São Paulo faz acordo internacional para reduzir plásticos descartáveis

A Prefeitura de São Paulo deve anunciar, nas próximas semanas, um acordo internacional feito pela cidade para a redução de plásticos descartáveis. Um projeto que proíbe todos os plásticos de uso único também tramita na Câmara Municipal e outra proposta, que proíbe canudos plásticos, aguarda a aprovação, já prometida, do prefeito Bruno Covas (PSDB).

Rosley Majid / EyeEm/Getty Images)

O acordo internacional que a capital paulista integra é o Compromisso Global para a Nova Economia do Plástico, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU). A Prefeitura de São Paulo assinou o acordo no final do mês de março, mas deve divulgá-lo apenas no próximo mês. As informações são do portal Exame.

As metas do acordo serão determinadas pela prefeitura. Entre as ações, São Paulo deve adotar ações para eliminar o uso de embalagens de plástico desnecessárias e incentivar modelos de reciclagem do plástico. O objetivo é melhoras os índices de reciclagem da cidade, que atualmente estão abaixo de 10%.

Trata-se da primeira cidade do continente a integrar o acordo, que tem os governos do Chile, do Peru e de Granada, no Caribe, como signatários. Em outros países, projetos semelhantes têm sido promovidos. Em 2018, a União Europeia estabeleceu como meta banir o uso de canudos e outros produtos plásticos até 2021. O Rio de Janeiro foi a primeira cidade brasileira a proibir os canudos.

No caso do projeto aprovado na Câmara Municipal de São Paulo em abril, fica proibida a distribuição de canudos plásticos em restaurantes, bares, hotéis e salões de eventos. O texto sugere a substituição do produto por outro feito de material descartável, como de papel reciclável ou material biodegradável.

Apesar de ter apoiado a medida, o prefeito ainda não a sancionou. Ele precisa, também, regulamentar a lei e decidir, por exemplo, a quem caberá fiscalizar a lei e aplicar as multas, que vão de R$ 1 mil a R$ 8 mil.

Outro projeto sobre a proibição dos plásticos tramita na Câmara. De autoria do vereador Xexéu Trípoli, o PL 99/2019 proíbe “o fornecimento de copos, pratos, talheres, agitadores para bebidas e varas para balões de plásticos descartáveis” nos locais em que a distribuição dos canudos foi banida. As penalidades para o descumprimento da medida são as mesmas.

Percival Maricato, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), colocou-se favorável aos projetos e disse “qualquer medida para o meio ambiente tem o nosso apoio”, mas afirmou que “essas medidas precisam ser bem discutidas, com prazos para a adequação”.

Resíduos sólidos

O lixo produzido e coletado em São Paulo é levado para o Aterro São João, na Zona Leste do município. Apesar de não ser levado para perto do mar, especialistas dizem que é um equívoco acreditar que o acúmulo de plástico no meio ambiente não tem relação com o lixo produzido em São Paulo.

“O problema não é o lixo que vai para o aterro. É o que não é coletado, que é jogado nas ruas, não é recolhido, e vai parar em córregos e rios”, diz o professor de Engenharia Ambiental da USP Ronan Contrera.

Canudos de aço inox

Canudos de aço inox são oferecidos para os clientes que fazem questão de utilizar o produto no restaurante de comida natural Estela Passoni, na Zona Oeste de São Paulo. O local foi inaugurado há dois anos e nunca trabalhou com canudos de plástico.

“Nunca foi um problema, mas o fato de estar aqui em Pinheiros ajuda”, diz Mariana Passoni, de 34 anos, uma das sócias do restaurante localizado na Rua Joaquim Antunes. No bairro onde o estabelecimento está é comum, entretanto, encontrar bares e restaurantes que, até devido à consciência ecológica do público, oferecem canudos biodegradáveis. Já no restaurante de Mariana, os canudos de aço inox são um sucesso e a versão dobrável deles é vendida a R$ 55.

Na prateleira do restaurante, há também copos de silicone. Uma sorveteria na Rua dos Pinheiros também já ofereceu desconto de 10% para clientes que levam potes de casa para consumir a sobremesa e trocou as pazinhas de plástico por outras, de madeira. O canudo usado no local é de papel.

“Os clientes mesmo não aceitam mais os canudinhos de plástico”, diz Adenilson Santos, maître do Le Jazz, na mesma região. Na Choperia São Paulo, há quatro meses os canudos de plástico foram banidos, tendo sido substituídos por canudos feitos de cana-de-açúcar, ideia que partiu do barman Elivaldo Campos, de 40 anos.

O cenário deu origem, inclusive, à campanha Recicla Pinheiros, que dá um selo a estabelecimentos que descartam o lixo de forma consciente, possuem pontos de coleta e oferecem experiências sustentáveis, como oferecer água do filtro aos clientes. “Queremos ser o bairro mais sustentável de São Paulo”, resumem os organizadores. Quarenta e oito locais já receberam o selo.

Os organizadores pretendem, em julho, ter um mapa que indique a localização das lojas que receberam o selo. “A meta, que é ter lixo zero, está repercutindo dentro dos estabelecimentos”, diz Vanêssa Rêgo, presidente do Coletivo Pinheiros, associação da qual fazem parte 80 estabelecimentos.

“Pinheiros reúne uma comunidade com um pouco mais de consciência”, diz Paula Gabriel, diretora de comunicação corporativa da TriCiclos, empresa de economia circular e gestão de resíduos que está entre as organizadoras da campanha. Atitudes como abrir pontos de coleta de pilhas podem ser replicadas facilmente, segundo Paula.

Na Vila Madalena, clientes costumam pedir bebidas sem canudo no Boteco do Urso. Outros, levam os próprios canudos, de aço inox. No Astor, na mesma região, o bar lançou canudos feitos de macarrão e brincou: “teremos macarrão ao suco”. O local prometeu fornecer a versão de papel para os intolerantes a glúten.

No Pasquim, os canudos de papel chegara há dois meses. “A maioria dos frequentadores aceita sem resistir”, diz Ricardo Tudeia, gerente do bar. No entanto, ainda segundo Tudeia, o novo produto pode custar 600% a mais que o feito de plástico e, às vezes, se desfaz com a bebida, o que faz com que o bar tenha que repor o canudo para o cliente.

Governo permite que caçadores brasileiros comprem até 15 armas

Por David Arioch

Caçadores “devidamente registrados” também têm direito ao porte de trânsito (Foto: Getty Images)

Desde que o Decreto nº 9.785 foi publicado este mês no Diário Oficial da União, mudando as regras sobre armas, caçadores brasileiros passaram a ter o direito de comprar até 15 armas.

Segundo o decreto, caçadores registrados no Exército podem adquirir munições em quantidade superior ao limite permitido pelo Exército – desde que a solicitação seja feita por meio de requerimento.

Caçadores “devidamente registrados” também têm direito ao porte de trânsito. Ou seja, de transitar com armas de fogo do local onde as armas estão resguardadas até o ambiente onde as armas serão utilizadas.

O decreto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelos ministros Sérgio Moro e Onyx Lorenzoni, define como caçador pessoa vinculada à entidade de caça que realiza “abate de animais conforme normas do Ibama”.

Mais ursos polares entram em cidades russas do Ártico a procura de alimento

Foto: The Telegraph/Reprodução

Foto: The Telegraph/Reprodução

Um funcionário do departamento de manutenção de transportes, chamado Ruslan Prikazchikov, estava chegando ao final de um turno noturno de trabalho na semana passada, quando olhou pela janela e viu um urso polar andando pela estrada, parando a cada poucos metros para dar uma olhada.

Mas ele não ficou muito preocupado. Como morou a vida toda em Amderma, uma cidade militar Russa antigamente usada como mineradora e de difícil acesso, que fica à beira do Oceano Ártico, a 1.200 milhas a nordeste de Moscou, o Sr. Prikazchikov viu mais de cem ursos polares de perto. Ele gravou um vídeo rápido em seu telefone, gritou pela janela para que o urso continuasse se movendo e colocou a chaleira no fogo para fazer seu chá.

“Eles estavam sempre aqui. Eles são os senhores aqui, então não estramos em conflito com eles, e eles não demonstram agressão contra nós ”.

O “czar do Ártico” sempre fez parte da vida em Amderma. Ele aparece nos contos populares de pastores de renas Nenets, e fotografias antigas mostram soldados soviéticos alimentando ursos polares com leite condensado bem ao alcance de suas afiadas garras de duas polegadas. Alguns moradores até admitiram ter caçado os animais durante a época de fome dos anos 90. Mas hoje isso não acontece mais.

Foto: The Telegraph/Reprodução

Foto: The Telegraph/Reprodução

Mas como o aumento das temperaturas tem derretido o gelo polar do mar, esses caçadores marinhos estão sendo cada vez mais forçados a avançar para a terra. O risco é o aumento do conflito com os humanos, que também estão chegando em grande número à medida que a Rússia desenvolve depósitos de petróleo e gás e expande suas capacidades militares no Ártico.

Em resposta, as cidades costeiras começaram a organizar “patrulhas de ursos polares” para espantar os intrusos com motos de neve e foguetes.

Quase todos os residentes de Amderma já viram um urso polar, mesmo o mais jovem deles, e muitos são surpreendentemente indiferentes quanto à presença dos enormes animais. Anastasia Popovich, agora com 15 anos, estava voltando para casa com amigos em maio de 2016, quando eles encontraram um filhote de urso que inicialmente confundiram com um enorme cão branco.

“O filhote todo branco virou-se e entendemos que não era um cachorro”, lembrou ela. “Vimos o filhote se virar para nós e congelamos de medo”.

Foto: The Telegraph/Reprodução

Foto: The Telegraph/Reprodução

As meninas tentaram se esconder em um prédio abandonado nas proximidades, mas não conseguiram abrir a porta, então correram para a cabine da guarda em um depósito de veículos.

“Depois disso, todos as redações dela sobre “como eu passei minhas férias” foram sobre ursos, em alguns deles ela até estava me gabando”, disse a mãe, Yelena Alyoshina, professora da escola local.

Seu pai, um membro da patrulha local dos ursos polares, teve um encontro ainda mais próximo, quando ficou cara a cara com um urso quando saia de sua cabana de pesca uma vez no ano anterior.

Felizmente, a criatura imediatamente correu de seus gritos. “Foi aterrorizante mas apenas porque foi uma surpresa. Eu apenas gritei”, disse Yury Popovich. “Se ele não gostasse de mim, ele poderia me bater com uma pata ou me agarrar”.

Urso polar ao fundo | Foto: The Telegraph/Reprodução

Urso polar ao fundo | Foto: The Telegraph/Reprodução

Oito ursos polares já entraram em Amderma neste ano, em comparação com os cinco que apareceram no ano passado, de acordo com Eduard Davletshin, chefe da patrulha da cidade. Ele cresceu em uma casa à beira-mar frequentada por ursos e às vezes tinha que ficar em casa ao chegar da escola porque um deles estava à espreita do lado de fora. Mas ele disse o número de ursos que apareceu em Amderma na última década aumentou.

“Eles costumavam ir para o gelo e caçar focas”, disse ele. “Agora não há gelo, eles não têm escolha. Eles vão caminhando ao longo da costa e a cidade está no caminho”.

Embora seja o maior predador terrestre do mundo, o urso polar na verdade prefere passar seu tempo no gelo marinho e é classificado como “urso-do-mar” ou “Ursus maritimus”. Chamado de “urso branco” em russo, ele se mistura quase perfeitamente ao gelo, pois se esgueira para cavar e cheirar buracos atrás de focas manchadas ou outra fonte de alimento, como mostrou a série Our Planet, de David Attenborough, no mês passado.

Os ursos costumam nadar mais de 100 milhas para chegar aos grandes blocos de gelo e podem passar quase toda a sua vida no mar. Isso está mudando, no entanto, com o aquecimento global.

Em fevereiro, a cidade militar de acesso restrito de Belushya Guba, que fica depois do Estreito de Kara, de Amderma, declarou estado de emergência após uma “invasão” de 52 ursos polares. Câmeras de vigilância pegaram um urso polar andando pelo corredor do apartamento de uma família.

“As emoções são indescritíveis, adrenalina, terror e a pergunta ‘o que fazer?’”, disse a funcionária dos correios Nadezhda Kireyeva ao The Telegraph na época.

Especialistas culpam a invasão dos ursos pela falta de gelo no mar e por um lixão aberto onde grupos de ursos foram vistos procurando por comida.

Os animais partiram quando o gelo do mar finalmente se formou na costa no final de fevereiro. Mas isso dificilmente pode-se contar com isso no futuro.

Este ano, o gelo do Ártico atingiu um novo recorde de baixa em abril, e um estudo previu que o Oceano Ártico se tornaria livre de gelo no verão nos próximos 20 anos.

Em Amderma, o chamado “gelo rápido” que fica firmemente aderido à costa vem se formando mais tarde e não cresce mais tão densamente como anteriormente, de acordo com o meteorologista Nelli Shuvalova, que mede o gelo na região duas vezes por dia desde 1981.

Este ano, a extensão máxima do gelo rápido foi de 10 quilômetros – alguns anos se estendeu até o horizonte a 26 quilômetros de distância – e sua espessura máxima foi de 60 centímetros.

“Isso é muito pouco”, disse Shuvalova. “O gelo esta fino demais para os ursos.”

“Temos uma situação catastrófica em relação ao gelo rápido”, disse Ilya Mordvintsev, especialista em ursos polares, enquanto visitava Amderma na semana passada. “Quando o gelo vem para o sul no inverno, o mesmo acontece com os ursos. Quando ele retrocede a maioria dos ursos, não volta para o gelo. ”

Esses retardatários tendem a se dirigir para o norte ao longo da costa em busca de gelo – o que significa que cidades como Amderma estão agora essencialmente localizadas em uma rota de ursos polares.

Amderma foi o lar de cerca de 20 mil pessoas antes de um regimento de aviões de combate se mudar em 1993. Hoje, a cidade conta com apenas 300 moradores, embora sua prefeitura espere impulsionar os rendimentos atraindo tropas russas, assim como cientistas e turistas.

De qualquer forma, os habitantes da cidade ainda estão determinados a ficar onde estão, e 25 crianças frequentam a escola da cidade – que fica ao lado de uma praia frequentada por ursos. Sempre que algum urso chega à cidade, a escola chama os pais para levar os filhos para casa mais cedo.

Outros assentamentos do Ártico estão crescendo rapidamente. Belushya Guba, com uma população de 2 mil pessoas, está desenvolvendo novas instalações militares, pista de pouso e porto, e há planos para minerar chumbo e zinco nas proximidades.

Em março, a gigante estatal de gás Gazprom iniciou suas operações em um novo campo de gás do Ártico, em Yamal, perto do terminal Sabetta, que transportou gás liquefeito para compradores no Reino Unido e de outros lugares. Moscou também reformulou várias bases militares do Ártico nos últimos anos.

No sábado, altos funcionários lançaram o maior quebra-gelo movido a energia nuclear do mundo, um dos nove prometidos pelo presidente do país em abril para manter os hidrocarbonetos fluindo para a Ásia ao longo de sua rota marítima no norte.

Tudo isso aumenta o risco de conflitos entre ursos e humanos, sendo que os animais podem se tornar violentos se estiverem doentes ou com fome – ou forem provocado por comportamento agressivo.

Um trabalhador de petróleo e gás foi morto por um urso polar em Franz Josef Land em 2016, e um meteorologista foi morto lá em 2011.

Enquanto os ursos polares podem pesar mais de 1.300 libras e correr a 40 km/h ou mais rápido, eles não são tipicamente agressivos em relação aos humanos e geralmente podem ser afugentados por ruídos altos e veículos em movimento.

“Para evitar casos de danos a pessoas e a morte de ursos polares como animais problemáticos, é melhor agir criando essas patrulhas que poderiam evitar tais situações de conflito”, disse Mordvintsev.

Os caçadores de Amderma iniciaram uma patrulha de ursos polares em 2017 com foguetes, balas de borracha e luzes organizada pelo governo regional e quadriciclo cedido pelo WWF. Devido a problemas de combustível, eles costumam montar seus próprios snowmobiles (veículos da nave).

Grupos semelhantes foram formados nas cidades vizinhas de Ust-Kara e Varnek. Outras medidas incluem um sistema de circuitos de câmeras instalados no ano passado em uma estação meteorológica em uma ilha próxima, que alertou cientistas para ficarem dentro de janelas protegidas com grades enquanto um urso polar circulava em fevereiro.

Durante sua visita na semana passada, o WWF e as autoridades regionais prometeram que os rádios de patrulha, combustível e telefones via satélite da Amderma fizessem upload de fotografias de ursos. Eles também tocaram os 40 melhores sucessos de dança para testar o sistema de alerta de alto-falantes, que os moradores reclamaram ser muito silencioso e pouco confiável.

Em uma reunião no salão do “palácio da cultura” construído pelos soviéticos, os funcionários do Mordvintsev e da WWF aconselharam os moradores locais a não fugirem de qualquer urso polar que pudessem ver, mas a se afastarem lentamente para não desencadear seu instinto predatório.

Se eles não tiverem algo para fazer barulho, eles devem fazer um som “sh” para imitar as próprias vocalizações de aviso dos ursos.

Na realidade, os moradores disseram que têm mais medo de raposas do Ártico, que podem ser agressivas e estar infectadas pela raiva. Frequentemente eles gostam de fotografar ursos polares que vêm e alguns até tiraram selfies com as criaturas.

A reunião terminou com um breve debate sobre se os cientistas deveriam tentar salvar os ursos polares.

“O urso polar é o topo da cadeia alimentar e um símbolo do Ártico”, disse Mordvintsev.

“Se não houvesse urso polar, o que faríamos aqui? Se não houvesse urso polar aqui, você estaria em paz?

A platéia começou a murmurar antes que uma mulher chegasse com uma resposta: “Seria chato!”

Cantor Maluma exclui Instagram após ser criticado por foto com filhote de leão

O cantor colombiano Maluma foi severamente criticado por internautas após publicar uma foto na qual ele aparece segurando um filhote de leão. As críticas irritaram o cantor, que excluiu sua conta no Instagram.

Foto: Reprodução / Instagram / @blackjaguarwhitetiger

Seguidores do cantor se indignaram ao deduzir que ele havia comprado o filhote para mantê-lo em cativeiro. Maluma foi acusado de abuso contra animais e criticado por supostamente ter tirado o leão do habitat.

O colombiano, no entanto, usou a ferramenta “story”, do Instagram, para explicar que o animal não era dele e que havia sido resgatado por uma instituição mexicana. Antes de excluir a rede social, Maluma chamou as pessoas que o criticaram de “estúpidas” e “ignorantes”.

“Eu estava assistindo os comentários do último post que eu coloquei com um leão. Eu não sei, eu não entendo porque há pessoas que são tão estúpidas para achar que seria meu animal de estimação. Eles não entendem que este animal está lá porque o resgataram? Não entendem que ele estaria morto se não tivessem resgatado?”, disse.

“Eu sempre vou ser um defensor dos animais. Não vou apoiar o tráfico de animais. Como podem pensar que eu vou ter um leão como animal de estimação? […] Não fale tanta porcaria, se você não sabe, ignorante”, concluiu.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Maluma just met Baby Malamia 🙂 #MalamiaBJWT @maluma

Uma publicação compartilhada por Black Jaguar-White Tiger (@blackjaguarwhitetiger) em

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‘As pessoas não pensam que animais de fazenda têm sentimentos’, diz fundadora de santuário

Animais que vivem em fazendas, como bois, cabras, porcos e galinhas, são seres sencientes. Isso é, têm emoções e sentimentos. O que eles sentem vai além da dor física. São capazes, também, de sentir amor, afeto, medo, tristeza, de sofrer e de amar. E para protegê-los e conscientizar a sociedade sobre a senciência deles, Patrícia Fittipaldi fundou, há 11 anos, o Santuário das Fadas. Em entrevista exclusiva à ANDA, ela falou sobre os desafios para manter o local, que precisa de doações constantes, e revelou a bela missão que exerce diariamente cuidando de seres negligenciados e maltratados pela sociedade.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O santuário foi fundado quando e quantos animais atualmente vivem nele?

Patricia Fittipaldi: Foi fundado em 2008, temos aproximadamente 200 animais.

ANDA: Animais de que espécies vivem no santuário?

Patricia Fittipaldi: cães, gatos, aves, equinos, caprinos, suínos, bovinos, roedores e jabutis.

ANDA: O que te motivou a criar o santuário?

Patricia Fittipaldi: Desde criança sempre fui protetora de animais. Enquanto morava na cidade do Rio de Janeiro, eu resgatava muitos cães e gatos, mas com o tempo fui resgatando também animais como bodes e galinhas, e com isso foi ficando bem complicado morar na cidade e continuar resgatando esse tipo de animal. Então, me mudei para a Região Serrana, inicialmente fui para Itaipava. E eu quis montar um santuário principalmente de animais de fazenda porque são animais que não têm muitos abrigos e nem santuários para eles. O que têm mais são abrigos de cães e gatos. São poucas pessoas que fazem esse trabalho aqui no Rio de Janeiro, a gente praticamente faz um trabalho pioneiro.

E foi o amor a todas as espécies que me motivou. E com essa demanda de animais precisando de ajuda, principalmente animais de fazenda, que são animais que não costumam ser vistos com bons olhos, porque as pessoas gostam muito de cão e gato, não pensam que animais de fazenda sofrem, têm sentimentos, então foi isso que me motivou. Aí mudei para a Região Serrana, fiquei 10 anos em Itaipava e há quase dois anos a gente se mudou para Teresópolis, que é interior do Rio de Janeiro também.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você diz que as pessoas não pensam que os animais de fazenda sofrem e têm sentimentos. Você poderia contar uma história ou momento presenciado por você que demonstre o sofrimento e/ou o amor e a gratidão que estes animais sentem?

Patricia Fittipaldi: A maioria dos animais chegam aqui com desconfiança do ser humano, porque viveu muitas situações de maus-tratos. Os nossos equinos foram todos retirados de carroceiros, apanhavam muito, viviam trabalhando até a exaustão. Então, é muito legal observar a mudança deles e nem demora tanto, uma ou duas semanas aqui já no santuário, pela energia, pelo cuidado e pelo amor que a gente tem com esses animais, eles já demonstram muita gratidão.

Têm animais que chegam aqui muito agressivos, algumas vacas, alguns bois que participaram até de vaquejada, e com uma, duas semanas, nos casos mais graves um mês, esses animais mudam o comportamento completamente. Eles sentem, não só pela energia da gente com eles, mas também pelo cuidado e pelo amor que a gente passa para eles. Então, todos os animais que chegaram aqui chegaram dessa forma. Suínos que iriam ser mortos, eram criados em lugares imundos, em situação precária, não recebiam carinho. A gente não podia chegar perto deles que eles já gritavam com medo de apanhar. E com uma semana você percebe que eles já chegam perto da gente para pedir carinho, vão se aproximando devagarinho, até acontecer aquela entrega total de confiança.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O que você acredita que falta para que as pessoas percebam, que no que se refere a sentimentos, medo, dor, sofrimento, que os animais de fazenda são iguais aos cães e gatos?

Patricia Fittipaldi: Eu acredito que para as pessoas, principalmente para as que vivem na cidade, como não têm contato com esses animais e os enxergam como alimento, falta conviver com esses seres. Por isso em breve a gente quer fazer um programa de visitação monitorada no santuário, que dá a oportunidade das pessoas conhecerem e terem um momento de perto com esses animais. A gente em breve vai realizar isso para que as pessoas possam, cada vez mais, ter mais consciência sobre o fato de que esses animais também sentem, têm sentimentos, ficam felizes e tristes. Então, para mim, o que falta mesmo para as pessoas perceberem, no que se refere a sentimento, medo, dor sofrimento, é a vivencia com esses animais. Para as pessoas da cidade é muito difícil.

Nós que temos santuários, acho importante fazermos esse planejamento das visitações monitoradas, que não podem também ser diárias ou com muita frequência para não estressar os animais. Porque eles têm contato com a gente que está na lida com eles todo dia, mas muitos deles ainda têm receio quando se deparam com seres humanos diferentes, outros até gostam, então é uma coisa que a gente vai em breve fazer, mas também para não estressar os animais vai ser um projeto quinzenal ou mensal. Mas quando as pessoas têm contato com esses animais, elas começam a perceber que eles pedem carinho, que eles têm emoções.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você disse que fundou o santuário em 2008. De lá pra cá, nestes onze anos com o santuário, e também considerando o período no qual você já estava envolvida na causa animal, mesmo antes da criação do santuário, você notou alguma evolução na sociedade em relação aos animais? Os cães e gatos e, principalmente, os animais de fazenda, têm sido vistos de melhor forma pelos humanos, embora grande parte da população ainda seja omissa e até cruel com eles?

Patricia Fittipaldi: Eu notei muita mudança. Porque mesmo na época que eu não tinha o santuário, que eu só era envolvida com ativismo, era uma coisa muito difícil as pessoas se comoverem com animais de grande porte, animais de fazenda. E hoje em dia, mesmo as pessoas que se alimentam de carne têm aquela hipocrisia, comem a carne mas ficam com pena de ver as situações, e isso já é um despertar. E muitas delas, até por causa desse despertar, viram vegetarianas e veganas.

E entre os animais de fazenda, acho que as pessoas se sensibilizam mais com os equinos. Porque elas encontram muitos equinos na própria cidade, puxando carroça, animais desmaiando de cansaço, então são animais de fazenda, mas que também são encontrados na cidade. Portanto, eu vejo uma grande evolução em relação ao despertar das pessoas com os animais de fazenda, mas ainda tem muita coisa para evoluir.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: E como você faz para sustentar todos estes animais do santuário? 

Patricia Fittipaldi: Infelizmente, a gente vive literalmente de doação e são doações eventuais, o que é uma coisa incerta. Todo mês é uma loucura, a gente implorando ajuda na internet, nas mídias sociais. Não temos patrocínio fixo de empresa ou pessoa e o gasto é altíssimo, com ração, medicamentos, funcionários, com os recintos, que têm que ampliar, modificar, melhorar, criar mais recintos. É muito difícil. A gente gostaria muito de ter um patrocínio pelo menos para rações, um patrocínio mensal. Mas, infelizmente, a gente até hoje não conseguiu, então vivemos literalmente de doação.

* Por Mariana Dandara


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Artista constrói memorial em homenagem aos animais mortos para consumo

Por David Arioch

“É tanto um memorial quanto uma declaração da necessidade de maior atenção ao tratamento que dispensamos a esses indivíduos” (Fotos: Divulgação/Linda Brant)

Quem for ao Cemitério de Animais de Hartsdale, em Hartsdale, Nova York, pode visitar um memorial dedicado a animais criados e mortos para consumo – como bovinos, suínos, galináceos, etc. Ou seja, animais que não são sepultados nem lembrados.

O “Monumento aos Animais que Não Lamentamos” foi inaugurado em março, e é uma forma de chamar a atenção para a nossa relação com espécies animais classificadas como produtos e objetos.

“É tanto um memorial quanto uma declaração da necessidade de maior atenção ao tratamento que dispensamos a esses indivíduos”, informa a artista Linda Brant, que quis criar uma obra simples, mas ao mesmo tempo desafiadora.

O monumento, que assume a forma de uma lápide gigante, tem cerca de 1,40m de altura, praticamente a mesma altura de um novilho no momento do abate.

Toda semana, visitantes deixam uma pequena pedra ou cristal perto da base do monumento em apoio à mensagem de que “vidas não são descartáveis”, ainda que sejam de animais vistos pela sociedade como produtos e meios para um fim.

Linda pretende utilizar as pedras deixadas no local para criar outro monumento para animais que têm o valor de suas vidas ignorado pela sociedade.

Doadores da campanha da ANDA ganham vale-compras em sorteio

A campanha #ResistênciaAnimal chega ao seu 27º dia e agradecemos a todos que colaboraram e estão colaborando para a reconstrução do site da ANDA, destruído após a ação de hackers, e também pela construção a construção de um mundo mais compassivo, pacífico e livre. A campanha está sendo realizada com o apoio do Sítio do Bem, um e-commerce incrível especializado em produtos para quem é apaixonado por animais.

Semanalmente, todos que colaborarem na campanha podem ter a chance de ganhar um vale-compras no valor de R$50,00 para ser usado no Sítio do Bem. Lembrando que os sorteios são semanais e apenas os doadores daquela semana podem concorrer, então você tem a chance dobrada de faturar este prêmio, além, é claro, de ajudar a reestruturar o maior site de notícias sobre direitos animais.

Em entrevista à ANDA, a diretora do Sítio do Bem, Sonia Grisolia, explica que solidarizou imediatamente ao saber dos ataques ao site da ONG. “Sabia que precisava fazer algo para ajudar a manter ativo este importante canal jornalístico que dá voz aos animais. O Sítio do Bem é um site especializado em atender clientes que são simpatizantes da causa animal com produtos temáticos, em especial camisetas com estampas de cães, gatos e outros animais. Acompanhamos o trabalho maravilhoso que a ANDA fez ao longo dos anos e ficamos muito preocupados diante da possibilidade desse canal calar a voz de quem defende os animais. Foi natural e óbvio nos juntarmos a Campanha #ANDAResistênciaAnimal”.

Veja abaixo a lista dos primeiros vencedores da campanha e fique atento às datas dos próximos sorteios:

Doadores de 06/05 a 12/05 – Sorteio realizado em 13/05 – Ganhador Carlos Gutierrez

Doadores de 13/05 a 19/05 – Sorteio realizado em 20/05 – Ganhadora Kátia Bello

Doadores de 20/05 a 26/05 – Sorteio em 27/05

Doadores de 27/05 a 02/06 – Sorteio em 03/06

Doadores de 03/06 a 09/06 – Sorteio em 10/06

Doadores de 10/06 a 16/06 – Sorteio em 17/06

Doadores de 17/06 a 23/06 – Sorteio em 24/07

Doadores de 24/07 a 30/07 – Sorteio em 01/07

Doadores de 01/07 a 07/07 – Sorteio em 08/07

Siga esta pegada

A ANDA lançou uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Vakinha com o objetivo de arrecadar R$33 mil até o dia 07 de julho de 2019. Deste valor, R$28 mil serão destinados exclusivamente à reconstrução do site, enquanto os R$5 mil restantes serão usados para cobrir taxas e outras despesas.

Para premiar os colaboradores, o Sítio do Bem, e-commerce especializado em camisetas temáticas para quem é apaixonado por animais, sorteará cupons de compras no valor de 50 reais entre os doadores, que poderão ser resgatados em produtos no site. Ao final da campanha, todos os doadores receberão um agradecimento público no novo site da ANDA.

Para doar acesse: http://vaka.me/563625

Também é possível colaborar realizando depósitos diretamente na conta corrente da ANDA e enviando o comprovante para o e-mail faleconosco@anda.jor.br:

Agência de Notícias de Direitos Animais
CNPJ: 12.164.456/0001-76
Banco Itaú
Ag. 00367 c/c 82489-3

Homem é preso após ser flagrado arrastando cachorro amarrado a carro

Um homem de 61 anos foi preso após ser flagrado por policiais militares arrastando um cachorro preso a um carro no bairro Sol Dourado, em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. O crime de maus-tratos aconteceu no último domingo (26).

Foto: Blog do Braga

De acordo com a polícia, além do caso relacionado ao cão, Jorge Aparecido responderá na Justiça também por abandono de menores, já que havia deixado os filhos de 6 e 8 anos sozinhos em casa. As informações são do G1.

Ao ser questionado pelos policias, logo após o flagrante de maus-tratos, Aparecido afirmou que o cachorro havia caído da carroceria do veículo e que ele não tinha percebido que estava ferindo o animal.

Devido a essa situação, os policiais conduziram o homem até a residência dele, onde encontraram os dois filhos de Aparecido. Não há informações sobre o estado de saúde das crianças, só se sabe que elas foram encaminhadas para a casa da mãe, na mesma cidade.

Foto: Blog do Braga

O cachorro foi resgatado por uma ONG de proteção animal. Não se sabe qual a gravidade dos ferimentos causados no corpo do animal.

Aparecido foi levado ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep). O caso é investigado pela Polícia Civil.

Prefeitura de São João do Sabugi (RN) suspende ação de captura de animais em situação de rua

Foi um susto! Protetores de São João do Sabugi (RN) ficaram apavorados com uma nota da prefeitura avisando que a partir de hoje, 28 de maio, a “carrocinha” do município passaria pelas ruas capturando os animais. No entanto, depois de uma intervenção da Associação Caicoense de Proteção aos Animais e Meio Ambiente – ACAPAM que cuida de cerca de 600 animais na região, a prefeitura decidiu suspender a ação de captura e conversar com os protetores para se chegar a uma solução sobre o abandono de animais no município.

Foto: Divulgação

Quem já teve o desprazer de conviver com “carrocinhas” sabe o quanto era traumatizante a captura e pior ainda o destino dado aos animais. Felizmente, as carrocinhas estão extintas de 20 estados brasileiros, inclusive, no Rio Grande do Norte onde a lei 10.326, em vigor desde o ano passado, também proíbe a matança de animais saudáveis. A eutanásia é permitida apenas em casos extremos quando fica constatada doença contagiosa com risco fatal para outros animais e população humana.

Vale lembrar que a própria OMS – Organização Mundial da Saúde recomenda o controle populacional de cães e gatos por meio do método de CED – Captura, Esterilização e Devolução ao local de origem. Isso porque ficou comprovado, em diversos países, que recolher e eliminar animais não resolve o problema. Outros animais rapidamente tomam o mesmo lugar dos antigos. Matar animais é uma ação ineficiente e cara, além de antiética. Mas quando os animais são castrados, vacinados e monitorados por voluntários isso beneficia também a população humana porque animais saudáveis correm menos risco de contrair doenças.

“A ação foi suspensa graças ao empenho da ACAPAM trabalhando em conjunto com todos os protetores e também com o deputado estadual Sandro Pimentel – PSOL/RN e sua equipe. A prefeitura municipal admitiu que na nota publicada no Portal da Transparência de São João do Sabugi faltou clareza ao não explicar porque os animais seriam capturados e para onde seriam levados. Agora estamos pleiteando uma audiência pública para discutir a ação de recolhimento de animais”, comenta o advogado da Acapam Wanderlyn Wharton.

“Precisamos ficar vigilantes. A lei estadual nº 10.326 deve ser cumprida e discutida não somente no âmbito jurisdicional, mas implementada na sociedade como medida preventiva e esclarecedora, para que assim, a sociedade possa cobrar mais competência aos seus representantes legais”, conclui. De fato a lei 10.326 reúne uma série de pontos de defesa animal alinhados com as tendências mundiais – um avanço! Se essa lei ficar conhecida pela população e for cumprida em seus vários aspectos, que abrangem também animais silvestres e de consumo, Rio Grande do Norte pode ficar à frente da causa animal.

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

Governo cria programa para oferecer refeições veganas a estudantes na Irlanda

Por David Arioch

“A oferta de refeições adequadas e nutritivas para a saúde, aprendizado, atenção e realização educacional de uma criança é inestimável” (Foto: Kristin Lojeunesse/VT)

A partir de setembro, 7,2 mil estudantes do ensino fundamental serão beneficiados por um programa governamental que oferece opções de refeições veganas na Irlanda. A princípio, o projeto Hot School Meals Scheme vai financiar opções alimentares sem ingredientes de origem animal para alunos de 36 escolas.

Com investimento de um milhão de euros este ano e 2,5 milhões em 2020, a intenção é permitir que as escolhas possam oferecer pelo menos uma opção vegana e uma vegetariana aos estudantes – respeitando suas crenças e filosofias de vida.

“A oferta de refeições adequadas e nutritivas para a saúde, aprendizado, atenção e realização educacional de uma criança é inestimável”, disse a Ministra da Proteção Social, Regina Doherty.