Vídeo mostra elefante acorrentado forçado a pintar na frente de turistas

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

Ao visitar a Tailândia, os turistas tem uma chance enorme de receber a oferta para um passeio ou uma experiência com um elefante. Este animal é considerado um símbolo nacional e os tailandeses tem muito orgulho disso.

Porém, este tipo de turismo envolvendo exploração de animais, como passeios e subjugação da vontade dos elefantes, são severamente criticados por grupos de bem-estar animal em todo o mundo. Um vídeo surgiu recentemente mostrando um elefante em uma creche tailandesa, pintando seu autorretrato.

A primeira vista pode parecer cativante a imagem do imenso animal segurando delicadamente um pincel ao colorir um desenho de si mesmo. Mas, enquanto o vídeo prossegue, é possível ver a enorme corrente em volta de seu pescoço e, de repente, as imagens tomam um rumo sombrio.


O vídeo foi filmado no National Elephant Day, que existe desde 1998.

Quando os milhões de turistas vão para a Tailândia todos os anos, muitos deles desejam tirar fotos em cima de elefantes, ou pelo menos perto de um deles.

Mas os pesquisadores descobriram que esse desejo de estar perto do gigante africano é também “alimentar a crueldade” contra esses animais. Isso não quer dizer que a creche no vídeo é culpada de crueldade, mas a indústria como um todo precisa de conscientização urgente.

Dos 3 mil elefantes observados na pesquisa na Ásia feita pela World Animal Protection, aproximadamente três quartos deles viviam em “condições de extrema crueldade”.

Maria Mossman, fundadora da ONG Action for Elephants do Reino Unido, disse ao The Guardian: “Muitos parques se anunciam como santuários, mas eles não são nada disso”.

“Nunca vá a um parque que anuncie shows, comportamentos não naturais, truques ou pintura de quadros – e, por favor, nunca monte um elefante”, pede ela.

Foto: PA

Foto: PA

Maria acrescenta ainda que alguns parques permitem que centenas de turistas filmem a si mesmos brincando com elefantes em área de irrigação.

“Em alguns lugares isso significa que muitas pessoas ficarão com os elefantes na água, a cada hora – isso não é natural para um elefante: ficar na água o dia todo com um monte de pessoas subindo em cima deles”, disse ela.

Em 2016, o TripAdvisor anunciou que estava cortando laços com qualquer serviço que oferecesse contato direto com elefantes. Mas isso não impede que milhões de turistas, quando chegam ao país, recebam ofertas de experiências com os animais dos moradores locais.

Veterinário e consultor de vida selvagem global da World Animal Protection, Dr. Jan Schmidt-Burbach, disse à BBC: “A tendência cruel de usar elefantes para passeios e shows está crescendo – queremos que os turistas saibam que muitos desses animais são tirados de suas mães ainda bebês, forçados a suportar duros treinamentos e sofrer condições precárias de vida durante toda a vida”.

O governo tailandês está ajudando a acabar com o abuso de animais nesses parques, criando um banco de dados de todos os elefantes em cativeiro. Espera-se com isso que eles seja capazes de rastrear a saúde do animal e garantir que eles não estejam sofrendo.

Johnson & Johnson anuncia que não vai mais realizar testes de “nado forçado” em camundongos

Foto: Stock

A decisão da Johnson & Johnson de abolir este tipo de teste foi tomada após pressão da PETA.

Apesar de não representar o fim dos testes em animais, o anúncio trouxe esperança para os ativistas.

Nos testes de “nado forçado”, camundongos são colocados em provetas inescapáveis cheias de água onde lutam desesperadamente para sobreviver.

De acordo com a PETA, alguns pesquisadores afirmaram que o teste “serve como um modelo de depressão em animais e pode ser usado para testar a eficácia de novos medicamentos para a doença” – mas isso foi negado por outros cientistas.

Inútil

A PETA dos Estados Unidos diz que seus cientistas revisaram estudos publicados e descobriram que “colocar animais na água dessa maneira era menos preditivo do que o lançamento de uma moeda da eficácia de uma droga em humanos.”

“Os animais utilizados nesses testes tentam desesperadamente subir nas laterais dos cilindros ou até mesmo mergulhar para buscar uma saída”, disse a ONG.

“Eles remam furiosamente, tentando manter a cabeça acima da água. Eventualmente, a maioria deles começa a boiar.”

A decisão

“A Johnson & Johnson fez a coisa certa ao deixar de usar o teste de “nado forçado”, que não é apenas uma ciência ineficaz, mas também terrivelmente cruel”, disse a neurocientista da PETA US Emily Trunnell, em um comunicado enviado à Plant Based News .

“A PETA pede à Eli Lilly, à Pfizer e à Bristol-Myers Squibb que sigam a liderança da Johnson & Johnson e deixem de aterrorizar os animais dessa maneira.”

Futuro

O mundo está caminhando para ser mais compassivo com os animais. À medida que as pessoas tomam consciência dos horrores cometidos contra seres indefesos dentro de laboratórios, a demanda por produtos livres de crueldade aumenta.

Países e empresas estão cedendo a pressão do mercado e começam a trabalhar com alternativas éticas.

No setor alimentício, a Hershey’s e a Kellogg’s anunciaram o fim de testes em animais. Para cosméticos, a P&G fez uma parceria com a HSI para proibir que eles sejam usados na indústria da beleza. Recentemente, a Austrália aprovou uma lei que proíbe essa prática. Na Ucrânia, um projeto de lei semelhante está em andamento e a Índia deu um grande e importante passo anunciando o fim de testes em animais para pesquisas biomédicas.

Golfinhos salvam cão de afogamento ao gritar por ajuda

Foto: Pinterest/Reprodução

Foto: Pinterest/Reprodução

Golfinhos estão entre os animais não-humanos mais inteligentes do planeta, sua capacidade de cognição associada a sua sensibilidade e doçura os tornam seres especiais e únicos. Mas além disso tudo, eles ainda são solidários, se não fosse por eles a vida de um cachorro teria chegado ao fim.

Ninguém notou quando ou como o cão da raça dobermann caiu no canal de Marco Island, na Flórida (EUA). Sem humanos por perto, o destino do pobre cão parecia estar selado. Mas, então, de repente, magníficos golfinhos vieram em seu socorro.

Eles notaram que o cachorro estava lutando para sair da água, o que era praticamente impossível, já que estava preso no canal e as paredes que separavam a água da terra eram altas demais para serem escaladas.

O animal estava se debatendo e isso foi o suficiente para os golfinhos perceberem que ele estava com problemas.

O que esses golfinhos espertos fizeram em seguida foi inesperado e surpreendente. Todos eles começaram a fazer barulho ao mesmo tempo, juntos, esperando que alguém os ouvisse e viessem ver o que estava acontecendo.

“Na verdade, eles fizeram tanto barulho que algumas pessoas que moravam ali perto ouviram e se aproximaram para ver porque eles estavam sendo tão barulhentos”, relata Snackay. “Então eles viram o cão preso logo abaixo da parede, na água do canal.”

Em questão de minutos, após descobrir que o cachorro que estava se afogando, os bombeiros foram chamados e entraram em cena, retirando o dobermann da água. O cão aparentava estar muito assustado, com muito medo, pois o animal não conseguia parar de tremer, segundo informações do The Science News Reporter.

Segundo a equipe dos bombeiros, o cachorro passou cerca de 15 horas na água. É realmente incrível que ele tenha conseguido permanecer vivo por tanto tempo. O cão também estava desidratado porque ficou sem tomar agua e caso bebesse água salgada do canal apenas levaria a uma desidratação ainda mais grave.

Tanto as pessoas presentes ao resgate, como vizinhos e a própria equipe de salvamento estavam de acordo que, sem a ajuda dos golfinhos, o cão não teria sobrevivido

Há também muitos casos documentados de golfinhos salvando vidas humanas.

São esses animais notáveis, espertos e solidários que o ser humano mantém presos em cativeiros minúsculos de parques aquáticos, explorando suas habilidades para entretenimento, por dinheiro e os privando da possibilidade de percorrer o oceano, conviver entre os seus e desfrutar de sua liberdade.

Para conhecer a história do resgate do cão com a ajuda dos golfinhos clique aqui.

Cães e gatos precisam de cuidados especiais no outono

Foto: VIPADO/Reprodução

Foto: VIPADO/Reprodução

Hoje, dia 20 de março, começa oficialmente o outono. Para aqueles que estavam cansados do calor constante e das temperaturas altas, a mudança de estação representa um alívio. Com a promessa de um clima mais ameno e alteração na paisagem verde, com a queda das folhas de algumas árvores, a temporada traz renovação de cenários e sensações.

Embora se por um lado a queda do calor e o tempo mais fresco sejam bem-vindos, os tutores devem ficar atentos aos cuidados com seus animais, nessa época do ano.

Animais domésticos exigem alguns cuidados especiais para evitar doenças, principalmente as respiratórias e articulares.

A estação traz consigo dias mais frios e chuvosos. Quem tem cachorro precisa ficar atento pois a mudança de temperatura, com o ar mais frio nas madrugadas e manhãs, os peludos podem ficar suscetíveis a alguns probleminhas de saúde

O outono exige cuidados especiais com os animais de estimação

Animais idosos sofrem mais com a umidade e o frio característicos da estação, esses fatores aumentam os sintomas de dor em cães e gatos, principalmente nas juntas. O tutor precisa prestar atenção e caso perceba que seu companheiro de 4 patas está sofrendo deve levá-lo ao veterinário. Um profissional vai examiná-lo, indicando assim, o melhor tratamento.

A gripe é uma das principais ameaças trazidas pela mudança de tempo. Ela pode ser prevenida com a vacinação do animal. Outras infecções também podem acontecer em virtude da queda de temperatura.

Outra boa dica é usar roupas próprias para animais, principalmente, se o cão tem pelo curto. Também é bom evitar que o animal, mesmo agasalhado, durma em locais com correntes de vento e exposto ao sereno. No caso do banho, evite os horários bem matinais ou noturnos. E importante também não deixar o animal se secar sozinho ao vento.

Alguns pontos que devem ser observados:

– Alergias de outono

É comum os cães terem erupções alérgicas na pele durante o outono. Caso o cão tenha espirrado mais que o de costume, comesse a bufar, roncar e dar sinais de coriza, ele pode estar manifestando uma alergia ou rinite. Se houver suspeita de reação alérgica, o animal deve ser levado ao veterinário o quanto antes.

– Manter o cão ativo

Nos dias mais frios, muitas pessoas passam a levar seus cães para passear com menor frequência. É importante que o cachorro mantenha o mesmo nível de atividade que tinha no verão. Se o desanimo começar no outono, há chances de piorar no inverno, o que pode prejudicar o companheiro canino. O animal pode aproveitar o clima mais brando, cheirar as folhas que caem das árvores e, principalmente, manter os níveis de exercício e lazer, que são tão importantes para ele.

– Problemas oftalmológicos

Durante essa época do ano os problemas nos olhos dos animais também aumentam. O tempo seco reduz a quantidade de lágrimas produzidas, deixando-os mais vulneráveis à poluição, aos vírus e às bactérias. É importante manter a higiene da região dos olhos sempre em dia.

– Cuidado com carrapatos

A infestação de carrapatos nos cães é outra situação típica do outono. Isso acontece porque as pastagens ficam mais secas, favorecendo, e muito, a multiplicação da população desses parasitas. Portanto é preciso prevenir essa exposição, mantendo os animais mais afastados dos campos, pelo menos nesse período.

Comprimidos e medicamentos tópicos que protegem os cães e gatos de carrapatos e demais também são uma forma de proteger os peludinhos.

Seguindo essas dicas, é possível aproveitar o tempo fresco ao lado do amigo peludo de todas as horas. O importante é sempre estar atendo ao animal, e caso qualquer alteração incomum aparecer, tratá-la o quanto antes.

Espanha proíbe morte de touro durante torneio tradicional

Israel Lopez/Associated Press

O Supremo Tribunal rejeitou um recurso apresentado pela prefeitura de Tordesilhas, na Espanha, que argumentou que não havia razão para proibir a morte do touro durante o torneio.

A decisão definitiva proíbe que os populares matem o touro com lanças após persegui-lo pelas ruas da cidade. A lei também se aplica a práticas semelhantes, caso sejam realizadas em outras cidades da região.

O torneio

O Toro de la Vega é celebrado na terça-feira da segunda ou terceira semana de setembro, integrado nas festas de Nossa Senhora Virgem da Peña.

Antes de 2016, o torneio consistia numa perseguição a um touro – que começava na Praça de Tordesillas e terminava no rio Douro.

Nesse percurso, o animal era ferido com lanças por uma multidão. Caso o touro conseguisse passar os limites pré-definidos do percurso já não poderia ser morto.

Com a proibição, o touro Rompesuelas é lembrado como o último animal a morrer brutalmente na edição de 2015.

Desde então, o Toro de la Vega se transformou em uma corrida de touro normal pela cidade, no qual o animal não é morto em público.

O conselho local de Tordesilhas tentou argumentar que a legislação eliminou “a essência do rito popular que deu origem às touradas”.

Outro argumento alegou que “40 mil fãs” participaram do evento “em comparação com 100 ativistas”. Espantosamente, o conselho também argumentou que a morte do animal não diminuía sua dignidade, mas melhorava-a.

Os argumentos não forma aceitos e a Suprema Corte da Espanha pôs definitivamente fim à maneira tradicional de celebrar o Toro de la Vega. As informações são do El País.

Os ativistas

Silvia Barquero, presidente do PACMA, partido dos direitos dos animais da Espanha , passou anos lutando pela proibição da tortura e da morte do touro no festival Toro de la Vega.

Ela parabenizou-se pela proibição definitiva de uma prática que seu grupo acredita que “não está de acordo com as sensibilidades da sociedade de hoje.”

De acordo com Barquero, a decisão é a primeira vitória na luta para acabar com festivais similares relacionados às touradas .

“Toro de la Vega tornou-se apenas mais uma corrida de touro, que rejeitamos como fazemos com todas os outras”.

No Brasil a lei permite deixar até metade da herança para os animais

Pafúncio herdeiro do milionário Chiquinho Scarpa | Foto: Divulgação

“Cuidarei enquanto puder” – esse é o pensamento de muita gente que tem animais de estimação. Porém, dessa forma, esses tutores se comprometem apenas com o presente e não com o futuro de seus amados companheiros. É preciso ter em mente que muitos tutores, não importa a idade, morrem antes de seus cães e gatos, e os bens acabam indo, muitas vezes, para familiares que deixam os animais à própria sorte.

Além disso, nem sempre a família tem condições de assumir os animais do falecido e, aliás, nem tem obrigação, ainda mais quando são muitos os “órfãos de quatro patas”. Por isso é importante fazer um testamento designando, conforme a lei brasileira permite, até 50% da herança a uma pessoa ou entidade de confiança que possa cuidar dos animais. Os outros 50% ficam obrigatoriamente para descendentes, salvo casos em que essas pessoas possam ser deserdadas ou excluídas da herança.

Para ajudar os tutores a garantirem um futuro mais digno para os seus animais no caso de repentina e definitiva ausência, a ANDA entrevistou três advogados:

Wanderlyn Wharton de Araújo Fernandes

Advogado Membro da Comissão de Direito Civil da Associação Brasileira de Advogados – ABA/RN. Voluntário na Associação Caicoense de Proteção aos Animais e Meio Ambiente – ACAPAM

“No Brasil crescem casos em que bens lavrados em testamentos são destinados aos animais. O milionário paulista Chiquinho Scarpa, por exemplo, já declarou ter deixado altos valores ao seu cachorro Pafúncio. Somente pessoas físicas ou jurídicas podem ser herdeiras, descartando qualquer possibilidade testamentária direta ao animal. Contudo, o inciso III, do artigo 1.799, do Código Civil, possibilita a sucessão testamentária às fundações ou ONGs que lidam com animais. Os bens também podem ser deixados a uma pessoa incumbindo-a de cuidar dos animais”.

“O Código Civil limita em 50% a doação testamentária para garantir que os herdeiros necessários (descendentes, ascendentes e cônjuge) não fiquem desamparados após a morte do autor da herança. Na inexistência desses podem receber a herança os parentes de até 4º grau. E caso não sejam encontrados parentes nem mesmo distantes, o destino será a União”.

O advogado salienta que apenas uma minoria consegue destinar parte de seus bens aos animais por falta de conhecimento desse direito: “Precisamos de campanhas educativas que incentivem as pessoas a reconhecerem que o que foi adquirido em vida poderá ter uma destinação bem significativa a uma causa nobre e eficaz, após a sua morte”.

Chelsea e Tarka ficaram em santuário que recebeu 20 mil dólares| Foto: Divulgação

Lucas França Bressanin  – Advogado Membro da Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB de Presidente Prudente/SP

“A herança não pode ser deixada de forma direta para os animais porque no Brasil eles não são reconhecidos como sujeitos de direitos, mas uma pessoa pode ser nomeada para recebimento dos bens em troca de cuidar deles. O herdeiro fica sujeito a não usufruir desse patrimônio caso não cumpra as exigências estabelecidas pelo falecido”.

“O testamento precisa ser registrado em cartório para que tenha toda segurança jurídica, não sendo recomendado o testamento de gaveta, que pode trazer inúmeras discussões jurídicas e divergências sobre sua validade e conteúdo”.

“Portanto, aconselho aqueles que detém animais explanar em testamento o seu desejo ou, como no meu caso, que amo e vivo a proteção animal em meu dia a dia, deixar isso clarividente para seus familiares e amigos, o que fará com que cuidem de meus animais como se deles fossem, me dando a mais absoluta segurança que estarão com ótimos e amorosos tutores”.

O advogado salienta que são bem comuns os casos em que, por ausência de testamento, os familiares se desfazem dos animais abandonando-os e até mesmo praticando maus-tratos.

Drew Barrymore com sua herdeira Flossie | Foto: Divulgação

Antônio Delgado  – Advogado em Portugal e diretor da Miau Magazine

“Em Portugal existe um mecanismo legal que assegura o futuro de um animal de estimação após a morte do seu tutor. A lei portuguesa define, como limite, que dois terços estejam reservados para os filhos e cônjuge. Portanto, o autor da sucessão pode deixar um terço da herança a alguém sob a condição dessa pessoa se comprometer a cuidar do animal. Ela só poderá administrar esses bens (dinheiro, móveis ou imóveis) a favor do animal”.

Gatinha de Lagerfeld ficará com herança?

O tema de herança deixada para os animais reacendeu em todo o mundo com a notícia de que a gatinha Choupette teria herdado 195 milhões de dólares do estilista Karl Lagerfeld por ocasião de sua recente morte, mas não poderia ter sido designada como herdeira segundo as leis francesas.

Na França, assim como em muitos países, os bens só podem ser designados a pessoas físicas e jurídicas, parentes ou não do falecido, e o fato da Choupette ser citada como herdeira direta poderia causar o anulamento do testamento.

“Sabe-se que o estilista não tem filhos biológicos e, de família direta, apenas se conhece uma irmã e uma meia-irmã com as quais não falava há décadas. Aliás, Lagerfeld disse mesmo ao New York Times que a sua verdadeira família eram os modelos e assistentes com quem trabalhava”, comenta o advogado Antônio Delgado.

Gail Posner com Conchita, uma de suas herdeiras | Foto: Divulgação

“Assim, perante este cenário, o familiar mais próximo seria o afilhado Hudson Kroenig. Filho de Brad Kroenig, um dos modelos preferidos de Lagerfeld, Hudson tornou-se, desde muito cedo, uma companhia habitual de Lagerfeld nos desfiles, nos quais estreou com apenas 2 anos. Esse rapaz perfilava-se como um dos herdeiros do estilista”, diz Delgado. Portanto, Choupette, embora milionária, dependerá dos cuidados dos herdeiros reconhecidos pela lei francesa.

Se fosse na Alemanha, por exemplo, toda a fortuna poderia ser deixada para alguém que se incumbisse de cuidar de Choupette por toda sua vida. Foi o que fez a condessa alemã Carlotta Liebenstein, em 1991, deixando a seu pastor alemão Gunther III, 60 milhões de dólares. Ele ficou aos cuidados de dois funcionários da condessa. Gunther IV, filho do pastor da condessa, herdou do pai outra fortuna, sabiamente multiplicada pelos herdeiros humanos, e é hoje considerado o animal mais rico do mundo com 372 milhões de dólares.

Freddie Mercury, da banda Queen, destinou boa parte de sua herança a sua amiga Mary Austin em testamento e, principalmente, a mansão onde ficavam seus gatos. Outras celebridades pelo mundo afora também já manifestaram publicamente seus desejos de deixarem os animais de estimação com uma farta conta bancária. É o caso da apresentadora Oprah Winfrey que já destinou 30 milhões de dólares aos seus cães e da atriz Drew Barrymore que deixará para sua cadelinha Flossie um imóvel avaliado em US$ 3 milhões.

Gunther IV, cão mais rico do mundo | Foto: Divulgação

Vagner Ramires Bittencourt, de Suzano (SP) e amante de gatos, diz: “Creio que a lei brasileira a respeito de herança é justa perante o desejo do falecido demonstrado em testamento, desde que ele siga algumas regras para não ter sua vontade anulada por escolhas estapafúrdias. A vontade testamentada tem que estar dentro das regras da lei, pois, um testamento mal elaborado pode ser nulo conforme o entendimento do juiz”.

“O correto para não prejudicar os bichos e ter a certeza da feitura de sua vontade é registrar devidamente em cartório. Eu, por exemplo, não tenho bens e sobre o pouco que tenho já deixei minha vontade revelada a entes queridos. Já decidi quem ficará e cuidará de meus gatos. Como não envolve valores financeiros, deixo-os pelo amor que os meus escolhidos têm pelos animais”.

Sandra Bond, de Portugal, também prefere não fazer um testamento formal: “Não pretendo deixar testamento a beneficiar os meus animais. Para quem ficariam os meus bens após a morte do animal? O que pretendo é preparar a minha partida de forma a deixar os meus animais bem entregues, se os tiver, no dia em que partir, pois, infelizmente, o que mais vejo aqui em Portugal são donos que amam os seus animais, mas que quando partem as famílias não respeitam esse amor e os abandonam”.

Tommaso herdou fortuna de viúva italiana | Foto: Divulgação

Herdeiros peludos

2017

A escritora americana Ellen Frey-Wouter morreu aos 88 anos, em Nova York. Não tinha filhos e deixou parte de sua herança para Troy e Tiger, seus gatinhos de estimação por meio de duas de suas cuidadoras. Eles ficaram com US$ 300 mil da herança total de US$ 3 milhões.

2015

A cachorrinha de três anos, Mia, herdou cerca de quatro milhões de reais após a morte de Rose Ann Bolsany, aos 60. A tutora chamava Mia de “presente de Deus”.

Glenda Taylor DeLawder, dos EUA, deixou todo seu patrimônio, de 1,2 milhão de dólares, para ajudar os cães e gatos do condado de Carter, onde viveu.

Bob Wetzell determinou que seus bens fossem vendidos e o dinheiro doado para o abrigo da Animal Welfare League, no Condado de Champaign.

2011

O gato Tommaso herdou de sua tutora, uma viúva de 94 anos, 24 milhões de reais após a morte dela na Itália. Uma enfermeira foi a nomeada para herdar o montante já que gostava muito de gatos, ajudava uma instituição de felinos e havia conhecido a viúva pouco antes de sua morte.

Rose e sua herdeira canina Mia | Foto: Divulgação

2013

O advogado Brian Russell Kirchoff, EUA, não tinha familiares e deixou 800 mil dólares em testamento à ONG Marin Humane Society que resgata felinos das ruas. Seus dois gatos, Chelsea e Tarka ficaram aos cuidados de um santuário de felinos na cidade de Santa Rosa que recebeu 20 mil dólares para cuidar deles. Na época o casal de gatos já tinha 18 anos e faleceu poucos anos depois. O curioso é que o testamento, de seis páginas, foi escrito à mão e assinado por Brian como ele gostava de ser chamado, ou seja, de “pai de gatos”.

2010

A milionária Gail Posner morreu aos 67 anos deixando para seus três cães 21 milhões de reais e uma mansão em Miami. A fortuna foi designada aos funcionários garantindo-lhes volumoso salário enquanto cuidassem dos animais. Seu filho, o cineasta Bret Carr, ficou com 1,7 milhão de reais.

2007

Leona Helmsley, dona de um império imobiliário nos EUA, deserdou os dois netos e deixou 12 milhões de dólares para o cachorro Trouble. Ela designou a irmã para cuidar de seu amado cachorro e a recompensou com um “cachê” de 10 milhões para uso pessoal.

2003

A inglesa Margareth Layne, de 89 anos, deixou 160 mil dólares para seu gato Tinker, além de uma mansão avaliada em 700 mil euros. A fortuna foi passada para um casal de vizinhos que também tinha dois gatos. Todos passaram a viver na mesma casa.

Choupette, gatinha do estilista Karl Lagerfeld, em propaganda de carro | Foto: Divulgação

Atenção à lei brasileira sobre testamento:

  • O testamento só tem efeito sobre 50% da herança e nele a pessoa pode destinar essa parcela de seus bens a uma pessoa ou instituição que cuide de seus animais
  • Os outros 50% da herança serão obrigatoriamente destinados ao cônjuge e descendentes
  • Se não existirem herdeiros, metade da herança atenderá o testamento e a outra metade ficará com a União
  • Herdeiros podem ser excluídos ou deserdados. Exemplo de exclusão é o caso de Suzane Von Richtofen, acusada de matar barbaramente os pais. Já a deserdação deve constar do testamento com a apresentação dos motivos
  • Para a partilha dos bens é preciso a análise do testamento e o inventário (levantamento do patrimônio da pessoa falecida). Após a conclusão do inventário tem início a partilha de bens. Quando a partilha é amigável não é necessário recorrer ao Judiciário, sendo apenas recomendável o acompanhamento de um advogado

*Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

 

China anuncia fim do uso de animais em testes de cosméticos

A China anunciou que os testes de cosméticos pós-venda no país não vão mais incluir animais

O anúncio – feito pela Associação Nacional de Produtos Médicos da Província de Gansu – encerra o teste de cosméticos pós-comercialização com uso de animais para todos os produtos importados e para os produzidos internamente.

A organização internacional de bem-estar animal Cruelty Free International (CFI) aplaude a notícia como um “passo importante” para acabar com os testes em animais em todo o mundo.

No passado, a China era conhecida por testar produtos nacionais e internacionais em animais, depois de terem chegado ao mercado.

“Esta garantia das autoridades chinesas de que testes pós-venda em animais não são agora uma prática aceitável é um enorme passo na direção certa, além de uma notícia muito muito bem-vinda”, disse Michelle Thew, presidente-executiva da CFI, em um comunicado.

Ela acrescentou que, embora isso não significa que as empresas de cosméticos possam importar para a China imediatamente e serem declaradas livres de crueldade, a organização está “encantada” com o progresso do país.

“Esperamos que isso abra o caminho para a mudança completa da legislação atual, que irá beneficiar empresas livres de crueldade, o consumidor chinês, além de milhares de animais ”, continuou Thew.

A China tem dado passos em direção oposta aos testes com animais em cosméticos há algum tempo.

Em outubro de 2018, o Instituto Nacional de Controle de Alimentos e Medicamentos anunciou que estava pesquisando “alternativas viáveis” para testes com animais em cosméticos, observando que o desenvolvimento e a pesquisa de métodos livres de crueldade eram uma das principais prioridades da organização.

Um futuro com cosméticos livres de crueldade parece cada vez mais real na proporção que mais e mais países tomam medidas para proibir essa prática.

No início deste ano, a Austrália aprovou um projeto de lei que proibia completamente os testes com animais em cosméticos.

De acordo com a nova lei, a Austrália não vai mais considerar os resultados de testes em animais como evidência da segurança de um produto.

Isso significa que todas as marcas de cosméticos no país são obrigadas a mostrar a eficácia e segurança de seus produtos sem o uso de animais.

O movimento foi elogiado pela ONG que atua pelo bem-estar animal Humane Society International. Hannah Stuart, gerente de campanha da ONG, disse que “Esta proibição reflete tanto a tendência global de acabar com a crueldade dos cosméticos quanto a vontade do público australiano, que se opõe ao uso de animais no desenvolvimento de cosméticos”.

Nota da Redação: em Ciência, a exploração de animais para testes científicos é empregado basicamente em três situações:

Situação 1: quando os animais são usados para o desenvolvimento de um ingrediente ou produto, o objetivo é averiguar a eficiência de um dado ingrediente ou produto, a sua segurança, a sua performance físico-química, cinética e outras propriedades que podem tornar o ingrediente interessante na pesquisa e no comércio.

Situação 2: uma vez desenvolvido um ingrediente ou um produto, testá-lo antes de submetê-lo ao crivo de agências regulatórias de um país, de um estado ou de uma cidade. Normalmente, o poder público exige que os produtos, os ingredientes, colocados em circulação passem por algumas comprovações, supostas comprovações, de segurança sanitária, segurança cosmética e segurança farmacêutica.

Situação 3: diante do risco ou suspeita de que um determinado produto possa estar causando mal ao seu público consumidor, por exemplo, no caso de surto de reações alérgicas em pessoas que estão usando determinado batom, esse produto é recolhido e submetido a testes de segurança sanitária, cosmética e farmacêutica, para averiguar se esse surto alérgico é decorrente do uso de determinado batom, seja pelo produto propriamente dito ou pelo consumo de seus ingredientes.

Essa terceira situação é normalmente utilizada em casos excêntricos, quando existem indicativos que algo de errado está acontecendo junto ao consumidor. Na China, a situação é diferente, porque eles fazem esse tipo de averiguação mesmo que não haja nenhum indicativo de mal-estar ou qualquer anomalia do uso de um determinado produto. É esse tipo de prática, essa retirada de lotes dos produtos em circulação que já foram testados, que a prática que a Associação Nacional de Produtos Médicos da Província de Gansu, na China, anunciou que provavelmente será abolida num futuro próximo. Obviamente isso precisa ser regulamentado, precisa ser instituído na forma de lei, mas é esse tipo de mudança que a China anunciou no que fiz respeito ao uso de animais em testes cosméticos.

É um pequeno passo, talvez seja um passo que não faz muito sentido para a comunidade ocidental, haja vista que nós brasileiros não fazemos isso, salvo em casos excepcionais de verificação de reações alérgicas ou inflamatória diante do consumo de algum produto, mas como na China isso é feito tradicionalmente, a abolição dessa prática em um país onde existe 1,2 bilhões de consumidores é significativa.

O ocidente pode achar um pouco estranho que essa prática seja feita na China, mas, como estamos falando de um país gigantesco, isso significa que muitos animais a menos serão usados nesse tipo de procedimento. É esse pequeno avanço para o ocidente, mas um grande passo para o oriente que deve ser comunicado e aplaudido.

Elefantes são obrigados a participar de corridas em festival

Foto: AFP/Divulgação

Foto: AFP/Divulgação

Mahout Y Hoi Bya senta em cima de um elefante, bate no animal vigorosamente com um pedaço de galho de árvore, incitando-o a correr rumo a linha de chegada, estas são cenas da corrida de elefantes Buon Don no planalto central do Vietnã.

Os moradores locais dizem que a corrida é uma celebração de “reverência” aos animais, tradicionalmente considerados como membros da família nesta parte do Vietnã, mas os grupos de bem-estar animal pedem o fim do festival, que afirmam ser cruel e ultrapassado.

Normalmente realizado a cada dois anos, o festival de elefantes Buon Don, considerado convenientemente um grande evento turístico pelas agências de viagem e passeios, apresenta partidas de futebol, sessões de natação, um desfile e um buffet para os animais, culminando com uma corrida muito esperada, com cerca de 10 animais competindo, que acontece nos dois últimos dois dias do evento.

Y Hoi diz que os sucessos consecutivos do elefante que ele monta, chamado de Kham Sinh, na corrida renderam a ele e ao animal um lugar de destaque em sua aldeia na província central de Dak Lak, lar de muitos dos elefantes sobreviventes no Vietnã.

“Ele muitas vezes chega em primeiro lugar na competição de corrida de elefantes”, disse o rapaz, que começou a cuidar de elefantes quando era menino.

A alimentação do elefante é a base de bananas e cana de açúcar, principalmente antes das competições, para aumentar sua disposição e força, conta Y Hoi, que é membro do grupo minoritário da etnia Ede, à AFP.

Foto: AFP/Divulgação

Foto: AFP/Divulgação

Uma alimentação forçadamente calórica motivada pela exploração nas corridas cujo prêmio principal é de 130 dólares.

O festival atrai centenas de espectadores, assim como ativistas pelos direitos animais, que alertam que os elefantes não devem ser forçados a trabalhar longas horas sob o sol quente, e depois espancados com paus durante a corrida.

“Esse é um dos mais altos níveis de crueldade contra os animais, especialmente porque é uma forma de entretenimento humano”, disse Dionne Slagter, da ONG Animals Asia.

Dione ficou feliz em ver menos elefantes participando das festividades deste ano, apenas 14 contra dezenas de animais nos anos anteriores, mas espera que as autoridades adotem uma abordagem mais ética em relação ao turismo animal no futuro.

A Animals Asia lançou no ano passado os primeiros passeios turísticos éticos envolvendo elefantes do Vietnã, oferecendo aos visitantes a oportunidade de ver os animais que a ONG resgatou e que vivem no parque nacional.

Mais de 80 elefantes no Vietnã ainda são mantidos em cativeiro, geralmente usados para passeios de elefante (turistas montados nas costas dos animais), uma forma de exploração cruel e árdua que tornou a maioria deles inférteis atualmente.

Os restantes 100 a 150 elefantes selvagens também mostraram poucas chances de aumentar a população da espécie.

O festival deixou alguns espectadores, como Vu Tran Minh Anh, com sentimentos contraditórios.

“Eu não achava que os elefantes pudessem fazer tantas coisas como jogar futebol, correr e nadar”, disse o estudante à AFP.

“Mas eu sinto pena dos elefantes”, desabafou ele.

Foto: AFP/Divulgação

Foto: AFP/Divulgação

Extremamente inteligentes e com uma capacidade de cognição que está entre as maiores do planeta, os elefantes são capazes de criar laços duradouros, viver em família, além de serem sencientes, ou seja, capazes de sentir amor, tristeza, dor, solidão e compreender o mundo seu redor.

Reduzi-los a objetos de entretenimento humano, montando em suas costas, obrigando-os a correr, jogar futebol e outras atividades antinaturais para eles, além de ser uma crueldade atroz é também um ato de extrema violência contra a dignidade desses animais, que segundo o _The Great Elephant Census_ correm o risco de extinção total até 2025, caso os números da espécie continuarem a cair no ritmo em que estão diminuindo atualmente.

Populações de girafas caem cerca de 40% na África

Foto: AP Photo/Michael Probst

Foto: AP Photo/Michael Probst

Medidas urgentes são necessárias em caráter de urgência em relação ao comércio internacional de ossos e pele de girafa, de acordo com uma coalizão de países africanos.

Populações de girafas caíram até 40% nos últimos 30 anos, em consequência da caça, perda de habitat e conflitos humanos que atingiram grande parte de sua área de circulação e habitação, de acordo com o jornal The Independent.

Mas, enquanto o comércio de produtos de elefantes e rinocerontes enfrentam controles cada vez mais rígidos, a “extinção silenciosa” das girafas até agora tem sido negligenciada.

Ativistas alertam que a enxurrada de troféus de caça, ornamentos de ossos de girafas e comércio de peles tem contribuído para a sua morte.

Um grupo de 30 estados africanos preocupados com a situação está fazendo pressão para que as girafas recebam proteção especial sob o CITES, um tratado internacional que controla o comércio de espécies ameaçadas de extinção.

Os membros da Coalizão de Elefantes Africanos – incluindo estados de ocupação de girafas, como Quênia, Chade e Níger – estão pedindo à UE que apoie sua proposta.

Abba Sonko, líder das atividades da CITES na coalizão representando o Senegal, disse que um item (apêndice II) da regulamentação já estabeleceria “o tão necessário controle” sobre o comércio internacional de produtos de girafa.

“Queremos fazer tudo o que pudermos para ajudar a proteger as girafas em nossos países e impedir a extinção da espécie”, disse ele. “A extinção das girafas já se tornou uma realidade no Senegal, infelizmente.”

Do jeito que está, o grupo não deve convencer a maioria necessária de dois terços na próxima reunião da CITES em maio para apoiar o movimento, mas o apoio do bloco europeu pode fazer a campanha ganhar força.

“A EU (União Europeia) é um influenciador de peso para que qualquer proposta seja aprovada”, disse o especialista em tráfico de vida selvagem pela Humane Society Internacional, Adam Peyman, que apoia a proposta.

A classificação da CITES não significa uma proibição total do comércio de produtos de girafa, mas permitiria que as autoridades rastreassem seus movimentos e garantissem que eles não estivessem contribuindo para o declínio das populações selvagens.

Até agora, a relutância da UE em apoiar a medida baseia-se, em parte, na falta de apoio de todos os países africanos e no fato de que o comércio de partes de girafas geralmente se origina em nações onde as populações são relativamente estáveis.

No entanto, a HSI disse que há evidências de produtos de girafas sendo transferidos de países com baixa população (de girafas) para países com população elevada antes de serem enviados para mercados estrangeiros.

Durante a última década, 40 mil itens de partes de girafa foram exportadas para os EUA, as investigações também revelaram demandas no Reino Unido e em outras partes da Europa.

Ao contrário de outros produtos exóticos, como o marfim – que tem sido objeto de proibições muito rigorosas no Reino Unido e na UE – os ossos e a pele de girafa não estão sujeitos a controle.

“A demanda por partes de girafa têm aumentado exatamente porque não há regulamentações protegendo esse animal – são itens fáceis de serem obtidos, você não precisa de uma permissão ou qualquer coisa para comprá-la”, disse Peyman.

A Comissão Europeia e os estados membros estão avaliando seu apoio potencial à proposta, com um prazo estabelecido para o final de março.

Porca come os filhotes após anos de exploração em fazenda de criação

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Porcos explorados pela indústria de criação, são mantidos em condições precárias e muitas vezes sofrem durante toda a vida. Fazendas de reprodução forçada são verdadeiras fábricas de animais e chegam a manter até 10 mil porcos em caixas de gestação individuais desconfortáveis e apertadas, que mal permitem que os animais se movimentem. As porcas são mantidas desta maneira com o objetivo de procriar indefinidamente, suportando condições estressantes e em um ambiente insalubre.

Princesa, uma porca de 14 anos sofreu em uma situação como as descritas acima por mais de uma década. Ela era obrigada a ficar em uma baia escura, sozinha, onde não fazia nada além do que se reproduzir ao longo de todos esses anos.

Sem nunca ter visto a luz do sol, nem sentido um toque amoroso ou sequer ter a dignidade de um nome antes de ser resgatada, a porquinha sofria diariamente. Inevitavelmente, sua saúde mental foi se deteriorando e quando ela deu à luz recentemente a doze leitões, ela matou oito deles.

O fazendeiro que mantinha Princesa nessas condições cruéis conhecia Caitlin Cimini, fundadora do “Rancho Relaxo” (abrigo pra animais), que muitas vezes pedia a ele para deixá-la salvar a Princesa e levando-a dali. Ele finalmente concordou após este trágico incidente, quando ficou claro que a porca não serviria mais para os propósitos dele: ganhar dinheiro.

Quando Cimini encontrou Princesa restava apenas um filhote sobrevivente dos doze (o outro se afogou em uma tigela de água e dois nasceram mortos), ela sabia que precisava salvar o bebê também. Além das condições precárias de saúde mental de Princesa, a porca é portadora de necessidades especiais, ela é cega. Portanto, ambos exigiriam muita atenção e cuidado, coisa que um abrigo comum não poderia oferecer. A equipe do Rancho Relaxo então entrou em contato com o santuário Arthur’s Acres, que se prontificou a receber mãe e filho.

Agora, o Arthur’s Acres está proporcionando à princesa o amor e a atenção que ela nunca recebeu. A equipe do santuário deu a ela esse belo nome. Enquanto isso, Pistache, o único filhote sobrevivente, se desenvolve bem no Rancho Relaxo. Ele aprendeu a usar a caixa de areia em seu segundo dia, reorganizou seu cercadinho sozinho e se comunica de maneira excelente.

Foto: Arthur's Acres Sanctuary

Foto: Arthur’s Acres Sanctuary

Princesa e seu filho tiveram um final um final feliz. Pistache nunca saberá o tipo de sofrimento que sua mãe suportou, e Princesa viverá o resto de sua vida em segurança e desfrutando de uma paz que nunca conheceu antes.

Santuários como Rancho Relaxo e Arthur’s Acres existem para salvar a vida desses animais que merecem muito mais do que o tratamento exploratório e cruel a que são submetidos pela indústria de alimentos.

Para mãe e filho, a tortura, a exploração e a crueldade acabaram, mas existem milhões de porcos passando por sofrimentos atrozes em fazendas de criação e produção de embutidos e carne por todo o mundo.

Capazes de sentir, amar, sofrer, compreender e considerados pelos cientistas criaturas dotadas de inteligência ímpar, esses seres sencientes permanecem indefesos perante os interesses calculistas que movem os seres humanos.