Filhote de espécie rara de onça resgatado em MT recebe tratamento para cegueira

O filhote de onça-pintada melânica resgatado na quinta-feira (13) em Paranaíta, no Mato Grosso, está recebendo tratamento para tentar reverter um quadro de cegueira. O animal foi levado para o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Sinop, a 503 km de Cuiabá.

Foto: Sema-MT/Assessoria

A espécie, que também é conhecida como onça preta ou pantera-negra, é rara e está ameaçada de extinção. O filhote tem cerca de três meses de idade e foi encontrado por um morador da cidade em uma região de pastagem. Ele manteve o animal em casa por uma semana, mas decidiu pedir ajuda da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) quando notou que o filhote estava bastante debilitado.

De acordo com professora da UFMT, Elaine Conceição, a onça está com cegueira devido a um desequilíbrio nutricional. Exames constataram também que o animal apresenta desidratação. As informações são do G1.

“Em consequência desse estado, ela apresenta um quadro de cegueira, que agora estamos priorizando para ver se ocorre a reversão desse quadro, o que é um pouco difícil”, explicou.

O destino do animal já é estudado pelos profissionais da universidade. “Estamos vendo se ele deverá ser solto ou se será destinado para um cativeiro, pois é uma espécie de bastante valor biológico”, disse Elaine.

Foto: Sema-MT/Assessoria

A cor escura da onça se deve a uma alteração genética rara que esconde as pintas comuns da espécie. Trata-se de uma condição rara que acomete apenas de 5% a 10% das onças.

“Esse animal é precioso por conta da pelagem. Dentre as onças-pintadas, ele se torna uma raridade”, ressaltou Elaine.

Nota da Redação: caso o filhote se recupere, a ANDA se posiciona veementemente contra a manutenção dele em cativeiro. O “valor biológico” do animal, apontado pela professora, não pode ser considerado motivo para manter um animal silvestre aprisionado. Onças nasceram para viver no habitat e a natureza delas deve ser respeitada, assim como seu direito à liberdade.


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‘Melhor antidepressivo’, diz mulher que enfrenta doença degenerativa com ajuda de cachorro

Barnabé é o companheiro de quatro patas da relações públicas e acadêmica de Filosofia Rosy Mamede, de 48 anos. Membro da família, o cachorro ajuda a tutora a superar as dificuldades de enfrentar uma doença degenerativa. Segundo Rosy, Barnabé é o melhor antidepressivo que existe.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

“Eu tenho uma doença degenerativa, que é a esclerose múltipla. E o Barnabé me acompanha há 13 anos. Agora ele está usando óculos porque está velhinho, com 13 anos. Só que os acessórios ele usa desde sempre. Eu curto muito cada momento, ele adora passear de carro, curte o vento e vai até à faculdade comigo”, contou Rosy ao G1.

Rosy mora com o filho e com o cachorro em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. “Eu sou divorciada e Barnabé também é o xodó do meu filho. Todos os dias, saio de carro com ele e acho que é por isso que tem muito campo-grandenses vendo ele por aí. Meus amigos também insistiam que queriam ver fotos, saber mais da rotina, por isso fiz o Instagram dele. Agora ele está famoso e eu preciso fazer os stories em inglês e em português. Só que, muito mais do que tudo isso, tenho nele um apoio emocional fundamental na minha vida”, disse.

Os sintomas da esclerose múltipla começaram a surgir em 2004. O diagnóstico, porém, só veio dois anos depois. “Foi difícil, demorou para saber o que eu tinha. No mesmo ano, nasceu o Barnabé e eu o ganhei de presente. Ele veio depois, como um anjinho para me ajudar. Tenho o meu filho, que é o número um na minha vida, depois o Barnabé”, comentou.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

O amor que a família sente por Barnabé é tamanho que, há algumas semanas, o cão ganhou uma festa. “A gente tem que ficar inventando coisas para fugir do foco da doença, então teve recentemente até aniversário e inclusive estamos saindo de férias daqui a 10 dias. Ele não gosta de viajar de avião, tive um experiência horrível quando levei ele para São Paulo há algum tempo e ele não gostou. Barnabé só não está comigo quando vou ao tratamento ou preciso ficar internada”, afirmou a tutora.

Fama dentro e fora da internet

Depois que Rosy fez um Instagram para Barnabé, o cachorro ficou famoso. Atualmente, ele é tão conhecido na rede social que a tutora passou a usar expressões próprias para se referir a situações relacionadas ao animal, dentre elas “barnafriends” para falar dos amigos do cão. A escola para onde ele vai é a “barnaschool”. O “barnabday” se refere à comemoração de aniversário de Barnabé que, quando passeia, está “barnabezando”. O “barnaTBT” é usado para relembrar momentos no Instagram e o “barnacare” se refere aos cuidados e mimos que ele recebe.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

 

A fama, porém, não se restringe à internet. Em Campo Grande, Barnabé já foi reconhecido na rua. Uma das pessoas que o reconheceu é a professora de História Karla Winckler, de 32 anos. Ela conta que o encontrou no trânsito, recentemente. “Eu e o meu marido estávamos saindo do shopping quando encontramos com ele na avenida Ernesto Geisel. A tutora estava no carro, passeando com ele todo faceiro. Achei um fofo, a coisa mais linda e eu fiz stories com ele, todo trajado, até pra ele se proteger acho, porque é idosinho”, afirmou Karla.

O cachorro também já foi reconhecido pela jornalista Maria Caroline Palieraqui, de 25 anos. “Foi no domingo de Páscoa, estava indo pra missa. No trajeto, me deparei com ele na janela do motorista: de roupinha, boné e óculos super estiloso, lançando tendência. Minha mãe estava dirigindo e eu tentei pegar o celular para tirar foto e não consegui, só que da segunda vez que o vi deu certo”, comentou.

Segundo Maria, todos prestam atenção em Barnabé. “Naquele dia, lembro que ele virou assunto do nosso almoço de Páscoa. Depois, uma colega postou que vi ele e recentemente eu o vi novamente, só que desta vez eu estava saindo da igreja”, concluiu.


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Filhote de baleia é levado para alto mar após se perder no litoral de SP

Um filhote de baleia-jubarte foi encontrado no canal de navegação do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Resgatado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em conjunto com o Ibama, Instituto Gremar, Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e Marinha do Brasil, o animal foi encaminhado para alto mar na segunda-feira (17).

Foto: Reprodução/Monster Fish

O ICMBio afirmou que foi usado um sonar para atrair o mamífero para alto mar. O animal havia sido visto nas proximidades da costa de Santos no último domingo (16). As informações são do G1.

As atividades do canal portuário foram interrompidas por aproximadamente duas horas para que o filhote fosse retirado do local. Embarcações que estavam no local foram alertadas para manter distância do animal e evitar contato com ele, já que isso poderia assustá-lo, fazendo com que voltasse para o interior do canal.

A presença de baleias-jubarte na proximidade da costa é normal nesta época do ano, segundo o Instituto Gremar, responsável por resgatar e reabilitar animais marinhos na região. Segundo a instituição, as baleias procuram águas quentes entre julho e novembro para que possam se reproduzir.

A recomendação é de que, ao avistar animais marinhos, as embarcações fiquem a, no mínimo, 100 metros de distância deles.


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Filhote de baleia tem que ser sacrificado após ter a cauda decepada por barco

Foto: Francis Perez

Foto: Francis Perez

As imagens mostram o momento comovente que um filhote de baleia é encontrado flutuando impotente na água após sua cauda ter sido cortada por um barco.

A baleia-piloto-de-barbatana-curta foi descoberta por especialistas marinhos na costa de Tenerife, nas Ilhas Canárias, com a cauda decepada ainda presa e pendurada em seu corpo.

Foto: Francis Perez

Foto: Francis Perez

Ela lutava para nadar junto com seu grupo que ficava ao seu lado.

O fotógrafo subaquático Francis Pérez foi chamado para resgatar a baleia junto com um biólogo marinho e um veterinário da vida selvagem.

Eles puxaram o filhote para fora da água e colocaram no barco, mas o bebê não tinha chances de recuperação.

Foto: Francis Perez

Foto: Francis Perez

Tudo o que eles podiam fazer era manter o filhote sedado até morrer, poupando-lhe mais sofrimento desnecessário.

Pérez disse que foi “um dos dias mais tristes” no tempo em que ele tem documentado a vida oceânica nas Ilhas Canárias.

Ele disse: “Eu estava esperando que os cortes fossem causados por mordidas de tubarões, mas não, eles foram causados por um outro tipo de animal bem mais perigoso e cruel: o animal humano”.

Foto: Francis Perez

Foto: Francis Perez

“E de acordo com a necropsia, por um objeto pontiagudo, como uma hélice de um pequeno barco”. O filhote ferido estava migrando através da faixa marinha de Teno-Rasca, uma zona demarcada de conservação especial.

Esta zona é o lar de uma das mais importantes populações de baleias-piloto do mundo, mas o risco de colisões fatais com navios é alto devido ao tráfego intenso de balsas e embarcações marítimas.

O fotógrafo da National Geographic, Paul Nicklen, disse que a “imagem forte e chocante” de Pérez deveria ser um “toque de despertar” para a mudança urgente que precisa ser feita.

Foto: Francis Perez

Foto: Francis Perez

Ele disse: “O que todos nós precisamos fazer é nos tornarmos mais engajados. A imposição de regulamentações sobre os limites de velocidade das embarcações é muito difícil, mas tudo começa com a conscientização e pressão pública; o tipo que exige que as vozes de milhares de pessoas sejam ouvidas”.

“Cenas como essa me deixam tão irritado e triste como também extremamente motivado para fazer algo sobre isso e não que seja mais uma morte em vão”.

Estou trabalhando com o Sea Legacy para criar um movimento global de pessoas que pressionem as autoridades por mudanças legislativas criadas para evitar esse tipo de acidente.

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Namíbia vai leiloar mais de mil animais selvagens para fazendas de caça

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

A Namíbia está vendendo cerca de mil animais selvagens que vivem em seus parques nacionais, enquanto o país do sudoeste da África luta desesperadamente contra a seca.

Mais uma vez classificados como produtos, os animais tem suas vidas precificadas e seus destinos selados de forma covarde e ambiciosa.

O governo da nação africana espera que as fazendas que criam de animais para caça de troféus comprem os animais, mesmo sabendo que os fazendeiros criam animais para caçar.

Stanley Simataa, ministro da Informação da Namíbia, disse que o Ministério do Meio Ambiente sugeriu a venda para reduzir a quantidade de vida selvagem nos parques, que estavam lutando com a seca.

A atual seca da Namíbia é a segunda em três anos e é tão severa que Hage Geingob, o presidente do país, declarou estado de emergência em maio de 2019.

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

Autoridades disseram que os parques nacionais não são capazes de fornecer condições adequadas de alimentação para os animais.

A condição de pastoreio (alimento) na maioria dos nossos parques é extremamente pobre e se não reduzirmos o número de animais, isso levará à perda de vidas devido à fome”, disse Romeo Muyunda, de acordo com a AFP.

Simataa disse que entre 500 e 600 búfalos seriam vendidos do Waterberg Plateau Park e 150 gazelas seriam vendidas nos parques de caça Hardap e Naute, segundo o jornal The Namibian.

O governo vai vender os animais em leilão e espera que eles sejam comprados por produtores de caça, já que o grupo tem instalações para cuidar de animais silvestres.

“Dado que este é um ano seco, o ministério gostaria de vender vários tipos de espécies de caça de várias áreas protegidas para preservar o pastoreio, e para gerar fundos muito necessários para parques e gestão da vida selvagem”, disse Muyunda.

A Namíbia também planeja vender 65 órix, 28 elefantes e 20 impalas, além de 35 elandos, 16 gnus, 60 girafas e 16 kudus.

Autoridades esperam levantar 1,1 milhão de dólares com a venda dos animais.

O país é o lar de algumas das maiores populações remanescentes de elefantes e rinocerontes negros do mundo.

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Nove dos 17 estados da Mata Atlântica estão no nível de desmatamento zero

Por David Arioch

O relatório aponta que no último ano foram destruídos 11.399 hectares (ha), ou 113 Km², de áreas de Mata Atlântica acima de três hectares nos 17 estados do bioma (Foto: Getty)

O desmatamento da Mata Atlântica entre 2017 e 2018 caiu 9,3% em relação ao período anterior (2016-2017), que já tinha sido o menor desmatamento registrado pela série histórica do Atlas da Mata Atlântica, iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que monitora o bioma desde 1985.

O relatório aponta que no último ano foram destruídos 11.399 hectares (ha), ou 113 Km², de áreas de Mata Atlântica acima de três hectares nos 17 estados do bioma. No ano anterior, o desmatamento tinha sido de 12.562 hectares (125 Km²).

Dos 17 estados, nove estão no nível do desmatamento zero, com desflorestamentos abaixo de 100 hectares, ou 1 Km². São eles: Ceará (7 ha), Alagoas (8 ha), Rio Grande do Norte (13 ha), Rio de Janeiro (18 ha), Espírito Santo (19 ha), Paraíba (33 ha), Pernambuco (90 ha), São Paulo (96 ha) e Sergipe (98 ha). Outros três estados estão a caminho desse índice: Mato Grosso do Sul (140 ha), Rio Grande do Sul (171 ha) e Goiás (289 ha).

Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, destaca que o resultado positivo tem relação com ações afirmativas de monitoramento sistemático e combate ao desmatamento empenhadas por órgãos ambientais estaduais, polícia ambiental, Ministério Público e Ibama nos últimos anos.

É o caso de ações realizadas em regiões da Mata Atlântica como as do projeto “De Olho no Verde”, do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro vinculado à Secretaria de Estado do Ambiente, ou a operação nacional “Mata Atlântica em Pé”, que envolveu Ministérios Públicos e órgãos ambientais de 15 estados em 2018.

“Esses dados comprovam como o acompanhamento da sociedade civil e investimentos dos governos no cumprimento da Lei da Mata Atlântica, por meio dos órgãos de conservação, fiscalização e controle, trazem resultados concretos. Este tipo de ação precisa ter continuidade”, observa. Vale ressaltar que a Mata Atlântica é o único bioma brasileiro com uma lei específica.

A Bahia é um exemplo de como as ações de comando e controle são importantes. Há dois anos, foi o primeiro estado do ranking, com 12.288 hectares desmatados entre 2015 e 2016 – número maior do que o total de desmatamentos neste ano, por exemplo.

“Naquele ano, o então secretário de Meio Ambiente do estado esteve no nosso ‘Encontro das Secretarias de Meio Ambiente dos estados da Mata Atlântica’, onde se comprometeu com o combate ao desmatamento e realizou operações de fiscalização”, explica Marcia.

No ano seguinte, a partir das ações afirmativas realizadas, o estado teve uma redução de 67% no desmatamento – foram 4.050 hectares desmatados. Agora, verifica-se uma segunda queda, de 51%, apesar do estado ainda ser um dos maiores desmatadores.

Quem ainda desmata

Apesar dos resultados positivos desta edição do Atlas da Mata Atlântica, cinco estados ainda mantém índices inaceitáveis de desmatamento: Minas Gerais (3.379 ha), Paraná (2.049 ha), Piauí (2.100 ha), Bahia (1.985 ha) e Santa Catarina (905 ha).

Para o diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, é preciso ficar atento às mudanças propostas pelo atual governo federal que podem reverter as conquistas alcançadas até aqui. “Não podemos permitir o enfraquecimento da gestão ambiental e nenhuma tentativa de flexibilização da legislação” enfatiza.

Clique aqui e acesso o relatório completo.


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Simon Cowell doa 30 mil dólares para o resgate de animais do comércio de carne de cachorro

Foto: Dan Goldsmith/ITV

Foto: Dan Goldsmith/ITV

O juiz do programa de televisão “America’s Got Talent” e mais recentemente vegano, Simon Cowell, quer acabar com o comércio de carne de cachorro. A estrela doou cerca de 30 mil dólares para ajudar a fechar uma fazenda de carne de cachorro sul-coreana.

A doação de Cowell foi para a Humane Society International (HSI) em um esforço para resgatar 200 cães que vivem atualmente em uma fazenda de carne de cachorro sul-coreana.

Comércio de carne de cachorro na Coreia do Sul

“A doação generosa de Simon significa o mundo para nós e dá um enorme impulso ao nosso apelo para fechar esta horrenda fazenda de carnes de cães”, disse a diretora executiva da HSI UK, Claire Bass, em um comunicado.

“Mais de 200 cães estão definhando nas condições mais terríveis, mas temos uma chance real de salvá-los. Esses pobres cães tiveram as piores vidas possíveis até agora, por isso estamos desesperados para tirá-los dessas gaiolas horríveis e mostrar-lhes o que é o amor, camas macias e braços amorosos pela primeira vez em suas vidas”.

A HSI irá realocar os cães resgatados para lares nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido e na Holanda.

De acordo com a HSI, cerca de 30 milhões de cães são mortos a cada ano por carne na China, Coréia do Sul, Indonésia e Vietnã.

“Mais de 2 milhões de cães em milhares de fazendas [sul-coreanas] são mantidos em gaiolas pequenas, estéreis e imundas, expostos aos elementos e recebem pouca comida e água”, observa HSI. “Muitos sofrem de doenças e desnutrição e todos são submetidos diariamente à extrema negligência. Os métodos usados para matar os cães são brutais – a eletrocussão é mais comum ”.

Simon Cowell se torna vegano

Cowell tem sido um crítico feroz do comércio de carne de cachorro. Em 2017, ele apoiou a campanha #EndDogMeat, e no ano passado ele se juntou a 90 celebridades em uma petição pedindo o fim da indústria de carne de cachorro da Indonésia.

O interesse em reduzir o sofrimento dos animais também pode ser resultado da recente mudança de Cowell para uma dieta vegana. A celebridade revelou recentemente que ele se tornou vegano para resolver alguns problemas de saúde persistentes. A mudança teve um efeito quase imediato; Cowell não só perdeu cerca de 10 kg, mas seus problemas crônicos de saúde melhoraram e ele viu um aumento em seus níveis de energia.

E a estrela disse recentemente ao jornal Sun que a mudança tinha ainda outro benefício: “Se antes eu tirava nota oito em uma escala de beleza de um a dez, agora estou com nota 11!, brinca a celebridade”.

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Cachorro que foi roubado da casa de tutora a reencontra depois de dois anos

Foto: MKP "Schaslivі tvarini"

Foto: MKP “Schaslivі tvarini”

No início deste mês, voluntários de um abrigo de animais na Ucrânia receberam na entidade um cão enorme em situação de rua, com lindos e tristes olhos azuis, magro ao extremo e assustado, olhando para ele via-se claramente que a vida nas ruas não tinha sido gentil com o cachorro.

Seu corpo desequilibrado-se sobre as patas e a pele sarnenta com tufos de pelos faltando, sugeriam algumas das muitas dificuldades que ele possivelmente havia enfrentado até ali.

A equipe de resgate estava determinada a encontrar para aquele cão sofrido um novo lar feliz – sem perceber, é claro, ele já tinha um. E esse alguém estava sentindo muito a falta dele.

Foto: MKP "Schaslivі tvarini"

Foto: MKP “Schaslivі tvarini”

No dia em que o cachorro foi trazido, sua foto foi tirada e postada on-line para procurar por possíveis adotantes.

Dada sua condição de saúde prejudicada e o tempo que seria necessário para tratar e curar o animal, talvez parecesse improvável que o pobre cão atraísse muito interesse – mas a tristeza em seus olhos chamou a atenção.

Em poucas horas, o post foi compartilhado centenas de vezes por pessoas ao redor do mundo.

Essas ações nas mídias sociais fizeram toda a diferença.

Foto: Galina Lekunova

Foto: Galina Lekunova

Apenas dois dias depois, o abrigo foi contatado por uma mulher cujo cachorro havia sido roubado de seu quintal em 2017. Alguém havia enviado o post do abrigo para ela e a mulher havia ficado impressionada com a semelhança entre o cachorro na foto e o seu amado cão desaparecido.

“Ela estava procurando por seu cachorro há dois anos”, disse Galina Lekunova, que trabalha no abrigo, ao The Dodo. Mas aquele cão tão sofrido e judiado poderia ser realmente ele?

No dia seguinte, um encontro foi organizado para confirmar a suspeita – e logo ficou óbvio que era de fato um reencontro. E um post sincero e emocionado resultou do encontro:

“Lágrimas de alegria pela manhã!” o abrigo escreveu sobre aquele momento, chamando a reunião de “milagre”.

O cachorro, cujo nome é Lord, havia esperado tanto tempo por aquele dia. Ele estava finalmente de volta aonde ele realmente pertencia, sua família, e tudo isso graças a ajuda de estranhos que insistiam em espalhar o post sobre ele online.

“Agradecemos a todos que compartilharam nosso post”, escreveu o abrigo. “Graças a vocês que a vida do cachorro foi salva, e a paz voltou para a alma de sua tutora!”.

E os dois permaneceram juntos, abraçados, com a promessa eterna de nunca mais se separarem. Ambos, emocionados.

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Primeiro-ministro de Israel anuncia ativista vegana como conselheira de políticas de direitos animais

Por David Arioch

“Eu pedi a Tal Gilboa para me aconselhar sobre questões de direitos dos animais, um assunto que gradualmente se tornou mais próximo do meu coração” | Divulgação

De acordo com o Times of Israel, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou recentemente a ativista vegana Tal Gilboa como conselheira de políticas de direitos animais.

“Eu pedi a Tal Gilboa para me aconselhar sobre questões de direitos dos animais, um assunto que gradualmente se tornou mais próximo do meu coração”, disse o primeiro-ministro em declaração em vídeo.

Tal Gilboa é conhecida como a fundadora da Frente da libertação Animal de Israel, fundada em 2013 e renomeada como “Total Liberation” em 2018.

Gilboa traz o número 269 tatuado no corpo, em referência ao bezerro 269, que alguns ativistas anônimos livraram do abate ao levá-lo de uma fazenda em Azor para um santuário em 2012, dando origem ao grupo 269 Life.

A ativista também ficou conhecida por polêmicas em que fez comparações entre o holocausto e o holocausto animal. Segundo Gilboa, por mais duro que isso possa parecer, o holocausto contra não humanos é o maior da história da humanidade.


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Fotógrafa faz ensaio com animais idosos sobreviventes de fazendas de criação

Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Quando a fotógrafa Isa Leshko conheceu Petey, um cavalo malhado de 34 anos de idade, havia algo no animal da raça appaloosa, que sofria de uma espécie de artrite que a cativou.

Seus olhos estavam cobertos de catarata, seu pelo era duro e grosseiro, e ele se movia com dificuldade e rigidez enquanto a seguia pelo pasto. Hipnotizada pelo gentil animal, Leshko correu para dentro para pegar sua câmera.

“Eu não tinha certeza do por que eu estava tão atraída por ele, mas continuei tirando fotos. Fazia muito tempo desde que eu senti pela última vez esse tipo de emoção ao segurar uma câmera”, diz Leshko.

Leshko e sua irmã estavam cuidando de seu pai, que havia combatido com sucesso o câncer bucal de estágio 4, e sua mãe, que estava lidando com a doença de Alzheimer em estágio avançado.

“Quando analisei os negativos de minha tarde com Petey, percebi que tinha encontrado uma maneira de encarar minha dor e medo decorrentes da doença de mamãe, e sabia que tinha que encontrar outros animais idosos para fotografar”, diz Leshko. “Eu não estava pensando em embarcar em um projeto de longo prazo. Eu estava buscando catarse”.

Mais de uma década depois, aquele encontro com Petey resultou no lançamento do livro de Leshko, “Allowed to Grow Old: Portraits of Elderly Animals from Farm Sanctuaries” Permitidos a Envelhecer: Retratos de Animais Idosos de Santuários-Fazendas” (University of Chicago Press, 2019). O trabalho apresenta imagens de cavalos, vacas, galinhas, cabras, porcos e outros animais de fazenda que foram resgatados e estão vivendo seus últimos dias em segurança.

“A experiência teve um efeito profundo em mim e me obrigou a enfrentar minha própria mortalidade”, diz Leshko. “Estou com medo de envelhecer e comecei a fotografar animais idosos para ter uma visão inflexível desse medo. Como conheci animais de fazenda resgatados e ouvi suas histórias, minha motivação para criar esse trabalho mudou. Tornei-me uma defensora apaixonada desses esses animais e queria usar minhas imagens para falar em nome deles. ”

Foto: Isa Leshko

Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Os sortudos

Os animais fotografados por Leskko viviam em santuários de animais em todo o país. Alguns foram abandonados durante tempestades ou outros desastres naturais. Outros foram resgatados de fazenda de criação em escala idustrial ou de operações de criação de quintal. Alguns foram encontrados vagando pelas ruas depois que eles escaparam no caminho para o matadouro. Alguns raros eram animais domésticos cujas pessoas não podiam mais cuidar deles.

“Quase todos os animais de fazenda que conheci para este projeto sofreram abusos e negligências horríveis antes de seu resgate. No entanto, é um eufemismo enorme dizer que eles são os sortudos”, diz Leshko. E como Melissa observou em Treehugger, “A questão é que não temos a oportunidade de conhecer muitos animais velhos, eles morrem antes”.

“Cerca de 50 bilhões de animais terrestres são criados em fazendas industriais mundialmente a cada ano. É um milagre estar na presença de um animal de fazenda que conseguiu atingir a velhice. A maioria de seus parentes morrem antes de completarem 6 meses. Retratando a beleza e a dignidade de animais de fazenda idosos, eu convido a todos para refletir sobre o que é perdido quando esses animais não podem envelhecer”.

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Memórias dolorosas

As imagens costumavam ser emocionalmente difíceis para a fotógrafa.

“Eu chorei ao fotografar os animais, particularmente depois que aprendi sobre os terríveis traumas que eles sofreram antes de serem resgatados“, diz ela. “Às vezes um animal me lembrava da minha mãe, que também sentiu muita dor.”

Na introdução do livro, Leshko descreve encontrar um peru cego que ela diz se assemelha a sua mãe depois que ela se tornou catatônica:

“Um dos animais que conheci para este projeto foi um peru cego chamado Gandalf, que vivia no santuário Safe Haven em Sultan, Washington. Por ele ser cego, seus olhos muitas vezes tinham uma cor branca impressionante. Estava um dia muito abafado quando eu o conheci pela primeira vez, e Gandalf – como a maioria dos perus – se refrescava respirando com o bico aberto “, escreve ela.

“Seu olhar vazio somado a sua boca escancarada me transportou para o leito da minha mãe durante seus últimos meses, quando ela estava catatônica. Eu fugi do recinto de Gandalf em lágrimas depois de passar alguns momentos com ele. Foram necessárias mais algumas visitas antes que eu finalmente conseguisse ver Gandalf e não minha mãe quando eu olhava para ele através do meu visor. Fiquei impressionada com a natureza gentil e digna do pássaro, e me concentrei nesses atributos enquanto o fotografava”.

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Impacto emocional

Os retratos amáveis e ao mesmo tempo imponentes de Leshko costumam ter bastante impacto sobre as pessoas que os vêem.

“Muitas pessoas choram. Recebi centenas de e-mails profundamente pessoais de pessoas de todo o mundo, compartilhando comigo a tristeza por um pai que está morrendo ou um animal de estimação amado e doente”, diz ela.

“Nas inaugurações de exposições, recebo rotineiramente abraços de pessoas totalmente estranhas que compartilham suas histórias de perda. Estou profundamente comovida pelo fato de meu trabalho ter afetado as pessoas em um nível tão emocional. Sou grata pela manifestação de amor e apoio que recebi. para este trabalho, mas às vezes esses encontros têm sido dolorosos também, particularmente quando eles aconteceram enquanto eu estava de luto pela morte de meus pais”.

“Passar tempo com animais de fazenda que desafiaram todas as probabilidades de atingir a velhice me lembrou que o envelhecimento é um luxo, não uma maldição”, diz Leshko. “Eu nunca vou deixar de ter medo do que o futuro tem reservado para mim.

“Mas eu quero enfrentar o meu declínio final com o mesmo estoicismo e graça que os animais nestas fotografias mostraram.”

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Inflexível nos detalhes

Ao fotografar os animais idosos, Leshko diz que queria que eles fossem “inflexíveis em detalhes”, mas não frios ou cruéis. Ela fotografou a maioria dos animais enquanto estava no chão ao seu nível em um celeiro ou pasto para fazê-los sentirem-se mais confortáveis.

Os animais têm diferentes razões para esconder sinais de envelhecimento.

“Alguns animais disfarçam sinais de doença ou se camuflam para evitar ser uma presa fácil. Muitas espécies alteram sua aparência física para atrair parceiros. Mas isso não significa que os animais são autoconscientes de sua aparência da mesma maneira que os humanos”. ela diz. “No entanto, ao editar minhas imagens para este projeto, eu cuidadosamente considerei se as imagens que eu selecionei eram respeitosas com os animais que eu havia fotografado.”

Embora ela tenha clareado um pouco os olhos dos animais para aumentar os detalhes, ela pouco fez para mudar o que fotografou.

“Muitos dos animais que eu conheci perderam muitos dentes e babaram muito. Eu sofri para decidir incluir a baba nas minhas imagens ou para editá-las no Photoshop ou escolher uma imagem totalmente diferente. Eu decidi incluí-las em minhas imagens porque eu não queria impor normas antropocêntricas a esses animais. Eu queria respeitar o fato de que meus sujeitos são animais não humanos e não são seres humanos em pelos e penas”.

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Testamentos à sobrevivência e resistência

A maioria dos animais que aparecem no livro de Leshko morreu dentro de seis meses a um ano depois que ela os fotografou. Em alguns casos, um animal morreu no dia seguinte ao seu encontro.

“Essas mortes não são surpreendentes, dada a natureza deste projeto, mas elas têm sido dolorosas, no entanto”, diz ela.

Desde que ela começou o projeto, ambos os pais faleceram, ela perdeu dois gatos domésticos para o câncer e um amigo próximo morreu depois de uma queda.

“O luto inicialmente inspirou este trabalho, e tem sido meu companheiro constante, já que trabalhei neste livro”, diz Leshko, que, em vez de ficar desanimada com sua experiência, encontrou um motivo para ser elevado. “Eu prefiro pensar neles como testamentos de sobrevivência e resistência”.

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