Empresa de Franca (SP) comercializa peles e acessórios à base de couro de animais silvestres

Por David Arioch

Entre as opções oferecidas estão “pele de raposa com rabo natural”, que atualmente está fora de estoque, e “pele de nútria” (Imagens: Getty/Taia Exotic Leather)

Sediada em Franca (SP), a Taia Exotic Leather é uma empresa que comercializa peles, acessórios e outros produtos à base de couro de animais silvestres.

Entre as opções oferecidas estão “pele de raposa com rabo natural”, que atualmente está fora de estoque, e “pele de nútria”, além de chaveiros, porta-objetos, carteiras, cintos e bolsas criados a partir do couro de animais como jacaré, arraia, lagarto, python e avestruz.

Segundo a empresa, a missão desde 2007 é oferecer aos clientes produtos únicos. “O couro exótico é especial, um couro nobre e de alta qualidade. Nada mais exclusivo do que um scarpin de python, ou mais resistente e confortável do que uma bota de avestruz”, destaca.

A Taia informa que seus produtos são “provenientes de atividades legais”, e contam com certificação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério da Agricultura.

Sobre a obtenção do couro de Python, a marca enfatiza: “Pode ser cortado pelo dorso (back cut), apresentando as grandes escamas na região central da pele. Ou cortado pelo ventre (front cut), dando ênfase ao desenho natural do animal (diamante).”

Já em relação ao jacaré, a Taia aponta que o couro do jacaré do Pantanal é comercializado mundialmente pela largura abdominal do animal. “Ele pode ser cortado pelo dorso (belly), preservando o desenho da barriga, a parte mais macia do couro. Ou cortado pelo ventre (horn back), preservando a textura do dorso e a crista da cauda”, acrescenta.


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Gatinha finalmente encontra um lar após passar por eventos trágicos

Foto: Mirror/Reprodução

Foto: Mirror/Reprodução

A gatinha preta, batizada de Harriet chegou os cuidados do Centro de Adoção de Bridgend da Cats Protection depois que uma pessoa a encontrou em seu galpão. Ela tinha acabado de dar à luz. Infelizmente, dos três gatinhos que ela trouxe ao mundo, dois haviam morrido.

Quando a verificação de um microchip que ela tinha no corpo se provou mal sucedida, a equipe dp abrigo deu a ela o nome Harriet e levou-a ao veterinário para um check-up geral de suas condições.

O veterinário notou que ela tinha sinais de infecção e assim a internou para tratamento de emergência. Eles suspeitaram que ela poderia ter a pélvis lesionada e decidiram fazer uma radiografia para investigar. No entanto, o raio-x revelou algo muito mais surpreendente.

Foto: Mirror/Reprodução

Foto: Mirror/Reprodução

Harriet tinha uma hérnia diafragmática: um buraco no diafragma entre a cavidade torácica e o abdome. Como resultado, seus órgãos abdominais estavam em sua cavidade torácica.

Enquanto ela estava sob anestesia geral para a realização do raio-x, a gatinha começou a entrar em estado de insuficiência respiratória e o veterinário rapidamente ligou para a ONG responsável por ela para que eles permitissem a realização de uma cirurgia que potencialmente poderia salvá-la.

Foi uma operação arriscada, mas Harriet venceu as probabilidades e foi além. Ela então teve que passar 48 horas em uma tenda de oxigênio se recuperando.

Foto: Mirror/Reprodução

Foto: Mirror/Reprodução

Durante esse tempo de tensão, o minúsculo gatinho, filhote de Harriet, que se chamava Harry, estava sendo amamentado pelas enfermeiras veterinárias que se asseguraram de que ele estava recebendo todos os nutrientes importantes de que precisava.

Felizmente, depois de alguns dias ele pode se reunir a sua mãe e ela se dedicou totalmente a cuidar dele, apesar de ainda estar se recuperando da cirurgia.

A equipe da Bridgend então começou a procurar para ver se Harriet tinha um tutor, mas quando ninguém a reivindicou, eles iniciaram uma campanha levantar fundos para cobrir os custos de seus elevados gastos veterinários.

Foto: Mirror/Reprodução

Foto: Mirror/Reprodução

Graças a alguns apoiadores muito generosos, eles conseguiram arrecadar incríveis £ 500 e Harriet teve uma recuperação completa.

Quando Harry chegou a oito semanas de idade, ele e sua mãe estavam prontos para encontrar uma família. Felizmente, não demorou muito para que os novos tutores se apresentassem.

Mas nem todos os gatos em situação de rua tem a mesma sorte de Harriet. Muitos morrem nas ruas, de fome, frio ou violência, sem conhecer jamais as alegrias de um lar amoroso.

Não compre, ADOTE

A Cats Protection ajuda cerca de 200 mil gatos por meio da sua rede de abrigos e centros e, para a maioria dos animais, não demora muito a encontrar uma nova casa. A instituição reavalia cerca de 40 mil gatos e gatinhas a cada ano – e nunca coloca um gato saudável “para dormir”.

Funcionando há mais de 30 anos, A ONG expandiu-se para mais de 250 filiais administradas por voluntários e 36 centros médicos em todo o país.

Muitos gatos aguardam por um lar e há muito abrigos e ONGs que promovem feiras de adoção de animais. Animais não são bens para serem comprados, adote um amigo e conheça um tipo de amor único e especial: o incondicional.

Você não vai se arrepender.

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Comediante gera polêmica no Reino Unido ao declarar que veganos são mais éticos

Por David Arioch

Ranganathan publicou que seguidores que não simpatizam com o veganismo comentaram que ele “é a pior escória da face da Terra” (Foto: BBC2)

Recentemente o comediante britânico Romesh Ranganathan gerou polêmica no Reino Unido ao declarar que veganos são mais éticos. A afirmação foi feita em um vídeo publicado pela BBC2:

“As pessoas odeiam veganos, e elas odeiam veganos porque acham que nos consideramos melhores do que os não veganos, e eles acham que estamos sempre batendo em cima disso, e todas essas coisas são verdadeiras.”

E acrescenta: “Sou melhor do que você se você não é vegano. Em relação às minhas decisões éticas, sou muito melhor que você. Sou melhor para o planeta, melhor para os animais…”

Ranganathan publicou que seguidores que não simpatizam com o veganismo comentaram que ele “é a pior escória da face da Terra e que seu tempo para pagar por essas atitudes virá em breve.”

Primeiro o comediante declarou que “não imaginava tantas reações” e que a lição foi aprendida, embora tenha deixado claro em seguida que na realidade já esperava esse tipo reação.

“Você vai me ver expressando visões provocativas apenas em shows de comédia, no palco e nesta coluna [da BBC], e provavelmente em outro vídeo. Quem eu estou enganando? Veganos são o futuro, e se você consome laticínios e carne você não se importa com o planeta “, provocou mais uma vez.


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Ministro da agricultura gera revolta na Polônia ao propor consumo de castores e bisões

Por David Arioch

O ministro disse que ele reconhece o castor e o bisão como animais comestíveis, e que a cauda do primeiro é afrodisíaca (Foto: Getty)

O ministro da agricultura, Jan Krzysztof Ardanowski, tem gerado revolta na Polônia desde que propôs a remoção da proteção legal de bisões e castores europeus para incluí-los na lista de animais que podem ser consumidos no país.

De acordo com a BBC, durante uma conferência agrícola no Parlamento polonês no final de maio, Ardanowski falou sobre a “necessidade de regular o número de castores” devido aos danos que eles causam às produções agrícolas.

Ele lamentou que, embora as autoridades locais concedam permissão para matar milhares de castores a cada ano, há poucos caçadores engajados em fazer isso. Atualmente esses animais são parcialmente protegidos pela legislação polonesa, já que podem ser caçados entre outubro e março sob a alegação de “estarem prejudicando as lavouras”. Porém, a carne do animal não pode ser consumida.

O ministro disse que ele reconhece o castor e o bisão como animais comestíveis, e que a cauda do primeiro é afrodisíaca. Já os bisões desapareceram da floresta de Bialowieza no início dos anos 1920, e depois foram reintroduzidos na natureza a partir de animais mantidos em zoológicos. A estimativa atual é de que há pouco mais de 55 mil castores no país e 1873 bisões.

Ainda que Jan Ardanowski tenha falado em lista de “animais comestíveis” na Polônia, especialistas disseram, segundo a BBC, que essa lista não existe. Além disso, ainda que decida seguir por esse caminho, o governo polonês entrará em conflito com a União Europeia que possui legislação que prevê a proteção dos castores e proíbe o consumo do animal.


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Investigação revela crueldade por trás do uso de elefantes como atração turística na Tailândia

Por David Arioch

Reprodução

A organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) divulgou ontem um vídeo que é resultado de uma investigação que revela a crueldade por trás do uso de elefantes como atração turística na Tailândia.

A filmagem mostra um elefante ainda bebê preso a correntes bem curtas, o que permite o mínimo possível de mobilidade. Também denuncia que os elefantes são espetados com pedaços afiados de metal com a intenção de obrigá-los a realizarem movimentos para agradarem turistas.

No vídeo são destacados os ferimentos que os animais acumulam nessa indústria do entretenimento. Além disso, alguns movimentos não naturais dos elefantes, que são animais sociais, deixam claro que eles já estão sofrendo em decorrência de problemas psicológicos e emocionais que surgem quando vivem isolados de outros elefantes.

A investigação mostra ainda a lamentável situação de outros animais como tigres, chimpanzés e orangotangos. O primeiro, como já foi revelado em outras investigações anos atrás, ainda é dopado para que turistas possam tirar foto enquanto colocam suas mãos sobre ele.

Se você é contra esse tipo de entretenimento, clique aqui e assine o abaixo-assinado.


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Cachorro encontra sua tutora que não via há três anos e transborda de emoção

Foto: Kennedy News and Media

Foto: Kennedy News and Media

As imagens do vídeo abaixo mostram o momento comovente que um cão que não via sua tutora há três anos se reencontra com ela, pulando de alegria e enchendo-a de beijos.

Inu Stark se jogou cheio de felicidade sobre sua tutora, Mariana Weiss, quando ela voltou para casa depois de estudar por um período no exterior, na Alemanha.

No adorável vídeo, o rabo de Inu pode ser visto abanando freneticamente enquanto ele pula emocionado na direção da garota de 24 anos, até mesmo a derrubando em um momento, antes de rolar de costas implorando por uma deliciosa massagem na barriga.

Mariana, que é analista financeira de Curitiba, abraça e afaga o cão sem raça definida de quatro anos e chora de alegria junto com ele. Fica claro que ambos aguardaram ansiosamente por este momento.

Ela disse: “Eu esperava que ele estivesse excitado, como ele é sempre aliás, mas não tanto assim”.

“Ele definitivamente me surpreendeu. Não seu se pode ser visto no vídeo, mas eu estava chorando o tempo todo”.

“Esses animais têm um amor tão puro e desinteressado por nós que eu não poderia ter pedido um cachorro melhor, eu o amo muito.”

Mariana ligava via Facetime para sua mãe e Inu diariamente enquanto estudava Negócios Internacionais e Economia na universidade da Alemanha – e quando ela falava ao telefone com os dois, as orelhas do cachorro se levantavam e ouviam atentamente a tudo.

Seu irmão Vinicius Weiss decidiu filmar o momento especial em dezembro, antecipando que Inu ficaria animado e emocionado em se reunir com ela.

Mariana disse: “Inu sempre foi super ativo e brincalhão, meu irmão pensou – e ele estava certo que Inu ficaria louco quando me visse”.

“Meu irmão decidiu então gravar o encontro, no momento em que chegamos à garagem já podíamos ouvir Inu chorando no pátio. Eu sinceramente amo esse cachorro mais do que eu pensava ser possível”.

“Enquanto eu estava na Alemanha, eu fazia chamadas de vídeo para minha mãe todos os dias e pedia para falar com ele. Ele sempre levantava as orelhas e prestava atenção, ele reconhecia minha voz”.

“Minha mãe também me disse que ele se recusava a entrar no meu quarto a todo custo enquanto eu estivesse fora. Ele nem mesmo passava pela porta”.

“Mas no dia em que voltei, ele pulou direto para a minha cama e dormiu a tarde toda lá”.

Mariana conta que o vídeo sempre traz um sorriso, e até lágrimas de felicidade, às pessoas que o assistem.

Ela acrescentou: “Não dá pra ver no vídeo, mas meus pais estavam chorando naquele momento. Todo mundo que assiste as imagens instantaneamente começa a sorrir e a dizer como Inu estava feliz!”.

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Empresa holandesa desiste do mercado de carnes para se dedicar a alimentos à base de vegetais

Por David Arioch

Recursos obtidos a partir da venda da Enkco serão usados no desenvolvimento de novos produtos de origem vegetal (Foto: Divulgação)

A empresa holandesa Vivera Foodgroup anunciou ontem que vendeu a sua marca de carne Enkco no final de maio para se dedicar à produção de alternativas de origem vegetal. O grupo já vinha cogitando a possibilidade desde o ano passado, quando seus substitutos de carne alcançaram um grande volume de vendas em 400 unidades da rede de supermercados Tesco.

De lá pra cá, os “bifes vegetais” da Vivera também se expandiram pelas redes Jumbo, Carrefour e Halbert Heijn. “Somos uma das primeiras empresas do ramo de carnes a dar um adeus à carne. De agora em diante, nos concentraremos apenas em alimentos à base de vegetais, que realmente estão conquistando o mundo”, diz o CEO da Vivera Foodgroup, Willem van Weede.

E acrescenta: “Cada vez mais consumidores estão descobrindo que os produtos à base de plantas podem ser tão saborosos quanto à carne e têm muitos benefícios para a saúde, assim como para o meio ambiente e bem-estar animal.”

Weede enfatiza também que os recursos obtidos a partir da venda da Enkco serão usados no desenvolvimento de novos produtos de origem vegetal, além de ampliar a capacidade de produção até o final deste ano.


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Cão traumatizado come só metade da comida colocada em sua tigela

Foto: Joice Lamas

Foto: Joice Lamas

Quem vê Otávio hoje, sorrindo e abanando o rabo como o cachorro feliz que ele é, é difícil imaginar o sofrimento e a dor que ele passou em sua vida.

Mas a sombra negra que marcou seu passado comovente ainda perdura em sua vida.

No início do ano passado, Joice Lamas e seu marido adotaram Otávio de um grupo de resgate que o salvou de uma casa onde ele e muitos outros cães estavam sendo negligenciados e abusados. Embora agora o cãozinho estivesse em segurança e as feridas em seu corpo tinham se curado, Otávio estava, no entanto, temeroso do contato humano a princípio.

Foto: Joice Lamas

Foto: Joice Lamas

Lamas soube imediatamente que ela queria ajudar Otávio.

“Desde o primeiro momento em que o vimos, nunca mais nos separamos”, disse Lamas ao The Dodo.

Nos meses que se passaram desde que Otávio foi morar na casa dela, Lamas o viu desabrochar. O tímido filhote que estremecia quando alguém o acariciava agora amava se aconchegar à sua tutora. No entanto, as cicatrizes invisíveis de seu trauma anterior são vistas de outras maneiras – particularmente em como Otávio come.

Não importa quanta comida Lamas ponha na tigela de Otávio, ele sempre deixa a metade de tudo que é colocado para ele.

Foto: Joice Lamas

Foto: Joice Lamas

Por que, exatamente, o cão tem esse comportamento não está claro, mas Lamas suspeita que isso esteja relacionado aos anos que ele passou fome quando era negligenciado.

Naquela época as refeições de Otávio podem ter sido tão pequenas e raras, que ele aprendeu a racionar o que lhe foi dado – ou, talvez, separar alguns para os outros cães famintos ao seu redor.

“É triste”, disse Lamas. “Eu sempre digo a ele: ‘Tudo bem se você comer tudo, pode comer'”.

“Espero que, com o tempo, Otávio consiga entender que o passado é verdadeiramente apenas passado”.

Foto: Joice Lamas

Foto: Joice Lamas

Sua nova família está comprometida em ajudá-lo a cada passo do caminho. “Eu não vou deixar que nada nunca mais falte a ele na vida – nem comida, nem amor”, disse Lamas.

“Nós tentamos fazê-lo tão feliz quanto possível”.

E, no geral, essa estratégia está claramente funcionando.

Cuidar de um cão salvo de uma situação de abuso pode ser um desafio, admite Lamas. Mas vê-los transformar faz tudo valer a pena.

“Eles precisam de paciência e muito amor, porque podem demorar mais para se adaptar”, disse Lamas. “Mas é notável como o amor muda os animais. Um animal resgatado é muito mais doce, mais grato e carinhoso do que os outros. Eles são simplesmente incríveis!”

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Artista explora inversão de papéis na nossa relação com os animais

Por David Arioch

Afinal, e se fôssemos nós no lugar dos animais? Como nos sentiríamos? (Artes: Andrew Tilsley)

O artista britânico Andrew Tilsley reconhece que suas inspirações vêm das maravilhas da natureza e da exploração dos relacionamentos desconcertantes que as pessoas têm com outros animais. E foi com base nessa percepção que ele começou a explorar a inversão de papéis na nossa relação com seres não humanos.

Testes em animais, caça, uso de peles, consumo de carne e até mesmo a desconsideração pela vida dos insetos são abordados no trabalho do artista, e com viés sardônico e revanchista – que evoca uma justiça baseada na contumácia da experiência compartilhada.

Afinal, e se fôssemos nós no lugar dos animais? Como nos sentiríamos? Será que seríamos capazes de analisar mais cuidadosamente o valor das vidas não humanas que condicionamos, subjugamos e obliteramos? São esses questionamentos que o trabalho de Tilsley desperta.

Não há dúvida que a intenção é chocar o público, até porque o artista assume a função de provocar quem não vê os animais como sujeitos de direitos, como se o papel das demais espécies fossem nos servir. O uso das cores dá uma tônica espetaculosa de visceralização de uma realidade reversa.

E a expressão corriqueira e apática dos personagens não humanos transparece um retrato humano da naturalização e não rejeição às atrocidades que cometemos contra os animais por simples e confortável conveniência. E tudo é criado sob uma inspiração combinante de raiva e beleza – o que Andrew também admite, assim como sua consideração de que os animais são seres autônomos e sensíveis, embora fascinantemente diferentes de nós.

O artista também é biólogo e explica como é transitar pela ciência e pela defesa dos animais: “Para mim, não há inconsistência em ser um biólogo e um defensor dos direitos animais. De fato, eu diria que, se a primeira [função] é praticada integralmente e corretamente, a outra [função] deve seguir [por esse caminho] automaticamente.”

Saiba Mais

De West Yorkshire, na Inglaterra, Andrew Tilsley começou a se identificar com os animais bem cedo. Com cerca de quatro anos, ele aprendeu sobre a classificação dos animais de acordo com a alimentação e decidiu que queria ser um herbívoro – então abdicou do consumo de carne nos anos 1980. Mais tarde, em 1994, fez a transição para o veganismo.

Conheça um pouco mais do trabalho de Andrew Tilsley:

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Jornalista diz que sente nojo de proposta que quer tornar o jumento um patrimônio nacional

O jornalista Eduardo Oinegue, âncora do Jornal da Band, afirmou, na quarta-feira (12), que sente nojo de um projeto de lei que pretende transformar o jumento em patrimônio nacional. Para o jornalista, proteger o animal para que ele não sofra maus-tratos e não seja morto é razão de desprezo.

Foto: BAND

A atitude do âncora foi reforçada pela jornalista Lana Canepa, que divide a bancada do jornal com ele. Antes de Oinegue falar sobre a proposta relacionada ao jumento, Canepa afirmou que parlamentares “gastam tempo e dinheiro apresentando propostas que são discutíveis e outras que são absolutamente inúteis”. “Tem até projeto pra tornar o jumento um patrimônio nacional”, completou o âncora.

Após os jornalistas emitirem seus posicionamentos acerca do tema, foi mostrada uma reportagem sobre projetos de leis considerados inúteis por eles. Na notícia, o repórter explicou que o projeto que visa proteger os jumentos foi apresentado após ser registrada uma redução de 25% da população desse animal, no Nordeste, entre 2006 e 2011.

PL 1218/2019

De autoria do deputado Ricardo Izar (PP/SP), o Projeto de Lei 1218/2019 torna o jumento patrimônio nacional e proíbe que o animal seja morto em todo o território nacional.

No texto da proposta, Izar afirma que há atualmente, na Bahia, três matadouros que matam jumentos para exportar a carne deles para a China. O parlamentar cita casos de maus-tratos registrados – como os jumentos encontrados mortos às margens de uma rodovia – e lembra que, no final de 2018, a Justiça da Bahia proibiu que esses animais fossem mortos. Em outubro do mesmo ano, o município de Itapetinga (BA) – onde jumentos abandonados em uma fazenda arrendada para uma empresa chinesa morreram de fome – já havia sido proibido de confinar esses animais.

Em entrevista à Band, o parlamentar afirmou que o objetivo da proposta é chamar atenção para a matança desenfreada de jumentos no Nordeste e garantir uma proteção maior à espécie.

Foto: BAND

Apesar das explicações sobre a proposta apresentadas por Izar a um repórter da emissora, o jornalista Oinegue voltou a fazer críticas ao projeto, deixando claro que o sofrimento dos jumentos é irrelevante para ele. “Não sei se isso dá vergonha, se dá raiva ou se dá nojo, mas pelo gosto ruim que fica na boca vendo esta reportagem, acho que é uma mistura dos três”, finalizou o âncora.

Frente Nacional de Defesa dos Jumentos

Constituída por ONGs e ativistas pelos direitos animais, a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos foi fundada em 2016 com o intuito de garantir proteção aos jumentos. O grupo foi criado para combater a matança de jumentos em diversos locais do Brasil.

A Frente – que conta com profissionais de diversas áreas, como advogados, pedagogos, sociólogos, veterinários, dentre outros – foi criada na Bahia após o governador do estado autorizar que jumentos fossem mortos para consumo humano.

A sociedade brasileira repudia o extermínio desses animais, que são mortos para que sua carne seja exportada para outros países, como a China.

Mais preconceito e desinformação 

O desserviço propagado pela Band vai além do descaso com os jumentos. Isso porque um dos projetos de lei criticados pela reportagem apresentada pela emissora e, inclusive, citado por Oinegue, é o PL 2425/2015, do deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB/PB), que pretende abolir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) da rapadura.

A rapadura foi, no passado, alimento dos escravos por possuir muitos nutrientes e ser uma das poucas fontes de energia. Ela é também essencial na alimentação de todos, especialmente daqueles que são mais pobres e que têm na rapadura uma fonte de energia que lhes permite ter força para executar cansativos trabalhos braçais. A rapadura tem carboidrato, minerais como ferro, cálcio, potássio, fósforo e magnésio, e vitaminas do complexo B, como Tiamina, Riboflavina e Niacina.

Foto: Divulgação

Devido ao contexto em que a rapadura está inserida, a crítica feita pela reportagem da Band e reforçada pelos apresentadores do telejornal ao PL é carregada de preconceito, elitismo e falta de conhecimento. A isenção do IPI sobre a comercialização da rapadura é um benefício social que facilita o acesso das camadas mais pobres da população a um produto essencial na mesa dos nordestinos com menor poder aquisitivo e que hoje também é consumida por todas as classes da sociedade em substituição ao açúcar e por ter vitaminas minerais e proteínas. Dizer, portanto, que o projeto de lei que prevê essa isenção é “inútil” ou “discutível”, como sugeriu a jornalista Lana Canepa e o âncora Eduardo Oinegue, é uma falta de humanidade, empatia e consciência em relação às famílias carentes do Nordeste e de todos o país.

Nota da Redação: antes de fazer chacota, os jornalistas têm por obrigação conhecer o assunto que abordam. Entretanto, isso não basta. Os meios de comunicação atuam como agentes educacionais no sentido lato de formação de valores. O filósofo Karl Popper enfatiza que a civilização consiste essencialmente na redução da violência; é essa a sua função principal e também o objetivo que visamos quando tentamos elevar o nível de civismo na nossa sociedade. A mídia pode ter um papel preponderante na promoção de uma nova cultura uma vez que as palavras, na esfera da informação, podem manter as velhas estruturas ou afirmar novas. Tais questões apontam para a necessidade urgente de mudanças na formação de profissionais da área de comunicação, a fim de transcender os limites de nossa prisão especista. Jumentos são seres sencientes (vide Declaração de Cambridge sobre Consciência). Logo, seu assassinato é algo deplorável em todos os sentidos. Profissionais da área de comunicação não deveriam externar, ao bel prazer, as suas convicções pessoais – sem lastro ético ou científico.

Confira o vídeo do momento em que os jornalistas comentam o caso:


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