Campanha pede à Johnson & Johnson para abdicar dos testes em animais

Por David Arioch

No desenvolvimento do Splenda, a multinacional causou a morte de 12,8 mil animais entre cães, macacos, coelhos e camundongos (Foto: Getty)

Uma campanha criada recentemente está pedindo à empresa Johnson & Johnson, gigante do ramo de produtos farmacêuticos e de higiene, para abdicar dos testes em animais. Segundo a idealizadora e ativista dos direitos animais, Jacqueline Canlas, com base nos princípios que a multinacional promove, o consumidor pode acreditar que a empresa tem altos padrões morais. Porém, a realidade não é bem assim.

A Johnson & Johnson pode alegar ser uma empresa ‘cruelty free’, no entanto, Jacqueline reforça que isso não condiz com a verdade, já que a multinacional desenvolve produtos testados em animais, o que pode ser confirmado pela internet – considerando tipo de produto e destino.

Além disso, o que pode criar uma ilusão da não realização de testes em animais são os braços menores da empresa, ou seja, suas subsidiárias – como a marca de produtos para pele Aveeno, os produtos de higiene feminina Carefree, os de higiene bucal Listerine; de cuidados com a pele e corpo Lubriderm; e de maquiagem, pele e cuidados com o corpo Neutrogena.

Há muitas outras como a Rembrandt, RoC, Stayfree, Reactine, Acuvue, Benalet, Clean & Clear, Cotonetes, NeoStrata, Mylanta, Nicorette, ob, Reach, Sempre Livre, Sundown, Tylenol, Band-Aid, Hipoglos, OGX e Desitin.

“A quantidade de testes em animais realizados pela Johnson & Johnson e suas empresas é colossal. Quantas vidas inocentes de animais foram tomadas, envenenadas e torturadas? Não deveria ser assim. Peço ao CEO da Johnson & Johnson, Alex Gorsky, e ao Conselho da Johnson & Johnson, que parem imediatamente de realizar testes em animais”, enfatiza a ativista dos direitos animais, que criou uma petição no site Care2, que já se aproxima de 83 mil assinaturas.

Segundo informações da Humane Society Internacional, só nos testes de segurança do adoçante Splenda, a multinacional fundada em 1879, causou a morte de 12,8 mil animais entre cães, macacos, coelhos e camundongos.

“Os cientistas queriam observar os efeitos do Splenda no sistema nervoso. Eles morreram simplesmente porque queríamos uma alternativa ao açúcar”, lamenta. Se você é contra a realização de testes em animais, assine a petição clicando aqui.  


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Orangotango grávida é fotografada em cima da última árvore que restou em pé na floresta

Foto: Press People

Foto: Press People

Uma orangotango do sexo feminino grávida, exausta e faminta se agarra a uma árvore solitária bem acima do que costumava ser uma floresta tropical intocada há milênios – até que tratores gigantes a invadiram e destruíram em dias.

Boon-Mee estava fraca e assustada demais para deixar o tronco de árvore onde procurara refúgio enquanto as máquinas destruíam sua casa na floresta em Bornéu, relata o jornal Sunday People.

Suas condições significavam que ela não conseguiria procurar alimentos – condenando a si mesma e seu bebê a uma morte agonizante.

Boon-Mee parecia condenada a compartilhar o destino de muitos orangotangos na Indonésia, onde as plantações de dendê estão destruindo os habitats tropicais dos primatas em Bornéu e Sumatra.

Foto: Press People

Foto: Press People

Centenas de macacos são abatidos todos os anos com armas e facões na busca por lucros que as empresas realizam ao destruir as florestas de dendê para extrair o óleo de palma.

Mas, na verdade, Boon-Mee teve sorte porque, no caso dela, os donos das plantações pertencem a um grupo de conservação e relataram seu caso a uma entidade beneficente International Animal Rescue.

Uma equipe do IAR – apoiada por oficiais florestais locais – saiu em seu resgate e passou horas lutando sobre árvores caídas, muitas vezes tendo que usar máscaras porque os tocos tinham sido incendiados e ainda estavam queimando.

Quando finalmente chegaram ao local, encontraram não apenas Boon-Mee, mas outros três orangotangos.

Charanya teve um bebê e estava procurando desesperadamente por comida. Kalaya estava semi-consciente e com os peitos cheios de leite, levando a equipe a pensar que ela tinha acabado de ter um bebê, que provavelmente morreu ou foi tirado dela para ser vendido como animal doméstico.

Enquanto isso, Boon-Mee estava sobrevivendo com suas últimas forças.

O oficial da IAR, Lis Key, disse: “É de cortar o coração ver o estado terrível desses animais, já que seu habitat é destruído pela indústria de dendê – eles ficam fracos pela fome.

“É um conforto mínimo que desta vez, em vez de persegui-los ou matá-los, como costumam fazer, a empresa fez a coisa certa e nos contatou”, disse Key.

Boon-Mee foi o mais complicado dos primatas a ser resgatado porque ela estava fraca demais para descer da árvore.

No final, os socorristas a tranquilizaram com um dardo e a pegaram em uma rede.

Os três adultos e o bebê foram levados para um refúgio da vida selvagem, onde Boon-Mee teve seu bebê protegida e tranquila. Ela passa bem e parto correu normalmente.

Todos os orangotangos tiveram a saúde restabelecida e depois foram liberados na selva em outra parte da floresta. Lis disse: “Apesar da condição em que estavam, eles realmente tiveram sorte em terem sido resgatados”.

“O pior é que existem centenas de orangotangos que não terão tanta sorte por causa das terríveis condições em que são forçados a tentar sobreviver”.

Especialistas temem que existam apenas 40 mil orangotangos na natureza – um número chocante se considerados que representam 20 mil a menos de apenas uma década atrás.

E o IAR avisa que o desmatamento para extração do óleo de palma é a causa número um de tantas mortes.

Foto: Press People

Foto: Press People

O óleo é usado em até metade de todos os alimentos processados, é cada vez mais usado como biocombustível e é um ingrediente-chave em itens como xampus e cosméticos.

Lis disse: “Há muitas alternativas para o óleo, mas nenhuma é tão barata”.

E os compradores muitas vezes não percebem o quanto isso é usado, porque podem ser citados nas embalagens e rótulos dos produtos como “óleo vegetal”.

Mas o plano da UE para introduzir novas regras de rotulagem começa a vigorar no próximo ano.

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Artistas internacionais se apresentam em festival no Caribe contra a poluição plástica

Por David Arioch

Músico australiano Cody Simpson foi uma das atrações do Play it Out (Foto: Divulgação/EPA/ONU)

No final de semana, artistas, celebridades e líderes políticos se reuniram no Estádio Nacional Sir Vivian Richards, na ilha de Antígua e Barbuda, para participar do festival Play it Out, que visa ampliar a conscientização e inspirar ações para combater a poluição plástica.

Além de apoiar o ativismo global, o festival teve como objetivo reconhecer iniciativas concretas que ajudam a responder ao problema da poluição plástica, incluindo a campanha Mares Limpos, da ONU Meio Ambiente, que se propõe a acelerar ações previstas no Plano de Ação Caribenho para Plásticos.

Com apresentação das atrizes Meagan Good e Amanda Cerny, o evento contou com apresentações do rei do gênero caribenho soca, Machel Montano e da cantora Ashanti, vencedora do Grammy, além de outros nomes como DJ Robin Schulz; da dupla de R&B Nico & Vinz; da banda de indie-rock St. Lucia; da banda colombiana de eletropop Bomba Estereo; do músico australiano Cody Simpson; e do cantor de reggae ganês Rocky Dawuni.

O evento foi organizado pela presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Fernanda Espinosa, junto aos governos da Noruega e de Antígua e Barbuda.

Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo

Segundo a ONU, 80% de todo o lixo marinho é composto por plástico e a estimativa é que em 2050 a quantidade de plásticos na água supere a de peixes. Vale lembrar também que o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo e recicla apenas 1%. Sem a destinação adequada, grandes quantidades de resíduos plásticos chegam aos oceanos e afetam a vida marinha, já que muitos animais acabam consumindo esse tipo de produto que interfere até mesmo no comportamento reprodutivo das espécies.

Gatinha não para de sorrir após ser adotada

Foto: Instagram/tulipthegremlincat

Foto: Instagram/tulipthegremlincat

Tulipa já enfrentou inúmeros desafios em sua curta vida, mas a gatinha de 10 meses ainda agradece por estar viva a cada dia com um sorriso.

Encontrada nas ruas de Ontário, no Canadá, ela foi levada por uma equipe de resgate local com cerca de duas semanas de idade. Tulipa estava sofrendo de uma infecção nos olhos, mas ainda sorria para a câmera quando a equipe de resgate tirou uma foto dela para o site do abrigo. Mal sabia a gatinha, que essa foto seria a responsável por encontrar para ela uma família e um lar.

Foto: Instagram/tulipthegremlincat

Foto: Instagram/tulipthegremlincat

Jenn e Chris passaram meses procurando por uma companhia para seu gato Pinecone quando o sorriso de Tulipa apareceu na tela do computador. “Seu sorriso em sua pequena foto de identificação nos atraiu imediatamente”, Jenn disse ao The Dodo.

O casal apresentou um pedido para a visitação da gatinha e foram aprovado. Quando eles foram conhecê-la, eles não conseguiam acreditar que a gatinha ainda estava sorrindo – mesmo no abrigo.

A conexão foi instantânea. “No segundo em que a conhecemos em pessoa, nos apaixonamos pela aparência e pela personalidade dela”, observou Jenn.

Foto: Instagram/tulipthegremlincat

Foto: Instagram/tulipthegremlincat

Quando trouxeram Tulipa para casa, a gatinha continuou a mostrar seu doce sorriso em todo momento.

“No começo, supusemos que fosse apenas um anúncio em sua foto de identificação para adoção, mas assim que a levamos para casa e começamos a tirar inúmeras fotos dela, percebemos que era algo permanente”, acrescentou Jenn. “O sorriso dela está sempre lá e nunca envelhece.”

Mesmo com alguns problemas médicos, a gatinha manchada de preto e branco sorriu para que seus pais soubessem que tudo ficaria bem.

Foto: Instagram/tulipthegremlincat

Foto: Instagram/tulipthegremlincat

“A parte realista de mim gosta de pensar que sua coloração tem muito a ver com seu sorriso constante”, disse Jenn. “Depois, outra parte de mim gosta de pensar que está sempre sorrindo porque sabe que aos 10 meses ela já superou tanta coisa”.

Agora que Tulipa esta totalmente saudável, ela adora brincar e levar seus brinquedos para onde for, ela ama ficar perto do aquário e irritar seu irmão mais velho – de quem ela é inseparável.

“Ela é um lembrete constante de que as coisas sempre mudam e melhoram, não importa o quão difíceis pareçam no momento”, acrescentou Jenn. “É difícil imaginar nossas vidas sem o sorriso dela. Ela acrescentou muita alegria aos nossos corações e ao nosso lar”.

Foto: Instagram/tulipthegremlincat

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“Ela realmente é uma tulipa”, uma flor especial em nossas vidas, ela acrescentou, “que sempre floresce de novo e de novo – e acho que ela sabe disso sobre si mesma”.

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Carteiro encontra cão idoso e abandonado passando frio na rua e toma uma decisão

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

Nate Ohlman saiu para o trabalho como faz todas as manhãs, ele seguia seu caminho, entregando a correspondência em sua rotina de carteiro, quando de repente reparou em um cão idoso que se encolhia em uma vala no final de uma rua sem saída.

Estava absolutamente gelado nas ruas aquele dia, no meio de um inverno rigoroso no Missouri (EUA), e Ohlman podia dizer só de olhar que o pobre cachorro da raça pit bull estava lutando para encontrar uma maneira de se manter aquecido. Vê-lo sozinho no frio quebrou seu coração, e ele soube que tinha que encontrar uma maneira de ajudá-lo.

Ohlman tentou se aproximar do cachorro devagar, não querendo assustá-lo – mas rapidamente percebeu que o cão mais velho não podia ouvir nem ver muito bem.

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

“Eu me movi um pouco e fiz alguns ruídos, até que ele pudesse me ver e assim que ele me viu, ele se levantou e correu para o meu caminhão de correspondência”, disse Ohlman ao The Dodo. “Ele estava congelado, morrendo de fome e sozinho.”

Assim que o cachorro, mais tarde chamado de Sloan, viu Ohlman, ele de alguma forma sabia que o carteiro estava lá para ajudá-lo. Ohlman subiu em seu caminhão com Sloan no colo e olhou para o cão magro, imaginando como alguém poderia tê-lo decepcionado tanto. Naquele momento algo tocou seu coração.

Sabendo que precisava de ajuda o mais rápido possível, Ohlman correu com Sloan para o hospital de animais mais próximo. Deixou-o aos cuidados da equipe médica, cruzando os dedos para que seu novo amigo estivesse bem, e garantiu que a equipe do hospital tivesse suas informações de contato para que pudessem atualizá-lo sobre como Sloan estava se saindo.

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

“Eu disse à clínica para anexar o meu número de telefone à ficha dele. Eu queria saber o que aconteceria com esse doce garoto ”, disse Ohlman.

Ohlman voltou a trabalhar depois disso e continuou seu caminho – mas não importava o quanto ele tentasse, ele simplesmente não conseguia tirar Sloan da cabeça.

“Pensei em como e por que alguém faria uma coisa tão terrível com uma criatura indefesa”, disse Ohlman. “Partiu meu coração continuar a pensar que ele não tinha ninguém para amá-lo. Eu tinha que adotá-lo – precisava disso. Não acredito em muitas coisas, mas acredito que era meu destino encontrá-lo.

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

Nesse ponto, porém, tudo o que Ohlman podia fazer era esperar que, com tudo o que ele tinha sofrido e passado, Sloan conseguisse superar e e melhorar, para que, de alguma forma, encontrassem o caminho de volta um para o outro no final de tudo.

Sloan acabou sendo levado pelo ONG e abrigo KC Pet Project e chegou ao abrigo deles no dia seguinte ao resgate no beco sem saida. Ele estava em péssimas condições, e todo mundo no abrigo de resgate ficou de coração partido com a visão dele tão ferido e doente.

“Ele estava severamente abaixo do peso, tinha feridas em todo o corpo e mal conseguia ficar de pé ou andar sozinho por um longo período de tempo”, disse Tori Fugate, diretor de comunicações da KC Pet Project, ao The Dodo. “Ele alcançou a menor pontuação corporal que nossos veterinários poderiam dar.”

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

A equipe de resgate de Sloan imediatamente começou a tratá-lo com remédios e fluidos, e mantiveram-se muito atentos a ele por vários dias. Eles estavam preocupados que o pobre cachorro tivesse sido maltradado e esquecido por tempo demais para se recuperar, mas depois de receber os melhores cuidados possíveis, Sloan começou a melhorar e acabou sendo forte o suficiente para se mudar para um lar temporário, onde continuou seu longo caminho para a recuperação.

Estimou-se que Sloan tinha cerca de 12 anos e, apesar de sua idade, ele começou a se curar e se transformar no cão mais doce e pateta que não queria nada além de estar perto de pessoas o tempo todo, recebendo todo o amor e atenção que ele tinha desejado por tanto tempo.

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

Em pouco tempo, Sloan estava prosperando em seu lar temporário, e quando chegou a hora dele finalmente ir para sua casa definitiva, os amigos de Sloan no KC Pet Project sabiam exatamente para quem ligar.

Ohlman ficou extremamente feliz quando descobriu que ele era oficialmente capaz de adotar Sloan, e a reunião dos dois foi a coisa mais bonita de se assistir.

Sloan imediatamente reconheceu o homem que salvou sua vida e agradeceu-lhe com muitos beijos e carinhos. Sloan se acomodou maravilhosamente bem em sua nova casa e está amando cada minuto de sua nova vida.

“Sloan é um cão idoso que, acredito, pertencia a uma família”, disse Ohlman. “Seu comportamento e ações são a prova. Alguém fez algo muito desumano ao abandoná-lo. Eu só fiz a coisa certa a adotá-lo, nada mais”, conclui o carteiro.

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Cão de abrigo se recusa a ser adotado sem sua tigela de comida

Foto: Memphis Animal Services

Foto: Memphis Animal Services

Oliver foi encontrado em situação de rua depois que ele se recusou a deixar o quintal de uma família em Memphis, Tennessee (EUA). Oficiais do departamento controle de animais foram buscá-lo, mas toda vez que um deles chegava perto dele, ele saltava por cima da cerca e saía do pátio, como se fosse um jogo.

Eles finalmente tiveram que montar uma armadilha humana para pegá-lo e levaram-no para o abrigo Memphis Animal Services.

Foto: Memphis Animal Services

Foto: Memphis Animal Services

A partir do momento em que Oliver chegou, seus novos amigos do abrigo perceberam que ele provavelmente teve uma casa ou alguém cuidando dele em algum momento. Ele era muito inteligente e absolutamente amava comida e guloseimas de todo tipo, e sabia que se ele escutasse e fosse bem-comportado, ele seria recompensado com eles.

“Eu o conheci logo no primeiro dia em que ele chegou, e ele sentou para mim imediatamente antes mesmo de eu mostrar a ele que eu tinha petiscos”, disse Katie Pemberton, especialista em engajamento comunitário da Memphis Animal Services, ao The Dodo.

“Então, é claro, assim que os petiscos apareceram, ele ficou ainda mais ansioso para se sentar. Quanto mais ele me conhecia, mais ele se pressionava contra as barras do canil para me deixar acariciá-lo”.

Foto: Memphis Animal Services

Foto: Memphis Animal Services

Oliver amava tanto a comida que rapidamente ficou muito apegado à sua tigela de comida – e começou a carregá-la com ele onde quer que fosse.

“Na primeira noite em que ele chegou aqui, nosso supervisor de campo passou por seu canil em nossa sala de captação de animais e notou-o com a tigela na boca”, disse Pemberton.

“O seu truque fofo foi muito eficaz porque ela deu-lhe mais comida! Então, quando ele se mudou para seu canil permanente, ele continuou fazendo isso. Ele tinha a tigela na boca a maior parte do tempo”.

Foto: Memphis Animal Services

Foto: Memphis Animal Services

É possível que alguém do seu passado tenha ensinado Oliver a pegar sua tigela de comida como um truque divertido. Também é possível que ele tenha ficado sem comida em algum momento, e ficou preocupado que caso ele perdesse de vista sua tigela de comida, ele não poderia se alimentar novamente.

Durante toda a sua estada no abrigo, Oliver continuou carregando sua tigela de comida com ele por toda parte, e os funcionários da instituição acharam aquilo extremamente adorável. Eles começaram a tirar fotos de seu hábito peculiar e postá-los nas mídias sociais – e não demorou muito para o resto do mundo se apaixonar por Oliver também.

“Recebemos uma quantidade muito incomum de perguntas sobre Oliver depois que suas fotos se tornaram virais – eu gostaria que cada cão tivesse tantas pessoas interessadas em adotá-las”, disse Pemberton.

A obsessão de Oliver com a tigela fez com que ele fosse notados por muitas pessoas e eventualmente trouxe sua família até ele.

Foto: Memphis Animal Services

Foto: Memphis Animal Services

Oliver foi adotado e voltou para casa com sua nova família em 16 de abril – e ficou absolutamente muito feliz quando percebeu que sua tigela de comida estava vindo com ele. E ficaria sempre cheia.

Graças ao seu hábito meigo e original, Oliver agora tem a melhor família que ele poderia desejar, onde nunca mais terá que se preocupar em ficar com fome de novo.

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Grupo de senadores lança “Junho Verde” em defesa do meio ambiente

Por David Arioch

Contarato: “Nós temos que debater, principalmente em um momento tão delicado pelo qual o Brasil está passando” (Foto: Agência Senado)

Um grupo de senadores liderados pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), Fabiano Contarato (Rede-ES), lançou na semana passada a campanha “Junho Verde”, que tem o objetivo de dedicar este mês às causas ambientais, promovendo debates sobre aquecimento global, desertificação, preservação das águas e das florestas, e também proteção dos animais.

“Durante os dois anos de mandato, enquanto eu estiver presidindo a comissão, essas audiências públicas vão se tornar uma constante, porque nós temos que debater, principalmente em um momento tão delicado pelo qual o Brasil está passando”, disse Contarato.

Os senadores da Comissão de Meio Ambiente também apresentaram um projeto para incorporar o “Junho Verde” ao calendário permanente do Senado. “Antes da eleição já se falava em acabar com o Ministério do Meio Ambiente, mas se ele não conseguiu fazer isso de direito, está fazendo de fato. Acabou com a Secretaria de Educação Ambiental, enfraqueceu o Ibama e o ICMBio, está autorizando a extração de minério em terras indígenas”, criticou o presidente da CMA.

Segundo Fabiano Contarato, o Brasil está caminhando na contramão, no retrocesso, enquanto que na comunidade europeia os “verdes” estão ganhando espaço.

“Preservar o meio ambiente é preservar a vida humana, eu não tenho dúvida. E o Brasil tem que entender que isso não é só a questão ambiental. Porque transcende o espaço territorial brasileiro, é um direito planetário que vai abalar a economia porque os países envolvidos que lutam pela preservação ambiental não querem firmar acordo com o Brasil se não houver esse comprometimento”, argumentou.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que apoia a criação do “Junho Verde”. Integrante do grupo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) questionou a Medida Provisória 867/2018, que expira hoje, mas que prevê alteração do código florestal, anistiando desmatadores.

“É uma MP originalmente pensada com um objetivo: regularização fundiária. E se tornou um festival de jabutis, que deforma o Código Florestal. Essa medida provisória expira na segunda-feira [hoje], então é bom que se diga, nós não aceitaremos essa MP por todas as razões. Não aceitaremos uma MP cheia de jabutis vir da Câmara federal e ser apreciada aqui com a quebra de todos os interstícios, seja hoje seja amanhã”, afirmou Randolfe.


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Câmera escondida flagra caçadora alimentando cães com filhotes de raposa

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Um investigador que atua em defesa dos direitos animais flagrou o momento em que um caçador alimentou seus cães com filhotes de raposa.

Paul Oliver, de 40 anos, é acusado de jogar os filhotes para seus cães antes que as duas raposas fossem encontradas mortas em uma lixeira. Ele nega acusações.

Na sexta-feira, o Tribunal de Magistrados de Birmingham (Inglaterra) assistiu as gravações secretas, depois que ativistas anti-caça instalaram as câmeras escondidas no canil South Herefordshire Hunt em 16 de maio de 2016.

Três pessoas foram julgadas por acusações de crueldade contra animais após as imagens secretas vieram à tona.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

O vídeo mostra um homem carregando um filhote de raposa até os canis, enquanto os cães podem ser ouvidos latindo alvoroçadamente.

Minutos depois, o homem sai do canil e joga o animal morto em uma lixeira antes de borrifá-lo com um líquido.

Oliver, a empregada do canil Hannah Rose, 30, e o terrierman Nathan Parry, 40, negam as quatro acusações de causar sofrimento desnecessário a um animal protegido.

Julie Elmore, 55, de Abergavenny, País de Gales, e Paul Reece, 48, de Itton, no País de Gales, admitiram duas acusações de causar sofrimento desnecessário a um animal protegido.

O tribunal ouviu como o investigador dos direitos animais, Karl Garside, capturou as filmagens depois de colocar um rastreador magnético no Land Rover da Parry.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Ele disse que as câmeras foram instaladas perto de trailers brancos no local onde fica o canil SHH Kennels, onde ele também encontrou um filhote de raposa em uma gaiola.

Garside, o investigador, observou que a caça à raposa foi proibida em 2005, então ele instalou a câmera para descobrir por que o filhote de raposa estava lá.

Ele disse que as imagens mostram um homem de boné colocando a raposa morta em uma lixeira, antes de ser visto levando outro filhote de raposa para dentro do canil.

Garside acrescentou: “Ele é visto então pulverizando algo sobre as raposas no lixo, fomos ao local mais tarde e vimos os filhotes de raposa no lixo, eles estavam azuis.”

Um funcionário rural disse ao tribunal que acredita que as raposas podem ter sido mortas com um martelo antes de serem dadas aos cães.

A testemunha de defesa, que foi referida apenas como Dr. Lomax, disse: “Sabemos que as lesões na cabeça e no peito ocorreram com cerca de um minuto de intervalo entre uma e outra.

“Pode-se supor que o golpe na cabeça teria sido o primeiro”.

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Imagens flagram animais negligenciados em “pele e osso” abandonados em uma propriedade rural

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

Fotos com imagens fortes e pungentes foram divulgadas pela polícia da Flórida (EUA), em um flagrante de fome e negligência enfrentadas por quase uma dúzia de animais que viviam sem comida ou água, em uma propriedade na região.

Oficiais estavam realizando uma verificação com relação ao bem-estar animal de vários animais em Ridge Manor, ao norte de Tampa, após receber uma denúncia de que muitos deles pareciam estar em perigo.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

A Unidade de Fiscalização de Animais da Delegacia do Condado de Hernando respondeu à chamada de denúncia.

O oficiais encarregados da investigação encontraram vários animais debilitados e em necessidade de cuidados médicos urgentes, incluindo um cavalo com os ossos do quadril, costelas e coluna a mostra sobre a pele, tamanha a sua magreza.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

No outro extremo da propriedade, eles encontraram um porco extremamente acima do peso, juntamente com três cabras e cinco cães cujo alojamento estava coberto de fezes e mofo.

Os policiais disseram a responsável pelos dos animais, Kay Davis de 68 anos, que ela precisava limpar o alojamento dos cães imediatamente e fornecer panos e camas limpos para eles dormirem e água limpa também.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

Davis disse que um homem estava “vindo limpar o alojamento dos cachorros” mais tarde naquele mesmo dia.

Os oficiais do bem-estar animal também informaram a Davis que ela precisaria de um veterinário para examinar tanto o cavalo quanto uma das cabras que pareciam severamente desnutridas.

Davis foi inicialmente informada de que as condições tinham que mudar no final de abril, mas parece que desde o encontro inicial os policiais se esforçaram para voltar a entrar em contato com Davis sem sucesso.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

Enquanto isso, as condições dos animais só pioraram.

“Quando os policiais chegaram ao local, puderam observar o estado do cavalo, cuja condição parecia ter piorado desde a última visita”, afirma o relatório.

Nenhum dos animais tinha acesso a comida. Sua água estava coberta de algas e contaminada.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

“Todos os animais da propriedade foram encontrados em estado de negligência e foram resgatados e levados para o Serviço de Animais em Brooksville.”

Davis e Glen Gulvin, 64 anos, que também ajudam a cuidar dos animais, foram ambos citados e acusados por crime de crueldade contra animais.

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Britânico faz sucesso com imitação de peixe à base de flor de banana marinada em algas

Por David Arioch

“Peixe vegano” com fritas, uma das opções oferecidas pela Sutton no leste de Londres (Foto: Reuters)

O britânico Daniel Sutton, proprietário da Sutton and Sons Fish & Chips, uma empresa familiar do ramo alimentício com diversas filiais pelo Reino Unido, decidiu incrementar o cardápio de opções veganas no início de 2019.

E o resultado em sua loja no leste de Londres foi tão positivo que de lá pra cá a sua maior dificuldade é atender a demanda. “Nós pensamos em produzir algo vegano e ver como é. O resultado foi muito bom, então introduzimos um cardápio completo”, diz Sutton.

Na realidade, o empreendedor decidiu ir um pouquinho além. Esta semana ele está abrindo uma filial da Sutton and Sons Fish & Chips dedicada aos veganos – e com uma cozinha onde não entra nada de origem animal.

A loja também fica no leste de Londres, que Daniel Sutton qualifica como uma região moderna e com a maior demanda por restaurantes veganos. Das opções no cardápio, o destaque da atualidade é o “peixe vegano” à base de flor de banana marinada em algas marinhas.

Esses ingredientes são à base do alimento, mas o sabor surge a partir de uma planta litorânea que os ingleses chamam de samphire, mas que no Brasil conhecemos como salicórnia – que se popularizou depois que Shakespeare a citou na tragédia “Rei Lear”.

Com essa combinação, Sutton tem feito sucesso entre os veganos, embora nem todo mundo concorde que o gosto seja de peixe.

“Não acho que tem gosto de peixe, mas eu definitivamente comeria mais. Tem um sabor melhor do que peixe com batatas fritas e é um bom alimento”, disse à gerente de arrecadação de fundos, Cat Thomas, que foi convidada a experimentar o prato, segundo a Reuters. A Sutton também oferece alternativas ao camarão, além de veggie burgers, “linguiças veganas”, etc.


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