LabCorp afirmou que a Covance “leva muito a sério nossas responsabilidades éticas para tratar os animais de pesquisa com cuidado e respeito”. Além disso, a empresa também disse que as imagens fornecem uma visão incompleta da instalação. Segundo ela, os animais possuem acesso a outros lugares muito confortáveis, o que é difícil de acreditar, visto as condições em que eram mantidos.

Em 2006, a Covance foi multada em quase 10 mil dólares (30,5 mil reais) depois que uma investigação da PETA descobriu macacos sendo abusados em um laboratório. Também recebeu uma multa de 32,5 mil dólares (quase 121,9 mil reais) em 2016, depois que 13 macacos morreram. As autoridades ainda investigam o ocorrido atual.


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Cachorrinha é abandonada acorrentada à beira de rodovia movimentada

Foto: Ashli Garza

Foto: Ashli Garza

A cadelinha em situação de rua descrita como mista de pastor alemão estava no acostamento de uma rodovia de quatro pistas repleta de carros. Se ela desse apenas um passo em direção à estrada, seria atingida.

Quando Ashli Garza notou a cachorrinha no acostamento da rodovia ela estava dirigindo rumo a uma reunião de trabalho em Mission, Texas (EUA), na terça-feira – e se viu pisando no freio bruscamente.

“Eu não tinha muita certeza do que iria fazer, porque há muitos cães abandonados por aqui, e nem todos são fáceis de serem encontrados porque estão acostumados a ser enxotados ou mal tratados”, disse Garza, uma protetora independente do Texas (EUA) ao The Dodo.

Foto: Ashli Garza

Foto: Ashli Garza

“Meu pensamento inicial foi tirar uma foto antes de ela fugir – nós temos uma página no Facebook local para cães perdidos e achados. Então eu parei o carro e abri a porta – mas ela veio até mim, então eu soube que ela era amigável. ”

A cachorra estava coberto de lama e sujeira e Garza viu então, a enorme e pesada corrente enferrujada em volta de seu pescoço.

“A corrente foi enrolada duas vezes no pescoço da pobrezinha”, disse Garza. “Estou surpresa que o único dano que “aquilo” causou a ela foi um pouco de irritação ela fricção na pele. Eu não sei como ela conseguia levantar a cabeça, e eu não estou exagerando”.

Foto: Ashli Garza

Foto: Ashli Garza

Garza ainda tinha seu compromisso de trabalho, e ela também tinha o vestido de casamento de sua melhor amiga em seu carro, que não podia ficar sujo – mas ela sabia que não podia ir embora sem a cachorrinha, que ela assumiu ter sido abandonada por seu ex-tutor.

“Eu pensava comigo mesma: ‘Oh Senhor, este cão está cobero de lama. Eu tenho o vestido de casamento da minha amiga no carro. Isso pode realmente ficar muito ruim bem depressa”, disse Garza.

Mas Garza afastou as preocupações e persuadiu a cachorrinha a entrar no carro. Então ela tentou tirar a corrente dela, que pesava cerca de 20 libras (cerca de 9 kg) – mas era impossível para Garza conseguir isso sozinha.

Foto: Ashli Garza

Foto: Ashli Garza

Garza seguiu em frente até seu compromisso, verificando a cadelinha toda hora pelo espelho retrovisor.

“Ela apenas se sentou e ficou olhando pela janela”, disse Garza. “Ela se virava e olhava para mim, e então girava ao redor. Ela se deitava e então se sentava de novo. Dava para dizer que ela nunca esteve em um carro antes”.

Após seu compromisso, Garza dirigiu até a casa de sua amiga, Luz Guzman, e eles trabalharam juntos para tirar a corrente do pescoço da cachorra. “Eu estava pensando em usar alicates, mas juntos conseguimos deslizá-la sobre a cabeça da cachorrinha”, disse Garza.

Foto: Ashli Garza

Foto: Ashli Garza

Guzman ofereceu-se para dar lar temporário para a cadelinha, agora chamada de Penelope, até que Garza consiga encontrar um grupo de resgate ou um adotante para cuidar dela – e Penelope tem prosperado cada vez mais.

“Obviamente, apenas com base nessa corrente, posso imaginar como ela foi tratada antes”, disse Garza. “Então ela estar tão feliz e ter tanta sorte é bem surpreendente. Aconteceu realmente rápido”.

Foto: Ashli Garza

Foto: Ashli Garza

Garza espera que a história de Penelope incentive as outras pesssoas a pararem quando virem um cachorro perdido precisando de ajuda.

“Muitas pessoas dizem: ‘Não sei como encontrar todos esses cães porque nunca vejo cães abandonados e nunca vejo cães feridos'”, disse Garza. “Mas eles estão lá fora. Nós passamos por eles o tempo todo”.

“Precisamos ter coração e estender a mão a esses animais”, acrescentou Garza. “Compaixão é de graça”.

Foto: Ashli Garza

Foto: Ashli Garza

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Romênia quer exportar 70 mil ovelhas vivas para o Golfo Pérsico

Por Rafaela Damasceno

A Romênia causou atrito na União Europeia ao querer exportar cerca de 70 mil ovelhas vivas para o Golfo Pérsico, mesmo contra a vontade de Bruxelas, que afirmou que temperaturas extremas tornariam impossível que os animais não sofressem no caminho.

Três pessoas colocam uma ovelha no porta-malas de um carro

Foto: Animals International

“Recebemos imagens mostrando condições terríveis em que os animais foram transportados por navios para o Golfo Pérsico durante o verão”, afirmou Vytenis Andriukaits, comissário da União Europeia para Saúde e Segurança Alimentar. Ele pediu, em uma carta ao ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Romênia (Petre Daea), que impedisse a exportação. A previsão do tempo no Golfo Pérsico em julho informa temperaturas de até 46° C. Petre Daea afirmou que não impedirá a exportação sob nenhuma circunstância.

De acordo com o Eurogroup for Animals, as 70 mil ovelhas estão sendo enviadas para participar do “Festival do Sacrifício”, em agosto.

A Austrália, que já foi o maior país exportador de ovelhas, anunciou uma proibição de três meses (durante a temporada de intenso verão) na prática direcionada ao Oriente Médio. Ela ainda planeja eliminar completamente essa forma de comércio nos próximos cinco anos.

Em contrapartida, as exportações de ovelhas e cabras na Romênia estão em ascensão desde 2015, segundo dados do International Trade Center.

“Achamos lamentável que, enquanto outros países estão reconhecendo os horrores da exportação de animais vivos, a Romênia está ignorando completamente as centenas de milhares de animais que sofrem longas viagens ao Oriente Médio enfrentando calor intenso e sofrendo muito”, declarou Vanessa Hudson, líder do Partido do Bem-Estar Animal, à Euronews.

Ela ainda disse que o país se mostra em regresso, além de totalmente desconectado com o resto do mundo, que demonstra um crescente interesse na proteção dos animais.

Ativistas em defesa dos direitos animais consideram o transporte dos animais vivos uma crueldade sem tamanho, visto que eles viajam em navios lotados por mais de uma semana sob um calor escaldante, e são praticamente cozinhados vivos. Apesar de a União Europeia proibir a exportação de animais vivos quando as temperaturas excedem 30 °C, muitos continuam com a prática muito além disso.

Gravações da Animal International mostram que as ovelhas e outros animais morrem com as temperaturas elevadas, são brutalmente descarregados dos navios, espremidos em carros e mortos ainda conscientes por açougueiros despreparados no meio das ruas. As imagens foram apresentadas ao governo romeno.

Alguns países, como Israel, decidiram suspender as importações da Romênia. Devido às condições precárias, muitos animais chegavam mortos ou doentes ao seu destino. O país declarou que está atualizando suas legislações para evitar problemas futuros relacionados ao transporte dos animais.

Mesmo corrigindo alguns problemas em relação ao péssimo tratamento que os animais recebem em suas exportações, ainda sim eles serão enviados para a morte sob condições extremamente cruéis.


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Beyoncé fala sobre os benefícios de uma alimentação vegetariana estrita

Por Rafaela Damasceno

A cantora e compositora Beyoncé postou recentemente um vídeo no Youtube contando como perdeu peso adotando uma dieta baseada em vegetais. Ela adotou a dieta por motivos estéticos, esperando emagrecer após o nascimento de seus filhos gêmeos.

Beyoncé no clipe da sua música de Rei Leão

Foto: Youtube

A dieta, que deveria ser seguida por 22 dias, foi prolongada para 44 e incluía alimentos como sopas, saladas, shakes e barras de proteína. O fisiologista Marco Borges, que criou a dieta, explicou no vídeo o benefício dos alimentos vegetais.

“Uma dieta vegetariana estrita consiste em realmente eliminar todos os alimentos processados em excesso que não nos fazem bem. Quando você está se alimentando à base de vegetais, você definitivamente terá mais energia. Seu humor vai mudar por completo”, disse ele.

A mudança na alimentação de Beyoncé certamente divulga o veganismo e o vegetarianismo e faz as pessoas se interessarem mais pelo assunto. Entretanto, o veganismo é muito mais do que uma dieta e tem um propósito muito maior do que a estética.

A cantora demonstra certa controvérsia ao divulgar a importância de uma dieta livre de crueldade e, mesmo assim, usar roupas de couro animal – além de lançar uma linha de sapatos produzidos com pele de cobra, crocodilo, avestruz e arraia.

O veganismo é um estilo de vida. Ao se comprometer com ele, uma pessoa deixa de consumir quaisquer produtos que venham da exploração animal – sejam eles na alimentação, roupas, produtos de beleza etc.


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Primeiro ministro do Reino Unido promete promover o bem-estar animal

Por Rafaela Damasceno

Durante seu primeiro discurso como primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson declarou que promoverá o bem-estar animal. Muitos acreditam que sua promessa foi baseada na influência de sua namorada, Carrie Symonds, que descreve a si mesma no Twitter como “conservacionista lutando contra a poluição do plástico”. O meio ambiente e os animais são assuntos frequentemente citados por ela na rede social.

O primeiro ministro sorrindo, virado de perfil

Foto: Andrew Parsons/ i-Images

Segundo relatos, Boris iniciou uma dieta baseada em vegetais há pouco tempo – também sob influência de Carrie.

Apesar de sua nova alimentação e suas declarações a favor dos animais, ele nunca demonstrou qualquer apoio a eles antes. Inclusive, fez o contrário: no ano passado, Boris manifestou seu apoio a caça considerada esportiva (incluindo a caça à raposa). Em 2017, o primeiro ministro também declarou seu apoio às touradas.

Mas em seu discurso atual, ele afirmou que promoverá o “bem-estar dos animais que sempre estiveram no coração dos britânicos”.

Apesar de muitos acreditarem que isso tenha sido por conta de Carrie, pessoas próximas a ela disseram que ela não terá nenhum papel na política, segundo o Plant Based News. Mesmo assim, Carrie continuará divulgando as causas em que acredita, incluindo o combate à poluição.


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Manguezais são aliados na luta contra as mudanças climáticas

Por David Arioch

Em torno de 67% de todos os manguezais do mundo desapareceram ao longo do século passado, devido ao desenvolvimento das regiões costeiras, à aquicultura, à poluição e a outras atividades humanas | Foto: Pixabay

Em mensagem para o Dia Internacional de Conservação do Ecossistema de Mangue, celebrado na última sexta-feira (26), a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, lembrou que esses ecossistemas são fundamentais tanto para comunidades de regiões costeiras quanto para o resto do mundo, que tem nos mangues um aliado contra o aquecimento global.

“Seus complexos sistemas de raízes aprisionam sedimentos, reduzem o fluxo da água e armazenam o carbono azul costeiro proveniente da atmosfera e do oceano”, disse Audrey.

O carbono azul é o gás carbônico que é armazenado pelos ecossistemas oceânicos e litorâneos, sendo absorvido da atmosfera e convertido em biomassa, encontrada nos seres vivos e no meio ambiente. Com essa captura de carbono, os mares e costas ajudam a regular o volume de gases do efeito estufa dispersos na atmosfera.

A chefe da Unesco afirmou ainda que os manguezais “contribuem para a estabilidade do litoral, ao proteger os recifes de coral e prevenir a erosão causada por ondas e tempestades”.

No sul da Tailândia, os benefícios associados à proteção dos mangues contra temporais foram estimados em 10,8 mil dólares por hectare, de acordo com dados da Convenção da ONU sobre Zonas Úmidas. No estuário do rio Krabi, manguezais estão sendo recuperados e plantados para proteger comunidades litorâneas vulneráveis contra tempestades tropicais e também para contornar os impactos do aumento do nível do mar.

Segundo pesquisas coletadas pela convenção da ONU, a principal causa do desaparecimento dos mangues é a transformação desses ecossistemas em zonas agrícolas ou destinadas à aquicultura. Essa forma de destruição dos manguezais é observada principalmente no sudeste da Ásia.

A Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos aponta que em torno de 67% de todos os manguezais do mundo desapareceram ao longo do século passado, devido ao desenvolvimento das regiões costeiras, à aquicultura, à poluição e a outras atividades humanas.

“A proteção dos manguezais exige soluções científicas inovadoras e uma abordagem multidisciplinar, que abranja as ciências hídricas e ambientais, as geociências, a oceanografia e os sistemas de conhecimento locais e indígenas, todos presentes no trabalho desenvolvido pela Unesco”, afirmou Audrey.

A dirigente lembrou que, por meio da criação de reservas da biosfera e sítios do patrimônio, a agência da ONU tem colocado diferentes áreas de mangue sob esforços de conservação. Entre os exemplos, estão a reserva da biosfera La Hotte, no Haiti, o geoparque global Langkawi, na Malásia, e o patrimônio mundial de Sundarbans, no Delta do Rio Ganges.


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Laudo aponta que elefante sofre maus-tratos em zoo de João Pessoa (PB)

Por Rafaela Damasceno

Um laudo técnico feito recentemente aponta que a elefante Lady, que vive no Parque Zoobotânico Arruda Câmara em João Pessoa (PB), sofreu maus-tratos. A perícia foi realizada por especialistas vindos dos Estados Unidos e da Universidade do Paraná, após denúncia do Núcleo de Justiça do Animal da UFPB, junto com o Ministério Público Federal.

A elefante no zoológico

Foto: Secom/JP

Diversas irregularidades foram constatadas, como desidratação, doenças, negligência crônica – pela falta de tratamento de uma inflamação grave na pata, que pode até mesmo causar a morte de Lady.

Além de todos os maus-tratos físicos no período de três anos, a elefante também foi afetada psicologicamente. Quando colocada na presença de seu antigo tratador, Lady se mostrava muito abalada e perturbada.

Segundo o PortalT5, o laudo também aponta que o zoológico não tem as menores condições de fornecer os tratamentos que Lady precisa, incluindo a administração terapêutica adequada para os traumas psicológicos da elefante.

A organização sem fins lucrativos Santuário de Elefantes Brasil, na Chapada dos Guimarães (MT), abriu um procedimento no Ministério de São Paulo sobre todos os impactos – físicos e psicológicos – causados na elefante. A ONG, que se dedica a cuidar de animais vítimas de maus-tratos, ainda se propôs a cuidar de Lady e resgatá-la sem cobrar nem um centavo. O santuário aguarda a permissão da Prefeitura de João Pessoa e do Ibama para realizar o resgate.


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Cão tem a vida transformada após ser agredido e viver acorrentado por anos

Um cachorro que viveu acorrentado no quintal de uma casa nos Estados Unidos por cinco anos e foi agredido diversas vezes por seu tutor teve uma nova chance na vida ao ser resgatado pela PETA, uma organização internacional de proteção animal.

Foto: PETA

Marley não recebia alimentação adequada e tinha apenas uma água suja para beber. Cheio de energia, às vezes ele tentava brincar quando via seu tutor, mas apanhava quando fazia isso.

Desde que o cão era um filhote, a PETA acompanhou o caso dele. Os membros da organização ofereciam comida de qualidade para Marley e iam até sua casa para brincar com ele e lhe dar carinho – o único gesto de afeto que ele recebia. As informações são do portal I Love My Dog So Much.

Com o tempo, a entidade conseguiu convencer o tutor de Marley a doá-lo. Resgatado, ele foi levado para uma clínica veterinária e iniciou um tratamento. Ele ganhou peso, recuperou-se e foi disponibilizado para adoção.

Foto: PETA

Depois do resgate, o cão que conhecia apenas a palavra “não”, dita frequentemente por seu antigo tutor, aprendeu muitas coisas novas e fez várias descobertas: como entender que podia correr livremente e que havia pessoas dispostas a tratá-lo com amor.

A mudança em sua vida, no entanto, não se restringiu às ações da entidade. Isso porque, após ser colocado para adoção, o cachorro encontrou um novo lar. Atualmente, ele mora em uma casa com um quintal grande, onde corre e brinca com Kyah, o outro cão da família.

O passado de violência e sofrimento foi superado e deu lugar a uma vida feliz, com direito a uma cama confortável, brinquedos e petiscos.

Foto: PETA


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