PETA compra ações do Facebook para aumentar visibilidade dos direitos animais

A organização pelos direitos animais PETA comprou ações do Facebook na esperança de promover suas campanhas de defesa aos animais e aumentar a visibilidade da causa na rede social. Essa medida foi tomada depois de uma série de conteúdos postada pela PETA ter sido reprimida, censurada e até mesmo tirada do ar – acusada de “fake news”.

Duas pessoas protestam vestida dentro de uma gaiola, com roupas de presidiários e máscaras de macacos

Foto: PETA

As ações adquiridas permitem agora que a organização participe das reuniões anuais do Facebook, faça pergunta aos executivos e envie resoluções aos acionistas.

Em 2015, a plataforma começou a colocar mensagens de avisos em vídeos considerados chocantes, violentos ou ofensivos. Os usuários passaram a escolher se queriam assistir aos conteúdos dos vídeos ou não. Em um comunicado, a PETA afirmou que a censura limitou consideravelmente o alcance de suas publicações.

“O objetivo da PETA é parar o sofrimento dos animais, e contamos com as redes sociais para levar informações para as pessoas”, declarou a organização. O Instagram, que é propriedade do Facebook, também costuma censurar suas publicações.

O compartilhamento de vídeos, fotos e informações pelas redes sociais desempenhou nos últimos anos um papel enorme na missão da PETA de acabar com a exploração dos animais. “As pessoas devem ver o que os animais enfrentam em laboratórios, fazendas e matadouros”, afirmou a vice-presidente da PETA, Tracy Reiman.

A organização pediu para que o Facebook se espelhe na política do Twitter, onde os usuários podem escolher por conta própria se querem ou não os avisos de conteúdo sensível em seu feed.


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Índia registra fugas e mortes de dezenas de animais durante inundações

Dezenas de animais fugiram e morreram durante as inundações registradas no estado de Assam, na Índia. Na quinta-feira (18), um tigre que fugiu do parque nacional de Kaziranga foi encontrado deitado em uma cama de um local denominado shophouse – isso é, um estabelecimento que funciona como comércio e moradia.

Animais silvestres fogem de inundações na Índia (Foto: Pixabay/Ilustrativa)

O parque de onde o tigre de cerca de 90 kg fugiu foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1985. O tigre buscava terra firme no momento em que a reserva ficou embaixo d’água após leitos de rios transbordarem. Ele estava caminhando na direção de uma estrada, quando mudou seu percurso e pulou no teto da shophouse e entrou no local.

“O proprietário estava prestes a abrir sua loja às 08h30, quando viu o tigre pular dentro”, disse à AFP Bhaskar Chudhury, veterinário chefe da ONG Wildlife Trust of India.

Para evitar o uso de dardos tranquilizantes, a entidade optou, segundo moradores da casa, por esperar o entardecer para que o tigre saísse do local sozinho.

Búfalos selvagens correndo no meio da água, rinocerontes exaustos descansando em pequenos pedaços de terra e elefantes cruzando uma estrada enquanto guardas do parque tentavam alcançá-los foram algumas das cenas vistas na região.

Tigre deitou na cama de morador na Índia (Foto: Reprodução/Wildlife Trust of India)

Mais de 50 animais foram encontrados mortos. Parte deles morreu em acidentes de trânsito enquanto tentava atravessar uma autopista no entorno do parque para chegar às colinas de Karbi, segundo a mídia local.

Botes foram usados por guardas-florestais para atravessar o parque em uma busca por animais isolados ou machucados. “Há muito tempo que este tipo de inundação afeta o parque nacional Kaziranga”, disse à AFP Pradut Goswami, um guarda-florestal.

As chuvas, acompanhadas dos ventos de monções, são importantes para a lavoura e para prover água à população, mas também causam destruição no sul da Ásia.


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Traficantes de marfim posam em foto sobre corpo de elefante mutilado

Por Rafaela Damasceno

O comércio do marfim é crime em muitos países. Infelizmente, o tráfico ainda é comum. O marfim é muito lucrativo e a taxa de mortalidade dos elefantes já é muito maior do que a natalidade. Em junho, dois homens foram presos no Congo pelo tráfico, após serem encontrados com quatro presas de elefante (44 kg de marfim). Elas valeriam milhares de libras no mercado negro.

Dois traficantes presos, segurando as presas de marfim

Foto: Eagle Network

Fotos foram encontradas no celular de um dos homens. Em uma das imagens, seis caçadores se encontravam presentes sobre um elefante caído, orgulhosos do assassinato cruel. As autoridades não sabem dizer se as fotos mostram dois animais diferentes, mas acreditam que sim, já que os traficantes possuíam dois pares de presa quando foram encontrados.

Os outros quatro homens foram rastreados pela Eagle Network, agência que fiscaliza o tráfico de animais. Ela monitora a prática criminosa na África Subsaariana.

Dois traficantes em cima do elefante morto

Os homens posam sobre o corpo do elefante | Foto: Eagle Network

Perrine Odier, coordenadora da PALF (Project for the Application of Law for Fauna), agência parceira da Eagle, disse que as imagens foram encontradas no celular do principal traficante do grupo.

“Ele guarda as imagens como arquivo pessoal. Ele não precisa mostrar aos clientes como matou para fazer negócio. Eles tiraram as fotos porque estavam orgulhosos em posar com armas em cima de um cadáver de elefante”, afirmou ela.


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Medellín combate calor com corredores verdes

Por David Arioch

“Quando tomamos a decisão de plantar os 30 corredores, nós nos concentramos nas áreas que não tinham mais espaços verdes” (Fotos: Divulgação)

Medellín, na Colômbia, assim como outras cidades, enfrenta o aumento das temperaturas e o impacto das ilhas de calor urbanas. Concreto e asfalto absorvem a energia do sol, irradiando calor e mantendo a cidade muito quente – mesmo depois que o sol se põe.

Para lidar com o aquecimento, as autoridades da cidade colombiana transformaram 18 ruas e 12 hidrovias em paraísos verdes. O projeto Green Corridors (Corredores Verdes) promoveu a arborização dessas rotas, o que permitiu reduzir o acúmulo de calor na infraestrutura urbana.

A iniciativa venceu este ano o Prêmio Ashden de Refrigeração Baseada na Natureza, que é apoiado pelo Programa Kigali de Eficiência de Refrigeração, em parceria com a iniciativa Sustainable Energy for All.

“Quando tomamos a decisão de plantar os 30 corredores, nós nos concentramos nas áreas que não tinham mais espaços verdes”, conta o prefeito Federico Gutiérrez.

“Com essa intervenção, conseguimos reduzir a temperatura em mais de 2°C e os cidadãos já percebem essa diferença”, acrescenta Gutiérrez.

“O projeto Green Corridors é um excelente exemplo de como a sociedade civil, urbanistas e governo podem confiar na natureza para desenvolver um projeto urbano inteligente. O monitoramento será fundamental para demonstrar ainda mais os múltiplos benefícios dessa abordagem ao longo do tempo”, avalia Juan Bello, diretor do escritório da ONU Meio Ambiente na Colômbia.

Os parques urbanos podem reduzir a temperatura ambiente durante o dia em uma média de aproximadamente 1°C. Na Itália, a cidade de Milão — que sofreu cortes de energia devido à demanda por ar condicionado durante a onda de calor do verão — planeja plantar 3 milhões de árvores até 2050. O objetivo é combater as ilhas de calor e aumentar a qualidade do ar.

Outra solução são os telhados verdes. Existem indícios de que, em cidades como Atenas, eles podem diminuir em até 66% a demanda por resfriamento artificial nos edifícios.

“Medellín e muitas outras cidades estão mostrando como podemos mitigar e nos adaptar à mudança climática graças a soluções renováveis”, diz Martina Otto, chefe da Unidade de Cidades da ONU Meio Ambiente.

“Se o mundo estiver empenhado em cumprir as metas do Acordo de Paris, as cidades terão que buscar arduamente a implementação de tais soluções.”

Estima-se que as emissões de gases do efeito estufa geradas pelo setor de refrigeração aumentem 90% até 2050 — na comparação com dados referentes a 2017. Daqui a cerca de 30 anos, a refrigeração dos ambientes vai consumir o mesmo volume de eletricidade já consumido atualmente por todos os setores e atividades humanas na China e na Índia.

“À medida que as temperaturas globais aumentam, as dificuldades para manter os ambientes frescos estão se tornando um problema de saúde urgente, com as cidades particularmente em risco”, alerta Dan Hamza-Goodacre, diretor-executivo do Programa Kigali de Eficiência de Refrigeração.

“Um planejamento urbano inteligente pode desempenhar um papel crucial no fornecimento de soluções de refrigeração, como telhados verdes e corredores verdes ou padrões mais altos de projetos de edifícios, que melhoram a eficiência e o resfriamento passivo.”


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Curso EaD aborda teoria e prática da defesa dos direitos animais

Todo o conteúdo será disponibilizado online | Foto: Pixabay

A advogada animalista Renata Fortes está disponibilizando o curso “Formação em Direitos Animais –
teoria e prática” na modalidade EaD com o objetivo de capacitar advogados, estudantes e pessoas leigas em Direito para a defesa técnica dos animais perante os órgãos públicos e o Poder Judiciário.

O curso é dividido em dois módulos e será apresentado por meio de vídeo-aulas com os temas propostos, chats online para eventuais dúvidas, fórum de debates entre os(as) participantes e cine-debate. Também haverá exercícios práticos e oportunidade de estágios.

Segundo Renata, não limitação para a proteção dos animais. “A defesa técnica dos animais está ao alcance de todos, por que em nosso país há órgãos públicos competentes para receberem denúncias e apurarem os casos de violação aos direitos animais. Como exemplo, delegacias de polícia, Ministério Público, Secretarias Municipais e Estaduais do Meio Ambiente e órgãos federais. Também é possível atuar de forma mais ativa e independente, ingressando diretamente na Justiça por meio de uma ong de proteção aos animais/meio ambiente representada por um(a) advogado(a)”, disse em seu site.

As vagas são limitadas. Para conhecer o conteúdo do curso, valores e como se inscrever clique aqui.

Pescador corta barriga de filhote de tubarão-martelo e o joga de volta ao mar para morrer

Por Rafaela Damasceno

Ryan Dowling foi testemunha de um assassinato cruel em Queensland, na Austrália. Ele afirma ter visto um pescador rindo enquanto cortava um filhote de tubarão-martelo, espécie ameaçada de extinção, da cauda até a cabeça. Depois, o homem jogou o animal agonizante de volta à água, sabendo que ele morreria.

O pescador segura o tubarão-martelo pequeno em uma das mãos

Foto: Ryan Dowling , Facebook

Ryan disse ao Yahoo News que o ato era assombroso e que não havia motivo algum que pudesse justificá-lo. Ele ainda contou que conseguiu tirar fotos do crime e levará às autoridades.

Ele postou a foto em seu Facebook com a legenda: “Que diabos há de errado com as pessoas atualmente?”. Um outro pescador respondeu que odeia os tubarões quando está pescando, mas que sempre os solta quando se prendem em suas iscas. “É rápido tirá-los do anzol e devolvê-los ao mar”, escreveu ele.

O doutor Leo Guida, da Sociedade Australiana de Conservação Marinha, reconheceu o animal como um tubarão-martelo-recortado. A espécie está ameaçada de extinção e precisa ser extremamente protegida, porque além de tudo ajuda a manter o ecossistema marinho sob controle.

“Os tubarões-martelo-recortados diminuíram aproximadamente 84% nas águas de Queensland”, afirmou ele.

O pequeno filhote de tubarão-martelo é segurado pelo pescador

Foto: Ryan Dowling, Facebook

A espécie, assim como os outros tubarões, é essencial para a saúde da Grande Barreira de Corais, porque mantém a cadeia alimentar regular. A barreira tem mais de dois quilômetros de extensão e é considerada o maior organismo vivo da Terra. Além disso, abriga diversas espécies – entre elas peixes, estrelas-do-mar, moluscos, tartarugas, golfinhos e tubarões.

A pesca é sempre prejudicial ao ecossistema. Ela afeta diretamente na cadeia alimentar dos animais e pode prejudicar permanentemente as vidas marinhas.


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Cágado tenta sobreviver em meio a rejeito de minério e é salvo em Brumadinho (MG)

O vídeo de cágado tentando sobreviver em meio a rejeito de minério em Brumadinho (MG), na região da Mina do Córrego do Feijão, onde uma barragem se rompeu, foi divulgado cinco meses após o rompimento.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as imagens foram feitas no mês de junho. As informações são do jornal Estado de Minas.

O cágado foi encontrado durante uma operação de limpeza que os bombeiros realizavam para buscar por vítimas. Após ser localizado, o animal silvestre foi resgatado e encaminhado para receber atendimento veterinário.

As buscas por vítimas em Brumadinho continuam. Na quinta-feira (18), a operação chegou em seu 175º dia. Corpos de 22 pessoas são procurados. A operação conta com 145 bombeiros militares.

Lamentavelmente, a exploração animal permanece e um cachorro foi envolvido nas buscas mesmo após casos dramáticos com animais provarem o quão errado é forçá-los a buscar por vítimas – como o caso do cão Barney, explorado em Brumadinho que, depois, morreu afogado em outra operação de resgate e de Zeca, o cachorro que desenvolveu uma doença dermatológica após entrar em contato com os metais e resíduos da barragem de Brumadinho. Nestas operações, os cachorros são obrigados a aprender comandos anti-naturais, que eles não executariam por conta própria. E mesmo não tendo nascido para servir aos seres humanos, são submetidos a risco e tratados como objetos a serviço da humanidade, sem direito a viver suas vidas em paz.


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Cadelinha busca um lar após uma vida de maus-tratos em SP

Divulgação

A cadelinha da imagem se chama Belinha. Ela tem um ano e meio e já está castrada e vacinada. Foi resgatada após ser encontrada em situação de maus-tratos em uma comunidade na zona Sul de São Paulo. Ela vivia amarrada a uma corrente sem receber cuidados, amor e carinho.

Quando foi salva, ela estava repleta de carrapatos e pulgas. Seu pelo era maltratado e seu olhar muito triste. Atualmente ela está em um lar temporário aguardando a chance de ser adotada e finalmente ter uma família.

Divulgação

Ela é muito boazinha, companheira, sociável e se dá bem com outros cães. Interessados em dar uma chance para Belinha entrem em contato com a Shirley através do telefone (WhatsApp): 11 99559-4739 ou através do e-mail: shymac.mac@terra.com.br.

Altruísmo e compaixão são fundamentais para uma coexistência pacifica

Foto: Tail and Fur/Reprodução

Foto: Tail and Fur/Reprodução

O Dia da Caridade é comemorado no Brasil em 19 de julho, a data foi instituída pelo então presidente Humberto Castelo Branco por meio da Lei nº 5.063 em 1966 com o objetivo de reforçar o altruísmo na sociedade.

Criar uma data comemorativa para conscientizar a sociedade sobre a promoção e a prática da solidariedade, como meio para desenvolver um bom entendimento entre todos os seres humanos é uma atitude construtiva, porém, a caridade se estende muito além da sociedade humana. Caridade é um ato de amor para com toda e qualquer vida.

Estudos recentes divulgados pelo departamento de meio ambiente da ONU e outras entidades de pesquisa e ciência que atuam em nível mundial, alertam para o estado crítico em que o planeta, suas reservas naturais, as florestas e as espécies animais se encontram.

Foto: Jane Goodall Intitute/Fernando turmo

Foto: Jane Goodall Intitute/Fernando turmo

E isso não é o pior, as previsões feitas com base na evolução da destruição causada pelo comportamento humano, mostram que a Terra caminha a passos largos para uma situação de exaustão completa não muito distante.

O que teria nos levado a esse ponto de emergência ambiental, senão a falta de caridade?

Falta de caridade com o planeta, com os animais, com a natureza. Quando exploramos, comemos, matamos, submetemos, chicoteamos, prendemos, precificamos essas vidas que nos rodeiam, que melhor exemplo da falta de caridade poderia ilustrar tamanha ausência de altruísmo e amor?

A caridade caminha ao lado da compaixão, solidariedade, altruísmo e amor ao próximo. Ao ver um animal como ser inferior, ao dispor de sua vida e liberdade como bem entendemos, estamos praticando exatamente o reverso do que a caridade propõe.

Foto: Emma Williams

Foto: Emma Williams

E ao contrário da humanidade, os animais e a natureza nos dão exemplos de caridade, perdão, amor incondicional e sublimação diários. Mesmo tendo suportado sofrimentos indescritíveis ou anos de exploração, ao serem resgatados (quando o são) os animais respondem com gratidão e amor àqueles que os salvaram, mesmo sendo da mesma raça dos que os feriram.

Muito mais do que apenas uma data, uma palavra ou uma bandeira religiosa, a caridade é uma atitude diária, um olhar de amor para os que necessitam, o respeito por toda e qualquer vida, e acima de tudo a consciência e compreensão da igualdade, de direitos e condições, entre todos os seres do planeta.

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Imagens de drone mostram corpo de elefante mutilado por motosserra

Por Rafaela Damasceno

Os elefantes correm sérios riscos devido ao tráfico do marfim, material presente em suas presas. Nesta semana, seis caçadores foram presos ao serem identificados como os homens (posando sobre o corpo de um elefante) em uma foto encontrada no celular de um deles. O cineasta Justin Sullivan encontrou e fotografou, com um drone, a horrível imagem do elefante assassinado por eles no norte de Botsuana, país africano.

Foto tirada de cima do corpo do elefante desmembrado. Sua tromba está caída, separada do corpo

Foto: Justin Sullivan / Magnus News

“Este animal em específico foi morto de uma forma especialmente brutal”, disse ele. O elefante teve parte de sua cabeça cortada com uma motosserra, para que as presas fossem retiradas. “A foto representa, mais do que a maneira que o elefante está desconectado no momento, o jeito que nós mesmos nos desconectamos desse tipo de situação”, declarou.

Justin mora na Cidade do Cabo, mas estava em Botsuana para um projeto de filme. Ele escutou alguns caçadores falando sobre o corpo, então pediu para ser levado até lá e fotografou o crime na esperança de chamar atenção para o impacto e a crueldade da caça.

Estima-se que cerca de 30 mil elefantes são mortos todos os anos no mundo, com milhões de libras sendo geradas pelo comércio do marfim adquirido através do assassinato. A caça é um problema global, mas é especialmente elevada em Botsuana.

A quantidade de elefantes mortos no país aumentou cerca de 600% de 2014 a 2018. A caça era proibida, então, mas a proibição foi vetada neste ano. Justin afirma que sua foto gerou um debate público, o que ele espera que possa promover resoluções para as atuais crises ecológicas do mundo.

Os caçadores do elefante fotografado foram presos há alguns dias, encontrados pelas autoridades na posse de marfim. Eles tinham fotos que atestavam sua participação no crime. Ainda não se sabe se as imagens encontradas em seus celulares envolviam mais de um assassinato.

Dois traficantes na posse dos marfins

Foto: Eagle Network

A Eagle Network, organização responsável por proteger a vida selvagem, ajudou no rastreamento e captura de todos os envolvidos no grupo de caça. Só em junho, ela auxiliou na prisão de 22 traficantes de animais silvestres em quatro países diferentes.

Perrine Odier, a coordenadora de uma ONG parceira da Eagle (PALF), disse que os caçadores estavam orgulhosos dos assassinatos e felizes em matar animais tão grandes e majestosos.

“Espero que a justiça condene os criminosos com a pena máxima, e que isso os impeça de continuar com estas atividades devastadoras”, declarou ela.


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