Morre elefanta que vivia em santuário após ser explorada por circo durante décadas

Guida tomando banho no Santuário de Elefantes Brasil (Foto: Divulgação/SEB)

Guida, uma elefanta de 47 anos que vivia há dois anos e oito meses no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, morreu nesta segunda-feira (24). A notícia da morte foi divulgada pelo santuário, através das redes sociais, na terça-feira (25). “Nossa grandona, nossa agradecida Guida, que deveria viver para sempre, aparentemente tinha outros planos”, escreveu o SEB.

De acordo com o que foi noticiado, Guida estava bem e a morte súbita surpreendeu os membros do santuário. “Nunca é fácil perder um elefante, mas quando não há sinais e sua luz ainda brilha tão forte, é mais difícil aceitar. Sabemos dos danos que anos de cativeiro podem causar, mas não estávamos preparados para perdê-la”, disse. Guida foi explorada para entretenimento humano por 40 anos, período em que viveu em um circo e sofreu maus-tratos.

O SEB descreveu ainda a forma como reagiram os outros elefantes que estavam acostumados a conviver com Guida. “Enquanto escrevemos, Maia está ao seu lado. Ela caminhou até Guida, um tanto hesitante a princípio, aparentemente insegura do que tinha diante dela. Inicialmente manteve sua tromba distante, cheirando-a vagarosamente e depois a afastando. Depois de alguns momentos tocando e cheirando Guida, conseguiu entender o que aconteceu”, afirmou.

“Maia ficou quieta, mas também desorientada. Sentimos que deveríamos distraí-la. Demos a ela um pouco mais de feno (ela encontra conforto na comida) e decidimos deixa-la sozinha com sua irmã para processar e sentir o que deveria sentir”, completou.

Outra elefanta que viveu com Guida e que esteve perto do corpo dela após a morte foi Rana. Segundo o santuário, ela passou muito tempo perto da cerca onde Guida estava. “Com sua tromba cheirava em sua direção, sabia claramente que algo estava errado. Hoje de manhã permaneceu próxima ao galpão, cheia de luz como sempre, emitindo alguns chiados durante o café da manhã. Ela não está na área onde Guida se encontra, não temos certeza se irá até ela, mas o espaço está aberto, caso resolva ir. Não a forçaremos, ela sabe que Guida está lá..”, disse.

Rana (à direita), Guida (centro) e Maia (à esquerda) se tornaram companheiras no santuário (Foto: Divulgação/SEB)

Não se sabe o que motivou a morte da elefanta, mas o santuário investiga se os anos de maus-tratos sofridos no circo podem ter contribuído para isso. Guida foi encontrada, de acordo com o SEB, “presa em um lugar que não deveria estar”, em um trilha estreita. “Ela simplesmente não conseguia levantar sua pata para a frente da outra. Guida é a nossa menina que sempre escolheu seguir os caminhos mais difíceis, esta dificuldade não era comum. Não sabemos porque sentiu que estava presa, mas a ajudamos sair, alargando um pouquinho o caminho com varas e a encorajamos com palavras, e, assim, saiu da trilha”, contou.

Em seguida, Guida deu um ou dois passos, apoiou-se sobre um monte de terra, descansou e, após mais alguns passos, deitou no chão. “Aplicamos soro intravenoso, a medicamos, tiramos amostras de sangue com a esperança de que descansasse um pouco. Mas após algum tempo, sua respiração começou a oscilar até que simplesmente parou de respirar. Ela se foi silenciosamente e em paz. Não esperávamos que ela se fosse”, relatou o santuário.

A morte da elefanta abalou os membros do santuário, que sofrem não só por sua partida, mas por se preocuparem com Maia, fiel companheira de Guida.

“Impossível imaginar que Guida não estará mais lá quando formos cuidar das meninas. Muito difícil aceitar que seus trombeteios infantis do dia anterior foram os últimos que ouvimos. É devastador olhar para Maia e saber que ela perdeu sua melhor amiga, somente após alguns anos de tê-la realmente encontrado. É impossível olhar para Maia e não chorar”, escreveu.

No entanto, o santuário admitiu que, apesar do sofrimento, esse processo deve ajudar Maia a se abrir a outros elefantes e a crescer emocionalmente. “Já vimos isso acontecer antes”, disse.

Guida e Maia viveram em cativeiro por 40 anos, sendo exploradas em espetáculos circenses (Foto: Antônio Carlos Banavita)

“Um santuário ajuda os elefantes a se abrir emocionalmente para que lindas mudanças ocorram, mas também os torna vulneráveis a dor. Esperamos que Maia se abra e permita que Rana a ajude com suas lutas e mostre que ela tem outra amiga em quem se apoiar. Sabemos quantos de vocês se apaixonaram por ela e a ajudaram a sentir um amor incondicional que, até então, não conhecia”, escreveu o santuário, que, por fim, despediu-se de Guida, desejando que ela viajasse em paz para o céu dos elefantes.

“Você se foi de mansinho, assim como quando chegou para enfeitar nossas vidas com sua alegria e sua luz. Nos perdoe por não termos te encontrado antes, seu tempo aqui foi curto demais. Você é parte deste Santuário, de cada pedacinho desta terra, terra dos elefantes! Vai… mas te imploramos, nunca se esqueça de nós!”, finalizou.


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Cervo bebê órfão confunde manequim de tiro ao alvo com sua mãe

Reprodução | Instagram

A caça de animais é uma prática cruel que traz uma série de consequências negativas para o meio ambiente à custa de alguns segundos de entretenimento sádico e egoísta de seres humanos. Um destes impactos lamentáveis é o número de filhotes órfãos e indefesos que perdem seus pais, como imortalizado na animação da Disney, Bambi.

O longa infantil conta a história de um pequeno cervo que viu a mãe ser morta por um caçador. Sozinho, ele precisou aprender a sobreviver na natureza e a superar diversos obstáculos. Bambi foi lançado em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, e seu enredo foi baseado no livro Bambi, A Life in the Woods do escritor austríaco Felix Salten.

É considerado um dos filmes que mais fez pessoas chorarem em todo mundo, mas a realidade denunciada pela Disney há cerca de 80 anos ainda é uma constante na vida de muitos animais e isso pode ser comprovado por uma postagem recente feita pela organização espanhola AnimaNaturalis em seu perfil do Instagram.

A ONG postou a imagem de um bebê cervo aninhado a um manequim de plástico na forma e tamanho de um cervo adulto. O objeto é utilizado por caçadores como alvo para treino de tiros. É possível notar como o bebê está devastado e profundamente triste buscando o acolhimento do boneco que provavelmente está sendo confundido com a mãe do filhote.

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A foto não é datada e não há informações de onde ela foi registrada. Infelizmente, acredita-se que o bebê ficou órfão após sua mãe ter sido morta por algum caçador, assim como Bambi. Cervos filhotes dependem de suas mães para se alimentar, se proteger e aprender como se tornar um adulto autossuficiente. Sozinhos, as chances de sobrevivência são drasticamente reduzidas.


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Veterinário aposentado de 92 anos constrói cadeira de rodas para animais especiais

Divulgação

“Não existe limite de idade para ajudar alguém com dificuldades”, esta é a filosofia de vida do médico veterinário aposentado Dr. Lincoln Parkes. Atualmente com 92 anos, ele se dedica há mais de 60 anos a ajudar animais com problemas de mobilidades no estado de Maryland, nos Estados unidos.

Parkes fundou a K-9 Carts e já ajudou cães, gatos, coelhos e até mesmo galinhas a recuperaram a oportunidade de ser locomover em segurança e bem-estar. Ele passa pelo menos 10 horas diárias polindo, lixando e construindo cadeiras de rodas personalizadas para seus doces clientes.

Um dos cãozinhos que receberam a ajuda de Parkes é o corge Lester. O cachorro possui um distúrbio na coluna que é comum à raça. A tutora do cão, Ileana Moya, acredita que agora Lester terá uma nova vida graças ao veterinário. “Eu pensei que iria perdê-lo, com certeza”, disse em entrevista à CBS.

O Dr. Parkes conseguiu sua primeira patente em 1961 e ainda tem muitos planos para o futuro para tornar as cadeirinhas cada vez melhores e mais confortáveis. Ele não se importa com dinheiro ou com sucesso. “Quando os vejo sair correndo pela porta depois de ser carregado, é o meu salário”, disse.

O veterinário e empreendedor também afirma não se importar com as longas horas de trabalho apesar da idade avançada. “Eu me aposento todos os dias por volta da meia-noite. Essa é a única aposentadoria que recebo, mas estou me divertindo fazendo algo útil”, conclui.

Veja abaixo um pequeno documentário que mostra a rotina do Dr. Parkes em sua pequena fábrica. O vídeo está disponível apenas em inglês e sem legendas:

Exemplo brasileiro

Cadeirinhas de rodas para cães também são populares no Brasil. Existem empresas especializadas no ramo e preços muito variáveis de acordo com o porte do animal e idade. Mas e os cãezinhos em situação de vulnerabilidade e abandono? Como podem encontrar soluções para driblar a falta de mobilidade? Estas indagações sempre incomodavam o ativista de Pernambuco Antonio Amorim.

Membro da organização Amigos de 1 Amigo, que atua ajudando animais em situação de abandono e maus-tratos, ele decidiu improvisar e com canos e rodinhas, Antonio criou cadeirinhas para doar para animais sem lar ou tutelados por famílias humildes. A ideia deu super certo e atualmente a ONG recebe doações para incentivar a construção de cada vez mais cadeirinhas. Saiba mais clicando aqui.

Câmara aprova projeto de lei contra ecocídio

Por David Arioch

Projeto também define pena de reclusão de 4 a 12 anos para quem cometer ecocídio | Foto: Pixabay

Foi aprovado ontem no Plenário da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2787/2019, de autoria coletiva, que defende a tipificação do ato de provocar desastres ambientais que causem destruição significativa da flora e/ou mortandade de animais como ecocídio.

O projeto assinado por membros da comissão externa de Brumadinho, que tem como coordenador o deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), altera a Lei de Crimes Ambientais (9605/1998) e define pena de reclusão de 4 a 12 anos.

Também prevê multa que pode variar de dois mil a um bilhão de reais para quem causar desastre ambiental comprovado por laudo pericial que reconhece alterações atmosféricas, hídricas e do solo.

O deputado Zé Silva disse que a aprovação do PL é um exemplo que “a Casa deu ao votar projetos que defendem o meio ambiente e as famílias de regiões de barragem”.

A justificativa para a criação do projeto de lei foram os trágicos acontecimentos em Mariana (MG), no final de 2015, e de Brumadinho (MG), no início deste ano, que expuseram de forma clara a fragilidade da legislação penal em relação ao tema.

Ainda que haja uma tentativa de atribuir responsabilidades nesses casos, a legislação brasileira permite hoje questionamentos jurídicos e protelação de processos – o que impede a possibilidade de se aproximar de uma resolução que possa ser classificada como justiça. Em caso de rompimento de barragens, ocultação de informações também passa a ser crime. O projeto agora segue para votação no Senado.


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Gatinho sobrevive após passar uma 1h dentro de máquina de lavar ligada

Foto: Reprodução/Vídeo/Kare 11

O gatinho Felix sempre foi muito curioso. Amado por sua família, ele agora luta para sobreviver após passar por um grande susto. Durante um momento de distração, o gatinho entrou na máquina de lavar e sua tutora não viu. O eletrodoméstico foi ligado e cumpriu pelo menos 1h de programação com o animal dentro.

Lutando pela vida, Félix foi encontrado na lavadora e levado para atendimento veterinário emergencial. Ele foi colocado em um respirador e está recebendo medicação e alimentação intravenosa. A visão do gatinho já está se restabelecendo e o prognóstico de recuperação é positivo.

Foto: Reprodução/Vídeo/Kare 11

A tutora de Félix, Stefani Carroll-Kirchoff, se culpa pelo acidente e acredita que poderia ter sido evitado se ela tivesse sido mais atenta. “Devo ter virado as costas por alguns minutos para dobrar roupas e ele aparentemente entrou lá quando eu não estava olhando”, disse em entrevista à Fox News.

Ela tenta se manter forte para estar pronta para cuidar do gatinho assim que ele tiver alta. Stefani afirma que se depender dela, Félix se recuperará completamente. “Farei qualquer coisa que puder para ele continuar vivo”, disse.


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Primeiro delivery com drone autorizado pela Anac é de comida vegana

Por David Arioch

O equipamento, que carregava a primeira picanha vegetal do mundo, da rede de açougue vegano No Bones, partiu do Parque Ecológico de Barueri no último dia 19 (Fotos: Divulgação)

Segundo o portal Infood, na semana passada foi realizada a primeira ação de delivery de alimentos por drones da América Latina. A iniciativa organizada pela Relp! Aceleradora de Restaurantes, No Bones The Vegan Butcher Shop e SpeedBird Aero teve a inédita autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) junto com a Força Aérea Brasileira (FAB).

O equipamento, que carregava a primeira picanha vegetal do mundo, da rede de açougue vegano No Bones, saiu do Parque Ecológico de Barueri, próximo à Avenida. Dr. Dib Sauaia Neto, em Alphaville, com destino a Santana do Parnaíba.

O drone percorreu distância de pouco mais de um quilômetro até chegar ao seu destino, um condomínio residencial em Alphaville. A entrega levou oito minutos e o produto foi recebido por um courrier da empresa no condomínio, que o levou da portaria até a casa do cliente.

Segundo a Relp!, além da velocidade na entrega, os drones são capazes de garantir maior qualidade dos alimentos, mantendo-os intactos e com bom controle de temperatura.

“Diante desses benefícios, é possível concluir que as ‘entregas do futuro’ têm tudo para conquistar o coração do público, garantindo menos tempo de espera, maior qualidade e zelo pelo alimento”, afirma Dennis Nakamura, sócio da Relp! Aceleradora de Restaurantes.

A primeira versão do drone da SpeedBird Aero conta com tecnologia de hardware e software desenvolvidos no Brasil. Os aparelhos não tripulados podem transportar até dois quilos de carga por distâncias de até cinco quilômetros e o objetivo é manter a qualidade na entrega de alimentos, sem riscos.

No Bones

No Bones – The Vegan Butcher Shop é o primeiro açougue vegano de São Paulo e teve suas operações iniciadas em 2016.

Entregas com drones

Os testes com drones chegam em um momento de adaptação do mercado brasileiro a tendências iniciadas no exterior, principalmente por gigantes como a UberEats, que recentemente realizou testes e está promovendo a ideia de expandir suas entregas por meio desse método.

O propósito foi adquirir eficiência logística já que os drones devem ser capazes de superar o tempo médio de entregas feitas por motos. Mesmo tendo tecnologia para voos autônomos, sem um piloto comandando, os testes de delivery foram e estão sendo realizados por um piloto de drones experiente, sobrevoando apenas áreas não habitadas.

Processo de aperfeiçoamento 

Atualmente ainda existem muitas barreiras para tornar esse tipo de delivery por drone comercial. O que dificulta esse tipo de entrega são as incertezas sobre os equipamentos – como risco de pane de software e hardware, colisão entre drones e com pássaros e perda de sinal de equipamento.

A previsão é de que ao longo dos próximos meses boa parte dessas incertezas sejam sanadas nos testes da Speedbird Aero ou até mesmo nos testes que ocorrem em outros países.


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Ave marinha é encontra ferida na costa do Guarujá (SP)

Foto: Divulgação/Polícia Ambiental

Uma ave da espécie atobá-pardo (Sula leucogaster) foi restada ferida por uma equipe de patrulhamento ambiental na costa do Guarujá, Litoral Sul de São Paulo. Ela foi encontrada boiando e os militares notaram que ela não tentava alçar voo mesmo com a aproximação humana.

Ela foi encaminhada para atendimento especializado. Durante uma avaliação preliminar, foi identificada uma lesão na asa esquerda. Mais exames serão realizados para verificar a saúde da ave. Ela ficará em reabilitação no aquário da cidade até o dia da soltura.

Também conhecido como mergulhão e alcatraz-pardo, o atobá-parto é um exímio pescador e pode ser encontrado ao longo dos mares tropical e subtropical. A espécie não está ameaçada, mas enfrenta graves problemas como a poluição dos mares e o emalhe em petrechos de pesca.

As aves sofrem também com a poluição plástica e a ingestão de microplásticos. Segundo dados da ONU, cerca de 13 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos anualmente causando a morte de 100 mil animais e aves marinhas por todo o mundo.

A pesca também reduz substancialmente a quantidade de oferta de alimento destas aves. Em 2012, a Organização para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), avaliou que os estoques globais de peixes entrariam em colapso em 2050.


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Benefícios para a saúde e veganismo favorecem mercado de proteínas hidrolisadas à base de vegetais

Por David Arioch

“A cultura vegana em crescimento está entre os fatores que impulsionam o mercado de proteínas vegetais hidrolisadas” (Foto: Getty)

Os benefícios para a saúde e o veganismo favorecem o mercado de proteínas hidrolisadas à base de vegetais. Esta é a conclusão de um relatório divulgado hoje (25) pela empresa de pesquisa de mercado Persistence Market Research.

“Está havendo uma demanda extraordinária por proteína hidrolisada à base de vegetais nos últimos anos devido às suas aplicações nutricionais”, informa a PMR e acrescenta que cada vez mais consumidores estão optando por proteínas hidrolisadas de origem não animal.

Atualmente entre as principais opções há proteínas derivadas de soja, trigo, arroz e ervilha, e que têm sido utilizadas inclusive como alimentos funcionais anti-hipertensivos.

O que torna esse tipo de proteína um grande atrativo, de acordo com o relatório da PMR, é o fato de que fornece todos os aminoácidos necessários e ajuda na redução da ingestão de gordura saturada e colesterol.

“Para prevenir doenças cardiovasculares, a demanda por alimentos acrescidos de proteínas vegetais hidrolisadas está aumentando. É uma maneira eficaz de reduzir o colesterol LDL e diminuir o risco de doenças cardíacas”, enfatiza.

Esses benefícios são apontados como diferenciais que auxiliam no crescimento da demanda por esses produtos vendidos tanto como matérias-primas para a indústria quanto produtos finais em forma de suplementos e ingredientes culinários. E conforme o mercado cresce, há um ganho em custo-benefício que aproxima cada vez mais os consumidores das alternativas vegetais.

A pesquisa estima que esse mercado deve registrar taxa de crescimento anual composta de 5%, valendo pelo menos um bilhão de dólares a mais em um período de dez anos – subindo de 1,6 bilhão para 2,6 bilhões até 2029.

“Conscientização dos consumidores sobre os alimentos veganos estão impulsionando essa demanda global”, acrescenta a PMR e aponta que com o crescimento da população vegana, que não consome nada de origem animal, um número crescente de empresas está tentando se adaptar à mudança na cultura alimentar.

“Assim, a cultura vegana em crescimento está entre os fatores que impulsionam o mercado de proteínas vegetais hidrolisadas”, ratifica.


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Para proteger aves, deputado Denis Bezerra quer restringir comércio de redes de neblina

Por David Arioch

“Nos Estados Unidos e em países da Europa existem sérias restrições ao comércio de redes de neblina e as pessoas somente podem adquiri-las mediante apresentação de autorização” | Foto: Pixabay

Para proteger aves, o deputado Denis Bezerra (PSB-CE) protocolou hoje na Câmara dos Deputados um projeto que visa restringir a produção, importação e comércio de redes de neblina, também conhecidas como redes japonesas ou “mist nets”.

A justificativa é que hoje o material, normalmente produzido em nylon ou poliestireno, não possui regulamentação federal e é utilizado de forma indiscriminada na captura de aves e morcegos.

Para evitar que isso aconteça, Bezerra quer que os fabricantes de redes de neblina sejam obrigados a numerar em local visível cada unidade produzida, além de incluir numeração na nota fiscal de venda do produto.

O parlamentar também cobra que a sequência numérica das unidades produzidas seja encaminhada ao Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama). “No Brasil, as redes de neblina são comercializadas livremente, sem qualquer restrição, o que pode representar grande risco à conservação de aves silvestres, uma vez que qualquer pessoa pode comprar esse instrumento de captura, inclusive traficantes”, argumenta o deputado.

E acrescenta: “Nos Estados Unidos e em países da Europa existem sérias restrições ao comércio de redes de neblina e as pessoas somente podem adquiri-las mediante apresentação de autorização para captura ou autorização de pesquisa emitida por órgãos governamentais ou instituições autorizadas.”

O PL também prevê proibição de importação e comercialização de redes de neblina sem numeração de série e sem identificação de fabricante. Além disso, veda a fabricação do produto por pessoa física.


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Menino de 12 anos faz gravatinhas e laços para ajudar cães de abrigo a serem adotados

Foto: sirdariusbrown

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Os desafios que os animais de abrigo enfrentam são vários e doloridos, muitos vêm de histórias de sofrimento, maus tratos ou abandono. E depois disso ainda enfrentam a segunda etapa: encontrar um lar e uma família. Para alguns deles, a espera é insuportavelmente longa, enquanto outros nunca conseguem compartilhar sua vida com uma família amorosa. E mesmo que que isso seja comovente e triste, ainda é possível testemunhar atitudes heroicas e, em muitos casos, tentativas muito criativas de ajudar animais abandonados a serem notados e, eventualmente, adotados.

Nem todos os heróis usam capas, alguns deles usam laços e fitas. E seus superpoderes são a bondade e a compaixão, mesmo que seja em pequenas atitudes. Neste caso um jovem dá o exemplo e investem seu tempo e talento para tornar o mundo um lugar melhor restaurando a fé da humanidade que muitos perderam.

Foto: sirdariusbrown

Foto: sirdariusbrown

Apesar de sua pouca idade, um menino de 12 anos residente de New Jersey (EUA), Darius Brown, tomou uma iniciativa para ajudar os cães e gatos a serem adotados mais rápido.

Ele cria gravatas artesanais estilosas para peludos de quatro patas (gatos e cachorros) e os doa para abrigos de animais para atrair a atenção de futuros tutores.

Darius Brown tem uma história inspiradora de luta contra todas as probabilidades, o que definitivamente influenciou seu caráter generoso e sua determinação. Com apenas 2 anos, Darius foi diagnosticado com atraso na fala, compreensão e habilidades motoras, mas nenhum dos desafios o impediu de se estabelecer e atingir seu objetivo.

Foto: sirdariusbrown

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Com 8 anos anos, ele começou a ajudar sua irmã mais velha a cortar tecidos para arcos que também ajudaram a desenvolver suas habilidades motoras. Foi quando seu incrível talento despontou e ele não pensou duas vezes em usar suas habilidades e a criatividade que tinha para impactar o mundo com mudanças positivas.

Com apenas 11 anos de idade, Darius Brown fundou uma empresa de costura para animais, a Beaux & Paws, especializada em gravatas-borboleta exclusivas e elegantes para as pessoas e seus familiares peludos. O jovem CEO parece saber mais sobre as formas corretas de gerir um negócio melhor do que muitos dos empreendedores de hoje quando se trata de retribuição e generosidade.

Darius doou inúmeros laços à abrigos de animais e centros de adoção nos EUA e no Reino Unido. E seus esforços são apoiados por mais de 43 mil seguidores no Instagram.

Foto: sirdariusbrown

Foto: sirdariusbrown

Assumidamente um apaixonado por animais, Darius se inspirou nas consequências devastadoras do furacão Harvey e do furacão Irma em 2017 para ajudar os animais.

Muitos animais domésticos que ficaram sem casa foram transferidos para diferentes abrigos em todo o país, e devido à falta de adotantes, eles freqüentemente eram mortos (lei americana).

Darius estava determinado a ajudar a resgatar gatos e cachorros e atrair a atenção de possíveis adotantes. E foi isso exatamente o que ele fez. Seus acessórios sofisticados transformaram milhares de moradores de abrigos em animais fofos e elegantes prontos para ir para um lar a qualquer momento.

Foto: sirdariusbrown

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Quando você olha para o currículo de Darius, é difícil acreditar que ele tem apenas 12 anos. Sua história tem sido divulgada em muitas publicações e programas de TV, assim como reconhecida por muitas figuras públicas, celebridades e influenciadores.

Em 2018, o ex-presidente Barrack Obama homenageou Darius com uma carta de reconhecimento na qual ele elogiou o jovem altruísta pelo compromisso com o serviço comunitário: “Desde fundar Beaux e Paws até levantar as vidas daqueles ao seu redor, está claro que você está fazendo sua parte. E confio em que você tenha um tremendo orgulho de tudo que realizou. Contanto que você permaneça engajado no mundo ao seu redor, continue procurando maneiras de ajudar os outros e nunca desista de si mesmo, estou confiante de que nosso futuro será brilhante”.

Foto: sirdariusbrown

Foto: sirdariusbrown

Por seus esforços e conquistas, ele recebeu diversos prêmios. E, sem dúvida, muito mais esta por vir, se ele continuar sua jornada genuína. Brown já fala em realizar eventos encorajando outros a se voluntariar e a ajudar os abrigos.

A irmã de Darius Brown, Dazhai, lançou recentemente uma campanha de arrecadação de fundos convidando as pessoas a se unirem a Darius em sua missão “PAW-some” para salvar mais animais domésticos neste verão. Ele estabeleceu uma meta de visitar mais de cinco estados para se voluntariar em diferentes abrigos e centros de adoção, bem como fornecer-lhes seus laços estilosos.

“Ele me motiva e me inspira todos os dias. Darius é um jovem incrível e eu farei tudo o que puder para ajudá-lo em sua jornada. Eu estou apoiando ele em sua causa 100% e espero que você se junte a mim”, diz Dazhai, irmã de Darius.

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