Festival de música anuncia shows dentro das instalações de zoológico

Lêmures em cativeiro | Foto: Tayto Park Zoo

Lêmures em cativeiro | Foto: Tayto Park Zoo

Grupos de defesa dos direitos animais condenam o zoológico e parque temático Tayto Park, na Irlanda, pelo impacto que os shows do festival que o parque irá abrigar, terão nos animais que vivem em cativeiro na instalação.

Como se não bastasse serem privados de sua liberdade e serem mantidos presos em cativeiros contra a sua vontade, distantes de seus habitats naturais e de suas famílias, sendo obrigados a servir de entretenimento humano, os animais agora tem que suportar barulho, bagunça e intrusos em sua hora de descanso noturna.

A ISPCA e a Born Free Foundation disseram que o evento no local, “anunciado como um festival de diversão para a família”, não seria “divertido para o os animais de maneira nenhuma”.

O evento está previsto para os dias 29 e 30 de junho, com apresentações ao vivo de artistas como Key West, Nathan Carter e Hudson Taylor.

Os grupos de defesa dos direitos animais disseram que o evento incluirá música alta nas duas noites do festival em “momentos em que os animais normalmente não são perturbados e estão descansando”.

Eles acrescentaram que é “irresponsável” que o evento continue, uma vez que “é muito provável que os animais sofram estresse considerável”.

Propaganda do Festival de música | Foto: Tayto Park Zoo

Propaganda do Festival de música | Foto: Tayto Park Zoo

Os grupos disseram que levantaram suas preocupações ao conselho regional, Meath County Council, que emitiu a permissão para o festival, mas que nenhuma exigência adicional de bem-estar em relação aos animais presentes no local foi acrescentada.

O porta-voz da ISPCA, Andrew Kelly, disse estar “muito desapontado” com o conselho “ignorar as preocupações dos especialistas em bem-estar animal e dar o aval para este tipo de evento”.

Ele acrescentou: “No mínimo, acreditamos que uma condição para a emissão da licença deveria incluir a presença de um veterinário especializado no zoológico para monitorar o bem-estar dos animais durante a realização do evento”.

O porta-voz da ONG Born Free, o Dr. Chris Draper, disse que uma vez que o festival comece, “haverá pouco que possa ser feito para proteger qualquer animal que esteja estressado”.

Ele acrescentou: “Os zoológicos e os conselhos locais devem pensar mais nos eventos que permitirem no futuro e priorizar o bem-estar animal em detrimento do lucro”.

Em resposta, um porta-voz do Tayto Park disse que “os guardiões e cientistas comportamentais monitoram os animais durante todos os nossos eventos para garantir seu bem-estar”.

O parque disse que seu plano de proteção ao beme-star animal garantirá que nenhum distúrbio aos animais do zoológico e que ele será fechado às 19h, sem mais acesso ao público.

O porta-voz disse que o palco não estava localizado no zoológico, mas fora do perímetro do parque e que os recintos mais próximos da área ficavam a pelo menos meio quilômetro de distância.

Ele acrescentou: “Os auto-falantes vão ficar pendurados para cobrir o público e reduzir o barulho no zoológico e nas áreas residenciais”.

Eles disseram que os níveis de ruído não excederiam seus protocolos e os níveis seriam monitorados com a assistência de veterinários e funcionários.

Shows dessa proporção, com palco, iluminação e projeção de som para platéia imensas podem ser ouvidos a quilômetros de distâncias, como mostram os eventos de cantores e andas famosos realizados em estádios.

Estrelas como os artistas convidados atraem multidões e com certeza os animais ficarão incomodados não só pelo som, como pelas luzes e o excesso de pessoas, males dos quais, em seus habitats naturais jamais encontrariam.

O irrefreável sede de lucro dos seres humanos triunfa uma vez mais sobre os animais indefesos perante sua ambição desmedida.

Zoológicos de Londres realizam festas noturnas chamadas de “Zoo nights”

“Zoo nights”- um evento apenas para adultos, onde o SLZ London Zoo (zoológico de Londres) serve álcool e toca música alta – foi criticado e acusado de representar um “flagrante crueldade contra animais”.

A vegana e ativista pelos direitos animais, Abbie Andrews, criou uma petição pedindo que o zoológico cancele o evento, que recebeu quase 500 assinaturas em menos de 24 horas.

“Este é um evento recorrente onde o zoológico é basicamente transformado em uma boate noturna, com música tocando alto e álcool sendo vendido, sem nenhum cuidado com os animais como mostram os incontáveis incidentes que ocorreram nos anos anteriores”, disse Andrews.

A petição afirma que incidentes anteriores ocorridos no zoológico incluem pessoas tentando entrar em locais cercados e protegidos, pessoas derramando cerveja sobre os tigres, pinguins sendo perseguidos e supostamente feridos, e borboletas sendo esmagadas.

Absolutamente nenhuma consideração pelo animais

“Não há absolutamente nenhuma consideração pelos animais que já são mantidos no zoológico contra sua vontade, é tudo para os consumidores e visando lucro e dinheiro”, diz o texto da petição.

“A última coisa que esses animais precisam é estar cercados de pessoas bêbadas e música alta. Esse evento foi renomeado várias vezes sem nenhuma indicação de que seja cancelado de uma vez por todas.”

Andrews está pedindo ao público para assinar a petição antes de junho, quando o evento ocorrerá todas as sextas-feiras do mês.

O ZLS London Zoo disse: “Temos medidas rigorosas em vigor e bem-estar animal é sempre uma prioridade ao planejar nossos eventos. Em todos os eventos Zoo Nights, temos um oficial de bem-estar animal junto com nossos tratadores especialistas que cuidam de nossos animais. Nós também monitoramos os níveis sonoros para garantir que sejam cumpridas todas as políticas relevantes.

“No Zoológico ZSL de Londres, nossos animais vêm em primeiro lugar. Durante o dia, ou em eventos especiais, nossos especialistas veterinários, funcionários do zoológico dedicados e especialistas em bem-estar animal são dedicados a garantir que fornecemos tudo o que precisam para se manter saudáveis, estimulados e em forma”.

O zoológico também alegou que os supostos incidentes foram “reportagens altamente sensacionalistas” e que “nenhum visitante jamais feriu um animal nem entrou em um cercado de animais”.

Zoológicos – fábricas de morte

Todo tipo de cativeiro, sem exceções, causa prejuízos aos animais. Estes seres sencientes nasceram livres, com a natureza por habitat, e nenhum local ou nenhuma justificativa (como proteção das espécies e reprodução assistida) pode isentar o crime que esse fato representa.

Além do sofrimento psicológico e físico, dos traumas, da perda de vontade de viver e uma série e outros sintomas ligados a privação da liberdade, os animais ainda são afastados de seus bandos, suas estruturas sociais, seus vínculos consanguíneos e amorosos.

Sim, eles criam vínculos, são capazes de amar, sofrer, sentir, compreender o mundo ao seu redor e responder a estímulos externos. Essa capacidade de sentimento e consciência foi registrada sob o título de senciência animal e conta com a aprovação cientifica de especialistas do mundo que assinaram a Convenção de Cambridge em 2012.

Dessa forma essa evidencia científica só torna o sofrimento de nossos companheiros de planeta ainda maior e nossa culpa ainda mais condenável e vexatória.

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Veterinários denunciam as condições abusivas em que são mantidos os golfinhos no zoo de Madrid

Golfinho no zoo e aquário de Madrid | Foto: SEA SHEPHERD CONSERVATION SOCIETY

Golfinho no zoo e aquário de Madrid | Foto: SEA SHEPHERD CONSERVATION SOCIETY

Em uma tarde comum no Zoo Aquarium de Madrid, três treinadores em roupas de mergulho se movimentam ao ritmo da música, enquanto os golfinhos são obrigados a fazer truques para a plateia que aplaude alienada ao sofrimento escondido por trás daquelas piruetas e saltos.

Uma narradora no microfone fala sobre os mamíferos marinhos, ela ressalta inteligência, anatomia, hábitos e o sorriso que nunca deixa seus rostos. Ela também fala sobre as ameaças que eles enfrentam na natureza.

Os sons agudos desses cetáceos despertam aplausos das crianças e de seus pais. Eles acham os golfinhos engraçados. Depois de uma hora, a música pára e a mulher despede os visitantes enquanto os golfinhos afundam sob a superfície da piscina semi-circular que eles habitam 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os animais se retiram com seus sorrisos sempre presentes, que na verdade não são sorrisos.

O fato é que, mesmo que estivessem tristes, eles pareceriam estar sorrindo. Um relatório veterinário enviado à Seprona – o departamento de proteção da natureza da Guarda Civil Espanhola – conclui que os nove golfinhos do Aquário Zoológico de Madri estão, de fato, doentes. Eles têm problemas oculares e dois deles, Lala e Guarina, apresentam lesões na pele.

A Seprona aceitou a denúncia de uma associação espanhola chamada Proyecto Gran Simio (ou Projeto Grande Macaco) com base no relatório veterinário. Este grupo realizou uma investigação denominada Operação 404, sob o patrocínio da organização internacional Sea Shepherd Conservation Society. A investigação concentrou-se nas consequências de manter os animais em cativeiro, sendo os golfinhos de Madri um exemplo disso.

Pedro Pozas, diretor executivo do Proyecto Gran Simio, entregou fotos para as autoridades responsáveis juntamente com um vídeo e um resumo das conclusões do veterinário Agustín González, especialista em animais marinhos selvagens, com 15 anos de experiência trabalhando com cetáceos nas Ilhas Canárias. “Eu vi o relatório do veterinário e meu coração se partiu”, diz Pozas. “Então, decidimos apresentar uma queixa formal como representantes de uma organização de bem-estar animal.”

O relatório veterinário concluiu que os nove golfinhos-nariz-de-garrafa estão doentes por terem sido mantidos em cativeiro, embora o foco principal seja dois deles chamados Lala e Guarina. Todos eles têm problemas oculares, provavelmente devido ao contato constante com o cloro, enquanto os dois últimos também têm problemas severos de pele.

“Nas fotos, você pode ver claramente que um deles tem todo o seu corpo coberto por uma condição dermatológica ulcerosa que aparece na forma de crateras”, diz Pozas. “As lesões vão da cabeça até as costas e dali até a barbatana caudal. As lesões medem vários centímetros de diâmetro e estão em diferentes fases de desenvolvimento, desde inflamação, inchaço, eritema e caroços até úlceras profundas”.

As descobertas reacenderam o debate sobre se é ou não ético criar animais no cativeiro em uma piscina ou tanque quando seu habitat natural é o mar aberto. No que diz respeito à associação de bem-estar animal, isso é um abuso criminoso. Mas os gerentes do Aquário do Zoológico de Madri discordam das alegações e afirmam que estão “ajudando a proteger a espécie”.

Mas o veterinário González é categórico em sua postura. “É bárbaro”, diz ele. “Os golfinhos nadam uma média de 100 quilômetros por dia na natureza. Eles fazem muito exercício. Quando estão em cativeiro, dão voltas e voltas na piscina e vivem o dia todo no mesmo lugar onde comem e defecam. Eles precisam limpar a água com cloro porque vivem submersos em bactérias. É por isso que eles mantêm os olhos fechados”.

González continua explicando que os golfinhos são muito exigentes com quem passam o tempo. Eles escolhem seus próprios grupos, que são em torno de 80, e eles se comunicam usando sons agudos que, de acordo com o veterinário, ecoam das paredes da piscina e os enlouquecem aos poucos.

González está atualmente trabalhando em um centro veterinário em Málaga com animais domésticos, mas ele ainda se sente profundamente perturbado pelas imagens desses golfinhos em cativeiro. “Lala está coberta de úlceras”, diz ele. “É obviamente uma doença de pele. Você pode ver que algumas de suas lesões melhoraram e outras estão apenas começando a emergir e isso é muito doloroso porque a peles dos golfinhos é muito sensível. Idealmente, você faria uma biópsia e, é claro, impediria que eles trabalhassem. Porque quando eles estão se apresentando, não é só exercício que esses pobres animais estão fazendo, eles estão trabalhando por comida”.

Segundo González, a saúde de Guarina também é preocupante. “Ela está perdendo parte do nariz”, diz ele. “Imagine, os golfinhos não têm mãos; eles usam o nariz para tocar e é como se [o nariz] estivesse cru. Isso pode ter sido causado por um arranhão de uma roupa de mergulho dos treinadores ou por se bater contra as paredes da piscina”.

González diz que não consegue entender como o público pode aceitar ser cúmplice desse “abuso”, pagando a entrada, que custa em média 23,85 euros para um adulto e 19,30 euros para uma criança, especialmente quando você pode sair em um barco no mar aberto para observar os mesmos animais em estado selvagem. Ele acredita que o negócio funciona graças a ignorância das pessoas.

“O grande problema dos golfinhos é que eles parecem sempre estar felizes porque a anatomia lhes dá um sorriso”, diz ele. “Um golfinho triste simplesmente não parece triste. Eu tive que colocar um número de golfinhos que estavam sofrendo “para dormir”, mas que pareciam estar felizes. De fato, eles expressam felicidade pulando e nadando, e as pessoas não percebem que ele fazem isso para conseguir comida. Muitos deles ficam deprimidos e circulam ao redor de si mesmos o tempo todo. Alguns param de comer e, o que é pior, param de respirar porque respirar para golfinhos e baleias é voluntário, assim como acontece com os humanos. Então, quando eles não querem [fazer isso], eles simplesmente param. O famoso golfinho Flipper cometeu suicídio. Ele não aguentava mais e foi para a água e parou de respirar voluntariamente. Isso foi desencadeado pela vida em cativeiro”.

Seja em um zoológico ou em um aquário, a vida em cativeiro causa uma morte lenta e dolorosa aos animais, que nascidos livres jamais serão felizes presos em pequenos espaços – que não chegam a frações mínimas de seus habitats naturais – apenas para entretenimento tendo em vista os lucros obtidos com sua exploração.

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Mais de 60 cachorros são resgatados de matadouro dias antes do início do Festival de Yulin

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Mais de 60 cães que aguardavam a morte trancafiados em gaiolas superlotadas e sujas foram resgatados de um matadouro em Yulin, na China, dias antes da cidade receber seu festival anual de carne de cachorro.

Os 62 cães, alguns ainda usando coleiras, estavam aterrorizados, exaustos e desnutridos quando foram encontrados em um matadouro escondido por ativistas chineses em 12 de junho, segundo relatos.

Eles foram levados imediatamente para um abrigo temporário para receber atendimento de emergência, comida e água, disseram que os ativistas estão no processo de organizar os animais para serem enviados para os centros de resgate em todo o país.

Todos os anos, milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem comidos pelos moradores de Yulin durante o festival realizado no solstício de verão.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Imagens comoventes e fortes, divulgadas pela organização Humane Society International (HSI), mostram dezenas de cachorros indefesos sendo mantidos em uma pequena sala vazia. Muitos deles espremidos em gaiolas enferrujadas.

Wei, um dos ativistas chineses, disse à HSI: “Estava quente demais dentro do matadouro quando chegamos lá, os cães estavam exaustos e ofegantes, alguns se apertando contra a parede em um esforço para não serem notados”.

“Outros nos perseguiram se enrolando em nossas pernas, ansiosos por atenção”.

Esses animais provavelmente vieram em um dos últimos caminhões de cães que entraram em Yulin antes do festival porque o governo local provavelmente impediria a entrada de mais caminhões na cidade, acrescentou Wei.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

O ativista continuou: “Queremos que o mundo veja os horrores que é o comércio de carne de cachorro da China, entre os quais Yulin é o típico exemplo, e também para que os amantes de cachorros, de todos os lugares do mundo, ergam suas vozes contra esta terrível crueldade”.

“Por favor, não desperdice sua saliva dizendo que comer carne de cachorro faz parte da cultura chinesa. Não é nossa cultura roubar os animais domésticos das pessoas. Não é nossa cultura comer cachorros”.

Embora o festival de carne de cachorro de Yulin tenha deixado o mundo em estado de choque, a maioria das pessoas na China não come de fato cães.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Os animais são tipicamente consumidos por uma minoria de residentes no norte da China, perto da península coreana e da Mongólia, bem como no sul da China, perto do Vietnã.

Segundo o Dr. Peter Li, especialista em políticas da HSI na China, Yulin se torna um “lugar muito tenso” agora, com os comerciantes de cães e matadouros em alerta máximo à medida que o festival se aproxima.

“Por isso, foi difícil para esses ativistas chineses conquistarem a confiança dessa instalação para liberar os cães”, disse Li.

Ele acrescentou: “Pedimos ao governo chinês que mostre que não tolerará as gangues de ladrões de cães que perpetuam esse comércio e que acabam indo parar no comércio brutal de carne de cachorro e gato”.

A HSI está atualmente ajudando os cães resgatados a serem transportados para um abrigo de longo prazo no norte da China. A organização disse que também procuraria famílias adequadas no exterior, para adotar os animais.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

O Yulin Dog Meat Festival, realizado no solstício de verão, é um festival de comida altamente controverso na província de Guangxi, no sul da China.

Todos os anos, milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem comidos pelos habitantes locais.

O popular restaurante de carne de cachorro Yulin No. 1 Crispy Dog Meat preparou 12 mesas ao longo da calçada do lado de fora com mais 20 mesas próximas para as festas do ano passado, informaram fontes locais na época.

Estima-se que 10 milhões de cães são mortos por sua carne na China anualmente. Pessoas de outros países asiáticos, como Vietnã e Coréia do Sul, também têm a tradição de comer cachorros.

No ano passado, a Humane Society International, organização de bem-estar animal, resgatou 136 cães de três abatedouros subterrâneos perto de Yulin, antes do início do festival que dura de três dias

A ONG afirma que os trabalhadores dos frigoríficos e matadouros matam cerca de 50 cães todos os dias para consumo humano.

Mas a organização explicou que a influência e o tamanho do festival foram reduzidos nos últimos anos graças ao protesto do público.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Embora a China tenha leis para salvaguardar a fauna silvestre e terrestre, atualmente faltam leis para proteger o bem-estar animal ou para evitar a crueldade contra os animais.

Em setembro de 2009, ativistas dos direitos animais e especialistas jurídicos começaram a circular um projeto de lei sobre a proteção de animais e em 2010, outro projeto de lei sobre a prevenção de crueldade com animais para consideração do Conselho de Estado, de acordo com a Human Rights in China – organização governamental com sede em Nova York.

O esboço propõe uma multa de até 6.000 yuans (cerca de 900 dólares) e duas semanas de detenção para os culpados de crueldade contra animais, segundo o jornal China Daily. No entanto, até hoje, nenhum progresso foi feito.

Embora a primeira legislação do país que protege o bem-estar animal ainda tenha que ser adotada, os casos crescentes de abandono de animais e séria crueldade contra animais como a morte de cães e a queima de gatos levaram a um sério ressentimento espalhado pela sociedade.

Cão é atropelado, fica preso no para-choque do veículo e sai ileso de acidente

Um cachorro foi atropelado por um carro e saiu ileso do acidente, que aconteceu na manhã deste sábado (15), na BR-101 Rodovia Rio-Santos, em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro.

Foto: Tobias Pencinato/Arquivo Pessoal

O motorista do veículo não conseguiu desviar do animal, que ficou preso na estrutura do para-choque.

Segundo ele, o cachorro apareceu atrás de um ônibus e acabou sendo atingido. Depois de andar por aproximadamente 20 metros, o condutor do veículo — que é instrutor de autoescola — encontrou o cachorro preso ao carro.

Depois do susto, o animalzinho foi solto e seguiu pela estrada, sem ferimentos.

Foto: Tobias Pencinato/Arquivo Pessoal

Fonte: G1

Nota da Redação: a ANDA orienta aos leitores que, em caso de atropelamento de um animal, parem para verificar o estado de saúde ele e prestem socorro, encaminhando-o a uma clínica veterinária e, posteriormente, adotando-o ou oferecendo lar temporário para ele até que ele encontre um novo lar. 


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Toureiro perfurado por chifre de touro em arena diz que “tourada é assim mesmo”

Foto: EPA

Foto: EPA

Touradas são um dos exemplos mais cruéis e vexatórios de crueldade contra os animais. Transformar a dor, o sofrimento e a morte sob tortura de um animal, em espetáculo de divertimento público é um sinal do anestesiamento humano perante a vida a falta de compaixão que consome a sociedade.

Verdadeiras arenas de morte, onde são martirizados e torturados durante uma lenta e pérfida dança mortal, os touros são provocados, feridos, humilhados para ao final serem mortos inequivocamente.

Foto: EPA

Foto: EPA

As imagens fortes apresentadas no vídeo são testemunhas silenciosas da insensatez humana e suas consequências, elas flagram o momento em que um toureiro espanhol é ferido pelo touro que tentava matar durante uma apresentação cruel em Madri.

Roman Collado, de Valência (Espanha), foi jogado no chão e perfurado pelo chifre do touro de 1.200 kg na feira de San Isidro, na capital espanhola, no domingo último.

Um relatório médico mostrou que ele havia sofrido um ferimento de 12 polegadas (cerca de 30 cm) em sua coxa e danificou seus músculos, veias e artérias.

No entanto, o toureiro sobreviveu ao ataque e um tweet postado em sua conta disse: “A tourada é assim mesmo”.

As filmagens do evento mostram o touro atacando Collado em defesa própria, após toda a provocação e sofrimento que sofreu por longos momentos, na Praça de Touros de Las Ventas, uma praça de touros em Madri.

Segundo o jornal espanhol El Pais, o animal já tinha uma espada alojada no nariz naquela tourada.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Collado e o touro são vistos no vídeo em um breve impasse quando o toureiro, brandindo outra espada, segura uma capa vermelha antes que o touro acuado e ferido atacasse suas pernas.

O lutador foi suspenso ficando quase de cabeça para baixo quando o touro acertou-o com seus chifres antes dele finalmente cair no chão.

Duas outras pessoas imediatamente entram correndo na arena, usando suas próprias capas vermelhas para atrair o touro – chamado Santonero I – para longe do toureiro ferido.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Três homens vieram ao auxílio de Collado e carregaram para fora do local o homem ferido em a frente a uma platéia repleta de espectadores chocados.

De acordo com sua conta no Twitter, o toureiro teve duas operações desde o ataque no domingo último.

Uma das operações seria para tratar a trombose e restaurar o fluxo de sangue na perna de Collado.

A declaração disse que ele permanece em uma unidade de terapia intensiva e agradeceu aos amigos por suas “expressões de afeto”.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Os festivais de touradas continuam sendo defendidos como parte popular da cultura espanhola, mas os ativistas dos direitos animais e as pessoas de bom senso afirmam o quanto estes espetáculos de horror são cruéis e querem que eles sejam proibidos.

No início deste ano, um homem de 74 anos de idade foi ferido até a morte por um touro de 1.150 libras no tradicional evento Toro Embolao, em Vejer, Cádiz.

A vítima, identificada como residente local, Juan José Varo, tentou subir em um muro procurando segurança e escalando uma parede próxima, mas foi derrubada no caminho pelo touro desesperado.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Os touros são soltos pelas ruas da cidade nesses festivais e provocados pela multidão, ao animais correm assustados sem destino enquanto os expectadores gritam e atiram objetos neles.

Confusos e desesperados os pobres animais atacam tudo que veem pela frente, as verdadeiras vítimas desses ataques são os touros e não os seres humanos, que criaram por si mesmos essas formas de tortura que chamam de “entretenimento” e que terminam em perdas de ambos os lados, touros e pessoas.

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Cães são levados para creche em ônibus escolar

Foto: Rachel Haggett

Assim como pais humanos se preocupam com a segurança de seus filhos enquanto estão trabalhando, tutores de cães também buscam soluções para evitar que seus cachorrinhos fiquem sozinhos e ansiosos. No Brasil, se popularizam as “pet sitters” (babás de animais), aplicativos para hospedagem de animais e até mesmo passeadores profissionais, mas estas boas ideias não se comparam à iniciativa criada pelo casal canadense Rachel Haggett e Wayne Devoe, que pensaram fora da caixa e fundaram a escola para cães “Good Hands Boarding Kennels” (Deixando os cães em boas mãos, em tradução literal).

Foto: Rachel Haggett

A Good Hands fica na Nova Escócia, no litoral Leste do Canadá, e foi projetada com o mesmo formato das escolinhas infantis para crianças humanas. Além de possuir uma super infraestrutura confortável, a escola para cães também conta com um ônibus escolar que leva os cãezinhos para a creche e depois os deixa em casa em segurança onde seus tutores os esperam na hora da saída.

Foto: Rachel Haggett

O ônibus tem capacidade para 10 cãezinhos, que são transportados em compartimentos próprios, seguindo todas as regras de segurança. O ônibus também é adaptado para funcionar tanto em dias quentes, quanto nos frios, assim os cachorros nunca precisam perder as “aulas”.

Foto: Rachel Haggett

Lá na Good Hands, os alunos têm atividades muito sérias como brincar para valer na piscina, jogar bola, correr e se exercitar, explorar todos os brinquedos do parquinho e fazer muitos amigos. O lema da creche é ser feliz. Em feriados e datas comemorativas, os cãezinhos se fantasiam e comemoram. Muitos tutores entram no espírito escolar e enviam seus cachorros com mochilinhas contendo lanchinhos e brinquedinhos especiais, para que a saudade do lar seja minimizada nos primeiros dias.

Foto: Rachel Haggett

Em entrevista ao The Dodo, Rachel Haggett contou que sua principal inspiração foi proporcionar aos cães a mesma atenção que é endereçada às crianças humanas. “Eu percebi que, como todos nós amamos nossos cães como nossos filhos, seria apropriado”, disse.

A Good Hands compartilha o dia a dia dos cãezinhos em vários vídeos nas redes sociais da escolinha. Clique aqui e veja alguns.

Por trabalho na conservação de antas, brasileira ganha prêmio internacional

A National Geographic Society premiou a brasileira Patrícia Medici, do Instituto Ipê, por seu trabalho na conservação da anta brasileira (Tapirus terrestris), considerada o maior mamífero da América do Sul. A celebração ocorreu ontem, 12 de junho, em Washington DC (EUA). O prêmio Buffett Award for Leadership in Conservation (Prêmio National Geographic Society/Buffett para Liderança em Conservação) destaca o trabalho de cientistas na conservação da vida selvagem e é oferecida todos os anos a profissionais de dois continentes, África e América do Sul.

Foto: Paul Morigi/National Geographic

Patrícia Medici é referência mundial nos estudos sobre a anta brasileira, espécie foco de seus trabalhos há mais de 23 anos. A cientista é idealizadora e coordenadora da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB), do IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas), organização da sociedade civil que atua pela conservação da biodiversidade.

Patrícia também preside o Grupo de Especialistas em Antas (Tapir Specialist Group – TSG), da Comissão de Sobrevivência de Espécies (Species Survival Commission – SSC) da União Internacional para a Conservação da Natureza (International Union for the Conservation of Nature – IUCN), onde coordena uma rede global de mais de 130 conservacionistas de anta em 27 países diferentes.

“Este prêmio é, sem dúvida, um dos mais importantes reconhecimentos que já tivemos por nossos esforços de conservação da anta brasileira em mais de duas décadas de trabalho. Isso aumenta ainda mais nosso compromisso com a conservação da espécie e com a biodiversidade brasileira”, declara a cientista brasileira.

Ainda segundo Patrícia, a premiação indica o quanto a pesquisa científica de longo prazo gera resultados relevantes. “Ter a certeza de que nosso trabalho pode contribuir e ser modelo para projetos de conservação no mundo todo, transformando a realidade das quatro espécies de anta por suas áreas de ocorrência ao redor do planeta, é uma de nossas maiores conquistas. Estamos emocionados”, disse.

O conservacionista Tomas Diagne, que atua há mais de 25 anos na conservação de tartarugas de água doce ameaçadas de extinção, também foi premiado na mesma categoria.

Fonte: O Eco


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Camboja proíbe passeios de elefantes após duas mortes por exaustão

O Camboja vai proibir os passeios de elefantes nas visitas ao templo de Angkor Wat, a maior atração turística do país, a partir de 2020. O governo respondeu a uma petição internacional – que teve mais de 14 mil assinaturas em apenas dois dias – que pediu o fim da exploração dos animais, depois de dois elefantes terem morrido de exaustão nos últimos três anos.

Mais de 2,5 milhões de turistas visitam o complexo do templo a cada ano, muitos dos quais não se inibem de fazê-lo às costas de um elefante, apesar do sofrimento do animal, que caminha ao sol durante longos períodos de tempo e altas temperaturas.

Foto: Twitter

Com a decisão do governo do Camboja, os 14 elefantes em Angkor Wat serão transferidos para um centro de conservação e reprodução até o início de 2020, confirmou o Comité do Grupo de Elefantes daquele templo.

O fim dos passeios com os animais é anunciado três anos depois de um elefante ter desmaiado e morrido de exaustão enquanto suportava dois turistas para o famoso templo. Um veterinário examinou o animal e revelou que ele morreu “devido a altas temperaturas, exaustão pelo calor e falta de vento que teria ajudado a resfriá-lo”.

Apenas dois anos depois, outro elefante morreu pelo mesmo motivo.

As mortes dos animais provocaram a indignação de pessoas de todo o mundo e, nas 48 horas seguintes à morte do segundo elefante, uma petição para acabar com os passeios conseguiu mais de 14 mil assinaturas.

Turistas ainda podem ver os elefantes no centro de conservação

Oan Kiry, diretora do Comité do Grupo de Elefantes de Angkor Wat, citado pelo jornal britânico “Metro”, disse: “No início de 2020, a nossa associação planeia acabar com a utilização de elefantes para transportar turistas. Eles vão poder ainda observar e tirar fotos com os elefantes no nosso centro de conservação e reprodução. Queremos que os elefantes vivam da maneira mais natural possível”.

O grupo ativista Moving Animals, que trabalha para aumentar a consciencialização sobre a crueldade da utilização de animais para fins turísticos, aplaudiu a decisão, dizendo que é um “grande alívio”.

Um porta-voz do grupo, citado pelo mesmo jornal, disse: “O fim dos passeios de elefante em Angkor Wat é verdadeiramente um momento decisivo que mostra que a maré está virando contra o turismo cruel da vida selvagem. Mais e mais turistas não querem pagar para ver os animais acorrentados ou em cativeiro, e as atrações onde a exploração continua precisam proibir esses passeios se quiserem manter os turistas e os amantes dos animais”.

Foto: Instagram / @stae_elephants

Acredita-se que existam ainda cerca de 70 elefantes domesticados no Camboja. Especialistas dizem que há cerca de 500 na natureza. Entre esses estão incluídos cerca de 110 elefantes que vivem no Santuário de Vida Selvagem Keo Seima e quase 200 nas Montanhas Cardamomo.

Menos elefantes selvagens no Camboja e sudeste da Ásia

O número de elefantes selvagens no Camboja e noutros países do sudeste da Ásia tem diminuído nos últimos anos devido à caça, à destruição de habitats naturais e ao conflito entre animais e pessoas, sugerem vários estudos.

“O governo está trabalhando com organizações relevantes para formular estratégias para proteger e preservar elefantes no Camboja para as gerações futuras. Para proteger efetivamente os habitats naturais de elefantes é necessário fortalecer a lei para combater a caça de animais selvagens e o uso de armadilhas”, afirmou o porta-voz do Ministério do Meio Ambiente do Camboja, Neth Pheaktra.

Pheaktra acrescentou que a consciencialização entre os agricultores locais em florestas protegidas precisa de ser maior, uma vez que eles usam produtos químicos nas plantações e atacam os elefantes quando os animais entram nos seus terrenos.

Fonte: JN


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Jacaré é visto nadando com faca de cozinha cravada na cabeça

Um aligátor (jacaré americano) foi visto, nesta semana, nadando em um lago nos arredores de Houston (Texas, EUA) com uma faca de cozinha cravada na cabeça. Imagens feitas por uma moradora às margens do lago viralizaram e provocaram comoção de pessoas preocupadas com o sofrimento do réptil.

Jacaré nada com faca de cozinha cravada na cabeça Foto: Reprodução/Erin Weaver/KTRK

“Sinto que alguém fez isso de propósito”, disse a autora das imagens, Erin Weaver, à emissora KTRK, afiliada da rede ABC.

Erin, que mora no local há seis anos, disse que vê o jacaré todas as manhãs.

“Nunca o tinha visto tão agressivo e defensivo. Não quero ver um aligátor nadando com um faca na cabeça e sofrendo”, comentou.

A Texas Parks and Wildlife, departamento governamental que cuida da vida selvagem no estado americano, disse que vai enviar um agente para avaliar o estado do animal. Especialistas disseram acreditar que o réptil possa viver ser problema com a faca na cabeça por algum tempo.

Fonte: Extra


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Aluna de química de MT cria maquiagem vegana com matérias-primas naturais

Uma estudante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) criou uma linha de maquiagem vegana e orgânica com produtos de origem natural sem substâncias tóxicas na composição e que não agridem a pele. Sandynara Aguiar Gama, de 19 anos, mora em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT). Ela desenvolveu 15 produtos de modo caseiro.

A linha de produtos foi apresentada como projeto de ciências em uma instituição de ensino. A ideia foi apresentada em abril na Feira Nacional de Empreendedorismo (FNE) do Centro de Cursos Brasileiros (Cebrac). O objetivo principal da feira foi a importância da sustentabilidade.

Foto: Jéssica Souza Bruno/ Arquivo pessoal

Sandynara disse ter observado o mercado de cosméticos e viu a possibilidade de crescimento e de destaque na área de maquiagens naturais.

O intuito foi desenvolver uma linha de maquiagem natural que não prejudicasse a pele, que não contém na composição nenhum tipo de substância tóxica e que não haja necessidade de ser testada em animais e nem substâncias de origem animal.

A estudante relatou ao G1 que fez os produtos sozinha sob orientação de um professor do curso. A fabricação aconteceu na residência dela. Ela possui todos os laudos técnicos dos ingredientes utilizados, comprovando assim, a autenticidade do material sendo natural. Os laudos técnicos são assinados por uma profissional habilitada em química.

Foram produzidos um tônico facial, demaquilante bifásico, esfoliante de café, máscara de aveia, sombra em pó, iluminador líquido, gloss labial, batom líquido, base, pó, blush, protetor labial, sombra em base, batom e delineador em creme.

Foto: Sandynara Aguiar Gama/ Arquivo pessoal

Na composição das maquiagens foram usados produtos naturais, como beterraba, argila branca, flor de alecrim, óleo de pequi, óleo de manga, azeite de oliva, cacau em pó, farinha de amora, óleo de rícino, e outros produtos de origem natural.

Segundo a estudante, foram desenvolvidos 15 produtos, como fabricação caseira, e dois que ainda estão em processo de desenvolvimento, como o rímel e o delineador líquido. Foi gasto cerca de R$ 2 mil para comprar as matérias-primas e os recipientes.

A qualidade dos produtos foi comprovada com testes de pH, método científico que avalia e classifica as soluções químicas e com laudos técnicos das matérias primas utilizadas.

Os produtos causaram surpresa nos colegas, mas que ficaram curiosos com o método de fabricação. “Muitas pessoas que conheço acharam a ideia interessante, por ser natural e vegano. A questão do desenvolvimento do produto é o que mais chamou a atenção da maioria dos meus colegas e amigos”, contou.

Além de apresentados na feira, os produtos também foram vendidos ao público que teve o interesse em comprar e restaram algumas amostras. Surgiram propostas de empresas interessadas em vender o produto nas lojas.

Para a produzir as maquiagens, a estudante e criadora pesquisou sobre produtos vendidos no mercado de cosméticos naturais e adquiriu conhecimento suficiente para ter sucesso no desenvolvimento dos produtos.

Questionada sobre o tempo de validade dos produtos por serem de origem completamente naturais e diferentes dos produtos com química sintética, ela explicou: “As fórmulas dos produtos naturais devem conter de acordo com as certificadoras 95% de matérias primas naturais. Normalmente, para conservação de cosméticos (não naturais) é usado conservantes, que agridem a pele, entre outros malefícios. A validade do produto pode ser comprometida principalmente se houver água na fórmula, que acelera os fungos e bactérias”.

Sandynara explicou que praticamente não utilizou água nos cosméticos. Para auxiliar a conservação dos produtos, ela usou vitamina E e óleos essenciais que possuem uma ação que ajuda a evitar a oxidação e contaminação.

Foto: Sandynara Aguiar Gama/ Arquivo pessoal

Portanto, os produtos desenvolvidos de modo caseiro e com substâncias de origem natural possuem uma validade menor por não conterem vários tipos de conservantes, mas que existe outros métodos para melhorar a questão da validade, afirmou a estudante.

A estudante disse ao G1 que pensa em expandir a ideia, como criar um negócio no ramo, patentear os produtos, mas é necessário investimento financeiro ou investidores. A expansão precisaria de um laboratório adequado com todas as exigências e equipamentos necessários.

Sobre a expansão, ela contou que gostaria de construir uma loja física para expor os produtos veganos e que o espaço funcionaria como uma farmácia de manipulação. Está estudando meios para expandir, mas que já recebeu propostas de investimento e pretende estudá-las em breve.

O trabalho de Sandynara foi supervisionado pela professora Kenya Rafaela, que foi a orientadora do projeto e pela química Fábia Elaine Ferreira que assinou os laudos técnicos para a estudante que ainda está se profissionalizando.

Fonte: G1


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