Barragem da Vale se rompe em Brumadinho (MG) e causa destruição

Uma barragem da Vale se rompeu em Brumadinho (MG) nesta sexta-feira (25) na Mina Feijão. A região ficou tomada por um mar de lama, que foi registrado em fotos e vídeos (confira abaixo). Dezenas de animais foram encontrados atolados na lama e outros milhares devem ter perdido a vida nesta tragédia que devastou o meio ambiente.

(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

O rompimento da barragem acontece apenas pouco mais de três anos após a cidade mineira de Mariana viver a maior tragédia ambiental já registrada no Brasil. Em novembro de 2015, a barragem de Fundão, da Samarco, empresa de propriedade da Vale e da BHP, rompeu-se e matou 19 pessoas, além de causar imenso prejuízo para a fauna e flora local. Na época, a lama avançou sobre a bacia do rio Doce e chegou ao litoral do Espírito Santo. As informações são do portal El País.

Para o desastre de Brumadinho, a Vale ativou o Plano de Atendimento a Emergências para Barragens e enviou uma equipe para sobrevoar a área atingida pela lama para diagnosticar a dimensão do problema. De acordo com a empresa, a prioridade “é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade”. A tragédia fez com que as ações da Vale na Bolsa de Valores de Nova York caíssem 8% nesta sexta-feira.

(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

O Ministério do Desenvolvimento Regional emitiu nota por meio da qual afirmou que está “monitorando e em contato constante com as equipes de Defesa Civil”. A pasta informou ainda que o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, está à caminho de Brumadinho.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Germano Vieira, disse que toda a equipe de emergência foi enviada à cidade. Seguiu para Brumadinho também um grande contingente de bombeiros e uma equipe do Ibama.

(Foto: Reprodução)

Uma das preocupações em relação à tragédia se refere ao fato de que o rio em que houve o desabamento desemboca no São Francisco.

O caso repercutiu nas redes sociais, causando indignação nos internautas. “Mais uma vez será o meio ambiente que ‘pagará essa conta'”, escreveu um usuário do Facebook. “Mais um descaso que se transforma em tragédia”, disse outro.

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Barragens com risco de rompimento

A Agência Nacional das Águas (ANA) divulgou um relatório no final de 2018, com dados levantados em 2017, sobre as barragens brasileiras. De acordo com o documento, o número de barragens no Brasil com risco de rompimento subiu de 25 para 45 em um ano.

No país, há 24 mil barragens utilizadas para diferentes finalidades, como acúmulo de água, de rejeitos de minérios ou industriais e para geração de energia, segundo informações do jornal Gazeta Online.

Das 45 barragens que correm risco de rompimento, três estão localizadas no Espírito Santo. No entanto, elas não são de rejeitos de minério. As barragens apresentam problemas estruturais, como rachaduras e infiltrações e são de responsabilidade do poder público.

A barragem da Mina do Feijão, que se rompeu em Brumadinho, não estava na lista das barragens vulneráveis. Porém, segundo o relatório, o estado de Minas Gerais possuía em 2017 cinco barragens com risco de rompimento. Na Grande Belo Horizonte foram consideradas vulneráveis pela ANA as seguintes barragens: Mina Engenho I e II, da Mundo Mineração, em Nova Lima, Região Metropolitana de BH; as barragens B2 e B2 auxiliar, da Nacional Minérios, em Rio Acima, também na Grande BH; e a barragem Água Fria, em Ouro Preto, região Central de MG.

De acordo com o levantamento, 14 incidentes ou acidentes com barragens foram registrados em 2017 no Brasil. Três deles ocorreram em Minas Gerais. Os dados pertencem ao Relatório de Segurança de Barragens 2017 (RSB), coordenado pela Agência Nacional das Águas.

Onda de calor na Austrália bate novo recorde:  49.5°C registrados no sul do país

Adelaide registrou 47.7°C de calor na tarde da quinta-feira, quebrando o recorde anterior de 46.1°C que foi estabelecido em janeiro de 1939.

Uma temperatura ainda mais alta de 49,5°C foi medida ao norte da cidade em meio a alertas de calor extremo no estado do sul da Austrália.

Meteorologistas esperam que as temperaturas comecem a cair na sexta-feira (25) com possíveis tempestades em Adelaide.

Milhares de australianos foram à praia para se refrescar nas ondas e muitos outros foram aos shopping centers para ficar longe das temperaturas escaldantes.

A onda de calor trouxe cortes de energia, provocou temores de incêndios florestais devastadores e enquanto dezenas de pessoas precisaram de tratamento de emergência para doenças relacionadas ao calor.

No Red Lion Hotel, no sul da Austrália, os pubs davam uma cerveja grátis para cada um de seus fregueses, enquanto a temperatura permanecia acima 45°C.

As autoridades de saúde emitiram advertência pública para evitar o contato com centenas de morcegos estressados ​​pelo calor em áreas de parques.

“Com a mudança climática bem e verdadeiramente sobre nós, estamos preocupados  que essas emergências ocorram com frequência cada vez maior e ninguém está realmente preparado para responder a elas”, disse David Ross, diretor do órgão representativo indígena do Conselho Central da Terra.

De acordo com o Daily Mail, as temperaturas também estão testando os serviços municipais, com os ônibus da SunCity sendo forçados a cortar seus serviços e os passageiros precisam recorrer a bondes ou trens para chegar em casa.

Os serviços de emergência estão em alerta, pois mais de 13 distritos estão sob ameaça de possíveis incêndios florestais.

Enquanto isso, no estado da ilha da Tasmânia, as autoridades continuaram a combater as chamas.

A onda de calor começou na semana passada e as cidades australianas estão entre os lugares mais quentes da Terra.

Cerca de um milhão de peixes foram encontrados mortos na semana passada ao longo das margens de um grande sistema fluvial no leste da Austrália, devastado pela seca.

 

 

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Agrotóxico usado nas plantações de soja é responsável por 80% das mortes de abelhas no RS

Cerca de 80% dos casos de morte de abelhas foram causados pela ingestão ou contato com o inseticida fipronil, comumente usado em plantações de soja. O estudo foi realizado pelo engenheiro agrônomo Aroni Sattler da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

abelhas

Foto: Aldo Machado

Em 2018, a parceria entre Sattler, que também é professor da faculdade de Agronomia da UFRGS, e um laboratório do setor privado examinou 30 episódios no estado. O estudo conduzido pelo professor revelou um índice próximo ao do projeto Colmeia Viva. Entre 2014 e 2017, o projeto analisou cerca de 200 ocorrências. Das quase 60 em que foi detectado o ingrediente ativo, o fipronil representa 70%.

“É um problema que vem se agravando de dois anos para cá, e não tem ninguém fiscalizando. O Ministério Público não está se mexendo, o governo também não”, diz Aldo Machado, coordenador da Câmara Setorial de Apicultura do Rio Grande do Sul.

Segundo Machado, nos últimos meses foram registrados casos de extermínio de colmeias nos municípios de Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Cruz Alta, Frederico Westphalen, Santana do Livramento, Santiago e São José das Missões.

O coordenador Machado afirma que produtos à base de fipronil são usados na fase de floração da cultura da soja. Ele diz que as abelhas visitam as plantações para polinizar as flores e entram em contato com o produto, o que causa sua morte imediata. “O produto mata por contato e ingestão. Qualquer outro inseto que encoste nessa abelha morre também”.

Para Machado, os produtores de soja estão aplicando fipronil juntamente com dessecantes com o intuito de economizar diesel e mão de obra. “O correto seria aplicar os dois produtos separadamente, para que não haja fipronil nas lavouras quando as abelhas forem atrás das flores”, diz.

Na cidade de Santiago (RS), estima-se o extermínio de 200 colmeias, diz Machado. “O presidente do Sindicato de Cruz Alta me contou que cerca de 1 mil colmeias devem ser perdidas só no município”.

Pelo mundo

Pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, afirmaram que o fipronil foi o responsável pela morte de milhares de abelhas na França, entre 1994 e 1998, visto que o casos começaram um ano após o lançamento do produto. Em 2017, órgãos reguladores da União Europeia proibiram o uso do fipronil em plantações.

Na Cidade do Cabo, na África do Sul, o fipronil causou a morte de mais de um milhão de abelhas em 2018. As suspeitas, na época, eram de que uma vinícola local teria usado o produto para se livrar de formigas.

Perigo para o planeta

Esse atentado à população de abelhas pode proporcionar um sério risco à sobrevivência de todas as espécies no planeta. Sem a polinização das abelhas, teríamos uma alteração de todo o ecossistema da Terra, ocasionando uma catástrofe mundial.

O físico e ganhador do prêmio Nobel, Albert Einstein constatou que “se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana.”

Consumo de carne tem consequência sombrias para o planeta

A população mundial está crescendo e 10 bilhões de pessoas são estimadas para povoar a Terra até 2050.

De acordo com a National Geographic, cientistas de todo o mundo estão lutando para descobrir uma maneira de alimentar todas essas pessoas. Com estas preocupações, o canal questiona o consumo mundial de produtos animais.

Foto: Reprodução | Instragram

Um relatório recente – conduzido por 30 cientistas ao longo de três anos e publicado no Lancet – sugere que uma redução mundial significativa no consumo de carne ajudaria a alimentar a crescente população.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores pesaram vários fatores, incluindo a quantidade de gases de efeito estufa produzidos por certos alimentos, bem como o uso de água e culturas. Segundo eles, o consumo mundial de carne e açúcar deve ser reduzido em 50%, e a população dever aderir a uma dieta predominantemente vegana. As informações são do Live Kindly.

“O consumo de carne tem consequências sombrias para o planeta”, disse o National Geographic.

Os cientistas propuseram um plano denominado “Grande Transformação de Alimentos” para a redução do consumo de carne no mundo. O plano inclui várias estratégias diferentes, com abordagens apropriadas que variam de país para país. Os métodos incluem o compartilhamento de informações e a conscientização dos consumidores, a alteração de quais práticas agrícolas recebem subsídios e a remoção de certas opções de carne das pessoas.

As iniciativas serão realizadas em mais de 30 países para impulsionar a agenda do relatório, e os comissários do estudo esperam atrair as principais organizações internacionais, como a ONU.

#10YearChallenge da Terra

A ONU está ciente da importância de uma redução drástica no consumo de carne. Em outubro, a organização internacional alegou que o combate à agricultura animal é o problema mais urgente do mundo.

“A pegada de gases de efeito estufa da pecuária rivaliza com a de todos os carros, caminhões, ônibus, navios, aviões e foguetes”, disse o Programa Ambiental da ONU em um comunicado. “Não há caminho para alcançar os objetivos climáticos de Paris sem uma queda maciça na escala da agricultura animal”.

A consciência sobre a rápida e assustadora destruição do meio ambiente está está aumentando graças ao recente # 10YearChallenge viral nas mídias sociais.

Embora o desafio tenha começado inicialmente para que os usuários pudessem compartilhar suas fotos, alguns optaram por compartilhar fotos da Terra. Algumas fotos compartilhadas de ursos polares, de tamanho normal em 2009 e extremamente magros em 2019, tomaram conta da internet. Esse flagelo se dá por conta do derretimento de gelo no Ártico. Outros compartilhavam fotos de corais branqueados, que já foram coloridos há dez anos.

Ano passado, o Greenpeace pediu uma grande redução mundial no consumo de carne e compartilhou imagens antes e depois da Amazônia.

“Aquilo que levou a natureza centenas de milhares de anos para construir, os humanos destruíram em menos de dez”, dizia o post no Instagram .

Bitucas de cigarro são apontadas como as maiores fontes de lixo dos oceanos

De 1980 pra cá, já foram coletados 60 milhões de filtros de cigarro (Foto: Divulgação)

De acordo com a ONG Ocean Conservancy, as bitucas de cigarro são as maiores fontes de lixo dos oceanos. De 1980 pra cá, já foram coletados 60 milhões de filtros de cigarro, o que segundo a organização, excede o número de sacolas plásticas, embalagens de alimentos, garrafas e canudos retirados dos oceanos. O fato de haver fumantes que tratam o meio ambiente como um cinzeiro tem sido prejudicial aos ecossistemas.

Embora os filtros de cigarro sejam feitos de acetato de celulose, o que leva à crença de que eles são biodegradáveis, a verdade é que um tipo de microplástico que não é biodegradável se forma quando o acetato de celulose é processado, o que favorece a poluição oceânica quando as bitucas são descartadas, segundo a Ocean Conservancy.

De um total de 5,6 trilhões de cigarros fabricados por ano, dois terços são descartados de forma irregular. A situação é tão grave que filtros de cigarro já foram encontrados em 70% das aves marinhas e 30% das tartarugas marinhas. A organização revela que além das bitucas serem descartadas nas praias, muitas são arrastadas até os rios pelas chuvas e então para o mar.

Fonte: Vegazeta 

Cia aérea portuguesa é a primeira a banir plásticos descartáveis em voos

Países e empresas têm lutado contra a poluição do planeta. Lisboa proibirá o uso de copos plásticos até 2020, o Reino Unido planeja banir completamente o uso de material descartável nas escolas até 2022, a Austrália cortou, 80% do uso de sacolas plásticas em apenas 3 meses e, no Brasil, a ilha Fernando de Noronha (PE) proibiu a venda e o uso destes itens.

Foto: Divulgação Hi Fly.

Agora, a companhia aérea portuguesa Hi Fly tomou medidas sem precedentes para melhorar a sustentabilidade, eliminando o plástico descartável em seus voos.

A empresa lançou um teste sem plástico em quatro voos no mês passado, substituindo os talheres por xícaras e colheres de bambu. Saleiro e pimenteiro, pratos, potinhos de manteiga, garrafas de refrigerante e escovas de dentes foram trocados por alternativas mais sustentáveis. O primeiro voo aconteceu em 26 de dezembro.

“Este histórico voo Hi Fly, sem qualquer item de plástico descartável a bordo, reforça nosso compromisso de fazer da Hi Fly a primeira companhia aérea  sem plásticos do mundo em 12 meses”,  disse o presidente da Hi Fly, Paulo Mirpuri, antes do primeiro voo.

De acordo com a Hi Fly, o teste, que aconteceu durante o feriado de Ano Novo, foi um sucesso. Mais de 700 passageiros receberam alternativas sustentáveis, economizando um total de 350 quilos de plástico. Garrafas de vidro foram coletadas para serem higienizadas e reabastecidas e  papeis foram recolhidos para reciclagem.

“Mais de 100.000 voos decolam a cada dia em todo o mundo e, no ano passado, aeronaves comerciais transportaram quase quatro bilhões de passageiros. Este número deverá dobrar novamente em menos de 20 anos. Então, o potencial para fazer a diferença aqui é claramente enorme ”, acrescentou Mipuri.

Enquanto o período de teste terminou, a Hi Fly está agora empenhada em eliminar o plástico descartável de todos os voos.

“Nosso objetivo de ser livre de plásticos até o final do ano parecia ambicioso para muitos em nosso setor, mas acreditando em nosso projeto e trabalhando duro para que isso acontecesse, podemos ver que isso é totalmente viável e nosso foco agora será comprometer-se com o nosso prazo “, disse  Mipuri .

Viagem aérea mais sustentável

Outras companhias aéreas estão atendendo à crescente demanda por refeições veganas a bordo.  A Air New Zealand tornou-se a primeira companhia aérea a oferecer o Impossible Burger, a Hawaiian Airlines também introduziu uma opção vegana na maioria dos voos e a Scandinavian Airlines passou a servir  prato â base de cogumelo.

Conformo noticiado pela ANDA, no ano passado, algumas empresas aéreas também já se posicionam contra o transporte de animais explorados em testes.

 

 

 

 

 

Austrália oferece ajuda a nações do Pacífico no combate à mudança climática

As preocupações com o aquecimento global e suas terríveis consequências para o planeta estão cada vez maiores à medida que pouco e lentamente os governos trabalham para retardar o problema. Alguns deles inclusive manifestam interesse de abandonar o acordo climático de Paris, como Estados Unidos e Brasil.

Scott Morrison e sua esposa Jenny chegam a Port Vila, Vanuatu. Foto: AAP

Outros, como a Austrália, mostram interesse em cooperar com o futuro incerto do planeta.

O primeiro-ministro Scott Morrison é o primeiro líder australiano a visitar Vanuatu, na Oceania, desde 1990. Em um encontro com o primeiro-ministro Charlot Salwai em Port Vila, na última quarta-feira (9), ele prometeu ajudar Vanuatu e outras nações do Pacífico a lidar com os efeitos da mudança climática para que possam seu estilo de vida.

“Estamos muito comprometidos com os recursos no Pacífico para gerar programas que possam lidar com os impactos da mudança climática aqui”, disse Morrison no início de uma reunião com autoridades.

Segundo o The New Daily, Morrison disse também que a Austrália trabalharia diretamente com as nações do Pacífico para enfrentar as mudanças climáticas.

“Em vez de passar por agências internacionais com fundos como esse, acreditamos que podemos fazer isso da melhor forma como parceiros”, disse ele.

O Sr. Salwai agardeceu a oportunidade de falar sobre segurança, infraestrutura e economia, como o programa de trabalhadores sazonais e o esquema de trabalho do Pacífico na agenda.

Morrison disse que a Austrália está trabalhando duro para garantir oportunidades para jovens trabalhadores do Pacífico obterem treinamento e habilidades futuras.

O primeiro-ministro australiano viajará a Fiji na quinta-feira para mais reuniões sobre segurança, infraestrutura e economia.

Chris Bowen, front-office do Partido Trabalhista, disse que Morrison e o governo haviam ignorado o Pacífico por muito tempo, então era realmente importante que ele visitasse as nações insulares.

 

Aquecimento global e perda de habitat ameaçam rãs

O aquecimento global somado ao avanço da agropecuária nos Andes Colombianos vai afetar o habitat de rãs endêmicas da região, até 2050. Os impactos não serão uniformes sobre as espécies, mas a previsão indica que, com poucas exceções, essas espécies vão perder pelo menos metade do ambiente em que vivem. E em alguns casos, essa perda de ambiente natural pode ser total.

O aquecimento global somado ao avanço da agropecuária nos Andes Colombianos vai afetar o habitat de rãs endêmicas da região, até 2050. Foto: Willian Agudela Henriquez.

As mudanças rápidas não deverão oferecer condições para adaptação das espécies. Com isso, o estudo prevê ainda que entre uma a seis espécies serão levadas à extinção, em pouco mais de três décadas, em regiões andinas da Colômbia, devido à perda de habitat. O estudo foi realizado pelo aluno de doutorado em Biologia da Universidade Nacional da Colômbia (UN), Willian Agudela Henriquez.

Ele analisou 30 espécies de rãs de quatro famílias diferentes, que representam as espécies encontradas nos páramos e nas florestas nevadas: Bufonidae (quatro espécies), Centrolenidae ou rãs-de-cristal (duas espécies), Craugastoridae ou rãs-de-chuva (22 espécies), que vivem nos bosques de neve, e Hylidae (duas espécies), cuja particularidade é que se encontram acima dos 1.000 metros de altitude.

Foram levados em conta cenários que apontam para um aumento de temperatura na região de 1,4º a 1,6º graus centígrados e perda de 14 a 15% de área de páramos e e 15 a 29% de florestas nevadas, devido a conversão da mata nativa em pasto ou cultivos agrícolas, até 2050.

As mudanças climáticas, com aumento da temperatura e mudanças no regime de chuvas, podem alterar a nebulosidade, um protetor natural contra os efeitos de raios ultravioletas. A perda de nebulosidade teria efeitos negativos sobre as primeiras etapas de desenvolvimento de muitas espécies de rãs, que estariam sujeitas a mudanças em seus microhabitats naturais, segundo o responsável pelo estudo.

“Drásticas mudanças de temperatura, além de secas prolongadas ou frios mais intensos do que o habitual, constituirão um desafio fisiológico para a sobrevivência das rãs!”, afirmou o Willian Agudela à agência de notícias da Universidade Nacional da Colômbia.

Em um cenário otimista, 80% das espécies devem perder metade do habitat até 2050. Mas a tendência, segundo o estudo, que quase todas as rãs estudadas (96%) devem perder mais de 50% da área de ocorrência. O autor do estudo lembra as possíveis implicações da extinção de rãs para o controle natural de pragas e para a cadeia alimentar de espécies de morcegos, serpentes e outros predadores dos anuros.

Fonte: O Eco

Leonardo DiCaprio faz o #10YearChallenge com imagens da Amazônia

O ator e ativista Leonardo DiCaprio usou o #10YearChallenge para fazer um alerta sobre o desmatamento no Brasil.

Foto: Reprodução | Instragram

O ator comparou imagens aéreas da Floresta Amazônica. “Rondônia, no Brasil, originalmente tinha mais de 200 mil km² de floresta, mas se tornou um dos locais mais desmatados da Amazônia”, diz a legenda em inglês.

Além de DiCaprio, outros famosos estão aproveitando o desafio para chamar atenção do público. No Brasil, por exemplo, Anitta e Leandra Leal usaram a brincadeira para falar sério.

Foto: Reprodução | Instragram

Foto: Reprodução | Instragram

Conforme já noticiado pela ANDA, o desmatamento da Amazônia está prestes a atingir um determinado limite a partir do qual regiões da floresta tropical podem passar por mudanças irreversíveis, em que suas paisagens podem se tornar semelhantes as de cerrado, com vegetação rala e esparsa e baixa biodiversidade.

O alerta foi feito em um editorial publicado na revista Science Advances. O artigo é assinado por Thomas Lovejoy, professor da George Mason University, nos Estados Unidos, e Carlos Nobre, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas – um dos INCTs apoiados pela FAPESP no Estado de São Paulo em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – e pesquisador aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“O sistema amazônico está prestes a atingir um ponto de inflexão”, disse Lovejoy à Agência FAPESP. De acordo com os autores, desde a década de 1970, quando estudos realizados pelo professor Eneas Salati demonstraram que a Amazônia gera aproximadamente metade de suas próprias chuvas, levantou-se a questão de qual seria o nível de desmatamento a partir do qual o ciclo hidrológico amazônico se degradaria ao ponto de não poder apoiar mais a existência dos ecossistemas da floresta tropical.

Pinguins estão entre as espécies mais vulneráveis ​​às mudanças climáticas

As desastrosas consequências do aquecimento global são sentidas em todas as partes do mundo, seja nos mares, nas florestas ou nas cidades. É uma corrida contra o tempo pra frear os danos irreversíveis desta catástrofe.

Algumas das espécies mais carismáticas do mundo são as que mais correm risco devido às mudanças climáticas, segundo um novo relatório.

Pinguim Adélie. Foto: Kate Kloza

Publicado na Frontiers in Marine Science na quinta-feira passada, mostra que as geleiras e as plataformas de gelo, tão importantes para certas espécies,  são as primeiras a sentir os efeitos do clima.

O  estudo analisou a literatura anterior sobre os efeitos em espécies únicas para descobrir se algumas se sairão melhor ou pior em um clima mais quente.

“Algumas das espécies mais carismáticas estão em risco”, disse o autor do estudo, Simon Morely.

O pinguim-imperador que se reproduz nas plataformas de gelo, e os pinguins Adèlie e chinstrap se alimentam de krill que vivem sob o gelo, foram considerados alguns dos mais vulneráveis.

Animais que se alimentam em águas abertas – como certos tipos de baleias, ou o pinguim-rei – poderiam se beneficiar, ele explicou, porque seu suprimento de comida é basicamente um tipo de peixe.

Pinguim imperador. Foto: Pixabay

Mesmo que possa haver benefícios positivos para algumas espécies, nunca é certo como o ecossistema como um todo será afetado, disse Jackie Dawson, presidente de pesquisa do Canadá em meio ambiente, sociedade e política.

“Nós sempre pensamos nos ursos polares ursos do Ártico e pinguins na Antártida”, disse ela à Global News. “Mas você sabe o que importa é o ecossistema.”

Mormente advertiu que o estudo se concentra apenas nos animais sobre os quais já existem informações.

Pinguim Chinstrap. Foto: Steve Billy Barton

“Existem animais raros que nós simplesmente não sabemos nada sobre e isso pode causar outros efeitos sobre os ecossistemas”, disse ele.

“É tudo sobre como rapidamente estas coisas mudam  – porque um ecossistema pode lidar com mudanças lentas”, disse ela, acrescentando: “É o darwinismo.”

Mas uma mudança rápida e abrupta pode ser prejudicial para um ecossistema, e Dawson alertou que nem sempre sabemos quais são os pontos de inflexão.

Morly concordou, dizendo que parte da pesquisa foi baseada em como as espécies reagiram a mudanças anteriores no clima, inclusive durante a última era glacial, mas um derretimento mais rápido – como o que estamos vendo agora – poderia causar grandes mudanças.

“A maior parte dos animais que estão atualmente em torno do planeta não experimentou esta taxa de mudança no clima”, disse ele.

Dawson disse que os efeitos de uma espécie podem se refletir em outras, inclusive para os humanos – e é por isso que é importante frear os efeitos da mudança climática.

“Todos sabemos que tudo está conectado. E esses efeitos podem ser bastante traumáticos para as espécies em si, mas também para os seres humanos “, disse ela.

A Antártida está perdendo o gelo marinho mais rapidamente do que nunca, de acordo com o Bureau of Meteorology.

A primavera de 2017 e o derretimento de verão foram a segunda pior primavera já registrada na região.