uma chinchila com as patinhas no nariz

Sérvia aprova lei que proíbe fazendas de peles de animais

A lei que trará um fim para essa prática cruel na Sérvia acaba de entrar oficialmente em vigor, poupando a vida de 12 mil chinchilas por ano, os únicos – e últimos – animais criados exclusivamente por causa de sua pele no país.

uma chinchila com as patinhas no nariz

Foto: Fur Free Alliance

A Lei de Bem-Estar Animal de 2009, aprovada há uma década, proibiu a criação de peles em um período de transição de 10 anos. De acordo com a Fur Free Alliance, uma coalizão internacional de mais de 40 grupos de proteção animal, a vitória vem depois de anos de intensas batalhas legislativas. Defensores do uso de pele de animais insistiram mais em 2018, culminando em um debate durante uma sessão pública pedindo o cancelamento da lei em junho de 2018.

“Há 15 anos, a Freedom for Animals defende uma Sérvia livre de peles, avançando e apoiando a legislação para abolir essa exploração brutal de animais”, disse Snezana Milovanovic, diretora da organização sérvia Freedom for Animals, em comunicado.

“Com a aplicação da Lei de Bem-Estar Animal de 2009, que torna ilegal manter, reproduzir, importar, exportar e matar animais apenas para a produção de peles, uma grande vitória é finalmente alcançada. Esta proibição não só é importante para os animais explorados pela indústria de peles na Sérvia, mas também para toda a região sudeste da Europa, e representa um importante passo pelos direitos animais em todo o mundo.”

Chinchilas, roedores nativos da Cordilheira dos Andes no norte do Chile, são os únicos animais criados para peles na Sérvia. Suas vidas são gastas em pequenas baterias de gaiolas, privando os animais de realizarem comportamentos naturais, como correr e pular.

Estudos mostraram que a automutilação pelo estresse e a mortalidade infantil são comuns em fazendas de peles de chinchila. Embora as chinchilas sejam protegidas em seu habitat como uma espécie em extinção, milhares são mortas a cada ano em nome da indústria da moda.

A Sérvia se une a outros 14 países europeus em proibições desse nível. No ano passado, a Noruega baniu essa prática retrógrada, efetivamente fechando 300 fazendas de peles e salvando a vida de milhares de visons e raposas. Outras nações que proibiram fazendas de peles incluem Alemanha, República Tcheca, Bélgica, Luxemburgo e Suécia

As proibições também estão na agenda parlamentar na Polônia, Irlanda, Lituânia, Dinamarca e Estônia.

Califórnia proíbe venda de cães, gatos e coelhos em pet shops

Com a nova lei estadual, os pet shops da Califórnia só poderão vender gatinhos, coelhos e filhotes de cachorros se eles vierem de uma organização de resgate.

Foto: Depositphotos

A AB 485, que entrou em vigor na última terça-feira, fez da Califórnia o primeiro estado a implementar as novas regras estritas em pet shops. Os varejistas são proibidos de vender cães, gatos ou coelhos a menos que o animal tenha sido obtido de uma agência pública de controle de animais ou abrigo, sociedade humana, sociedade para a prevenção de crueldade contra animais ou um grupo de resgate que tenha um acordo cooperativo com pelo menos um abrigo privado ou público.

Segundo a NBC San Diego, Suna e Mitch Kentdotson estavam visitando a SD Humane Society para adotar um novo gatinho no fim de semana. Eles disseram que gostariam que o estado restringisse os criadores negligentes de lucrar com a venda de cachorros e gatinhos.

“Eu acho que é melhor resgatar esses animais para que eles não reproduzissem em ciclos tão frequentes em locais onde esses animais são criados de forma super desumana”, disse Suna Kentdotson.

“A nova lei tira a ênfase do lucro dos animais e a coloca novamente em cuidar e deixar esses cães e gatos em um bom lar”, disse Mitch Kentdotson.

O condado de San Diego tem alguns pet shops, incluindo Filhotes da Broadway, em Escondido, que tem uma filial na National City.

Segundo o site da empresa, eles só trabalham com criadores licenciados responsáveis. A partir de agora, eles só poderão vender animais domésticos de abrigos.

A Humane Society disse que nenhuma loja de animais de varejo local entrou em contato para falar o assunto. Mas mesmo que o faça, a Humane Society não tem certeza de que seria parceira das lojas.

“Não estamos preparados para fazer isso sozinhos, porque temos um programa de adoção bem robusto”, disse MacKinnon.

A organização enviou cartas a todas as lojas locais, lembrando-as da nova lei, que não afeta a venda de cães, gatos ou coelhos diretamente dos criadores.

A San Diego Humane Society será uma das organizações locais que monitorará os pet shops para garantir que eles sigam as novas regras.

O Dia Mundial da Paz traz reflexão sobre as guerras humanas em contraste com a harmonia entre os animais

Foto: Pinterest

Animais vivem em harmonia entre si, ao contrário dos seres humanos, e celebram as paz entre as espécies | Foto: Pinterest

Dia 01 de janeiro, além das comemorações pelo novo ano que se inicia comemora-se também o dia mundial da paz. Criada pelo papa Paulo VI em 1968, apesar de ser uma data do calendário católico, o religioso pregava que o evento só teria o efeito desejado se fosse comemorada em todas as religiões, no mundo todo, por todos os povos independente do credo, cor da pele, posição social ou econômica.

Segundo a visão do próprio criador da data, a paz envolve a colaboração e o envolvimento de todos. Harmonia, equilíbrio, bondade, compaixão, paciência e amor ao próximo são alguns dos ingredientes indispensáveis para se conseguir estabelecer e manter a paz entre os povos.

Sobre esses itens os animais tem uma ou mais lições a ensinar aos seres humanos.

Entre os animais não há guerras, pelo menos não como as humanas, um animal apenas agride ou ataca o outro para defender-se, em caso de se sentir ameaçado (ou manter posição de liderança) ou para alimentar-se (predação), isso quando não se alimentam apenas de plantas. Extremamente solidários, jamais abandonam seus companheiros doentes, como tantos exemplos nos mostram, pelo mundo selvagem e doméstico, de amizade e lealdade. Cães tentando ressuscitar seus amigos mortos, cavalos reunindo-se sobre o companheiro desmaiado até que ele se levante, elefantes protegendo-se mutuamente, leoas dando a vida por seus filhos, hipopótamos filhotes morrendo em defesa da vida de suas mães. Golfinhos tentando libertar outros que se prendem em redes, baleias que choram a morte ou a separação de seus filhotes. O caso da girafa macho que permaneceu fiel ao lado e a espera de sua companheira fêmea ao vê-la presa em uma cerca e impossibilitada de sair, até que o socorro chegasse e ela fosse libertada. E esses são só os exemplos que as câmeras foram capazes de captar, quantos outros não ocorrem diariamente e aos quais não temos acesso?

Elefantes asiáticos ou africanos, por exemplo, são animais capazes de formar profundos laços sociais (mais profundos até que os dos gorilas, conforme estudo), com memória incomparável e estrutura familiar sólida, fazendo inclusive as refeições juntos. Outro exemplo claro são as abelhas, que vivem em estruturas sociais complexas e cheias de funções, todas hierarquizadas, em perfeita harmonia.

Os animais apresentam cuidado parental, interação com os demais, capacidade de responder a estímulos, de sofrer, de amar, de sentir.

Animais se protegem, cuidam uns dos outros, a comida é para todos, o abrigo é compartilhado, os perigos são enfrentados juntos e os filhos são criados livres e entre todos. Não há preconceito, religião, disputas motivadas por ganância ou inveja.

Companheirismo, solidariedade e amor incondicional, estas são só algumas das lições que os animais podem nos ensinar | Foto: Flickr

Companheirismo, solidariedade e amor incondicional, estas são só algumas das lições que os animais podem nos ensinar | Foto: Flickr

Alguns alegam que é porque os animais têm capacidade inferior à dos homens, a essa crença chamamos especismo. Ela é a responsável pelo abuso e exploração a que estão submetidos os animais pelo homem. A maioria dos seres humanos é especista acreditando que os homens são superiores aos demais habitantes do planeta e por isso pode fazer o que bem entender com eles, inclusive matá-los, explorá-los e se alimentar deles.

Essa tão celebrada inteligência e capacidade de raciocínio do ser humano, usada como motivos de supremacia sobre os demais e também em defesa da exploração dos animais, foi inclusive a responsável pela criação das armas, físicas, nucleares e biológicas, todas com o único intuito de matar. Insatisfeitos com o poder limitado dos rifles, revólveres e metralhadoras, os homens desenvolveram os canhões, bombas de hidrogênio, misseis e bombas atômicas: as definitivas. Poder de destruição incomparável.

Tamanha sanha por dominação e poder só trouxe guerras e mais guerras. Atualmente existem 13* guerras acontecendo pelo mundo, envolvendo disputas por territórios, entre países, com separatistas e guerras civis e religiosas.

A única guerra que os animais enfrentam, numa disputa desigual de forças e onde são as maiores vítimas é contra a humanidade. Nesse conflito saem sempre perdedores: são oprimidos, usados, caçados, mutilados, enganados, trancafiados, e mortos.

Disso conclui-se que a paz é mais que um status territorial, é um estado de espírito, um comportamento e uma conquista e para alcançá-la os seres humanos precisam aprender muito ainda com os animais.

*Entre estados: Coreia do Sul e do Norte, Índia e Paquistão / Civil: Síria, Iêmen, Sudão do Sul, Iraque, Afeganistão, Líbia / Território: Rússia e Ucrânia, Turquia e curdos, Israel e Palestina / Separatista: Al-Shabab, Boko Haram
Fonte: Global Conflict Tracker, do Conselho de Relações Internacionais dos EUA