Quênia inicia campanha para proteger elefantes africanos

Por Rafaela Damasceno

O Quênia lançou uma campanha de preservação da vida selvagem, nomeada “O Comércio do Marfim é uma Fraude”, em um esforço para aumentar a conscientização e reduzir o comércio de marfim.

Um bando de elefantes na floresta

Foto: World Animal News

A campanha pede para que os elefantes africanos sejam incluídos na lista da CITES (Convention on International Trade in Endangered Species), que possui espécies ameaçadas de extinção. O movimento é apoiado por outros 31 estados africanos.

O Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta está equipado para detectar qualquer indício de vida selvagem (sejam pelos, marfim etc.) nas bagagens dos passageiros.

“A Autoridade Aérea do Quênia foi a primeira a assinar a declaração do Palácio de Buckingham, iniciativa internacional que compromete os responsáveis pelo transporte a colaborar na luta contra o tráfico de animais”, afirmou Isaac Awuondo, da Autoridade Aérea do Quênia (KAA, na sigla em inglês).

Como parte da nova campanha, 400.000 cartões de embarque foram produzidos com a mensagem “O comércio de marfim está destruindo o Quênia”.

A Kenya Airways e a UN Environment (ONU Meio Ambiente) também estão determinados em conscientizar a sociedade sobre a necessidade de uma conservação sustentável da fauna, distribuindo kits de educação infantil para os passageiros.

A ONU Meio Ambiente apoia os países africanos na luta pela preservação e proteção das espécies, bem como o combate ao comércio da vida selvagem, dando total suporte às comunidades locais.


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Empresa denunciada por crueldade contra frangos no Reino Unido pertence à JBS

Por David Arioch

As primeiras denúncias contra a Moy Park este ano surgiram por iniciativa da organização Animal Equality (Imagem: Reprodução)

Em junho, a britânica Moy Park, fornecedora das grandes redes de supermercados Tesco e Sainsbury’s, foi denunciada por crueldade contra frangos no Reino Unido. Já no mês passado, a mesma empresa se viu em outra polêmica quando os jornais ingleses divulgaram que milhares de frangos estavam morrendo de calor em seus aviários.

No entanto, o que não foi divulgado nas duas ocasiões é que a Moy Park é uma empresa que pertence à Pilgrim’s Pride, dos Estados Unidos, uma subsidiária da brasileira JBS, que detém 78% de participação na empresa.

As primeiras denúncias contra a Moy Park este ano surgiram por iniciativa da organização Animal Equality, que conduziu uma investigação ao longo de dois meses. O resultado desse trabalho foi compilado em um vídeo que mostra frangos extremamente jovens debilitados e agonizando até morrer em grandes galpões.

As imagens revelam animais incapazes de ficarem em pé em decorrência de graves ferimentos. Carcaças de aves também foram deixadas por dias juntas de outros animais que seriam abatidos. “Nos deparamos com pintinhos quase mortos, lutando para respirar com apenas dois dias de vida”, enfatizou a Animal Equality.

Já em julho, milhares de frangos foram encontrados mortos e amontoados do lado de fora dos barracões da Moy Park. Como noticiado pelo jornal britânico Lincolnite, os animais morreram durante uma onda de calor. Os funcionários da Moy Park alegaram que tentaram fazer de tudo, mas que não havia mais nada a ser feito.

“Esse clima louco fez isso com eles, por favor, não transforme isso em algo ruim”, pediu um dos funcionários ao jornalista Connor Creaghan. Os frangos comercializados pela Moy Park têm certificação da Red Tractor, que supostamente garante que os produtos sejam “rastreáveis, seguros e produzidos com cuidado”.

Um porta-voz da Moy Park disse que a empresa tem uma política de tolerância zero em relação a qualquer coisa que coloque em risco à saúde e o bem-estar dos animais, e que estão avaliando tudo que foi denunciado no vídeo.


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Gangue de criminosos mata 40 cães envenenados em uma única noite

Foto: James Pyatt/News LTD

Foto: James Pyatt/News LTD

Criminosos matam mil cães por semana na África do Sul, para que possam invadir casas e roubar os donos das residências sem serem atacados por seus leais animais domésticos.

Cerca de 40 cães foram envenenados em uma cidade durante uma única noite na semana passada.

Imagens chocantes foram divulgadas mostrando como cães fiéis estão sendo massacrados por gangues nos jardins da frente e dos fundos de suas próprias casas.

O Dr. Gerhard Verdoon, diretor do Griffon Poison Information Centre, em Port Elizabeth, revelou que os cães estão sendo alimentados com carne contaminada com veneno mortal.

Foto: James Pyatt/News LTD

Foto: James Pyatt/News LTD

O especialista observou que o veneno é tão poderoso que mata um cão pequeno em apenas 5 minutos e um cachorro grande em menos de 15 minutos.

Ele acrescentou que poucos animais domésticos sobrevivem a uma dose do veneno.

“O veneno usado é muito potente – cerca de 97% dos animais envenenados morrem”, disse Verdoon.

“Eles usam o Aldicarb, conhecido como ‘two-step’ (dois passos, na tradução livre), porque você come, dá dois passos e morre.

“Os criminosos geralmente colocam o veneno em cachorros-quentes ou misturam com picadinho e dão para os cães comerem. Depois que os cães morrem, as casas são alvos fáceis de invasão ou roubo.

Foto: James Pyatt/News LTD

Foto: James Pyatt/News LTD

“O veneno é normalmente usado em cães que dormem fora, no quintal, para proteger a família e, nas primeiras horas da manhã, jogam a carne por cima da cerca e observam enquanto o cão come a carne”.

“Eles deixam o veneno agir por uma hora para se certificar de que quando voltarem para realizar um assalto à mão armada ou um roubo, muitas vezes atacando os moradores da residência e roubando dinheiro, valores e carros.

“O número de até 1000 cachorros mortos por semana é extremamente absurdo e cruel e está aumentando”, disse ele.

Verdoon disse que o veneno é proibido na África do Sul, mas é contrabandeado através da fronteira do Zimbábue por sindicatos do crime e vendido ilegalmente a criminosos para matar cães.

Ele continuou: “O que acontece é que o sistema nervoso do animal é desligado e o cão fica paralisado e então ele sufoca até a morte. É uma maneira muito sofrida de um cachorro morrer”.

Foto: James Pyatt/News LTD

Foto: James Pyatt/News LTD

“Isso está afetando todo o país pois o veneno é usado em ataques em fazendas também”, disse ele.

Cora Bailey, diretora do Community Led Animal Welfare, disse que 40 cães foram mortos na Flórida, um subúrbio de Johanesburgo, na última quarta-feira por criminosos que invadiram casas.

“Os criminosos não querem entrar em uma propriedade onde um cachorro pode alertar os moradores”, disse ela.

A África do Sul é classificada como um dos países mais perigosos do mundo para se viver, com quase 20 mil assassinatos por ano, 50 mil estupros e 275 mil roubos e assaltos em casas particulares.

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Evento vai debater exploração animal em Sorocaba (SP)

No dia 24 de agosto, sábado, será realizado em Sorocaba (SP) o “Fórum Sorocaba Unida Pelos Animais”. O evento conta com o apoio da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) e tem o objetivo de debater questões relativas à exploração e à crueldade promovidas contra os animais em nossa sociedade.

Foto: Divulgação/Facebook

No dia, serão debatidos temas como a forma como os animais são explorados e sacrificados em rituais religiosos, nos esportes, no comércio, em exposições e feiras, para entretenimento humano em zoológicos e aquários, para transporte em carroças e charretes, em sorteios, entre outros.

O evento abordará também os casos de maus-tratos, envenenamento e abandono de animais, que são frequentes em todo o país, e discutirá pautas como o estresse gerado pelos fogos de artifício que, muitas vezes, custam a vida dos animais, que morrem devido a paradas cardíacas.

Segundo informações do evento oficial do Fórum no Facebook, “o evento será documentado com reivindicações direcionadas ao setor público municipal (legislativo e executivo)”.

O evento será realizado das 14h às 18h, na Câmara Municipal de Sorocaba.

Vereadores aprovam projeto que proíbe carroças em vias de Lajeado (RS)

Um projeto de lei (PL) que proíbe a circulação de carroças, charretes e similares em algumas das principais vias de Lajeado (RS) foi aprovado pela Câmara de Vereadores. A proposta determina ainda a redução gradual do uso desses veículos. O PL segue agora para análise do prefeito, que decidirá pela sanção ou pelo veto.

(Foto: Divulgação / Imagem Ilustrativa)

De autoria dos vereadores Antônio Marcos Schefer (MDB), Carlos Eduardo Ranzi (MDB), Eder Spohr (MDB), Neca Dalmoro (PDT) e Waldir Blau (MDB), a medida proíbe o tráfego de veículos de tração animal nas seguintes vias: Avenida Senador Alberto Pasqualini, Avenida Benjamin Constant, Avenida Avelino Tallini, Avenida Alberto Müller, Avenida Amazonas, Rua Bento Gonçalves, Rua Julio de Castilhos, Rua João Abott e Rua 17 de Dezembro.

“Vimos este projeto entrando na câmara e nos interessamos no sentido de dar apoio, pois outros municípios gaúchos vêm tratando este tema”, disse a médica veterinária Fernanda Bonaldo Fett, que assistiu a votação, assim como a presidente da ONG Apama, Ana Rita Silva Azambuja, que contou que “é muito triste e muito cruel para os animais que vivem sob esforços absurdos, muitas vezes sem vacina, sem alimentos e sem água”. As informações são do Grupo Independente.

Ranzi, um dos autores do projeto, solicitou ainda que a prefeitura disponibilize local para receber animais de porte grande. “Temos que aguardar um movimento da prefeitura na criação de um espaço para daí sim conseguirmos avançar no recolhimento desses animais”, disse o parlamentar. Atualmente, as ONGs resgatam esses animais.

Fernanda sugeriu que os veículos de tração animal sejam substituídos por uma espécie de bicicleta acoplada ao veículo e que a prefeitura incentive outras formas de renda para as pessoas que dependem de carroças e similares para sobreviver. “É uma ideia para o carroceiro, para facilitar a vida dele, pois não terá mais de alimentar e cuidar do animal”, explicou Fernanda.

Vereadores elogiaram o projeto. Um deles, Adi Cerutti (PSD), aproveitou a situação para fazer uma crítica aos parlamentares que votaram contra uma proposta, de autoria de Cerutti, que proibia o uso de fogos de artifício que provocam ruído. O PL tinha o intuito de proteger os animais, que sofrem com o barulho dos explosivos, inclusive havendo casos de óbito causados por parada cardíaca. “Tantos que hoje assinam este votaram contra o meu. Poderíamos ter sido exemplo”, criticou.


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EUA voltam a autorizar uso de bombas de cianureto para matar animais silvestres

O uso de bombas de cianureto para matar animais silvestres voltou a ser autorizado pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump. As armadilhas venenosas são usadas para exterminar raposas, coiotes e cães selvagens. Grupos de conservação criticam a decisão cruel do governo.

FOTO: CENTER FOR BIOLOGICAL DIVERSITY

Conhecidos como M-44, os dispositivos são colocados no solo e parecem irrigadores de gramado. Um ejetor de molas libera o cianureto de sódio quando um animal atraído por uma isca puxa um suporte do compartimento da cápsula.

Estas bombas tinham sido vetadas pelo governo em 2018 após uma dessas armadilhas ferir uma criança e matar o cachorro dela no estado de Idaho. A família da criança entrou com uma ação na Justiça contra o governo federal.

A decisão de voltar a autorizar o uso das bombas revoltou ambientalistas, que enviaram mais de 20 mil cartas de protesto à Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês). As informações são da agência AFP.

“São incrivelmente perigosas para as pessoas, seus animais e animais selvagens ameaçados, elas são muito perigosas para serem usadas”, disse à AFP Collette Adkins, diretora de conservação de carnívoros do Centro para a Diversidade Biológica. “A indústria pecuária quer isso”, acrescentou. Segundo ela, grupos da indústria agrícola enviaram à EPA aproximadamente 10 comentários favoráveis à liberação das bombas.

Dados do governo indicam que 6.579 animais foram mortos pelas armadilhas venenosas em 2018, sendo 200 deles animais que não eram o foco das bombas, como guaxinins, gambás e um urso.

O foco da organização dirigida por Adkins é, segundo ela, continuar pressionando por proibições a nível estadual, como aconteceu em Oregon no mês de maio.


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Hospital veterinário de universidade registra aumento de animais baleados no DF

O Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UnB) registrou um aumento no número de animais baleados no Distrito Federal e no seu entorno. Cinco aves e um macaco foram resgatados nos últimos 30 dias após serem atingidos por projéteis de chumbo. Deles, apenas um tucano e um carcará sobreviveu.

Todos os animais, encontrados em áreas urbanas de Taguatinga, Cidade Ocidental (GO) e Valparaíso (GO), estavam com membros fraturados. “Foram dois carcarás, um papagaio-galego, um falcão quiriquiri, um tucano e um sagui-de-tufos-pretos”, explicou a médica veterinária Júlia Vieira Herter, residente em clínica e cirurgia de animais silvestres.

Foto: Arquivo Pessoal

No caso do tucano, que sobreviveu, um projétil de chumbo ficou alojado em sua cabeça. Outro sobrevivente, o carcará aguarda cirurgia para remoção de parte da asa, alvejada por um tiro. As informações são do portal Metrópoles.

“É possível encontrar esses animais em propriedades particulares, na área urbana. Não acho que alguém cace os animais para comer, então só consigo imaginar que o pretexto é diversão”, lamentou Júlia. Ela disse ainda que outros casos com indícios de caça chegaram ao hospital, mas que a instituição ainda não compilou os dados.

Em junho, moradores de Águas Claras denunciaram um caso em que patos e gansos do parque ecológico da região administrativa foram mortos. Na época, a superintendente de Unidade de Conservação do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Rejane Pieratti, levantou a hipótese de que pessoas mataram os animais após pular o muro do local. Segundo ela, o caso foi pontual e seria investigado pela polícia ambiental.

A caça e a manutenção de animais silvestres em cativeiro é proibida por uma lei de 2007. Caçadores podem ser punidos com multas e processo judicial por maus-tratos.

O Hospital Veterinário da UnB pede que a população denuncie a caça de animais silvestres através da ouvidoria do governo, no número 162, ou pelo número 197, da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema).


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PL que permite entrada de animais em hospitais é sancionado em Campo Grande (MS)

O prefeito Marcos Trad (PSD) sancionou um projeto de lei que autoriza a entrada de animais em hospitais públicos para visitas a pacientes internados em Campo Grande (MS).

Foto: Pixabay

A nova legislação determina que para que a visita ocorra o animal precisa estar higienizado, ter laudo veterinário atestando boas condições de saúde e carteira de vacinação atualizada, com vacina múltipla e antirrábica, assinada por veterinário com registro no órgão regulador da profissão. É necessária, também, autorização prévia do médico assistente e da comissão de infectologista hospital, além de solicitação e autorização do médico do paciente.

O animal terá que ser levado à unidade de saúde em uma caixa de transporte, guias presas a coleiras ou similares. Se necessário, enforcador e focinheira também podem ser usados. O texto da lei exige também comprovação de banho e escovação do animal nas últimas seis horas. As informações são do Correio do Estado.

Para que a visita seja realizada, os demais pacientes que terão contato com o animal também precisarão autorizá-la. Eles devem ser comunicados com, no mínimo, 24 horas de antecedência.

As normas e procedimentos sobre o tempo de duração da visita e o local onde ela será realizada fica sob responsabilidade dos hospitais.

As despesas decorrentes da execução da lei, que entra em vigor na data de publicação, serão arcadas por dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.


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Foto de cãozinho em situação de rua se agarrando a um ursinho de pelúcia se torna viral

Foto: Yvette Holzbach

Foto: Yvette Holzbach

Tudo começou com uma foto que só pode chamada de “ a mais triste imagem do mundo”. Um cão em situação de rua deita-se na calçada, aparentemente esquecido e sem amor. Sua única fonte de conforto é um ursinho de pelúcia similarmente descartado e esquecido que ele segura tão firmemente quanto pode.

A fotógrafa, Yvette Holzbach, escreveu: “Aqui está um cão abandonado consolando-se em um brinquedo gasto e descartado. Quantos dos cães que vemos também são jogados na rua depois de terem cumprido o seu propósito?”

A imagem foi compartilhada massivamente e se tornou viral, pessoas de toda a internet escreveram para expressar sua preocupação com o cachorro e descobrir o que havia acontecido.

Mas enquanto muitas pessoas agradeceram Holzbach por chamar a atenção para o pobre filhote, outras criticaram-na por não levar o cachorro para casa com ela no local. Como uma resgatadora de cães, Holzbach trabalha com uma organização chamada Forgotten Dogs da 5ª Ala, que ajuda cães sem-teto em um dos bairros mais pobres de Houston, Texas no EUA.

Ela regularmente tira e publica fotos de cães abandonados em suas patrulhas pela vizinhança. Ela e seus companheiros de resgate tentam encontrar os tutores de cães perdidos, obter cuidados veterinários, esterilizá-los ou castrá-los e, em muitos casos, conseguir lares temporários para eles e lares definitivos.

Mas a seriedade e abrangência do problema muitas vezes escapa às pessoas que não enxergam o que Holzbach faz. Depois que sua foto rodou a internet, muitos comentários negativos fizeram uma pergunta simples mas brutal: “Por que você não resgatou o cachorro?”. Então Holzbach sou o Facebook para explicar exatamente o que acontece todos os dias com as equipes de resgate que trabalham como ela e ajudar os críticos de plantão a entender a situação.

Como Holzbach escreveu na página da ONG Forgotten Dogs of the 5th Ward, “em uma rota de alimentação podemos alimentar até 50 cães em situação de rua. Desses 50 cães, temos sorte se conseguirmos salvar um, porque a triste verdade é que não há lares adotivos suficientes para colocar todos esses cães”. Se ela e seus colegas resgatassem todos esses cães, não teriam tem onde levá-los.

Em vez de tentar levar todos eles, eles tentam dar assistência médica a tantos quantos podem e, para aqueles que não podem mais ficar nas ruas, tentam resgatá-los e colocá-los em lares temporários.

Holzbach destacou como o problema é sério e como é triste fazer com que ela e seus colegas deixem os cães sem-teto nas ruas. Ela também convidou todos os críticos a virem e verem por si mesmos. “Se houver alguém que não entenda bem o que estamos enfrentando, damos as boas vindas a você para fazer um passeio conosco. Você ficará surpreso com o número de cachorros desabrigados que existem”.

Como se viu depois, o cachorro, que Holzbach chamou de Teddy por causa de seu amigo de pelúcia, tinha pelo menos um humano em sua vida que se importava. Quando Holzbach e seus colegas da ONG Forgotten Dogs voltaram para descobrir o que havia acontecido com o cãozinho em situação de rua, encontraram um homem de 87 anos chamado Calvin, que reconheceu o cachorro da foto e disse que era um dos muitos que ele estava se alimentando.

Como escreveu Holzbach, “esse era seu cachorro, junto com muitos outros que ele havia resgatado das ruas ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, ele tinha até 20 em seu quintal”. Ela sabia que ele amava o cachorro e sua organização se ofereceu para esterilizar e castrar os três cachorros restantes em sua casa, de graça.

Este foi um episódio que ilustrou exatamente o que Holzbach estava falando. “Espero que, ao publicar a foto, a conscientização tenha sido levantada para a situação dos cachorros em situação de rua. Estamos enfrentando uma batalha difícil e só podemos esperar que chegue um momento em que nenhum cão terá que lutar para sobreviver nas ruas”.

Foto: Yvette Holzbach

Foto: Yvette Holzbach

Infelizmente, o Sr. Calvin faleceu em 2018, mas sua bondade para com os cães de Houston nunca será esquecida graças a Yvette Holzbach e aos esforços contínuos de sua organização para ajudar aqueles que foram deixados para trás.

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Homem é multado em R$ 64 mil por cativeiro de 26 aves, duas ameaçadas de extinção

Uma ação conjunta entre policiais e fiscais ambientais do Mato Grosso do Sul, realizada na quinta-feira (8), resultou no resgate de 26 pássaros, sendo dois da espécie bicudo-verdadeiro, que está ameaçada de extinção. Os agentes apreenderam gaiolas e alçapões, usados na captura das aves, e multaram o criador dos animais em R$ 64 mil. O caso aconteceu em uma fazenda na cidade de Pedro Gomes.

Foto: Reprodução/Campo Grande News

A Polícia Militar Ambiental soube da situação após uma denúncia anônima indicar que havia aves silvestres engaioladas na propriedade rural. Foram encontrados três aves da espécie canário-belga, isentos de controle ambiental, conforme legislação, um papagaio, dois canários-da-terra, 11 bicudos-verdadeiros e 15 curiós. Apenas as aves das duas últimas espécies tinham anilhas.

Ao investigar o caso, os agentes descobriram que o criador tinha autorização para ter aves, mas que cometeu irregularidades administrativas e crime ambiental. Dentre as infrações, está o fato de que o alvará que ele possuía era para a cidade de Sonora e, por isso, os pássaros não poderiam estar em outro município. As informações são do portal Campo Grande News

“Havia animais sem anilhas, indicando que o criador fazia captura [o que é proibido] e, inclusive, foram encontrados alçapões”, informa a PMA na nota divulgada.

O homem tem 47 anos e não estava no local no momento da fiscalização. No entanto, ele foi identificado pela companheira e responderá por crime ambiental, além de ter sido multado.

A multa, de R$ 64 mil, foi aplicada nesse valor porque manter animais ameaçados de extinção em cativeiro é um agravante. Além disso, aprisionar papagaios também aumenta o valor da penalidade, porque o animal integra as espécies que são protegidas por uma convenção internacional.

As aves foram levadas para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande.


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