Documentário que explora os conflitos de uma mulher que se dedica aos animais estreia nos EUA no dia 31

Por David Arioch

Kathy tem uma relação de amor e respeito com patos, galinhas, gansos e perus, entre galináceos de outras espécies (Foto: For the Birds/Divulgação)

No dia 31, estreia nos Estados Unidos o documentário “For the Birds”, que explora os conflitos de uma mulher que se dedica aos animais.

Dirigido pelo cineasta vegano Richard Miron, o filme conta a história de Kathy, que tem uma relação de amor e respeito com patos, galinhas, gansos e perus, entre galináceos de outras espécies – resgatados de situações de maus-tratos e matadouros.

Ela é responsável por 200 aves e colocou em risco até mesmo o próprio casamento pelo seu trabalho em prol dos animais. Essa é uma das facetas exploradas por Miron, que destaca também como o universo da defesa animal está longe de ser simples como muita gente imagina.

O que começa como uma história sobre a batalha de Kathy contra outros grupos de defesa animal, se transforma lentamente em um drama íntimo sobre os custos do seu amor e compaixão pelos animais. Ela é obrigada a lidar com as mais diferentes lutas.

“Nós os amamos, comemos, os resgatamos, os confinamos – as contradições continuam. Já vi muitos documentários sobre direitos animais, mas havia uma determinada e sutil realidade que senti que eu não estava vendo na tela. Então comecei a fazer um filme que explorasse as morais áreas turvas da forma como tratamos os animais”, justifica.

Além do olhar sobre a questão animalista e vegana, em “For the Birds”, Miron quis também voltar a sua atenção para a fundamentação e consequência das escolhas humanas quando se voltam mais para os seres não humanos. O documentário estreia em Nova York no dia 31 e em Los Angeles no dia 14 de junho. Em julho, o filme vai ser disponibilizado nas plataformas digitais.

Elefante bebê desmaia de exaustão ao acompanhar a mãe que levava turistas nas costas

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

O filhote de elefante que perdeu os sentidos estava preso por uma corda ao corpo de sua mãe que levava turistas nos famosos e cruéis “passeios de elefantes” nas costas, relatos afirmam que o animal estava há horas andando no calor sufocante e teria caído de exaustão.

Os elefantes são explorados indiscriminadamente pela indústria do turismo na região, o incidente ocorreu no leste da Tailândia, na semana passada.

Acredita-se que o animal tenha cerca de um ano de idade e foi amarrado à sua mãe pelo pescoço com um pedaço de corda, os dois estavam na cidade de Pattaya, na Tailândia.

No vídeo, filmado por uma turista que ficou comovida pela situação, pessoas podem ser ouvidas dizendo “que horror, ele está cansado” quando o bebê desmorona no chão com o sol a pino e as temperaturas já se aproximando dos 40C.



Ele então se levanta e corre para acompanhar o elefante adulto pelo Nong Nooch Tropical Gardens.

De acordo com a turista, que não quis ser identificada, o bebê elefante parecia estar exausto de tanto andar pela área em busca de turistas que pagam para passear nas costas de sua mãe.

Ela disse: “Há muitos filhotes de elefantes amarrados às mães que são exploradas carregando turistas às costas, essas pessoas alienadas estão apenas curtindo sob o calor do sol, enquanto esses pobres animais estão sofrendo”.

“Esse filhote de elefante estava tão exausto que você pode ver nas imagens a mãe consolando-a e encorajando-a a ficar de pé”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

A turista é uma trabalhadora e migrante filipina no país vizinho da Tailândia: Myanmar, onde é professora.

Ela estava com amigos passando férias na área quando o incidente aconteceu.

A responsável pela filmagem acrescentou: “Estou apenas preocupada com os elefantes e quero garantir que seu bem-estar seja garantido”.

Um porta-voz do Nong Nooch Tropical Gardens negou hoje que o elefante estivesse cansado ou sendo maltratado.

Eles disseram: “Todos os elefantes são saudáveis e muito bem tratados. Se houver um problema, eles são examinados por veterinários. Todos os bebês aqui são saudáveis”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

No começo do mês, um bebê elefante apelidado de Dumbo morreu em um show em Phuket, no sul da Tailândia, o animal ficou tão esquelético que suas pernas quebraram durante a apresentação.

O animal de três anos de idade, que era forçado a realizar até três apresentações por dia, foi fotografado com aspecto doentio e sofria de uma infecção antes de desmaiar.

Seus detentores o levaram para uma clínica veterinária em 17 de abril, onde um exame mostrou que ele havia quebrado as duas patas traseiras e morreu três dias depois.

Sofrimento e morte

Não são raros os casos de elefantes obrigados a pintar, saltar, dirigir quadriciclos, se equilibrar sobre duas patas, fazer poses antinaturais, jogar água em turistas e ostentar tintas e enfeites religiosos em seus corpos na Ásia.

Toda e qualquer imposição sobre a vontade desses animais sencientes é uma violência e um atentado à sua dignidade e liberdade.

Elefantes nasceram livres, são animais altamente sociais, capazes de vínculos profundos, que vivem em estruturas familiares e tem uma das maiores capacidades de cognição do reino animal.

Com uma inteligência incomparável e sensibilidade profunda esses animais padecem sob o jugo de uma humanidade ambiciosa e bárbara que os explora até as últimas consequências, rouba e ocupa seus habitats, os caça por suas presas de marfim, vende seus filhos, os escraviza, e da qual na maioria das vezes, só conseguem se ver lives com a morte.

Mais uma cidade americana adere à Segunda Sem Carne Vegana

Foto: Unsplash/ Naveen Venkatesan

Foto: Unsplash/ Naveen Venkatesan

A partir de 22 de abril, Dia da Terra, Berkeley começará a Segunda-feira Verde (Green Monday), que exige que toda a comida servida pela cidade em suas instalações, reuniões e eventos às segundas-feiras seja livre de carne, de acordo com o jornal Berkeleyside.

De acordo com o site da campanha Meatless Mondays, ja são mais de 40 países pelo mundo que aderiram ao movimento. Entre as cidades americanas estão São Francisco, Los Angeles, Nova York, Washington, Aspen entre outras.

Além disso, a Green Monday, que foi referida como “Vegan Mondays” pela mídia local, exigirá que as refeições servidas sejam totalmente livres de todos os produtos de origem animal, incluindo laticínios e ovos.

Isso vem como resultado de uma resolução aprovada pelo Conselho Municipal de Berkeley em setembro, que exige que apenas comida vegana seja servida, em um esforço para reduzir o impacto sobre o meio ambiente.

“Muitas pessoas que se importam profundamente com a mudança climática, a preservação dos recursos naturais, a poluição não têm ideia dos impactos devastadores da ingestão de animais”, disse Amy Halpern-Laff, diretora de parcerias estratégicas da Green Monday e residente de Berkeley.

“Podemos fazer uma tremenda diferença apenas cortando nosso consumo de carne e laticínios um dia por semana.”

Após a análise mais abrangente do impacto da agropecuária no meio ambiente, os cientistas concluíram que a única maneira maior de reduzir a pegada ecológica é evitar carne e laticínios.

O estudo descobriu que, enquanto carne e laticínios fornecem apenas 18% das calorias, é responsável por 83% do uso das terras agrícolas.

A agricultura animal também é responsável por mais emissões de gases de efeito estufa do que todos os carros, aviões, trens e navios em uso atualmente combinados.

A Green Monday, movimento conhecido também por Segunda Sem Carne, Segunda-feira Vegana ou Segunda-feira Verde, é um movimento internacional focado em incentivar o consumo de alimentos vegetais para o benefício do meio ambiente e da saúde humana.

Críticos da resolução dizem que é exagero, com muitos dizendo que o governo não tem que decidir o que as pessoas podem e não podem comer.

No entanto, os defensores da campanha chamaram a resolução de “um passo na direção certa para lidar com a mudança climática”.

“Não estamos pedindo às pessoas que assumam uma nova identidade como veganas”, disse Halpern-Laff. “Nem o programa tem que acontecer em uma segunda-feira necessariamente”.

“Mas a Green Monday pede que as pessoas pensem mais criticamente sobre seus hábitos de consumo como um todo”.

Em outubro, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, anunciou as Meatless Mondays em conjunto com um restaurante local depois de escrever uma “proclamação baseada em vegetais” no último verão, onde pediu às pessoas que comessem menos carne pelo bem do planeta.

Na proclamação, Frey escreveu: “Considerando que, se cada americano optasse por comer alimentos vegetais em apenas uma refeição por semana, a economia de CO2 equivaleria a tirar mais de meio milhão de carros das estradas norte-americanas”.

Mais de 100 peixinhos dourados morrem ao serem usados como decoração em casamento

Foto: Unsplash/kazuend

Foto: Unsplash/kazuend

Uma dama de honra compartilhou a história on-line contando como o casamento de sua melhor amiga foi fácil de ser planejado, tudo ja estava pré-embalado na sala de recepção do buffet, no salão de festas onde seria realizada a festa – incluindo convites, bolo, bufê, mesas, cadeiras e decoração.

A única personalização da celebração em que a noiva teria que decidir e opinar era a peça central de decoração que ficaria sobre as mesas dos convidados.

“O local oferecia uma variedade de recipientes de vidro que a noiva poderia preencher com o que quisesse”, escreveu a dama de honra no fórum. “Vasos cilíndricos altos, pratos decorativos, tigelas, globos, este tipo de enfeite”.

“A forma do recipiente escolhido por ela dependia do que a noiva pretendia exibir nela. Ela queria flores? Velas? Seixos? Não, ela teve uma ideia bem mais sinistra”.

A dama de honra então revelou o que fez de sua ex-melhor amiga uma bridezilla (noiva monstro): descrita como amante de animais, às vezes vegetariana outras vegana, e apoiadora pública da PETA – incoerentemente a noiva queria ter um par de peixinhos dourados vivos em um globo de vidro como peça de enfeite central de cada mesa.

Quando questionada sobre o que seria feito dos peixinhos após o casamento, a noiva disse que eles seriam levados para casa pelos convidados como uma lembrança do evento.

A dama de honra expressou suas preocupações com o bem-estar dos animais e apontou que nem todos gostariam de levar para casa o peixinho dourado, mas a noiva descartou suas preocupações e seguiu em frente com o plano.

Embora a dama de honra tentasse ficar de olho nos pares de peixinhos dourados nas decorações centrais das mesas, a maioria deles já havia morrido durante a noite.

Nenhum dos convidados levou para casa os peixinhos, o que deixou a equipe do buffet sem saber o que fazer com eles.

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

A noiva e o noivo também partiram rapidamente para sua lua de mel, não se preocupando em assumir a responsabilidade alguma sobre o ocorrido, o que deixou a dama de honra encarregada em lidar com os peixinhos dourados abandonados.

“Naquela noite, entrei numa grande loja de animais de estimação com meu enorme vestido de cetim de festa vermelho comprido até o chão, saltos batendo nos ladrilhos e comprei um grande tanque retangular, um filtro e algumas embalagens de comida para peixe”, disse ela.

“Alguns deles já estavam mortos quando cheguei em casa e mais morreram na manhã seguinte. Mais mortes ocorreram de novo à tarde, à noite e na manhã posterior. No terceiro dia, restaram cinco vivos e fomos perdendo um peixinho por dia até restar apenas um.

“E o último? Está vivo a cinco anos. Eu o batizei de Sun. Ele ficou comigo por mais tempo do que minha amizade com a noiva durou e muito mais do que o casamento dela”.

Esta não é a primeira vez que uma noiva foi chamada de “bridezilla”(noiva monstro) por agir contra os animais.

Neste mês, uma noiva desabafou suas frustrações em uma página de casamento no Facebook, ao se recusar a fornecer “comida especial” para veganos e outros convidados com restrições alimentares, enfatizando que ela “não é responsável pelas necessidades alimentares” de seus convidados.

Ela deixou claro que não forneceria alimentos à base de vegetais para seus amigos veganos, então eles precisavam trazer sua própria comida, o que resultou em uma reação de revolta nos membros do grupo de casamento no Facebook.

No início deste ano, uma noiva vegana também enfrentou reações adversas tanto de veganos como de comedores de carne por proibir todos os seus parentes que comiam carne, incluindo seus pais, de ir ao seu casamento.

Os veganos a apoiaram por escolher realizar um casamento vegano, pois se alinhava ao estilo de vida livre de crueldade deles, mas ao mesmo tempo eles chamaram a atenção de noiva para o modo como ela estava tratando sua família, especialmente quando os chamava de “assassinos”.

Pesquisador prevê que o Reino Unido poderá se tornar vegano até 2030

Foto: Adobe

Foto: Adobe

O pesquisador e engenheiro vegano, Tom Milner, previu que o Reino Unido poderá se tornar vegano até 2030.

Apelidado de “O Engenheiro Vegano”, Milner conduziu uma pesquisa com mais de 2.800 veganos para apurar a taxa real na qual o veganismo tem crescido tão rapidamente.

A pesquisa, que fez aos participantes apenas quatro perguntas – há quanto tempo é vegano, idade, sexo e localização (onde mora) – demonstra como 82,6% dos entrevistados se tornaram veganos nos últimos cinco anos.

Curva de crescimento exponencial

Milner também atribuiu o aumento nas novas transições de veganismo (pessoas se tornando veganas) entre dezembro e fevereiro ao sucesso do movimento Veganuary.

No geral, a pesquisa mostra uma “curva de crescimento exponencial” com a população vegana dobrando a cada dois anos desde 2011.

Se este crescimento continuar em sua taxa atual, Milner afirma que a população vegana do Reino Unido alcançará cerca de 15% até 2030 – o suficiente para fazer a indústria agrícola animal entrar em colapso financeiro, de acordo com a Dra. Melanie Joy.

Toda a população se tornando vegana

“Isso parece razoável para mim porque 15% da população sendo vegana significaria um número ainda mais significativo de vegetarianos, pescatarianos e redutores de carne”, disse Milner.

“Com uma queda tão grande na demanda por carne, laticínios e ovos, seria muito difícil para qualquer negócio baseado em produtos de origem animal sobreviver”, afirma o pesquisador.

“O ano de 2030 é, portanto, a minha previsão para uma debilitação financeira total da indústria de agropecuária no bloco de países e também a data chave para que toda a população do Reino Unido se torne vegana de fato. E esta ainda é uma taxa de crescimento mais lenta do que os resultados apresentados pela pesquisa Finder que indicou 5,5% de crescimento até o final de 2019”, conclui o engenheiro vegano.

Cachorro não larga a almofada impressa com a foto de seu irmão que morreu

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

Por 10 longos e felizes anos, Spencer e Rocky foram amigos inseparáveis.

De fato, o maior prazer dos companheiros peludos era simplesmente estar perto um do outro.

“Eles nunca tinham passado uma noite separados”, disse Beth Fisher, tutora dos cães, ao The Dodo.

“Rocky e Spencer dormiam na mesma cama, comiam da mesma tigela e sempre caminhavam juntos, lado a lado, quando saíam pra passear”.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

Infelizmente, no entanto, o tempo feliz que os companheiros de quatro patas passaram juntos havia chegado ao fim.

Durante uma visita ao veterinário para identificar uma doença que o cão de pelos claros, Rocky, tinha desenvolvido, um grande tumor cancerígeno foi encontrado crescendo dentro dele.

A descoberta trágica, feita tarde demais para o tratamento, deixando apenas uma opção para acabar com o sofrimento do pobre cão.

“Rocky teve que ser morto por indução naquele dia”, disse Fisher.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

“Foi difícil processar a morte repentina de Rocky, mas não podemos imaginar o quão difícil deve ter sido para Spencer ter perdido seu irmãozinho”.

Spencer estava de coração partido, sofrendo muito – e demonstrou isso.

“Desde que Rocky faleceu, Spencer tem se levantado durante a noite para vagar pela casa procurando por seu irmão”, disse Fisher. “E então ele começa a chorar porque não consegue encontrá-lo”.

As cinzas de Rocky foram colocadas em uma prateleira acima de onde ele e seu irmão dormiam, para manter o par próximo. Mas era evidente que Spencer precisava de algo mais para ajudá-lo a lidar com o luto da perda.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

Então, o pai de Fisher teve uma excelente ideia e providenciou a realização dela imediatamente: um travesseiro para Spencer com o rosto sorridente de Rocky impresso nele.

Imediatamente, o presente significativo e original deixou Spencer à vontade com ele.

O travesseiro que homenageia Rocky parece ter ajudado a preencher o vazio que sua morte havia deixado no coração de Spencer.

“Spencer está se aconchegando no travesseiro desde que ele chegou, levando-o do sofá para sua cama”, disse Fisher. “Ele parece muito mais decidido agora, ele tem algo para se aconchegar, igual fazia com o irmão”.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

O cão de luto não dorme mais sozinho.

Nada, claro, pode trazer Rocky de volta completamente. Embora Spencer, que já está envelhecendo, adormeça, é reconfortante saber que seu melhor amigo ainda está ao seu lado em espírito.

Do jeito que ele sempre foi em vida.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

“Eu não acho que Spencer algum dia vai superar o falecimento de Rocky, mas espero que ele possa aprender a continuar sem ele”, disse Fisher, acrescentando que o caminho a ser seguido pelo cão, é uma estrada que ele nunca terá que enfrentar sozinho.

“Esperamos que Spencer consiga conforto em seu novo travesseiro e receba forças de todo o amor e carinho que ele recebe de sua família”.

Estudo afirma que 99% dos animais de criação vivem em fazendas industriais

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Estima-se que 99% dos animais criados nos EUA estejam vivendo atualmente em fazendas industriais, de acordo com uma análise do Sentience Institute (SI).

O que significa sofrimento, maus-tratos, cativeiros minúsculos, privação de sol e liberdade entre outras violências que os animais sofrem submetidos à indústria do lucro e da ambição humanos.

O estudo de onde a informação foi trada, utiliza dados do USDA Census of Agriculture de 2017, que foi divulgado este mês, estima-se que 70,4% das vacas, 98,3% dos porcos, 99,8% dos perus, 98,2% dos frangos criados para os ovos e mais de 99,9% dos frangos criados para a carne são criados em fazendas industriais.

Foto: Adobe

Foto: Adobe

A SI também afirma que praticamente todas as fazendas de peixes dos EUA são adequadamente descritas como fazendas industriais – embora haja dados limitados sobre as condições das fazendas de peixes e nenhuma definição padronizada.

Pesquisas globais também conduzidas pela organização sem fins lucrativos SI, sugerem que mais de 90% dos animais cultivados no mundo vivem em fazendas industriais.

Ultraje público

“Apesar da indignação pública em relação ao bem-estar animal e as conseqüências ambientais da agropecuária industrial, este ainda é o sistema predominante na criação de animais”, disse o diretor executivo Kelly Witwicki em referência a uma pesquisa de 2017 realizada pela SI.

Foto: MSPCA

Foto: MSPCA

“O público tem sido capaz de empurrar a indústria a fazer algumas mudanças na direção certa, por exemplo, começando a tirar galinhas poedeiras de gaiolas, mas infelizmente temos visto pouca mudança na porcentagem de animais que vivem em fazendas industriais em anos recentes”.

Uma catástrofe moral

Witwicki acrescentou: “Entre o sofrimento desses animais e os impactos devastadores da agrpecuária em nosso clima e na sustentabilidade do sistema alimentar, essa é uma catástrofe moral que não podemos mais negligenciar”.

Gatinho é resgatado de dentro de lixeira a ponto de morrer sufocado

Foto: Washington County Sheriff's Office

Foto: Washington County Sheriff’s Office

No início deste mês de maio, um lixeiro no estado de Oregon (EUA) estava trabalhando e ao esvaziar uma lata de lixo dentro do caminhão em que ele trabalha, com mais outros companheiros recolhendo os sacos de lixo, algo lhe chamou a atenção.

De dentro do receptáculo veio o som de um choro angustiante de um animal que só poderia estar em necessidade, fome ou dor.

Olhando mais de perto, e examinando com mais cuidado, o lixeiro identificou um gatinho indefeso misturado aos detritos no meio do lixo, provavelmente alguma pessoa cruel havia borrifado com espuma endurecida (endurece após secagem) e deixado para morrer.

Foto: Washington County Sheriff's Office

Foto: Washington County Sheriff’s Office

“Ele parecia com algo saído de um filme de terror do Dia das Bruxas”, disse Diane Healey, da clínica veterinária Hillsboro Veterinary Clinic, onde o gatinhos foi atendido, à FOX 12 News.

“Obviamente o pobre animal não tinha estado lá por um tempo muito longo, caso contrário ele teria sufocado e morrido. A cabeça dele estava coberta de espuma, seu rosto também, as pernas estavam rígidas, ele não podia mais movê-las”.

O gatinho estava realmente a ponto de morrer quando foi encontrado, afirmou a veterinária.

Felizmente, o gatinho foi encontrado a tempo e em seguida logo foi libertado da espuma venenosa que o envolvia.

“O motorista levou a lata de lixo de volta à instalação de coleta de lixo de Hillsboro, onde os funcionários da empresa trabalharam juntos para remover o gatinho macho de 8 semanas da espuma e levá-lo a um veterinário local para atendimento”, escreveu o Departamento de Polícia do Condado de Washington em um comunicado.

Foto: Washington County Sheriff's Office

Foto: Washington County Sheriff’s Office

As autoridades disseram que o gatinho provavelmente nasceu de algum gato selvagem que vive perto das várias residências onde a lixeira havia sido colocada.

Eles estão buscando a ajuda do público para rastrear a pessoa responsável por este caso repugnante de crueldade animal.

O gatinho resgatado, entretanto, está agora são e salvo apesar da crueldade de que foi vítima.

Um porta-voz do abrigo Bonnie Hays Animal Shelter, onde o gatinho está sendo tratado, disse ao The Dodo que seu prognóstico é bom:

“Ele deve se recuperar totalmente”.

Maus-tratos e crueldade contra animais é crime com punição prevista em lei no Brasil e em diversos outros países, ao presenciar qualquer tipo de atitude que possa causar sofrimento ou ameaçar a vida de algum animal a polícia deve ser acionada imediatamente.

Apenas a rebelião pode evitar um apocalipse ecológico

"A catástrofe aflige as pessoas agora e, ao contrário dos mais ricos que podem entrar em desespero, elas são forçadas a responder de maneiras práticas | Foto: Guillem Sartorio/AFP/Getty Images

“A catástrofe aflige as pessoas agora e, ao contrário dos mais ricos que podem entrar em desespero, elas são forçadas a responder de maneiras práticas | Foto: Guillem Sartorio/AFP/Getty Images

Por George Monbiot*

Se a raça humana tivesse se esforçado tanto para evitar a catástrofe ambiental quanto inventa desculpas pela sua falta de ação, a questão já estaria resolvida. Em diversos locais pelo mundo, há pessoas envolvidas em tentativas furiosas de se defender do desafio moral que o assunto representa.

A desculpa mais comum atualmente é a seguinte: “Aposto que os manifestantes têm telefones/viajam de férias/usam sapatos de couro”. Em outras palavras, não vamos ouvir ninguém a não ser que viva nu em um barril, subsistindo apenas em águas sujas. Claro que se você está vivendo nu em um barril, vamos dispensá-lo também, porque você é um hippie esquisito. Ou seja, todos os mensageiros e toda mensagem que eles carregam são desqualificados com base em impureza ou pureza por quem realmente tem o poder de fazer alguma coisa.

À medida que a crise ambiental ganha velocidade, e com movimentos de protesto como YouthStrike4Climate e Extinction Rebellion tornam mais difícil não ver o que enfrentamos, as pessoas descobrem meios mais inventivos de fechar os olhos e negar a responsabilidade. Subjacente a essas desculpas está uma crença profundamente arraigada de que, se realmente estivermos em apuros, alguém em algum lugar virá em nosso socorro: “eles” não deixarão isso acontecer. Mas não há eles, apenas nós.

A classe política, como qualquer um que acompanhou seu progresso nos últimos três anos, pode certamente ver agora: é caótica, pouco disposta e, isolada e estrategicamente incapaz de enfrentar crises de curto prazo, muito menos uma vasta situação existencial. No entanto, prevalece uma ingenuidade generalizada e intencional: a crença de que votar é a única ação política necessária para mudar um sistema. A menos que seja acompanhado pelo poder concentrado de protesto – articulando demandas precisas e criando espaço no qual novas facções políticas possam crescer – a votação, embora essencial, permanece um instrumento contundente e fraco.

A mídia, com poucas exceções, é declaradamente hostil ao assunto. Mesmo quando as emissoras cobrem essas questões, elas evitam cuidadosamente qualquer menção ao poder, falando sobre o colapso ambiental como se ele fosse movido por forças passivas e misteriosas e propondo correções microscópicas para problemas estruturais vastos. A série Blue Planet Live da BBC exemplificou bem essa tendência.

Aqueles que governam a nação e moldam o discurso público não podem ser confiados com a preservação da vida na Terra. Não há autoridade benigna nos preservando de danos. Ninguém esta vindo para nos salvar. Nenhum de nós pode justificadamente evitar o chamado para nos unirmos em prol de nossa salvação.

Protesto em Londres contra a moda descartável e ao desperdício de materiais | Foto: Yui Mok/PA

Protesto em Londres contra a moda descartável e ao desperdício de materiais | Foto: Yui Mok/PA

Eu vejo o desespero como outro tipo de recusa. Ao ignorar as calamidades que um dia poderiam nos afligir, nós as disfarçamos e as distanciamos, convertendo escolhas concretas num pavor indecifrável. Podemos nos livrar da responsabilidade moral alegando que já é tarde demais para agir, mas ao fazê-lo condenamos os outros à destituição ou à morte. A catástrofe aflige as pessoas agora e, ao contrário daquelas que vivem na riqueza e ainda podem se dar ao luxo de mergulhar em desespero, outras são forçadas a reagir de maneira prática. Em Moçambique, Zimbábue e Malauí, que foram devastados pelo Ciclone Idai, na Síria, Líbia e Iêmen, onde o caos climático contribuiu para a guerra civil, na Guatemala, Honduras e El Salvador, onde a quebra da safra, a seca e o colapso da pesca tiraram as pessoas de suas casas, o desespero não é uma opção. Nossa falta de ação os forçou a agir, pois eles tem que lidar com circunstâncias terríveis causadas principalmente pelo consumo do mundo dos ricos. Os cristãos estão certos: o desespero é um pecado.

Como o autor Jeremy Lent aponta em um ensaio recente, com certeza já é quase tarde demais para salvar algumas das grandes maravilhas do mundo, como os recifes de corais e as borboletas-monarca. Também pode ser tarde demais para impedir que muitas das pessoas mais vulneráveis no planeta percam suas casas. Mas, ele argumenta, a cada incremento de aquecimento global, a cada aumento no consumo de recursos materiais, teremos que aceitar perdas ainda maiores, muitas das quais ainda podem ser evitadas através de transformações radicais.

Toda transformação não-linear da história pegou as pessoas de surpresa. Como Alexei Yurchak explica em seu livro sobre o colapso da União Soviética – Tudo era Eterno, Até Não Fica Mais – os sistemas parecem imutáveis até que de repente se desintegram. Assim que o fazem, a desintegração parece retrospectivamente inevitável. Nosso sistema – caracterizado pelo crescimento econômico perpétuo em um planeta que não está crescendo – inevitavelmente implodirá. A única questão é se a transformação é planejada ou não planejada. Nossa tarefa é garantir que seja planejada e rápida. Precisamos conceber e construir um novo sistema baseado no princípio de que toda geração, em todo lugar, tem o mesmo direito de desfrutar da riqueza natural.

Isso é menos assustador do que poderíamos imaginar. Como revela a pesquisa histórica de Erica Chenoweth, para que um movimento de massa pacífico seja bem-sucedido, um máximo de 3,5% da população precisa se mobilizar. Os seres humanos são mamíferos ultra-sociais, estão subliminarmente conscientes, todo o tempo, das mudanças nas correntes sociais. Quando percebemos que o status quo mudou, mudamos repentinamente de uma base de estado de ser para outro. Quando uma porcentagem de apenas 3,5% de pessoas comprometidas, mudam e manifestam essa união à demanda por um novo sistema, a avalanche social que se segue se torna irresistível. Desistir antes de chegarmos a esse limiar é pior do que o desespero: é derrotismo.

Hoje, a Rebelião de Extinção toma as ruas ao redor do mundo em defesa dos nossos sistemas de suporte à vida. Por meio de uma ação ousada, disruptiva e não-violenta, força nossa situação ambiental à agenda política. Quem são essas pessoas? Outro tipo de “eles”, que poderia nos resgatar de nossas loucuras? O sucesso dessa mobilização depende de nós. Só atingirá o limiar crítico se muitos de nós deixarem de lado a negação e o desespero e se unirem a esse movimento exuberante e proliferante. O tempo para desculpas acabou. A luta para derrubar nosso sistema de negação da vida começou.

*Traduzido por Eliane Arakaki

Gerente de construções reverte um quadro de diabetes tipo 2 graças à alimentação a base de vegetais

Um gerente de construção da Eslováquia reverteu seu diabetes tipo 2 depois de mudar sua alimentação passado a comer apenas refeições baseada em vegetais – e agora está abrindo um restaurante vegano.

Vlasto Balaz, dono de vários empreendimentos de construção, conseguiu a remissão da doença – da qual sofria a oito anos – depois de seguir a dieta Natural Food Interaction (NFI), um protocolo que foi recentemente testado em um Instituto Nacional na Eslováquia.

De acordo com Balaz, além de reverter seu diabetes, depois de mudar sua alimentação por 13 semanas, ele perdeu 24 kg – aliviando sua dor nas pernas e nos pés. Sua pressão arterial caiu e sua frequência cardíaca diminuiu para 62 batimentos por minuto.

Dieta natural com interação de alimentos

A mudança na alimentação adotada por Balaz tem como base a dieta NFI, que foi criada por David Hickman e Zuzana Plevova. Trata-se de uma abordagem inteiramente baseada em alimentos vegetais, que vai um passo além, misturando e combinando diferentes alimentos em combinações que são feitas sob medida para um indivíduo.

Hickman e Plevova tiveram resultados impressionantes com a dieta na Europa, com 97,2% de taxa de remissão do diabetes tipo 2 em pacientes que completaram o protocolo.

Os cientistas se aproximaram do Dr. Emil Martinka MD, Ph.D. – um aclamado pesquisador europeu de diabetes na Eslováquia – que aproveitou a oportunidade para realizar um ensaio clínico.

“Estou muito empolgado com a introdução da dieta NFI”, disse o Dr. Martinka ao Plant Based News após o início do estudo. “Estou convencido de que trará muitos benefícios para nossos pacientes”.

Remissão da diabetes

Estes resultados foram experimentados por Vlasto Balaz – com conseqüências de uma mudança de vida real.

“Tendo agora atingido a remissão do diabetes tipo 2 mudando minha alimentação e tendo resultados em apenas 13 semanas, decidi tentar ajudar os outros”, disse Balaz à PBN.

“Isso me levou a abrir meu primeiro restaurante, que foi inclusive, aprovado pela NFI na Eslováquia! Eu me sinto genuinamente feliz por poder contar hoje a mudança que isso causou na minha vida!”

O fundador da NFI, Hickman, contou ao Plant Based News sobre o momento em que Balaz foi clinicamente confirmado em remissão: “Ele recebeu quatro pedaços de pão branco, tofu e tomate totalizando 75g de açúcar e ele conseguiu se sair muito bem no teste de refeição que durou de duas horas. Honestamente, nós não estávamos surpresos ao ver sua glicose em repouso antes das refeições e como ele reagiu positivamente a mudança da alimentação. Ele conseguiu perder mais de 50% de sua gordura visceral e hoje ele tem uma HbA1c de 4,9% quando em janeiro ele tinha pouco menos de 10%!”.

Os resultados do estudo eslovaco serão publicados na Conferência Nacional de Diabetes e Endocrinologia da Eslováquia no final de maio, de acordo com os fundadores.

Para descobrir mais sobre a dieta NFI clique aqui, o site inclui depoimentos de pessoas que passaram a se alimentar de forma vegana.