Célio Studart apresentou mais de 40 projetos em defesa dos animais na Câmara

Por David Arioch

“Eles, como seres sencientes que são, merecem respeito, ter seus direitos tutelados” (Foto: Agência Câmara)

Célio Studart (PV-CE) apresentou mais de 40 projetos em defesa dos animais nos primeiros seis meses de mandato como deputado federal em 2019. As propostas vão desde o endurecimento da lei contra a caça de animais silvestres, tipificação de assassinatos em série contra animais como crime hediondo, até a redução de impostos para empresas que produzem exclusivamente produtos veganos.

Atualmente presidindo a Subcomissão Permanente em Defesa dos Animais, Studart explica que o seu papel na função é tratar dos projetos, requerimentos e audiências públicas que possam valorizar e propor ideias às leis que tratam dos direitos animais, já que hoje em dia há um escopo muito mais amplo envolvendo o tema.

“Muitos projetos são importantes porque tendem a reproduzir o que a sociedade pensa acerca dos animais. Eles, como seres sencientes que são, merecem respeito, ter seus direitos tutelados”, defende o deputado e acrescenta que hoje um dos assuntos mais urgentes é a luta por garantir pena de reclusão em casos de maus-tratos aos animais.

O deputado enfatiza que uma comissão especial foi criada para tratar desse assunto. “Temos a honra de presidir essa comissão, que em uma linguagem mais simples propõe cadeia para quem maltrata animais. Porque hoje o artigo 31 da Lei de Crimes Ambientais permite uma pena muito branda, muito leve. E nossa intenção é majorar essa pena, aumentar e fazer com que o indivíduo criminoso possa cumpri-la até em reclusão”, frisa.

Conheça as propostas já protocoladas na Câmara dos Deputados por Célio Studart:

1) proibição de retirada, por parte de todos os entes federados, de abrigos provisórios de animais em logradouros públicos.

2) Cria o selo “Livre de Crueldade” como forma de certificação oficial aos produtos e marcas que não realizem testes em animais.

3) Cria o Fundo Nacional de Proteção Animal.

4) Criminaliza a conduta de provocar contenda entre animais.

5) Altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, para proibir que pessoas jurídicas que cometam o crime de maus-tratos aos animais possam celebrar contratos com a Administração Pública.

6) Proíbe a adoção de animais por aqueles que forem condenados pelo crime de maus-tratos de animais.

7) Cria aplicativo para dispositivo móvel que facilite a busca por animais domésticos desaparecidos.

8) Permite o ingresso de animais domésticos e de estimação em hospitais para visitação de pacientes internados.

9) Proíbe o sacrifício de animais pelos Centros de Controle de Zoonoses e por Unidades de Vigilância de Zoonoses enquanto existirem outras alternativas de tratamento.

10) Proíbe a criação ou manutenção de animais para fins de extração de pele.

11) Dispõe sobre a entrada e permanência de animais domésticos em repartições públicas federais.

12) Permite, em todo território nacional, a realização de eventos de adoções de cães e gatos em praças, parques e demais logradouros públicos.

13) Institui o Dia Nacional da Adoção Animal.

14) Permite o trânsito de animais de pequeno porte e de cães-guia em toda a rede de transporte público e transporte privado em todo território nacional.

15) Proíbe, em todo território nacional, o Poder Público de realizar a eutanásia de animais em virtude de diagnóstico de Leishmaniose canina (calazar).

16) Cria, em todo território nacional, o selo “Amigos dos Animais” como forma de certificação oficial aos estabelecimentos privados ou públicos que promovam o bem-estar animal.

17) Determina a proibição, em todo território nacional, da comercialização e o uso de coleiras que causem choques em animais.

18) Altera a Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, (Lei do Imposto de Renda de Pessoa Física) para incluir os gastos veterinários como dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda.

19) Dispõe sobre a proibição, em todo o território nacional, da utilização de penas e plumas de origem animal para a produção de fantasias e alegorias e dá outras providências.

20) Dispõe sobre a permissão, em todo o território nacional, da permanência de animais domésticos nas praias.

21) Dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas elaborarem plano emergencial de localização, resgate e cuidado dos animais atingidos por desastres ambientais.

22) Altera a Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, e a Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004, para isentar as preparações utilizadas na alimentação de animais domésticos do IPI, e reduzir a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins.

23) Altera a Lei 8.072, de 25 de julho de 1990, para definir como crime hediondo o assassinato em série de animais e a reiteração do assassinato de animais pela mesma pessoa ou pelo mesmo grupo de pessoas.

24) Dispõe sobre a obrigatoriedade de todos os municípios com mais de 50.000 (cinquenta mil) habitantes possuírem equipamento de castração e atendimento de animais denominado de “Castramóvel” e dá outras providências.

25) Dispõe sobre a proibição, em todo o território nacional, da utilização de animais para desenvolvimento, experimento e testes de produtos cosméticos, de higiene pessoal, perfumes, limpeza e seus componentes.

26) Dispõe sobre a proibição, em todo o território nacional, da venda de animais pela internet e dá outras providências.

27) Dispõe sobre a proibição, em todo o território nacional, da apresentação, manutenção e utilização de animais em espetáculos circenses.

28) Dispõe sobre a proibição, em todo o território nacional, da fabricação, do comércio e do uso de fogos de artifício barulhentos.

29) Dispõe sobre a proibição, em todo o território nacional, da comercialização de animais em feiras, parques, ruas, praças, mercados e outras áreas abertas, públicas ou particulares, sem o devido cuidado com a saúde animal.

30) Altera o Código de Trânsito Brasileiro e dispõe sobre a proibição do uso de veículos de tração animal em área urbana e a sua substituição por veículo de propulsão humana.

31) Altera a Lei nº 9.605, de 12 fevereiro de 1998, a fim de agravar a pena do crime de maus-tratos de animais e tipificar o crime de abandono de animais.

32) Garante o direito de ingresso e permanência, em todos os meios de transporte e em estabelecimentos abertos ao público, de animais que acompanhem pessoas com deficiência de qualquer natureza.

33) Permite a permanência de animais nas dependências de shopping centers, supermercados e estabelecimentos congêneres.

34) Veda que convenção condominial proíba condôminos de tutelarem animais em seus imóveis.

35) Proíbe o consumo de carne de cães e de gatos em todo território nacional.

36) Aumenta a pena dos delitos em caso de desrespeito à legislação que proíbe a caça de animais.

37) Estimula a criação de bancos de sangue veterinários para animais domésticos.

38) Proíbe o uso de chicotes em animais

39) Proíbe o sacrifício de aves por meio de trituração, sufocamento, eletrocussão ou qualquer outro método cruel para fins de abate

40) Possibilita que a prestação de serviços à comunidade possa ser realizada em abrigos de proteção animal.

41) Torna inafiançável o tipo penal do art. 32 da Lei de Crimes Ambientais.


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Demanda por proteína à base de vegetais eleva produção de ervilhas em 20%

Por David Arioch

Embora a verde e a amarela sejam mais conhecidas e consumidas entre as ervilhas disponíveis para consumo, há mais de 200 variedades que podem ser cultivadas (Foto: Shutterstock)

De acordo com a Bloomberg, a demanda por proteína à base de vegetais já elevou a produção de ervilhas em 20% nos Estados Unidos e Canadá, e essa deve ser uma tendência mundial. A justificativa é que a ervilha é um dos ingredientes principais na elaboração de alternativas à carne.

As empresas de maior visibilidade hoje do segmento têm apostado principalmente na proteína isolada de ervilha, que é considerada um produto versátil, que se adapta bem aos mais diferentes tipos de alimentos.

Como consequência, isso tem alavancado o mercado de produção de ervilhas e apresentado boa oportunidade para agricultores que investem em leguminosas ou que pretendem investir.

Comparando o impacto da produção de carne bovina com a proteína baseada em vegetais, um estudo liderado pelo pesquisador Joseph Poore, da Universidade de Oxford, aponta que mesmo a carne orgânica ou considerada sustentável pode requerer 36 vezes mais terra e gerar seis vezes mais emissões de gases do efeito estufa do que a produção de leguminosas como a ervilha.

Uma pesquisa global de mercado da Persistence Market Research destaca que a previsão é de que somente o mercado de proteína de ervilha orgânica registre uma taxa de crescimento anual composta de 7,2% até 2027.

Além disso, com tantas opções e fórmulas aperfeiçoadas chegando ao mercado, a proteína de ervilha, que até 2018 tinha um valor global de mercado de pouco mais de 32 milhões de dólares, deve valer mais de 176 milhões de dólares até 2025, segundo projeção da Allied Market Research.

No Brasil, mesmo com grande potencial, a produção de ervilhas ainda é pouco difundida, embora seu manejo seja considerado por quem está investindo na cultura como mais fácil do que o do feijão – dependendo da variedade – já que a ervilha registra menor incidência de doenças e pragas.

Segundo o pesquisador Warley Nascimento, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a vantagem da ervilha é que a leguminosa melhora a qualidade do solo ao retirar nitrogênio do ar, por meio de bactérias, em um fenômeno identificado como simbiose.

Embora a verde e a amarela sejam mais conhecidas e consumidas entre as ervilhas disponíveis para consumo, há mais de 200 variedades que podem ser cultivadas.


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Vaca salva da morte em SP precisa de tratamento

Por David Arioch

Emília, nome que recebeu dos ativistas dos direitos animais que a resgataram, foi encontrada escondida em um terreno da Sabesp (Fotos: ONG Bendita Adoção)

Uma vaca que escapou da morte em São Paulo na semana passada precisa de tratamento urgente. Emília, nome que recebeu dos ativistas dos direitos animais que a resgataram, foi encontrada escondida em um terreno da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), na Zona Leste da capital paulista.

A bióloga Beatriz Silva, responsável pela ONG Bendita Adoção, conta que receberam um pedido de resgate, e que a princípio não poderiam atender porque já estão enfrentando dificuldades financeiras por terem sob guarda mais de 200 animais.

“Passei para outras ONGs, mas me falaram que estão na mesma situação. E o vizinho que encontrou a Emília disse que caso ninguém fosse resgatá-la, eles iriam ligar para o Centro de Controle de Zoonoses”, relata.

Como o CCZ tem autorização para realizar eutanásia, Beatriz admite que ficou desesperada em imaginar o destino da vaca. “A gente sabe que eles podem fazer isso. E tomamos a atitude de resgatar mesmo sem condições, e agora estamos com um problema enorme porque ela não está nada bem de saúde e há muita coisa a ser feita”, frisa.

Quando Emília foi resgatada, ela estava deitada e tremendo de frio; sequer conseguia se levantar. “Ela tem quatro marcações a ferro quente no corpo e um brinco de identificação com o número 31. Assim que for sedada para realizar os procedimentos, vou pedir para retirarem também”, enfatiza Beatriz.

Com um tumor em uma das patas, Emília precisa passar por cirurgia o mais rápido possível. “Ela está com bicheira e precisamos remover também o chifre. Provavelmente vai perder um dígito da pata na amputação. Então é um quadro bem complicado. Também está cheia de carrapatos”, revela Beatriz Silva.

E acrescenta: “Já precisamos de recursos para pagar 600 reais de cirurgia, 600 reais de medicamentos, 120 reais de exames e mais as diárias de internação.”

Você pode ajudar realizando uma doação:

Caixa Econômica Federal

Agência: 0326

Conta Poupança: 24090-1

Operação: 013 (para contas Caixa)

Associação Bendita Adoção

CNPJ: 26.306.403/0001-57

Paypal: amazons@ig.com.br

Picpay: benditaadocao

Acompanhe o trabalho da ONG Bendita Adoção:

Instagram: @ongbenditaacao

Facebook: /benditaadocao


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UFSC oferece curso de extensão em ética animal

Por David Arioch

“A maior parte de nossas decisões afeta, direta ou indiretamente, os animais não humanos” | Pixabay

O curso de extensão “Uma introdução ao debate sobre a consideração moral dos animais não humanos”, oferecido pela primeira vez na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebe inscrições até 30 de julho. A atividade é gratuita, aberta a todos, e será fornecido certificado de participação. As aulas são presenciais e ocorrem de 6 de agosto a 3 de dezembro, às terças-feiras, das 9h10 às 11h. As inscrições devem ser feitas até o dia 30 deste mês.

“A maior parte de nossas decisões afeta, direta ou indiretamente, os animais não humanos. O objetivo é discutir as implicações disso e introduzir os conceitos centrais sobre ética animal, tanto as abordagens clássicas, quanto as mais atuais”, explica Carlos Roberto Zanetti, um dos coordenadores do curso e professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP/CCB/UFSC). A atividade está sendo organizada em parceria com o pesquisador Luciano Cunha, da ONG Ética Animal, que ministrará as aulas.

Ao longo do semestre serão apresentados os conceitos de especismo e senciência; argumentos a favor da consideração moral dos animais; diferentes perspectivas teóricas éticas em relação aos animais; diferenças entre a consideração pelos animais e o ambientalismo, entre outros tópicos.

As inscrições devem ser feitas aqui.

Mais informações pelo e-mail luciano.cunha@animal-ethics.org ou pelo Facebook.


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Cães abandonados recebem coleiras reflexivas em Xanxerê (SC)

Por David Arioch

Sempre que encontra um cão abandonado, Oliveira se aproxima e coloca a coleira, que ele garante ser confortável (Foto: NSC TV)

Em Xanxerê (SC), cães abandonados que passam a maior parte do dia vagando pelas ruas receberam coleiras reflexivas. A intenção é evitar acidentes e garantir a segurança dos animais e dos motoristas. Mas a iniciativa não é do poder público, mas sim do zootecnista Vagner Pacheco Oliveira, que fabricou as coleiras e carrega o material no porta-luvas do carro.

Sempre que encontra um cão abandonado, Oliveira se aproxima e coloca a coleira, que ele garante ser confortável, já que é feita de tecido e não aperta o pescoço do animal. Questionado se não seria melhor tirar os animais das ruas, Vagner Pacheco Oliveira justificou que os lares temporários em Xanxerê estão cheios de animais e sem condições de receber mais cães. Por isso surgiu a ideia das coleiras reflexivas.


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Quando John C. Reilly desistiu de filme por ser contra a morte de um burro

Por David Arioch

Insistindo contra a prática, o ator abandonou o filme lançado em 2005 e acabou substituído pelo ator esloveno Zeljko Ivanek (Fotos: Getty)

Há 15 anos, o ator John C. Reilly estava em Trollhättan, na Suécia, participando das filmagens do filme “Manderlay”, do controverso cineasta dinamarquês Lars Von Trier, quando afirmou que não continuaria na produção ao saber que um burro seria morto durante as gravações.

À época, o produtor executivo Peter Aalbaek justificou à agência de notícias Ritzau que “o animal já estava velho e doente e que o sacrifício seria um gesto humano”.

“Todo o processo foi monitorado por um veterinário. Estávamos muito conscientes disso porque não queríamos 70 mil grupos de direitos animais nas nossas costas”, disse. E polemizou: “Poderíamos matar seis crianças em um filme sem que ninguém fizesse essa confusão.”

A preocupação de John C. Reilly, conhecido por filmes como “Boogie Nights”, “Chicago” e “Precisamos Falar Sobre Kevin” era também com o fato de que no contexto de “Manderlay” o animal seria morto e reduzido a pedaços de carne entre os moradores do lugarejo.

Insistindo contra a prática, o ator abandonou o filme lançado em 2005 e acabou substituído pelo ator esloveno Zeljko Ivanek. A cena da morte do burro foi gravada, embora não tenha entrado na edição final para evitar mais problemas com ativistas dos direitos animais.

Em 2018, Lars Von Trier também gerou alvoroço com a cena de um patinho que teve suas pernas arrancadas com um alicate em “A Casa que Jack Construiu”. Em defesa do filme, ele explicou que o patinho não era de verdade e recebeu o apoio da PETA.

Outros animais usados como meio de transporte de humanos ou de cargas também tiveram a morte decretada no cinema. Em “Andrei Rublev”, de 1966, Andrei Tarkovsky mostra um cavalo levando um tiro no pescoço e sendo empurrado escada abaixo.

Trinta anos antes, em “A Carga da Brigada Ligeira”, de 1936, pelo menos 25 cavalos foram mortos na obra de Michael Curtiz. Já em 1939, um cavalo quebrou a espinha depois de cair de uma altura de pouco mais de 20 metros durante a filmagem de “Jesse James”, de Henry King. E há muitos outros exemplos.


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Projeto de lei prevê até quatro anos de prisão para crime contra animais silvestres

Por David Arioch

A pena se volta não apenas para quem caçá-los, mas também para quem persegui-los, captura-los e utilizá-los ilegalmente | Pixabay

Apresentada ontem na Câmara dos Deputados, proposta de Juninho do Pneu (DEM-RJ) prevê ampliação de pena para crimes contra animais silvestres – que pode variar de dois a quatro anos de reclusão. A pena se volta não apenas para quem caçá-los, mas também para quem persegui-los, captura-los e utilizá-los ilegalmente.

O Projeto de Lei (PL) 3994/2019 destaca que, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil aparece como responsável por 15% do tráfico mundial de animais silvestres.

“E o mais assustador é que este número corresponde a quase o mesmo índice de biodiversidade que o país tem, levando em conta que cerca de 15% de todos os seres vivos catalogados estão em terras brasileiras”, afirma Juninho do Pneu.

De acordo com o Ibama, 38 milhões de animais silvestres já foram retirados do seu ambiente natural, gerando lucro de U$S 2,5 bilhões aos que os venderam de modo ilícito.

“Na maioria das vezes as pessoas adquirem um desses animais para simplesmente se darem ao deleite de tê-lo em casa, ignorando as consequências negativas que isso pode ter para o animal e para o meio ambiente”, critica o deputado.

E acrescenta: “Há casos em que o sujeito realmente acredita estar fazendo um bem ao próprio animal ao criá-lo perto de si, achando que isso é uma demonstração de amor pelo mesmo. Algumas estatísticas apontam que noventa por cento dos animais traficados morrem antes de chegarem ao seu destino.”


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Nenhum deputado de 13 estados votou contra a vaquejada

Por David Arioch

Votos de obstrução somaram 29. Recurso normalmente é utilizado para tentar adiar uma votação no plenário | Foto: Pixabay

Na última terça-feira (09), além de apenas 34 deputados terem votado “não” em Brasília pela aprovação do texto-base do projeto de lei que visa a regulamentação da vaquejada, rodeio e prova de laço, 13 estados do Brasil não tiveram nenhum parlamentar votando contra a proposta que garantiu 402 votos favoráveis.

Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins são os estados que contaram, em alguns casos, com obstrução à votação, mas não voto contrário ao texto do PL.

No total, os votos de obstrução somaram 29. Recurso normalmente é utilizado para tentar adiar uma votação no plenário.

Quem são os deputados que recorreram à obstrução:

Alagoas

Paulão (PT)

Amazonas

José Ricardo (PT)

Goiás

Rubens Otoni (PT)

Mato Grosso

Professora Rosa Neide (PT)

Minas Gerais

Margarida Salomão (PT)

Padre João (PT)

Patrus Ananias (PT)

Reginaldo Lopes (PT)

Pará

Airton Faleiro (PT)

Edmilson Rodrigues (PSOL)

Paraná

Gleisi Hoffmann (PT)

Rio de Janeiro

Glauber Braga (PSOL)

Marcelo Freixo (PSOL)

Talíria Petrone (PSOL)

Rio Grande do Sul

Bohn Gass (PT)

Fernanda Melchionna (PSOL)

Henrique Fontana (PT)

Paulo Pimenta (PT)

Santa Catarina

Pedro Uczai (PT)

São Paulo

Alexandre Padilha (PT)

Arlindo Chinaglia (PT)

Carlos Zarattini (PT)

Luiza Erundina (PSOL)

Nilto Tatto (PT)

Paulo Teixeira (PT)

Rui Falcão (PT)

Sâmia Bomfim (PT)

Sergipe

João Daniel (PT)

Tocantins

Célio Moura (PT)


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Quem são os 34 deputados que votaram contra projeto que regulamenta a vaquejada

Por David Arioch

Na vaquejada, dois homens montados em cavalos perseguem um boi com o objetivo de derrubá-lo puxando-o pelo rabo (Foto: Reprodução)

Na última terça-feira (09), na Câmara dos Deputados, apenas 34 parlamentares votaram contra o texto-base do projeto de lei 8240/2017, do senador Raimundo Lira (MDB-PB), que prevê a regulamentação da vaquejada, rodeios e provas de laço no Brasil. Alguns deputados chegaram a contrariar a orientação do partido.

A direção dos partidos MDB, PTB, PP, PSL, PL, PSD, PSB, PRB, PSDB, DEM, PDT, Solidariedade, PROS, PCdoB, PSC e Novo recomendaram que seus deputados votassem a favor do texto do projeto de lei. Podemos e Cidadania liberaram seus representantes para votarem tanto a favor quanto contra.

O Patriota e o Partido Verde sugeriram voto contra. PT e PSOL optaram pela obstrução da votação do texto-base do projeto de lei. Já o presidente Jair Messias Bolsonaro e a base governista também recomendaram voto favorável. Vale lembrar que na vaquejada dois homens montados em cavalos perseguem um boi com o objetivo de derrubá-lo puxando-o pelo rabo.

Deputados que votaram contra:

Acre

Jéssica Sales (MDB)

Amapá

Professora Marcivania (PCdoB)

Ceará

Célio Studart (PV)

Distrito Federal

Erika Kokay (PT)

Professor Israel Batista (PV)

Espírito Santo

Felipe Rigoni (PSB)

Goiás

Elias Vaz (PSB)

Minas Gerais

André Janones (Avante)

Aúrea Carolina (PSOL)

Charlles Evangelista (PSL)

Dr. Frederico (Patriota)

Fred Costa (Patriota)

Marcelo Álvaro Antônio (PSL)

Rogério Correia (PT)

Weliton Prado (PROS)

Pará

Celso Sabino (PSDB)

Vavá Martins (PRB)

Paraíba

Frei Anastácio Ribeiro (PT)

Paraná

Boca Aberta (PROS)

Rubens Bueno (Cidadania)

Pernambuco

Daniel Coelho (Cidadania)

Rio de Janeiro

Alessandro Molon (PSB)

Delegado Antônio Furtado (PSL)

Marcelo Calero (Cidadania)

Pedro Paulo (DEM)

Roraima

Joenia Wapichana (Rede)

Shéridan (PSDB)

São Paulo

Alencar Santana Braga (PT)

Alex Manente (Cidadania)

Luiz Flávio Gomes (PSB)

Marco Bertaiolli (PSD)

Ricardo Izar (PP)

Rodrigo Agostinho (PSB)

Tabata Amaral (PDT)


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Mais de sete mil universidades declaram emergência climática

Por David Arioch

A estratégia para combater a crise climática está estruturada em três frentes (Foto: Reuters)

Organizações que representam mais de sete mil instituições de ensino superior de todos os seis continentes declararam na última quarta-feira (10) uma emergência climática e acordaram um plano para neutralizar as suas emissões de carbono até 2030.

A estratégia para combater a crise climática está estruturada em três frentes: neutralizar as emissões de carbono até 2030; mobilizar mais recursos para a pesquisa e a criação de competências voltadas para ações climáticas; e ampliar a educação ambiental e a educação para a sustentabilidade no currículo escolar, tanto nas universidades como em programas para a comunidade.

Esta é a primeira vez em que organizações de ensino superior se unem para assumir um compromisso coletivo frente às mudanças do clima. A iniciativa é capitaneada pela Aliança para a Liderança Sustentável na Educação (EAUC), pela organização estadunidense Second Nature e pela Aliança para Juventude e Educação, da ONU Meio Ambiente. A carta assinada pelas três instituições será compartilhada com ministros de Estado durante o encontro da Iniciativa por uma Educação Superior Sustentável, em Nova York.

Outras instituições que assinaram o documento incluem a Universidade de Strathmore (Quênia), a Universidade de Tongji (China), a Escola de Comércio KEDGE (França), a Universidade de Glasgow (Escócia), a Universidade do Estado da Califórnia (Estados Unidos), a Universidade de Zayed (Emirados Árabes Unidos) e a Universidade de Guadalajara (México).

O anúncio também foi apoiado pelas principais redes mundiais de educação, como a Aliança Global e a Iniciativa Global de Lideranças Responsáveis, que também se comprometeram com as metas de emissões.

“O que ensinamos molda o futuro. Nós elogiamos o compromisso das universidades para se tornarem neutras em carbono até 2030 e aumentar seus esforços nos campus acadêmicos”, disse a diretora executiva da ONU Meio Ambiente, Inger Andersen.

“Os jovens têm liderado cada vez mais os apelos por mais ações endereçando os desafios climáticos e ambientais. Iniciativas que envolvem os jovens diretamente neste trabalho são uma contribuição valiosa para alcançar o desenvolvimento sustentável.”

Algumas instituições já implementam boas práticas de sustentabilidade, como a Universidade de Strathmore, que utiliza energia limpa e instalou seu próprio sistema fotovoltaico de 600 quilowatts. A Universidade de Tongji incorporou a sustentabilidade no currículo e instigou outras instituições a fazerem o mesmo.

Nos Estados Unidos, a Universidade da Califórnia se comprometeu a neutralizar suas emissões de carbono até 2025 e outras instituições, como a Universidade Americana e a Universidade de Colgate, já são neutras em carbono.

“Jovens em todo o mundo sentem que escolas, colégios e universidades têm sido lentos demais em suas reações à crise que recai sobre nós. Celebramos a notícia de que elas estão declarando a emergência climática. Não temos tempo a perder. Iremos convocar as instituições que ainda não apoiam a iniciativa para que se juntem a ela. E, claro, as ações que acompanham o apoio são o elemento mais importante”, afirmou a diretora para Alunos que se Organizam pela Sustentabilidade, Charlotte Bonner.

Leia a carta completa (em inglês) e veja quais redes confirmaram apoio — clique aqui.


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