Retrocessos ambientais marcam 100 primeiros dias do governo Bolsonaro

Os 100 primeiros dias do governo Bolsonaro foram marcados por retrocessos ambientais. Antes de ser eleito, Jair Bolsonaro havia prometido acabar com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) ao submetê-lo à pasta da Agricultura. Após ser eleito, ele voltou atrás na proposta devido à forte pressão que sofreu. Ele não desistiu, entretanto, de destruir o MMA. Isso porque nomeou como ministro Ricardo Salles, condenado em primeira instância por fraude, em favor de empresas mineradores, na elaboração de plano de manejo em uma Área de Proteção Ambiental.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

A partir de então, medidas e decretos começaram a ser colocados em prática para minar o ministério, diminuindo a capacidade de atuação da pasta, desfazendo conquistas importantes e impondo uma lei da mordaça aos servidores de alguns órgãos. As informações são do portal do Greenpeace.

Bolsonaro também adotou medidas e fez promessas que colocam a Amazônia em risco. Recentemente, ele anunciou que quer explorar a floresta amazônica em parceria com os Estados Unidos. Um ataque sem precedentes aos índios também foi iniciado com a transferência para o Ministério da Agricultura da responsabilidade pela demarcação de terras indígenas. O presidente disse ainda que irá rever todas as demarcações que puder e abrir terras indígenas para exploração agropecuária e mineração. Tais sinalizações já foram suficientes para estimular mais invasões e violência no campo, segundo dados da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

A decisão de Bolsonaro de explorar a Amazônia junto dos Estados Unidos é ilegal e afronta a soberania nacional, já que as áreas protegidas e as terras indígenas, que pertencem à União, podem ser entregues a empresas estrangeiras.

Outro ataque à agenda ambiental é o aumento da liberação de agrotóxicos. Em apenas três meses, 121 pesticidas foram liberados – um recorde se comparado aos últimos dez anos, considerando o mesmo período. Desses agrotóxicos autorizados, 41% são altamente ou extremamente tóxicos e aos menos quatro são tão nocivos à saúde humana que foram completamente banidos em vários países. Outros 241 novos pedidos de registro acatados podem levar à liberação de mais veneno para a alimentação da população e a contaminação do solo.

“Nestes primeiros 100 dias, o atual governo empenhou-se apenas numa agenda antiambiental. Não há, por exemplo, nenhuma nova medida de combate ao desmatamento da Amazônia. Os criminosos que destroem a floresta e roubam nossas riquezas, os vendedores de agrotóxicos que contaminam nossa comida e os que querem tomar as terras das populações indígenas são os únicos que têm algo a comemorar”, diz Marcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace.

As decisões de Bolsonaro, que tendem a continuar no mesmo rumo, podem fazer o Brasil perder décadas de esforço no combate ao desmatamento, colocar em risco a saúde da população e causar um prejuízo econômico e de imagem incalculável ao país, já que, cada vez mais, consumidores do mundo inteiro buscam por produtos sustentáveis e rejeitam aqueles que causam destruição ambiental. O governo francês, por exemplo, anunciou recentemente que não irá mais importar produtos agropecuários e florestais que contribuam o desmatamento da floresta amazônica.

“Bolsonaro não ganhou um cheque em branco da sociedade brasileira para destruir nossas riquezas naturais. Ele deve governar para o bem de toda a população, e não apenas de acordo com seus interesses ou grupos aliados. Iremos cobrá-lo 24 horas por dia da necessidade de proteger as florestas, assegurar a saúde da população e agir para barrar as mudanças climáticas. Continuaremos lutando contra todo retrocesso socioambiental, de forma independente, como tem sido ao longo dos nossos 27 anos de história no Brasil, não importando quem encontra-se na cadeira da Presidência da República”, afirma Astrini.

Confira aqui os atos e promessas de Bolsonaro que prejudicam a área socioambiental e aqui a lista de agrotóxicos liberados pelo governo.

Naturalista David Attenborough apresentará documentário da BBC sobre mudança climática

Foto: Ian West |PA

“Pode soar assustador, mas a evidência científica é que, se não tomarmos medidas dramáticas na próxima década, poderemos enfrentar danos irreversíveis ao mundo natural e ao colapso de nossas sociedades”. Esse o alerta do naturalista David Attenborough.

A mudança climática já demostra suas consequências desastrosas no planeta – do derretimento de geleiras a extinção de espécies, de altas temperaturas a chuvas avassaladoras.

No ano passado, a BBC chamou a mudança climática de “a maior ameaça da humanidade em milhares de anos” na cerimônia de abertura da conferência da ONU sobre o tema.

Agora, o documentário inédito mostrará imagens que revelam o impacto que o aquecimento global já teve. Attenborough diz que as condições mudaram “muito mais rápido” do que ele jamais imaginou.

De acordo com a BBC, o filme oferece “uma explicação inflexível sobre o que os níveis perigosos de mudança climática poderiam significar para as populações humanas.”

A diretora de conteúdo Charlotte Moore disse: “Há uma verdadeira fome do público para descobrir mais sobre a mudança climática e entender os fatos. As informações são do The Independent.

“Temos um guia confiável em Sir David Attenborough, que estará falando sobre as questões desafiadoras levantadas e apresentará um olhar envolvente e informativo sobre um dos maiores problemas do nosso tempo.”

Desaparecimento do gelo marinho ameaça a sobrevivência da vida selvagem

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

O gelo marinho do Ártico continua a sofrer declínios de longo prazo, o que leva muitos cientistas a se preocuparem que a região esteja caminhando em direção a um futuro onde não existam mais coberturas de gelo durante os meses mais quentes, segundo informações da Scientific American.

Os verões sem gelo acelerariam mais ainda a mudança climática no Ártico, que vem se aquecendo rapidamente, conforme dizem os , o que causaria profundas consequências no delicado ecossistema da região, de algas aos ursos polares.

Como resultado, os pesquisadores estão monitorando cuidadosamente o ciclo de vida do gelo marinho do Ártico para acompanhar como ele está respondendo à mudança climática. Esta semana, novas pesquisas levantaram preocupações sobre o derretimento do gelo – e seus efeitos sobre a ecologia do Ártico.

Um estudo publicado esta semana na Scientific Reports descobriu que o derretimento do gelo marinho está afetando um importante sistema de transporte do Oceano Ártico conhecido como Transpolar Drift Stream, uma corrente que transporta gelo marinho recém-formado de águas rasas próximas da costa russa até o centro do Ártico. Este gelo jovem tende a transportar uma variedade de sedimentos e nutrientes, tornando-se um regulador importante na biologia e química do oceano.

Ainda recentemente, nos anos 90, pelo menos metade do novo gelo que se formava nas bordas do oceano sobrevivia tempo suficiente para atravessar o Oceano Ártico. Mas hoje, segundo a nova pesquisa, apenas cerca de 20% desse gelo dura tanto tempo; o resto se derrete antes de completar a jornada.

O estudo sugere que a probabilidade de sobrevivência do gelo do primeiro ano, originado nas aguas rasas russas, cai cerca de 15% a cada década.

Mais fino e menos volumoso

O estudo também descobriu que o gelo que completa a jornada não é tão espesso quanto costumava ser.

“O que estamos testemunhando é uma imensa corrente de transporte vacilante, que está mostrando ao mundo, o grande passo que foi dado, rumo a um verão sem gelo marinho no Ártico”, disse Thomas Krumpen, principal autor do estudo do Instituto de Pesquisa Alfred Wegener para Polares e Marinhos, em um comunicado.

O declínio do gelo marinho no Ártico é uma enorme preocupação para a manutenção climática. Conforme o gelo do mar desaparece, ele expõe mais e mais da superfície do oceano ao sol, permitindo que a água absorva mais calor. Muitos pesquisadores sugeriram que esse processo poderia contribuir para um ciclo vicioso, no qual mais calor oceânico provoca o degelo de mais gelo marinho.

Mas a nova pesquisa também aponta outra preocupação. Se menos gelo for transportado dos baixios russos para o Ártico Central, isso também significa que as águas mais profundas provavelmente estão recebendo menos nutrientes e material orgânico que o jovem gelo costuma carregar consigo. As consequências disso ainda não são claras, mas podem ocasionar mudanças significativas nos tipos de bactérias e algas que crescem no Ártico Central, observam os pesquisadores.

O gelo marinho mais fino, contendo menos sedimentos, também permite que mais luz penetre na água mais fundas, alterando potencialmente o tempo de florescimento de algas no Ártico Central.

Mais monitoramento é necessário para determinar exatamente o que essas mudanças podem significar para a ecologia do Ártico. Mas os pesquisadores estão cada vez mais certos de que o declínio do gelo marinho provavelmente terá grandes implicações para o ecossistema polar e sua vida selvagem, mesmo que os resultados exatos permaneçam desconhecidos.

As descobertas foram publicadas apenas algumas semanas após o gelo do Ártico ter atingido sua extensão máxima anual para o inverno, de acordo com o Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo.

Atingindo cerca de 5,71 milhões de milhas quadradas em 15 de março, esta é a maior extinção alcançada desde 2014, mas ainda fica empatada com a sétima menor em todo o recorde de 40 anos.

As quatro extensões máximas de calotas de gelo mais baixas ocorreram entre 2015 e 2018.

Porto Rico aprova seu próprio ‘Novo Acordo Verde’

Foto: Pixabay

Apoiar o Green New Deal é uma das razões pelas quais estudantes ativistas de todo o mundo se unem. O objetivo é claro: deter a mudança climática.

“O Green New Deal é um investimento em nosso futuro – e o futuro de gerações além de nós – que proporcionará empregos, novas infraestruturas críticas e, o mais importante, a drástica redução das emissões de gases de efeito estufa essencial para limitar o aquecimento global”, escreveram os principais organizadores do US Youth Climate Strike, Maddy Fernands, Isra Hirsi, Haven Coleman e Alexandria Villaseñor.

O problema é que muitos líderes e países não chegam a um acordo para aprová-lo. Interesses próprios falam mais alto que o futuro do planeta.

Diante do impasse e da inércia atual, Porto Rico aprovou seu próprio ‘Novo Acordo Verde’ – uma lei para transformar radicalmente a economia da ilha com energia renovável sendo o pilar central.

O Projeto de Lei do Senado 1121 (PS 1121) e a a Lei de Política Pública de Energia de Porto Rico foram aprovados na última segunda-feira (25) e colocará a ilha no caminho para ter 100% de energia renovável até 2050. A lei força a ilha a se tornar líder em tecnologia de energia limpa que pode resistir melhor a futuros furacões e melhorar a qualidade de vida dos porto-riquenhos.

Agora, ele precisa assinado em lei pelo governador Ricardo Rosselló nas próximas semanas, que já expressou seu forte apoio a 100% de energia renovável.

De acordo com a Forbes, o PS 1121 vai além de estabelecer um padrão 100% de portfólio de energia renovável (RPS) até 2050, ele também prevê que instalações de carvão sejam proibidas a partir de 2028, interconexão automática para a rede de sistemas de energia solar abaixo de 25 kilowatts e redução o tempo de aprovação para 90 dias para projetos solares comerciais e industriais. lém disso, cria uma janela de cinco anos de compensação total para a produção de energia solar dos consumidores e simplifica o licenciamento de projetos em escala de utilidade pública.

Ambientalistas impedem que ‘The Edge’, do U2, construa seu complexo de casas em Malibu

Os planos para construir uma casa de sonhos de 100 milhões de dólares (cerca de 400 milhões de reais) em Malibu, na Califórnia , por The Edge, do U2, foram interrompidos por manifestantes ambientais.

O roqueiro de 57 anos, David Evans – alvo de adversários indignados que dizem que seu plano destruiria uma montanha intocada – terá agora de levar seu projeto de cinco casas, chamado “Leaves in the Wind”, para a Suprema Corte da Califórnia.

E se a estrela planeja prosseguir com o projeto – já há 14 anos em andamento – isso poderá levar mais um ano ou dois.

O grupo Sierra Club, com 640 mil membros, processou Evans há dois anos por causa da construção e perdeu. Mas eles apelaram da decisão e na última quinta-feira (21) ganharam com o Tribunal de Apelação da Califórnia, emitindo sua decisão a favor do clube e revertendo a decisão original do tribunal que teria permitido a Evans dar início à construção de suas casas.

“Estou extremamente feliz por termos vencido hoje”, disse Dean Minorff, o ex-advogado do Sierra Club.

“Esta é uma vitória para todos que se preocupam com o meio ambiente.”

“Este é um projeto terrível, bem no meio de uma bela área natural perto de um parque estadual. Colocar cinco casas lá seria ruim o suficiente, mas ele também quer colocar uma estrada para ter acesso a elas e isso iria destruir toda a encosta. É impensável o dano que isso causaria.”

Stan Lamport, advogado de Evans não respondeu ao pedido de comentários do DailyMail.com.

A decisão judicial de quinta-feira contra Evans é a mais recente de uma série de duras disputas judiciais travadas desde 2005, quando ele comprou 61 mil hectares de terras intocadas em Sweetwater Mesa, com vista para o píer de Malibu, em 2005 por 9 milhões de dólares (cerca de 36 milhões de reais).

O local é um penhasco íngreme coberto por arbustos esparsos, selva densa e afloramentos rochosos, habitado apenas por cascavéis, lagartos, veados e, ocasionalmente, coiotes.

Evans e sua segunda esposa, a dançarina nascida em LA, Morleigh Steinberg, se apaixonaram por causa de suas vistas espetaculares do Oceano Pacífico e porque achavam que seria um santuário perfeito e refúgio onde eles, junto com seus parentes – como sua irmã Gillian. Delaney – e amigos próximos, poderiam construir um complexo familiar longe de olhares indiscretos.

Ele contratou o famoso arquiteto LA, Wallace Cunningham, que, com a participação de engenheiros, geólogos e outros consultores, criou projetos para cinco casas futuristas, todas com piscinas, que deveriam se misturar com o caráter natural da encosta.

Mas quando os projetos – três dos quais eram para casas de mais de 12 metros quadrados – se tornaram públicos, tudo começou. “The Edge que pavimentar o paraíso”disse uma manchete local.

“The Edge da destruição”, escreveu outro.

Ambientalistas como o Sierra Club e Heal the Bay se juntaram ao Serviço Nacional de Parques e outros grupos de vigilância se alinharam para vetar as cinco casas – e a estrada de meia milha que precisaria ser construída para acessá-las – dizendo que arruinariam Malibu, a encosta e mataria a vida vegetal e animal do local.

Em 2009, o Santa Monica Mountains Conservancy Board também condenou o desenvolvimento e enviou uma forte carta de oposição à Comissão Costeira da Califórnia (CCC), órgão de 12 pessoas que deve aprovar antes que qualquer novo prédio seja permitido ao longo da linha costeira.

Com todo o furor e cartas de protesto que recebeu, quando o plano de Evans foi aprovado na reunião do CCC em junho de 2011, foi profundamente rejeitado por uma votação de 8 a 4, com o então diretor do CCC, o falecido Peter Douglas, dizendo a membros da comissão: “Em 38 anos de existência desta comissão, este é um dos três piores projetos que eu vi em termos de devastação.”

“É uma contradição em termos – você não pode ser um ambientalista e escolher este local.”

Mas Evans não aceitaria um não como resposta e processou o CCC.

Confrontado com o processo de Evans e seu pequeno exército de advogados e especialistas, o CCC suavizou sua posição, dizendo que se ele reduzisse o tamanho das casas e as tornasse menos visíveis, a Comissão poderia parecer mais favorável aos projetos.

Então Evans arquivou seu processo e enviou seus arquitetos, engenheiros e consultores de volta à prancheta.

Ele também disse que cederia 140 de seus 151 acres para uso público e prometeu 1 milhão de dólares (cerca de 4 milhões de dólares) para a Santa Monica Mountains Conservancy para construir e manter uma pista de caminhada pública.

Em troca, o Conservancy abandonou sua oposição ao projeto.

Evans até enviou advogados e lobistas para a capital do Estado da Califórnia, Sacramento, para tentar mudar as leis de planejamento. Esse movimento não teve sucesso, mas custou uma pequena fortuna.

Na verdade, estima-se que suas contas legais de lobby e passado e presente sejam mais de 10 milhões de dólares até agora.

Quando Evans trouxe seus planos revisados para o CCC para aprovação em dezembro de 2015, as cinco casas eram menores – a maior era de 9.500 metros quadrados – e as casas se agrupavam mais perto do que antes e ficavam fora da cordilheira, tornando-as menos visíveis Pacific Coast Highway, que corre ao longo do oceano abaixo.

Além disso, as casas seriam construídas com materiais “tons da terra”; eles teriam vidro não reflexivo para reduzir o brilho; e as lâmpadas não seria mais de 60 watts para evitar muito brilho durante a noite.

Com suas condições atendidas, o CCC aprovou os novos planos por uma votação de 12 a 0. Mas qualquer triunfo que Evans sentiu foi de curta duração.

Um mês depois, o Sierra Club processou, acusando o CCC de violar as leis ambientais locais ao aprovar os planos do astro do rock.

Suas casas dos sonhos mais uma vez precisariam esperar.

“O projeto é uma urbanização ultra luxuosa de cinco residências enormes e cinco piscinas colocadas no meio de centenas de acres de espaço aberto nas montanhas de Santa Monica, à vista de inúmeras áreas de observação pública ao longo da Pacific Coast Highway”. Advogado do Sierra Club, Wallraff argumentou no processo do grupo para bloquear o plano.

“Isso requer uma estrada de acesso de 2.180 pés altamente projetada. Também requer uma linha de água de 7 mil pés que será instalada com perfuração de valetamento e perturbará o habitat. Ao aprovar o projeto, o CCC não procedeu da maneira exigida por lei.”

Em maio de 2017, o juiz da Suprema Corte de Los Angeles, James Chalfant, negou a ação do Sierra Club e decidiu em favor de The Edge e do CCC.

O juiz decidiu que a Comissão havia cumprido as leis de planejamento local ao aprovar o projeto – cerca de 78 milhões de dólares (cerca de 300 milhões de reais) em custos de construção, incluindo 24 milhões de dólares (aproximadamente 100 milhões de reais) somente para a estrada de acesso.

Mais uma vez, o júbilo de Evans em ganhar o processo não durou muito tempo.

Dois meses depois, o Sierra Club interpôs recurso contra a decisão do juiz Chalfant – e sua casa dos sonhos foi arquivada mais uma vez.

O processo de apelação – com resumos legais, moções e contra-moções totalizando 30 mil páginas de documentos judiciais – se arrastou por quase mais dois anos até que os juízes do Tribunal de Apelação do 2º Distrito da Califórnia ouviram argumentos orais dos advogados de Evans, Sierra Club e CCC. em uma audiência em Los Angeles em 14 de fevereiro deste ano.

Na quinta-feira (21), eles emitiram seu veredicto – que confirmou a apelação do Sierra Club e descartou a decisão do tribunal original de Evans.

Os juízes de apelação descobriram que o CCC NÃO cumpriu as leis de planejamento local ao aprovar o projeto de Evans e que o Departamento de Planejamento de LA tem poder de aprovação sobre o projeto, não sobre o CCC.

O recurso de Evans agora seria levar o caso à Suprema Corte da Califórnia.

“Quem perder pode pedir à Suprema Corte da Califórnia para reverter a decisão de apelação”, Wallraff, o advogado do Sierra Club, explicou ao DailyMail.com.

“Tenho certeza de que Evans levará seu caso à Suprema Corte. Mas não há garantia de que a Suprema Corte concordará em ouvir o caso, uma vez que eles só ouvem 3 a 5% dos que foram submetidos à revisão.”

“Se a rota da Suprema Corte não funcionar, Evans poderia apresentar seus planos aos planejadores do Condado de LA, um processo que levará mais um ano.”

Durante esse tempo, a casa dos sonhos do Edge será apenas isso, um sonho.

Fonte: Daily Mail

Aquecimento dos mares causa encalhe de tartarugas marinhas na Nova Inglaterra


O número de tartarugas de água quente encalhadas nas praias de Cape Cod, em Massachusetts (USA) aumentou drasticamente na última década, de acordo com o Wellfleet Bay Wildlife Sanctuary da Mass Audubon.

Somente este ano, os voluntários resgataram 829 encalhadas na areia – cerca de metade delas morreram.
Acredita-se que Cape Cod tenha um dos maiores strandings anuais de tartarugas do mundo. Há encalhes ocasionais na Flórida, no Texas e até o norte da baía de Chesapeake.

Alguns especialistas acham que o número de tartarugas encalhadas na Nova Inglaterra é uma mudança climática com uma reviravolta: a projeção de Cape Cod no Atlântico ajuda a aprisionar tartarugas puxadas para lá pelo aquecimento das águas, mas as enfraquecem quando o oceano esfria.

A maioria das tartarugas resgatadas sofre de comprometimento do sistema imunológico e pneumonia devido à hipotermia. Expostos a água fria por períodos prolongados, tornam-se letárgicos e não conseguem se mexer ou comer. Os que sobrevivem levam meses para se recuperar.

“Quando esses caras chegam aqui, parecem que estão mortos, especialmente em dezembro”, disse Adam Kennedy, biólogo do hospital de tartarugas marinhas New England Aquarium, em Quincy, Massachusetts.

Na última década, muitas tartarugas se deslocaram mais para o norte, do Golfo do México para as águas quentes do Golfo do Maine, para se alimentar de caranguejos, mexilhões e camarões.

Um artigo publicado no jornal PLOS ONE, em janeiro, concluiu que havia mais encalhes de tartarugas do Kemp ameaçadas de extinção em anos com temperaturas mais quentes na superfície do mar.

“Isso é particularmente alarmante, considerando que o Golfo do Maine está previsto para continuar a aquecer rapidamente nas próximas décadas”, escreveram os autores, observando que as águas do Golfo estão esquentando mais rápido do que a maioria dos oceanos do mundo.

O pesquisador projetou até 2.349 encalhes de tartarugas de kemp – as menores tartarugas marinhas do mundo – até 2031.

Outros cientistas argumentam que a mudança climática, por si só, não pode explicar os crescentes encalhes de tartarugas na Nova Inglaterra.

Eles dizem que o pico é um sinal de que as populações de tartarugas marinhas se saíram melhor na última década devido a maiores proteções.

“Acredito que a prevalência de encalhes no Nordeste provavelmente resulta do simples fato de que há mais tartarugas devido à recuperação da população e ao sucesso dos esforços de conservação nas praias de nidificação”, disse Jeffrey Seminoff, líder do Programa de Avaliação e Ecologia de Tartarugas Marinhas no Serviço Nacional de Pesca Marinha da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional.

É amplamente aceito que o Cape Cod, que se estende por 75 milhas para o oceano e fica muito à esquerda em Orleans por 35 milhas – efetivamente serve como uma barreira para as tartarugas.

As tartarugas sentem a necessidade de se mover para o sul, já que as águas esfriam, mas muitas vezes são incapazes de sair da baía de Cape Cod.

“Eles sabem que precisam sair, mas o Cabo é como uma armadilha”, disse Bob Prescott, diretor do Wellfleet Bay Wildlife Sanctuary e co-autor do artigo do PLOS ONE.

“Este é o nosso pior pesadelo. Há muitas tartarugas atordoadas nas praias“, disse Prescott.

“Existem marés onde você encontra 30, 40, 50 tartarugas.”

Voluntários que resgatam os animais os levam em caixas de papelão para o hospital de tartarugas em Quincy.

Depois de uma avaliação de saúde e tratamento, as tartarugas são gradualmente transferidas para quartos mais quentes para trazer a temperatura do corpo.

Em seguida, eles são introduzidos em tanques de água salgada e alimentados com a ajuda de arenque e lula.

“É para isso que estamos aqui, para liberar esses caras”, disse Kennedy, o biólogo.

“Você gasta muito tempo com eles, mas, no fim das contas, cada um desses caras que voltam para o oceano ajuda a população.”

Naturalista David Attenborough perdeu o apetite por carne ‘pela situação do planeta’

Foto: Ian West |PA

O apresentador de televisão e historiador natural, David Attenborough,já afirmou em um vídeo que “precisamos começar a fazer mudanças sérias para combater as mudanças climáticas”, acrescentando que “aqueles que aqueles estão na zona de conforto – e especialmente pessoas em partes mais ricas –  muitas vezes não são afetados pelos efeitos do aquecimento global, causados ​​por uma série de indústrias, incluindo a pecuária.”

Reflexões sobre os impactos do consumo de carne no planeta levaram o naturalista a perder o apetite pela carne.

Falando à revista Radio Times, ele pediu que as pessoas ajam de maneira mais responsável ao fazer escolhas sobre comida.

“Acima de tudo, temos que ter uma coisa em mente – cada bocado de comida e cada sopro de ar que tomamos depende de um planeta saudável” , disse ele.

“E a única coisa que podemos fazer é parar o desperdício. Não desperdice comida. Não desperdice energia. Eles são preciosos e não podemos viver sem eles. Todos nós somos consumidores dessas coisas e devemos agir com responsabilidade”, afirmou o executivo de 92 anos, dizendo ainda que “talvez, ao fazer isso, possamos desfazer os danos que estamos causando.”

Quando questionado sobre se as pessoas deveriam reduzir sua ingestão de carne, Attenborough respondeu: “Bem, não podemos continuar a comer carne no ritmo em que estivemos”.

“Eu não tenho sido um vegetariano doutrinário ou vegano, mas não tenho mais o mesmo apetite por carne. Por quê? Não tenho certeza. Eu acho subconscientemente talvez seja por causa do estado do planeta”, disse ele. As informações são do LiveKindly.

Colaborações de David 

A série de TV “Nosso Planeta” – feita em colaboração com o World Wildlife Fund (WWF) foi narrada por Attenborough e destaca tanto a beleza quanto as lutas do mundo nas questões como mudança climática, sobrepesca e desmatamento.

A carne e a produção de laticínios são os principais propulsores desses problemas, bem como a escassez de água, a extinção de espécies, o aumento do nível do mar e a poluição. Recentemente, as Nações Unidas afirmaram que o combate ao consumo de carne é o problema mais urgente do mundo , e a pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriu que a melhor ação individual que uma pessoa pode tomar para ajudar o planeta é adotar uma dieta vegana.

Agora, ele apresentará um novo documentário da BBC sobre mudança climática.

No ano passado, a BBC chamou a mudança climática de “a maior ameaça da humanidade em milhares de anos” na cerimônia de abertura da conferência da ONU sobre o tema.

Agora, o documentário inédito mostrará imagens que revelam o impacto que o aquecimento global já teve. Attenborough diz que as condições mudaram “muito mais rápido” do que ele jamais imaginou.

De acordo com a BBC, o filme oferece “uma explicação inflexível sobre o que os níveis perigosos de mudança climática poderiam significar para as populações humanas.”

A diretora de conteúdo Charlotte Moore disse: “Há uma verdadeira fome do público para descobrir mais sobre a mudança climática e entender os fatos.

Elevação do nível dos oceanos em decorrência das mudanças climáticas exige políticas de longo prazo

“A taxa em que esse aumento está ocorrendo é muito rápida” (Foto: Francesco Zizola/Eyevine)

De acordo com informações da Agência Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a elevação do nível dos oceanos pode ultrapassar 1,6 metro até o fim do século, com consequências desastrosas principalmente para as populações costeiras.

Além de medidas para a redução das emissões de gases do efeito estufa a serem adotadas pelos países, os cidadãos precisam mudar hábitos e pressionar os tomadores de decisão para evitar um cenário catastrófico.

A avaliação foi feita pelos pesquisadores que participaram do primeiro episódio do programa Ciência Aberta em 2019, lançado ontem com o tema “Oceanos Ameaçados”. A iniciativa é uma parceria da FAPESP com a Folha de S.Paulo

“São necessárias políticas de Estado, o que não quer dizer políticas de governo. É preciso que seja algo perene, ao longo de décadas”, disse Michel Michaelovitch de Mahiques, professor no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP).

Os pesquisadores ressaltaram que a elevação do nível dos oceanos já ocorreu em outros períodos na Terra, mas não em uma velocidade tão alta como agora.

“A taxa em que esse aumento está ocorrendo é muito rápida. Desde 1993, a elevação é de 3,1 milímetros por ano. Em 1900, era de 1,7 a 2 mm por ano”, disse Ilana Wainer, professora do Departamento de Oceanografia Física do IO-USP e membro do comitê gestor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) da Criosfera.

Segundo Ilana, a partir de um determinado ponto, o aumento começou a ser exponencial. “Mudanças [climáticas] sempre existiram, mas agora estamos alimentando o sistema com os gases [do efeito] estufa”, destacou.

Os oceanos têm um papel fundamental na regulação do clima do planeta, ao redistribuir o calor que chega em excesso na região tropical até as regiões polares, ao mesmo tempo em que levam o frio dos polos para os trópicos.

“Os oceanos, junto com a atmosfera, funcionam como um ar condicionado do planeta, levando calor para as regiões frias e frio para onde está muito quente”, explicou a professora.

Toneladas de lixo plástico ameaçam a vida no maior atol do mundo

O lixo plástico vem do continente e acaba no atol de Aldabra | Foto: Sky News/Reprodução

O lixo plástico vem do continente e acaba no atol de Aldabra | Foto: Sky News/Reprodução

Cientistas estimam que pode haver mais de mil toneladas de plástico no distante atol de corais de Aldabra, no arquipélago de Seychelles.

Considerado um dos patrimônios da humanidade, o belíssimo atol declarado reserva natural, lar de diversas espécies raras, recebe lixo do continente trazido pelas correntes marinhas e marés altas.

A ilha, conhecida como “Galápagos do Oceano Índico” pela enorme variedade de vida da região, fica a mais de 640 quilômetros da presença (social) humana mais próxima.

Mas a sua posição em relação as correntes oceânicas, resulta, que a cada maré alta, mais plástico será trazido para o atol.

O acesso ao atol, parte das ilhas Seychelles, é estritamente controlado por razões de biossegurança, cientistas que vivem na estação de pesquisa da ilha relatam a ameaça que o plástico representa para a vida selvagem do lugar.

Eles contam à equipe do Sky News que já chegaram a ver tartarugas rastejando sobre garrafas plásticas e outros detritos para conseguir por seus ovos na areia.

Cheryl Sanchez, a coordenadora de ciências da estação, disse: “Elas são muito fortes. Elas têm que empurrar o lixo pro lado, o que elas conseguem fazer. Mas isso depende também de quanto lixo plástico está acumulado ali e é preciso pensar nesses filhotes que logo estão chegando também”

“Eles são muito menores e precisarão rastejar sobre tudo isso”.

Perigo sedutor

As tartarugas gigantes de Aldabra também estão em risco.

Elas se recuperaram de uma quase extinção, chegando a uma população que agora atingiu de cerca de 150 mil habitantes, mas o plástico é uma nova ameaça.

As tartarugas acham o plástico irresistível, dizem os cientistas, particularmente os amarelos e vermelhos, possivelmente porque elas confundem com frutas.

Jessica Moumou, pesquisadora da Fundação Ilhas Seychelles, disse: “Eles comem pedaços e, às vezes, chinelos, garrafas plásticas e escovas de dentes inteiros.

“Você puxa o plástico e agarra pra tomar delas, mas eles não largam.”

Uma equipe conjunta da fundação científica e do The Queen’s College, da Universidade de Oxford, está agora limpando a costa sul de Aldabra.

Eles removeram até agora 22 toneladas de plástico.

Foto: Sky News/Reprodução

Foto: Sky News/Reprodução

Cordas de plástico e redes de pesca representam a maioria dos detritos por peso, mas garrafas, isqueiros e particularmente chinelos também são muito comuns em meio a todo o lixo encalhado.

Jeremy Raguain, um dos organizadores do Projeto de Limpeza Aldabra, disse que espera que a equipe colete pelo menos de 50 a 60 mil chinelos.

“Eles são bem duráveis”, disse ele. “As correntes podem levá-los para longas distâncias.

“Que nosso lixo termine aqui está errado.

“Aldabra é uma área protegida maravilhosa, mas há limites sobre o quanto podemos protegê-lo, seja da mudança climática ou da poluição de plástico.

“As imagens mostram que você pode estar a um milhão de quilômetros de distância e você ainda pode ter um impacto sobre este lugar.”

Os cientistas estão preocupados que o plástico possa trazer com ele espécies invasoras.

Lindsay Turnbull, do The Queen’s College de Oxford, e administradora do SIF, conta que encontrou um sapato de espuma que estava na água há tanto tempo que estava incrustado com enormes percebes (crustáceos que destroem corais).

“O plástico está trazendo isso pra cá”, disse ela.

Temos em Aldabra uma espécie marinha invasora que costumava ser encontrada apenas na ilha de Guam. Aos poucos, ela se espalhou pelo Oceano Índico.

“Esta espécie é conhecida como um assassino de corais. Nós não queremos isso aqui.”

Dia Internacional das Florestas: preservar as árvores é garantir a sobrevivência do planeta

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As florestas são as responsáveis pelo equilíbrio do nosso planeta. Elas purificam o ar, regulam a temperatura, abrigam a maior parte da biodiversidade de fauna e flora do mundo e protegem o solo contra erosões e outros danos. Cerca de 90% de todas as espécies terrestres de seres vivos podem ser encontradas em florestas.

Para destacar e conscientizar a sociedade sobre a importância das flores, em 1971, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sugeriu a criação do “Dia Mundial da Floresta”. A data escolhida foi 21 de março, dia que marca a chegada da Primavera no Hemisfério Norte.

Em 2012, a Organização das Nações Unidas (ONU) alterou o nome da data para “Dia Internacional das Florestas”, para reforçar o compromisso de todos os países pela preservação das florestas e garantia da sobrevivência do planeta. Um dos principais obstáculo para a proteção das árvores e florestas é o desmatamento.

Com o objetivo de impedir que a florestas sejam destruídas de forma irreversível, a ONU fez hoje o desafio de comemorar o Dia Internacional das Florestas com o tema “Florestas e Educação”. A ideia é inspirar cidades e países a criarem eventos focados na educação ambiental para a preservação das florestas e recriar uma conexão entre seres humanos e natureza.

Para o chefe da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, a data é uma ótima oportunidade para educar a população sobre a importância da preservação da natureza. “As florestas ajudam a manter o ar, o solo, a água e as pessoas saudáveis. E elas desempenham um papel vital no combate a alguns dos maiores desafios que enfrentamos, tais como a luta contra as mudanças climáticas e a erradicação da fome”, acredita.

Ele acrescenta ainda que a educação ambiental é fundamental na formação dos jovens. “A educação é um passo crítico para proteger os recursos naturais para as gerações futuras. É essencial que as crianças aprendam sobre as florestas desde cedo”, conclui.