Estado de Nova York pretende produzir 100% de energia sustentável até 2040

Por David Arioch

“É definitivamente o projeto de lei mais progressista que já vimos em qualquer lugar” | Pixabay

Depois que o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou o Green New Deal, que reafirma o compromisso de NYC com o meio ambiente, agora é a vez do estado de Nova York fazer a sua parte.

Na semana passada, o Senado de Nova York aprovou a sua versão do New Green Deal, que tem como prioridade um projeto de combate às mudanças climáticas que estabelece como meta produzir 100% de energia livre de emissões de gases do efeito estufa até 2040.

Nova York agora se coloca à frente da Califórnia que havia se comprometido em garantir 100% de energia a partir de fontes sustentáveis até 2045. Além disso, o projeto também exige redução de 85% das emissões em todos os setores da economia até 2050.

Promovendo o plano durante um programa de rádio, o governador Andrew Cuomo, do Partido Democrata, o qualificou como “o mais agressivo do país” em defesa do meio ambiente.

“É definitivamente o projeto de lei mais progressista que já vimos em qualquer lugar”, avaliou a advogada sênior do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, Miles Farmer. Entre os planos do governo está a ampliação da produção de energia solar do estado de 1,7 gigawatts para seis gigawatts até 2025.

Vale lembrar que em abril o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, do Partido Democrata, anunciou corte de 50% na compra de carne por parte da prefeitura, além da gradual eliminação da aquisição de carne processada. A medida está sendo adotada como forma de ajudar a reduzir os gases causadores do efeito estufa.

“São exatamente os tipos de ações políticas que acreditamos que são necessárias para melhorar a saúde pública e enfrentar os desafios ambientais das próximas décadas”, disse Craig Willingham, diretor-adjunto do Instituto de Políticas Alimentares Urbanas da Universidade da Cidade de Nova York.

O prefeito de Nova York também foi parabenizado por Jeff Sebo, diretor do Programa de Mestrado em Estudos Animais, da Universidade de Nova York.

“Quero estender meus sinceros agradecimentos ao prefeito de Blasio e a todos os outros do governo de Nova York por dar esse passo importante para enfrentar a mudança climática e a desigualdade econômica. Se quisermos evitar que o pior aconteça, então precisamos agir agora, e na ausência de liderança federal, precisamos que cidades como Nova York assumam a liderança”, declarou.

Quem também ficou muito feliz com a atitude foi o presidente do Brooklyn, Eric Adams, que deixou de se alimentar de animais em 2016 e ampliou recentemente a sua fama ao transformar o Brooklyn em uma referência para vegetarianos e veganos.

Vale lembrar também que em março o prefeito Bill de Blasio anunciou que todas as escolas públicas da cidade de Nova York terão a “Segunda Sem Carne” no biênio 2019-2020. O projeto OneNYC 2050, que prevê corte na compra de carne, pode ser consultado online.


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Gatinho acompanha missa em altar de igreja em Atibaia (SP)

Foto: Divulgação/ Paróquia São Sebastião – Atibaia

Uma celebração de batismo em uma igreja de Atibaia (SP) contou com a participação de um membro ilustre da congregação: o gatinho Júnior. Figurinha carimbada da igreja, ele está sempre presente nos horários das missas e é um velho conhecido dos frequentadores e funcionários do local.

No último domingo (23), Júnior foi fotografado em cima do púlpito ao lado do padre. A imagem foi parar nas redes sociais e rapidamente viralizou. No Facebook ela alcançou 7,5 mil curtidas e mais de 11 mil compartilhamentos em menos de três dias.

Segundo o padre Osvaldo Boracini, o gatinho é querido e adorado por todos os frequentadores. “Ele sempre participa das missas, andando pelos bancos e no colo dos fiéis. Ontem ele estava mais espoleta e subiu no altar”, disse em entrevista ao G1.

O padre contou ainda que além de Júnior, há mais três gatinhos sem lar que vivem na paróquia e que a relação entre as pessoas e os animais é de carinho e respeito. Em menos de uma semana este é o segundo caso de animais que interagem com padres durante celebrações.

Em Belo Horizonte (MG), o cãozinho Herman roubou a atenção dos fiéis após escapar de casa e participar da missa. Ele estava muito ansioso para se divertir. Primeiro flertou com o coral e depois se deitou aos pés do padre. A interação entre os dois foi registrada em vídeo, veja abaixo:


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Mais de 270 espécies de animais já foram estranguladas por pedaços de plástico

Por David Arioch

“Esse estrangulamento é hoje uma das maiores ameaças à vida selvagem e conservação da biodiversidade”, afirma a WWF-Brasil (Fotos: Getty)

De acordo com um levantamento divulgado pela organização WWF-Brasil, a poluição plástica, que representa 10 milhões de toneladas de plásticos despejados nos oceanos a cada ano, já culminou no estrangulamento de mais de 270 espécies de animais.

Entre os prejudicados estão mamíferos, répteis, pássaros e peixes encontrados com ferimentos que incluem lesões agudas e crônicas, ou até mesmo mortos. “Esse estrangulamento é hoje uma das maiores ameaças à vida selvagem e conservação da biodiversidade”, afirma a WWF-Brasil.

Vale lembrar também que mais de 240 espécies já ingeriram plástico acidentalmente ou por confundi-lo com algum tipo de alimento. Nos casos de ingestão, é comum o animal desenvolver úlceras e bloqueios digestivos que podem resultar em morte, já que o plástico não passa facilmente pelo sistema digestivo.

Além disso, a poluição plástica também é prejudicial à economia, já que segundo a ONU Meio Ambiente, todos os anos os prejuízos ultrapassam oito bilhões de dólares dessa poluição. No Brasil, o quarto maior produtor mundial de lixo plástico, atualmente há projetos de lei que visam proibir o uso de plásticos descartáveis e também o uso de microplásticos na indústria cosmética.

Somente de sacolas plásticas, o consumo estimado é de pelo menos um trilhão de unidades no mundo todo. A ONU Meio Ambiente informa que desde a década de 1950 os oceanos já receberam mais de 160 milhões de toneladas de plástico – e podem chegar a 300 milhões até 2030. Sendo assim, não há outro caminho que não demande conscientização e passe pela busca de alternativas mais sustentáveis.

No entanto, o fim do uso de plásticos descartáveis não resolve completamente o problema, já que segundo a World Animal Protection (WAP), somente no Brasil a pesca fantasma atinge 70% dos mares brasileiros.

Em quantidade, pelo menos meia tonelada de petrechos de pesca são descartados ou perdidos nos mares de 12 estados. Com consequência, todos os dias cerca de 69 mil animais marinhos correm o risco de morrer ou se ferir por causa desses materiais no Brasil.


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Bebê urso é humilhado e maltratado após ser sequestrado por gangue

Reprodução

Bebês de todas as espécies são muito curiosos e gostam de explorar o mundo que os rodeia. Quando se é um animal selvagem reconhecer cheiros e cores é fundamental para se manter a salvo e bem alimentado, mas, infelizmente, o pior pode acontecer quando um filhote se afasta de sua mãe em busca de aventuras, como evidencia um vídeo que está viralizando em todo o mundo.

Um bebê urso que se separou de sua mãe em uma floresta de Brasov, na Romênia, foi sequestrado por uma gangue de jovens muito violenta. O ursinho foi segurado pelo pescoço e agredido com um bastão de madeira. Enquanto o filhote chora, os rapazes riem e humilham o pequeno e indefeso animal enquanto filmam todo o ato. As imagens foram postadas em diversas redes sociais.



Após tomar conhecimento dos maus-tratos, a polícia de Brasov iniciou uma investigação para identificar os agressores do bebê urso. Uma das maiores preocupações dos investigadores é descobrir o que aconteceu com o filhote após as torturas registradas no vídeo. Uma internauta afirma que recebeu informações que o ursinho foi devolvido à floresta, mas não há confirmação.

Em nota, a polícia de Brasov informou que a investigação segue em andamento. “Após o surgimento das imagens em redes sociais, em que um filhote de urso pode ser visto aprisionado e torturado por um grupo de homens em Brasov, a polícia abriu um arquivo criminal contra a cala e tortura animal. Investigações estão sendo conduzidas a fim de determinar as identidades dos envolvidos e as circunstâncias em que a ação ocorreu”, diz o comunicado oficial.

A Romênia abriga atualmente um dos maiores santuários de urso do Leste europeu. O santuário Libearty acolhe mais de 80 animais resgatados de zoos, cativeiros e zonas de caça.


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Australiana cria plataforma digital e aplicativo para promover educação ambiental de crianças

Por David Arioch

“Eu quero mudar a maneira como pensamos sobre a proteção da vida selvagem – [para pensarmos nela] como um problema crucial em vez de uma noção abstrata”, argumentou (Foto: My Green World)

A australiana Natalie Kyriacou, fundadora e diretora-executiva da empresa My Green World (Meu Mundo Verde, em tradução livre para o português), foi finalista do prêmio Jovem Campeão da Terra de 2018, da ONU Meio Ambiente.

A empreendedora tem uma missão: lembrar as pessoas da conexão intrínseca que elas possuem com a natureza e mostrar como a empatia pela biodiversidade é fundamental para o futuro da vida na Terra.

Por meio de soluções digitais para a educação infantil, Natalie está comprometida em levar conhecimento, experiências e ferramentas para os jovens, garantindo que meninos e meninas estejam preparados para enfrentar desafios ambientais.

Com a plataforma Kids Corner, desenvolvida pela sua companhia, a empreendedora disponibiliza conteúdos pedagógicos que abordam noções complexas de biologia e ecologia em materiais adaptados para crianças.

A My Green World também criou o app World of the Wild (Mundo dos Selvagens, em tradução livre para o português), que ensina conceitos como conservação da vida selvagem e equilíbrio ecossistêmico por meio de um jogo eletrônico para os pequenos.

Em entrevista à agência das Nações Unidas, Natalie contou o que a inspirou em sua jornada e por que decidiu investir na educação ambiental de crianças. Segundo a desenvolvedora, o índice de extinção de espécies e as consequências da degradação ambiental são importantes demais para que ela os ignore.

“Eu reconheci um problema que precisava de uma solução. E foi realmente simples assim. Eu me sinto como uma cidadã global, é minha responsabilidade e meu privilégio contribuir para o futuro do planeta Terra e de seus habitantes.”

E acrescentou: “Eu comecei a My Green World porque eu senti que os jovens se beneficiariam de uma plataforma que lhes permitisse conectar-se com a conservação da natureza de maneira positiva. Para mim, a educação é o instrumento mais empoderador e efetivo para enfrentar os maiores desafios do planeta.”

O aplicativo permite que os usuários criem o seu próprio santuário da vida selvagem e resgatem animais. “Eu quero mudar a maneira como pensamos sobre a proteção da vida selvagem – [para pensarmos nela] como um problema crucial em vez de uma noção abstrata”, argumentou.

E complementou: “A vida selvagem global e a conservação ambiental podem parecer tão distantes das nossas vidas confortáveis. É difícil para certas pessoas realmente se engajar e participar. O jogo World of the Wild [Mundo dos Selvagens, em tradução livre para o português] é uma maneira de levar este problema para a vida e para as casas de milhares de pessoas, dando a crianças e famílias um jeito criativo e agradável de aprender sobre questões cruciais.


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Projeto usa materiais recicláveis para fabricar casinhas para animais abandonados

O projeto Casinhas Azuis, criado em Cachoeirinha (RS) pelo eletricista Felipe Hilário Meireles, de 50 anos, está dando mais conforto e proteção aos animais abandonados. Através dele, casinhas feitas com material reciclável são oferecidas aos animais, que podem se proteger do frio e da chuva, além de dormir de maneira mais confortável.

Foto: Arquivo pessoal

Mais de 200 casinhas já foram distribuídas desde setembro de 2018, quando o projeto teve início. Para a fabricação e distribuição, Meireles conta com a ajuda de voluntários. As informações são do G1.

O projeto começou quando uma professora de uma escola estadual entrou em contato com um amigo de Meireles contando que muitos cães comunitários viviam no colégio e que um deles não tinha uma casa para dormir.

“Meu amigo perguntou se eu conseguiria fazer uma casinha. Como eu entendo de marcenaria, fui em um ecoponto, peguei materiais recicláveis, fizemos a casinha, levamos, e ela postou a foto no Facebook. Começou ali, a gente fazia a casinha para uma protetora, para outra. Na verdade, elas gastam muito com ração, com a castração de animais, vacinas, enfim, e eu fui vendo a necessidade dessas protetoras. Tem umas que deixam de se alimentar para ajudar os animais”, conta.

Atualmente, existem 320 protetores de animais na cidade, segundo o eletricista. Em todo o estado do Rio Grande do Sul, são 1,8 mil pessoas. Unidas, elas castram, alimentam e medicam animais abandonados, além de disponibilizá-los para adoção.

“Nós construímos as casinhas, outro grupo de protetores castram os animais, outros desverminam, dão as vacinas. Outros grupos fazem feiras de doações. Nosso foco é tirar esses animais da rua, para que tenham um lar, tenham carinho”, afirma. “Uma casinha custa uns R$ 200, R$ 250. Como damos de graça, isso é um bom dinheiro que sobra para as protetoras”, acrescenta Felipe.

Foto: Kezia Souza Meireles/arquivo pessoal

Para estimular a adoção, o grupo também dá casinhas aos adotantes de cães abandonados. “As casinhas também vieram da ideia de que a pessoa que adota um cão em situação de rua, ganha uma casinha. E o animal já vem castrado. É um incentivo para quem adotar o cachorrinho. Além disso, é uma forma de dar um teto para esses animais, já que o custo das casinhas é um custo alto”, conta.

A expectativa, agora, é de conseguir fazer que o projeto, que já está presente em diversas cidades do Rio Grande do Sul, seja aplicado em outros estados.

“Temos o desejo de criar esse projeto em outros estados, como Pernambuco, Rio de Janeiro. Já fizemos contato com protetores de lá. Queremos criar uma rede nacional”, conta.

Para colaborar com o projeto, basta entrar em contato com Felipe através da página no Facebook.


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Quase 300 golfinhos apareceram mortos este ano na costa do Golfo do México

Quase 300 golfinhos nariz de garrafa apareceram mortos – três vezes mais do que o normal – trazidos pela maré até as praias da Costa do Golfo este ano. Os cientistas não conseguem explicar o súbito aumento de mortes na espécie, mas alguns pelo menos têm teorias.

Desde fevereiro, 282 corpos de golfinhos foram encontrados em quatro estados em diferentes graus de decomposição, segundo Erin Fougeres, cientista especialista em mamíferos marinhos da NOAA – Administração Nacional Oceânica e Atmosférica.

O estado do Mississippi (EUA) tem visto o maior número de golfinhos mortos, acompanhado de perto pelos estados de Louisiana, Flórida e Alabama.

A NOAA declarou o fenômeno como um “Evento de Mortalidade Incomum”, ou UME, o que significa que o número de golfinhos mortos é alarmante o suficiente para garantir uma resposta oficial.

Uma UME foi declarada pela última vez na área após o derramamento de óleo da plataforma da Deepwater Horizon em 2010; a declaração durou até julho de 2014.

Especialistas externos que trabalham com a NOAA apontaram fatores como a quantidade anormalmente grande de chuva e neve despejada no Sul neste inverno e os efeitos remanescentes do vazamento da Deepwater Horizon como causas potenciais.

“Nós sabemos que este é o inverno mais chuvoso no vale do Mississippi em 124 anos”, diz Fougeres à Time. A precipitação pesada pode diminuir os níveis de sal no Golfo, causando problemas para os golfinhos de água salgada (os golfinhos-nariz-de-garrafa são uma espécie de água salgada).

De acordo com Fougeres, apenas um quarto dos golfinhos mortos tinha “lesões na pele que são consistentes com a exposição de água doce”. Embora não seja incomum encontrar essas lesões em golfinhos nesta época do ano,o grande número descoberto tem deixado Fougeres e seus colegas preocupados, segundo ela.

Fougeres também está considerando outros fatores ambientais que podem contribuir para as altas taxas de mortalidade de golfinhos no Golfo do México, incluindo uma “zona hipóxica” do tamanho de Massachusetts que a NOAA previu no Golfo no início deste mês. Essas zonas são criadas quando o excesso de nutrientes das atividades agrícolas e humanas contamina os corpos de água e reduz os níveis de oxigênio – os cientistas os chamam de “zonas mortas” porque sufocam e matam a vida marinha.

A NOAA acredita que a zona morta do Golfo deste ano será de 7.829 milhas quadradas. Isso é mais de 2.000 milhas acima da média de cinco anos e está próximo do tamanho recorde de 2017, de 8.776 milhas quadradas.

Enquanto Fougeres não sabe se essas “zonas mortas” afetam diretamente os golfinhos, ela acha que isso poderia afetar a disponibilidade de seus alimentos.

O trecho do Golfo, onde os golfinhos foram encontrados, é também a área mais diretamente afetada pelo vazamento da Deepwater Horizon. Na época, quatro milhões de barris de petróleo contaminaram o Golfo por mais de 87 dias antes que o vazamento fosse contido, e Fougeres sugere que a população de golfinhos da região ainda experimenta “algumas condições de saúde adversas contínuas e prolongadas”, o que poderia torná-las mais vulneráveis ao estressores e doenças do meio ambiente, como doença pulmonar e adrenal. O estado de decomposição de muitos dos golfinhos tornou os diagnósticos desafiadores; a NOAA está esperando por relatórios completos de necropsia para confirmar do que os golfinhos estão morrendo.

Esses mamíferos extremamente inteligentes tiveram um ano difícil em outras partes do mundo também. Em março passado, mais de mil golfinhos mutilados foram levados para a costa da França. Acredita-se que eles foram mortos por atividades de pesca comercial.

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Égua grávida é resgatada após cair em buraco de três metros de profundidade

Uma égua grávida de oito meses caiu em um buraco de três metros de profundidade na madrugada de segunda-feira (24) em Montes Claros, no estado de Minas Gerais. O Corpo de Bombeiros foi acionado por um proprietário de um fazenda da comunidade de Campos Elísios.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

O homem chamou os bombeiros após perceber que o animal desapareceu. Encontrada dentro de uma fossa seca, que estava desativada há meses, a égua foi resgatada. As informações são do G1.

Um sistema de redução de força para o resgate, por meio de um tripé e de polias, foi utilizado pelo Corpo de Bombeiros para retirar o animal do buraco.

De acordo com a corporação, o trabalho de resgate durou cerca de 40 minutos. O tutor da égua não sabe informar como ela foi parar no local, mas suspeita que ela tenha passado pela varanda da casa da propriedade onde vive e caído no buraco, que fica aos fundos do imóvel.

Ao final do resgate, a égua foi devolvida ao tutor sem ferimentos.


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Elefantes tocam e acariciam seu amigo morto com as trombas em sinal de luto

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Este é o momento tocante em que imagens flagram uma manada de elefantes em luto lamentando a perda de seu falecido amigo.

Durante a filmagem recém-divulgada, que foi capturada no Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia (África), os elefantes caminham diretamente em direção a seu amigo em cenas que lembram uma “procissão fúnebre” antes de se reunir em torno do corpo imóvel do animal.

A manada de elefantes gentilmente toca o amigo, como se o chamasse ou tentasse despertá-lo. O animal morreu de causas desconhecidas, os demais membros do grupo descansam suas trombas no corpo do animal morto enquanto prestam sua última homenagem.

Durante a cena rara e extraordinária, os elefantes lideram uma marcha em direção ao seu amigo morto antes de parar perto de seu corpo.

O grupo circula em torno do corpo do elefante e olha para seu companheiro morto enquanto os abutres observam a cena de uma árvore próxima.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

À medida que mais elefantes continuam a se reunir ao redor da criatura morta, um é visto pressionando e passando a cabeça contra a pele do animal enquanto outro coloca sua tromba gentilmente sobre o corpo do animal.

Depois de levantar as trombas no ar e “saudar” seu amigo morto, a manada lentamente caminha até a borda do campo.

Enquanto os animais se afastam, um elefante permanece ao lado do animal morto e mantém sua tromba pressionada no corpo do animal.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Esta não é a primeira vez que elefantes foram filmados lamentando a perda de um ente querido.

No início deste mês, imagens de tirar o fôlego postadas no Twitter pelo guarda florestal indiano Serviço Exterior da Índia, Parveen Kaswan, mostraram uma manada de elefantes carregando o corpo de um filhote de elefante morto por uma estrada na Índia.

Luto e perda

De acordo com o Smithsonian Institution, o maior complexo de museus, educação e pesquisa do mundo, os elefantes costumam lamentar seus parentes mortos e são conhecidos por terem um grande interesse nos ossos de seus falecidos.

Se os elefantes choram ou não por seus entes queridos perdidos que faziam parte damanada é uma questão que os cientistas vêm tentando responder.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Como os animais vivem em grupos sólidos e têm uma longa expectativa de vida, eles formam fortes laços entre si. Quando alguém morre, é possível que o restante da manada tenha lamentado sua morte.

Em 2016, um vídeo de três diferentes famílias de elefantes visitando o corpo de uma matriarca morta e repetidamente cheirando e tocando o corpo foi compartilhado por um estudante de doutorado.

Ele sugeriu que os animais podem ter tido uma profunda ligação emocional com o corpo e poderiam estar sofrendo a dor da perda.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Outro vídeo deste ano mostra o momento comovente em que um bebê elefante tenta acordar sua mãe, que desmaiou e morreu depois de vagar por uma aldeia na Índia.

O pequeno elefante usava a tromba para acariciar a cabeça da mãe enquanto ela permanecia imóvel, o fato aconteceu em Odisha, no leste da Índia.

Islândia é considerada o país mais amigável aos veganos no mundo

Foto: Grape Vine

Foto: Grape Vine

A Islândia esta sendo considerada o país mais amigável aos veganos no mundo. O país insular nórdico ficou em primeiro lugar no ranking mundial de popularidade do veganismo no ano passado, segundo dados do Google Trends.

O site de culinária, Chef’s Pencil, explorou o “crescimento contínuo do veganismo” mundialmente no início deste ano, analisando quais os países que mais se interessavam pela vida livre de crueldade e baseada em vegetais. O levantamento reuniu dados do Google Trends e constatou que o número de pesquisas relacionadas a produtos vegans cresceu 11% em relação a 2017 e 35% em relação a 2016.

O Google analisa quantas pessoas em diferentes países estão pesquisando “veganismo”, “restaurantes veganos” e “receitas veganas”, entre outras pesquisas. Verificou-se que a Austrália foi o país mais popular para o veganismo em 2018, com o Reino Unido e a Nova Zelândia ficando em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Suécia, Canadá, Israel e os Estados Unidos também ficaram entre os dez primeiros.

No entanto, as configurações padrão do Google Trend não incluem países com populações menores. Quando o Chef’s Pencil analisou os dados de todos os países, a Islândia surgiu como o lugar mais popular do mundo para o veganismo.

Ilhas Jersey e Guernsey também apareceram no top cinco com as novas configurações.

“Um olhar mais atento à Islândia mostra que pesquisas relacionadas ao veganismo, como uppskriftir vegan (ou seja, receitas veganas), fegan vegan (ou seja, dieta vegana), ou veganistur (turismo vegano) aumentaram constantemente desde 2013 e estão atualmente em alta,” explica o site. “Os níveis de pico são geralmente no início do ano – provavelmente influenciados pelo Veganuary.”

Veganismo na Islândia

A Islândia nem sempre foi um país amigo dos veganos – o local tem uma longa história de consumo de carne. Mas, de acordo com os principais atores do movimento vegano do país, o crescente interesse do público pelo estilo de vida não pode ser negado.

Foto: Quirky Jerk

Foto: Quirky Jerk

Linnea Hellström, chefe de cozinha e proprietária de uma lanchonete vegana chamada Veganæs, tem “uma missão para veganizar a Islândia”. Hellström ajudou muitas empresas locais a criar pratos veganos e convenceu um café a remover todos os produtos de origem animal de seu cardápio. Ela lançou seu próprio negócio vegano no ano passado e está tão ocupada que o estabelecimento já exige uma expansão.

Ragnar Freyr, o criador do aplicativo Vegan Iceland, disse que “quase não há restaurante na Islândia que não ofereça uma opção vegana”.

Ele destacou que um dos grupos veganos do Facebook na Islândia possui mais de 22 mil membros – cerca de 6,5% da população do país.

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