Camelos são amarrados e içados por guindastes em mercado de animais no Sudão

Foto: AFP/Getty Images

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Animais não são produtos para serem comercializados, são vidas, seres capazes de sentir, sofrer, criar laços e compreender o mundo ao seu redor. Mas o ser humano insiste em precificar, vender e comprar esses seres, condenando-os à vidas de escravidão e sofrimento por lucro e ambição desmedidas.

A indústria do comércio de camelos do Sudão é um exemplo flagrante dessas cruéis transações comerciais. O negócio permaneceu estável, apesar da recente agitação política do país, que viu Omar al-Bashir afastado após três décadas governando o país com mão de ferro, segundo informações do Daily Mail.

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Comerciantes de toda a nação africana visitam diariamente o mercado de camelos de El Molih, na cidade de Omdurman, a oeste da capital Cartum, para comprar e vender grupos inteiros do animal do deserto.

Alguns camelos são enviados para matadouros de carne, enquanto aqueles que são considerados “superiores” são exportadas para países do Golfo, como Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, para participar de corridas que envolvem apostas de milhões de libras.

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Transportar o animal imenso é uma tarefa difícil, agora os comerciantes estão usando um guindaste móvel para levá-los até os caminhões.

As fotografias recentes mostram um dia normal no mercado de animais, onde camelos são içados por um guindaste móvel, com as patas dianteiras e traseiras fortemente amarradas para restringir seus movimentos.

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Os animais do deserto, notavelmente aterrorizados, são então transportados para a parte de trás de carrocerias de caminhões com destino ao Egito, Israel ou nações do Golfo.

O preço de cada camelo depende da finalidade da venda do animal.

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Um camelo vendido para a indústria de carne tem seu valor fixado em 60 mil a 90 mil libras sudanesas (cerca de 5 mil reais).

Mas os camelos destinados às corridas nos países do Golfo podem ser vendidos por até 1,5 milhão de libras sudanesas (em torno de 120 mil reais) cada.

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Após a deposição de al-Bashir em abril, muitos comerciantes de camelos nem perceberam a maior agitação política do país em décadas.

Ahmed Mohamed Ahmed, vendedor de camelos, disse: “Com ou sem Bashir, este país é o mesmo para nós”.

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“Tudo o que estamos interessados em saber é se o preço dos animais sobe ou desce”, acrescentou.

Ali Habiballah, 52, outro comerciante de camelos, disse: “Que protestos? Temos tudo o que precisamos no deserto – água, comida e animais, não temos exigências”.

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Seu filho acrescentou: “Não nos importamos com política. Eu nem vou a Cartum (capital do país)”.

O Sudão foi abalado pela primeira vez pela crise política desde 19 de dezembro, quando os protestos contra a triplicação dos preços do pão eclodiram contra o então governo de Bashir.

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Burros são chicoteados, espancados e forçados a carregar turistas

Foto: PETA UK

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Imagens fortes divulgadas recentemente mostram burros na ilha grega de Santorini sendo chicoteados enquanto transportam turistas pelos mais de 500 degraus ladeira acima.

Um clipe divulgado pela ONG PETA mostra burros e mulas sendo usados como táxis para transportar turistas de férias pelos paralelepípedos irregulares da ilha.

Um vídeo mostra os animais sendo maltratados enquanto moscas rastejam sobre feridas abertas causadas por selas e surras. Um condutor é flagrado batendo em um dos animais indefesos com uma vara ou chicote e puxando violentamente suas rédeas que prendem sua boca.

O grupo de defesa dos direitos animais acusa os oficiais de “violarem claramente” as leis gregas de bem-estar animal, “negando água aos animais ou um lugar para esfriar”.

A PETA também afirmou que oficiais da ilha estão bloqueando suas campanhas para colocar placas em ônibus e táxis com a frase “Burros sofrem por culpa de turistas. Por favor, não os monte”.

Os burros, que são decorados com adereços de cores vivas e sinos, carregam multidões de turistas por caminhos íngremes.

Foto: PETA UK

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Muitos visitam a ilha vindo de navios de cruzeiro, pagam 5,37 libras para uma viagem do porto até a capital da ilha.

Os burros não são se mexerem e obedecerem, eles são chicoteados, como mostram as imagens.

Em abril, uma nova campanha foi lançada para conscientizar os turistas a pararem de montar nos burros, apesar de décadas de esforços e campanhas para impedir essa prática cruel completamente feitas grupos de defesa dos animais.

Os animais fazem quatro ou cinco viagens de ida e volta pelos 520 degraus largos de paralelepípedo no caminho lateral do penhasco que leva à cidade de Fira.

Foto: PETA UK

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A situação dos jumentos, que são retirados dos campos ao amanhecer, em temperaturas regularmente superiores 30ºC, tem sido chamada de “o pequeno segredo sujo de Santorini”.

Nos últimos anos, tem havido um aumento de burros que sofrem lesões na coluna vertebral, feridas causadas pelas selas e exaustão. Muitos deles que acabam feridos demais para serem montados são abandonas para morrer, de acordo com PETA.

Quando um teleférico foi instalado na ilha, os burros eram usados com menos frequência pelos viajantes que subiam os degraus.

Foto: PETA UK

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Mas à medida que o turismo na ilha aumentava, até 17 mil turistas tem chegado ao porto todos os dias vindos dos navios de cruzeiro, e a demanda pelos passeios de burro crescia mais e mais.

Os animais que sobem em filas de dois a dez burros de cada vez, descarregam os turistas em uma “estação de burros” logo antes do cume dos degraus e depois voltam para a próxima carga, muitas vezes esbarrando em pedestres ou espremendo-os em paredes que olham para quedas íngremes.

Foto: PETA UK

Foto: PETA UK

Santorini, que se estende por 30 milhas quadradas e tem uma população de 25 mil habitantes, cresceu em popularidade ao ponto em que o prefeito Nikolos Zorzos limitou o número de passageiros de cruzeiros que podem desembarcar na ilha a 8 mil por causa da superlotação. Em 2016 o número de turistas atingiu um pico de 18 mil pessoas por dia.

Foto: PETA UK

Foto: PETA UK

Mais de 108 mil pessoas assinaram uma petição online no ano passado, condenando o que foi descrito como uma “tortura desmedida e desnecessária” com os animais sendo explorados e obrigados e levar turistas nas costas para subir os degraus.

Foto: PETA UK

Foto: PETA UK

Houve ainda mais revolta quando foram postadas fotos nas redes sociais mostrando turistas com excesso de peso montando burros que subiam as escadas.

Em resposta, o governo grego introduziu uma legislação que torna ilegal os animais carregarem com “qualquer carga superior a 100 kg, ou um quinto do [seu] peso corporal”.

Foto: PETA UK

Foto: PETA UK

No entanto, o grupo ativista diz que os burros deveriam estar carregando no máximo metade disso.

“De acordo com recomendações veterinárias, os burros não devem carregar mais de 20% do seu peso corporal, aproximadamente 50kg”, explica o site da ONG.

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Vídeo flagra banhistas montados em tartaruga gigante ameaçada de extinção

Foto: Newsflare/Andrew Chanpapua

Foto: Newsflare/Andrew Chanpapua

Imagens perturbadoras mostram habitantes locais em uma praia da Indonésia montados nas costas de uma tartaruga gigante que tinha ido a praia para colocar seus ovos.

O vídeo foi filmado na sexta-feira depois da tartaruga ter sido “atacada” pelos banhistas enquanto lutava para se locomover com dificuldade em função dos peso em suas costas.

As autoridades locais ainda não fizeram qualquer declaração sobre o incidente.

Primeiro, um homem mais velho senta-se nas costas da tartaruga-de-couro (Dermochelys coriácea), enquanto outro parece empurrar o animal e um terceiro fica atrás segurando um pesado galho de árvore como se fosse um bastão.

Então, um homem mais jovem sobe nas costas da tartaruga, comendo indiferentemente um lanche enquanto monta o réptil em extinção.

Outro homem carregando uma criança chega e se junta a ele nas costas da tartaruga, enquanto o animal se esforça para rastejar em direção ao mar.

Um jovem toma o lugar do segundo, equilibrando-se nas costas do animal a apoiando os pés na cabeça da tartaruga.

O vídeo corta para outro homem idoso e corpulento que monta a tartaruga.

Foto: Newsflare/Andrew Chanpapua

Foto: Newsflare/Andrew Chanpapua

Outro homem ainda, de shorts amarelos, joga punhados de areia na cauda do animal em uma aparente tentativa de incitá-lo a andar, depois dá um empurrão na tartaruga antes de pegar uma de suas nadadeiras traseiras para segurar e impedir o movimento do réptil.

O homem então se apoia em ambas as nadadeiras traseiras do réptil marinho enquanto a tartaruga desce os últimos metros até a beira da água.

Foto: Newsflare/Andrew Chanpapua

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Os homens ficam nas costas da tartaruga enquanto ela se arrasta para as ondas, seus companheiros se juntam ao redor da cena para encorajá-los.

A tartaruga-de-couro ou tartaruga-marinha é a maior de todas as tartarugas e a quarta maior réptil, com mais de meia tonelada de peso.

Seu nome vem da falta de uma concha óssea, única entre as tartarugas marinhas. Em vez disso, sua carapaça é coberta por pele e carne oleosa.

Foto: AFP/Getty Images

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Tartarugas marinhas são encontradas nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico. Eles estão listados como em perigo em todos, menos no Atlântico noroeste.

Tartarugas-de-couro adultas têm poucos predadores naturais e não são pescados por sua carne.

Mas a espécie enfrenta ameaças causadas pelo homem na forma de redes de pesca e lagostins, além de comer por engano balões e sacolas plásticas que lembram a água-viva que é parte natural de sua alimentação.

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Touros são perseguidos pela multidão e obrigados a pular no mar

Foto: AFP/Getty Images

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Fotos fortes e perturbadoras mostram multidões perseguindo touros até forçá-los a pular no mar próximo à cidade portuária de Alicante, uma estância turística espanhola popular.

Os animais são incitados ao mar por aqueles que celebram a chegada do festival de touros “Bous a la mar” (touros no mar), na costa mediterrânea da Espanha.

Uma das imagens divulgadas mostra um enorme touro marrom pulando de cabeça no mar, enquanto um folião acena com uma bandeira branca para o animal.

Foto: AFP/Getty Images

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Outra foto mostra um touro negro lutando para nadar enquanto seus cascos, chifres e cabeça podem ser vistos se debatendo na água.

As fotos, tiradas na costa de Denia, fazem parte do festival cruel e bárbaro que acontece no primeiro fim de semana do mês de julho anualmente.

Uma imagem mostra cinco homens tentando domar um touro na água para retirá-lo do mar e colocá-o em um barco.

Foto: AFP/Getty Images

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Dois homens seguram o touro por trás enquanto outro tenta amarrá-lo ao barco e um terceiro e um quarto empurram.

As imagens aparecem em seguida ao segundo dia de outro festival bárbaro em Pamplona, no norte da Espanha, que foi criticado e denunciado por ativistas dos direitos animais e causou pelo menos 10 vítimas entre pessoas com ferimentos graves e leves.

O festival, que acontece a 400 quilômetros ao norte de Alicante, causa a morte de dezenas de touros a cada ano.

A tradição ultrapassada e secular das touradas tem sido uma questão controversa na Espanha.

Foto: AFP/Getty Images

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As Ilhas Canárias se tornaram a primeira região espanhola a proibir a tradição “bárbara” em 1991. Vinte anos depois, a Catalunha seguiu o exemplo.

Enquanto os grupos pró-touradas lutaram contra as restrições, protegendo a tradição sob a lista do patrimônio cultural da Unesco, as touradas seguem em declínio.

Houve 810 lutas em 2008, mas esse número caiu mais da metade para apenas 369 no ano passado.

Esta semana em Pamplona, uma mulher de 19 anos foi ferida na região da coluna e quatro outras também ficaram feridas no segundo dia do festival de touros da cidade.

Foto: AFP/Getty Images

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Dois homens e uma mulher foram hospitalizados com ferimentos na cabeça e hematomas graves, enquanto milhares de pessoas tomaram as ruas na segunda edição no evento deste ano.

Um deles foi atingido nas costas pelos chifres de um touro e sofreu uma lesão na coluna, mas não precisou ir ao hospital.

Outro recebeu um golpe na cabeça e foi levado ao hospital ainda consciente.

Acredita-se que um terceiro tenha quebrado o ombro esquerdo e outro tenha sido chutado nas costas. Um quinto foi tratado por contusões.

Foto: AFP/Getty Images

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Acredita-se que nenhuma das lesões seja fatal.

Os seis touros da fazenda Cebada Gago, conhecida por criar touros ferozes (por meio de sofrimento e assédio), foram cercados por bois mansos durante a maior parte da rota de 850 metros até a praça de touros, enquanto corredores brigavam por um lugar no espaço limitado perto de seus chifres.

A corrida durou dois minutos e 23 segundos.

A notícia de mais feridos chega apenas um dia depois que mais cinco pessoas ficaram feridas no dia de abertura do festival.

Foto: AFP/Getty Images

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Um deles, um americano de 23 anos, esta em estado “grave” no hospital depois de ter sido ferido na perna esquerda.

As outras vítimas foram são californiana de 46 anos, que sofreu um ferimento superficial no pescoço, e um homem de 40 anos da província de La Rioja, no norte da Espanha, também ferido na perna esquerda.

Um jovem de 18 anos da cidade basca de San Sebastian e um atleta de 23 anos de Barcelona também foram levados para o hospital com ferimentos na cabeça.

Embora a condição deles não seja grave, a equipe do hospital disse que um deles saiu do local inconsciente e só recobrou os sentidos na ambulância.

Foto: AFP/Getty Images

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Imagens divulgadas por um rede de televisão mostraram um homem sendo levantado no ar e atingido no traseiro depois de ser surpreendido por trás por um dos animais de meia tonelada enquanto corria ao longo do percurso de meia milha pelas ruas de Pamplona.

Um dos seis touros da corrida, que correu cercado por seis novilhos, caiu logo no começo.

Outro se separou do resto do bando no final e foi levado para a baia após completar a corrida, em dois minutos e 40 segundos e cerca de meio minuto depois dos outros animais.

Foto: AFP/Getty Images

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Um porta-voz do Hospital de Pamplona disse inicialmente que havia recebido apenas um homem com ferimentos na perna esquerda, confirmando depois que outros dois pacientes foram trazidos para o hospital com ferimentos na cabeça.

Uma das pessoas que foi levada para o hospital com ferimentos na cabeça foi retirada da cena inconsciente, mas o porta-voz do hospital disse que ele havia recobrado os sentidos na ambulância.

O porta-voz da Cruz Vermelha, José Aldaba, disse que os mais gravemente feridos foram tratados no domingo no principal hospital regional após a corrida, que durou 2 minutos e 41 segundos.

Os seis touros, acompanhados de touros mansos mais novos, correram juntos em grupo durante a maior parte do percurso até a praça de touros da cidade.

Foto: AFP/Getty Images

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A corrida que ocorreu sábado de manhã foi a primeira das oito corridas de touros que acontecem durante o festival anual de nove dias, conhecido na Espanha como San Fermin.

Todos os dias, touros são obrigados a correr todas as manhãs e mortos em touradas à tarde.

Dezesseis pessoas já fora mortas no festival anual, que termina em 14 de julho.

Foto: AFP/Getty Images

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A morte mais recente foi em 2009, quando Daniel Jimeno, de 27 anos, de Madri, foi ferido no pescoço por um touro chamado Capuchino.

Vários estrangeiros, de australianos a americanos, passando por britânicos e irlandeses, estão normalmente entre os feridos.

Entre 200 e 300 pessoas são feridas a cada ano no festival durante as corridas de touros.

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A abertura das festividades no sábado foi cercada de polêmica após defensores dos direitos animais invadiram a arena de uma das primeiras lutas de touros quando um touro foi espetado até a morte.

A filmagem do incidente foi divulgada pela Peta UK no Twitter, que pode ser vista acima.

Mas são as oito corridas matinais, chamadas “encierros” em espanhol, que formam o destaque do festival, e que são os principais palcos de mortes de humanos e touros, cercadas de agonia, desespero e sofrimento dos animais.

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Leões e tigres estão nascendo com deformidades graves em fazendas de reprodução

Foto: Getty

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Leões e tigres estão nascendo com deformidades dolorosas em centros de reprodução industrial, provavelmente causadas por endogamia. Nesses centros os animais são criados com o único objetivo de terem partes de seus corpos extraídas para serem vendidas no comércio abastecido pela demanda da “medicina” tradicional asiática, revelaram investigadores.

Grandes felinos foram encontrados com anormalidades no rosto, pés e pernas, e também podem vir a sofrer problemas de visão, audição, respiração e mastigação, segundo as informações contidas em um relatório detalhado.

Os animais estão entre os milhares de tigres e leões confinados em minúsculos cercados dentro de fazendas industriais, onde são mortos e têm partes de seu do corpo extraídas, que são fervidas ou picadas para fazer vinho de osso de tigre e remédios para condições de saúde que vão de artrite a meningite, expõe o documento.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

O primeiro estudo global sobre a cadeia de suprimentos da “medicina” chinesa mostra como a fé em tratamentos não comprovados está causando diretamente o sofrimento e a morte de grandes felinos cativos em grande escala e também ameaçando sua existência na natureza.

Populações cada vez mais ricas na China e no Vietnã estão impulsionando a demanda por produtos de “medicina tradicional”, diz o relatório – e à medida que o tigre selvagem é levado à extinção, também leões, onças e leopardos estão sendo mortos pelo o mesmo fim.

As pessoas acreditam que remédios feitos a partir de partes de grandes felinos podem tratar doenças como artrite e reumatismo, promover força e aumentar o vigor sexual.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

A maioria dos entrevistados em ambos os países prefere que os animais sejam tirados da natureza em vez de criados em cativeiro, acreditando que os produtos são mais eficazes, de acordo com a World Animal Protection (WAP), que produziu o relatório.

Os pesquisadores também encontraram evidências de que a endogamia e reprodução em alta velocidade deixam alguns animais com problemas de saúde dolorosos, incluindo deformidades, e podem também sofrer problemas de visão, audição, respiração e mastigação.

A China tem até 6 mil tigres à espera da morte, a África do Sul até 8 mil leões e a Tailândia 1.500 tigres. O Laos e o Vietnã também criam e reproduzem leões e tigres em fazendas, afirma a ONG.

Os grandes felinos são arrancados de suas mães na natureza ou nascem em fazendas de reprodução – uma tendência crescente, uma vez que a demanda por produtos de tigre aumentou muito nos últimos anos.

Na China, os investigadores encontraram longas filas de gaiolas ao estilo de fazendas de criação em larga escala, abrigando centenas de tigres e leões e fornecendo apenas comida e água mínimas. Muitos animais estavam desnutridos, com suas costelas e coluna vertebral altamente visíveis, disseram as testemunhas.

O maior centro tinha mais de mil grandes felinos em “gaiolas mínimas, sombrias e de concreto – ambientes hostis e distantes, tão distantes de seus lares naturais e selvagens”. Muitos andavam de um lado para o outro, demonstrando estresse.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

O relatório também destaca como os “medicamentos” ameaçam a existência de grandes felinos, dizendo: “É provável que leões selvagens sejam ilegalmente traficados por sindicatos do crime organizado para a África do Sul a partir de países vizinhos como Zimbábue e Botsuana e adicionados às populações de fazendas de leões”.

Populações de tigres selvagens estão à beira da extinção, com menos de 4 mil restantes em todo o mundo.

Especialistas há muito alertam que “medicamentos tradicionais” não têm benefícios médicos comprovados.

Foto: Anonymous/Blood Lions

Foto: Anonymous/Blood Lions

Mas as pesquisas da ONG WAP descobriram:

• No Vietnã, quase 90% dos consumidores de tais medicamentos acreditam em sua eficácia, e um quarto da população usa produtos feitos com membros da vida selvagem, como “emplastros de tigre”.

• Um número similar de consumidores preferem produtos de animais capturados na natureza

• Na China, duas em cada cinco pessoas já usaram drogas ou produtos para a saúde que continham produtos feitos de grandes felinos.

Mas a pesquisa também descobriu que dois terços dos entrevistados vietnamitas estavam dispostos a tentar alternativas herbáceas ou sintéticas, com metade dizendo que isso dependia do preço.

O relatório, que será lançado em uma importante reunião da Cites no mês que vem, descreve as leis internacionais e domésticas como “inadequadas”.

Segundo as leis vigentes fazendas de criação de animais da África do Sul, que abastecem a indústria de caça “enlatada”, são perfeitamente legais, e ossos de animais são exportados dentro de cotas.

Foto: Terrence McCoy/The Washington Post via Getty Images

Foto: Terrence McCoy/The Washington Post via Getty Images

O dr. Jan Schmidt-Burbach, consultor de fauna silvestre da WAP, disse: “Esses grandes felinos são explorados por ganância e dinheiro – para remédios que nunca foram comprovados como tendo propriedades curativas. Só por essa razão, é inaceitável”.

“Mas, dado o fato que eles sofrem imensamente durante toda a sua curta vida – isso torna-se um ultraje absoluto”.

“Muitos desses animais só verão o mundo através de barras de metal, eles apenas sentirão o concreto duro sob suas patas e nunca poderão experimentar seu instinto predatório mais básico – uma caçada.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

“Esses animais são majestosos – eles não são brinquedos – nem são remédios”.

No ano passado, a World Animal Protection descobriu que onças-pintadas estavam sendo caçadas na América do Sul para abastecer o comércio de itens medicinais.

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Vídeo flagra jet skis avançando sobre golfinhos que brincavam em rio

Foto: NJC Media

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O vídeo flagra o momento em que dois jet skis aceleram em direção a um grupo de golfinhos que estava brincando na foz do rio Tyne, na Inglaterra.

A Polícia de Northumbria está investigando diversos relatos sobre os jet skis que teriam perseguido os golfinhos perto de North Shields Fish Quay, em Newcastle, por volta das 20h da última quinta-feira (4).

Imagens mostram os golfinhos mergulhando na água antes de dois jet skis passarem em alta velocidade por um deles enquanto a testemunha que esta filmando a cena grita: “Oh, Deus!”.

Cerca de dez segundos depois, um terceiro jet ski passa pelo mesmo trecho de água onde os golfinhos estiveram.

A testemunha afirmou que os três homens pareciam se voltar intencionalmente na direção dos golfinhos.

Ela disse: “A cena foi realmente terrível de assistir e parecia um ato deliberado pata ferir os golfinhos, era muito óbvio”.

“Eles seguiram em direção aos golfinhos e foram direto para eles, onde o último golfinho havia apenas mergulhado segundos antes. Esses pilotos de jet skis demonstraram um comportamento cruel e calculado”.

Foto: NJC Media

Foto: NJC Media

Uma segunda mulher disse que viu o incidente enquanto observava os golfinhos com sua filha.

Ela disse: “Eu tive que parar o vídeo porque minha filhinha estava tão chateada que ela gritou: ‘eles vão bater nos bebês’, pois haviam golfinhos filhotes com os demais”

O especialista em golfinhos, Ivor Clark, que dirige a Newbiggin pelo Sea Dolphin Watch, disse que as imagens o deixaram “furioso”.

“Geralmente os golfinhos são bons em evitar embarcações, o problema com os jet skis é sua manobrabilidade, eles podem girar muito rapidamente e mesmo com sua capacidade os golfinhos nem sempre podem se movem rápido o suficiente para sair do caminho”, disse ele.

Foto: NJC Media

Foto: NJC Media

“Eu poderia prever que isso tinha um sério risco de acontecer porque temos muitos golfinhos aqui agora, e quando você combina isso com o fato de que eles estão chegando cada vez mais perto da costa, há um risco imenso”.

“Os golfinhos têm excelente memória, no final das contas, comportamentos como esse são o tipo de atividade humana negativa que os afasta.

“Isso provavelmente não vai para e tende a piorar até que as autoridades peguem os criminosos e os façam pagar”.

A polícia disse que está investigando “qualquer possível atividade criminosa, incluindo infrações às leis de excesso de velocidade sendo violadas ou leis de proteção à vida selvagem” como resultado do incidente.

Foto: NJC Media

Foto: NJC Media

O sargento interino da Marinha, Paul Spedding, acrescentou: “Todos têm a responsabilidade de proteger nossa vida selvagem e qualquer um que for encontrado em violação de qualquer lei será processado.

“É ilegal assediar, alimentar, perseguir e tocar mamíferos marinhos na natureza e estamos pedindo a todos frequentadores do rio que sejam vigilantes e respeitosos”.

“Se os golfinhos se aproximarem de você, seja em veículo de uso aquático, barco, caiaque ou nado, mantenha uma velocidade lenta e firme e evite se voltar para eles”.

‘Mantenha a distância e nunca fique a menos de 100 metros e se não tiver certeza da direção, pare e coloque o motor em ponto morto”.

“A interação humana pode ter efeitos devastadores sobre a vida selvagem, por isso estamos lembrando o público de desfrutar de uma distância segura e respeitosa para que outros possam apreciá-los também”.

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Foca grávida é encontrada morta com um tiro no coração

Foto: SWNS

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O corpo de uma foca grávida foi encontrado em um banco de lama de um rio na quinta feira última (5), autoridades da vida selvagem apuraram que o animal foi baleado no coração por um rifle.

A descoberta anterior dos corpos de outras duas focas grávidas nos remansos do Canal Walton, em Essex, na Inglaterra no início do ano, provocou indignação e um apelo público pedindo que seus assassinos fossem encontrados.

Suspeita-se que os animais foram mortos por pescadores que estavam com raiva das focas por elas estarem interferindo em sua pescaria.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Uma recompensa de £ 3.000 (cerca de 14 mil reais) também foi oferecida pela Sea Shepherd UK, uma ONG de conservação que visa prevenir e desencorajar a matança de focas.

Agora, o grupo voluntário Essex Marine Mammal Resgate e Pesquisa anunciou as descobertas de um post-mortem – ou necropsia – no corpo de uma das focas.

Um porta-voz do grupo disse: “Em janeiro, duas focas mortas foram encontrados com o que parecia ser ferimentos de bala. “Uma das focas foi levada para o Programa de Investigação de Encalhe de Cetáceos (CSIP) para uma necropsia a ser realizada.

Foi confirmado que todas as suposições sobre a morte das focas estavam de fato corretas.

Um relatório escrito por Rob Deaville da CSIP afirma: “Esta foca adulta estava em muito bom estado nutricional na morte e também estava grávida de um feto de dois a três meses.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

“Foi relatado que ela encalhou no canal junto com outra foca e vários relatórios ligaram as mortes a tiros”.

“O exame constatou que a causa da morte era consistente com tiro, com uma única entrada da bala entre as nadadeiras”.

“A bala penetrou parte do coração e a borda do pulmão esquerdo. A bala foi recuperada durante o exame e parecia estar praticamente intacta”.

“O projétil foi provisoriamente identificado como sendo de uma arma calibre 22 e foi retida para análise”. Tony Haggis, que realiza tours pelos remansos dos canais de agua doce, encontrou as focas mortas na época.

Ele disse: “É tão triste, eu espero 12 meses para ver as mães focas darem à luz”.

“Acreditamos que quatro focas foram vistas mortos na água por pescadores, mas apenas duas foram encontradas mortas.

“Infelizmente eles não têm evidências de quem fez isso e o assunto esfriou.

Foto: Hugh Ryono

Foto: Hugh Ryono

“Mas uma vez que foi tornada pública a morte das focas, quem quer que tenha feito isso sabe que todo mundo está olhando e vigiando”.

Tony disse que atualmente aparecem muitos filhotes de focas mortos nos remansos dos rios, embora ele acredite que alguns nasceram prematuros e morreram, o que ele diz ser causado por pessoas que perturbam e incomodam as mães.

Ele acrescentou: “Eu tento dizer às pessoas para manter distância e não perturbá-las, é muito importante que elas possam descansar.

“É uma atitude de respeito.”

Um porta-voz da RSPCA disse: “Aplaudimos os esforços para tentar descobrir o que aconteceu com as focas e aguardamos que os criminosos sejam pegos o quanto antes”.

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Touros são perseguidos e torturados pelas ruas de cidade espanhola

Foto: Getty/EPA

Foto: Getty/EPA

Uma pessoa foi perfurada pelo chifre de um touro e duas tiveram ferimentos na cabeça no primeiro dia do cruel festival de corrida de touros de Pamplona, na Espanha.

A primeira corrida de touros ocorreu domingo (7), após a explosão de um rojão, conhecido como “Chupinazo”, que abre o festival tradicionalmente.

Um homem foi colocado em uma maca e levado de ambulância logo em seguida à soltura e corrida dos touros pelas ruas estreitas do centro da cidade medieval até a praça de touros, o que durou dois minutos e 41 segundos, segundo informações do jornal Metro.

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Cerca de um milhão de pessoas lotaram as ruas da cidade para as festividades bárbaras e cruéis, que duram nove dias.

Quando Jesus Garisoain, que é membro da banda de jazz da cidade, soltou o rojão de abertura das festividades, da varanda da prefeitura, ele se dirigiu a uma vasta multidão, declarando “Longa vida a San Fermin” – o santo homenageado pelo festival.

Os foliões imediatamente começaram a borrifar vinho uns nos outros, manchando as tradicionais roupas brancas usadas com um lenço vermelho, símbolo do festival.

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Durante a primeira rodada de corridas, os seis touros, acompanhados de touros mais jovens, correram em bando durante a maior parte do percurso de 850 metros até a praça de touros da cidade.

Um dos animais, acuado e provocado pela multidão, tropeçou perto do final do caminho, causando pânico e pelo menos um ferimento por chifre quando assediado por alguns “corredores”.

A festa de San Fermin, dura nove dias, os touros são obrigados a correr pelas ruas da cidade todas as manhãs e mortos nas touradas à tarde, o festival sangrento atrai cerca de um milhão de visitantes anualmente.

Foto: Getty/EPA

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O autor americano Ernest Hemingway imortalizou a festa em seu romance The Sun Also Rises.

Nos últimos anos, grupos de direitos animais tem protestado em defesa dos touros abusados e explorados.

Na véspera do festival, dezenas de ativistas semi-nus fizeram uma performance simulando touros mortos nas ruas de Pamplona para chamar a atenção para a crueldade animal realizada com o fútil objetivo do entretenimento humano.

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Elefantes jovens formam grupos para se proteger de caçadores e fazendeiros

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Elefantes asiáticos ameaçados de extinção estão formando “gangues” para se proteger de caçadores e fazendeiros quando procuram por comida, dizem especialistas.

Os animais, que em sua maioria são adolescentes, estão formando grupos exclusivamente de elefantes do sexo masculino para entrar em áreas onde o risco de contato com humanos é alto – como em áreas de cultivo de colheitas ou de desmatamento.

Além de se protegerem, o extraordinário desenvolvimento evolucionário também ajuda a garantir sua capacidade reprodutiva, afirmam os pesquisadores.

Os cientistas dizem que os corpos dos elefantes mais jovens são mais atraentes para as elefantas do que para os seus pares mais velhos, e que o agrupamento em grupos os torna mais visíveis.

Foto: FEP/Vinod Kumar

Foto: FEP/Vinod Kumar

O estudo inovador, conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos Avançados em Bengaluru, na Índia, foi baseado em uma análise de 1.445 fotografias de 248 indivíduos do sexo masculino.

As imagens – coletadas no sul da Índia durante dois anos – mostram os jovens animais formando grandes grupos de machos ao entrar em áreas não-florestais e fazendas.

Os jovens sexualmente imaturos viviam principalmente em grupos mistos, enquanto os machos adultos eram em sua maioria solitários – de acordo com a reputação dos elefantes machos como solitários e anti-sociais.

O biólogo especialista em elefantes Nishant Srinivasaiah, doutorando no instituto, é o responsável pela da pesquisa.

Ele disse: “Os elefantes asiáticos machos são conhecidos por adotar uma estratégia de busca por alimento (forrageamento) de alto risco (e alto retorno), aventurando-se em áreas agrícolas e alimentando-se de colheitas com itens nutritivos, a fim de melhorar sua aptidão reprodutiva.

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

“formulamos uma hipótese com os altos riscos para a sobrevivência causados pelo aumento da urbanização e, muitas vezes, as paisagens imprevisivelmente transformadas em campos de produção de alimentos podem exigir o surgimento de estratégias comportamentais que permitam que os elefantes machos persistam em tais lugares”.

Srinivasaiah disse que os maiores grupos de elefantes adolescentes foram encontrados onde havia abundância de culturas e água.

“Esses indivíduos tendem a ter melhor condição corporal em comparação com homens adultos solitários”, disse o biólogo.

“Isso indica que a formação de grupos em jovens do sexo masculino pode ser um comportamento adaptativo para melhorar a aptidão reprodutiva em áreas com ótimos recursos, mas com alto risco de contato humano”.

“Também descobrimos que esses machos, quando não estão em risco, permanecem em grande parte solitários em habitats florestais, o que está de acordo com estudos anteriores sobre elefantes asiáticos”, disse Srinivasaiah.

Na sociedade dos elefantes, ao atingir a adolescência, os machos normalmente deixam a família em busca de fêmeas sem vínculo consanguíneo para se relacionarem sexualmente em áreas ricas em comida e bebida, onde possam se estabelecer.

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Mas isso está mudando, devido à atividade humana. O estudo foi realizado em uma região próxima das principais cidades e vilas, como Bangalore – apelidada de “Vale do Silício da Índia”.

O local sofreu grandes alterações no uso da terra com o aumento da população, agricultura, construção de estradas e expansão urbana – tudo em detrimento da cobertura florestal e dos habitats naturais de elefantes.

A engrenagem social dos elefantes também foi encontrada em gangues que buscavam por alimento em terras cultivadas. Esta “estratégia” de gerenciamento de risco melhora a chance de sobrevivência.

Compreender a evolução do comportamentos dos animais pode ajudar nos conflitos entre humanos e elefantes – e consequentemente evitar a perda dos animais ameaçados, disseram eles.

Srinivasaiah disse: “Nós mostramos que os elefantes asiáticos exibem um comportamento sensível à socialização, particularmente a formação de grupos masculinos estáveis e de longo prazo, tipicamente em áreas que não possuem presença de florestas ou que sofreram modificação pela ação humana ou são altamente fragmentadas.

“Eles continuam solitários ou associados em grupos mistos, no entanto, dentro de habitats florestais”.

Esses novos e grandes grupos exclusivamente masculinos podem constituir uma estratégia única de história da vida para os elefantes machos nas paisagens de alto risco, mas também de excelentes recursos do sul da Índia.

Isso pode ser especialmente verdadeiro para os adolescentes, que pareciam efetivamente melhorar sua condição corporal ao explorar cada vez mais os recursos disponibilizados pelo homem, quando reunidos em grupos masculinos.

“Essa observação reforça nossa hipótese de que tais comportamentos emergentes provavelmente constituem uma estratégia adaptativa para os elefantes asiáticos machos que podem ser forçados a enfrentar cada vez mais ambientes intrusivos provocados pelo homem”.

O elefante asiático é encontrado em todo o subcontinente indiano e sudeste da Ásia – incluindo Nepal, Sumatra e Bornéu.

Ele foi declarado em perigo pela Lista Vermelha da IUCN desde 1986. A população da espécie diminuiu em pelo menos 50% nas últimas três gerações devido à perda de habitat e à caça.

O elefante asiático é menor do que o seu homólogo africano, que é classificado como vulnerável.

As conclusões completas do estudo foram publicadas na revista científica Scientific Reports.

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Investigação revela animais vivendo no meio de cadáveres e fezes em fazenda de pele

Foto: One Voice

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Ativistas pelos direitos animais pedem o fechamento imediato de uma fazenda de peles francesa após imagens de uma investigação secretas mostrarem os visons, também como conhecidos como martas (minks) rastejando sobre cadáveres no meio de suas próprias fezes em gaiolas imundas.

Um vídeo com imagens fortes também mostra alguns animais recorrendo ao canibalismo.

Embora perturbadoras, as imagens são uma forma de conscientizar a população mundial e as autoridades para que proíbam a importação de peles de animais, sendo a França o segundo maior fornecedor de peles, em uma indústria que ainda valia cerca de 70 milhões de libras só no mercado britânico no ano passado.



Vários países pelo mundo como Servia, Luxemburgo, Eslovênia, Noruega, Croácia, República Checa, Macedônia, Bósnia, Japão, Áustria, Bélgica e outros mais, proibiram as fazendas de pele no mundo, o Reino Unido por exemplo, proibiu fazendas de peles de animais em 2003, mas continua a importar o produto de outros países.

Uma queixa criminal por atos de crueldade foi apresentada contra os proprietários da fazenda.

Os militantes da ONG One Voice encontraram as cenas terríveis após entrarem na fazenda de criação de martas.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

Em um clipe, um pequeno vison branco treme enquanto jaz sob uma pilha de cadáveres, outro animal é visto se esforçando para se afastar do cadáver roído e em decomposição de seu companheiro de gaiola.

Fotos de dentro da fazenda mostravam cadáveres de animais em decomposição espalhados por gaiolas, enquanto, em uma delas, a sujeira escorria sobre as martas apertadas no pequeno cativeiro.

O vídeo foi declarado uma das “mais perturbadoras evidências de crueldade em fazendas” já vistas pela ONG Humane Society International.

Foto: One Voice

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A diretora da ONG no Reino Unido, Claire Bass, disse que os animais pareciam “atormentados e sofridos”, acrescentando que era “perturbador” ver isso acontecer a esses seres indefesos.

“Na natureza os visons são belos, inteligentes e curiosos pequenos animais que cavam, caçam e nadam e alcançam quilômetros percorrendo paisagens.

Os animais nesta investigação são como cópias dos animais que vivem livres só que nesta versão são animais atormentados e trágicas.

Foto: One Voice

Foto: One Voice

“O comércio de peles tenta vender uma imagem da pele como um acessório tão elegante e glamouroso, mas eu desafiaria até mesmo o mais frio dos usuários de peles a olhar para essa filmagem e ver qualquer coisa além de miséria e desespero”.

“O Reino Unido foi o primeiro país do mundo a proibir a criação de peles, e estamos rapidamente obtendo apoio político para abrir caminho como o primeiro país a proibir a venda deste produto cruel, ultrapassado e desnecessário”.

Como parte de sua campanha #FurFreeBritain, a HSI pede que o Reino Unido proíba a venda de todas as peles de animais, estendendo a proibição atual de peles de gatos, cães e focas.

Foto: One Voice

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Desde que a filmagem foi divulgada, mais de 26 mil pessoas assinaram uma petição pedindo o fechamento da fazenda.

As imagens também levaram os políticos a alegar que a saída do Reino Unido da União Européia poderia ser usada como uma oportunidade para proibir a venda de todas as peles de animais no país.

O deputado conservador Zac Goldsmith disse que o Brexit ofereceu uma “oportunidade” para isso.

“É triste que, apesar de ter banido a criação de peles neste país há mais de quinze anos, ainda estamos financiando a mesma crueldade – ou, se essa filmagem for pior, ao permitir a importação e venda de peles do exterior“.

Foto: One Voice

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Os estilistas franceses Dior, Louis Vuitton, Saint Laurent e Celine ainda usam peles de animais em seus produtos.

A filmagem vem em seguida de outra denúncia em que raposas e martas foram retratadas em condições lamentáveis em uma fazenda de peles finlandesa no final do ano passado.

Martas, raposas e guaxinins nas gaiolas foram forçados ao canibalismo e foram retratados com feridas em carne viva.

Eles também tinham pés deformados, olhos doentes e lacerações expostas em seus corpos.

Foto: One Voice

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O professor veterinário Alastair MacMillan, que analisou a filmagem, disse que as imagens “mostravam o preço que o isolamento contínuo e o confinamento estão tendo sobre esses animais, muitos estão mostrando sinais de severo desconforto físico e psicológico”.

“Vários visons e raposas têm feridas abertas e infectadas, e várias raposas têm olhos extremamente doentes que causam imensa dor e sofrimento aos animais”.

“Se isso é o melhor que a indústria de peles pode oferecer aos animais, não é de admirar que tantos designers, varejistas e agora cidades não queiram mais ter nada a ver com isso”.

Foto: One Voice

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Fazendas na Finlândia são declaradamente os maiores produtores de pele de raposa na Europa, com cerca de 2,5 milhões de animais sendo criados e eletrocutados a cada ano para serem vendidos ao comércio global.

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