Proposta do deputado Célio Studart quer impedir caça de javalis com cães e armas brancas

Por David Arioch

Cães utilizados em caça de javalis no Brasil (Foto: PM-DF)

Uma proposta do deputado Célio Studart (PV-CE) quer a sustação de norma ambiental estabelecida pelo Poder Executivo que permite caça de javalis com cães e armas brancas.

Por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 137/2019, o deputado argumenta que a caça de javalis já é um método de abate cruel, que causa muito sofrimento aos animais, já que os tiros desferidos contra os javalis, em sua maioria, não levam à morte imediata do animal. Sendo assim, eles sangram muito e agonizam antes de falecer.

“Cães são muito utilizados para perseguir os javalis, e frequentemente se ferem de maneira grave, podendo mesmo até perecer durante a caçada. O abate dos javalis é comumente feito com arma branca, empregando-se bastante violência, desferindo golpes em animal ainda consciente”, aponta Studart.

E acrescenta: “O Parlamente brasileiro não pode ser conivente com prática tão desumana como essa, e deve sustar as normas do Poder Executivo que extrapolem seu poder regulamentar, conforme mandamento constitucional.” O projeto agora aguarda parecer do relator da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável para seguir adiante.

Quem também está combatendo essa norma do Poder Executivo é o deputado Ricardo Izar (PP-SP), que quer proibir e tornar crime o uso de animais em caçadas, acrescentando dispositivos na Lei de Proteção à Fauna (5197/67) e na Lei dos Crimes Ambientais (9605/98).

O Projeto de Lei (PL) 9980/2018, de Izar, recebeu parecer favorável da Comissão de Meio Ambiente, mas ainda deve ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para o Plenário.

O projeto lembra que os javalis foram trazidos ao Brasil nos anos 1980 e desde 2013 o Ibama permite a caça desses animais, e a tendência é que isso se intensifique ainda mais agora. Em oposição aos métodos utilizados, Ricardo Izar defende que não há qualquer eficácia no uso de cães nesse tipo de caça.

O deputado Nilto Tatto (PT-SP) também endossa a oposição e qualifica a prática como criminosa, porque infringe as cinco liberdades do bem-estar animal. “A fiscalização do Ibama resulta em repetidos flagrantes de maus-tratos, com apreensão de cães em situação de sofrimento, cansaço e fome”, lamenta Tatto.

E justifica: “Os animais são transportados em gaiolas pequenas e comumente apresentando perfurações resultantes do confronto com os animais caçados.” O deputado aponta ainda que os cães confundem javalis com outras espécies nativas de suínos como o cateto e a queixada, que estão em risco de extinção.

Flautista realiza concerto para bois na Índia

Por David Arioch

Um boi não apenas se sente confortável próximo do flautista como também começa a lambê-lo (Imagem: Animal Rahat/Reprodução)

No santuário Animal Rahat, na Índia, o flautista Rasul Mulani realizou este mês um concerto para bovinos. Os animais que hoje levam uma vida tranquila em Sangli foram explorados por anos em serviços pesados em pobres comunidades agrícolas do estado de Maharashtra.

Na apresentação de Mulani, os animais se aproximam assim que o músico começa a tocar. Um deles se acomoda no chão e o observa tocando. Outro boi não apenas se sente confortável próximo do flautista como também começa a lambê-lo. A experiência revela a sensibilidade, atenção e perspicácia de animais culturalmente reduzidos a produtos e mão de obra na maior parte do mundo.

No Animal Rahat (Rahat significa alívio), os bovinos se comprazem com boa companhia, lambem bloquinhos de sal, se alimentam da grama verde, fresca e orgânica, e também são alimentados com bolos de farelo de amendoim e grão-de-bico. Livres da violência e da exploração, vivem a serenidade da própria índole.

O resgate dos animais geralmente ocorre de forma gradual. Os funcionários do Rahat costumam visitar as comunidades agrícolas para prestar atendimento gratuito, lidando com casos de desidratação, desnutrição, tensões musculares, lesões e claudicações.

Eventualmente, perguntam ao proprietário do animal se ele poderia deixá-lo viver em um santuário. Como já existe um vínculo baseado no atendimento prestados às comunidades agrícolas, não é incomum permitirem que os animais passem seus últimos anos de vida em paz no santuário em Sangli.

Família se muda e deixa o porquinho doméstico para trás

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Quando a família foi despejada, os inquilinos do apartamento que foi executado legalmente, localizado no estado do Texas (EUA), deixaram quase tudo para trás.

Suas roupas estavam espalhadas pelos cômodos bagunçados e sujos e seus móveis foram deixados intocados. Mas entre os itens descartados havia alguém muito mais importante que tudo aquilo.

O porco de estimação da família.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Quando as autoridades do condado de Harris entraram na casa condenada na semana passada, eles encontraram um curioso porco preto e branco, com os olhos arregalados, olhando para eles por trás do sofá.

A casa estava imunda e seus antigos tutores haviam abandonado o pequeno ali com pouca comida e quase nenhuma água.

Enquanto ninguém sabe por quanto tempo o porquinho esteve cuidando de si mesmo no apartamento bagunçado e abandonado, ele não parecia estar morrendo de fome – mas sim animado e ansioso por ver pessoas ali.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Os oficiais bondosos conheciam o lugar certo para trazê-lo: o abrigo de porcos Houston Mini Pig Rescue. O pequeno porco solitário se sentiu imediatamente em casa, e agora está muito mais feliz com comida à vontade, espaço e carinho. Seus salvadores o chamaram de Maverick.

“Ele é um menino tão doce e parece um panda, com todas essas pintas pretas”, disse Meagan Se, a fundadora e presidente da ONG de resgate, ao The Dodo. “Tudo o que ele quer fazer é ser amado e que as pessoas digam como ele é adorável e maravilhoso”.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

No abrigo de resgates, Maverick se estabeleceu em um grupo de porcos machos e tem passado muito do seu tempo cochilando, descansando e ficando abraçado com eles.

Ele ama a companhia humana, e Se o considera um membro maravilhoso para uma família que prefira manter seu porquinho dentro de casa, considerando como social e receptivo, Maverick é com humanos.

“Ele está morando com alguns outros porquinhos e está se encaixando muito bem”, disse Se.

“Eles se abraçam todos juntos na hora de dormir sobre a pilha de feno. Ele se daria bem com uma família que o mantivesse como um porquinho dentro de casa, bem mimado ”.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Maverick será castrado em breve, e então ele estará em busca de uma família. É importante pesquisar e verificar as leis de zoneamento da sua cidade em relação a manter porcos como animais de estimação, antes de adotar um porquinho.

Enquanto muitas pessoas podem aceitá-los e desejá-los, infelizmente, inúmeros porcos são negligenciados ou abandonados a cada ano devido ao cuidado especializado que eles exigem.

Em pouco tempo, Maverick terá uma família para chamar de sua – e ele nunca mais saberá o que é ser abandonado.

“Ele fará parte da família certa, e vai fazer toda a diferença para ela”, disse Se. “Ele é definitivamente uma alma especial”, conclui a presidente do abrigo.

Arnold Schwarzenegger e Greta Thunberg unem forças na luta contra as mudanças climáticas

Por David Arioch

Schwarzenegger elogiou o discurso da ativista sueca e destacou que ela é uma grande e positiva surpresa na atualidade (Foto: Divulgação)

Hoje a ativista pelo clima e vegana Greta Thunberg discursou diante de 1,2 mil autoridades no Palácio Imperial de Hofburg, em Viena, na Áustria, durante o Austrian World Summit, organizado pelo ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.

No evento que visa fortalecer o Acordo de Paris, a jovem ativista sueca disse que é preciso mudar tudo, e que não é simplesmente porque estamos desenvolvendo carros elétricos e painéis solares que isso significa que o problema da mudança climática pode se resolvido sem outros esforços.

“É a crise mais importante que a humanidade já enfrentou. Os humanos têm uma grande capacidade de adaptação. Quando tomamos consciência, agimos, mudamos”, afirmou Greta.

Ela também fez um apelo para que os governantes e as grandes empresas parem de mentir às pessoas sobre a poluição e as mudanças climáticas. E pediu mais investimentos em energia verde.

Schwarzenegger elogiou o discurso da ativista sueca e destacou que ela é uma grande e positiva surpresa na atualidade. O secretário-geral da ONU, António Guterres aproveitou a oportunidade para lamentar que, embora 195 países tenham assinado o Acordo de Paris, muitos não estão cumprindo seus compromissos de redução das emissões de gases do efeito estufa.

Projeto prevê proteção aos animais em caso de desastre ambiental

O Projeto de Lei (PL) 2.950/2019, que prevê proteção aos animais em caso de desastre ambiental, está tramitando na Comissão de Meio Ambiente do Senado. A proposta altera Lei 9.605, de 1998, que dispõe sobre crimes ambientais, e a Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334, de 2010).

Vaca atolada na lama após rompimento de barragem em Brumadinho (Foto: Mauro Pimentel/AFP)animal

De autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), o projeto obriga donos de empreendimentos ou de atividades que possam causar degradação ambiental a adotar medidas preventivas, além de realizar treinamento de funcionários para busca, salvamento e cuidados imediatados a animais afetados pelo desastre ambiental. As informações são da Agência Senado.

O texto determina também que seja elaborado e divulgado internamente um material informativo sobre o tema, que seja feito um plano de ação de emergência e restrição a áreas que ofereçam risco.

A proposta prevê, como medida reparadora, fornecimento de máquinas, veículos e equipamentos para busca e salvamento de animais, disponibilização de água, alimentos, medicamentos e atendimento veterinário, além da construção ou locação de abrigos para manter os animais e tratar animis silvestres e domésticos.

Fagundes afirma que a comoção pelas perdas humanas nos crimes ambientais da Samarco, em Mariana (MG), em 2015, e da Vale, em Brumadinho (MG), em 2019, torna-se ainda maior quando a destruição do meio ambiente e a morte dos animais são levadas em consideração. Ele lembrou que o rompimento das barragens afetou muitos animais, que ficaram soterrados.

“Em meio à ruína nos meios urbano e rural, foram vistos cães e gatos cobertos de lama, animais silvestres perdidos e galinhas, bois e vacas, atolados na luta pela vida. Eles também são uma realidade jurídica e, como tal, são passíveis de melhorias no seu nível de proteção e de direitos reconhecidos”, explicou o senador, na justificativa da proposta. Fagundes lembrou ainda que, mesmo após os dois crimes ambientais ocorridos recentemente no país, não foi criada legislação que proteja os animais nessas circunstâncias.

Segundo o projeto, o descumprimento das medidas configura crime, sem prejuízo das demais sanções possíveis de serem aplicadas.

Após ser analisada pela Comissão de Meio Ambiente, o projeto será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em decisão terminativa.

Campanha do agasalho para animais é lançada em Campinas (SP)

Uma pet shop vai lançar, nesta quinta-feira (30), uma campanha do agasalho para animais em Campinas (SP). Os itens arrecadados serão entregues para três ONGs de proteção animal da cidade.

Com a chegada do frio, casos de animais que morrem de hipotermia são cada vez mais comuns. Nas ruas de Campinas, estima-se que pelo menos 15 mil deles estejam em situação de abandono, sofrendo com o descaso humano. No país, são cerca de 30 milhões. As informações são do jornal Americanense.

Foto: Pixabay

O objetivo da campanha é arrecadar cobertores, roupinhas e caminhas em bom estado de conservação. As entidades que receberão as doações são: Abrigo Adorável Vira-Lata, Proteção e Amor; Amor de Bicho Não Tem Preço e Gatos da Lagoa Taquaral.

Fundado pela protetora independente Marynes Silva, o Abrigo Adorável Vira-lata resgata animais do abandono e dos maus-tratos. Marynes, que milita pela causa animal há 16 anos, já salvou pelo menos 800 animais.

“O frio é o igual pra todos, humanos e animais. E se pudermos amenizar isso, porque não o fazer? Ser solidário muda o mundo”, afirma Marynes.

Com 15 anos de existência, a ONG Amor de Bicho Não Tem Preço foi fundada e é presidida pela protetora Claudia Carli. Atualmente, o abrigo mantém 65 gatos e 170 cachorros

No caso da entidade Gatos da Lagoa Taquaral, voluntários fornecem água e alimento para mais de 300 gatos que foram abandonados no Parque Portugal e permanecem vivendo no local.

Intitulada “Aquecendo com Carinho e Cobertor”, a campanha é uma iniciativa da Plus Pet. “Esta será a primeira de muitas campanhas que lançaremos ao longo do ano para auxiliar essas entidades, e outras que surjam. Afinal, não é apenas no inverno que os cães e gatos precisam da ajuda”, afirma Thiago Crepaldi, da Plus Pet.

Para fazer doações, basta levar os itens na pet shop, localizada na Rua Manuel da Ressurreição, 1.367 – no Guanabara. O horário de funcionamento, de segunda a sábado, é das 8h30 às 21h. A campanha será realizada até o dia 30 de junho.

Cinco projetos visam favorecer a caça no Brasil

Por David Arioch

Estamos diante de uma realidade política que favorece a aprovação de projetos que beneficiam os caçadores no Brasil (Foto: Shutterstock)

Nos últimos dez anos, vários parlamentares vêm se empenhando em favorecer a caça no Brasil. Que tal saber quais são esses projetos e quem são seus autores?

O primeiro, Projeto de Lei (PL) 7136/2010, é de autoria do ex-deputado federal e atual chefe-ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que visa transferir aos municípios o poder de autorizar a caça de animais. Vale lembrar que essa prerrogativa é do governo federal, de acordo com a Lei de Proteção à Fauna (5.197/67).

O segundo, Projeto de Lei Complementar (PLP) 436/2014, de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), prevê alteração da Lei nº 6.939, de 31 de agosto de 1981, para tornar a caça e o “manejo de fauna” ações administrativas dos governos estaduais.

O terceiro, Projeto de Lei (PL) 986/2015, também de autoria do deputado Rogério Peninha, cria o Estatuto do Colecionismo, Tiro Desportivo e Caça, estabelecendo normas que regulam e protegem colecionadores, atiradores e caçadores no que diz respeito à aquisição, propriedade, posse, trânsito e uso de armas de fogo.

O quarto, Projeto de Lei (PL) 6268/2016, de autoria do ex-deputado federal Valdir Colatto (MDB-SC), e atual chefe do Serviço Florestal Brasileiro, é provavelmente o mais conhecido, e prevê a liberação da caça em todo o país e ainda altera o Código de Caça brasileiro, editado em 1967.

O quinto, Projeto de Lei (PL) 1019/2019, cria o Estatuto dos CACs que, segundo o próprio autor, o deputado Alexandre Leite (DEM-SP), que este ano desarquivou o projeto de Valdir Colatto, de liberação da caça, tem a finalidade de regular o exercício das atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça, “a fim de apaziguar as diferentes interpretações legais sobre o assunto e prevenir que caçadores, atiradores e colecionadores sejam presos indevidamente”.

Considerando o atual cenário e o Decreto nº 9.785, publicado este mês no Diário Oficial da União, mudando as regras sobre uso de armas por colecionadores, atiradores e caçadores, não é difícil concluir que estamos diante de uma realidade política que favorece a aprovação dos projetos citados, inclusive daqueles que já foram arquivados, mas tendenciosamente desarquivados.

Adolescente salva burrinho bebê órfão da morte e se torna sua mãe

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

É correto afirmar que Payton Dankworth nunca pensou que um dia ela se tornaria a mãe adotiva de um burro solitário – mas também é a mais puta verdade que este é um papel que ela está abraçando com todo o seu coração.

E sua bondade já mudou uma vida.

Duas semanas atrás, Dankworth, uma estudante do ensino médio do Texas (EUA), recebeu uma ligação de um amigo que mora em uma fazenda. Enquanto saiu para um passeio, ele encontrou um burro faminto e sozinho, que evidentemente foi abandonado pela mãe.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Incapaz de cuidar do bebê órfão, o amigo de Dankworth procurou ajuda.

“Ele perguntou se eu ao menos gostaria de tentar manter o burrinho vivo”, disse Dankworth ao The Dodo. “Ele me disse que o pequeno não estava com boa saúde e que provavelmente não conseguiria sobreviver a noite toda. Sou tão apaixonada pelos animais, e não havia como deixar o bebê morrer”.

Foi assim que Dankworth conheceu Jack.

A primeira noite de Jack na casa da adolescente foi realmente preocupante. Tudo que ela fez foi abraçar e cuidar do animal abandonado.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Dankworth ficou acordada a noite toda para se aconchegar a Jack e fazer com que ele sentisse seu corpo e sua presença, lentamente ela apresentava-lhe alguma comida, aos poucos, pois ele estava há muito tempo sem se alimentar.

Logo, um elo intenso e profundo começou a se formar. Jack encontrou seu lugar. “Esta foi a primeira vez que cuidei de um burro”, disse Dankworth.

“Jack me mostrou o quanto ele dependia de mim, e ele realmente dependia”, disse Dankworth. “Ele recebe uma mamadeira a cada duas horas, e quando eu o alimento isso só me faz bem, eu me sinto feliz de verdade”.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Graças a essas mamadas regulares e muito amor e carinho, Jack começou a florescer.

Agora, apenas algumas semanas depois de ser resgatado a beira da morte, o entusiasmo de Jack pela vida é incontestável.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Por mais improvável que possa parecer a princípio, Jack é agora um membro fidedigno da família de Dankworth.

“Ele está se encaixando muito bem” Dankworth disse. “Eu levo Jack para pessear comigo e ele também sai de carro comigo. Ele é como um cachorro e me segue em todos os lugares”.

Felizmente, embora a família de Dankworth não tenha pretendido adotar um burro, eles têm muito espaço em sua propriedade para acomodá-lo por toda a vida.

Mas Dankworth não mudou só o destino de Jack, como ele está ajudando a transformar a vida dela também.

Até recentemente, Dankworth não tinha certeza sobre o campo de estudo que gostaria de seguir depois de se formar no ensino médio.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Agora, como resultado de sua experiência salvando a vida de um burro bebê, ela gostaria de trabalhar ajudando outros animais como profissão.

“Jack realmente me inspirou a escolher essa profissão porque eu simplesmente amo animais”, ela disse.

“Ver o quão longe ele chegou – quando no início mal tinha força suficiente para ficar em pé enquanto agora corre atrás dos meus cães – é uma das melhores coisas que eu poderia pedir. Estou muito orgulhosa dele”.

“Somos inseparáveis”, conclui orgulhosa a mamãe de primeira viagem.

Cinco tartarugas ficam presas a redes de pesca e três delas morrem

Cinco tartarugas foram encontradas presas a redes de pesca em Itapema, no litoral norte de Santa Catarina. Os animais estavam enroscados na malha de redes denominadas “feiticeiras”, colocadas por pescadores nas proximidades do costão.

Foto: Prefeitura de Itapema/ Divulgação

As tartarugas foram retiradas do local na madrugada de segunda-feira (27). A ação foi realizada pela Fundação Ambiental Área Costeira de Itapema (Faaci) e pelo Instituto Anjos do Mar, que tem parceria firmada com a prefeitura. As informações são do G1.

Duas delas estavam vivas e foram encaminhadas ao Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP), da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que ficará responsável por reabilitá-las para, depois, devolvê-las ao mar.

As outras três tartarugas já foram encontradas mortas. As redes de pesca nas quais os animais marinhos ficaram presos foram recolhidas pela Fundação Municipal do Meio Ambiente.

Foto: Prefeitura de Itapema/ Divulgação

Foto: Reprodução/ NSC TV

Um ano sem Guga

Guga (GAP)

O chimpanzé macho Guga nasceu em um criadouro comercial no Paraná, no Brasil, em 1999. Quando ainda era bebê, foi “adotado” por uma família humana e a inspirou a dar início a um trabalho que, ao longo de 20 anos, ajudou a resgatar mais de uma centena de chimpanzés vítimas de maus tratos e a perpetuar as ideias do Projeto GAP no Brasil e no mundo.

Guga foi o primeiro chimpanzé e fundador do Santuário de Grandes Primatas de Sorocaba, afiliado ao Projeto GAP e o maior da América Latina. Neste mesmo santuário, ele deu adeus a seus amigos chimpanzés e humanos há um ano, no dia 27 de maio de 2018, depois de lutar durante meses contra um câncer no pâncreas.

Sua inteligência e personalidade marcantes nunca serão esquecidas e para tal o santuário montou o Memorial do Guga, uma área na qual pinturas criadas pelo artista plástico Ernandes Bacvagio demonstram todas as suas habilidades. Guga folheava revistas, brincava de fazer comidinha com o que encontrava na natureza a sua volta, aprendeu a contar até 4, escovava os dentes, admirava-se no espelho… Foi um chimpanzé muito especial!

Descanse em paz, querido Guga!