Primeiro clube de rugby vegano do mundo é formado no Reino Unido

Por Rafaela Damasceno

O primeiro clube de rugby completamente vegano foi formado no Reino Unido e atualmente está à procura de novos jogadores. O time se chama Green Gazelles e foi formado para provar o poder do estilo de vida vegano. A equipe é composta por homens e mulheres.

O time reunido

Foto: Green Gazelles

O fundador, Brendan Bale, está procurando por jogadores de todas as habilidades e tem interesse em jogadores de alto nível. “O time está se formando muito bem, com o jogador profissional Darren Dawidiuk, o treinador David Cleary e muitos outros mostrando interesse”, declarou ele.

O clube está garantindo que todas as vestimentas sejam totalmente veganas – incluindo os calçados – e está atrás de patrocinadores.

“Somos o primeiro clube de rugby inteiramente vegano, nosso objetivo é mostrar os jogadores que seguem uma dieta baseada em vegetais – promovendo o veganismo através do rugby!”, diz a página do Green Gazelles no Facebook.

O clube segue o exemplo da equipe de futebol Forest Green Rovers, que é inteiramente vegana desde 2015. Muitos outros atletas de sucesso também seguem uma dieta baseada em vegetais, como Lewis Hamilton, campeão de Fórmula 1; o jogador de futebol do Manchester United, Chris Smalling; as estrelas do tênis, Novak Djokovic e Serena Williams, e muitos outros.

Forest Green Rovers

Em 2015, o Forest Green Rovers removeu todos os produtos de origem animal de seus estádios, tornando-se o primeiro time do mundo a jogar em um estádio inteiramente vegano.

O proprietário do time, Dale Vince, também é diretor de uma empresa de eletricidade vegana, a Ecotricity. Além de promover o veganismo, ele também agrega os princípios de sustentabilidade ao espírito da equipe. Abandonou os uniformes feitos com produtos plásticos e adquiriu camisas de bambu. Os calções possuem o logotipo dos patrocinadores veganos da equipe.


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Imagens mostram animais vivendo sob condições insalubres em zoo da Tailândia

Por Rafaela Damasceno

Imagens divulgadas mostram animais sob condições de maus-tratos e crueldade em um zoológico da Tailândia. Elefantes traumatizados podem ser vistos balançando a cabeça de um lado para o outro, um sinal de sofrimento psicológico, enquanto estão acorrentados ao chão; crocodilos nadam em piscinas sujas e cobertas de lixo; tigres agitados são alimentados por visitantes com carnes espetadas em uma vara.

Ativistas em defesa dos direitos animais estão pedindo para que agências de turismo parem de levar turistas à Fazenda e Zoológico de Crocodilos Samut Prakan. Nesta semana, a maior agência de reservar online da China, Ctrip, cortou parceria com o zoológico.

A National Geographic também investigou o local e descobriu um elefante de quatro anos, desnutrido, que não conseguia ficar de pé e tinha um grande ferimento em um lado da cabeça.

As patas de um elefante. Uma delas está acorrentada ao cão

Foto: Viral Press

Um tigre, chamado Khai Khem, também foi encontrado sob condições de negligência. Ele possuía um abcesso dental – acúmulo de pus devido a infecção bacteriana – tão grave que estava perdendo sua mandíbula.

O proprietário do zoológico, Uthen Youngprapakorn, afirmou que os animais ainda estarem vivos é a prova de que estão sendo bem tratados. Ele ainda ameaçou processar quem dissesse o contrário.

As denúncias contra o zoológico não são recentes. Em dezembro do ano passado, filmagens mostraram um elefante desnutrido sendo forçado a realizar truques em frente aos turistas.

O crocodilo saindo do lado coberto de folhas

Foto: Viral Press

“Os funcionários do zoológico espetavam elefantes com pontas afiadas de metal e os forçaram a realizar passeios e fazer truques com boliche, pintura e dança”, afirmou a PETA.

A ONG também declarou que os elefantes não podiam interagir entre si e oscilavam para frente e para trás, sinônimo de intenso estresse psicológico.

Apesar da crescente pressão popular para que o local feche, ele ainda continua funcionando normalmente, mesmo com os animais vivendo sob condições insalubres.


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Governo alemão pretende aumentar imposto sobre a carne para ajudar a salvar o planeta

Foto: World Animal News

Foto: World Animal News

Deputados alemães propuseram o aumento dos impostos sobre a carne no país para ajudar a salvar o planeta.

A carne é atualmente relativamente barata em toda a Alemanha e utilizada uma série de pratos tradicionais. O prato característico nacional, sauerbraten, é um assado de carne, e o país também é conhecido por seu gosto por alimentos como bratwurst (salsicha grelhada) e schnitzel (carne de porco ou frango à milanesa).

No entanto, o apetite alemão por carne tem um custo ambiental e, por causa disso, esses pratos podem ficar mais caros.

Políticos do partido Social-democratas e dos partido Verde propuseram aumentar o imposto sobre valor agregado (IVA) sobre a carne no início desta semana. Atualmente o produto é tributado a uma taxa reduzida de 7%, no entanto, alguns políticos querem ver esse valor elevado para 19%.

O bem-estar animal também é uma preocupação para alguns, que gostariam de ver o dinheiro extra de seus impostos devolvido aos animais. “Sou a favor de abolir a redução do IVA para a carne e de direcionar mais para o bem-estar animal”, disse Friedrich Ostendorf – porta-voz da política agrícola para o partido Verde – em um comunicado, informa o DW (Deutsh Welle).

Albert Stegemann – porta-voz do setor de agricultura da União Democrata Cristã (CDU) – também apoiou o imposto, mas quer ver o dinheiro devolvido aos agricultores. Ele disse, “a receita fiscal adicional deve ser usada para apoiar os pecuaristas para ajudá-los a se reestruturar”.

Impostos cobre a carne no mundo

A Alemanha não é o único país a considerar um imposto maior sobre a carne. No início deste ano, a parlamentar britânica Caroline Lucas pediu ao governo do Reino Unido que “considere seriamente” taxar a carne por razões ambientais.

Segundo ela, “melhor manejo do esterco e cuidadosa seleção de ração podem ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa, mas – mesmo correndo o risco de ser alvo da ira do secretário de energia, que disse recentemente que incentivar as pessoas a comer menos carne seria o pior tipo de atitude – reafirmo que precisamos de uma séria consideração sobre medidas como por exemplo um imposto sobre a carne”.

Algumas organizações são a favor de um imposto sobre a carne, mas por razões de saúde. Uma pesquisa publicada em 2018 revelou que um imposto global sobre carnes vermelhas e processadas poderia salvar mais de 200 mil vidas até 2020. Também poderia reduzir o custo dos cuidados de saúde em £ 30,7 bilhões (142 bilhões de reais).

Louis Meincke, do World Cancer Fund, disse que a pesquisa “poderia ajudar a reduzir o nível de consumo de carne, semelhante ao funcionamento de um imposto sobre bebidas açucaradas, além de compensar os custos do sistema de saúde e melhorar a sustentabilidade ambiental”.

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Como o lobby da agropecuária venceu mais uma batalha contra os animais no Senado

Por David Arioch

A prioridade daqueles que colocaram suas vontades à frente dos interesses dos animais é deixar claro que há violências contra outras espécies que são justificáveis (Foto: Tras Los Muros)

O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 27/2018, de autoria do deputado Ricardo Izar (PP-SP), aprovado ontem (8), que reconhece os animais como “sujeitos de direitos despersonificados”, não foi aprovado de outra forma não por que há senadores que não reconhecem os animais como “sujeitos com inúmeras capacidades” e que presumivelmente na perspectiva da defesa animal deveriam gozar do direito em não passar por privação ou sofrimento em decorrência de fins econômicos, e que portanto demandam direito à preservação da integridade física e emocional; mas sim porque eles deixaram claro que não querem que seus negócios e apoiadores sejam prejudicados economicamente, ainda que isso signifique continuar defendendo a perpetuação da indiscriminada subjugação e violência contra inúmeras espécies.

Embora a iniciativa seja positiva para trazer à tona discussões sobre a relação humana-animal, e migrá-los da ótica penal de “bens móveis”, que podemos interpretar como “coisas”, é inegável que o projeto se afastou de cumprir um papel limitado, mas extensivo, quando o relator Randolfe Rodrigues (Rede-AP) acatou as mudanças exigidas por alguns senadores para votarem favoravelmente ao projeto – como ressalvar “manifestações culturais” e “atividades agropecuárias” – como um tipo ruidoso e curioso de protecionismo às saias da própria legislação que deveria defender os animais desse tipo de armadilha.

Em síntese, isso significa que animais criados para consumo ou explorados como entretenimento em atividades classificadas como “manifestações culturais” não serão exatamente beneficiados pela nova lei, já que continuarão sendo submetidos ao mesmo sistema da atualidade. Sem dúvida, causa estranheza reconhecer em geral animais como sencientes e “sujeitos de alguns direitos” e ao mesmo tempo excluir espécies que exploramos e/ou matamos para fins de lucratividade. Afinal, não são todos animais? E não é sobre animais que versa o projeto?

O único viés imperativo da oposição e emendas defendidas pelos senadores Rodrigo Cunha (PSDB-AL), Major Olimpio (PSL-SP) e Otto Alencar (PSD-BA), que exigiram que o projeto não interferisse nas atividades agropecuárias, é basicamente esse – economia. Não houve um dilema moral nem da ordem de reconhecimento de capacidades psicológicas, emocionais e sociais envolvendo animais, mas sim a preocupação em não permitir que o projeto interferisse em uma economia fundamentada na exploração de animais – e que assim sendo não coíbe a violência pela sua própria razão de ser.

A prioridade daqueles que colocaram suas vontades à frente dos interesses dos animais é deixar claro que há violências contra outras espécies que são justificáveis – o que por si só já entra em conflito com qualquer verdadeiro reconhecimento de direitos. Sendo assim, em vez de um projeto que poderia contribuir para moldar a relação humana-animal, ganhamos mais uma legislação que agrada pela plasticidade – ou seja, mais pelo parecer do que ser, e com severas limitações que o aproximam de outras propostas em andamento.

A problemática maior em relação às resistências ao projeto não parece ser ver os animais como “sujeitos de direitos”, mas permitir que eles sejam, de fato, reconhecidos legalmente como “sujeitos de direitos”. Os senadores e deputados que defendem os interesses da agropecuária não estão no momento preocupados com a forma como as pessoas veem os animais, mas sim como eles são classificados perante a legislação.

Estatuto dos Animais pode seguir pelo mesmo caminho

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 631/2015, que cria o Estatuto dos Animais, de autoria do ex-senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), pode seguir pelo mesmo caminho. Considerada de grande importância para a causa animal, a iniciativa estabelece obrigações em relação à proteção animal e proíbe práticas e atividades classificadas como cruéis ou que causem danos à integridade física e emocional dos animais.

Também define regras de guarda e trata da proibição de práticas de maus-tratos. Defensor da vaquejada, o senador Otto Alencar (PSD-BA), que fez oposição ao texto original do projeto que reconhece os animais como “sujeitos de direitos despersonificados” já se manifestou contra o Estatuto dos Animais, preocupado com a possibilidade de proibição da atividade que, segundo ele, “gera empregos”.

Além disso, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) apresentou proposta para que “animais de produção” e de “interesse econômico” sejam excluídos do Estatuto dos Animais. O projeto obriga cada pessoa física ou jurídica a garantir espaço adequado e apropriado para a manifestação do comportamento natural, individual e coletivo dos animais. A exigência foi criticada por Kátia Abreu que a qualificou como um risco à criação de animais em confinamento no Brasil.

A mesma defesa foi feita em discussão sobre o projeto no CAE pelo senador Telmário Mota (PROS-RR). No texto original do projeto de lei do Senado consta que “não serão toleradas práticas de maus-tratos sob a justificativa de tradição cultural, recreação ou exploração econômica”.

Ao ler a matéria do projeto, Mota exigiu que o texto fosse alterado para “não serão consideradas práticas de maus-tratos aquelas relacionadas à tradição cultural, recreação ou exploração econômica”.


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Indústria da carne australiana perderá bilhões de dólares até 2030

Por Rafaela Damasceno

A indústria da carne na Austrália prevê uma perda de 3,8 bilhões de dólares (mais de 14 bilhões de reais) até 2030. A mudança se dará principalmente pela crescente consciência e preocupação em relação do bem-estar animal e o meio ambiente.

Vários porcos presos em uma fazenda de criação

Foto: Totally Vegan Buzz

Segundo Totally Vegan Buzz, um líder da indústria pediu a agricultores que desafiem o movimento vegano, em ascensão, dizendo que o movimento ainda é jovem e está se fortalecendo.

“Não podemos definir o que as pessoas escolhem comer”, afirmou Jacqueline Baptista, gestora da Meat and Livestock Australia. “Passamos décadas pensando que a ameaça desapareceria, que seria apenas mais um grupo ativista de esquerda que sumiria, então lidamos com isso de maneira diferente”, disse ela.

Segundo Baptista, parte da indústria ignorou a concorrência vegana, acreditando que iria embora. A outra tática foi tentar uma abordagem agressiva – mas nenhuma das duas coisas funcionou, e a indústria vegana cresce mais a cada dia.

Nos últimos meses, houve um aumento nos protestos veganos contra fazendas e matadouros da Austrália. “Nós realmente temos um problema com as atividades dos ativistas”, concluiu Baptista.


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Elefante é resgatado de zoo da Tailândia e levado a santuário

Por Rafaela Damasceno

Gluay Hom, um jovem elefante que foi maltratado durante anos, começou uma nova vida recentemente. Ele foi transferido de um zoológico para um santuário recentemente.

Gluay Hom no santuário, pisando na terra e se enchendo de lama

Foto: National Geographic

No ano passado a National Geographic relatou sua situação, enquanto ainda morava no Samutprakarn Crocodile Farm and Zoo. Mais de 70.000 pessoas assinaram uma petição da Change.org pedindo ajuda ao elefante, que ficava acorrentado, tinha uma perna inchada e um ferimento em um lado da cabeça.

Infelizmente, o resgate foi complicado. Sob a lei tailandesa, o animal é propriedade de seu tutor, que teria que vendê-lo ou desistir dele. Depois de muita negociação, a Fundação Salve os Elefantes comprou Gluay Hom, que agora está se acostumando com seu novo lar, o santuário Elephant Nature Park (Parque Natural do Elefante).

“Ele ainda está traumatizado. Ele anda devagar e precisa de tratamento. Seus olhos são tristes”, lamentou Lek Chailert, fundadora da fundação.

Gluay Hom chegou ao abrigo na manhã da última quarta-feira (7), e ainda está se acostumando em conseguir andar o quanto quiser, sem uma corrente, em um chão coberto de folhas. Segundo Chailert, o elefante vai poder se adaptar ao novo ambiente por uns dias, antes que a equipe do santuário faça exames necessários. Uma de suas patas permanece machucada.

A transição de Gluay para o santuário revelou mais coisas a seu respeito. Os funcionários do zoológico disseram ao National Geographic que o elefante tinha cinco anos, mas seus documentos revelam que ele tem, na verdade, 10, apesar de ser pequeno.

O principal objetivo do parque é finalmente apresentar Gluay a outros elefantes. “Nós queremos que ele esteja com os outros de sua espécie. Não queremos que ele se conecte demais com as pessoas”, declarou Chailert, que espera que o santuário possa se tornar um lar para Gluay. “Nós queremos que ele seja feliz. Nós queremos fazê-lo ser novamente um elefante”, concluiu.


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PETA acusa programa de Jimmy Fallon de crueldade animal

Por Rafaela Damasceno

A organização em defesa dos animais PETA pediu para que o programa The Tonight Show, com Jimmy Fallon, seja investigado por crueldade animal depois de ter exibido imagens de animais sendo tratados como adereço. Segundo o grupo, o programa violou termos ao permitir que o público interagisse com os animais.

Jimmy com uma cobra no pescoço no meio do programa

Foto: Getty

Grant Kemmerer, que fornece os animais explorados no programa, também foi acusado pela PETA. De acordo com a organização, ele foi multado em cerca de 7,3 mil dólares (mais de 27 mil reais) no ano passado ao violar cinco leis estaduais sobre a vida selvagem.

“Os animais sofrem a cada vez que são expostos ao caos da televisão e são repassados como adereços”, declarou Lisa Lange, vice-presidente da PETA. A organização também alegou que Robert Irwin, que frequentemente aparece com animais no programa, lidou com animais que não foram autorizados a estarem ali (que foram fornecidos por Grant).

Jimmy dando mamadeira a um camelo no programa

Foto: Getty

Durante dois segmentos que foram ao ar em janeiro e fevereiro, Robert incentivou Jimmy Fallon a tocar nos animais, apesar de não ser permitido contato com público direto.

A PETA pediu para que Grant fosse proibido de obter futuras autorizações de fornecer animais e pediu a Jimmy que parasse de exibi-los em seu programa.


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Instagram emite avisos de crueldade em publicações relacionadas a aquário em Dubai

Por Rafaela Damasceno

O Instagram começou a emitir um alerta para os usuários que acessam conteúdo sobre a Dubai Dolphinarium, avisando que as publicações podem conter crueldade contra os animais.

Dois golfinhos saltando em um tanque

Foto: Paulo Vecina / The National

A atração popular de Dubai foi alvo de protestos recentemente, após imagens de uma mulher sentada nas costas de um golfinho no chão de uma piscina serem divulgadas. O governo de Dubai declarou estar investigando o ocorrido.

“Abuso e venda de animais em extinção, ou suas partes, não são permitidos no Instagram”, dizia o aviso sempre que alguém procurava a #dubaidolphinarium. “Você está procurando uma hashtag que pode estar associada com postagens que encorajam comportamentos prejudiciais aos animais ou ao meio ambiente”.

Esse esquema foi introduzido à rede social em 2017, passando a impedir que os usuários vissem imediatamente as postagens que possam conter abuso de animais ou contra o meio ambiente. O aviso permite que os usuários escolham cancelar a pesquisa da hashtag, saber mais sobre a política de preservação animal do Instagram ou continuar a exibir as publicações possivelmente ofensivas.

“Encorajamos todos a serem responsáveis com o meio ambiente e cuidadosos em interações com animais selvagens, para ajudar a evitar a exploração”, comunicou o Instagram.

O vídeo divulgado levou diversas pessoas a criticarem o comportamento da mulher e protestarem a favor dos animais.

“Se as pessoas fossem mais informadas sobre o que os animais são, sua biologia, sua vida social, capacidade de entender e sentir, tenho certeza que se comportariam de maneira diferente”, afirmou Ada Natoli, bióloga e fundadora do Projeto Golfinho, que liderou os protestos contra o Dubai Dolphinarium.


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Pesquisadores acreditam que orcas desaparecidas no Canadá estejam mortas

Por Rafaela Damasceno

Orcas desapareceram na Colúmbia Britânica, província ao sul do Canadá. O Centro de Pesquisa de Baleias, que tem sua sede nos Estados Unidos e costuma monitorar os animais, acredita que elas estão mortas. Pesquisadores descobriram que, no inverno passado, as baleias adultas da costa da região estavam doentes e machucadas.

Uma orca saltando no mar

Foto: Dave Ellifrit/Center for Whale Research

Uma das orcas desaparecidas, uma fêmea de 42 anos denominada J17, foi registrada pela última vez com a cabeça e o pescoço disformes em virtude da fome.

Um macho, K25, tinha 28 anos e deveria estar no auge de sua vida, segundo o Centro de Pesquisa de Baleias. Ele foi visto pela última vez em janeiro, desnutrido. Outro, L84, de 29 anos, desapareceu antes do verão começar.

Com os desaparecimentos e possíveis mortes, a população de orcas no Sul caiu para 73. As baleias estão listadas como ameaçadas de extinção no Canadá e lutam para encontrar comida, devido à escassez de salmão, um dos alimentos mais consumidos pelas orcas.

Segundo um estudo recente, a reprodução da espécie vem sendo prejudicada pela escassez de comida. Há um estresse nutricional causado pela pequena disponibilidade de salmão, o que acaba acarretando em problemas na gravidez.

Muitos produtos químicos também acabam contaminando as águas e sendo absorvidos pelo salmão, contaminando as baleias que se alimentam do peixe. Algo em torno de 85% desses produtos tóxicos é passado para os filhotes durante o período de amamentação, o que torna as baleias mais suscetíveis a doenças e diminui suas chances de sucesso reprodutivo.


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Conheça os benefícios únicos de se conviver com um gatinho

Foto: Rover

Foto: Rover

No dia 8 de agosto é celebrado o Dia Internacional do Gato. Tudo começou em 2002 por uma iniciativa do International Fund for Animal Welfare (Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, na tradução livre) e outros grupos de direitos animais que se uniram para celebrar o animal doméstico mais popular em todo o mundo.

Além de serem peludos, belíssimos e independentes, os gatos também fazem bem para nossa saúde, informação essa, já comprovada cientificamente. Tanto é verdade que, apenas ao assistir vídeos de gatos online você já começa a sentir-se feliz e encantado.

Foto: Rover

Foto: Rover

Estudos mostraram que apenas assistir vídeos de gatos na internet pode aumentar a energia de uma pessoa e criar emoções positivas em seu cérebro.

Em homenagem ao Dia Internacional do Gato, aqui estão alguns benefícios de saúde cientificamente comprovados de ter um companheiro de vida felino:

1 – Os gatos têm um impacto positivo na sua saúde mental:

Se você ainda não tem motivos suficientes para abraçar seu gato, aqui está outro. Um estudo de 600 pessoas onde cerca de metade tinha problemas de saúde mental, 87% dos tutores de gatos admitiram ter um impacto positivo no seu bem-estar. Outros 76% também revelaram que eles acham mais fácil enfrentar o estresse diário, graças aos gatos.

Foto: Pet Healthy

Foto: Pet Healthy

2 – A presença de gatos na casa pode ajudar crianças com autismo a se conectar com o mundo:

Pesquisadores da Universidade do Missouri descobriram que a interação social de crianças com autismo melhorou drasticamente quando em torno de animais domésticos. No estudo, cerca de metade das famílias que participaram tinham gatos, com pais relatando fortes laços de apego entre eles e seus filhos.

Iris Grace, que tem autismo, e sua gata Thula | Foto: Bored Panda/Reprodução

Iris Grace, que tem autismo, e sua gata Thula | Foto: Bored Panda/Reprodução

3 – O ronronar dos gatos ajuda a curar ossos, tendões e músculos:

Se você é um amante de gatos, você sabe que o ronronar do seu felino é um dos sons mais reconfortantes do mundo, pois geralmente significa que seu gato está feliz e confortável. O som também tem sido associado há muito tempo a uma capacidade de cura terapêutica em ossos e músculos humanos.

Um estudo de 2006 conduzido pela Fauna Communications, descobriu que a frequência do ronronar de um gato é entre 25 e 140 Hz. Isto cobre as mesmas frequências que são terapêuticas para o crescimento ósseo e cura de fraturas, alívio da dor, redução do inchaço, cicatrização de feridas, crescimento e reparo muscular, reparo do tendão e mobilidade das articulações.

4 – Gatos significam menos alergias:

Um estudo realizado em cães e gatos revelou que o contato com esses animais no primeiro ano de vida pode fortalecer o sistema imunológico dos bebês, particularmente contra doenças respiratórias.

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

Isso pode resultar em uma melhor defesa contra a doença na infância, concluíram os pesquisadores. Outro estudo descobriu que o limpeza obsessiva e isolamento nem sempre são a melhor escolha; as crianças expostas a alérgenos de gatos estão em melhor situação em relação aos seus sistemas de defesa.

Crianças em ambientes urbanos com maior exposição a alérgenos e bactérias desenvolveram uma melhor sensibilização às alergias e respostas mais fortes de seus sistemas imunológicos.

5 – Os gatos podem diminuir o risco de doença cardíaca:

Um estudo de 10 anos de mais de 4 mil americanos realizado por pesquisadores do Instituto Stroke da Universidade de Minnesota em Minneapolis descobriu que ter um gato pode reduzir seus níveis de estresse, o que por sua vez terá um efeito secundário sobre o risco de doença cardiovascular. Possuir um gato pode diminuir o risco de várias doenças cardíacas, incluindo derrame, em cerca de 30%.

Foto: AKIMASA HARADA/GETTY IMAGES

Foto: AKIMASA HARADA/GETTY IMAGES

Depois de tudo isso já não resta mais dúvidas de como esses seres peludos e encantadores podem fazer a diferença em nossas vidas. O amor, a dedicação, a felicidade e o privilégio de se conviver com um animal doméstico são incomparáveis.

Há lições que somente os animais podem nos ensinar, não perca a oportunidade de amar e estar com seu companheiro de quatro patas o máximo possível. E se você ainda não desfruta dessa alegria, há muitos gatinhos a espera de um lar e uma família nos abrigos e ONGs de proteção animal.

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