Cinco rinocerontes negros mantidos em cativeiro na Europa serão libertados em Ruanda

Manny é um dos cinco rinocerontes que estão sendo transferidos | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Manny é um dos cinco rinocerontes que estão sendo transferidos | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Os animais estão sendo transferidos por via área, são 6 mil quilômetros de distância, a operação representa o maior transporte de rinocerontes da Europa para a África já realizado, e só ocorre após anos de preparativos.

Menos de 5 mil rinocerontes negros selvagens e apenas mil rinocerontes negros orientais restaram na África e permanecem sob ameaça de caça.

Três rinocerontes negros do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idades entre dois e nove anos, foram escolhidos para a mudança para o Parque Nacional de Akagera.

Todos os cinco nasceram e cresceram na Europa e estiveram em cativeiro por toda a vida.

Jasmina esta sendo transferida para a reserva africana com os demais | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Jasmina esta sendo transferida para a reserva africana com os demais | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Jasiri, Jasmina e Manny nasceram no Safari Park Dvur Kralove na República Tcheca, Mandela vem do Ree Park Safari na Dinamarca, e Olmoti é da Flamingo Land no Reino Unido.

Eles foram doados ao Conselho de Desenvolvimento de Ruanda em um esforço para impulsionar a população de rinocerontes negros na África Oriental.

Espécie em extinção

Na década de 70, haviam milhares desses magníficos animais por toda a África, mas atualmente, os rinocerontes negros e brancos foram levados à beira da extinção pela caça implacável e cruel da espécie.

Alimentada pela demanda das classes médias cada vez mais ricas da China e do Vietnã, a caça aos rinocerontes por seus chifres tem crescido.

Após cortado do corpo dos animais, o chifre é comercializado ilegalmente no mercado paralelo.

Alguns compradores ignorantemente acreditam que o item possa curar o câncer, enquanto outros querem o objeto apenas para ostentar como símbolo de status social.

Acredita-se que esse comércio gere em torno de 13 bilhões de libras por ano.

O Projeto Botsuana de Conservação aos Rinos advertiu que se a caça ao animal continuar no ritmo atual, eles estarão extintos até 2024.

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Ativista é espancada por comerciantes de carne de cachorro ao tentar salvar os animais

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Uma ativista chinesa foi hospitalizada após comerciantes de carne de cachorro a terem atacado e espancado quando ela tentou salvar centenas de cães de seus depósitos que seria mortos para o festival bárbaro de Yulin na China.

Du Yufeng, fundadora do Bo Ai Animal Protection Center, conta ter sido atingida na cabeça e no corpo todo por comerciantes de carne de cachorro que impediram que ela e outros ativistas dos direitos animais libertassem os cães de seu depósito.

Relatos afirmam que os cães estavam a caminho dos matadouros para o festival anual de carne de cachorro de Yulin, que começou dia 21 de junho.

As fontes do Daily Mail em Yulin afirmaram que o festival deste ano foi mais moderado do que os dos anos anteriores, com muitas barracas vazias vistas nos mercados.

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

No entanto, é observado que mais barracas de comida do que o normal são vistas após o anoitecer.

A ativista Du disse que foi agredida no final de maio enquanto tentava resgatar cerca de 300 cães – muitos dos quais eram animais domésticos roubados – de um grupo de comerciantes de carne na cidade de Lugu, na província de Sichuan, no sudoeste da China.

Ela e outras duas ativistas foram atacadas pelos comerciantes depois de um impasse de dois dias.

Du disse que um de seus parceiros, que tem quase 60 anos de idade, teve duas costelas fraturadas enquanto ela estava se sentindo tonta e ainda estava hospitalizada quase um mês depois.

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Ela também acusou os funcionários da cidade de Xichuang, que supervisiona Lugu, de conspirar (mediante propina) com comerciantes de carne, impedindo os ativistas de fotografar e resgatar os cães.

O grupo de bem-estar animal não salvou os cachorros que foram secretamente mortos pela autoridade local de quarentena de animais em 30 de maio em uma tentativa de eliminar evidências, afirmou Du.

Relatos afirmam que a província montanhosa de Sichuan é hoje o ponto de parada mais popular para os comerciantes de carne manter, vender e distribuir cães capturados, muitos dos quais acabariam em Yulin, na província de Guangxi, sul da China.

Em uma carta aberta ao governo de Sichuan, Du confessou que não conseguia dormir à noite, sabendo que caminhões carregados de cachorros espremidos em pequenas jaulas de galinha eram transportados todos dias pelas estradas rumo à morte.

“Eles estão prestes a chegar ao portão do inferno e serão espancados até a morte, escaldados em água fervente, queimados e esfolados vivos. Eles ficam tão aterrorizados”, escreveu ela.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Ela pediu ao governo de Sichuan que puna os comerciantes de carne de cachorro.
Todos os anos, milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem comidos pelos habitantes de Yulin durante o festival que é realizado no solstício de verão.

Um morador de Yulin, que afirma ser amante de cães, disse ao Daily Mail que viu pessoas jantando ao ar livre – presumivelmente comendo pratos de carne de cachorro – na Meilin Avenue, uma das ruas de restaurantes da cidade.

Mas o morador, conhecido como Kenny, explicou que comer cachorros era uma tradição apenas entre as gerações mais velhas.

Ele disse que os jovens de Yulin se recusam a comer cachorros e até começaram a adotar animais domésticos.

Embora o festival de carne de cachorro Yulin tenha deixado o mundo em estado de choque, a maioria das pessoas na China não come de fato cães.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Os animais são tipicamente consumidos por uma minoria de residentes no norte da China, perto da península coreana e da Mongólia, bem como no sul da China, perto do Vietnã.

Claire Bass, diretora executiva da Humane Society International (HSI), ONG que atua em defesa dos direitos animais, disse: “O comércio de carne de cachorro na China representa, antes de tudo, atos de crime e crueldade”.

‘O festival de Yulin é um pequeno mas angustiante exemplo de um comércio indescritivelmente bárbaro dirigido por ladrões de cães e comerciantes criminosos.

“Esses ladrões e vendedores roubam rotineiramente animais domésticos em plena luz do dia usando dardos venenosos e cordas, desafiam as leis de saúde pública e da segurança, e causam um sofrimento horrível aos animais, tudo por uma carne que a maioria das pessoas na China não consome.”

Os parceiros chineses da organização salvaram 62 cães destinados a serem mortos em um matadouro no Yulin dias antes do festival.

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

A atriz britânica a atriz Judi Dench e a violinista Vanessa-Mae enviaram nesta semana mensagens sinceras de apoio – por meio da HSI – aos ativistas chineses que lutam apaixonadamente para encerrar o evento anual.

“Não posso imaginar o sofrimento daqueles pobres cães, e espero muito que um dia, em breve, esse comércio cruel termine”, disse a atriz Judi Dench.

Uma petição de 1,5 milhão de assinaturas foi entregue à Embaixada da China no Reino Unido ontem pela HSI junto com outro grupo de bem-estar animal Care2.

Estima-se que 10 milhões de cães são mortos por sua carne na China anualmente.

No ano passado, a Humane Society International, organização de bem-estar animal, resgatou 136 cães de três matadouros subterrâneos perto de Yulin, antes do início do festival que dura de três dias.

Foto: EPA

Foto: EPA

Eles disseram que os trabalhadores dos frigoríficos e matadouros matam cerca de 50 cães todos os dias para consumo humano.

Mas a organização explicou que a influência e o tamanho do festival foram reduzidos nos últimos anos graças aos protestos do público.

Embora a China tenha leis para salvaguardar a fauna silvestre e terrestre, atualmente falta legislação para proteger o bem-estar animal ou para evitar a crueldade contra os animais.
Em setembro de 2009, ativistas pelos direitos animais e especialistas jurídicos começaram a circular um projeto de lei sobre a proteção dos animais.

E em 2010, um projeto de Lei sobre a Prevenção da Crueldade contra os Animais foi submetido ao Conselho de Estado para sua consideração.

O esboço propõe uma multa de até 6.000 yuans (cerca de 900 dólares) e duas semanas de detenção para os culpados de crueldade contra animais, segundo o jornal China Daily.

No entanto, até este dia, nenhum progresso foi feito.

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Vacas tem o estomago perfurado para que sua digestão possa ser observada por pesquisadores

Foto: AFP

Foto: AFP

O vídeo que flagra a crueldade bárbara contra os animais foi divulgado por um grupo francês de defesa dos direitos animais e mostra vacas vivas cujas laterais do corpo foram perfuradas criando “escotilhas de observação” no estômago delas feitos com o objetivo de estudar a digestão dos animais.

As imagens foram filmadas em fevereiro e maio dentro das instalações de uma entidade de pesquisa agrícola privada em Saint-Symphorien, no noroeste da França, por militantes da ONG L214.

As “portinholas” de observação permitem o acesso ao rúmen, um dos quatro estômagos do animal, num processo inventado no século XIX e usado em centros de pesquisa em toda a Europa para melhorar a produtividade.

As vacas presas em cativeiros minúsculos de metal e mantidas em pé, são vistas em momentos de carinho com as vizinhas de cela, trocando carinhos e lambidas durante o vídeo.

A L214 disse que a prática era “sintomática da forma como os animais são considerados máquinas simples à nossa disposição” e lançou uma campanha online para acabar com isso.

“Como cidadãos, pedimos aos ministros de pesquisa e agricultura que acabem imediatamente os experimentos destinados a aumentar a produtividade dos animais”, disse o documento.

A instalação pertence a uma divisão da gigante francesa de pesquisa de alimentos Avril, que disse que as “seis vacas fistuladas” foram monitoradas de forma “extremamente rigorosa” por veterinários.

Foto: Euronews

Foto: Euronews

“Este processo é usado em todo o mundo apenas para fins de pesquisa”, disse o Grupo Avril em resposta à investigação da L214. “Esta é atualmente a única solução para estudar a digestão de proteínas vegetais”.

Acrescentou: “Esta análise é essencial para muitos avanços na reprodução e, em particular, para melhorar a saúde digestiva de milhões de animais, reduzir o uso de antibióticos e reduzir as emissões de nitratos e metano relacionados à pecuária”.

A empresa também criticou a L214 por “invasões ilegais” desnecessárias na instalação, que, segundo ela, “regularmente abre suas portas para o público”.

No vídeo, L214 disse: “Eles abriram um buraco no estômago da vaca para que possam acessar regularmente seu conteúdo. Os funcionários vêm regularmente para abrir a escotilha para depositar amostras de comida ou retirá-las. O objetivo é aperfeiçoar a forma mais eficaz de se alimentar para que as vacas produzam tanto leite quanto possível”.

O grupo lançou uma petição para acabar com a prática. Brigitte Gothière, co-fundadora da L214, disse: “Hoje, da seleção genética à comida, tudo é otimizado para que os animais produzam mais ovos, leite ou carne”.

“Muitos deles já sofrem de claudicação, infecções, problemas pulmonares ou cardíacos. E, no entanto, em vez de interromper este ciclo, estamos sempre nos esforçando mais. É hora de questionar esse sistema injusto”.

A França é o segundo maior produtor de leite da Europa, depois da Alemanha. O país tem cerca de seis milhões de vacas exploradas por leite alojadas em mais de 61 mil fazendas de laticínios.

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Tigre é acorrentado e forçado a posar para fotos com turistas em zoo

Foto: Mirror Online

Foto: Mirror Online

Ativistas afirmam que as imagens divulgadas nas mídias sociais mostrando o tigre acorrentado no zoológico de Phuket na Tailândia, mostram as reais condições do sofrimento e crueldade em que os animais são mantidos nas instalações do local.

Uma cena angustiante mostra um tigre majestoso do sexo feminino, incapaz de se mover de um pódio por causa de uma enorme corrente colocada em volta de seu pescoço, posta ali para que os turistas pudessem tirar fotos dela.

Agora, milhares de pessoas estão pedindo que o animal covardemente preso seja libertado, classificando o tratamento dado ao animal de “cruel e bárbaro”.

Ativistas dos direitos animais pediram aos turistas que evitem atrações “bárbaras e brutais” para acabar com cenas angustiantes como essas.

Uma investigação foi iniciada depois que o vídeo foi compartilhado online, junto com alegações de que o tigre foi drogado para que os visitantes pudessem tirar fotos dele, cobrando cerca de 10 dólares por cada foto.

Uma petição pedindo ao zoológico para libertar o tigre, filmado incapaz de sair do pódio por causa de uma corrente de 3 pés (em torno de 90 cm) presa ao pescoço, atraiu mais de 10 mil assinaturas.

Os responsáveis pelo zoológico reconheceram que alguns dos 15 tigres foram acorrentados, mas negaram tê-los drogados – e disseram que os animais não são tratados de maneira cruel.

Mas indignado Rob Osy, que criou a petição, escreveu: “Um tigre é acorrentado no zoológico de Phuket para que você possa tirar fotos dele por 300 baths (cerca de 10 dólares)”.

Um defensor dos animais postou: “Isso é cruel e bárbaro, nem deveria estar preso mas no mínimo, já que esta, não deveria ser acorrentando assim, o tigre deveria se mover livremente”.

Foto: Mirror Online

Foto: Mirror Online

Depois de ver o vídeo, Elisa Allen, diretora da PETA, disse ao Mirror Online: “A miséria documentada no Zoológico de Phuket não é única nem isolada, mas ela reflete as condições dos zoológicos em geral.

“Imagens recentes da PETA Ásia da fazenda de criação de crocodilos Samutprakarn Crocodile Farm e do zoológico na Tailândia mostram elefantes acorrentados com ferimentos sangrentos, tigres perseguidos e usados como adereços em fotos, e primatas mantidos em gaiolas extremamente lotadas, sem qualquer estimulação mental ou física”.

“Esses ‘lugares infernais’ permanecerão nos negócios enquanto as pessoas os apoiarem com suas carteiras (dinheiro), e é por isso que a PETA incentiva todos, em todos os lugares, a evitar qualquer estabelecimento que mantenha animais selvagens cativos para o chamado ‘entretenimento’”, disse a ativista.

De acordo com relatos na Tailândia, inspetores do departamento do governo responsável pela vida selvagem foram ao ao zoológico depois que as filmagens surgiram no fim de semana.

O gerente do zoológico, Pichai Sakunsorn, disse que defendeu as imagens para o Phuket News, afirmando: “A maioria dos clientes que vêm aqui querem tirar fotos com vários animais”.

“Aqueles que gostam de tirar fotos com animais, em sua maioria, não consideram acorrentar os animais como crueldade, mas sim como uma medida de segurança para proteger os turistas, especialmente dos tigres, porque os tigres são perigosos, instáveis e imprevisíveis”, disse Sakunsorn.

“É uma maneira de evitar que o animal prejudique os turistas”, afirmou o gerente do zoológico.

Os tigres não foram feitos para viver em cativeiros, e só oferecem “perigo” por estarem em locais inadequados servindo de entretenimento. Eles possuem seu habitat natural, na selva, onde podem viver como seu instinto permite e livres da exploração ambiciosa dos seres humanos.

Foto: Mirror Online

Foto: Mirror Online

Mas ele negou que os funcionários do zoológico drogassem animais.

O jornal relata ainda que os oficiais que foram até o zoológico depois de ver o vídeo não encontraram “evidências” de crueldade com animais.

A Mirror Online informa que entrou em contato com o zoológico de Phuket no sábado para comentar, mas ainda não recebeu uma resposta.

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Égua explorada ao extremo de suas forças desmaia e morre durante corrida

Foto: CBS News

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Um cavalo cruelmente explorado além do limite de suas forças nas cruéis pistas de corrida, desmaiou e morreu pouco depois de assumir a liderança durante uma “competição” em Maryland (EUA) no fim de semana, se tornando pelo menos o 12º cavalo de corrida a morrer este ano no estado.

Follow the Petals, uma égua de 5 anos de idade, aparentemente sofreu um ataque cardíaco, de acordo com o jornal Baltimore Sun.

Autoridades aguardam a realização de uma necropsia. A morte de domingo leva o número de cavalos que morrem durante uma corrida só no estado para pelo menos 10, informou o jornal, citando a Comissao de Corridas de Cavalo, Maryland Racing Commission.

Considerado um “esporte” pelos exploradores e apostadores envolvidos no negócio, as corridas não passam de palcos de horror e sofrimento onde os animais são obrigados a correr até o limite de suas forças enquanto o público aposta dinheiro nos cavalos e os empresários lucram com o desempenho dos animais.

Foto: Maryland State Archives

Foto: Maryland State Archives

Muitos morrem vítimas dessa situação horrível, só nessa competição dois outros cavalos morreram durante o treinamento. Um vídeo postado no YouTube pelo Maryland Jockey Club mostra Follow the Petals, liderando a corrida de 1,6 km no Laurel Park, enquanto os seis cavalos passam pelo trecho.

O vídeo então corta para a linha de chegada com o locutor observando que a égua Follow the Petals entrou em colapso e desmaiou. O jóquei Frankie Pennington não se feriu no incidente, disse um porta-voz da pista ao jornal Sun.

A égua venceu duas das sete corridas que correu este ano e ficou em segundo lugar em mais duas corridas, segundo o jornal. Follow the Petals havia sido obrigada a corrrer 35 corridas durante sua carreira rendendo cerca de 200 mil dólares ao seu explorados.

A morte de domingo ocorreu após 29 cavalos terem morrido no parque Santa Anita, na Califórnia, desde dezembro. O Grupo Stronach é dono do Laurel Park e Santa Anita.

O grupo pede – em uma infrutífera tentativa de defesa própria – que as regras de medicação em corridas de cavalo sejam reformadas. Na semana passada, Santa Anita anunciou a formação de uma equipe de revisão de cinco membros para avaliar cavalos antes das corridas finais da temporada e decidir se eles são saudáveis o suficiente para competir.

A temporada de Santa Anita termina no domingo. Em uma declaração ao jornal Sun, o grupo de defesa de direitos animais, PETA, solicitou a Maryland que seguisse o exemplo do sul da Califórnia.

“Cavalos mortos não serão mais ignorados pelo público”, disse a vice-presidente da PETA, Kathy Guillermo.

Repeito e dignidade – Follow the Petals

Cavalos não são produtos para serem vendidos, comprados e explorados em corridas. Esses animais são seres sencientes, capazes de amar, sofrer, criar vínculos e entender o mundo ao se redor.

Abusados ao extremo eles morrem em silêncio vítimas da ganância e crueldade humana. Vidas preciosas e belas perdidas por interesse e ignorância.

Follow the Petals jamais vai poder ter os bebês potros que poderia, ou amamentá-los e assisti-los crescer, ela jamais vai correr livre pelas planícies e montanhas como nasceu para fazer, nunca mais vai sentir o vento em sua crina e o sol em seu pelo novamente. Durante os cinco anos em que viveu ditaram o seu destino e decidiram sua vida.

Follow the Petals esta finalmente livre.

Foto: Wallhere

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Vídeo secreto revela abuso sofrido por galinhas em fazenda de produção ovos

Foto: Animal Liberation/Facebook

Foto: Animal Liberation/Facebook

Uma filmagem contendo imagens fortes de crueldade contra os animais surgiu nas redes sociais mostrando funcionários de uma fazenda de criação torturando e abusando de galinhas nas instalações dessa que é uma das maiores produtoras de ovos da Austrália.

Vídeos secretamente gravados por ativistas dos direitos animais, da ONG Liberação Animal, flagraram a forma repugnante que os trabalhadores tratam as galinhas na fazenda de aves de Bridgewater, em Victoria na Austrália.

Na filmagem, um grupo de funcionários da fazenda manipula brutalmente centenas de galinhas que estão sendo enviadas para serem mortas por gas após serem consideradas não mais valiosas (lucrativas financeiramente, com apenas 18 meses de idade).

Os rótulos Loddon Valley Eggs, Ovos Frescos Vitorianos e Ovos Frescos Caseiros vêm todos da Bridgewater Poultry e foram vendidos anteriormente em Woolworths e Coles.

As galinhas da fazenda foram filmadas sendo chutadas, jogadas no chão e tendo seus pescoços quebrados por diversão enquanto os funcionários riam.

“Eu odeio quando suas cabeças caem desse jeito”, diz uma funcionária em um momento no vídeo.

“Sim, parece bom, olha”, responde um trabalhador do sexo masculino.

Galinhas demoram mais de dois minutos pra morrer em câmara de gás | Foto: Animal Liberation/Facebook

Galinhas demoram mais de dois minutos pra morrer em câmara de gás | Foto: Animal Liberation/Facebook

“Oh, você é cruel”, a mulher diz enquanto uma galinha se contorce no chão. Os outros trabalhadores podem ser ouvidos rindo enquanto todos assistem a galinha sofrer.

“Oh, o que você está fazendo esticando sua cabeça para fora pra quê?”, Diz outro homem.

Em outro ponto, um trabalhador puxa violentamente as galinhas de uma fileira de minúsculas gaiolas e parece jogá-las no chão de forma agressiva, neste momento seus cacarejos se calam.

“Ela pulava de um lado para o outro, com a cabeça quebrada”, diz o trabalhador.

“Pequena desgraçada”, acrescenta ele, antes de atirar o animal no chão.

Muitas das galinhas são gravemente feridas e tem os ossos quebrados antes mesmo de chegarem à sala da morte por gás.

Foto: Animal Liberation/Facebook

Foto: Animal Liberation/Facebook

Libertação Animal NSW afirma que esta é a primeira vez que imagens do abuso contra galinhas poedeiras sendo gaseificadas (mortas por gás) em uma fazenda de ovos da Austrália.

Matar animais é um ato injustificável, porém, em uma medida paliativa perante a indústria de ovos, especialistas consideram a gaseificação com CO2 é considerada uma das formas mais humanas de morte das galinhas, embora o vídeo mostre que os animais podem levar mais de dois minutos para todas as aves asfixiarem.

Este vídeo conta a história, praticamente invisível, da prática padrão da indústria de ovos de morte de galinhas poedeiras “gastas” (também conhecido como “despovoamento”), disse o grupo de defesa dos animais em um comunicado.

“O despovoamento é realizado quando as galinhas atingem aproximadamente 18 meses de idade (12 meses de postura de ovos), pois a produção de ovos diminui e, portanto, não ela não são consideradas mais viáveis economicamente”.

“Essa realidade é a mesma para rótulos de ovos orgânicos, produzidos em gaiolas ou livres de gaiolas/celeiros, aprovados pela RSPCA. Todos podemos ajudar a interromper este ciclo, deixando ovos e produtos de ovos fora de seu prato. ”

Em resposta ao vídeo, a fazenda Bridgewater Poultry disse que ficou “entristecida e profundamente chocada” com a filmagem, alegando que os trabalhadores do vídeo eram funcionários de um terceiro contratado.

Foto: Animal Liberation/Facebook

Foto: Animal Liberation/Facebook

“Essa conduta aparente não foi aceita, aprovada ou permitida de qualquer forma pela gerência ou pela equipe da Bridgewater Poultry Farm”, diz o comunicado.

“A Bridgewater Poultry Farm pede à Animal Liberation e à pessoa ou pessoas na posse do vídeo que forneça imediatamente a filmagem bruta, não editada e não modificada para a polícia ou às autoridades responsáveis, para que os indivíduos envolvidos nesta conduta possam ser investigados e se as autoridades relevantes considerarem apropriado, punidos.”

Maltratar, explorar, matar animais, aves ou qualquer vida é um crime, se não previsto na legislação de todos os países é um crime moral contra o direito de todo e qualquer ser de viver e ser livre, assim como nasceu.

Ao explorar animais e o meio ambiente por dinheiro e ambição e dispor deles quando bem entende, a humanidade apenas se cobre de vergonha e culpa enquanto assiste ao planeta caminhar para o colapso de seus recursos.

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Filhote de baleia tem que ser sacrificado após ter a cauda decepada por barco

Foto: Francis Perez

Foto: Francis Perez

As imagens mostram o momento comovente que um filhote de baleia é encontrado flutuando impotente na água após sua cauda ter sido cortada por um barco.

A baleia-piloto-de-barbatana-curta foi descoberta por especialistas marinhos na costa de Tenerife, nas Ilhas Canárias, com a cauda decepada ainda presa e pendurada em seu corpo.

Foto: Francis Perez

Foto: Francis Perez

Ela lutava para nadar junto com seu grupo que ficava ao seu lado.

O fotógrafo subaquático Francis Pérez foi chamado para resgatar a baleia junto com um biólogo marinho e um veterinário da vida selvagem.

Eles puxaram o filhote para fora da água e colocaram no barco, mas o bebê não tinha chances de recuperação.

Foto: Francis Perez

Foto: Francis Perez

Tudo o que eles podiam fazer era manter o filhote sedado até morrer, poupando-lhe mais sofrimento desnecessário.

Pérez disse que foi “um dos dias mais tristes” no tempo em que ele tem documentado a vida oceânica nas Ilhas Canárias.

Ele disse: “Eu estava esperando que os cortes fossem causados por mordidas de tubarões, mas não, eles foram causados por um outro tipo de animal bem mais perigoso e cruel: o animal humano”.

Foto: Francis Perez

Foto: Francis Perez

“E de acordo com a necropsia, por um objeto pontiagudo, como uma hélice de um pequeno barco”. O filhote ferido estava migrando através da faixa marinha de Teno-Rasca, uma zona demarcada de conservação especial.

Esta zona é o lar de uma das mais importantes populações de baleias-piloto do mundo, mas o risco de colisões fatais com navios é alto devido ao tráfego intenso de balsas e embarcações marítimas.

O fotógrafo da National Geographic, Paul Nicklen, disse que a “imagem forte e chocante” de Pérez deveria ser um “toque de despertar” para a mudança urgente que precisa ser feita.

Foto: Francis Perez

Foto: Francis Perez

Ele disse: “O que todos nós precisamos fazer é nos tornarmos mais engajados. A imposição de regulamentações sobre os limites de velocidade das embarcações é muito difícil, mas tudo começa com a conscientização e pressão pública; o tipo que exige que as vozes de milhares de pessoas sejam ouvidas”.

“Cenas como essa me deixam tão irritado e triste como também extremamente motivado para fazer algo sobre isso e não que seja mais uma morte em vão”.

Estou trabalhando com o Sea Legacy para criar um movimento global de pessoas que pressionem as autoridades por mudanças legislativas criadas para evitar esse tipo de acidente.

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Fotógrafo da vida selvagem flagra elefantes sendo maltratados em reserva indiana

O fotógrafo jurou nunca mais retornar a uma reserva natural na Índia depois de testemunhar o abuso de elefantes | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo jurou nunca mais retornar a uma reserva natural na Índia depois de testemunhar o abuso de elefantes | Foto: Mercury/Norman Watson

Um fotógrafo da vida selvagem compartilhou fotos fortes e revoltantes nas mídias sociais mostrando elefantes acorrentados sendo espancados com bambus no Parque Nacional Bandhavgarh, em Madhya Pradesh, na Índia.

Norman Watson, de 47 anos, viajou para a reserva natural com o objetivo de fotografar tigres selvagens mas ao se deparar com a agressão praticada contra os elefantes resolveu divulgar as fotos na intenção de aumentar a conscientização sobre o abuso de animais.

Apesar dos tigres serem bem cuidados e autorizados a caminhar livremente na reserva natural, Norman disse que ficou chocado ao encontrar um grupo de elefantes, alguns apenas bebês, sendo acorrentado por guias que os usavam para passeios turísticos.

Norman Watson tirou fotos depois de testemunhar os elefantes sendo chicoteados com bastões de bambu de 1,5m | Foto: Mercury/Norman Watson

Norman Watson tirou fotos dos elefantes sendo espancados com bastões de bambu de 1,5m | Foto: Mercury/Norman Watson

Ele testemunhou os animais enormes sendo espancado com bambus de cerca de um metro e meio pés enquanto “gritavam em agonia”. Norman também alega ter visto elefantes bebês famintos e magros acorrentados a árvores e gaiolas durante sua viagem de trabalho a um dos parques nacionais mais populares da Índia.

Norman, que reside em Aberdeen, na Escócia, disse: “Eu senti muita raiva, havia cinco pessoas no grupo e elas testemunharam tudo, sentindo o mesmo que eu. “Ficamos chocados e paralisados”.

“Os gritos dos elefantes enquanto eram chicoteados causaram um arrepio na minha espinha. “Eles estavam com tanto sofrimento que estavam ferindo a si mesmos tentando evitar os golpes – enquanto estávamos a cerca de 100 metros de distância, gritando para que aquilo parasse”.

O fotógrafo afirma ter visto filhotes de elefantes que pareciam estar desnutridos | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo afirma ter visto filhotes de elefantes que pareciam estar desnutridos | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo fez sua viagem em abril deste ano visando fotografar os tigres, mas disse que se sentiu compelido a compartilhar o abuso sofrido pelos elefantes, pois não podia acreditar que aquilo estava acontecendo em um lugar protegido e popular entre os amantes dos animais.

Ele alega que os guias, conhecidos como mahouts (manipuladores locais de elefantes), repetidamente acertam os elefantes e os chicoteiam com bambu enquanto os montam, às vezes permitindo que seis pessoas de cada vez se sentem em um elefante de uma só vez.

Norman disse que os guias que estavam abusando dos elefantes eram responsáveis por levar os fotógrafos até os tigres para ajudar a preservá-los.

Norman disse que ele e outros fotógrafos ouviram alguns dos animais gritando em agonia | Foto: Mercury/Norman Watson

Norman disse que ele e outros fotógrafos ouviram alguns dos animais gritando em agonia | Foto: Mercury/Norman Watson

Ele disse: “Eles deveriam ser proibidos de manter qualquer tipo de animal e principalmente elefantes, não presenciamos outros animais na reserva sofrendo abuso ou crueldade para podermos acusar”.

“Elefantes não devem ser retirados da natureza ou serem montados por pessoas. Eles devem receber proteção em toda a Ásia”.

“Durante um dos piores incidentes que presenciamos, ouvimos o elefante em perigo realmente gritando desesperado. Havia dois elefantes jovens, com cerca de cinco anos de idade, com as pernas acorrentadas tão juntas que, na verdade, pulavam enquanto tentavam escapar de um mahout que batia neles com uma vara de bambu”.

O fotógrafo disse que os mesmos guias encarregados dos elefantes os levaram para ver tigres | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo disse que os mesmos guias encarregados dos elefantes os levaram para ver tigres | Foto: Mercury/Norman Watson

“O episódio evoluiu para um mahout puxando os elefantes por suas caudas, enquanto o outro tinha uma ferramente com um gancho afiado na ponta sobre a orelha deles. “Eles viraram os elefantes de lado e bateram nos animais por cerca de 10 minutos, parando apenas porque estavam exaustos de balançar a vara de bambu”.

Norman, que viajou pelo mundo tirando fotos de animais, disse que a Índia era um ótimo lugar para se visitar, mas ele não voltaria a Bandhavgarh até que o abuso parasse.

Ele acrescentou: “A Índia é um ótimo lugar, pessoas amigáveis, mas eu não voltarei a Bandhavgarh até que esse abuso tenha parado.

“Somente o poder das pessoas pode mudar o abuso da vida selvagem e a crueldade contra os animais”, concluiu o fotógrafo.

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Urso é morto por autoridades americanas por ser amigável demais com humanos

Foto: Fox News

Foto: Fox News

Autoridades da vida selvagem do estado no Oregon nos Estados Unidos mataram um urso negro, totalmente saudável, na semana passada, alegando como motivo o fato do animal ter se acostumado demais com humanos ao ter sido alimentado por pessoas para que elas pudessem chegar perto o suficiente para tirar selfies com o animal.

Inocente e dócil o urso, que era apenas um filhote, se aproximava das pessoas para receber comida eelas se aproveitavam desse momento para tirar fotos com o animal e postar nas redes sociais.

A polícia foi alertada sobre o urso que estava perto do lago Henry Hagg por meio dessas fotos postadas em diversas redes sociais, informou o Departamento de Pesca e Vida Selvagem do Oregon (ODFW) em um comunicado à imprensa.

Autoridades alegam que tentaram forçar o urso a voltar para a floresta na quarta-feira, mas o animal retornou no dia seguinte e foi descoberto comendo comida que o público tinha deixado para ele.

O urso acabou pagando com a vida pela própria ingenuidade ao ter se aproximado dos seres humanos cuja intenção era se aproveitar disso e tirar fotos com ele. As autoridades optaram pela saída mais fácil – e mais cruel – eliminar o urso que potencialmente poderia oferecer algum risco no futuro.

Tentando justificar a morte do animal em um comunicado à imprensa Kurt License disse: “Este é um exemplo clássico de por que imploramos ao público para que não alimentem os ursos. Enquanto os indivíduos que colocam comida para este urso podem ter tido boas intenções, os ursos nunca devem ser alimentados”.

Os biólogos descobriram mistura de ração para ursos, sementes de girassol, milho quebrado e outros alimentos deixados na área, disse o ODFW. É ilegal “espalhar comida, lixo ou qualquer outro atrativo, de modo a conscientemente constituir uma atração, sedução ou atrativo para a vida selvagem pois pode potencialmente habituar os animais a isso”.

Segundo o argumento departamento responsável pelo assassinato do animal, ODFW, os ursos que se tornam habituados aos seres humanos são mais propensos a ter interações perigosas no futuro e não podem ser realocados. “Se o urso não estivesse habituado, ele poderia ter sido realocado com segurança”, disse a agência ao Salem Statesman Journal.

“Esta foi uma decisão difícil, os especialistas em vida selvagem do Departamento de Pesca e Vida Selvagem do Oregon tiveram que fazer para a segurança de todos”, twittou o Gabinete do Xerife do Condado de Washington. “A realocação não era uma opção neste caso. Os humanos não devem alimentar ursos selvagens”.

Uma criatura saudável teve sua vida tirada por humanos e por causa de humanos. Acreditando-se superior aos demais habitantes do planeta, o homem se julga capaz de decidir sobre o direito de vida e morte dos animais, e os mata conforme julga correto, seja por diversão, comida ou segurança.

A morte do urso, tido como ameaça, é a prova disso. A “interação perigosa” no futuro que as autoridades mencionam no comunicado à imprensa, trata exatamente de colocar em risco a vida de seres humanos em risco no futuro, o direito inato à vida do animal, foi desconsiderado.

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Camelo é vestido com roupas extravagantes e obrigado a circular em festival musical

Foto: LEAH INGHAM/FACEBOOK

Foto: LEAH INGHAM/FACEBOOK

Um festival musical conhecido como Land Beyond Festival – que tem como tema os instrumentos bateria e baixo – e acontece na Inglaterra anualmente, foi classificado como “nauseante” por vestir e enfeitar um camelo e obrigá-lo a desfilar pelo local.

Imagens do festival, realizadas em Brighton, Sussex, mostraram o animal vestido com uma capa vermelha brilhante e repleto de enfeites pelos rosto e corpo enquanto era conduzido através de um campo barulhento e lotado.

Daniel James, que participou do festival no domingo, descreveu que viu claramente o camelo se incomodar e demonstrar sofrimento por causa da música alta.

Ele disse: “O animal foi exposto a pessoas bebendo álcool e a música estava extremamente alta, como seria de esperar aliás de um festival de Drum and Bass (bateria e baixo).

Foto: soroat6/ Instagram

Foto: soroat6/ Instagram

“Havia pessoas que estavam noriamente bêbadas correndo e tirando fotos com seus telefones pra lá e pra cá, que assustaram o camelo algumas vezes”, conta um expectador do festival.

“Ele (o camelo) estava cercado por seis seguranças, então eles claramente sabiam que estavam colocando o animal em risco.”

Daniel, um expectador que do festival que trabalha com eventos, disse que ele e seu parceiro saíram do local assim que viram o camelo, acrescentando: “Eu nunca vi nada como na minha vida”.

Ele twittou um pequeno vídeo do animal com a seguinte legenda:“Por Deus, por que trazer um camelo para o festival e explorá-lo dessa forma é nojento. Crueldade animal nos dias modernos”.

Outros usuários das mídias sociais responderam ao vídeo com surpresa e revolta, um dos comentários dizia: “Absolutamente repugnante e vergonhoso! Os animais não estão aqui para entretenimento”.

Outro disse: “Abuso e exploração animal repugnantes por si mesmos. Por favor, não use os camelos dessa maneira”.

“Eles têm que ter sua vontade quebrada com espancamentos para se submeterem e estarem a salvo”.

Um terceiro acrescentou: “Estamos em 2019. Por que apoiar a crueldade contra os animais com o uso de um camelo em seus eventos?”.

“Certamente o evento e a música ja se bastam, o animal não deveria jamais ser usado para entretenimento. Que vergonha!”.

O camelo foi alugado da empresa Joseph’s Amazing Camels em Warwickshire.

A companhia disse que os camelos foram “domesticados por mais tempo que os cavalos” e enfatizou que o animal foi colocado em uma cela protetora durante seu tempo no festival.

Mas um porta-voz da RSPCA disse que a entidade ficaria preocupada com qualquer animal que aparecesse em um festival e questionaram a “necessidade” de trazer o camelo para o evento.

Eles disseram: “A grande multidão de pessoas festejando, dançando e bebendo e a música alta em tais eventos, como também o transporte de ida e volta, causam muito stress ao animal”.

“Nós questionamos a necessidade de levar um camelo para um evento como este. Além disso, animais como os camelos são naturalmente sociais, portanto, ser exibido sozinho, sem um animal de companhia adequado, aumenta o estresse”.

Um porta-voz do festival alegou em sua defesa que o animal tem uma licença de performance e foi visto em filmes como Aladdin e uma série de outras produções.

Como se uma exploração previamente realizada fosse permissão ou justificativa para que novas explorações aconteçam.

“Land Beyond é um festival de nome e um de nossos objetivos é nos esforçar para levar experiências incomuns para nossos eventos”.

“Nunca foi nossa intenção ofender ninguém e gostaríamos de agradecer a todos pelo feedback”.

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