Três brasileiros estão entre finalistas de premiação global sobre meio ambiente e empreendedorismo

Três brasileiros estão entre os cinco finalistas regionais da premiação Jovens Campeões da Terra, promovida pela ONU Meio Ambiente para viabilizar soluções inovadoras para problemas ambientais. Os vencedores vão receber consultorias técnicas e uma verba de 15 mil dólares para tirar suas ideias do papel. Ganhadores serão anunciados em setembro durante evento das Nações Unidas em Nova York.

(Foto: Pixabay)

Em 2019, a iniciativa da agência das Nações Unidas recebeu mais de 900 inscrições de empreendedores de todo o planeta engajados com a preservação da natureza e a sustentabilidade. Os concorrentes foram divididos por sua região de origem. A organização do prêmio escolheu cinco finalistas para cada uma das sete regiões contempladas.

Representando a América Latina e Caribe, estão três brasileiros com propostas de negócio distintas:

Anna Luisa Santos, que desenvolveu uma tecnologia de purificação e desinfetação da água por meio da energia solar. A Aqualuz é uma ferramenta que permite transformar a água da chuva em água potável. O dispositivo já beneficiou 150 pessoas em regiões do semiárido brasileiro;

Bernado Andrade, idealizador da Casa do Semiárido, um projeto de habitação que visa construir residências mais adequadas à realidade dessas regiões secas do Brasil. O empreendimento propõe um modelo de habitação que acompanha as oscilações do meio ambiente e utiliza matérias-primas naturais na construção. As instalações também são projetadas para garantir o reuso de água e a produção, em casa, da própria comida;

Barbara Schorchit, criadora da iniciativa Genecoin, que promove práticas de blockchain para rastrear o uso da biodiversidade brasileira em cadeias de produção. O objetivo do projeto é mapear a utilização de recursos naturais a fim de garantir compensações justas e equitativas dos ganhos obtidos com a sua exploração.

Fonte: Vegazeta


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Calor extremo e seca geram mudança de comportamento em animais na Índia

Uma onda de calor extremo e a seca na Índia estão gerando uma mudança de comportamento nos animais, conforme relatou a imprensa local. Brigas entre macacos e tigres são algumas das situações atípicas registradas.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

Um grupo de macacos foi encontrado morto no bosque de Joshi Baba, no estado de Madhya Pradesh, onde o termômetro atingiu 46ºC. A suspeita, segundo um funcionário florestal do distrito P.N. Mishra, é de que os animais tenham brigado com outra manada pelo acesso a uma fonte de água. As informações são da agência AFP.

“Isso é raro e estranho, já que os herbívoros não participam de conflitos deste tipo”, disse Mishra à rede NDTV. “Estamos investigando todas as possibilidades, incluindo a de um conflito pela água entre grupos de macacos que causou a morte de 15 primatas de um grupo de 30 a 35 membros que vivem nas cavernas”, completou.

“Alguns grupos de macacos que são grandes em número e dominam essa parte em particular podem ter afugentado o grupo menor pela água”, explicou. A causa da morte, segundo uma necropsia, foi o calor extremo.

A Índia tem registrado altas temperaturas. No estado do Rajastão, o termômetro marcou mais de 50ºC. O recorde do país é de 51ºC.

Além do caso dos macacos, registrou-se também a migração de tigres, que estão deixando o habitat para buscar água em aldeias próximas.

O calor, porém, não foi o único problema a afetar o país. No norte da Índia, em Uttar Pradesh, tempestades de areia com ventos violentos, que derrubaram árvores, foram registradas. O fenômeno natural matou 24 pessoas. Uma situação similar deixou 150 mortos em 2018 no país.


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Camelo é vestido com roupas extravagantes e obrigado a circular em festival musical

Foto: LEAH INGHAM/FACEBOOK

Foto: LEAH INGHAM/FACEBOOK

Um festival musical conhecido como Land Beyond Festival – que tem como tema os instrumentos bateria e baixo – e acontece na Inglaterra anualmente, foi classificado como “nauseante” por vestir e enfeitar um camelo e obrigá-lo a desfilar pelo local.

Imagens do festival, realizadas em Brighton, Sussex, mostraram o animal vestido com uma capa vermelha brilhante e repleto de enfeites pelos rosto e corpo enquanto era conduzido através de um campo barulhento e lotado.

Daniel James, que participou do festival no domingo, descreveu que viu claramente o camelo se incomodar e demonstrar sofrimento por causa da música alta.

Ele disse: “O animal foi exposto a pessoas bebendo álcool e a música estava extremamente alta, como seria de esperar aliás de um festival de Drum and Bass (bateria e baixo).

Foto: soroat6/ Instagram

Foto: soroat6/ Instagram

“Havia pessoas que estavam noriamente bêbadas correndo e tirando fotos com seus telefones pra lá e pra cá, que assustaram o camelo algumas vezes”, conta um expectador do festival.

“Ele (o camelo) estava cercado por seis seguranças, então eles claramente sabiam que estavam colocando o animal em risco.”

Daniel, um expectador que do festival que trabalha com eventos, disse que ele e seu parceiro saíram do local assim que viram o camelo, acrescentando: “Eu nunca vi nada como na minha vida”.

Ele twittou um pequeno vídeo do animal com a seguinte legenda:“Por Deus, por que trazer um camelo para o festival e explorá-lo dessa forma é nojento. Crueldade animal nos dias modernos”.

Outros usuários das mídias sociais responderam ao vídeo com surpresa e revolta, um dos comentários dizia: “Absolutamente repugnante e vergonhoso! Os animais não estão aqui para entretenimento”.

Outro disse: “Abuso e exploração animal repugnantes por si mesmos. Por favor, não use os camelos dessa maneira”.

“Eles têm que ter sua vontade quebrada com espancamentos para se submeterem e estarem a salvo”.

Um terceiro acrescentou: “Estamos em 2019. Por que apoiar a crueldade contra os animais com o uso de um camelo em seus eventos?”.

“Certamente o evento e a música ja se bastam, o animal não deveria jamais ser usado para entretenimento. Que vergonha!”.

O camelo foi alugado da empresa Joseph’s Amazing Camels em Warwickshire.

A companhia disse que os camelos foram “domesticados por mais tempo que os cavalos” e enfatizou que o animal foi colocado em uma cela protetora durante seu tempo no festival.

Mas um porta-voz da RSPCA disse que a entidade ficaria preocupada com qualquer animal que aparecesse em um festival e questionaram a “necessidade” de trazer o camelo para o evento.

Eles disseram: “A grande multidão de pessoas festejando, dançando e bebendo e a música alta em tais eventos, como também o transporte de ida e volta, causam muito stress ao animal”.

“Nós questionamos a necessidade de levar um camelo para um evento como este. Além disso, animais como os camelos são naturalmente sociais, portanto, ser exibido sozinho, sem um animal de companhia adequado, aumenta o estresse”.

Um porta-voz do festival alegou em sua defesa que o animal tem uma licença de performance e foi visto em filmes como Aladdin e uma série de outras produções.

Como se uma exploração previamente realizada fosse permissão ou justificativa para que novas explorações aconteçam.

“Land Beyond é um festival de nome e um de nossos objetivos é nos esforçar para levar experiências incomuns para nossos eventos”.

“Nunca foi nossa intenção ofender ninguém e gostaríamos de agradecer a todos pelo feedback”.

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Ativistas mancham em Paris pedindo o fechamento de todos os matadouros

Foto: Instagram

Foto: Instagram

Ativistas pelos direitos animais marcharam pela cidade de Paris, na França, para pedir o fechamento completo de todos os matadouros.

Organizado pelo grupo L214, relatos afirmam que o protesto atraiu entre 3 mil e 4 mil pessoas, que trouxe cartazes e faixas com mensagens como “Murder King”(Rei Assassino, um trocadilho com Burguer King/Rei do Hsmbúrguer) e “Por trás de cada pedaço de carne há um ser sensível”.

Muitos dos manifestantes, vestidos de vermelho, também participaram de uma “morte encenada” – cobrindo a área toda deitados no chão.

Também é alegado que a polícia francesa prendeu um pequeno grupo de ativistas por cobrir a estátua de Marianne com sangue falso.

Abolir as piores práticas

Hugo Bouxom do grupo responsável pela organização do evento L214 disse à AFP: “Estamos aqui para dizer que não é porque um indivíduo é diferente de nós que tem menos valor”.

Bouxom acrescentou: “Agora é a hora de legislar, e começar por abolir as piores práticas, como a criação de galinhas em gaiolas ou os longos períodos de transporte de animais em barcos, em caminhões”.

Gentileza, respeito e solidariedade

No Instagram, o L214 disse que o objetivo da manifestação era conseguir um mundo “baseado na gentileza, respeito e solidariedade” – alegando que um dia os matadouros deixarão de existir.

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Atleta vegana vence campeonato internacional de levantamento de peso olímpico

Por David Arioch

“Descobri por conta própria, através dos meus próprios sentimentos em relação à crueldade contra os animais, que deveria me tornar vegana” (Foto: Ramona Cardogan/Instagram)

A atleta vegana Ramona Adelle Cadogan, dos Estados Unidos, venceu no final do mês passado o Pan American Masters Championships, realizado em Orlando, na Flórida, e que reuniu os melhores levantadores de peso olímpico da América do Norte.

Ela já havia levado o ouro para casa na competição no ano passado e dessa vez repetiu o bom desempenho. Ao Great Vegan Athletes, Ramona disse que se sentiu muito bem preparada para conquistar a medalha: “Meu treinador Vasily Polovnikov tem as melhores credenciais e faz com que todos os seus atletas superem seus sonhos.”

Na categoria de Ramona, ela foi a única a conseguir realizar seis levantamentos bem-sucedidos. Suas marcas foram de 58 quilos no snatch e 70 quilos no clean and jerk, garantindo o primeiro lugar com um total de 128 quilos e todos os movimentos sem falhas. A segunda colocada conseguiu levantar 120 quilos.

Segundo o GVA, Ramona se tornou vegana há 13 anos e abandonou o consumo de carne há 19. “Descobri por conta própria, através dos meus próprios sentimentos em relação à crueldade contra os animais, que deveria me tornar vegana”, acrescentou.

Saiba Mais

Ramona Cardogan traz outros títulos no currículo – como medalhas no USA Weightlifting Master Nationals em 2016 e no AmerMasters Weightlifting em 2017.


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Estudo revela que cães apresentam os mesmos níveis de stress de tutores

Foto: Earth.com

Foto: Earth.com

Pesquisas confirmam o que muitos tutores já concluíram por si mesmos: cientistas descobriram que os animais domésticos não são alheios às ansiedades de seus companheiros humanos, ao contrário, eles apresentam a mesma quantidade de estresse que seus tutores sentem.

A descoberta vem de um estudo sobre o cortisol, um hormônio do estresse, que circula no sangue e também deixa sua marca em fios de cabelo. Com o tempo, à medida que o hormônio se liga ao cabelo em crescimento, cada haste se torna um registro biológico do estresse que um indivíduo experimenta.

Depois de conseguir a contribuição voluntária de 25 cães da raça border collies, 33 cães pastores de Shetland e os tutores do sexo feminino dos animais, pesquisadores na Suécia descobriram que o maior nível de cortisol no cabelo humano batia com o maior nível de hormônio no pelo de cão. Todos os cães moravam dentro de casa com seus tutores.

“Esta é a primeira vez que vemos uma sincronização de longo prazo nos níveis de estresse entre membros de duas espécies diferentes”, disse Lina Roth, etologista que liderou o trabalho na Universidade de Linköping, na Suécia. “Nós não vimos isso entre humanos e cães antes.”

A equipe de Roth mediu as concentrações de cortisol em fios curtos de cabelo cortados perto da pele no inverno e no verão de 2017 e 2018. A ligação entre o cortisol humano e de cães foi mantida durante as estações, mas foi maior nos cães durante o inverno.

Para investigar se o estilo de vida canino teve um impacto sobre os níveis de estresse, cerca de metade de cada raça inscrita estava envolvida em algum tipo de atividade regular e testes de habilidades como obediência e agilidade. O resto dos cães eram animais de companhia comuns.

Escrevendo em relatórios científicos, os pesquisadores descrevem como o estresse nos cães testados (competições) mais se espelhava mais acuradamente nos proprietários, potencialmente porque os animais tinham formado um vínculo mais forte com seus tutores do que os animais domésticos comuns.

Roth acredita que há mais fatores envolvidos na sincronização dos níveis de estresse do que simplesmente compartilhar o mesmo ambiente. Quando os cientistas observaram se os cães tinham um jardim para brincar; as horas que o proprietário trabalhava e se os cães viviam com outros cães, não encontraram nenhum efeito nos níveis de cortisol nos cães.

O que realmente teve efeito sobre os níveis de estresse dos animais foi a personalidade de seus tutores, avaliada por uma pesquisa padrão. O maior fator foi o neuroticismo (indivíduos que, a longo prazo, possuem uma maior tendência a um estado emocional negativo).

De acordo com o estudo, os tutores que obtiveram maior pontuação no neuroticismo tendiam a ter cães com níveis mais baixos de cortisol no cabelo. Uma explicação, disse Roth, é que os tutores mais neuróticos podem buscar mais conforto de seus animais de estimação, e o ataque de abraços e atenção reduz o cortisol nos cães. “Sugerimos pelas análises que os cães, em grande medida, espelham os níveis de estresse de seus companheiros humanos”, escrevem os cientistas na revista.

Se as descobertas forem suficientes para fazer os tutores de cães estressados se sentirem culpados, Roth tem algumas palavras de conforto. “A maioria dos tutores de cães sabe que seus companheiros caninos recebem muitos sinais deles, mesmo os não intencionais, mas ainda é benéfico estar juntos”, disse ela.

Enquanto o estudo afirma ser a primeira evidência de diferentes espécies sincronizando seus níveis de estresse a longo prazo, o contágio de estresse de curto prazo já foi identificado em membros da mesma espécie anteriormente.

Em 2016, James Burkett, da Universidade Emory, em Atlanta, mostrou que os ratos-da-pradaria, ou ratos-do-prado, monogâmicos reagiriam a um parceiro estressado aumentando seus próprios níveis de estresse e cuidando mais deles.

Burkett, que não esteve envolvido no estudo mais recente, disse que o trabalho foi adicionado a um crescente corpo de pesquisas mostrando que os cães são empáticos aos seus tutores.

“Os cães são afetados pelo sofrimento de seus companheiros humanos e respondem com comportamentos consoladores”, disse ele. “Agora sabemos que os cães também são afetados pelas personalidades e níveis de estresse de seus tutores. Embora isso possa ser senso comum para os tutores de cães, a pesquisa empírica ainda está atualizando nossas intuições sobre a empatia animal ”.

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Extensão para navegador promete exibir somente produtos veganos em sites de compras

Por David Ariock

Intenção é permitir que as pessoas tenham mais facilidade na busca por produtos veganos (Imagem: Reprodução)

Foi lançada recentemente no Reino Unido uma extensão para navegador que promete filtrar e exibir somente produtos veganos em sites de compras.

Intitulada “The Vegan Filter”, a extensão ainda está em fase experimental e a promessa é de que com o tempo a busca funcione no maior número possível de sites de compras.

A extensão é uma criação da startup de tecnologia Xarista, sediada em Londres, e a intenção é permitir que as pessoas tenham mais facilidade na busca por produtos veganos, principalmente quem se tornou vegano há pouco tempo ou está em fase de transição.

Além disso, segundo a desenvolvedora Isabella Arbele, o objetivo é tornar a extensão uma ferramenta gratuita de uso internacional que estimule as pessoas a priorizarem produtos veganos.


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Islândia cancela a temporada de caça às baleias de 2019

Baleia-comum | Foto: LifeGate

Baleia-comum | Foto: LifeGate

A Islândia não caçará baleias-comuns (Balaenoptera physalus) este ano, poupando a vida de mais de cem mamíferos marinhos.

A Hvalur hf., única companhia na ilha nórdica que caça baleias-comuns, anunciou que não vai matar os cetáceos neste verão. A empresa recebeu sua licença de caça às baleias muito tarde para terminar de consertar seus barcos a tempo para a temporada.

“Não haverá temporada de caça às baleias”, disse Ólafur Ólafsson, o capitão do navio baleeiro Hvalur 9, disse ao Stöð 2. “Assim [as baleias] poderão nadar em paz pelo país. Nós vamos ‘pegar mais leve’ nesse meio tempo”.

“A permissão chegou tão tarde”, disse ele. “Não havia chegado até o final de fevereiro, e peças de reposição precisam ser encomendadas. Isso leva de seis a oito semanas, até dez semanas, e os navios precisam receber manutenção. Naquela altura, a temporada de caça já havia acabado”.

Os dois navios baleeiros operados pela empresa Hvalur, que mataram cerca de 146 baleias em 2018, permanecerão no cais durante a temporada. Algumas baleias ainda serão mortas por barcos na Islândia este ano; Hrafnreyður está autorizado a caçar baleias-anãs nesta temporada e planeja fazê-lo no final deste mês, segundo a Iceland Review.

Por que as baleias-comuns são caçadas?

A segunda maior espécie de baleias da Terra depois da baleia azul, a baleia-comum foi comercialmente caçada no século passado por petróleo, carne e barbatanas. As baleias-comuns no Atlântico Norte estão listadas como ameaçadas de extinção, segundo o World Wildlife Fund (WWF).

A organização não-governamental acrescentou que a perda de habitat, o lixo tóxico no oceano e a mudança climática também estão diminuindo os números da população da espécie.

A caça comercial de baleias ainda é uma ameaça para as baleias-comuns. A Islândia retomou a caça comercial à baleia em 2013 depois de um hiato de dois anos, anunciando que permitiria que mais de 2 mil baleias fossem mortas durante um período de cinco anos.

A medida foi tomada apesar do declínio do interesse da população em comer carne de baleia – a maior parte da carne vai para os mercados japoneses – e do fato de a Comissão Internacional da Baleia proibir a caça comercial de baleias desde 1987.

Mais pessoas estão se voltando para os frutos do mar baseados em vegetais para evitar a crueldade aos animais e os danos ecológicos.

A exploradora da National Geographic, bióloga marinha e oceanógrafa, Dra. Sylvia Earles, afirma que os frutos do mar livres de crueldade e vegetarianos poderiam ajudar a salvar nossos mares.

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Universidade Federal do Recôncavo da Bahia está vendendo animais

Por David Arioch

Como esses animais já foram utilizados como meios para um fim em âmbito acadêmico, não seria mais apropriado e justo disponibilizá-los para adoção responsável? Será que eles não merecem tal consideração? (Foto: Getty)

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia está divulgando em seu site a venda de três coelhos adultos, um filhote de coelho, vinte caprinos e sete ovinos.

Segundo a UFRB, no caso dos pequenos animais, “a venda será realizada nas condições em que se encontram, não cabendo à instituição qualquer responsabilidade quanto à retirada e transporte e pagamento de impostos”.

A instituição destaca que são “produtos excedentes” resultantes das atividades de pesquisa, ensino e extensão realizadas na Fazenda Experimental do Centro de Ciências Agrárias Ambientais e Biológicas (CCAAB), em Cruz das Almas.

Como esses animais já foram utilizados como meios para um fim em âmbito acadêmico, não seria mais apropriado e justo disponibilizá-los para adoção responsável? Será que eles não merecem tal consideração? Não vale a pena cogitar a tentativa de enviá-los para abrigos ou santuários de animais? Para que não tenham um trágico fim.

Uma instituição de ensino usá-los de acordo com seus interesses e depois coloca-los à venda apenas reforça a condição de objetificação desses animais e os aproxima de um destino que em breve pode ser o abate.

Além disso, a maneira como a UFRB se refere aos animais realmente faz parecer que não são vidas, mas simplesmente mercadorias. Também é pouco provável que o dinheiro arrecado com a venda desses animais faça alguma grande diferença para o Centro de Ciências Agrárias Ambientais e Biológicas. Por outro lado, não vendê-los poderia transmitir outra mensagem e ainda evitar o fim desses animais como objetos ou produtos.


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Relatório revela que a civilização humana pode chegar ao fim em 2050

Foto: Maja Hitij/Getty Images

Foto: Maja Hitij/Getty Images

A civilização humana como a conhecemos pode já ter entrado em suas últimas décadas, adverte um novo e preocupante relatório que analisa o provável futuro da habitabilidade do planeta.

Os impactos cada vez mais severos e graves da crise climática, combinados com a falta de ação para enfrentá-la, estão empurrando o planeta para uma situação cada vez mais caótica que pode sobrecarregar as sociedades em todo o mundo, afirmam os autores do relatório.

O artigo, produzido pelo think tank de Melbourne, o Breakthrough National Center for Climate Restoration, é apresentado pelo ex-chefe das Forças de Defesa Australianas e pelo almirante aposentado da Marinha australiana, Chris Barrie.

Em sua introdução, ele diz que os autores do relatório “revelaram a verdade nua e crua sobre a situação limite em que os humanos e o nosso planeta estão, apresentando um quadro perturbador da possibilidade real de que a vida humana na Terra possa estar em extinção, da maneira mais horrível, segundo o Independent.

O documento argumenta que “a mudança climática representa agora uma ameaça existencial de curto e médio prazo para a civilização humana”, e pede uma reavaliação na forma como os governos respondem a cenários climáticos estimados para levarem as projeções das piores possibilidades mais a sério.

O relatório também argumenta que os impactos nocivos da crise do clima, como a crescente escassez de alimentos e água, serão um catalisador das instabilidades sócio-políticas existentes para acelerar a desordem e o conflito nas próximas três décadas.

Para preparar-se para esse impacto, o relatório pede uma revisão na gestão de risco dos países “que precisa ser fundamentalmente diferente da prática convencional”.

“Ela (gestão de risco) teria que se concentrar nas possibilidades sem precedentes dos piores cenários possíveis, em vez de avaliar as probabilidades “do meio do caminho” com base na experiência histórica da humanidade”.

A pesquisa foi de autoria de David Spratt, diretor de pesquisa da Breakthrough, e Ian Dunlop, ex-executivo da indústria internacional de petróleo, gás e carvão, que trabalhou para a Royal Dutch Shell e foi presidente da Australian Coal Association.

O artigo oferece o que eles dizem ser um cenário plausível que fornece “um vislumbre de um mundo de caos total”.

Com base na falta de uma ação global significativa para extinguir rapidamente todas as emissões de gases de efeito estufa na próxima década, os autores esboçam um cenário em que as emissões globais atingem o pico em 2030.

Neste caso, usando vários estudos existentes, eles apresentam uma hipótese em que as temperaturas globais médias podem chegar a 3ºC acima dos níveis pré-industriais até 2050.

O efeito disso seria perceber o cenário “Terra pós efeito-estufa”, no qual o planeta estaria caminhando para pelo menos outro grau de aquecimento.

O gelo do mar em efeito reflexivo derreteria, aquecendo mais os oceanos e elevando os níveis do mar rapidamente. Haveria “perda generalizada de permafrost (pergelissolo, tipo de solo encontrado no Ártico) e seca com perda florestal (ressecamento das árvores até a morte) da Amazônia em larga escala”.

O artigo diz: “A desestabilização do Jet Stream (correntes de ar sinuosas, estreitas e de fluxo rápido nas atmosferas de alguns planetas, incluindo a Terra) afetou significativamente a intensidade e distribuição geográfica das monções da Ásia e da África Ocidental e, juntamente com a desaceleração adicional da corrente do Golfo, está interferindo nos sistemas de suporte à vida na Europa.

“A América do Norte sofrerá (neste cenário) de extremos climáticos devastadores, o que inclui incêndios florestais, ondas de calor, secas e inundações. As monções de verão na China teriam fracassado, e a água fluirá para os grandes rios da Ásia que serão severamente reduzidos pela perda de mais de um terço da camada de gelo do Himalaia.

“A perda glacial chegará a 70% nos Andes e a chuva no México e na América Central cairá pela metade.” Este cenário também colocaria o mundo no caminho para 5ºC de aquecimento até 2100.

O documento observa que os cientistas já alertaram que o aquecimento da 4°C é incompatível com uma comunidade global organizada, seria devastador para a maioria dos ecossistemas e tem uma alta probabilidade de não ser estável. O Banco Mundial disse que o planeta pode estar “além da adaptação” a tais condições.

“Mesmo para o 2°C do aquecimento, mais de um bilhão de pessoas podem precisar ser realocadas e em cenários de alto impacto, a escala de destruição está além da nossa capacidade de projeção, com uma alta probabilidade de civilização humana chegar ao fim”, afirma o estudo.

Os autores dizem que “o mundo está completamente despreparado para encarar, e menos ainda, lidar com as conseqüências de uma mudança climática catastrófica”, mas também apresentam recomendações políticas que poderiam ajudar a mitigar os piores efeitos.

“Para reduzir esse risco e proteger a civilização humana, uma enorme mobilização global de recursos é necessária na próxima década para construir um sistema industrial de emissões zero e preparar a restauração para um clima seguro.

“Isso seria semelhante em escala à mobilização emergencial realizada na Segunda Guerra Mundial”.

O almirante Barrie acrescentou: “Um futuro previsto no “juízo final” não é inevitável. Mas sem uma tomada de ação drástica e imediata, nossos prospectos são os piores. Nós devemos agir coletivamente. Precisamos de uma liderança forte e determinada no governo, nos negócios e em nossas comunidades para garantir um futuro sustentável para toda a humanidade”.

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