Padre João defende na Câmara menos agrotóxicos e mais agroecologia no Brasil

Por David Arioch

“Os dados são alarmantes. Comemos veneno, bebemos veneno e respiramos veneno” | Foto: Divulgação

Na semana passada, durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara dos Deputados, Padre João (PT-MG) defendeu menos agrotóxicos e mais agroecologia na produção de alimentos no Brasil.

O deputado disse que o país é o campeão mundial no uso de agrotóxicos e que algo deve ser feito com urgência para reverter esse quadro. “O veneno não está só no alimento. Ele contamina as águas, os rios e o lençol freático. Os dados são alarmantes. Comemos veneno, bebemos veneno e respiramos veneno”, criticou.

E acrescentou: “Temos que mudar nosso jeito de produzir, respeitando o meio ambiente, as águas e as florestas. Chega de veneno. Temos que ter uma cultura diversificada, agroecológica e orgânica. É mais saúde e vida para todos.”

Representando a Associação Brasileira de Agroecologia, Murilo Mendonça classificou como alarmante os resultados apresentados pelo estudo “Por Trás do Alimento”, concluído e divulgado em abril pelas organizações Agência Pública, Repórter Brasil e Public Eye, que apontou que foram encontrados resíduos de agrotóxicos na água consumida por moradores de 1,3 mil cidades brasileiras, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.

Entre os agroquímicos mais agressivos e criticados durante a audiência está o glifosato, com índice de uso cinco mil vezes maior do que o permitido. Também houve comparação entre o crescimento de novas marcas de agrotóxicos circulando no mercado nacional. Só este ano e até a metade de abril, o número de registros de marcas de agrotóxicos no Brasil já subiu para 97.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o país tem hoje 2.263 agrotóxicos no mercado e que somam uso anual superior a 500 mil toneladas. Este ano o órgão deve iniciar um novo programa de análises, incluindo também amostras de origem animal.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Cachorro reencontra tutora após ficar dois anos desaparecido

Um cachorro reencontrou sua tutora após ficar dois anos desaparecido. Durante todo esse período, a mulher não desistiu de procurar por ele. O caso emocionante aconteceu na Ucrânia.

Foto: Reprodução / The Dodo

O cão, de porte grande, chegou em um abrigo com sarna e ferimentos no corpo. Comovidos com o sofrimento do animal, voluntários do local fotografaram o cão e publicara a foto em rede social, na tentativa de localizar a família dele ou de encontrar um novo lar para ele viver.

Em poucas horas, a publicação alcançou centenas de compartilhamentos, chegando até a tutora do animal que, dois dias depois, ligou para o abrigo. As informações são do portal The Dodo.

A mulher ficou impressionada com a semelhança do cachorro com o animal que era tutelado por ela e decidiu marcar um horário para ir até o abrigo confirmar se aquele era seu cão.

“Ela estava procurando por seu cachorro há dois anos” , disse Galina Lekunova, que trabalha no abrigo.

O cão havia sido levado por um criminoso em 2017. Ele estava no quintal de casa quando foi retirado de sua tutora. Os dois, no entanto, tiveram a sorte de se reencontrar.

Senhor, como é chamado o cão, ficou extremamente feliz ao ver a tutora, que também comemorou o reencontro. O cachorro pulou na mulher e lambeu seu rosto, enquanto abanava o rabo. Ele nunca esqueceu dela.

Veja o vídeo do momento do reencontro:


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Gata recém-nascida resgatada após abandono é adotada por cadela

Um filhote de gato recém-nascido foi resgatado e levado para o Serviço Regional de Proteção Animal do Condado de Spokane (SCRAPS) em Spokane, Washington, nos Estados Unidos, após ser abandonado na rua. Levado para um lar temporário, ele foi inicialmente adotado por uma gata que tinha dado à luz há pouco tempo.

Foto: Jamie Myers

Fêmea, a pequena recebeu o nome de Nala e foi acolhida pela gata. Segundo Jamie Myers, que ofereceu o lar temporário, a gata mamou imediatamente na nova mãe, que a acolheu, lambendo-a e limpando-a.

No entanto, os filhotes da gata eram maiores que Nala e logo ficaram prontos para serem doados, enquanto ela ainda era muito dependente. “Ela fez tudo mais tarde do que o resto do grupo”, disse Myers ao portal The Dodo. “Quando todos abriram os olhos, ela ainda estava com os olhos fechados. E quando começaram a andar, ela ainda se agarrava à mamãe”, completou.

Foto: Jamie Myers

A solução, no entanto, veio de onde se menos esperava: da cadela Izzy, que também vive na casa e tinha dado à luz recentemente. Apesar de ter sua própria ninhada de cães pra cuidar, Izzy estava determinada em adotar Nala.

“A cadela continuou tentando pegar Nala, buscá-la e colocá-la com o resto de seus bebês”, disse Myers. “Ela só pensou que um dos bebês estava fora e desapareceu – ela continuou tentando colocá-lo de volta e colocá-lo de volta”, acrescentou.

“O gatinho não podia andar pelo chão sem que Izzy se levantasse para amamentá-la. Ela estava tentando nos dizer: ‘Essa pequena criatura pertence à minha família’”, disse.

Foto: Jamie Myers

Myers decidiu, então, colocar Nala na cama de Izzy e supervisionar a dupla. “Assim que colocamos Nala com os bebês da cadela, ela se estabeleceu e estava feliz e tudo estava certo em seu mundo novamente”, disse Myers. “E Nala, de repente, tinha todos esses pequenos corpos quentes para aconchegar e amar. E uma nova mamãe peluda para cuidar dela, e ela só se encaixava com sua segunda família adotiva”, completou.

“Ela entrava e saía da caminha sozinha. Então, quando ela terminou de se aconchegar, ela saía e ia comer sua comida de gatinho e brincar um pouco, e então ela voltava direto”, disse Myers.

Com os cuidados que recebeu, Nala cresceu e foi adotada. Para aquecer o coração de Izzy e continuar ajudando animais necessitados, Myers ofereceu, logo em seguida, lar temporário para outros dois filhotes de gato. “Agora Izzy tem mais dois gatinhos que ela está amando”, concluiu.

Foto: Jamie Myers

Foto: Jamie Myers


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Papa diz que as mudanças climáticas são uma grande ameaça ao futuro

Por David Arioch

Papa Francisco: “São os pobres que sofrem os piores impactos da crise climática” | Foto: Divulgação

Na sexta-feira, durante encontro do “Diálogos do Vaticano” voltado à discussão sobre fontes de energia e o futuro do planeta, o papa Francisco recebeu executivos de multinacionais, incluindo empresas petrolíferas, e disse que a crise ecológica, especialmente as mudanças climáticas, são uma grande ameaça ao futuro.

O papa lembrou que no ano passado o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas advertiu que os efeitos serão catastróficos se ações mais enérgicas não forem tomadas: “Devemos agir de acordo, a fim de evitar perpetrar um ato brutal de injustiça para com os pobres e as futuras gerações. São os pobres que sofrem os piores impactos da crise climática.”

Segundo o Vatican News, o pontífice observou que uma transição justa para uma energia mais limpa, que é exigida no preâmbulo do Acordo de Paris, pode, se bem gerida, gerar novos empregos, reduzir a desigualdade e melhorar a qualidade de vida das pessoas mais afetadas pelas mudanças climáticas.

Ele declarou que “o tempo está se esgotando e que é preciso ir além da mera consideração do que pode ser feito e se concentrar no que precisa ser feito.” E concluiu dizendo que a crise climática exige nossa ação decisiva, aqui e agora e que a Igreja Católica está totalmente comprometida em fazer sua parte. “Ainda há esperança e resta tempo para evitar os piores impactos da mudança climática, desde que haja uma ação rápida e resoluta…”


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Animais resgatados que eram explorados em laboratório ganham uma vida nova

Foto: WBTV

Foto: WBTV

Vários animais experimentaram a liberdade pela primeira vez apenas recentemente após uma vida atrás das grades em laboratórios de testes em animais.

Os animais foram trazidos através da fronteira do México com o EUA na última sexta-feira pelo Projeto Beagle Freedom.

Foto: WBTV

Foto: WBTV

O grupo de resgate de antigos animais de pesquisa os levou a um santuário de fazendas em Lincolnton na Carolina no Norte (EUA).

Os quatro cães, cinco coelhos e dois ratos estão agora começando uma vida nova.

Foto: WBTV

Foto: WBTV

“Quando os cães tocam grama pela primeira vez, é uma experiência incrível para eles, emocionante”, disse April Arrington, do Projeto Beagle Freedom.

“Esses cães só conheciam o rigoroso e frio ambiente estéril de um laboratório científico. Eles eram forçados a ficar presos dentro de gaiolas e canis e nunca lhes foi permitido ver sol, sentir a grama ou conhecer o toque amoroso de uma mão humana”.

Um cão entre os que foram resgatados, Winston, foi usado em testes de irritação da pele para diferentes cosméticos e produtos domésticos, de acordo com Arrington.

Foto: Winston usado em testes dermatológicos, finalmente livre | Foto: WBTV

Foto: Winston usado em testes dermatológicos, finalmente livre | Foto: WBTV

Todos os animais serão colocados em lares temporários até que estejam prontos para adoção.

Animais resgatados de laboratório sentem a grama pela primeira vez

Um grupo de coelhos seria morto após ter sido usado em estes de laboratório por uma universidade na Espanha, porém ativistas do santuário e equipe de resgate, Leo Vegano Animal, se uniram em uma missão de resgate e salvamento.

Com o destino já definido e apenas 48 horas para tirá-los do cativeiro, o grupo de salvadores sabia que tinha que agir rapidamente.

Missão: Salvar os coelhos

Cobertos de ferimentos provavelmente causados por perfurações, cheios de diversos tumores e com grandes pedaços de pele sem pelo em seus corpos, os pobres coelhos estavam absolutamente petrificados de medo.

Esses animais usados em testes de laboratório, normalmente passam a vida inteira sendo explorados. Nascidos e criados em uma “fábrica” de criação de animais, os coelhinhos viviam confinados em minúsculas gaiolas feitas de malha de arame e eram mantidos no escuro. Quando atingem a idade ideal, eles são enviados para qualquer laboratório de testes que os requisitarem, que nesse caso, era uma universidade.

Na universidade, eles permaneceram isolados e sozinhos em outra gaiola, e a cada dia submetidos a mais dor e sofrimento à medida que eram insensivelmente explorados e abusados.

Com a ajuda dos ativistas do santuário Leon Vegano Animal, os coelhos foram resgatados na última hora, e depois de uma longa viagem durante toda a noite, eles finalmente chegaram ao santuário Mino Valley Farm.

Livres enfim

Antes de chegarem ao santuário, os coelhos nunca haviam sentido o sol na pele ou a grama sob os pés.

No vídeo abaixo é possível ver os animais experimentando liberdade pela primeira vez:

Depois que eles se acostumaram a sua nova vida no santuário, os funcionários do abrigo os mudaram para uma área maior, onde eles compartilham o lar com algumas ovelhas e a bezerrinha residente: Luna.

O que há de mais especial em sua nova casa, é o espaço de que eles podem desfrutar: os coelhinhos têm uma enorme toca que começa dentro do celeiro de ovelhas. Sua toca é seu lugar favorito para passar o tempo durante o dia antes de retornar para sua casa à noite, junto com as galinhas.

Esperança de um futuro sem crueldade

Centenas de milhares de animais são envenenados, cegados e mortos todos os anos em testes de laboratórios com animais, principalmente para a indústria de cosméticos. Esses animais têm a pele e os olhos delicados injetados com produtos químicos e cremes de beleza e ficam presos de uma forma que não possam se mover. A pior parte de toda essa tortura é que ela é desnecessária e ineficaz. Com todos os ingredientes “seguros” já seguros e aprovados no mercado, não há nenhuma razão para as empresas submeterem criaturas inocentes a uma vida de dor e sofrimento em um laboratório para provar algo que já é de conhecimento público.

Esses animais não são recursos para serem utilizado conforme e disposição e o ganho pessoal humano. Eles vivem, sentem, são indivíduos que têm seu próprio propósito e lugar no mundo, mas a humanidade continua a explorá-los apenas porque pode.

Infligir dor e sofrimento a outro ser vivo é um ato não só injusto como imoral. Mesmo para os que não acreditam em exploração animal, a única resposta compassiva possível é a transição para um estilo de vida livre de crueldade. Ao escolher produtos livres de crueldade(cruelty-free), o consumidor se coloca contra essa violência.

Para fazer uma diferença real nas vidas dos animais, como ocorreu com esses coelhinhos resgatados, é preciso não apenas boicotar produtos que não sejam livres de crueldade, mas espalhar a conscientização sobre como sofrem esses animais indefesos para que esses produtos cheguem até o mercado consumidor.

Esses coelhos que agora vivem no santuário são apenas alguns entre milhões de animais que sofrem em laboratórios todos os dias. Nenhuma criatura viva deve ser submetida a tortura por motivo algum, muito menos pela indústria da vaidade humana.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Macacos morrem após terem órgãos de porcos implantados em seus corpos

Macacos explorados em um experimento científico morreram após terem órgãos de porcos implantados em seus corpos. Os testes cruéis estão sendo feitos pela statup eGenesis no Massachusetts General Hospital, localizado nos Estados Unidos. O objetivo da empresa é criar porcos geneticamente modificados para que os órgãos desses animais abasteçam bancos de órgãos humanos. Para avaliar a efetividade do projeto, os implantes estão sendo realizados nos macacos.

Foto: Pixabay

Os experimentos estão em fase inicial. No entanto, até o momento, as modificações genéticas em porcos feitas pela empresa foram as maiores em quantidade. Em 2015, 62 edições genéticas foram feitas para inibir um vírus comum no genoma dos porcos que impediria um transplante em humanos. As informações são da revista Galileu.

Alguns macacos da espécie babuíno que foram explorados nos testes sobreviveram por meses. Muitos, porém, morrem rapidamente. A morte dos animais não comove a eGenesis e, segundo a co-fundadora da empresa, Luhan Yang, “deve haver uma explicação biológica” para essas mortes, que está sendo investigada. O objetivo é “concertar isso” – para beneficiar a ciência e os seres humanos.

A eGenesis não divulgou todas espécies de macacos estão sendo exploradas e quais órgãos estão sendo implantados.

A pesquisa científica foi alvo de críticas da ONG PETA (do inglês, People for the Ethical Treatment of Animals). “Os porcos são indivíduos e não meras partes avulsas”, afirmou um porta-voz da entidade.

De acordo com Muhammad Mohiuddin, diretor do programa de transplante cardíaco da Universidade de Maryland, nos EUA, a remoção de genes pode prejudicar os animais caso resulte em efeitos colaterais não intencionais. O pesquisador, no entanto, não se preocupou com a integridade física dos animais e focou em como eles podem ser explorados para que, futuramente, tenham órgãos compatíveis com seres humanos.

Nota da Redação: tratar porcos e macacos como meros objetos de pesquisa para que seres humanos se beneficiem é uma prática antiética e cruel. Os animais devem ter o direito à integridade física e à vida respeitados e não podem ser explorados pela ciência. Problemas humanos, como a questão dos transplantes, devem ser resolvidos entre as pessoas, sem envolver os animais, que não têm responsabilidade nenhuma sobre o tema e que não devem ser prejudicados.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Autorização para extermínio de capivaras gera críticas em Itatiba (SP)

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente autorizou o extermínio de capivaras que vivem em um condomínio de Itatiba, no interior de São Paulo, após um morador morrer por febre maculosa – doença transmitida pelo carrapato-estrela, que tem a capivara como hospedeira. A medida cruel, no entanto, gerou críticas de moradores e levou órgãos de proteção animal a recorrerem ao Ministério Público.

“Em função deste óbito que ocorreu, em janeiro do ano passado, os órgãos estaduais determinaram que a gente, por ser agora uma área de transmissão de febre maculosa, fizéssemos o sacrifício de todas as capivaras do condomínio”, explicou à TV TEM o síndico José Augusto da Silva. Das cerca de 40 capivaras que viviam no local, 13 já foram mortas.

Foto: Reprodução/TV TEM

Uma das pessoas que é crítica da decisão da secretaria é a aposentada Sueli Fassio, que mora no condomínio há 22 anos. “Quando não tiver mais nenhuma capivara, os carrapatos vão continuar. Aí não vão poder jogar veneno nessa grama, porque vão matar os peixes e os gansos que temos aqui”, disse.

A castração e a esterilização são as práticas mais adequadas para solucionar o problema, segundo o médico veterinário Paulo Anselmo Felippe, que estuda manejos de capivaras. O especialista explicou que a bactéria permanece por apenas 15 dias no organismo do animal e, depois, não aparece nunca mais no sangue.

“Porque o sistema imunológico dela se organiza e ela não vai ter mais essa riquetsemia, essa bactéria circulando. Então, ela não infecta novos carrapatos. Sempre que a riquétsia circulou naquela população, você retira os animais e vêm novos, vai acontecer riquetsemia nesses novos, porque eles não tiveram contato anterior com a bactéria”, afirmou.

A diretora da Secretaria do Meio Ambiente,Vila Geraldi, discorda do veterinário e afirma que após a capivara ficar imune, os carrapatos infectados vão continuar transmitindo a doença pela picada.

Capivaras já foram mortas em condomínios fechados de outras sete cidades, segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O órgão argumenta que não é viável levar as capivaras para outros locais porque isso só mudaria a área de transmissão da doença.

“O critério é o do risco da saúde pública e esse critério é previsto na constituição federal e estadual. Embora ele seja um animal silvestre, que tem toda a proteção, se ele tem essa condição de risco à saúde pública, nós temos que analisar a situação e ver o que temos que fazer para que esse risco deixe de existir. Não podemos ignorar esse risco”, concluiu a diretora da Secretaria do Meio Ambiente.

Nota da Redação: com o crescimento urbano, seres humanos têm habitado, cada vez mais, regiões que eram originalmente ocupadas apenas por animais, como frequentemente acontece com condomínios fechados construídos em áreas verdes. Não é justo, portanto, que o animal, que já teve que se adaptar a um habitat desfragmentado graças à presença humana, tenha sua vida tirada. Além disso, o argumento de que transportar as capivaras para outros locais é inviável devido à mudança da área de transmissão da doença não se sustenta, já que basta levar esses animais para locais de mata, afastados de regiões urbanas. Matar esses animais é uma prática cruel, antiética e injustificável. 


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Casa sustentável de papelão é construída em um dia e dura 100 anos

O estúdio de design holandês Fiction Factory criou uma casa sustentável, feita de papelão, que é construída em apenas um dia, pode ser transportada para qualquer lugar e dura 100 anos.

Reprodução/Blog da Arquitetura

Atualmente, existem 12 unidades da casa fabricadas, todas na Europa. Os criadores do projeto, no entanto, querem popularizá-lo em todo o mundo. As informações são do Blog da Arquitetura.

A casa tem garantia de 50 anos, é três vezes mais sustentável que os imóveis de alvenaria e tem baixo custo – cerca de 25 mil euros, o correspondente a 91 mil reais. Móvel e montada em blocos, ela tem tamanho variável e pode ser desmontada.

O que faz com que ela dure 100 anos e resista a ventos e chuvas, segundo os desenvolvedores, é a supercola que une as diversas camadas do papelão, que depois é coberto com madeiras ou outra opção mais resistente à escolha do proprietário.

Reprodução/Blog da Arquitetura


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Equipe do Parque Nacional de Brasília salva queixada de armadilha de caça

Por David Arioch

Por bem, o arame não feriu o queixada e foi retirado rapidamente, de modo a resguardar a saúde e a integridade física do bicho (Foto: Claudia Campos)

Quem passou pelo Parque Nacional de Brasília na última quinta-feira (13) pôde testemunhar uma cena de salvamento. Um grupo de biólogos, veterinários, tratadores e técnicos ambientais do Parque Nacional de Brasília tentava socorrer um queixada que tinha um pedaço de arame liso enroscado no pescoço, que possivelmente era parte de um petrecho de caça.

Se não fosse retirado logo, o animal, que faz parte de um grupo de cerca de 35 indivíduos, poderia se machucar e ser estrangulado. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), como ele é extremamente social, mas pode se tornar agressivo quando algum dos seus é ameaçado, foi necessário mover os visitantes para outro local. Só assim, e sem a necessidade de sedá-lo, os técnicos puderam se aproximar do animal em segurança para livrá-lo do item usado em caçadas.

De acordo com o ICMBio, por bem, o arame não feriu o queixada e foi retirado rapidamente, de modo a resguardar a saúde e a integridade física do bicho. No Parque Nacional de Brasília, esses animais podem ficar perto da área de visitação em busca de frutos, principalmente o ingá. Ao avistar o grupo, a equipe do parque recomenda manter distância, mudar a direção e esperar eles passarem, já que só atacam se forem provocados.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Tutor faz tatuagem de cachorro após animal morrer em acidente trágico

Um homem decidiu homenagear seu cachorro após o animal morrer em um acidente trágico. O caso foi divulgado na internet por Alice Dawe, que trabalha levando cães para passear e que era a responsável pelos passeios do cão que morreu. O caso aconteceu na Inglaterra.

Facebook/ Alice Dawe

Dawe decidiu divulgar o caso porque ficou comovida com a atitude do tutor do animal. Ela não contou qual foi o acidente que tirou a vida do cão, mas disse que ele morreu de forma trágica.

A inglesa falou sobre a história em um grupo do Facebook e publicou uma foto do cachorro e outra da tatuagem que o tutor fez para homenageá-lo. As informações são do portal O Documento.

A fotografia do animal que deu origem à tatuagem foi tirada por Dawe. “Me sinto muito honrada por ele ter escolhido a foto que tirei”, escreveu.

Dawe disse ainda que o cachorro era um dos favoritos entre os quais ela levava para passear e que a coleira que ele usava permanece em sua bolsa desde que ele morreu, há dois anos.

“Você ainda passeia com seus amigos”, disse Dawe, querendo dizer que o cão que morreu continua fazendo os passeios porque no momento em que eles ocorrem, a inglesa leva a bolsa dela, com a coleira do animal dentro.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.