Aids felina: doença pouco conhecida pode levar gatos à morte

A Aids felina (FIV, na sigla em inglês para feline immunodeficiency virus) é uma doença grave que pode destruir a imunidade dos gatos e levá-los à morte, assim como a leucemia felina. A enfermidade impede que o organismo do animal combata qualquer doença, o que pode ser fatal.

Foto: Divulgação/ Dr. Adelmo Miguel

Pouco conhecida dos tutores, a doença é causada pelo vírus da imunodeficiência felina, do mesmo gênero do HIV. Essa relação faz com que existam várias semelhanças entre a doença que atinge os gatos e a que acomete os humanos.

A Aids felina é um problema de saúde que atinge exclusivamente os gatos, sem afetar humanos e outros animais, como cães. “O diagnóstico é feito através de amostras de sangue de animais, que detectam anticorpos contra o vírus na corrente sanguínea. Apesar das semelhanças, a Aids felina não é contagiosa a outros animais e aos seres humanos”, explicou ao G1 médico veterinário Adelmo Guilhoto Miguel.

Dentre os sintomas da doença, estão: inúmeras infecções, febre, pneumonia, perda de peso, insuficiência renal, diabetes e hipertireoidismo. De acordo com Adelmo, alguns gatos podem hospedar o vírus no organismo durante toda a vida, sem manifestar sintomas.

“Apesar desta condição, de não manifestar nenhum sintoma, os animais hospedeiros transmitem a doença para outros animais, o que pode complicar na hora da identificação de quem está propagando o vírus, principalmente em locais com grande quantidade de gatos, como os abrigos”, disse.

A saliva é o principal meio de transmissão da doença, seja por meio de mordidas durante brigas, lambeduras ou compartilhamento de bebedouros e comedouros. “Alguns estudos indicam a transmissão através da amamentação dos filhotes, por via da placenta durante a gestação e por transfusões de sangue”, complementou Adelmo.

Vital, um gato tutelado pela técnica em segurança do trabalho Erika Russo, moradora de Sorocaba (SP), foi diagnosticado com FIV.  “Ele começou a ficar muito magro, muito fraco e com secreção nos olhos. Algumas feridas surgiram na ‘almofadinha’ da patinha dele, e não curava. Levei até o veterinário e foi feito, entre outros exames, o teste para a FIV, onde deu positivo. Achei que fosse perder ele. Durante uma semana eu o levava todos os dias na clínica veterinária pra que ele pudesse tomar soro. Como ele é adotado, acreditamos que já tenha chegado com a doença. Hoje ele está em casa e está super bem, seguimos com um protocolo de tratamento, alimentação correta e cuidados pro resto da vida dele, mas estamos aliviados com a melhora”, contou.

A Aids felina, assim como a humana, não tem cura, apenas tratamento paliativo para aliviar a dor do animal. Não há, no entanto, grandes possibilidades de sucesso no tratamento. Segundo Adelmo, a expectativa de vida de um gato com FIV varia bastante porque podem existir portadores que não apresentem sintomas.

Foto: Bruna Russo/Arquivo pessoal

“Uma vez que o gato apresente sintomas, o tempo de vida é muito curto, pois o animal tende a apresentar grave perda de peso, anemia, tumores e infecções diversas”, explicou.

Não há, também, vacina para a doença. Experimentos têm sido feitos, segundo Adelmo, por cientistas, mas ainda há a necessidade de evolução nos estudos para a fabricação de um produto eficiente e seguro.

“Para a prevenção, os gatos devem ser castrados, mantidos dentro de casa e não serem expostos a gatos recém-adotados, animais de rua, abandonados ou perdidos, a menos que estes animais tenham sido testados previamente através de exames laboratoriais”, orientou.. É recomendado, também, separar gatos com FIV daqueles que estão saudáveis e evitar que bebedouros e comedouros sejam compartilhados com animais desconhecidos.

Sem acesso à rua

A orientação do veterinário Adelmo Guilhoto Miguel sobre a criação de gatos dentro de casa é a melhor maneira de não só evitar determinadas doenças – inclusive a FIV -, mas também de proteger o animal de riscos como atropelamento, envenenamento, agressão, brigas com outros animais e, no caso de gatos não castrados, de impedir que gravidezes ocorram e filhotes nasçam na rua, contribuindo para o aumento do abandono.

Casos de animais que foram vítimas da crueldade humana são comuns. Notícias de envenenamento são divulgadas frequentemente. Moradores de um bairro de Linhares (ES) denunciaram recentemente a morte de ao menos sete cachorros e três gatos, todos envenenados. De 10 de janeiro a 15 de fevereiro deste ano, 36 casos de morte por envenenamento foram registrados em Alta Floresta (MT). De acordo com os tutores, os animais não apresentavam sintomas de doença e, antes de morrerem, tinham convulsões e saía uma baba espessa branca da boca deles.

Na última semana, uma jovem foi flagrada por uma câmera de segurança ao jogar uma gata na direção de um cachorro em Sorocaba (SP). A gata tem tutora, mas estava na rua, sozinha, no momento em que foi vítima dos maus-tratos. Ao comentar o caso, que classificou como um ato de “muita maldade”, a advogada Regina Santos Ferreira de Almeida reconheceu os perigos que a rua oferecem à Bela, como é chamada a gata. “Ela é danada, vive na rua e a gente vive recolhendo. Não posso deixar ela ir para a rua. Ela é amorosa”, afirmou ao G1.


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Shopping inaugura banco de doação de sangue animal em São Paulo

O Continental Shopping, localizado na Zona Oeste da cidade de São Paulo, inaugurou um banco de doação de sangue animal. O objetivo é incentivar a coleta e doação de sangue de animais, prática que ainda não é comum no país.

O local recebeu o nome de Pets & Life e funciona não só como banco de sangue, mas como um centro de diagnósticos. As informações são do portal iG.

Foto: shutterstock

Para doar sangue no shopping, as regras para os gatos são: ter mais de 4 kg, estar em boa condição de saúde e com as vacinas em dia. No caso dos cachorros, é necessário ter mais de 28 kg, estar vacinado e com boa saúde.

Para confirmar que o animal está saudável, exames gratuitos são realizados. E antes do sangue ser repassado ao animal receptor, um teste de compatibilidade é feito, já que os animais podem apresentar reações alérgicas à doação.

Cada bolsa de sangue doada pode ajudar até três animais receptores. O atendimento na Pets & Life é feito de segunda a sexta, das 8h às 21h, de sábados das 8h às 18h e aos domingos das 10 às 16h, na Avenida Leão Machado, 100.

Páscoa: chocolate é tóxico para animais e pode levá-los à morte

Na Páscoa, o consumo do chocolate aumenta significativamente. Os animais, no entanto, não podem comer nenhuma quantidade do produto, que é tóxico para eles. Isso porque o fígado dos cães e gatos não metaboliza a teobromina, uma substância presente no chocolate que está relacionada à quantidade de cacau e afeta o sistema nervoso central dos animais.

Foto: Pixabay

“Dependendo da quantidade ingerida e do tamanho do animal, os sintomas vão desde vômito, diarreia, taquicardia até convulsões, podendo levar à morte em alguns casos”, alerta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News.

Os chocolates amargos e mais escuros, que têm maior concentração de cacau, são ainda mais tóxicos. No entanto, o chocolate branco e ao leite também fazem mal à saúde dos animais. As informações são do portal Terra.

O risco existe desde pequenas a grandes doses ingeridas pelo animal. Além disso, como a teobromina demora até seis dias para ser eliminada pelo fígado, ela é perigosa tanto para os animais que consumiram muito chocolate de uma só vez, quanto para aqueles que ingeriram poucas quantidades em dias sucessivos.

A substância, no entanto, não é o único problema. Isso porque o chocolate tem altas doses de gordura e açúcares, o que também faz mal aos animais.

Caso o animal acabe ingerindo chocolate, a orientação é levado ao veterinário com urgência. A quantidade necessária a ser consumida para causar intoxicação varia de acordo com o tamanho do animal, o estado de saúde dele, a sensibilidade individual e o tipo de chocolate ingerido.

Os sintomas de intoxicação costumam aparecer cerca de quatro a cinco horas após a ingestão do chocolate. “O aparecimento de convulsões significa um prognóstico ruim na maioria dos casos e, muitas vezes, podem resultar em morte”, ressalta Vininha.

É importante, portanto, não só não oferecer chocolate ou produtos que contenham chocolate aos animais, como estar atento e não deixar ovos de páscoa, bombons e similares em locais aos quais cachorros e gatos tenham acesso.

“Se a ideia for presenteá-los com guloseimas alusivas à data comemorativa, opte pelas fabricadas com ingredientes próprios para seu consumo. O mercado oferece muitas opções, incluindo chocolates sem cacau e açúcar e petiscos em formato de cenoura e coelho”, conclui Vininha.

Anemia em cães: veterinário faz alerta para os cuidados necessários

Tanto os animais preguiçosos, quanto os mais sapecas estão sujeitos a várias doenças. E entre elas está a anemia em cães, que pode ser ocasionada por picadas de pulgas e carrapatos.

Tutores devem manter consultas constantes ao veterinário — Foto: Arquivo Pessoal

Existem vários tipos de anemia que podem acometer o animal. O tipo hemolítica é a causada pelo carrapato ou pulgas contaminados com babesia ou erlichia, que são protozoários que causam a destruição de hemácias, provocando a anemia. “Quando o animal tem o contato com pulga e carrapato contaminada, ela transmite o protozoário (Erlichiose e Babesiose) para o animal, que acomete principalmente a série vermelha dos animais, destruindo hemácias que vão causar a anemia”, explica o veterinário Max Lyra.

O design gráfico Rafael Nardy conviveu em casa com a doença. A cadelinha Lesse, de 15 anos, morreu por complicações de uma anemia, que foi causada por leishmaniose e Babesiose. “No começo foram mudanças sutis e, que devido a idade dela, foram confundidas com fatores normais. Ela começou a ficar menos ativa, menos disposta e passava a maior parte do dia deitada. Ela emagreceu um pouco e passou a se interessar menos pela comida. Trocamos as marcas, sabores e tipos das rações e petiscos, mas não funcionava no longo prazo”.

Sintomas da doença

Os sintomas da anemia são muito semelhantes aos de outras doenças. Apatia, diminuição da alimentação e amarelidão na pele – em caso avançado – são alguns quadros que o animal pode apresentar.

Lesse morreu após complicações da anemia — Foto: Rafael Nardy/Arquivo pessoal

Segundo Max Lyra, o tutor deve sempre ficar atento ao bem-estar do animal, com consultas regulares, para que a anemia seja diagnosticada no início. “As vezes os tutores não percebem que seu animal está no início de desenvolver uma anemia e quando você não consegue observar isso, as vezes está um pouco avançado quando leva o animal para o veterinário. Por isso que é ideal os tutores sempre visitarem o seu médico veterinário a cada seis meses”.

O especialista pontua quatro formas de realizar o diagnóstico no animalzinho doente. “O diagnóstico é através de exame clínico e, principalmente, exame de sangue, como o hemograma. Existe um exame que chama pesquisa hemoparasitária, que distingue se a hemácia do animal está parasitada ou não, por babesia ou por erlichia. E, além disso, há uma sorologia que é feita também”, completa.

Tratamento

De acordo com o veterinário Max Lyra, o tratamento para anemias é feito à base de medicação, suplementação de ferro e complexo B. A alimentação do animal é tida como um fator importante, para uma boa nutrição do animal. O veterinário orienta marcas que contenham maior concentra de vitaminas, essenciais para a saúde do animal.

Fonte: G1

Cirurgia inédita pode devolver visão a cães cegos

O médico veterinário Eduardo mostra o antes e o depois do olho do cachorro Kauê – Foto: Camila Paes

A vida do poodle Kauê, de 11 anos, mudou completamente nos últimos dois meses. Passou de um animal quieto, para um cachorrinho agitado, brincalhão e apaixonado por crianças. Isso tudo aconteceu porque o médico veterinário Eduardo Ghiggi, realizou um procedimento inédito em Lages, que recuperou a visão de Kauê, que há quatro não enxergava.

Foi uma cirurgia de catarata que o oftalmologista veterinário realizou em novembro do ano passado, e devolveu a visão do bichinho. A professora Janaína Gonçalves Souza, de Ponte Alta, é a dona de Kauê e revela que a melhora foi imediata. “Um dia após a cirurgia ele já estava bem. Foi gratificante, até mesmo emocionante, ver a felicidade dele”, explica.

Eduardo é mestre em oftalmologia há dois anos. Formado em Medicina Veterinária pelo Centro de Ciências Agroveterinárias desde 2011, concluiu o mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 2016. Ele revela que, durante a graduação, sempre se interessou por essa especialidade. Desde 2016, Eduardo atua como médico veterinário em Lages, mas só em 2017 sua primeira cirurgia pôde ser realizada. Ele explica que precisou de um tempo para se aperfeiçoar e também para adquirir os equipamentos necessários ao procedimentos.

Lageano, o veterinário sempre sonhou em seguir a profissão. Estudou até a 8ª série no Centro Educacional Vidal Ramos Júnior e o ensino médio no Colégio Santa Rosa. Para o vestibular, estudava sozinho, já que não era possível arcar com os custos de um curso pré-vestibular. A única prova que prestou foi para o Centro de Ciências Agroveterinárias e, então, foi aprovado. A paixão pela profissão gerou resultados positivos nos atendimentos, que podem ser percebidos pelos comentários positivos que enchem sua página no Facebook.

Oftalmologia

Sobre o tratamento, Eduardo revela que há ainda muito desconhecimento sobre as possibilidades de tratar doenças nos olhos. Principalmente, porque há poucos especialistas. “Em Santa Catarina, acredito que tenha no máximo uns cinco”, explica. Além disso, muitos acreditam que cães e gatos não contraem doenças oftalmológicas. Entretanto, algumas raças são suscetíveis à catarata. Como é o caso do poodle, por exemplo. O cocker e o labrador também podem desenvolver a doença com facilidade.

A tutora de Kauê conta que por quatro anos o cão não tinha mobilidade, se batia em móveis e era acanhado. A família até pesquisou especialistas em outros locais, mas só encontrou em Curitiba ou Porto Alegre. Porém, o custo seria muito alto e não havia como arcar com ele. “Confiamos muito no trabalho dele e ele sempre foi muito claro que o Kauê poderia não recuperar a visão 100%”, afirma. Mas, após o procedimento, a qualidade de vida do poodle mudou muito e ele voltou a ter uma vida saudável e feliz.

Fonte: Correio Lageano

Cuidados nos primeiros dias do filhote garantem boa saúde por toda a vida

A chegada de um filhote em casa desperta diferentes sensações, como a descoberta da nova relação e de comportamentos apresentados pelo animal nos primeiros dias de vida. Mais do que prazerosa, no entanto, convivência entre animal doméstico e tutor deve ser cautelosa, caracterizada por cuidados especiais com o recém-nascido.

Foto: Getty Images

O primeiro passo é buscar orientação profissional assim que o filhote, seja cão ou gato, chegar ao lar oficial – após dois meses, quando é feito o desmame. Médica veterinária, pós-graduada em clínica de pequenos animais, Talita Izidório Simões Teixeira diz que uma das principais condutas refere-se à oferta de água e comida.

“É importante que a ração seja própria para filhotes e de excelente qualidade, super premium. Para os cães, o ideal é oferecê-la em diferentes momentos do dia para evitar crises de hipoglicemia. Já os gatos devem ter ração sempre disponível”, detalha.

Vacina e vermífugo

Ficar de olho no calendário de vacinas e na vermifugação do animal também é fundamental para garantir a boa saúde do animal por toda a vida.

Para evitar esquecimento das doses e reforços, a dica é buscar orientação profissional. Além de vacinados, gatos, por exemplo, devem ser testados para FIV e FeLV, doenças exclusivas de felinos. Quanto antes, melhor, diz a veterinária Sandra Matoso, do Life Hospital Veterinário.

Até que a imunização seja concluída, a regra, para as duas espécies, é manter o animal em casa. “Não é frescura! Até que estejam completamente protegidos, não devem passear, nem ir ao banho e tosa. Nos primeiros meses, doenças virais, protegidas por vacina e de fácil transmissão são muito graves”, reforça.

Castração divide especialistas, mas deve ocorrer precocemente para prevenir doenças

Recomendada por médicos veterinários, benéfica para a saúde dos animais, a castração divide opiniões de especialistas, mas é uma das condutas que mais requerem atenção nos primeiros meses de vida de cães e gatos. Alguns profissionais defendem que a medida ajuda a prevenir doenças como o câncer; outros recomendam esperar pelo menos até o primeiro cio do animal.

Médica veterinária em Belo Horizonte, Perla Lembi explica que há linhas de estudo divergentes sobre o assunto. Segundo ela, no entanto, é fundamental que o tutor seja orientado por um profissional para, então, definir a melhor conduta.

“Nas fêmeas, o foco da castração precoce é evitar doenças uterinas e até neoplasias mamárias. Já para os machos, recomendamos que seja mais tardia, após 1 ano, quando os órgãos sexuais já se desenvolveram”, detalha.

Vigilância 24 horas

Acompanhar de perto a rotina do filhote também é imprescindível nos primeiros meses do animal no novo lar. Monitorar a exploração da casa nova, bem como restringir o acesso do filhote a áreas externas, por exemplo, ajuda a evitar acidentes muitas vezes fatais.

Que o diga a gerente Suelen Ribeiro Carvalho, de 36 anos. Tutora de Marreta, buldogue francês de 7 meses, ela passou um susto recentemente depois que o cão foi atropelado dentro de casa.

Veterinária no Life Hospital Veterinário, em BH, Sandra Matoso diz que a vigilância deve ser parecida com a que se tem com bebês. “É a mesma coisa de uma casa com criança. É preciso ser vigilante no dia a dia”, reforça.

Fonte: Hoje em Dia

cachorro segurando uma mangueira de água com a boca

Confira oito cuidados que você deve ter com seu cachorro no verão

É difícil para os nossos amigos de quatro patas perderem calor porque eles não transpiram como nós. Ao contrário dos seres humanos, cães e gatos possuem pouquíssimas glândulas sudoríparas espalhadas pelo corpo. Se não forem tomadas precauções, o estresse térmico pode causar intenso sofrimento, e até levá-los à morte, como aconteceu na última segunda-feira (7) com uma cadela da raça beagle que não resistiu às altas temperaturas do verão carioca e morreu de hipertermia.

cachorro segurando uma mangueira de água com a boca

Foto: Pixabay

Durante o verão intenso, os animais que não conseguem encontrar uma forma de resfriar o corpo acabam aumentando a ventilação pulmonar (ficam ofegantes). Caso o animal continue exposto ao calor excessivo, ele poderá entrar em “agonia respiratória” e sofrer uma hipertermia. De acordo com os médicos veterinários André B. Meirelles e Diogo Alves da Conceição, aqui vão algumas dicas e cuidados que você deve tomar com seu cachorro para que ele não seja consumido pelo calor do verão:

Fique atento aos sintomas

As raças de cães que apresentam focinhos curtos correm maior risco. Isso acontece por causa da dificuldade natural de respirar que estes animais têm por conta da anatomia do focinho. Tutores de cães como os bulldogs, pugs, boxers, shi tzu e lhasas apso, devem ter cuidados redobrados. Cães mais velhos também são mais propensos a sofrer com o calor porque seu sistema termorregulador não funciona tão bem quanto o de cães mais jovens.

Os principais sintomas são hipersalivação, respiração ofegante acima do normal, pele muito quente, batimento cardíaco acelerado, cansaço, fraqueza e indisposição.

Durante a hipertermia, a temperatura do animal pode chegar aos 42°C. Isto pode provocar vômito, parada cardíaca e até a morte.

Ao sinal de qualquer um desses sintomas é recomendada uma visita ao veterinário com urgência.

Queimaduras nas patas

As glândulas sudoríparas dos cães ficam concentradas nos “coxins”, as almofadinhas das patas. A camada de gordura presente nas patas ajuda a isolar a temperatura, por isso é fundamental cuidar bem delas. Se as patas entram em contato com o asfalto, calçada ou areia quentes no verão, a camada de gordura pode ser insuficiente para a proteção, causando dor extrema, traumas e infecções. É importante evitar os horários de pico de temperatura na hora de levar o cachorro para passear. Se a temperatura do chão estiver quente para você, também estará para o animal.

Hora do passeio

Fazer atividade física é importante para todo animal, mas durante o verão é necessário tomar alguns cuidados específicos, como respeitar o ritmo da passada do cachorro. É imprescindível que os passeios ocorram bem cedo ou após o pôr do sol. Vale levar uma garrafa com água gelada para borrifar sobre o pelo e a boca do animal. Também é recomendado o uso coleira peitoral, porque as coleiras de pescoço podem dificultar a respiração durante o passeio.

Tosa
A perda de calor dos cães é naturalmente prejudicada pela sua pelagem. Tosar o seu cãozinho, principalmente das raças de pelo longo e focinho curto, é uma boa pedida. Mas para aquelas raças que possuem subpelos, como akitas, huskies e chow chow, a tosa deve ser vista com cautela. Os pelos destes cães são importantes para evitar queimaduras solares e podem demorar muito tempo para voltar a crescer, por isso devem ser no máximo aparados.

Alimentação

É recomendado colocar comida para os cães nos horários mais frescos do dia, e cuidado com a quantidade, pois o calor pode causar problemas de digestão.

Hidratação

Essa época do ano é muito propícia para que os cães fiquem desidratados, por isso devem sempre ter água fresca e em abundância por perto. Melhor ainda se estiver gelada, pois quando ingerida, ajuda a regular a temperatura do corpo. Nos dias mais quentes vale até colocar algumas pedras de gelo na água.

Local para deitar

Os cães precisam de superfícies mais frias como um piso de azulejo ou até mesmo a grama. Deitar nesses locais possibilita que eles percam calor por contato. Os tapetes refrescantes podem ser uma opção. Eles possuem um sistema de refrigeração através de gel, que é ativado pelo peso e pressão do cão sobre ele. Mesmo após algum tempo ele se mantém frio em relação ao ambiente, e não precisa de água, refrigeração ou eletricidade.

Ventilação

Em dias muito quentes, se puder permitir que seu cachorro tenha acesso a um local refrigerado ele ficará muito agradecido. Ligue ventiladores ou o ar-condicionado para que ele possa se refrescar, mas cuidado: choques de temperatura podem fazer mal. É recomendado que você suba a temperatura aos poucos antes de sair com ele para a rua, por exemplo. Nunca deixe seu animal dentro de carros ou locais sem ventilação.

Fonte: O Globo

pug envolto em cobertor

Cachorro com tosse: descubra o que fazer

Cachorro com tosse: o que pode ser?

O cachorro com tosse manifesta um mecanismo de reação do corpo a algum processo de irritação das vias aéreas ou respiratórias. E por isso ele pode ter uma série de causas e ser desencadeada por muitos fatores. Ou seja, seu cachorro pode estar sofrendo desde um episódio alérgico até um problema cardíaco mais grave. Saiba o que é bom para a tosse do seu cão e como tratá-la.

pug envolto em cobertor

Foto: Dog Hero

O que fazer quando meu cachorro está com tosse

Você deve estar se segurando para não dar aquele xarope de agrião que sua avó fazia para você. Mas se contenha, às vezes a tosse é só um reflexo de uma via nasal irritada. As causas que deixaram um cachorro com tosse incluem ter cheirado uma flor cujo pólen ressecou sua garganta ou um passeio atrás da lavadora de roupas – que guarda aquele pozinho – atrás de algo que ele achou que seria um presente perfeito para você.

O que é importante notar em um cachorro com tosse é a frequência, o aspecto da tosse – se seca ou produtiva (com sangue, pus ou catarro). Também vale conferir outros sintomas, como febre, cansaço, falta de ar e inchaço nas vias respiratórias. É importante distinguir uma tosse de um engasgo, espirro, chiado, entre outros, para ajudar seu veterinário na hora do diagnóstico.

Se a tosse for persistente e você sentir que está incomodando seu cachorro mais do que deveria, leve-o ao veterinário. Mas se você sacar que ela é esporádica, alguns remédios caseiros e sem risco à saúde do seu cão podem ajudar a aliviar os sintomas.

Receitas e remédios caseiros para tosse

Mel natural

Além de ser docinho, o mel tem propriedades antibióticas por causa das enzimas produzidas pelas abelhas durante sua produção. Por isso é tão usado como remédio caseiro contra tosses e resfriados.

Dê uma colher de chá a cada cinco horas para seu cachorro lamber. Não abuse, pois o mel pode causar desconforto no estômago dele. E lembre-se de usar mel natural, pois o açúcar das versões industrializadas pode fazer mal ao animal. Além disso, não é recomendável dar mel a filhotes menos de um ano, pois seu trato digestivo ainda não está completamente desenvolvido.

Alimentos ricos em vitamina A

Alimentos ricos em vitamina A – como receitas com cenoura, espinafre, pêssego, etc – ajudam a fortalecer o sistema imunológico. Se seu cachorro não está acostumado a comer frutas e legumes, você pode tentar fazer sucos e sopas ou incorporar uma cenoura cozida ou assada em sua ração. Lembre-se sempre de usar frutas e legumes naturais, não processados.

Vaporizador de ar

Muitas vezes a tosse está associada a uma simples irritação por ressecamento da mucosa do trato respiratório. Para ajudar a aliviar esse incômodo, você pode fazer um vaporizador de ar (se tiver um umidificador elétrico, melhor ainda!). E ele pode ser improvisado. É só colocar uma bacia de água morna ao lado do seu cão quando ele estiver dormindo.

Causas e tratamento da tosse em cachorro

Sempre que vemos nossos queridos animais domésticos com algum sintoma estranho, queremos que ele melhore logo e corra feliz pela casa fazendo as estripulias de sempre. Por isso é importante saber o que observar e que sinais indicam a necessidade de um cuidado mais extensivo, com diagnóstico médico. Conheça as principais causas para um cachorro com tosse:

– Alergias

Sim, seu cãozinho pode ser alérgico a insetos, comidas, xampu e outras coisas. As alergias não costumam ser uma causa grave e tendem a passar assim que o organismo se livra do componente tóxico para o corpo do animal. Mas se ele apresentar algum inchaço, leve-o ao veterinário.

– Infecções

As infecções caninas geralmente são causadas pela presença de vírus e bactérias no organismo. E algumas delas podem causar condições mais complicadas de se tratar, como gripe canina e bronquite, que apresentam um quadro de tosse com febre, coriza e cansaço. Infecção por fungos, como aspergilose – que provoca tosse, espirros, corrimento e hemorragia nasal também exigem cuidados. Da mesma forma, a blastomicose, que apresenta febre, perda de peso, inflamação e lesões cutâneas. Se seu cachorro apresentar os sintomas mencionados acima, leve-o ao veterinário.

– Parasitas

Se, além da tosse, seu cachorro apresentar cansaço extremo, insuficiência cardíaca e falta de apetite, ele pode ter entrado em contato com algum parasita lumbricoide, como o que causa a difilariose (verme do coração). Se você desconfiar da presença de parasitas, leve-o ao veterinário. E fique atento à limpeza dos ambientes, pois esses parasitas são transmitidos por contaminação.

Além dessas causas, a tosse pode também ser um sinal de doenças um pouco mais graves, como tumores, problemas cardíacos e traqueobronquite. Embora essas condições sejam um pouco mais raras, elas são severas. Por isso é importante, além de prestar atenção aos sintomas (entre os quais a tosse está incluída), manter a visita ao veterinário em dia, pois o diagnóstico correto e precoce pode salvar a vida do seu cão.

Tratamentos para cachorro com tosse

O tipo de tratamento da tosse canina depende do seu motivo. Se seu cachorro estiver com uma infecção por bactéria, o tratamento é feito com antibióticos, enquanto o tratamento para condições mais graves, como insuficiência cardíaca, pode incluir cirurgia.

O ideal é que você esteja sempre atento à saúde do seu cachorro. Em casos esporádicos e menos graves, remédios caseiros podem ser suficientes para o tratamento. Mas se sentir que o quadro ficou mais grave, leve-o ao veterinário para obter diagnóstico adequado, saber as medidas profiláticas e os tratamentos recomendados.

Fonte: Dog Hero

um labrador sentado olhando para seu prato de comida

Estudo afirma que cachorros acima do peso podem viver menos

Pesquisadores examinaram mais de 50 mil cães de 12 das raças mais populares, usando estatísticas do Banfield Pet Hospital, ao longo de duas décadas. A correlação entre excesso de peso e tempo de vida reduzido foi observada em todas as raças, embora alguns tenham menos tempo de vida do que outros.

um labrador sentado olhando para seu prato de comida

Foto: Getty ImagesUm pastor alemão do sexo masculino com excesso de peso, por exemplo, provavelmente morrerá cinco meses prematuramente, enquanto um Yorkshire Terrier obeso pode perder até dois anos e meio de sua vida.

A obesidade nos animais domésticos está em ascensão no Reino Unido e nos Estados Unidos. Quase metade das famílias norte-americanas abriga um cachorro ou gato, com um em cada três acima do peso.

Alimentar demais é muitas vezes a causa disso. Mais da metade dos tutores afirmam que costumam dar comida para seus animais, caso eles implorem. Enquanto quase 25% deles às vezes superalimentam seus animais apenas para “mantê-los felizes”. Muitos admitiram que não medem as porções de comida para animais domésticos. E isso pode ter um impacto na qualidade e duração da vida dos animais.

Co-autor do estudo e professor de Medicina de Animais de Pequeno Porte da Universidade de Liverpool, Alex German, disse: “Os tutores muitas vezes não sabem que seu cão está acima do peso, e muitos podem não perceber o impacto que pode ter sobre a saúde deles.”

“O que eles podem não saber é que, se seu amado animal é muito pesado, eles são mais propensos a sofrer de outros problemas, como doenças articulares, problemas respiratórios e certos tipos de câncer, além de piorar a qualidade de vida. Esses problemas de saúde e bem-estar podem afetar significativamente o tempo de vida.”

“Para muitos tutores, dar comida, particularmente saborosos restos de comida e petiscos, é a maneira como demonstramos afeição pelos animais”, acrescentou. “Ser cuidadoso com o que você dá ao seu cão pode ajudar a mantê-los em boa forma, permitindo que eles vivam por muitos anos.”

Alex German tem essas quatro dicas para garantir que seu cão mantenha um peso saudável:

1- Fale com o seu veterinário sobre o peso ideal do seu cão e quanto alimento ele precisa.
2- Certifique-se de que eles recebam a quantidade certa de exercício, dependendo do tamanho e da raça.
3- Evite dar para eles os restos de comida, especialmente porque nem todos os alimentos são seguros para animais de estimação.
4- Pesar o seu cão regularmente, pois mesmo um ligeiro aumento no peso pode ter um grande impacto na sua saúde.