Macacos, morcegos e cobras vendidos e espancados até a morte junto com cães e gatos

Foto: Alf Jacob Nilsen/Solent News

Foto: Alf Jacob Nilsen/Solent News

Imagens fortes e tocantes revelam a crueldade praticado no comércio de cães, gatos e animais raros em um mercado de carne no norte da Indonésia.

O Tomohon Extreme Market, localizado na ilha de Sulawesi, é conhecido amplamente pela crueldade com os animais, incluindo cães e gatos que são mantidos em pequenas jaulas antes de serem espancados até a morte e vendidos.

O norueguês Alf Jacob Nilsen, de 64 anos, visitou o mercado e disse que sentia que o abuso estava sendo cometido por trabalhadores como parte de uma “performance distorcida” destinada a atrair turistas.

Foto: Alf Jacob Nilsen/Solent News

Foto: Alf Jacob Nilsen/Solent News

O biólogo aposentado e fotógrafo amador, natural de Hidra, na Noruega, disse: “Devo admitir que tinha sentimentos pesados no mercado – é muito difícil de descrever o que vi”.

“Centenas de residentes locais ofereciam ‘carne da floresta’ (carne de animais selvagens), havia carne de cachorro, de morcegos, galinhas e de peixes à venda”.

“O tratamento e a morte de cães da forma como isso acontece em Tomohon deveria, do meu ponto de vista, parar definitivamente”.

Foto: Alf Jacob Nilsen/Solent News

Foto: Alf Jacob Nilsen/Solent News

“Não só porque os pobres animais são tratados de maneira mais brutal possível e definitivamente sofrem horrores, mas também porque deve haver claramente um risco de disseminação de parasitas e doenças graves quando se lida com cães e carne de cachorro dessa maneira.

“É terrível ver cães enjaulados sendo retirados de sua gaiola e espancados até a morte com bastões de madeira”.

“Senti que, de certa forma, isso era feito propositadamente quase que como uma ‘atração extra’ para atrair mais turistas”.

Foto: Alf Jacob Nilsen/Solent News

Foto: Alf Jacob Nilsen/Solent News

“Outro aspecto que me preocupou muito quando estive lá foi que acreditava estar vendo espécies ameaçadas de extinção oferecidas para venda, como macacos, morcegos, pássaros, cobras e outros répteis”.

O Tomohon Extreme Market costumava ser listado como uma das principais atrações turísticas do TripAdvisor até que ativistas pelo bem-estar animal reclamaram e o derrubaram.

Mas o comércio ainda continua lá com a benção das autoridades regionais, que se recusaram a se reunir com os ativistas e ouvir suas preocupações.

Foto: Alf Jacob Nilsen/Solent News

Foto: Alf Jacob Nilsen/Solent News

Entre muitas das ofertas perturbadoras do mercado estão cachorros e gatos, muitos dos quais, segundo ativistas, foram roubados de suas famílias e tutores antes de serem transportados ilegalmente pelo país para chegar até aqui.

Trancados em pequenas gaiolas de metal, os animais são freqüentemente forçados a assistir enquanto seus companheiros de cativeiro são espancados até a morte com grandes pedaços de madeira, sabendo que eles são os próximos.

Foto: Alf Jacob Nilsen/Solent News

Foto: Alf Jacob Nilsen/Solent News

Seus corpos – muitas vezes ainda em movimento – são então queimados para remover a pele antes de serem vendidos.

Além da crueldade contra os animais, ativistas dizem que mercados como o Tomohon são um terreno fértil para doenças potencialmente fatais como a raiva.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Após pedido de expulsão de cães de escola, alunos se manifestam e animais permanecem no local

Os cachorros comunitários Gorda e Chorão, que vivem na Escola Estadual João Corrêa, em Canela, no Rio Grande do Sul,  estiveram ameaçados graças a uma denúncia feita pela mãe de um aluno, que pediu a retirada dos animais do local. A situação, no entanto, foi contornada após alunos da escola se manifestarem contra a expulsão dos cães.

A mãe do aluno fez uma denúncia anônima à 4ª Coordenadoria Regional de Educação de Caxias do Sul (CRE). O caso gerou indignação na escola e também nas redes sociais.

Foto: Divulgação

No entanto, por estarem protegidos pela lei estadual número 15.254, de 17 de janeiro de 2019, os cachorros puderam permanecer na escola. A legislação diz, em seu artigo 3º, que “para abrigamento dos animais comunitários, fica permitida a colocação de casas em vias públicas, escolas públicas e privadas, órgãos públicos e empresas públicas e privadas, desde que com a autorização da autoridade correspondente e/ou responsável pelo local”.

Nubiane Gama, diretora da instituição, confirmou que a situação foi resolvida e que os cães permanecerão no local. “Recebi todo o apoio da coordenadoria e nossos cães permanecerão aqui, eles estão amparados pela lei”, argumenta a diretora.

A diretora contou que a possibilidade de expulsão dos cães gerou grande repercussão negativa e que estudantes realizaram uma manifestação na escola, além de terem se posicionado contra a retirada dos cachorros através das redes sociais.

“Eu cheguei na escola e os alunos estavam no saguão tristes e pedindo pela permanência dos animais. Eles escreveram em folhas de caderno e cartazes ‘Queremos nossos dogs’”, disse Nubiane.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora!


Capivaras são atraídas para armadilha para serem mortas em Itatiba (SP)

Foto: Pixabay

As capivaras que moram em um condomínio em Itatiba, no interior de São Paulo, começaram a ser atraídas para uma armadilha na terça-feira (18) para serem mortas. Os animais foram fotografados por moradores dentro de um cercado onde foram colocados pedaços de cana-de-açúcar.

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente autorizou o extermínio dos animais após um morador do condomínio morrer por febre maculosa em janeiro de 2018 – a doença é transmitida pelo carrapato estrela, que tem na capivara sua hospedeira.

O caso, no entanto, ganhou repercussão negativa e defensores dos animais, moradores do condomínio e órgãos de proteção animal criticaram a decisão de matar os animais. Entidades recorreram, inclusive, ao Ministério Público.

Das cerca de 40 capivaras que viviam no local, 13 tinham sido mortas até segunda-feira. Nesta terça, o número subiu para 20. As informações são do G1.

A aposentada Sueli Fassio, de 71 anos, que mora no condomínio há 22, confirmou que a Secretaria de Meio Ambiente continua matando os animais.

“O Brasil precisa parar de ser hipócrita. Elege a capivara como símbolo da Copa América, mas um órgão do governo vai lá e autoriza essa matança. Não podemos sair matando um animal assim. A saúde pública é importante, mas há outras formas de controlar a doença sem sair matando um monte de animal assim”, criticou Fassio.

A castração e a esterilização são as práticas mais adequadas para solucionar o problema, segundo o médico veterinário Paulo Anselmo Felippe, que estuda manejos de capivaras. O especialista explicou que a bactéria permanece por apenas 15 dias no organismo do animal e, depois, não aparece nunca mais no sangue.

“Porque o sistema imunológico dela se organiza e ela não vai ter mais essa riquetsemia, essa bactéria circulando. Então, ela não infecta novos carrapatos. Sempre que a riquétsia circulou naquela população, você retira os animais e vêm novos, vai acontecer riquetsemia nesses novos, porque eles não tiveram contato anterior com a bactéria”, afirmou.

A diretora da Secretaria do Meio Ambiente, Vila Geraldi, discorda do veterinário e afirma que após a capivara ficar imune, os carrapatos infectados vão continuar transmitindo a doença pela picada.

Capivaras já foram mortas em condomínios fechados de outras sete cidades, segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O órgão argumenta que não é viável levar as capivaras para outros locais porque isso só mudaria a área de transmissão da doença.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Moradores denunciam mortes de animais por envenenamento em Jundiaí (SP)

Divulgação

Cachorros e gatos estão sendo mortos por envenenamento no bairro Parque dos Ingás, na cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo. É o que denunciam moradores da região, que estão revoltados e preocupados com a grande quantidade de animais encontrados mortos.

Nos últimos dias, dois cachorros e um gato apareceram mortos no bairro. De acordo com a moradora Luciana Marcarin, os animais estão sendo assassinados com um veneno chamado chumbinho.

“Tem uma pessoa dando veneno pros animais aqui perto de casa. Todo dia tem animal morto e estão dando chumbinho”, denuncia a moradora ao jornal Agora Regional.

Para envenenar os animais, o criminoso está colocando o chumbinho dentro de salsichas.

Luciana pede para que as autoridades investiguem o caso e tomem providências para evitar que mais animais sejam assassinados.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

MP pede na Justiça fim das charretes de tração animal em Aparecida (SP)

O Ministério Público (MP) acionou a Justiça contra a Prefeitura de Aparecida (SP) para pedir o fim das charretes de tração animal na cidade. A justificativa para a execução da ação, ajuizada pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), são casos de maus-tratos promovidos contra cavalos. A prefeitura disse que pretende acatar o pedido, mas irá pedir mais tempo ao MP. Não há prazo para a ação ser analisada pela Justiça.

Foto: Divulgação/ Ministério Público

De acordo com o texto da ação, os cavalos são forçados a puxar charretes com excesso de peso e o uso de chicote para açoite é recorrente. O MP cita ainda um caso de um cavalo que desmaiou de exaustão após ser submetido a esforço físico excessivo em uma tarde quente no mês de janeiro de 2019. As informações são do G1.

O promotor Laerte Fernando Levai solicitou que a prefeitura suspenda novas autorizações para charreteiros, canele a renovação ou prorrogação das licenças de operação do serviço, assim como as licenças já autorizadas, providencie inspeção veterinária e laudo sobre o estado dos animais e resgate equinos feridos, debilitados, doentes ou idosos.

Atualmente, 38 charretes têm licença da prefeitura para realizar serviços turísticos explorando cavalos. Para a promotoria, a alternativa é a adoção de outras possibilidades de transporte turístico, como veículos motorizados, denominados tuk-tuks, ou movidos a pedal.

Na ação, o promotor lembra que fez tentativas de assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) desde o início do ano, mas que a prefeitura não se posicionou, resultando na ação judicial.

“A ausência de manifestação da prefeitura no derradeiro prazo assinalado, que se alongou pelo mês de maio de 2019, acabou por redundar no ajuizamento desta ação”, afirmou.

O TAC, segundo o secretário de segurança pública e trânsito, Marcelo Monteiro Gonçalves, será assinado pela prefeitura e a exploração de cavalos através das charretes deve acabar até o fim do ano.

“A meta é acabar com as charretes até o fim do ano. Ainda vamos fazer uma reunião com os charreteiros e um novo modelo será proposto pela prefeitura. O TAC vai ser assinado, mas o prefeito vai marcar uma reunião com a promotoria para discutir os termos e pedir mais tempo porque são 38 famílias que tiram o sustento da atividade”, concluiu.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora!


Número de porcos mortos devido à peste suína sobe para 3.638 milhões na Ásia

O número de porcos mortos devido à peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) na Ásia subiu para 3.638.592, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), contabilizados até 14 de junho. São 300 mil animais a mais do que a quantidade registrada em 7 de junho.

Foto: Pixabay

O levantamento da organização compila dados de órgãos federais dos países. O aumento se deve ao número de casos registrados no Vietnã, onde a quantidade de porcos mortos passou de 2,2 milhões para 2,5 milhões. A epidemia atingiu mais duas províncias no país, que já tem 56 regiões afetadas desde 19 de fevereiro, segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural local. As informações são da Isto É.

A China, porém, é o país com a situação mais crítica, em termos de extensão. Com um novo foco da doença identificado, o território chinês conta com 139 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. Desde agosto de 2018, quando o surto foi identificado, 1,133 milhão de porcos foram mortos, de acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país.

Um único foco foi identificado na Coreia do Norte, em 23 de maio, em uma província do país, levando 77 porcos à morte. Na Mongólia, 11 surtos já foram registrados em seis províncias e em uma cidade, o que fez com que 3,1 mil animais fossem mortos. Com um foco detectado, em 2 de abril, em uma província, 2,4 mil porcos foram mortos no Camboja. Em todos esses países, os números se mantiveram estáveis em relação aos resultados anteriores.

Os dados da organização da ONU divergem das estimativas de mercado. Isso porque o levantamento contabiliza apenas números divulgados por órgãos oficiais dos países.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora!


Representantes da agropecuária sugerem autolicenciamento ambiental para o setor

Por David Arioch

Nilvo Silva afirmou que o impacto ambiental deve ser sempre medido a partir do tipo de determinada atividade produtiva e do contexto local do empreendimento (Foto: Jim Wickens/Ecostorm)

Segundo informações desta semana da Agência Câmara, um grupo de trabalho coordenado pelo deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) quer consolidar uma proposta de lei geral de licenciamento ambiental.

A iniciativa surgiu depois que iniciativas que visavam a dispensa de licenciamento para o setor agropecuário perdeu força diante de decisões contrárias do Supremo Tribunal Federal (STF) em Tocantins e Santa Catarina.

Ainda assim, o consultor em meio ambiente da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), Rodrigo Justus, disse que o setor não pode ser submetido aos mesmos critérios de licenciamento ambiental aplicado às indústrias.

Justus alegou que isso pode fazer com que muitos produtores rurais sejam enquadrados na Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) por falta de licença, e apontou como solução o autolicenciamento ambiental, ou seja, um licenciamento automático. A ideia agradou e foi defendida por outros representantes do setor.

“Uma licença por adesão e compromisso, em que o produtor vai assumir uma listagem de obrigações em relação a agrotóxicos, adubos, saúde do trabalhador, resíduos sólidos etc. Se fiscalizada e constatada a não veracidade dessa declaração, ele será punido. É uma forma de evitar uma ilegalização em massa”, declarou.

Outra sugestão da CNA, segundo a Agência Câmara, é que o licenciamento ambiental do setor seja feito por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR) criado pelo Código Florestal (Lei 12.651/12) para regularizar as propriedades no campo. A ideia foi criticada pela diretora do Instituto O Direito por um Planeta Verde, Cristina Freitas.

“Sob o ponto de vista jurídico, isso não é propriamente um licenciamento ambiental. É um mero cadastro. O licenciamento ambiental pressupõe uma análise técnica, muitas vezes multidisciplinar, levada a efeito pelo órgão ambiental. Na verdade, o que é preciso, de fato, é uma celeridade na análise desses licenciamentos.”

Pesquisador da Fundação Getúlio Vargas e ex-diretor de licenciamento do Ibama, Nilvo Silva afirmou que o impacto ambiental deve ser sempre medido a partir do tipo de determinada atividade produtiva e do contexto local do empreendimento. Para Silva, o texto em análise pelo grupo de trabalho desconsidera esse aspecto locacional:

“A questão das características de onde o empreendimento está sendo proposto está fora dessa proposta, o que fragiliza bastante.”


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Motorista transforma ônibus em abrigo de animais itinerante para salvar cães abandonados

Foto: Tony Aslup

Foto: Tony Aslup

Algumas pessoas não se lamentam apenas das situações tristes, elas agem para fazer a diferença. Este é o caso deste homem gentil e bondoso chamado Tony Alsup, que se recusa a ver alguém deixado para trás durante desastres naturais, especialmente os animais.

Essa é a razão pela qual o motorista de ônibus de Greenback, Tennesse (EUA) transformou um ônibus em um abrigo de animais móvel para pegar todos os animais “sobras” que os abrigos de animais não poderiam colocar antes de serem evacuados por furacões como Harvey e Florence.

De acordo com o The Washington Post, ele viajou recentemente de sua casa no Tennesse até o estado da Carolina do Sul para salvar mais de 60 animais durante o furacão Florence, 53 cães e 11 gatos.

Eu sou como esses animais, veja, estas são vidas também”, disse Alsup à publicação.

“Normalmente animais – especialmente animais de abrigo – sempre têm que ficar no banco de trás dos ônibus. Mas eu lhes darei seu próprio ônibus. Se eu tiver que pagar por todo o combustível, ou até mesmo arranjar um barco, eu dou um jeito para tirar esses cachorros e gatos de lá e salvá-los”, diz o motorista.

Foto: Tony Aslup

Foto: Tony Aslup

Assim que viu relatos de abrigos de animais que estavam superlotados quando o furacão Harvey atingiu o Texas, a Alsup começou a resgatar os animais.

“Eu pensei, bem, o que posso fazer?”, ele disse. “Eu vou comprar um ônibus”.

Dessa forma, ele poderia transportar os animais para abrigos que tivessem espaço ou estivessem vagos. Depois, ele continuou a resgatar animais durante os furacões Maria e Irma.

Em sua página no Facebook, ele pediu para ser informado onde os animais domésticos precisavam de mais ajuda na Carolina do Sul durante o furacão mais recente.

“É tudo verdade. Tony chegou às 4 da manhã de uma quarta-feira para recolher nossas “sobras” – os cães deficiência, com dirofilariose”, escreveu o Saint Frances Animal Center no Facebook.

“Ele levou aqueles que ninguém mais adotará. E ele os colocou em segurança. Não é a evacuação mais convencional, mas seguramente é a que tem mais coração que todas”.

Foto: Tony Aslup

Foto: Tony Aslup

E isso é porque quando Tony diz que ninguém será deixado para trás, ele realmente quer dizer isso mesmo.

“É tão fácil para as pessoas adotarem os animais domésticos pequenos, os fofinhos e os bonitinhos”, disse Alsup ao Greenville News. “Nós aceitamos os que merecem uma chance, mesmo sendo grandes e um pouco feios. Mas eu amo cachorros grandes e nós sempre achamos lugares para eles”.

Assim que Alsup resgatou os cães ameaçados pelo furacão Florence, ele os levou para Foley, Alabama, para um abrigo de amigos seus.

Neste lugar, Angela Eib-Maddux deu a todos eles banhos e cobertores quente e macios.

Ângela ficaria com eles até que ela pudesse encontrar abrigos ou casas de acolhimento para os cães. E todo esse trabalho foi feito em um dia.

Felizmente, alguns dos animais foram imediatamente adotados. Alsup trouxe outros cães e gatos para Knoxville, no Tennese, onde entregou cerca de 40 animais para abrigos e voluntários.

Então, ele foi descansar um pouco e decidiu voltar para Wilmington, N.C. para salvar mais alguns animais, porque é isso que ele faz, salva vidas.

Embora ele não tivesse certeza se era possível para ele chegar até lá com todos os obstáculos, financeiros e físicos, ele estava determinado a tentar.

Afinal, segundo o motorista: “Ninguém será deixado para trás”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Partido conservador apoia fim da criação de visons para a produção de peles na Irlanda

Por David Arioch

“Fico feliz pelo meu partido assumir um papel pragmático de liderança sobre essa questão e esperamos ver essa política ser cumprida no futuro”

Este mês o porta-voz do partido conservador Fianna Fáil, Charlie McConalogue, declarou que eles concordaram em apoiar a proposta de proibição da criação de visons para a produção de peles na Irlanda.

“Está havendo muita preocupação pública em torno do bem-estar dos animais criados para a produção de peles nos últimos anos. Mais de uma dúzia dos estados membros da UE proibiram a atividade”, destacou McConalogue.

Na Irlanda, recentemente a Sociedade Irlandesa para a Prevenção da Crueldade Contra os Animais (ISPCA) e a Veterinary Ireland também pediram a proibição por razões de bem-estar animal.

“Após a discussão com o Frontbench e com a Frente Parlamentar, essas propostas foram apoiadas pelos meus colegas. Houve um acordo claro de que o governo deveria realizar imediatamente uma consulta com as partes interessadas sobre a introdução da proibição da criação de peles”, informou o porta-voz.

Em contrapartida, o governo está assumindo o compromisso de oferecer uma compensação para quem atua no ramo migrar para outra atividade. “Esse precedente ocorreu em outras jurisdições do Reino Unido, onde a atividade já foi proibida”, apontou Charlie McConalogue.

E acrescentou: “Fico feliz pelo meu partido assumir um papel pragmático de liderança sobre essa questão e esperamos ver essa política ser cumprida no futuro”, concluiu.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

PL quer que serviços comunitários também sejam realizados em abrigos de animais

Por David Arioch

Projeto pode estimular um outro olhar em relação aos animais (Foto: Rodrigo Philipps/Agencia RBS)

Apresentado na última terça-feira, um projeto de lei defende que a prestação de serviços comunitários também seja realizada em abrigos de animais.

A proposta do deputado Célio Studart (PV-CE) é uma reação ao fato de que no Brasil normalmente não é oferecida a possibilidade para que, em caso de obrigatoriedade de realização de serviços comunitários, a prestação seja feita também em espaços voltados à proteção animal.

“O objetivo é fazer com que os abrigos de proteção animal também estejam elencados no rol de locais em que a prestação de serviços à comunidade possa ser realizada. A medida alia esta importante ferramenta do Código Penal à proteção animal”, argumenta o deputado. Outro ponto positivo da medida é a possibilidade de estimular um outro olhar em relação aos animais.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.