Golfinho em luto carrega seu filho morto pelas águas

Mãe carrega o filhote morto | Foto: Western Australia's Parks and Wildlife/Facebook

Mãe carrega o filhote morto | Foto: Western Australia’s Parks and Wildlife/Facebook

Uma imagem comovente que mostra uma mãe carregando seu filhote golfinho morto pelas águas, surgiu nas redes sociais. Segundo as autoridades marinhas australianas o bebê teria ficado preso em uma armadilha em forma de rede para capturar caranguejo que não foi recolhida por pescadores.

A foto foi tirada em Perth, na Baia de Claremont, na Austrália e foi compartilhada no Facebook pela Departamento de Parques e Vida Selvagem da Austrália Ocidental na terça-feira.

“Uma morte tão triste para um filhote golfinho tão jovem e cheio de vida pela frente”, dizia o post.

A mãe, chamada de Moon, estava nadando e carregando o filhote morto com o bico quando os dois foram avistados pelo Serviço de Parques e Vida Selvagem na segunda-feira, depois do episódio ter sido denunciado por um residente local.

“O bebê golfinho morto foi então libertado da armadilha de caranguejo, mas os oficiais o deixaram na água com a mãe, enquanto ela passa pelo luto ocasionado pela perda recente”.

Oficiais da patrulha marinha libertam o filhote morto| Foto: Western Australia's Parks and Wildlife/Facebook

Oficiais da patrulha marinha libertam o filhote morto| Foto: Western Australia’s Parks and Wildlife/Facebook

Os golfinhos são criaturas altamente inteligentes, com capacidade de percepção e resposta admiráveis, são frequentes os episódios documentados desses animais permanecendo com seus filhotes por um período de tempo após a morte.

Esses animais sencientes, são comprovadamente sensíveis e capazes de amar e sofrer, eles precisam do tempo do luto para superar a perda e voltar a responder normalmente à vida em sociedade.

“Vamos continuar a monitorar o par e remover o filhote quando for apropriado, revela o oficial responsável pelo monitoramento da situação. “Pedimos às pessoas que fiquem bem longe da mãe golfinho e de seu filhote morto durante este tempo”, esclarece ele.

Os usuários das mídias sociais ficaram sensibilizados pela imagem, sendo que algumas pessoas lutavam consigo mesmas para conseguir olhar para a foto, tamanho o seu impacto.

Armadilha de caranguejo que matou o golfinho | Foto: Western Australia's Parks and Wildlife/Facebook

Armadilha de caranguejo que matou o golfinho | Foto: Western Australia’s Parks and Wildlife/Facebook

“Terrível e tão triste. Devemos limpar nosso lixo sempre para que isso não aconteça”, disse uma pessoa em um comentário no post.

“Perda trágica deste bebê! Vergonha de que um ser humano tenha causado essa morte cruel porque eles estavam com preguiça de remover o equipamento do rio! Espero que algo seja feito para evitar outra tragédia”, dizia outro comentário.

“Não, eu não posso nem olhar – é de partir o coração – você pode sentir a dor da mãe só de olhar para a foto. Tão injusto e desnecessário”, concluiu outro usuário.

Mais uma morte causada pela irresponsabilidade humana, que inadvertidamente invade os oceanos para saquear e roubar a vida marinha. Não contentes em capturar os caranguejos indefesos, deixam a armadilha pra trás, causando com isso um rastro maior ainda de morte e dor, iniciado por sua insensatez assassina.

Especialistas preveem o desaparecimento da indústria de laticínios em 10 anos

Foto: FreeImages.com/ Peter Mazurek

Foto: FreeImages.com/ Peter Mazurek

Dados confirma que os consumidores estão ficando cansados dos laticínios. As vendas de leite tem apresentado uma queda contínua – dados recentes divulgados pela Dairy Farmers of America mostraram uma perda de 1,1 bilhão de dólares em receita para os resultados da indústria em 2018 – uma queda de 8% em reação a 2017.

O declínio é muito mais sistêmico e prejudicial para os produtores de leite nos EUA e no mundo todo – o consumo de leite atualmente representa apenas uma fração do que era no início dos anos 2000. De acordo com dados do USDA, as vendas de leite diminuíram 22% entre 2000 e 2016. Esses números caíram significativamente desde as décadas de 1970 e 1980.

O declínio da indústria de leite

“Na época em que a famosa campanha publicitária “Got Milk” (Tome Leite, na tradução livre) chegou as massas e as páginas das revistas, as vendas de leite já estavam em declínio”, relata o The Salt, da NPR.

E apesar da áurea de saúde que cercava o leite, especialmente para crianças – um mito que ainda hoje permeia os sistemas escolares do país e do mundo – na década de 1970, as pesquisas já começavam a apontar para os riscos à saúde ligados ao consumo de laticínios.

Quase 75% dos negros americanos são intolerantes à lactose, e a universidade de Harvard cita os produtos lácteos como a fonte número um de gordura saturada. Altos níveis de gordura saturada podem levar a sérios problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas e diabetes.

Foto: Jo Anne McArthur

Foto: Jo Anne McArthur

“O leite é o alimento perfeito para os bezerros”, diz Marion Nestle, professora de nutrição, estudos sobre alimentação e saúde pública na Universidade de Nova York e autora de “Food Politics”, à NPR. “Não há dúvida sobre isso. Mas para os humanos, pode realmente não ser. E pode não ser sequer necessário, há muitas evidências de que o consumo de leite não é necessário à alimentação humana”.

As vendas de laticínios continuam em declínio conforme os consumidores optam pelo leite vegano

E a indústria de laticínios está sentindo a pressão.

Em uma recente conferência em Glasgow, especialistas discutiram o crescente interesse do público em produtos lácteos – optando por alternativas veganas em vez do leite tradicional. OS estudiosos alertaram que, se a mensagem atual contra os produtos lácteos persistir, a indústria poderá deixar de existir na próxima década.

A consultora de sustentabilidade da pecuária, Dra. Judith Capper, afirmou que, apesar dos veganos representarem apenas uma pequena percentagem da população, eles ainda têm uma voz ativa e alta que é ouvida pelas massas.

Foto: Jo Anne McArthur

Foto: Jo Anne McArthur

“Há uma necessidade de desmistificação no setor de produtos lácteos. Se os consumidores não comprarem nossos produtos – leite, creme, manteiga, queijo etc. – não teremos uma indústria de lácteos em cinco a dez anos ”, disse Capper.

Apesar da crença de Capper de que a indústria de laticínios precisa romper com os mitos, a verdade é que muitas pessoas estão optando por abandonar os laticínios por razões de saúde, a maioria das quais apoiadas por pesquisas científicas confiáveis e especialistas que se apoiam em evidências fortes.

Vendas de produtos “livres de leite” disparam

Os consumidores podem estar reduzindo seu consumo de leite de vaca, mas não estão renunciando ao laticínios completamente. Eles estão comprando opções de latínios “livres-de-leite” (dairy-free, no termo original) em massa e quantidade. Enquanto as vendas de leite caem, o mercado de leite vegano está crescendo – as vendas subiram 9% em 2018 e devem ultrapassar 34 bilhões de dólares até 2024.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Opções líquidas “livres-de-leite” dominam a categoria vegan, mas outras categorias estão crescendo e alcançando as primeiras rapidamente. Sorvetes sem leite estão em alta, com marcas como Magnum, Ben & Jerry’s e Halo Top lançando e expandindo suas ofertas. A IKEA lançou recentemente um sorvete de morango vegano.

O queijo vegano foi uma das tendências mais fortes e celebradas da recente Natural Products Expo em Anaheim, na Califórnia (EUA), a maior feira da indústria de alimentos naturais no país. Marcas como a Miyoko’s estão provando que os queijos sem leite de vaca podem ser feitos da mesma maneira que os queijos tradicionais – fermentando e envelhecendo o leite feito de nozes, sementes ou feijões.

 

Alemanha desativa última fazenda de pele do país

Foto: Unilad

Foto: Unilad

A fazenda que ficava em Rahden na Renânia, Norte-Vestfália, no oeste da Alemanha, “agora está vazia”, segundo a PETA, sinalizando o fim da produção de peles em mais um país da União Europeia.

A maioria das peles vendidas no mundo vem de fazendas de animais de criação, como martas, raposas, guaxinins, coelhos e chinchilas.

O fazendeiro já havia sido objeto de uma petição on-line, criada em março deste ano, exigindo o fechamento de sua fazenda.

O texto da petição, que teve mais de 1.300 signatários, dizia: “Embora as condições de manutenção dos animais sejam péssimas e signifiquem um sofrimento sem fim até uma morte causada por envenenamento por gás, o proprietário obteve permissão para continuar a tortura dos animais até 2022”.

Proibição de peles na Alemanha

De acordo com a PETA, o fazendeiro fechou a fazenda antes do prazo previsto em 2022, devido a pressão do governo e as inspeções frequentes e não anunciadas. Ele afirmou também sentiu o peso das pressões dos ativistas – a PETA, principalmente, vem fazendo fortes campanhas no país há mais de duas décadas.

A Alemanha proibiu as fazendas de peles em 2017 – o país deu aos agricultores um período de transição de cinco anos para a eliminação completa do setor. A PETA credita a vitória aos seus intensos esforços de campanhas, petições, protestos e anúncios contra as peles para ajudar a transformar o projeto em lei.

Segundo a PETA, a maior organização de defesa dos direitos animais no mundo, 85% das peles da indústria de peles vêm de animais mantidos em cativeiro em fazendas de produção de peles. “Essas fazendas geralmente abrigam milhares de animais, e os tipos de abuso, crueldade e assassinato com os quais essas instalações criminosas se envolvem são notavelmente semelhantes e hediondos em todo o mundo”.

Segundo a Fur Free Alliance, ONG que atua em defesa dos animais atingidos e explorados pela indústria de peles, as fazendas de pele tiram a vida de 100 milhões de animais no mundo todo a cada ano.

Felizmente a Alemanha agora é 100% livre de pele

A moda descarta o uso de pele

Etiquetas famosas de moda em todo o mundo, incluindo Armani e Tom Ford, começaram a mudar para o uso peles artificiais em suas coleções. Designers de marcas de luxo estão se posicionando contra a prática do uso de peles: Donatella Versace anunciou que se afastará do uso de peles ano passado, dizendo que ela não quer matar animais pela moda. Diane von Furstenberg recentemente retirou as peles e o angorá de suas coleções, e Jean-Paul Gautier chamou a indústria de “absolutamente deplorável” em novembro passado.

E os desfiles seguiram o exemplo; A Semana de Moda de Amsterdã, no mês passado, aconteceu sem o uso de peles, assim como a London Fashion Week no outono passado.

Proibição do uso de peles

Um número crescente de governos pelo mundo está aprovando legislações que proíbem o uso de peles; na União Europeia, a Noruega e a República Tcheca anunciaram a proibição das fazendas de peles no ano passado. Los Angeles tornou-se a maior cidade dos EUA a proibir o uso de peles em fevereiro, e a cidade de Nova York está atualmente se preparando para aprovar uma legislação semelhante.

Segundo a PETA, “muitas vozes poderosas”, incluindo Jhené Aiko, Penélope Cruz, Taraji P. Henson, Eva Mendes e a primeira-dama Melania Trump deram voz às campanhas anti-peles, “depois de aprender sobre a horrível crueldade por trás de cada casaco de pele”.

Declaração de Toulon reconhece os animais como sujeitos de direito

Foto: Origins Explained/Youtube

Foto: Origins Explained/Youtube

Após o manifesto de Cambridge em 2012, que reconheceu a senciência animal com base científica, são juristas franceses que agora declaram oficialmente o direito que possuem os animais em serrem tratados como pessoas, com leis que os protejam e legitimem

Na sexta-feira, 29 de março, durante uma reunião solene do segundo simpósio sobre a personalidade jurídica dos animais realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Toulon (França), os pesquisadores de direito, Louis Balmond, Caroline Regad e Cédric Riot proclamaram oficialmente a Declaração de Toulon.

Esta declaração segue a mesma linha do Manifesto de Cambridge, assinado em 7 de julho de 2012 por 13 representantes de instituições científicas como Caltech, MIT ou o Instituto Max Planck, destacando o conhecimento avançado do comportamento animal e da afirmação de sua senciência, enfatizando o estado de consciência e a sensibilidade animal.

O animal “sensível”

Na França, a legislação prevê desde fevereiro de 2015, no artigo 515-14, um novo olhar sobre o direito animal: “Os animais são seres vivos dotados de sensibilidade. Embora alvos de leis que os protejam, os animais estão sujeitos ao regime de propriedade”.

Dr. Regad e Riot descrevem esse direito animal como “esquizofrênico”, no sentido de que a lei afirma a sensibilidade animal, mas a coloca sob o regime de propriedade na mesma sentença. Os pesquisadores então trabalham para dar personalidade jurídica ao animal, o que lhe permitiria receber direitos e desenvolver essa legislação a seu favor.

Seu trabalho é apresentado em três simpósios sobre três categorias diferentes de animais:

1 – O animal de estimação

2 – Animais ligados a um fundo (aluguel, entretenimento, experimentação)

3 – Animais selvagens

O objetivo deste trabalho é fornecer ao animal uma personalidade legal, o que possibilitará a confecção de leis que possam ser escritas corroborando e garantindo esses direitos aos animais.

A proposta dos dois professores pesquisadores é adicionar uma subdivisão às pessoas naturais: pessoas humanas e pessoas não humanas.

Alvo da exploração humana desde tempo imemoriais, sendo tratados como coisas e subjugados à vontade alheia conforme a ambição humana, os animais são comprovadamente conscientes do mundo que os rodeia, capazes de sentir, amar e sofrer e agora com tudo isso levado em consideração, mais este passo: dignos de direitos a altura de sua capacidade senciente.

Tradução da Declaração de Toulon

Nós, juristas acadêmicos, participamos da trilogia de simpósios organizados dentro da Universidade de Toulon sobre o tema da personalidade jurídica do animal.

Considerando o trabalho realizado em outras áreas disciplinares, notadamente por pesquisadores da neurociência.

Tendo em vista a Declaração de Cambridge de 7 de julho de 2012, pela qual os pesquisadores chegaram à conclusão de que “os seres humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos da consciência”, sendo estes compartilhados com “animais não humanos”.

Lamentando que o direito não tenha aproveitado esses avanços para desenvolver em profundidade todo o corpo de leis relativas aos animais.

Observando que na maioria dos sistemas legais, os animais ainda são considerados coisas e carecem de personalidade jurídica, sendo esta a única capaz de dar a eles os direitos que eles merecem como seres vivos.

Acreditando que hoje a lei não pode mais ignorar que o progresso das ciências, e podem melhorar a consideração dos animais, conhecimentos até esse momento subutilizados.

Considerando, finalmente, que a atual incoerência dos sistemas jurídicos nacionais e internacionais não pode resistir à inação e que importa iniciar mudanças para levar em conta a sensibilidade e inteligência dos animais não humanos.

Declaramos,

Que os animais devem ser considerados universalmente como pessoas e não como coisas.

Que é urgente acabar definitivamente com o reinado da reificação.

Que os conhecimentos atuais impõem um novo olhar legal sobre o animal.

Que, como consequência, a qualidade de pessoa, no sentido legal, deve ser reconhecida aos animais.

Dessa forma, além das obrigações impostas aos seres humanos, os animais terão seus próprios direitos, permitindo que seus interesses sejam levados em conta.

Que os animais devem ser considerados como pessoas físicas não humanas.

Que os direitos das pessoas naturais não-humanas serão diferentes dos direitos dos indivíduos humanos.

Que o reconhecimento da personalidade jurídica ao animal é apresentado como um passo essencial para a coerência dos sistemas de direito.

Que essa dinâmica faz parte de uma lógica jurídica nacional e internacional.

Que somente o caminho da personificação jurídica é capaz de trazer soluções satisfatórias e favoráveis a todos.

Que as reflexões sobre a biodiversidade e o futuro do planeta devem integrar pessoas físicas não-humanas.

Que isso reforçará o vínculo com a comunidade dos (seres) vivos, que pode e deve encontrar uma tradução jurídica.

Que, aos olhos da lei, a posição legal do animal irá mudar para sua elevação à categoria de sujeito de direito.

 

* A Declaração de Toulon foi oficialmente proclamada em 29 de março de 2019, durante a solene reunião do simpósio sobre A personalidade jurídica do animal (II) realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Toulon (França), por Louis Balmond, Caroline Regad e Cédric Riot.

Espécies que consideradas à beira da extinção continuam sendo traficadas pelo mundo

Foto: NY Times/Reprodução

Foto: NY Times/Reprodução

O tráfico internacional representa uma ameaça para todas as espécies, mas poucas delas estão sujeitas a regulamentações importantes que ajudariam a protegê-las.

Algumas espécies seriamente ameaçadas como a mynas-de-asa-preta, o banteng e a carpa do Mekong não estão listados com protegidos sob a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES), um tratado que visa assegurar que o comércio desses animais não ponha em perigo a sobrevivência de espécies ameaçadas de extinção.

Menos de 500 mynas-de-asa-preta (Acridotheres melanopterus) permanecem em estado selvagem na Indonésia, mas a cada ano mais pássaros dessa espécie são vendidos para serem aprisionados e mantidos em cativeiro.

Foto: Doug Jansonjj

Foto: Doug Jansonjj

O banteng (Bos javanicus) – “o mais belo e gracioso de todos os bois selvagens”, segundo o Fundo Mundial para a Natureza – foi listado como ameaçado desde 1996, mas seus chifres ainda são vendidos em mercados do sudeste asiático.

Foto: Huai Kha Khaeng Wildlife Sanctuary

Foto: Huai Kha Khaeng Wildlife Sanctuary

Da mesma forma a carpa gigante, uma espécie rara nativa do rio Mekong, que pode chegar a pesar até 600 quilos, presente no norte do Camboja, Laos e Tailândia, criticamente ameaçada de extinção, recentemente começou a aparecer nos cardápios dos restaurantes no Vietnã. Especialistas alertam que o peixe poderá ser levado à extinção em breve.

Foto: BBC News / Reprodução

Foto: BBC News / Reprodução

 

Algodão é a nova fonte de proteína vegana

Sementes contendo gossipol (esquerda) têm glândulas aparecendo como especificações pretas. As especificações das sementes de algodão Gossipol Ultra-Baixo (à direita) ainda estão lá, mas são muito mais leves, refletindo os níveis muito baixos de gossipol no caroço de algodão desregulado. Foto: Lacy Roberts | Texas A & M AgriLife

Buscar novas fontes de proteína tem sido o desafio de muitas empresas no mundo todo. A crescente demanda por produtos livres de ingredientes de origem animal impulsiona a mudança em diversos setores da insdústria tradicional, que não quer perder espaço no comércio.

A nova planta de algodão foi criada por cientistas da Texas A & M University, que trabalham em seu desenvolvimento há 23 anos. O Food and Drug Administration (FDA) ainda não aprovou o projeto, mas quando der o sinal verde, os agricultores poderão cultivar o algodão como proteína e fibra à base de plantas .

“Vai ter gosto de hummus. Não é nada desagradável”, disse Keerti Rathorne, professor do Texas A & M, Ph.D. em fisiologia vegetal.

Dr. Keerti Rathore, Texas A & M AgriLife Research biotecnólogo de plantas. Foto: Lacy Roberts | Texas A & M AgriLife

Ao longo de mais de duas décadas, Rathorne aprendeu a “silenciar” um gene em plantas de algodão transgênico que produzem uma toxina chamada gossipol. Sem o gossipol, a planta é supostamente segura para consumo humano.

Kater Hake, vice-presidente da Cotton Inc., que financiou o projeto além de fornecer pesquisa e marketing para produtores, diz que a produção comercial ainda está longe, mas que sementes de algodão, uma espécie de noz de árvore, são uma rica fonte de proteína. Se a produção comercial decolasse, 600 milhões de pessoas poderiam ser atendidas com a proteína vegana. As informações são do LiveKindly.

As sementes de algodão comestíveis também reduzirão os resíduos, pois o gossipol na planta padrão torna as sementes inúteis. Os agricultores que adotarem a cultura livre de toxinas estarão livres para vender as sementes para outros fins. Também poderia ser usado para substituir até a metade de toda a farinha de peixe. Estudos já comprovaram que peixes sentem dor e essa indústria é insustentável.

Tecnologia e bem-estar animal

Já é realidade a carne bovina cultivada em laboratório a partir de células animais. O processo é indolor para o animal, não existe abate e sua produção gera um impacto muito menos ao meio ambiente.

Embora ela ainda não esteja disponível no mercado, o governo americano já desenvolveu regulamentos para sua produção e distribuição.

Estima-se que a carnecultivada chegue às prateleiras dos supermercados em cinco anos.

Duas elefantas morrem em zoo após testarem positivo para o vírus do herpes

Nyah

Animais silvestres em cativeiro são extremamente solitários, estressados e deprimidos. O ambiente pouco estimulante leva os animais a desenvolver comportamentos atípicos e, por vezes, morrem subtamente ou em decorrência de doenças pouco comuns.

Nyah tinha 6 anos e Kalina, 7. Elas nasceram e passaram seus poucos anos vida no zoo de Indianápoles (USA) – as duas morreram dias depois de serem diagnosticadas com uma doença relacionada ao vírus herpes que causa hemorragia.

De acordo com o zoo, Kalina morreu na última terça-feira (26) depois de mostrar sintomas semelhantes aos de Nyah, que morreu em 19 de março.

As duas fêmeas mais jovens do zoo apresentaram altos níveis de herpesvírus endoteliotrópico (EEHV), um tipo de vírus que pode ser fatal em elefantes – caracterizado por hemorragias generalizadas que, sistemicamente, resultam em morte em 24 a 48 horas.

Kalina

Os sintomas incluem letargia, cólica, claudicação e anorexia em elefantes. Conforme a doença progride, a perda de sangue e o choque podem se desenvolver.

Não há vacina para o vírus, e os elefantes não podem transmiti-lo para seres humanos e outras espécies animais, de acordo com o zoológico de Indianápolis.

Depressão em cativeiro

A elefanta conhecido como “mais triste do mundo” morreu aos 47 anos, após mais de quatro décadas vivendo em confinamento solitário no zoológico de Córdoba (Espanha).

Flavia foi separada de sua família na selva aos 3 anos e passou ao todo 43 anos vivendo sozinha em seu cativeiro e faleceu na semana passada.

Grupos de defesa dos direitos animais tentaram por diversas vezes junto ao zoológico conseguir que Flavia se mudasse para um local onde ela pudesse ter contato com outros elefantes, mas não tiveram sucesso a tempo.

A saúde da elefanta vinha se deteriorando há vários meses, suspeitava-se que ela sofria de depressão, segundo informações do jornal The Local.

Ela desmaiou em seu cativeiro e após os veterinários atestarem que Flavia não conseguia mais ficar em pé, a elefanta foi assassinada.

Baleia fica presa em rede de pesca e é libertada por voluntários

Foto: NSRI

A pesca além de matar milhões de animais marinhos por ano, também é responsável por ferir milhares de outros como, baleias, focas e golfinhos que ficam presos nos equipamentos.

Uma jovem baleia que passou seis semanas enrolada em uma rede de pesca foi finalmente libertada depois que voluntários cortaram as cordas. A filhote de baleia-franca-austral, que mede 9 metros de comprimento, tinha seis cordas enroladas em torno de seu corpo e três em torno de sua cauda.

Antes do resgate, ela foi vista pelo menos quatro vezes fora da Cidade do Cabo, na África do Sul,mas desaparecia quando os socorristas chegavam.

François Stapelberg da Eagle Maryine Marine Eco Tours foi quem avistou a baleia por volta das 14h30 da sexta-feira e alertou a SA Whale Disentanglement Network.

Voluntários foram para o local ao lado do National Sea Rescue Institute (NSRI), onde encontraram a baleia em desespero. As duas equipes passaram 20 minutos cortando as cortas que prendiam o animal. As informações são do Daily Mail.

Foto: NSRI

Mike Meyer, da SA Whale Disentanglement Network, disse: “A baleia estava realmente muito cansada, mas os outros dois ficaram ao lado dela, o que realmente contribuiu para as emoções.

“Estávamos determinados a libertar a baleia hoje, como também em Table Bay, Clifton e na Costa Oeste, mas ela sempre fugia quando tentamos resgatá-la.”

“O peso da rede forçou a cauda a ficar abaixo da superfície da água, mas em uma operação que durou 20 minutos, conseguimos soltar todas as linhas emaranhadas.”

“Recolhemos todas as cordas e redes de pesca e boias para um descarte seguro, enquanto a baleia  e seus dois companheiros voltavam alegremente para o mar novamente.”

“Estamos confiantes de que a baleia enredada sobreviverá à sua provação”, disse ele.

Voluntários da rede, que já ajudaram 174 baleias desde 2006, estavam em busca da baleia desde que foi vista enredada em equipamentos de pesca em fevereiro.

As baleias-francas-austrais vivem nos mares do sul do continente meridional e sua população atual é de aproximadamente 10 mil indivíduos.

 

Especialistas alertam que rinocerontes podem estar extintos em cinco anos

Foto: Neil Aldridge

Foto: Neil Aldridge

A divulgação recente de fotos pungentes, mostrando rinocerontes mutilados sendo resgatados na África, após caçadores terem cortado seus chifres – que a ignorância popular acredita serem “curadores de câncer” – tem levantado questões sobre a ameaça contínua que paira sobre essa espécie.

Nas imagens um rinoceronte pode ser visto com os olhos vendados, dentro de um contêiner, enquanto é levado para um centro de resgate depois de ter sido mutilado por caçadores ávidos por dinheiro, responsáveis por alimentar um comércio cruel que movimenta em torno de um bilhão de libras.

Em outra foto é possível ver uma ativista pelos direitos animais alimentando um bebê rinoceronte com uma mamadeira gigante improvisada. Uma mãe rinoceronte cujo chifre foi cortado é vista protegendo seu filhote em outra imagem onde que os animais parecem estar em movimento.

Na década de 70, haviam milhares desses magníficos animais por toda a África, mas atualmente, os rinocerontes negros e brancos foram levados à beira da extinção pela caça implacável e cruel da espécie.

O fotógrafo conservacionista, Neil Aldridge, que atualmente mora em Bristol, na Inglaterra, mas cresceu na África do Sul, tem acompanhado a situação dos rinocerontes há anos e foi o responsável pelas fotos, reveladoras e tristes, tiradas na África do Sul e em Botsuana.

Alimentada pela demanda das classes médias cada vez mais ricas da China e do Vietnã, a caça aos rinocerontes por seus chifres tem crescido. Após cortado do corpo dos animais, o chifre é comercializado ilegalmente no mercado paralelo. Alguns compradores ignorantemente acreditam que o item possa curar o câncer, enquanto outros querem o objeto apenas para ostentar como símbolo de status social. Acredita-se que esse comércio gere em torno de 13 bilhões de libras por ano.

O Projeto Botsuana de Conservação aos Rinos advertiu que se a caça ao animal continuar no ritmo atual, eles estarão extintos até 2024.

Hora de um novo lar: Um rinoceronte branco é mostrado em um contêiner sendo resgatado em Botsuana. O animal compreensivelmente esta aterrorizado por seus salvadores humanos, sem perceber que esta sendo levado para um lugar seguro

Uma mãe rinoceronte cujo chifre foi cortado é protege seu filhote | Foto: Neil Aldridge.

Uma mãe rinoceronte cujo chifre foi cortado é protege seu filhote | Foto: Neil Aldridge

 

Jovem rinoceronte que teve o chifre cortado preparado para ser libertado : Foto: Neil Aldridge

Jovem rinoceronte que teve o chifre cortado preparado para ser libertado : Foto: Neil Aldridge

 

O que restou do chifre de um rinoceronte pode ser visto nesta foto que mostra a equipe de resgate, incluindo o diretor do RCB Map Ives (à direita), tentando ajudar o animal | Foto: Neil Aldridge

O que restou do chifre de um rinoceronte pode ser visto nesta foto que mostra a equipe de resgate, incluindo o diretor do RCB Map Ives (à direita), tentando ajudar o animal | Foto: Neil Aldridge

 

Voluntária alimenta um bebê rinoceronte em Botsuana. África do Sul e Quênia têm os níveis mais altos de caça à espécie, com 95% das mutilações e mortes ocorrendo nesses dois países em 2013 | Foto: Neil Aldridge

Voluntária alimenta um bebê rinoceronte em Botsuana. África do Sul e Quênia têm os níveis mais altos de caça à espécie, com 95% das mutilações e mortes ocorrendo nesses dois países em 2013 | Foto: Neil Aldridge

 

Chifres de rinoceronte podem crescer até mais de um metro de comprimento como mostrado na imagem. Cerca de três rinocerontes por dia são mortos por seus chifres | Foto: Neil Aldridge

Chifres de rinoceronte podem crescer até mais de um metro de comprimento como mostrado na imagem. Cerca de três rinocerontes por dia são mortos por seus chifres | Foto: Neil Aldrige

 

O quilo de chifre de rinoceronte pode chegar a valer 50 mil libras no mercado paralelo, tornando-se um dos produtos naturais mais valiosos do mundo - valendo mais do que ouro | Foto: Neil Aldridge

O quilo de chifre de rinoceronte pode chegar a valer 50 mil libras no mercado paralelo, tornando-se um dos produtos naturais mais valiosos do mundo – valendo mais do que ouro | Foto: Neil Aldridge

 

Um jovem rinoceronte branco mutilado é retratado em uma carroceria, vendado e parcialmente drogado após uma longa viagem da África do Sul, antes de ser libertado na natureza em Botsuana | Foto: David Aldridge

Um jovem rinoceronte branco mutilado é retratado em uma carroceria, vendado e parcialmente drogado após uma longa viagem da África do Sul, antes de ser libertado na natureza em Botsuana | Foto: David Aldridge

 

"Eu não vejo apenas uma história sobre rinocerontes, vejo uma história sobre pessoas, as melhores pessoas”, elogia o fotógrafo | Foto: Neil Aldridge

“Eu não vejo apenas uma história sobre rinocerontes, vejo uma história sobre pessoas, as melhores pessoas”, elogia o fotógrafo | Foto: Neil Aldridge

 

"Os sindicatos de caçadores são incrivelmente bem financiados, então para vencê-los precisamos apoiar esses grandes projetos", diz Aldridge | Foto: David Aldridge

“Os sindicatos de caçadores são incrivelmente bem financiados, então para vencê-los precisamos apoiar esses grandes projetos”, diz Aldridge | Foto: David Aldridge

 

Os olhos vendados e as drogas aliviam qualquer desconforto que os rinocerontes poderiam sentir quando são levados para tratamento e depois soltos na natureza | Foto: David Aldridge

Os olhos vendados e as drogas aliviam qualquer desconforto que os rinocerontes poderiam sentir quando são levados para tratamento e depois soltos na natureza | Foto: David Aldridge

 

Rinocerontes protegidos se alinham no cocho para tomar água no santuário | Foto: David Aldridge

Rinocerontes protegidos se alinham no cocho para tomar água no santuário | Foto: David Aldridge

 

Um rinoceronte protegido, com seus chifres totalmente intactos nas planícies onde fica projeto Botsuana da Rhino Conservation (RCB) | Foto: David Aldridge

Um rinoceronte protegido, com seus chifres totalmente intactos nas planícies onde fica projeto Botsuana da Rhino Conservation (RCB) | Foto: David Aldridge

 

Um impressionante close de um imenso rinoceronte. Aldridge conclui: "Quero que as pessoas saibam que existem pessoas dedicadas lutando por esses animais" | Foto: David Aldridge

Um impressionante close de um imenso rinoceronte. Aldridge conclui: “Quero que as pessoas saibam que existem pessoas dedicadas lutando por esses animais” | Foto: David Aldridge

Elefante é espancado por tratadores até cair na Índia


Infelizmente, maus-tratos a animais acontecem a todo instante, em todo o mundo. Eles são vítimas da maldade e da ganância humana. Explorados e torturados, animais selvagens são espancados para aprender truques ou por castigo caso não os realizem.

Um pobre elefante acorrentado apanhou até perder as forças e cair no chão, no distrito de Thrissur, no sul do estado indiano de Kerala.

As imagens que mostram o animal idoso sendo brutalmente agredido e espetado por seus tratadores causaram indignação e revolta na internet. A filmagem foi compartilhada no Twitter e vista por cerca de 100 mil pessoas.

“Nosso fundador apresentou uma queixa contra os tutores e mahouts (tratadores). Os mahouts foram demitidos”, disse o grupo ‘Voice for Asian Elephants Society (VFAES)‘.

O VFAES disse que o elefante foi transferido para o distrito de Palakkad, onde está sendo monitorado de perto pelo departamento florestal. As informações são do Daily Mail. Até o momento, não foram divulgadas mais informações sobre o caso.