Curitiba (PR) registra 30 denúncias de maus-tratos a animais por dia

Uma média de 30 denúncias de maus-tratos a animais é registrada por dia em Curitiba, no Paraná. Os dados foram divulgados por Matheus Araujo Laiola, delegado responsável pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil do Paraná.

Foto: Pixabay

Especialista em investigação criminal, segurança pública, gestão pública e direito constitucional, Laiola participou de um evento na Câmara Municipal de Curitiba para abordar a atuação policial no combate a crimes de maus-tratos a animais. O delegado participou do debate a convite da vereadora Fabiane Rosa (DC). As informações são do portal Jornale.

Laiola assumiu a Delegacia de Meio Ambiente em janeiro. De acordo com o delegado, os casos presenciados por ele e por sua equipe foram chocantes, já que eles estavam acostumados a lidar com crimes da Delegacia de Furtos e Roubos.

“Policiais acostumados a lidar com traficantes passaram a ter de capturar cobras de 7 metros”, contou o delegado. “Houve o objetivo de se mudar algumas dinâmicas e, nesse curto espaço de tempo, obtivemos resultados expressivos”, completou.

Devido à necessidade de encaminhar para locais adequados os animais resgatados em ocorrências policiais, a Delegacia de Meio Ambiente atua em parceria com a Rede de Proteção Animal.

“A função da Delegacia de Meio Ambiente é penal e a da Rede de Proteção Animal é administrativa e fiscal. O resultado dessa atuação em conjunto é que nos últimos cinco meses 300 animais em situação de maus-tratos foram resgatados”, concluiu.


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Bugio sobrevive após tomar dois choques e cair de torre de energia elétrica

Um bugio, que passou três dias em uma torre de energia elétrica, foi resgatado no último sábado (22) após tomar dois choques e sofrer uma queda. O animal sobreviveu, mas queimou cerca de 70% do corpo e talvez precise amputar uma mão. O acidente aconteceu na cidade de Blumenau, em Santa Catarina.

Foto: Projeto Bugio

Resgatado pelo Projeto Bugio, o animal está recebendo os cuidados necessários. De acordo com o coordenador do Projeto, Julio Cesar de Souza Júnior, é possível que o bugio tenha sofrido danos neurológicos. Apesar de ter sobrevivido às primeiras 24 horas, consideradas as mais críticas, o estado de saúde dele é delicado. Nesta semana, o animal será submetido a novos exames. As informações são do projeto O Município.

O bugio foi visto na torre, pela primeira vez, na manhã de quarta-feira (19). Assustado, ele se isolou no local após tomar um choque e cair no rancho de uma moradora do bairro Salto do Norte. A Polícia Militar Ambiental e o Projeto Bugio foram acionados, mas não conseguiram resgatar o animal, que se recusava a descer da torre. No sábado (22), as equipes retornaram ao bairro, com a presença de funcionários da Celesc, para tentar salvar o bugio, que acabou tomando outro choque e caindo no chão.

Júnior explicou que mais da metade dos macacos que são eletrocutados morrem e que cerca de 30% dos atendimentos feitos pelo Projeto envolvem choques. Outros casos frequentes são atropelamentos e brigas com cachorros. O contato com a rede de energia elétrica mata aproximadamente 200 animais de diversas espécies anualmente na região, segundo a Promotoria Regional.

Para tentar solucionar o problema, o Projeto Bugio e a Celesc anunciaram, há pouco mais de uma semana, uma parceria para promover alterações na rede elétrica de Blumenau na intenção de proteger os animais. Pontes de passagem serão instaladas e cabos localizados em áreas habitadas por bugios, especialmente na região norte do município, receberão proteção.


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Cinco rinocerontes negros mantidos em cativeiro na Europa serão libertados em Ruanda

Manny é um dos cinco rinocerontes que estão sendo transferidos | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Manny é um dos cinco rinocerontes que estão sendo transferidos | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Os animais estão sendo transferidos por via área, são 6 mil quilômetros de distância, a operação representa o maior transporte de rinocerontes da Europa para a África já realizado, e só ocorre após anos de preparativos.

Menos de 5 mil rinocerontes negros selvagens e apenas mil rinocerontes negros orientais restaram na África e permanecem sob ameaça de caça.

Três rinocerontes negros do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idades entre dois e nove anos, foram escolhidos para a mudança para o Parque Nacional de Akagera.

Todos os cinco nasceram e cresceram na Europa e estiveram em cativeiro por toda a vida.

Jasmina esta sendo transferida para a reserva africana com os demais | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Jasmina esta sendo transferida para a reserva africana com os demais | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Jasiri, Jasmina e Manny nasceram no Safari Park Dvur Kralove na República Tcheca, Mandela vem do Ree Park Safari na Dinamarca, e Olmoti é da Flamingo Land no Reino Unido.

Eles foram doados ao Conselho de Desenvolvimento de Ruanda em um esforço para impulsionar a população de rinocerontes negros na África Oriental.

Espécie em extinção

Na década de 70, haviam milhares desses magníficos animais por toda a África, mas atualmente, os rinocerontes negros e brancos foram levados à beira da extinção pela caça implacável e cruel da espécie.

Alimentada pela demanda das classes médias cada vez mais ricas da China e do Vietnã, a caça aos rinocerontes por seus chifres tem crescido.

Após cortado do corpo dos animais, o chifre é comercializado ilegalmente no mercado paralelo.

Alguns compradores ignorantemente acreditam que o item possa curar o câncer, enquanto outros querem o objeto apenas para ostentar como símbolo de status social.

Acredita-se que esse comércio gere em torno de 13 bilhões de libras por ano.

O Projeto Botsuana de Conservação aos Rinos advertiu que se a caça ao animal continuar no ritmo atual, eles estarão extintos até 2024.

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Adolescente é filmado pelos amigos agredindo um gambá repetidas vezes

Foto: Snapchat

Foto: Snapchat

Um adolescente foi acusado legalmente de crueldade com os animais após um vídeo em que ele arranca um gambá de uma árvore durante a noite e ataca-o brutalmente ter sido divulgado nas redes sociais.

O jovem de 19 anos que mora em Cannonvale nos Whitsundays (Austrália) foi filmado por amigos segurando o gambá de cabeça para baixo pelo rabo e repetidamente perfurando-o no rosto e no corpo.

Outra pessoa que não foi incluída na gravação também atacou gambá, que em determinado momento pareceu se afastar dos agressores.

Ele então começou a jogar o gambá sem a menor cerimônia na sacada.

Foto: Snapchat

Foto: Snapchat

A filmagem foi enviada para o Snapchat e vista pela polícia pouco tempo depois, que confirmou que o adolescente havia sido acusado de crueldade com animais.

A polícia disse que o caso continuaria a ser investigado.

A filmagem do Snapchat foi legendada como “missão cumprida” quando foi compartilhada na conta do infrator.

Michael Beatty, porta-voz da RSPCA da austrália com sede em Queensland, disse ao 7News que a filmagem era preocupante.

“É terrível”, disse ele.

“É um ato de crueldade premeditado e mostra uma total falta de empatia com os animais”

Ele também disse que estava preocupado que os adolescentes parecessem ter prazer em causar dor aos animais.

O infrator principal deve comparecer ao tribunal em 16 de julho para responder por seu crime.

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Rinocerontes tem os chifres envenenados para não serem mortos por caçadores

Foto: Caters/Teagan Cunniffe

Foto: Caters/Teagan Cunniffe

Conservacionistas “envenenaram” os chifres dos rinocerontes numa tentativa de protegê-los da ameaça constante de morte que os animais enfrentam dos caçadores da região.

Eles costumam vender os chifres em toda a Ásia para utilização na medicina tradicional chinesa e podem conseguir mais de 50 mil dólares no mercado negro por chifre.

Foto: Caters/Teagan Cunniffe

Foto: Caters/Teagan Cunniffe

O Rhino Rescue Project (Projeto de Resgate de Rinocerontes) usa toxinas amigáveis aos animais (ectoparasiticidas) e corante indelével no processo de “envenenamento”, que pode causar sintomas como náuseas, vômitos e convulsões graves aos humanos em graus variados, dependendo da quantidade consumida.

O tratamento é perfeitamente seguro para os rinocerontes, sem efeitos prejudiciais registrados neles ou em seus descendentes subsequentes.

O trabalho do Rhino Rescue Project na África do Sul foi captado pelas lentes do fotógrafo Teagan Cunniffe, de 28 anos, semana passada.

Ele disse: “O tratamento dura entre três e cinco anos, um ciclo completo de crescimento de chifre. Depois disso, ele precisa ser administrado novamente. “Isso custa de 500 dólares por toda a operação, incluindo equipe e materiais de campo.

“Minhas fotografias mostram o processo de tratamento do chifre pelo Rhino Rescue Project e The Ant Collection, desde a localização e passando pela sedação do rinoceronte, até a recuperação de Mokolo (rinoceronte).

Foto: Caters/Teagan Cunniffe

Foto: Caters/Teagan Cunniffe

O Rhino Rescue Project vem realizando esses procedimentos desde 2011, e até hoje apenas 2% dos rinocerontes que foram tratados morreram – e isso levando em conta uma combinação de caça e causas naturais.

Teagan, da Cidade do Cabo, acrescentou: “Minha foto favorita é a imagem do drones que mostra as pessoas envolvidas no processo de tratamento de Mokolo”.

“Eu queria que as sombras dos humanos fossem a principal característica: os guardiões sem rosto de um rinoceronte vulnerável. Nós somos os únicos que podem salvar esta espécie da extinção”.

“Este é um esforço anti-caça proativamente muito bem-sucedido, e acredito que todos os rinocerontes devem passar por esse processo de tratamento”, concluiu ele.

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Cão que era “filho único” ganha irmão filhote e não gosta muito da ideia

Kevin parece dizer aos pais com sua expressão: O que vocês fizeram? | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Kevin parece dizer aos pais com sua expressão: O que vocês fizeram? | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Por quatro anos Kevin, foi o único membro canino de sua família. Isso significava que ele era alvo de todos os carinhos, atenções, cuidados e mimos dos demais moradores de seu lar.

O cãozinho nunca teve que dividir a atenção de sua família com ninguém. Então, de repente, tudo mudou. E ele não gostou muito disso.

O cão ciumento e adorável é o querido animal doméstico de Carleigh Johnson Stroup e seu marido. Eles se apaixonaram por ele desde o começo. “Kevin é tão doce e amoroso”, disse a mamãe coruja Stroup ao The Dodo.

Kevin enquanto era "filho único" | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Kevin enquanto era “filho único” | Foto : Carleigh Johnson Stroup

“Nós nunca podemos nos deitar sem que ele imediatamente se deite junto com um de nós, ele está sempre conosco”. Pode-se dizer que Kevin era realmente o rei da casa. Mas as coisas mudaram e isso não é assim mais agora.

Algumas semanas atrás, Stroup e seu marido decidiram aumentar sua família adotando um novo cãozinho filhote – esse novo membro escolhido foi um cachorrinho agitado e ansioso por atenção, chamado Lyle.

Lylo | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Lylo | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Acontece, no entanto, que eles se esqueceram de consultar Kevin antes sobre a questão.

E com isso, o estilo de vida tranquilo e relaxado que Kevin desfrutava na casa – livre de aborrecimentos ou competição por afeição – acabou.

Lyle trouxe com ele toda uma nova energia e dinâmica para a casa. Uma vibração de cachorro filhote e brincalhão ao extremo.

Kevin, inicialmente, não foi tímido em demonstrar seus sentimentos sobre o assunto. Aqui está o vídeo da reação de Kevin:

“A cara que ele fez, sua expressão é absolutamente sua assinatura registrada. É como se ele tivesse dito: ‘O que foi que vocês fizeram’?”, disse a tutora e mãe de Kevin.

“Desculpe Kevin. Esta é sua vida agora”, responderam os pais de Kevin à sua expressão de descontentamento explícita.

Apesar de ser, como diz Stroup, “o oposto absoluto de Kevin”, o pequeno Lyle simplesmente adorou seu novo irmão mais velho. O pequenino, encantando com o outro, seguia-o por toda parte, copiando o irmão nas mínimas coisas.

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Foto: Carleigh Johnson Stroup

“Ele só quer ir para onde Kevin vai, se Kevin come, ele come, se Kevin deita, ele deita”, disse Stroup. “Lylo é absolutamente obcecado por ele”.

Todo o tempo sem descanso de Kevin agora é coisa do passado.

Lyle é como um gêmeo conjugado, não larga o irmão por nada. “Até as necessidades eles fazem juntos”, conta a tutora bem-humorada.

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Stroup disse que, embora tenha levado algum tempo para Kevin a se acostumar, ele também passou a gostar dos encantos juvenis do recém-chegado.

“Mesmo depois de todas as tentativas de Lyle de arruinar a paz e tranquilidade de Kevin, eles se tornaram inseparáveis, os melhores amigos”, disse Stroup. “Kevin gosta de ter um irmão para ficar com ele quando estamos fora”.

“Um não vive sem o outro”.

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Com o tempo, Lyle sem dúvida amadurecerá para um nível de energia mais adequado ao que Kevin está acostumado. Até então, pelo menos, ele parece estar aproveitando a diversão.

E quanto ao amor e carinho de seus pais?

Felizmente, ainda há muito para amor transbordando por todos os lados para todos os membros da família.

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Marca de beleza Estée Lauder se junta a luta contra os testes com animais

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

A Estée Lauder Companies, fabricante e vendedora líder de produtos de maquiagem, cuidados com a pele, cabelos e fragrâncias, aderiu à campanha #BeCrueltyFree. A campanha, liderada pela Humane Society International (HSI), visa acabar com todos os testes cosméticos em animais em todo o mundo e é o maior esforço feito pela causa na história.

A Estée Lauder Companies vende seus produtos em mais de 150 países e territórios com mais de 25 marcas, incluindo a Michael Kors Beauty, a MAC Cosmetics e a Too Faced.

Anna Klein, vice-presidente sênior de Assuntos Corporativos Globais da Estée Lauder Companies, disse em um comunicado que a empresa está “orgulhosa” de ter uma parceria com a HSI.

“[HSI] faz um trabalho tão sério e cuidadoso defendendo animais em todos os lugares”, disse Klein. “Eles têm sido um parceiro e consultor maravilhoso enquanto trabalhamos juntos em direção ao nosso objetivo comum de acabar com os testes com animais em cosméticos no mundo todo”.

A presidente da HSI Kitty Block declarou: “Testes em animais correspondem a ciência do século passado, mas para criar leis que acabem com eles precisamos unir forças com líderes de mercado voltados para o futuro, como The Estée Lauder Companies”.

“Estou confiante de que, trabalhando em conjunto com empresas de beleza através da nossa campanha #BeCruelty, podemos ajudar a pôr fim aos testes de cosméticos em animais até 2023”, acrescentou ela.

A Esteé Lauder é vegana?

Nem todas as marcas da Estée Lauder Companies usam ingredientes veganos e alguns de seus produtos são atualmente testados em animais.

A gigante da beleza parou de testar em animais em 1990, no entanto, mais tarde começou a vender seus produtos na China, onde os testes em animais são exigidos por lei em muitos itens de beleza, de acordo com o New York Times.

A Estée Lauder Companies escreve em seu site que reconhece sua “responsabilidade de contribuir para a solução sustentável para o fim dos testes em animais para cosméticos”.

“Acreditamos que, por meio de parcerias fortes, compartilhando nossa ciência e interagindo com nossas comunidades de maneira significativa, podemos contribuir para o fim global dos testes com animais cosméticos”, acrescenta.

O que é a campanha #BeCrueltyFree (#SejaLivredeCrueldade)?

A campanha #BeCrueltyFree visa aumentar a conscientização sobre experimentação animal na indústria da beleza entre legisladores, reguladores e partes interessadas corporativas, trabalhando em prol de um futuro onde os cosméticos sejam seguros e livres de crueldade.

A iniciativa ajudou na proibição da implementação e venda de cosméticos testados em animais em quase 40 países.

Projeto de lei que proíbe a importação de troféus de animais ameaçados avança no congresso americano

Foto: Africanskyhunting

Foto: Africanskyhunting

Chapéu: Avanço

Título: Projeto de lei que proíbe a importação de troféus de animais ameaçados avança no congresso americano

Olho: Conhecido como o maior importador de troféus de animais no mundo, os Estados Unidos são responsáveis pela morte de inúmeros leões, elefantes e outros animais africanos ameados de extinção

A Câmara dos deputados americana aprovou um projeto de lei (emenda à lei de proteção) do deputado Vern Buchanan para proteger leões e elefantes africanos ameaçados, proibindo a importação de seus cadáveres para o país para serem transformados em troféus.

A emenda de Buchanan foi aprovada ontem pela Câmara por 239 votos a favor e 192 contra. O projeto emenda agora deve passar pelo Senado e ser assinada pelo presidente Trump.

Foto: Conservation Action

Foto: Conservation Action

“Essas criaturas magníficas estão à beira da extinção”, disse Buchanan, que também é líder do Congresso, sobre a proteção de espécies ameaçadas, em um comunicado. “A última coisa que devemos fazer é facilitar a morte desses animais e ainda por cima trazer suas cabeças empalhadas como ‘troféus’. Quando uma espécie é extinta, ela desaparece para sempre”.

A medida de Buchanan proíbe o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA de emitir licenças de importação da Zâmbia, Zimbábue e Tanzânia; três países que, de forma insondável, ainda incentivam a caça de troféus.

Esta alteração segue uma decisão do Departamento do Interior de 2017 para permitir a importação. Na época, Buchanan também pediu ao presidente Trump que rejeitasse a decisão do secretário do Interior de suspender a proibição de permitir que troféus de leão africanos fossem trazidos para o país.

“A Câmara deu um passo importante para proibir a importação de troféus de elefantes e leões”, continuou Buchanan. “Os contribuintes não deveriam ter que pagar um único dólar para permitir essa atividade. Proteger os animais em casa e no exterior é uma causa majoritariamente bipartidária ”.

Buchanan submeteu sua emenda à mais recente lei de financiamento governamental.

Foto: Ipetitions

Foto: Ipetitions

Mais de 30 mil elefantes, um a cada 15 minutos, são mortos por suas presas a cada ano. Algo que a maioria dos americanos, que desaprova a caça, acha repreensível.

“Os americanos investem mais dólares em turismo em safáris de observação da vida selvagem no Zimbábue, na Zâmbia e na Tanzânia do que na caça de troféus de leões e elefantes. Essas espécies icônicas estão sendo ameaçadas pela caça continuada, perda de habitat e outras mortalidades causadas pelo homem. A caça aos troféus exacerba essas ameaças, empurrando esses animais magníficos para mais perto da extinção”, disse Sara Amundson, presidente do Fundo Legislativo da Humane Society.

“É por isso que aplaudimos o deputado Buchanan por defender um futuro mais humano através de uma emenda para restringir a importação de troféus de leão e elefante desses países”, diz a ativista. Sofia afirma ainda que como os Estados Unidos são o maior importador mundial de troféus de animais, os esforços para aliviar a pressão adicional pela caça ao troféu são fundamentais.

Cathy Liss, presidente do Animal Welfare Institute, também apontou para o fato de que não há evidência científica de que a caça legal aumente a conservação.

“A receita gerada pela caça aos troféus muitas vezes não fornece nenhuma renda significativa para os moradores empobrecidos. Em vez disso, essas caçadas geralmente canalizam dinheiro para as mãos de um grupo seleto, sem melhorar as proteções para populações de animais selvagens caçados”, afirmou Liss.

“Nenhuma espécie que enfrente a extinção deve ser mais vitimada por alguém que queira pendurar sua a cabeça na parede”, conclui a presidente da ONG.

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Ecocídio e garantia de segurança para animais nas rodovias estão na pauta da semana na Câmara

Por David Arioch

Foto: Pixabay

Esta semana, entre outras propostas, vão ser discutidos no Plenário da Câmara dos Deputados um projeto de lei que defende a tipificação do ato de provocar desastres ecológicos como ecocídio e outro que visa garantir segurança na circulação de animais pelas rodovias.

De autoria coletiva o PL 2787/29 quer criar um tipo penal específico para acabar com a impunidade em casos de rompimento de barragens e em outras situações de grande impacto ambiental que decorrem diretamente da ação humana.

O projeto defende que ações que resultem na destruição significativa da flora, mortandade de animais ou estado de calamidade pública, devem gerar pena de quatro a 20 anos de prisão.

Além disso, prevê multa que pode variar de dois mil reais a um bilhão de reais, indo muito além do teto atual que é de 50 milhões de reais.

A justificativa para a criação do projeto de lei foram os trágicos acontecimentos em Mariana (MG), no final de 2015, e de Brumadinho (MG), no início deste ano, que expuseram de forma clara a fragilidade da legislação penal em relação ao tema.

Já o PL 466/15, de autoria do deputado Ricardo Izar (PP-SP), prevê adoção de medidas que garantam a redução do número de acidentes envolvendo animais nas estradas, rodovias e ferrovias.

Além de defender que a segurança dos animais seja considerada nas construções de obras públicas voltadas ao tráfego, Izar quer que seja criado um Cadastro Nacional Público para contabilizar todos os acidentes envolvendo animais silvestres, além de cobrar medidas de fiscalização e monitoramento.

O projeto de lei também prevê a adoção de mais medidas que facilitem a travessia dos animais, assim como mais promoção de atividades de educação ambiental em todo o país.

“Hoje temos mais de 65 milhões de carros, motos e caminhões. Além de engarrafamentos, poluição e descarte de resíduos, outro grave problema registra estatísticas alarmantes, até agora silenciosas: os incontáveis atropelamentos e mortes de animais silvestres”, destaca Ricardo Izar.

No projeto, o deputado enfatiza que as estimativas mostram que mais de 450 milhões de animais selvagens podem estar sendo mortos anualmente em 1,7 milhão de quilômetros de estradas em todo o Brasil.


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Passarinho com necessidades especiais recebe sapatos ortopédicos e volta a andar

Foto: California Wildlife Center

Foto: California Wildlife Center

Há muitas pessoas que adoram apreciar e conviver com animais. Mas quando se trata de ajudar, muitas pessoas os ignoram, deixando-os sozinhos. Felizmente, alguns humanos não conseguem permanecer indiferentes a esses animais em necessidade e decidem ajudá-los.

A equipe do California Wildlife Center está acostumada a lidar com animais feridos. Recentemente, eles resgataram um pássaro indefeso que tinha um pé machucado.

Muitos passaram pela ave, sem fazer nada. Mas esse grupo não pensou duas vezes e decidiu ajudar. Eles descobriram que o pássaro era incapaz de andar e não tinha força para se agarrar aos objetos.

Foto: California Wildlife Center

Foto: California Wildlife Center

O problema com esse passarinho era um nó que se formava em seus dedos, algo comum, especialmente nos pássaros mais jovens. Além disso, ele só podia ficar na ponta dos pés, e isso causava a ave desconforto e sofrimento.

O pessoal do centro resolveu este problema de uma forma muito criativa. Eles fizeram pequenos “sapatos ortopédicos” que ajudarão o pássaro a andar! É um tipo de bota de gesso improvisada.

“Geralmente, leva uma semana ou duas semanas para usar a “bota de neve” (nome dado ao sapato por sua forma) até o pé voltar ao normal”, explica Duane Tom, do Centro de Vida Selvagem.

Após o tratamento, o pássaro estará pronto para voar e encantar a todos com suas belas canções.

Ao encontrar um animal ferido ou em necessidade é importante socorrê-lo e prover-lhe os cuidados básicos como comida ou água. No caso de sinais de doença ou ferimento uma visita ao veterinário é de extrema importância.

Animais são vidas, sofrem, sentem, amam e compreendem o mundo como nós.

Não finja que não viu ou vire o rosto, ao ajudar um animal em necessidade, você estará fazendo a diferença em uma vida e o planeta – e os animais – agradecem.

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