Cães abandonados ganham roupinhas e casinhas em posto de combustíveis em Campinas (SP)

Três cães em situação de rua foram acolhidos por um posto de combustíveis em Campinas, no interior de São Paulo.

Os animais receberam roupinhas e casinhas para que fiquem protegidos do frio. O caso foi relatado por uma moradora de Americana (SP), que passava por Campinas no último domingo (9) quando se deparou com os cães no posto. As informações são do Portal de Americana.

Fotos: Reprodução/Facebook

O caso aconteceu no bairro Parque São Martinho, na Avenida São José dos Campos e foi flagrado pela terapeuta Cristiane Renata.

“Eu estava na fria madrugada de domingo abastecendo o carro quando pude constatar o amor, respeito e zelo pelos animais que existe por eles neste posto”, conta ela.

“São três cães, todos com roupas de frio e cada um com sua casinha. Parabéns a todos do posto”, publicou a terapeuta no Facebook.


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Ovelhas são encontradas amontoadas dentro de carro no Rio Grande do Sul

Três homens foram presos após serem flagrados carregando dentro de um carro oito ovelhas e dois cordeiros, na última semana, no interior de Barra do Quaraí, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A Brigada Militar recebeu uma denúncia e abordou o veículo na BR-472.

Foto: Brigada Militar/Divulgação

Os presos foram encaminhados para uma delegacia da Polícia Civil, onde foi registrado o flagrante, e depois foram levados para a Penitenciária Modulada de Uruguaiana. A investigação vai apurar o caso.

A delegada Alessandra Siqueira ficará responsável pela investigação. Ainda não há mais detalhes sobre o caso.

A Brigada Militar informou que um dos presos tem passagens pela polícia por furto a residência quando adolescente, outro por injúria, lesão corporal e violação de domicilio. O terceiro foi flagrado na adolescência dirigindo sem habilitação.

Foto: Brigada Militar/Divulgação

Fonte: G1


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Mais de 200 artistas entregam carta ao MPF contra desmonte da política ambiental

A sociedade civil está se unindo, em peso, contra o ataque que os órgãos de proteção ao meio ambiente brasileiros vêm sofrendo ao longo dos últimos meses.

Sob a administração do ministro Ricardo Salles, a política ambiental do país sofre um desmonte alarmante.

Foto: Reprodução / Portal Conexão Planeta

E o meio artístico, que tem um importante papel em qualquer sociedade do mundo, veio a público se pronunciar contra esse absurdo.

Mais de 200 atores, diretores, produtores e profissionais do setor assinaram uma carta em que denunciam o golpe atual contra o meio ambiente, através de uma sucessão de desastrosas medidas.

Entre os signatários estão nomes famosos como Maitê Proença, Lázaro Ramos, Taís Araújo, Dira Paes, Marcelo Serrado, Glória Pires, José Loreto, Marcelo Adnet, Aline Morais, Marcos Palmeira e Malu Mader.

No texto, o grupo cita ações como o enfraquecimento de conselhos da área ambiental, as consecutivas tentativas de flexibilização do Código Florestal e a liberação recorde de agrotóxicos.

Foto: Reprodução / Portal Conexão Planeta

Em encontro, em Brasília, com a Procuradora-Geral da República (PGR), Rachel Dodge, um grupo representado pelos atores Mateus Solano, Sérgio Marone, Jacqueline Sato, Thaila Ayala e pela empresária e ativista Fe Cortez entregaram a carta manifesto.

A procuradora ressaltou “a necessidade da aproximação da sociedade civil com o Ministério Público” e disse que “a proteção ao meio ambiente é uma prioridade da PGR”.

Confira o texto da carta na íntegra:

Excelentíssima Senhora Procuradora Geral da República

Raquel Elias Ferreira Dodge

Senhora Procuradora,

O Brasil é um país com uma natureza singular. Somos o mais rico em biodiversidade do mundo. Só para citar alguns exemplos, em nosso país podem ser encontrados quase um quarto de todos os peixes de água doce do mundo, além de 16% das aves e 12% dos mamíferos. Cerca de 20% de todas as formas de animais e plantas conhecidas são registradas no Brasil. O Brasil possui mais de 55% de cobertura vegetal nativa e 15% da água doce do planeta.

O potencial para o descobrimento de novos compostos e moléculas oriundas da nossa fantástica biodiversidade está ainda por ser entendido e devidamente explorado, e por tudo isso somos imensamente privilegiados quando comparados a outros países do mundo.

No entanto, esse patrimônio nunca esteve tão ameaçado.

Diversas medidas empreendidas recentemente colocam em risco nossa biodiversidade, nossa cultura, a saúde e o bem-estar das pessoas, dentre as quais destacamos:

Ameaça às áreas protegidas: mudanças no Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), com propostas que incluem desde a anistia ao desmatamento em áreas de preservação permanente até a extinção das reservas legais, e no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei nº 9.985/2000) que vão de mudanças no rito de criação das UCs até a revisão dos limites de áreas de relevante importância para a biodiversidade e sociodiversidade.

Proteção e demarcação dos territórios indígenas: a interrupção no processo demarcatório e a abertura de territórios indígenas já demarcados a atividades econômicas com alto poder de impacto ambiental como a mineração coloca em situação de risco e vulnerabilidade diversos povos indígenas.

Licenciamento ambiental: a flexibilização do licenciamento ambiental sem discussão adequada com a sociedade civil, liberando atividades com alto potencial poluidor de maneira irresponsável e sem controle, pode ter como consequência um aumento no número de tragédias como as que aconteceram em Mariana e Brumadinho.

Extinção dos conselhos: a participação da sociedade civil na gestão ambiental é uma das grandes conquistas da democracia brasileira. A extinção dos conselhos representa um retrocesso sem precedentes na política brasileira e cala a voz de grupos minoritários e vulneráveis.

Controle do desmatamento: a flexibilização na fiscalização, o enfraquecimento dos órgãos ambientais e ameaças na legislação de proteção das florestas brasileiras colocam em risco a Floresta Amazônica, o Cerrado e a Mata Atlântica. Não podemos mais aceitar qualquer hectare de floresta sendo desmatado ilegalmente.

Liberação de agrotóxicos: o ritmo de liberação de agrotóxicos em 2019 não tem precedentes na história – foram 169 produtos liberados até maio sendo 48% deles classificados como alta ou extremamente tóxico e 25% não permitidos na União Europeia. É uma quantidade muito grande de veneno na lavoura e que faz com que o brasileiro seja recordista mundial no consumo. O Brasil tem potencial para ser líder na agricultura orgânica e biológica, mas os incentivos, infelizmente, não existem na mesma proporção em que beneficiam a indústria do veneno.

Em face dessas informações, urgimos ao Ministério Público, em sua missão constitucional de defesa dos direitos e bens coletivos e difusos e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, que esteja atento a tais ameaças. Urgimos por ajuda para preservar a vida no Brasil. Nossa, dos seres humanos, e dos seres que compartilham esse planeta conosco.

Pedimos a garantia do que estabelece o artigo 225 da Constituição Federal, ou seja, de que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Estamos certos que nesse momento de extrema incerteza e de ameaça ao meio ambiente o Ministério Público não nos faltará e continuará a exercer de maneira assertiva e vigilante seu papel.

Em nome dos cidadãos e das espécies que não podem se defender, dos futuros brasileiros e de todos os seres que dividem o planeta com a gente, subscrevemos:

Adriana Lessa – atriz/radialista
Alessandro Brandão – ator
Alex Brasil – ator
Alex Nader – ator
Alexandre Rosa Moreno – ator / cantor / compositor
Alice Assef – atriz
Aline Borges – Atriz
Aline Fanju – atriz
Aline Morais- atriz
Allan souza Lima – ator e diretor
Ana Paula Guimarães -diretora
Ana Zettel – atriz
Anderson Müller – ator/produtor
André Rosa – ator
Angela Vieira – atriz
Angelo Antônio Carneiro Lopes
Antonio Gonzalez – ator
Átila Augusto Migliari – empresário artístico
Babi Xavier – apresentadora/atriz
Bernardo Marinho – ator
Beth Goulart – atriz
Betty Gofman – atriz
Bianca Comparato – atriz
Bianca Rinaldi – atriz
Brendha Haddad – atriz
Bruna Lombardi – atriz
Bruna Pazinato – cantora e atriz
Bruno Mazzeo – artista
Bruno Nunes – ator
Bruno Padilha- ator
Cacau Melo – atriz
Caio Blat – ator
Caio Henrique Cabral Vasconcellos – ator
Caio Paduan – ator
Carla Cabral – atriz
Carla Marins – atriz
Carlos Alberto Riccelli – ator
Carolina Kasting – atriz
Cássia Linhares – atriz
César Pezzuoli – ator
Claudia Souto – autora roteirista
Cris Dias – jornalista
Daniel aguiar – ator
Daniel Siwek – ator/radialista
Danielle Barros – atriz
David Júnior – ator
Day Mesquita – atriz
Dayse Amaral Dias – diretora
Dira Paes -atriz
Edmilson Barros – ator
Edu Porto – ator
Eduardo Speroni – ator
Elcio Romar – ator
Elizabeth Savalla – atriz
Ellen Rocche – atriz
Emer Lavinni – assist direção
Érico Bráz – artista
Evandro Mesquita – ator
Fabiana Karla – atriz
Fabio Beltrão – ator
Fábio Felipe – ator
Fábio Zambroni – produtor de elenco
Felipe Herzog – assistente de direção
Fernanda de Freitas – atriz
Fernanda Cortez – empresária
Fernando Pavão – ator
Fernando Sampaio – ator
Francisco Alencar Vitti – ator
Gabriel Sanches – ator
Gabriela Durlo – atriz
Gabriela Medvedovski – atriz
Gil Hernandez- ator
Giselle Bastista da Silva – atriz
Giselle Itié – atriz
Gloria Pires- atriz e empreendedora
Grace Gianoukas – atriz
Guilherme Almeida – ator e apresentador
Guilherme Lopes – ator
Guilherme Weber – ator e diretor
Guilherme Winter – ator
Gustavo Novaes – ator
Heitor Martinez Mello – ator
Helena Fernandes – atriz
Helena Fernandes – atriz
Helio de La Peña – ator
Ícaro Silva – ator
Inês Peixoto – atriz
Iran Meu Nêgo – ator/compositor
Isabela Garcia – atriz
Isabella Santoni – atriz
Jacqueline Sato – atriz
Jaffar Bambirra – ator e músico
Jessika Alves – atriz
João Baldasserini – ator
João Fernandes – ator
João Luiz Vitti – ator
João Vitor Silva – ator
Joelson Medeiros – ator/produtor
José Loreto – ator
Josie Pessoa – atriz
Julia Clemente Senger Foti – atriz
Julia Konrad Viezzer – atriz
Julia Lund – atriz
Juliana Boller – atriz
Juliana Lohmann – atriz
Juliana Xavier – atriz
Julianne Trevisol – atriz
Juliano Hadi Laham – ator
Júlio Levy – ator
Júlio Oliveira – ator
Kadu Moliterno – ator
Karen Junqueira – atriz
Karina Miotto – ambientalista
Kátia Moraes- atriz
Laercio Fonseca – ator
Laila Zaid – atriz
Larissa Maciel – atriz
Lazaro ramos – ator
Leonardo Vieira – ator
Licurgo Spinola – ator
Lívia Rossy – atriz
Liza Gomes – atriz
Lucio Mauro Filho – ator
Luís Navarro – ator
Luiz Fernando Guimaraes – ator
Luiz Gustavo Vaz Nunes – ator
Luiza dos Santos Valdetaro – atriz
Lyvia Ziese de Oliveira – atriz
Maitê Proença – atriz
Malu Mader – atriz
Manuela do Monte – atriz
Marcela Barrozo – atriz
Marcella Muniz – atriz
Marcelo Adnet – ator
Marcelo Cavalcanti – ator
Marcelo Serrado – ator
Marcius Melhem – ator
Marco Luque – ator
Marco Ricca – ator
Marcos Caruso – ator
Marcos Palmeira – ator/produtor rural
Marcos Veras – ator
Maria Clara Gueiros – atriz
Maria Julia Barbosa – agente artístico
Maria Paula Fernandes – jornalista
Maria Zilda Bethlem – atriz
Mariah Freitas – agente artístico
Mariana Molina – atriz
Mariana Santos – atriz
Mariza Marchetti – atriz
Mateus Solano – ator
Maureen Miranda- atriz
Michel Melamed – artista
Milhem Cortaz – ator
Nadia Bambirra dos Santos – diretora/professora/atriz
Nanda Ziegler – atriz
Otavio Muller – ator
Paloma Bernardi – atriz
Paula Braun – cineasta e atriz
Paula Jubé – atriz
Paulo Reis – ator
Paulo Vieira – ator
Paulo Vilela – ator
Rafael Canedo Pereira Pinto – ator
Rafael Sigrist Coimbra – ator
Rafael Vieira Awi Mello – ator
Raphael Vianna – ator
Raphaela Castro – atriz
Raquel Fuina – atriz
Rayanne Morais – atriz
Renato Goes – ator
Ricardo Martins – ator
Rodrigo Bernardo – diretor
Rodrigo Fagundes – ator
Rodrigo Medeiros – cientista e ambientalista
Roger Gobeth – ator
Rosana Penna
Samia Abreu – atriz
Saulo Rodrigues – ator
Sayonara Sarti – assessora de imprensa
Sérgio Baia – fotógrafo artístico
Sergio Marone – ator
Simone Zucato – atriz
Stela Freiras – atriz
Taís Araújo – atriz
Talita Castro – atriz
Talita Fusco – atriz
Talita Tilieri Salvadori – atriz
Talita Younan – atriz
Tammy Di Calafiori – atriz
Tatyane Goulart – atriz
Tayná Tanaka – assistente de direção
Telma Malheiros – ambientalista
Thaila Ayala – atriz
Thaís Melchior – atriz
Thaís Müller – atriz

Fonte: Conexão Planeta


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Espaço para animais domésticos é inaugurado em praça em Santo André (SP)

Um espaço denominado “PetPraça” foi inaugurado, na última semana, pela Prefeitura de Santo André (SP) na Praça Presidente Kennedy, na Vila Bastos. Durante a inauguração foi anunciada também a criação da Diretoria da Causa Animal, que passa a fazer parte da Secretaria de Meio Ambiente.

Foto: Reprodução / Repórter Diário

“Em Santo André, cerca de 40% das famílias tem um animal em casa. Por isso, elaboramos a construção deste espaço exclusivo e financeiramente barato feito pela nossa equipe. Com este sucesso, a proposta é ampliar esta iniciativa, por isso vamos levar este modelo para mais 10 praças até 2020”, disse o prefeito Paulo Serra. “Ideia surgiu por sugestão dos usuários da praça, em especial do Grupo Auamigos, que faz um trabalho com os animais da região. Parabéns a todos os envolvidos”, completou. As informações são do portal Repórter Diário.

O prefeito falou, também, sobre a Diretoria da Causa Animal. “Neste segmento já temos a parceria do secretário de Meio Ambiente, Fabio Picarelli, a diretora de vigilância à saúde, Ana Lúcia Ferreira Oliveira Meira e agora o diretor do Departamento de Bem Estar Animal, José Henrique Mioto. Com isso iremos desenvolver ainda mais políticas públicas nesta área, que é sinônimo de qualidade de vida e companheirismo. Já tivemos mais de mil adoções nesta gestão, dobramos a capacidade das castrações e agora teremos mais obras, projetos e inaugurações para oferecer qualidade de vida em Santo André”, reforçou o prefeito.

O secretário de Manutenção e Serviços da Prefeitura de Santo André, Vitor Mazetti, comemorou a inauguração da PetPraça e lembrou que ela foi construída de maneira sustentável. “Tivemos investimento de baixo custo, cerca de R$ 8 mil, em que utilizamos materiais recicláveis, como tubos, dutos de PVC, entre outros, oferecendo funcionalidade e sustentabilidade. Tudo isso tem um simbolismo muito grande para todos, já que a comunidade pode conviver ainda mais de forma harmoniosa”, disse.

Esta é a segunda PetPraça instalada na cidade. A primeira está localizada na praça Marechal Hermes. O espaço recém-inaugurado conta com brinquedos para os animais, como passarela, gangorra, túnel de arcos, pneu e obstáculo com barra paralela, além de grama, areia e pedrisco no chão, iluminação, cerca com alambrado, bancos e papeleira.

“Por muitas vezes, vimos nossos animais presos na coleira, sem condições para correr livres e aproveitando este espaço da melhor maneira possível. Reunimos nosso grupo Auamigos, que já tem mais de 150 membros, e levamos nossas considerações à Prefeitura. Fomos prontamente recebidos e a equipe de lá já se organizou para que tudo fosse concretizado. Agora sim podemos curtir mais momentos tranquilos com animais”, disse Sônia Aparecida de Carvalho, idealizadora da Auamigos, do qual fazem parte um grupo de frequentadores da praça.


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Governo abre consulta pública para liberar exploração da Floresta Nacional do Amapá

Serviço Florestal Brasileiro abriu consulta pública para a concessão de três unidades de manejo florestal (UMF) na Floresta Nacional do Amapá. Pela proposta apresentada, cerca de 267 mil hectares – o equivalente a 65% do território – poderão ser concedidos para a iniciativa privada realizar o manejo florestal sustentável.

Antes parte do Ministério do Meio Ambiente, o Serviço Florestal Brasileiro passou para a alçada do Ministério da Agricultura, em um conflito de interesses promovido pela atual gestão federal. O órgão é liderado por Valdir Colatto, deputado próximo do agronegócio.

Foto: Reprodução / Ecycle

Em uma visão limitada sobre como uma floresta pode gerar lucros, a proposta do Serviço Florestal Brasileiro é permitir a “exploração sustentável” de madeira em uma área de floresta nativa. Os valores mínimos do metro cúbico de madeira a serem oferecidos pelas empresas interessadas em participar da licitação foram fixados em R$ 35/m3 (UMF I), R$ 25/m3 (UMF II) e R$ 15/m3 (UMFIII).

Além das propostas de preço, a concorrência pública levará em consideração a proposta técnica, que inclui fatores como investimentos na proteção da floresta, investimento em infraestrutura, bens e serviços para as comunidades, inovações tecnológicas e processamento local do produto, dentre outros.

O governo afirma que as três unidades de manejo devem produzir 132 mil metros cúbicos de madeira em tora por ano, o que pode gerar cerca de R$ 3,6 milhões/ano para os cofres públicos. A expectativa do Serviço Florestal é que sejam criados mais de 500 empregos diretos e 1.000 indiretos.

São valores muito baixos considerando o impacto de oferecer para madeireiras quase 65% da área de uma Floresta Nacional. O governo fala em manejo sustentável, mas, além da desproporção entre a área de floresta e o baixo lucro previsto, parece difícil que o governo consiga garantir a fiscalização necessária para que a exploração de fato se dê de modo sustentável.

Audiências Públicas

Além de estar disponível para consulta no site do Serviço Florestal, a proposta de edital também será apresentada em quatro audiências públicas, que serão realizadas entre os dias 17 e 21 de junho, nos municípios de Ferreira Gomes (17/06), Pracuúba (18/06), Amapá (19/06) e Serra do Navio (21/06).

As audiências têm por objetivo apresentar a proposta de edital de forma que a população local e demais atores interessados possam avaliar e contribuir na construção do documento. As contribuições, como dúvidas, críticas e questionamentos, também podem ser feitas até o dia 21/07 pelo e-mail concessao.amapa@florestal.gov.br.

De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), uma Flona tem por objetivos o manejo sustentável dos recursos naturais; a garantia da proteção dos recursos hídricos, das belezas cênicas e outros; além do fomento ao desenvolvimento da pesquisa básica e aplicada.

Madeira em primeiro lugar?

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) será o responsável pela gestão dos contratos das três UMF submetidas à concessão florestal. Atualmente, mais de um milhão de hectares de florestas públicas estão sob concessão florestal federal. São 17 contratos em seis florestas nacionais situadas nos estados do Pará e Rondônia. Por meio dos contratos, são retirados das florestas nacionais sob concessão cerca de 200 mil metros cúbicos de madeira por ano.

Com o lançamento de novos editais, o Serviço Florestal pretende aumentar esse número para 2 milhões de metros cúbicos/ano, o que corresponde a 20% da produção amazônica. O número é divulgado com êxito, sob o pretexto de se tratar de manejo sustentável, mas o que não se responde é como toda essa floresta desmatada está se recuperando e qual o custo desse “manejo sustentável”, se é que de fato acontece, em termos de serviços ecossistêmicos, os bens e serviços que obtemos direta ou indiretamente a partir da natureza.

Alternativas sustentáveis e lucrativas

Além das incertezas quanto à fiscalização ambiental, outra questão que fica é: a madeira é o recursos mais lucrativo presente nas áreas de proteção ambiental? É preciso cortar mais árvores para obter renda com uma floresta nativa? A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento multissetorial composto por mais de 170 membros, entre entidades do agronegócio, ONGs ambientais e representantes do meio acadêmico, elaborou 28 propostas relacionadas ao uso da terra e ao desenvolvimento sustentável. O material foi apresentado no meio de 2018 aos candidatos da disputa eleitoral.

O professor Carlos Nobre, membro do Joint Steering Committee do World Climate Research Programme (WCRP) e um dos mais respeitados climatologistas brasileiros, faz parte do grupo e explica que se trata de um roteiro de bom-senso. “As 28 propostas são factíveis e, de modo geral, apontam um caminho de redução da expansão da fronteira agrícola, com ganhos de produtividade, além de sinalizar a importância da regularização fundiária e destinação para fins de conservação dos mais de 60 milhões de hectares de terras públicas”, declarou.

Conheça algumas das propostas que poderiam ser implementadas na Floresta Nacional do Amapá e que trariam melhores rendimentos que a atividade madeireira:

  • Trabalhar junto aos agentes do mercado financeiro, tanto nacionais quanto internacionais, para estruturar estratégias de financiamento para projetos que tragam benefícios ambientais e para a agricultura de baixo carbono, especialmente o plantio de florestas nativas;
  • Incluir incentivos para a expansão agrícola e pecuária, bem como para a recuperação florestal, em áreas degradadas e de baixa aptidão agrícola por meio dos planos plurianuais de investimento e ação;
  • Eliminar das cadeias produtivas brasileiras a produção oriunda de desmatamento ilegal ou de exploração ilegal, imputando a corresponsabilidade a compradores de produtos de base florestal ilegais e não rastreáveis;
  • Desenvolver mecanismos de financiamento e incentivo à P&D e Inovação voltados ao desenvolvimento de oportunidades para o uso sustentável de produtos não madeireiros e dos recursos genéticos e bioquímicos das florestas nativas, como forma de valorização da biodiversidade nacional;
  • Desenvolver programa pré-competitivo de P&D e Inovação para silvicultura de espécies arbóreas nativas do Brasil;
  • Criar iniciativa específica para recuperar a cobertura florestal, atrelada a múltiplos usos, em áreas de recarga dos aquíferos das bacias hidrográficas consideradas estratégicas.

Conheça a proposta do edital e mande seus comentários para o e-mail concessao.amapa@florestal.gov.br.

Fonte: Ecycle


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Cão recebe alta médica após ser castrado com canivete e sem anestesia

Um cachorro que foi castrado com um canivete e sem anestesia, após escapar de casa, recebeu alta médica. Ele estava internado desde o dia 6 de junho, quando foi alvo de maus-tratos. O casal suspeito de maltratar o animal foi multado em R$ 6 mil. O caso aconteceu em Araraquara (SP).

Foto: Arquivo pessoal

Spike, como é chamado o cachorro, está se recuperando do ferimento que sofreu e já está comendo. No entanto, segundo Anderson José Alves, filho da tutora de Spike, o cão está traumatizado. “Ele fica assustado com presença masculina, ele fica tremendo”, disse ao G1.

Devido à agressão que sofreu, o cachorro teve que ser submetido a uma cirurgia de reconstrução da área afetada. “Ficou mais de R$ 1 mil o tratamento”, afirmou Alves. Segundo ele, a conta da clínica veterinária foi paga com a ajuda de doações.

Maus-tratos

A agressão cometida contra Skipe foi denunciada à polícia. Conforme informações do Boletim de Ocorrência, o cão foi castrado sem anestesia na noite de quinta-feira (6), após escapar e ir parar na casa do vizinho. O ato cruel teria sido cometido devido ao cio da cadela tutelada pelo casal que mora na casa ao lado da residência onde vive Spike.

Segundo a denúncia, o casal teria permitido que o cachorro fosse até o fundo da casa e, em seguida, teria o amarrado e retirado seus testículos sem uso de anestésico para dor.

Foto: ACidadeON/Araraquara

Anderson José Alves contou que recebeu uma ligação de sua mãe por meio da qual ela teria informado que a vizinha havia avisado por telefone que o marido dela tinha castrado Spike. Ao chegar na casa da mãe, Alves afirma ter encontrado o cachorro na rua, com um ferimento aberto.

Punição       

O casal, que confessou à polícia ter castrado o cachorro com um canivete, mas negou ter feito o procedimento sem anestesia, foi multado pela Polícia Ambiental em R$ 6 mil.

Os dois alegaram ter feito uso de uma espécie de anestésico para o cachorro dormir e negaram ter amarrado o animal. Segundo eles, ao final da castração, foi passado um remédio no corte para, em seguida, o cachorro ser solto.

Foto: Arquivo pessoal

Pela lei, maltratar animais pode resultar em pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. Caso o animal morra, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.

Um projeto que aumenta a pena para maus-tratos para até quatro anos foi aprovado no Senado em dezembro de 2018. Em caso de morte do animal, a pena pode ser aumentada em até um terço – mais de um ano. O texto está em tramitação na Câmara dos Deputados.


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Raro e ameaçado de extinção, filhote de onça preta é encontrado em MT

Um filhote de onça-pintada melânica foi resgatado, na quinta-feira (13), no município de Paranaíta, a 849 km de Cuiabá (MT). De acordo com a equipe da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), que fez o resgate, o animal de cerca de três meses é macho, estava sem a mãe e muito debilitado.

O animal também é conhecido como onça preta ou pantera negra. A aparição da pantera negra é motivo de celebração para os biólogos de todo o Brasil. Segundo os pesquisadores, a espécie está ameaçada de extinção.

Foto: Sema-MT/Assessoria

A onça tem melanismo, que é uma alteração genética rara. A concentração de pigmento preto na pele ‘esconde’ as pintas comuns nesta espécie.

O animal foi encontrado em uma região de pastagem por um morador da região. Ele chegou a ficar com o filhote por uma semana, mas percebendo que ele estava muito debilitado, decidiu pedir apoio à Sema.

Em razão da desnutrição, o animal foi encaminhado para o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de Sinop, a 503 km de Cuiabá.

Foram feitos alguns exames de sangue, clínico e morfobiometria. Os primeiros resultados apresentaram desidratação e desequilíbrio nutricional, além de uma baixa visão.

A ‘cegueira’ seria consequência do quadro nutricional, segundo a professora Elaine Conceição, responsável pelo setor de atendimento de animais silvestres do hospital.

Agora, ela vai receber medicação para reposição de vitaminas e, se melhorar, posteriormente será preparada para voltar à natureza.

Fonte: G1


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Artista usa personagens de desenhos para conscientizar sobre abandono de animais

O ilustrador Nicolas Amiard resolveu usar seu talento em prol de uma causa nobre: a conscientização sobre a crueldade que envolve o abandono de animais. Para isso, ele usou personagens de desenhos – como o Pikachu e o Snoopy – e os colocou em situação de abandono, na tentativa de comover a sociedade sobre esse problema.

Foto: Nicolas Amiard

Cerca de 600 milhões de animais domésticos são abandonados todos os anos no mundo. No Brasil, já são 30 milhões de cães e gatos em situação de rua, passando fome e sede, suportando frio e calor extremo, até que adoecem ou são atropelados, e acabam morrendo à míngua. As informações são do portal Histórias com Valor.

Incomodado com essa triste realidade, Amiard resolveu criar o projeto “Summer Adventures”. Nas ilustrações, Cebolinha abandona o Floquinho, o Bidu é deixado na rua pelo Franjinha, o Scooby também é abandonado pelo Salsicha, assim como o Snoopy é descartado pelo Charlie Brown.

Sabendo que todos esses desenhos e personagens têm um lugar especial reservado no imaginário das pessoas, o artista decidiu usá-los para gerar comoção na sociedade e conscientizá-la, especialmente em relação ao período de férias, quando os casos de abandono aumentam, já que as famílias viajam mais e, com isso, descartam os animais.

Confira as ilustrações:

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard

Foto: Nicolas Amiard


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Matança de cães por eletrocussão gera indignação em Cabo Verde

Na capital de Cabo Verde, os cães abandonados são capturados e mortos por eletrocussão pela lixeira municipal, um método criticado por associações de bem-estar animal locais e internacionais que defendem outras políticas de controle da população canina.

A presença de cães nas ruas de Cabo Verde, particularmente na cidade da Praia (ilha de Santiago), é visível. Muitos apresentam feridas e a maioria tem sinais de agressão ou atropelamento.

Paulo Cunha/LUSA

Vivem nos campos, dormem nas praias, ocupam as entradas dos prédios ou das lojas, fogem do calor debaixo dos carros. Há cães idosos, embora raros, cadelas grávidas ou com sinais de parto recente, cachorros mal-escondidos em buracos de terra e cães menos jovens e adultos.

O aumento da população canina tem se revelado um problema para as autoridades, que se deparam com uma forte oposição dos que estão contra a forma como estes animais são capturados, mantidos após captura e mortos, por eletrocussão.

Há pouco tempo, o método usado para matar os cães era o envenenamento por estricnina, disse à agência Lusa o vereador da Cultura, Ambiente e Saneamento da Câmara Municipal da Praia, António Lopes da Silva.

O parlamentar assume que os animais são capturados e, quando não são adotados, mortos por eletrocussão. É um tema difícil e desconfortável para a autarquia.

“Temos a consciência plena de que não é matando os cães que se resolve o problema”, afirmou António Lopes da Silva, assegurando que a captura só acontece nos bairros sem campanhas de esterilização, que são a maioria.

Aí, os cães reproduzem-se e, ciclicamente, são capturados e levados para a lixeira, onde serão eletrocutados se ninguém os for resgatar, a troco de 3.000$00 (cerca de 28 euros) por cão.

“Há bairros onde as campanhas de castração não chegam e o número de cães é tão elevado que, perante as queixas de moradores, a câmara tem de determinar a sua captura”, afirmou o vereador.

António Lopes da Silva garante que o que a autarquia faz é legal e está previsto no Código de Posturas Municipais, aprovado em 2014. E até reconhece alguma evolução em relação ao envenenamento.

As associações que defendem o bem-estar animal têm uma leitura diferente, como o movimento Comunidade Responsável que está fazendo uma petição pelo fim da prática de matar cães abandonados na Praia, que contava, na sexta-feira (14), com cerca de 700 assinaturas.

Maria Zsuzsanna Fortes, voluntária do movimento, disse à Lusa que as pessoas estão cada vez mais indignadas com a situação, que é de “uma crueldade fora do comum”.

“Os animais pagam o preço da negligência humana”, disse, contando que os cães estão sendo capturados como se fossem lixo. Um vídeo recente, publicado nas redes sociais, mostra a captura de um cão que é depois atirado para dentro de um caminhão de lixo, tal como outros produtos inertes. O seu destino: a lixeira.

Na lixeira municipal, contou Maria Zsuzsanna Fortes, os cães ficam instalados num espaço com quatro divisões, sem água, sem comida, em cima de fezes, às vezes ao pé de cadáveres, já que vão assistindo à morte dos animais.

O vereador António Lopes da Silva garante que quem recolhe os cães trabalha para a autarquia e teve formação para tal. No entanto, têm sido visíveis na cidade da Praia caixas abertas, onde são colocados animais por cidadãos que os recolhem e que não estão fardados como os funcionários municipais.

As denúncias nas redes sociais contam com relatos de jovens desempregados que recebem cerca de 300 escudos (2,7 euros) por cada animal capturado, situação não confirmada pelo autarca, que garante ser essa uma tarefa a cargo de funcionários.

Nos últimos dias, alguns moradores indignados têm saído em defesa dos animais e conseguido libertar alguns que já se encontravam no interior dos veículos.

No texto que acompanha a petição contra a morte dos animais na Praia, o Movimento Comunidade Responsável recorda que “a eletrocussão é internacionalmente proibida por convenções internacionais, dos quais Cabo Verde faz parte”.

“A eletrocussão é proibida por causar um extremo sofrimento aos animais. No ânus dos animais, muitas vezes totalmente molhados e colocados dentro de uma caixa metálica, é introduzido um cabo com 380 volts. As veias do cão rebentam, os músculos convulsionam-se e até os ossos se partem por causa de tantas convulsões”, lê-se no documento.

O movimento acusa a autarquia de não respeitar um protocolo assinado entre as duas partes em março de 2018 e que “estabelece um método eficaz para a gestão ética da população canina, sem matar os animais ou causar-lhes qualquer sofrimento, providenciando cuidados e educando a população para a posse responsável do cão”.

António Lopes da Silva garante que a autarquia está trabalhando na castração dos animais com as associações “interessadas em trabalhar” nesta área, embora reconheça que “não chega” a todos.

Em novembro passado, a Sociedade Humana Internacional — que reúne organizações de defesa do bem-estar animal em todo o mundo — escreveu uma carta ao presidente da Câmara Municipal da Praia fazendo um alerta para a publicidade negativa que Cabo Verde estava recebendo.

“A morte é completamente ineficiente no controle da população de cães a longo prazo, assim como na redução das zoonoses” (doenças transmitidas aos humanos através dos animais), lê-se na carta a que a Lusa teve acesso.

Portugal pode ajudar em alternativas à eletrocussão de cães

O autarca responsável pelo controle dos cães na capital cabo-verdiana está disposto a equacionar outros métodos, além da atual eletrocussão, e tem o apoio das Ordens dos Veterinários de Cabo Verde e de Portugal.

O vereador António Lopes da Silva considera que o problema do excesso de cães na cidade da Praia não se resolve com o extermínio desses animais, mas afirma que a medida tem de ser determinada sempre que “a quantidade de cães ultrapassa o equilíbrio”.

Apesar de sublinhar que a eletrocussão é legal, admite equacionar outros métodos e afirma mesmo que todo o apoio é bem-vindo no sentido de encontrar forma de a situação melhorar.

A bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários de Cabo Verde, Sandy Freire, disse à Lusa que esta organização é contra a eletrocussão e defende a constituição de uma equipe com pelo menos dois veterinários para realizar esta e outras operações de controle da população canina, como esterilização e castração.

Contudo, admite que faltam profissionais em Cabo Verde e que os sete existentes na cidade da Praia estão em outras funções.

A veterinária acredita, contudo, que muito mais há a fazer e que “a captura e a eletrocussão dos cães em Cabo Verde são apenas a ponta do iceberg de um problema muito mais complexo”.

Para Sandy Freire, esta situação só acontece porque não existe uma política pública que determine as medidas de controle dos animais.

Sem um quadro legal, disse, é quase impossível melhorar as coisas.

Questionado pela agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários de Portugal, Jorge Cid, mostrou disponibilidade para ajudar Cabo Verde no que for possível a esta organização.

“Faremos o que for possível, com todo o gosto”, disse o bastonário, exemplificando esse apoio como protocolos de entreajuda, ações de formação, entre outros.

E acrescentou que basta a bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários, a Câmara Municipal ou o Governo contactarem a Ordem dos Médicos Veterinários portuguesas para esta ajudar, dentro das suas possibilidades.

Movimento apela ao PR de Cabo Verde para terminar com chacina de cães

O Movimento Civil Comunidade Responsável de Cabo Verde apelou, neste sábado (15), à intervenção do Presidente da República para terminar com “a intolerável situação de maus-tratos dos animais” no país, onde os cães errantes são capturados e eletrocutados.

“A Câmara Municipal da Praia [ilha de Santiago] tem levado a cabo uma autêntica chacina dos cães errantes na cidade, ignorando todos os esforços das organizações da sociedade civil e cidadãos para a criação de uma aliança que vise o controle sustentável e humanizado da população canina”, lê-se na missiva endereçada ao chefe de Estado.

A organização denuncia que “o departamento do Ambiente da Câmara Municipal da Praia faz circular uma viatura que recolhe lixo pela cidade com o intuito de capturar cães, levá-los para a lixeira e executá-los por eletrocussão 24 a 48 horas depois da captura, se não forem reclamados”.

“Os cães são capturados com extrema violência, privados de água e alimentação durante o período de cativeiro e executados através da colocação de um ferro com 380 volts no ânus”, prossegue a exposição da associação, dirigida a Jorge Carlos Fonseca.

A organização avança nesta carta que, em março de 2018, “a Câmara Municipal da Praia, na pessoa do seu presidente, assinou um protocolo” com o movimento, no qual “a autarquia assumia o compromisso de parar com as execuções e investir em métodos humanizados de controlo da população canina”.

Esse acordo, assinado entre ambas as partes, “nunca foi cumprido”, denuncia a organização.

“A Câmara Municipal da Praia está, portanto, utilizando um método ineficaz e inútil e perpetuando a violência gratuita contra seres vivos sencientes, que sentem dor, e medo da tortura”, lê-se na carta.

O movimento apela, por isso, ao chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, pela “humanidade” que lhe reconhece, que, “em nome de toda uma comunidade indignada e consternada”, intervenha imediatamente “pelo fim desta situação”.

Fonte: Observador

Nota da Redação: matar animais, através de injeções letais ou de qualquer outro método, como a cruel eletrocussão, é uma prática inaceitável que deve ser combatida em todo o mundo. O controle de animais domésticos deve ser feito através da castração. Esse é o único meio ético de impedir a superpopulação de uma espécie. A morte, seja feita da forma que for, não pode ser sequer cogitada, em hipótese alguma.


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Canal de televisão veta da programas que exploram animais

O canal de televisão por assinatura Travel Box Brazil, que produz conteúdo sobre viagem e turismo, decidiu que, a partir deste mês, não irá mais exibir programas que exploram animais.

Foto: Pixabayixx

Segundo um comunicado do canal, o objetivo é “exibir o mundo por olhos de brasileiros partindo da premissa de que o caminho é mais importante que o destino” para mostrar “que é completamente possível exibir um conteúdo de qualidade sem incentivar este tipo de prática”. As informações são do portal Minha Operadora.

A decisão foi tomada para atender aos anseios de assinantes do grupo Box Brazil, que se mostraram preocupados com as causas animal e ambiental. O último conteúdo a ser exibido pelo canal, com exploração animal, foi relacionado à pesca.

“É perfeitamente possível exibir uma programação de qualidade e entreter os nossos telespectadores sem que isso incentive a prática de exploração animal. A preservação do meio ambiente é uma pauta que precisa ser encarada com urgência no Brasil e no mundo e cabe aos meios de comunicação e formadores de opinião se posicionarem a respeito”, afirma Ramiro Azevedo, coordenador-geral do Travel Box Brazil.

“Esse posicionamento do Travel Box Brazil vai ao encontro de nossa visão de promoção da sustentabilidade e de promoção de destinos ou atividades turísticas que não ofendam o meio ambiente ou a vida em nosso planeta. Por isso, os programas que fomentam a exploração animal não terão mais espaço nesse canal”, ressalta José Wilson da Fonseca, vice-presidente do grupo Box Brazil.


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