Empresa vegana irlandesa doa mais de 20 mil refeições para crianças necessitadas

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

A startup vegana FIID, com sede na Irlanda (pronuncia-se “feed”) recentemente doou 20 mil refeições à base de vegetais para crianças necessitadas em todo o mundo.

A empresa fez uma parceria com a Mary’s Meals, organização de justiça alimentar, para criar um programa em que cada compra de produtos da Fiid resulta na doação de um almoço escolar rico em nutrientes para uma criança em um país em desenvolvimento.

“Temos muito orgulho em dizer que, com a ajuda de nossos clientes, amigos, familiares e apoiadores, podemos fornecer 20 mil refeições que terão um impacto duradouro nas crianças em algumas das regiões mais desafiadoras e necessitadas do mundo”, disse o fundador do Shane Ryan.

“Eu comecei a me esforçar me desafiando a ser uma pessoa melhor e a ter um impacto positivo no mundo, e estou muito contente que nossos clientes tenham participado com tanto entusiasmo para nos ajudar a tornar essa visão uma realidade.”

Lançado em dezembro de 2018, a Fiid produz tigelas com refeições para microondas – em sabores como o marroquino Chickpea Tagine, o italiano Sundried Tomato & Lentil Ragu e o Smoky Mexican Black Bean Chili – que agora são vendidos a um preço justo em toda a Irlanda.

A empresa expandiu-se para o Reino Unido através do mercado on-line Ocado e planeja doar agora 200 mil refeições para crianças necessitadas até o final de 2019.

*A Irlanda e o veganismo*

De acordo informações do jornal Irish Independent, publicadas em abril de 2019, 37% dos irlandeses considerariam uma transição para o veganismo por questões ambientais e éticas.

Além disso, sete em cada dez pessoas disseram que poderiam incorporar opções veganas em sua dieta semanal. A pesquisa realizada com centenas de pessoas na Irlanda é uma iniciativa da empresa Vitabiotics.

De acordo com uma pesquisa realizada no ano passado pela empresa Deliveroo Ireland, a entrega de alimentos vegetarianos a domicílio cresceu 119% na Irlanda em comparação com 2017.

Foto: Pixabay

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Já uma pesquisa de mercado da Kantar Worldpanel, aponta que um a cada cinco consumidores compra produtos vegetarianos na Irlanda. Além disso, desde 2016, o país tem registrado crescimento de vendas de 50% de alimentos vegetarianos.

O que também tem contribuído para uma mudança de hábitos por parte dos irlandeses, e especialmente em Dublin, é o trabalho desenvolvido pelo Vegan in Ireland.

O projeto tem promovido atividades, turnês, viagens e jantares mostrando como ser vegano não é nenhum sacrifício e, que além do benefício para os animais e para o planeta, pode ser muito saudável, divertido e prazeroso.

Outro ponto de mudança é que atualmente o governo da Irlanda está motivando a população a experimentar uma dieta vegetariana.

A iniciativa faz parte das novas diretrizes de saúde elaboradas e divulgadas pela Autoridade de Segurança Alimentar do país, que recomenda que as pessoas se abstenham do consumo de alimentos de origem animal por pelo menos alguns dias da semana.

O Guia de Apoio à Pirâmide Alimentar Saudável da Irlanda diz que ervilhas, feijões e lentilhas fornecem proteínas de boa qualidade e são uma alternativa de baixo teor de gordura, além de ricas em fibras, em comparação à carne.

O guia também indica o consumo de oleaginosas por serem ricas em fibras, gorduras boas e terem boas quantidades de proteínas.

Tigres-de-bengala podem não sobreviver às mudanças climáticas, diz relatório

Foto: Thorsten Spoerlein/Getty iStock

Foto: Thorsten Spoerlein/Getty iStock

A mudança climática e o aumento do nível do mar podem acabar com uma das maiores e últimas espécies de tigres do mundo, alertaram cientistas em um novo estudo.

Os felinos estão entre as cerca de 500 mil espécies terrestres cuja sobrevivência está em questão por causa de ameaças aos seus habitats naturais, de acordo com um relatório do ONU publicado recentemente.

Os Sundarbans, que compõem mais de 4 mil milhas quadradas (cerca de 6 mil km) de terras pantanosas em Bangladesh e na Índia, abrigam a maior floresta de mangue do mundo e um rico ecossistema que suporta várias centenas de espécies de animais, incluindo o tigre-de-bengala ameaçado de extinção.

Mas 70% da terra está apenas a poucos metros acima do nível do mar, e mudanças graves estão reservadas para a região, disseram pesquisadores australianos e bengaleses na revista Science of The Total Environment.

As mudanças provocadas por um planeta em aquecimento serão “suficientes para dizimar” as poucas centenas de tigres-de-bengala que permanecem ali.

“Até 2070, não haverá habitats de tigre adequados remanescentes nas Sundarbans de Bangladesh”, concluiu o estudo realizado por 10 pesquisadores.

O documento, que se baseia em cenários climáticos desenvolvidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática para montar seus modelos de simulação, além de complementar os estudos existentes que oferecem previsões igualmente sombrias para a vida selvagem nos Sundarbans.

Em 2010, um estudo conduzido pelo Fundo Mundial para a Natureza projetou que uma elevação do nível do mar de 11 polegadas poderia reduzir o número de tigres nas Sundarbans em 96% em poucas décadas.

A mudança climática prejudicou quase metade dos mamíferos ameaçados do mundo, muito mais do que se pensava anteriormente, segundo um estudo recente.

Sharif A Mukul, principal autor do novo relatório sobre os Sundarbans, e seus colegas procuraram outros riscos que poderiam ameaçar o tigre, além do aumento do nível do mar, que representaram 5,4% a 11,3% da perda de habitat projetada em 2050 e 2070.

Outros fatores relacionados à mudança climática foram mais prejudiciais aos tigres de Sundarbans, uma das maiores populações remanescentes de tigres selvagens do mundo, descobriram os pesquisadores.

Desde o início de 1900, a perda de habitat, a caça e o comércio ilegal de partes de animais dizimou a população global de tigres de cerca de 100 mil para menos de 4 mil.

Nos Sundarbans de Bangladesh, um aumento nos eventos climáticos extremos e mudanças na vegetação tendem a reduzir ainda mais a população, segundo o estudo. E enquanto as Sundarbans inundam, os confrontos entre humanos e tigres podem crescer enquanto os animais se afastam de seu habitat em busca de novas terras.

“Muitas coisas podem acontecer”, disse Mukul, professor assistente de gestão ambiental na Independent University, Bangladesh, em Daca. “A situação poderia ser ainda pior se houvesse um ciclone ou algum surto da doença naquela área, ou escassez de alimentos”.

Em outubro passado, um relatório histórico realizado pelo painel científico sobre mudanças climáticas da ONU descobriu que, se as emissões de gases de efeito estufa continuassem no ritmo atual, a atmosfera aqueceria até 1.5C acima dos níveis pré-industriais em 2040.

Esse aumento teria consequências significativas para cadeias alimentares, recifes de corais e áreas propensas a inundações. Também pode afetar desproporcionalmente os países mais pobres e densamente povoados, como Bangladesh, que abriga 160 milhões de pessoas.

Em uma análise de décadas de registros das marés, os cientistas descobriram que as marés altas estavam subindo muito mais rápido do que a média global em Bangladesh, que fica no Delta do Ganges, uma complexa rede de rios e córregos.

Sugata Hazra, um oceanógrafo da Universidade Jadavpur, na Índia, disse que pode haver alguma perda de terra nos Sundarbans, mas sua pesquisa sugeriu um impacto menos dramático sobre os tigres.

Alguns passos foram dados para proteger as áreas de baixa altitude e os tigres que vivem lá, disse Zahir Uddin Ahmed, funcionário do departamento florestal de Bangladesh.

Culturas que podem sobreviver a níveis mais elevados de salinidade da água estão sendo introduzidas. O governo construiu muros de contenção de tempestade. A redistribuição de sedimentos também aumentou naturalmente a altura de algumas ilhas, disse ele.

Ainda assim, Prerna Singh Bindra, autora de The Vanishing: Indian’s Wildlife Crisis (O Desaparecimento: A Crise Indiana da Vida Selvagem), disse que os habitats de tigres continuariam a diminuir – seja por causa da mudança climática ou do desenvolvimento da indústria – e que boas opções de conservação eram difíceis de encontrar.

Simplesmente mover tigres de bengala para outra reserva, por exemplo, não era uma “solução viável”, disse ela.

“Onde você coloca esses tigres? Onde há um habitat adequado que não seja perturbado pela ação humana neste planeta lotado?”, Prerna deixa no ar o questionamento.

Companhia aérea é multada por servir carne a passageiro vegetariano

A maioria das companhia aéreas serve refeições veganas | Foto: The Vegan Strategist

A maioria das companhia aéreas serve refeições veganas | Foto: The Vegan Strategist

A Air India foi multada após a conclusão da investigação, por parte do orgão regulador da categoria, de que a companhia aérea serviu carne a um passageiro vegetariano que solicitou uma refeição sem carne.

O passageiro da Air India, Chander Mohan Pathak, vegetariano, estava em um voo de Chicago para Delhi em novembro de 2016, conforme informações jornal The Tribune.

Pathak disse que instruiu a companhia aérea a fornecer-lhe uma refeição vegetariana no momento em que a reserva da passagem foi efetuada.

Em uma audiência em frente ao Fórum Distrital de Redução de Conflitos de Consumidores, uma agência de defesa do consumidor, Pathak argumentou que a companhia aérea não especificou claramente se sua refeição se era vegetariana ou não vegetariana.

A companhia aérea estatal argumentou que não é culpada de se envolver em práticas comerciais desleais, pedindo que o caso seja julgado improcedente.

Foto: Pixabay/ Pilot Go

Foto: Pixabay/ Pilot Go

No entanto, o Fórum Distrital de Reparação de Conflitos de Consumidores determinou que a tripulação de cabine da companhia aérea era responsável por verificar se o passageiro tinha encomendado uma refeição vegetariana como havia sido especificado previamente por ele.

“Como não há evidência de que tal investigação tenha sido feita antes de servir refeições ao reclamante, acreditamos que foi uma deficiência grosseira por parte da companhia aérea”, disse o fórum.

A Air India foi considerada culpada de deficiência no serviço, causando sofrimento mental e moral e assédio ao reclamante.

A companhia aérea foi condenada a pagar 10.000 pathaks (cerca de 140 dólares) em compensação, bem como um adicional de 7.000 (em torno de 100 dólares) para cobrir seus honorários advocatícios.

A Air India foi condenada e recebeu intimação para efetuar o pagamento no prazo de 30 dias.

A companhia aérea não é a primeira empresa na Índia a ser multada por servir carne aos vegetarianos.

Uma loja de móveis da IKEA em Hyderabad voltou a vender biryani vegetariano este ano depois de ter sido multada em 11.500 rúpias (aproximadamente 160 dólares) em razão de um cliente ter descoberto uma lagarta em seu prato.

Inglaterra vai sediar festival vegano para crianças em agosto

Por David Arioch

Vegan Kids Festival tem a missão de celebrar o veganismo das crianças e estimular novas amizades (Foto: Getty)

Entre os dias 9 e 11 de agosto, Gloucestershire, na Inglaterra, vai sediar o Vegan Kids Festival, evento vegano para crianças que oferece comida vegana, jogos, brincadeiras, apresentações musicais, aulas de culinária e oficinas de criatividade.

Segundo a idealizadora Dana Burton, o evento é uma forma de estimular as crianças a continuarem fazendo escolhas mais compassivas. “Meu objetivo é criar um mundo mini-vegano por dois dias, onde todos que comparecerem possam estar cercados por pessoas que pensam da mesma maneira”, informa Dana.

Ela acrescenta que acontece das crianças se sentirem sozinhas ou isoladas em diversas circunstâncias na escola, por exemplo, por serem veganas. E um evento como o Vegan Kids Festival serve para mostrar que elas não estão sozinhas, embora ainda não sejam maioria.

“Meus filhos escolheram ser veganos junto com o resto da família. Sinto-me orgulhosa quando vejo a compaixão deles pelos animais, mas também fico triste quando são deixados de fora em alguma atividade na escola”, destaca Dana Burton.

Apesar disso, o Vegan Kids Festival tem a missão de celebrar o veganismo das crianças e estimular novas amizades. “Esse evento é sobre as crianças; nossos agentes de mudança do futuro”, enfatiza.

Estudo aponta os benefícios de converter terras usadas para criação de animais em florestas

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

O que aconteceria se a terra atualmente utilizada para produção agrícola fosse convertida em florestas? Um novo estudo da Universidade de Harvard descobriu que o mundo todo poderia reduzir significativamente suas emissões de dióxido de carbono (CO2) ao fazê-lo.

O estudo que usa o Reino Unido como exemplo, analisou dois cenários possíveis. O primeiro envolve transformar todas as pastagens e terras agrícolas usadas para produzir ração animal em florestas. No segundo, toda a pastagem é convertida em floresta e a terra utilizada para agricultura é usada para cultivar uma variedade maior de frutas e vegetais locais apenas para consumo humano. Segundo o site do The Ecologist, só o Reino Unido importa 90% de seus produtos de consumo alimentar.

Os pesquisadores descobriram que, no primeiro cenário, o Reino Unido poderia compensar suas emissões de CO2 em 12 anos. O segundo cenário é compensado em nove anos. Ambos os cenários seriam capazes de fornecer proteínas e calorias suficientes para cada pessoa que vive no bloco de países, ajudando a melhorar a segurança alimentar.

O estudo observa que o reflorestamento de terras usadas para animais de criação também poderia ajudar a produzir proteína baseada em vegetais como o feijão e cultivar mais frutas e vegetais.

Como o reflorestamento beneficia o meio ambiente

De acordo com um estudo publicado no The Lancet no início deste ano, a agropecuária é pesada em relação ao consumo e utilização de recursos e hostil ao clima, contribuindo para as emissões de gases de efeito estufa (GEE), perda de biodiversidade e uso da terra e da água.

Uma alimentação vegana ou vegetariana não só seria melhor para o planeta, mas também ajudaria a garantir que podemos alimentar a crescente população humana, que deverá atingir 10 bilhões até 2025. “Mesmo pequenos aumentos no consumo de carne vermelha ou lácteos alimentos tornariam esse objetivo difícil ou impossível de alcançar”, afirma o relatório.

Um estudo anterior da Universidade de Oxford mostra que, se todos os habitantes do planeta fossem veganos, o uso da terra seria reduzido em 75%, diminuindo o impacto da mudança climática e permitindo um sistema alimentar mais sustentável.

O reflorestamento ajudaria o planeta. Ambos os cenários permitiriam ao exemplo em questão, o Reino Unido atingir as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. O estudo enfatiza a necessidade de “ação radical, muito além do atualmente planejado”, para reduzir os GEEs (gases nocivos).

A mudança para a substituição de pastagens de animais cultivados por florestas também proporcionaria à fauna nativa novos lares, novos habitats, permitindo o florescimento de populações e ecossistemas.

Bebê elefante morre durante campanha pela sua liberdade

Por David Arioch

A iniciativa pela libertação de Jumbo partiu do projeto britânico de defesa dos direitos animais Moving Animals (Foto: DLD)

Um bebê elefante que era usado em apresentações para turistas no Zoológico de Phuket, na Tailândia, faleceu há menos de um mês durante campanha pela sua liberdade.

A iniciativa pela libertação de Jumbo partiu do projeto britânico de defesa dos direitos animais Moving Animals, que constatou que, além da exploração diária do jovem elefante como entretenimento, ele apresentava sinais de desnutrição e exaustão.

No mês passado, já visivelmente fraco, Jumbo foi encaminhado a um hospital veterinário na capital Krabi, onde faleceu três dias depois. “Esse é um fim terrível e trágico para uma vida dolorosamente curta como a de Jumbo”, declarou Amy Jones, do Moving Animals.

E acrescentou: “O zoológico não fez nada até receber críticas internacionais. Sob seus cuidados, esse filhote de elefante quebrou as duas patas traseiras e o zoológico só fez algo a respeito três dias depois. Não consigo imaginar o sofrimento dele nesse período.”

O diretor do zoológico, Pichai Sakunsorn, disse ao The Phuket News que ninguém quer perder algo que ame. “Fizemos o melhor que pudemos para protegê-lo”, alegou. Apesar da morte de Jumbo, as autoridades tailandesas declararam que o zoológico não violou nenhuma lei e que a direção pode adquirir outro animal para substituí-lo.

Segundo Amy, a história de Jumbo deveria servir como lição para que ninguém explore animais como meio de entretenimento ou exposição visando lucro.

Moving Animals disponibiliza e vídeos para ativistas e grupos

Amy Jones e Paul Healey criaram em 2018 o projeto Moving Animals, que fornece gratuitamente fotos e vídeos de conscientização sobre a exploração animal que podem ser utilizadas por ativistas de qualquer parte do mundo.

“Desde então temos testemunhado, documentado e arquivado práticas com animais nas indústrias ao redor do mundo”, informam.

Antes de iniciarem o projeto, eles trabalharam para a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) no Reino Unido, realizando registros da realidade dos animais utilizados como bens de consumo e entretenimento.

“Nosso trabalho pretende destacar que a exploração animal mundial é um círculo obscuro de abusos, atrelado à oferta e demanda, ao dinheiro e a práticas não expostas”, justificam.

O Moving Animals também produz imagens para campanhas de organizações e grupos que necessitam de algum tipo de material específico.

“Fornecemos imagens gratuitas para ativistas e organizações, e também criamos o nosso próprio conteúdo. Ampliando a conscientização sobre o sofrimento dos animais, queremos incentivar as pessoas a se afastarem dessas práticas”, enfatizam.

No site do projeto é possível encontrar imagens já disponibilizadas em pelo menos 12 categorias, o que inclui entretenimento, indústrias de laticínios, ovos e carne, indústria da pesca, exploração de animais como meio de transporte e animais abandonados, entre outras.

Empresa americana lança sashimi vegano de enguia feito de beringela

Neste fim de semana, a marca vegana Ocean Hugger Foods vai lançar seu mais novo produto, a enguia feita à base de berinjela batizada de “unami”, no evento do National Restaurant Association Show, em Chicago (EUA).

O novo produto – feito para se assemelhar a enguia, usa um processo de fabricação (patente ainda pendente) que infunde a beringela ao molho de soja sem glúten, com mirin e óleo de algas – estará disponível em amostragem para mais de 65 mil profissionais de que trabalham na industria alimentícia na feira que reúne especialistas.

“Estamos felizes em poder compartilhar o Unami no evento mais importante da indústria de serviços alimentícios”, disse James Corwell, master chef certificado e co-Fundador da Ocean Hugger Foods.

“O Unami é uma ótima alternativa para chefs e operadores de restaurantes e delivery´s que desejam oferecer aos seus convidados pratos que ressaltem a textura natural e firme do unagi (termo japonês para enguia), sem os impactos ambientais negativos da enguia selvagem ou de criação de animais em cativeiro”.

Cromwell criou o conceito da empresa após visitar o Japão e ver o massacre de peixes em primeira mão e ao vivo em um mercado de peixes de Tóquio.

A estréia do Unami segue-se ao lançamento bem-sucedido do “ahimi” também da Ocean Hugger Foods – um atum à base de tomate que agora está disponível nos estojos de sushi dos supermercados, além de lanchonetes nas universidades e restaurantes da América do Norte.

“Mais da metade dos consumidores estão tentando comer mais proteínas à base de vegetais tanto por motivos de saúde, como ambientais”, disse o CEO da Ocean Hugger Foods, David Benzaquen.

“Os produtos à base de vegetais são uma alternativa deliciosa não apenas para veganos e vegetarianos, mas também para qualquer pessoa preocupada com o impacto de suas escolhas alimentares no meio ambiente”.

Além de unami e ahimi, a empresa está trabalhando para criar o “sakimi” – um substituto de salmão feito de cenouras.

Ahimi: sushi de atum vegano feito à base de tomate

A empresa canadense Sushi Quinoa fez uma parceria com a marca vegana americana Ocean Hugger Foods para criar uma refeição rica em proteínas para o maior evento TED Talk do ano.

Nos dias 17 e 18 de abril, visitantes e palestrantes da Conferência TED deste ano que acontecerá no Canadá serão presenteados com sushis veganos recheados com quinoa e atum à base de vegetais.

O prato é o resultado de um esforço conjunto entre a marca canadense Top Tier Foods e a empresa vegana com sede nos EUA, Hugger Foods.

A seu turno, a Top Tier Foods contribuiu com seu Sushi Quinoa, um produto de quinoa desenvolvido especialmente para a indústria de sushi que pode ser usado no lugar do arroz de sushi. O “ahimi” de Ocean Hugger – um atum vegan preparado com tomates – completa o prato.

“Uma das melhores coisas sobre o Sushi Quinoa é que ele permite que o chef crie opções veganas e vegetarianas únicas usando a quinoa como veículo de alta proteína”, disse o presidente da TopTier Foods, Blair Bullus, ao canal de mídia Straight.

“A união do famoso ahimi (atum de tomates), com o Sushi Quinoa, cria uma opção deliciosa e saudável para pessoas que procuram uma alternativa de refeição sem carne que tem o mesmo sabor de um sushi roll de atum com perfil nutricional e semelhante, mas sem peixe ou arroz.”

A conferência anual do TED tem enfoque no tema “Maior que nós” e conta com mais de 70 palestrantes e mais de mil visitantes.

Deputados querem elevar vaquejadas e rodeios a “atividades desportivas formais”

Por David Arioch

Efraim Filho, Paulo Magalhães (não reeleito), Paulo Bengtson (relator) e Giovani Cherini defendem a vaquejada como “atividade desportiva formal” (Fotos: Agência Folha/Agência Câmara)

Está tramitando na Câmara dos Deputados um projeto de lei de autoria do deputado Efraim Filho (DEM-PB), que prevê o reconhecimento da vaquejada como “atividade desportiva formal”.

Tudo indica que o objetivo é fazer frente à oposição que cresce no país contra a prática, seguindo pelo mesmo caminho do Projeto de Lei (PL) 13.365/2016, que elevou vaquejadas e rodeios à condição de manifestação cultural nacional e patrimônio cultural imaterial.

O PL 2452/2011, de Efraim Filho, está ganhando mais força agora com a proposta de apensar os projetos de lei 3024/2011 e 4977/2013, de autoria do ex-deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) e Giovani Cherini (PR-RS). Inclusive recebeu esta semana um voto favorável do relator da proposta na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o deputado Paulo Bengtson (PTB-PA).

O projeto de Magalhães, que deve ser anexado ao PL de Efraim Filho, também defende a regulamentação da vaquejada como atividade desportiva, embora traga disparidades em relação a forma como as competições devem ser feitas. Já a proposta de Cherini, que também deve ser apensada ao PL de Filho, se volta para a regulamentação dos rodeios como atividade desportiva.

O relator Paulo Bengtson, da Comissão de Meio Ambiente, declarou que a vaquejada, o rodeio, e as variações locais de esportes equestres não gozam da mesma reputação do hipismo, no entanto, “não são expressões menores de atividades esportivas, e vem da mesma ligação entre o homem e o cavalo.”

Embora em 2016, ainda que com resistência por parte dos defensores dos animais, a vaquejada e o rodeio tenham sido elevados à condição de manifestação cultural nacional e de patrimônio cultural imaterial, as proposições que estão em pauta atualmente, e que classificam a vaquejada como atividade desportiva formal, vêm “para regulamentar dispositivo constitucional”, segundo Bengtson.

Ator da série Umbrella Academy, Aidan Gallagher, pede que as escolas sirvam opções veganas

Foto: popbuzz

Foto: popbuzz

Esta semana, o ator vegano Aidan Gallagher – astro da série de super-heróis da Netflix, The Umbrella Academy – enviou uma carta pública à Assembléia da Califórnia expressando seu apoio à Lei do Almoço Escolar Saudável e Amigável ao Clima.

Co-patrocinado por grupos de defesa como Physicians Committee for Responsible Medicine (Comitê de Médicos para a Medicina Responsável), Animal Hope in Legislation (Esperança Animal na Legislação), Friends of the Earth (Amigos da Terra) e Social Compassion in Legislation (Compaixão Social na Legislação), o projeto de lei foi introduzido pelo deputado Adrin Nazarian em fevereiro e visa promover alimentos amigáveis ao clima fornecendo financiamento extra às escolas que adicionam ou aumentam o número de entradas veganas e leites vegetais nos seus menus.

Gallagher – que foi reconhecido como o mais jovem embaixador da boa vontade da ONU por seus esforços para combater a mudança climática – adotou um estilo de vida vegano depois de aprender sobre o devastador impacto ambiental da pecuária.

“Todos os dias, nas minhas redes sociais, ouço as vozes de milhares de jovens expressando sua preocupação com o estado de nosso planeta e sua frustração com a falta de ação”, escreveu Gallagher em sua carta apoiando o projeto de lei.

“Aprendi na Cúpula Global de Ação Climática de São Francisco, no ano passado, que o mundo está observando o que a Califórnia faz. Exorto nossos legisladores a serem a inspiração que outros estados, não só dos EUA mas do mundo todo, também precisam para fazer mudanças. Isso é maior do que apenas um hambúrguer vegetariano para o almoço, é uma mensagem para os outros sobre tomar uma posição para o bem-estar das futuras gerações”.

Espera-se que o projeto de lei inovador esteja na frente do Comitê de Apropriações da Califórnia até o final da semana antes de seguir para a Assembléia da Califórnia até o final do mês.

Jovens demonstram mais conscientes

Fazer o vegetarianismo e o veganismo serem mais acessíveis em instituições públicas tem sido um grande debate nos últimos meses, com diversas campanhas tentando trazer a dieta à base de vegetais e legumes nas escolas e universidades.

Uma pesquisa comissionada pela Linda McCartney Foods, marcada pela Semana Nacional Vegetariana (13 a 15 de maio), apoia a iniciativa para inspirar escolas a se livrar de comidas de origem animal. A dupla de chefs veganos do YouTube BOSH! foi convidada pela empresa para fazer uma demonstração especial na Trinity Primary School em Londres, uma vez que a escola preparou o cronograma vegetariano para as crianças.

O estudo entrevistou cerca de mil crianças que moram no Reino Unido, na faixa etária entre 8 a 16 anos, e descobriu que os estudantes não estão tendo uma escolha justa na hora da merenda.

Com 10% dos participantes afirmam que já levam um estilo de vida sem refeições com carne, e mais de 44% de estudantes que tentaram cortar alimentos de origem animal de sua dieta, as escolas enfrentam a pressão de incluir mais comidas de base vegetal em seus cardápios.

A criançada relatou um vasto número de razões para a escolha de cortar a carne de suas dietas: 44% quer ser mais gentil com os animais, 31% é pelo meio ambiente, 29% é por que é mais saudável e 19% afirma que é simplesmente pelo fato de preferir vegetais à carne.

Outros fatores que instigam o estilo de vida para as crianças incluem: seguir os passos de celebridades (7%), amigos (10%), seus pais (17%) e algumas que só querem experimentar (27%).

Mas os números que preocupam é o de estudantes que relataram que têm que pular a refeição escolar por não haver opções sem carne (23%). O pior é que os outros 77% de jovens admitem que comem forçadamente a merenda, exatamente por não haver outras opções no cardápio.

O estudo também aponta que 26% dos jovens afirmam que seriam mais encorajados a parar de comer carne se eles soubessem mais sobre os direitos animais. 23% dizem que a variedade no cardápio das escolas ajudariam, e outros 23% contestam que, ao serem ensinados sobre os impactos da indústria de carne e laticínios sobre o meio ambiente, os iriam encorajar mais ainda a mudar a dieta.

Os co-fundadores do canal BOSH!, Henry Firth e Ian Theasby, comentam os resultados: “A juventude realmente se importa com o meio ambiente e as mudanças climáticas, que é uma das maiores ameaças para o seu futuro. Nós estamos vendo mudanças contínuas nas atitudes com a comida ao redor do mundo, e é incrível ver que no Reino Unido uma a cada dez crianças já é livre de uma dieta com carne; e esse número continua crescendo!”

No Brasil

Aqui no Brasil, no entanto, o problema ainda é mais embaixo. Em 2016, a chef Janaina Rueda, dona do famoso “Bar da Dona Onça” projetou menus mais saudáveis para as escolas públicas do estado de São Paulo, uma vez que toda a refeição era feita com enlatados, carnes e vegetais de baixa qualidade e não orgânicos.

O projeto era uma colaboração com o governo do estado, ainda na gestão de Márcio França.

No cronograma alimentar, constavam opções vegetarianas e pratos com carne, com direito a um dia da semana exclusivamente vegetariano, como forma de educação alimentar para as crianças, visando o impacto de seus alimentos no meio ambiente.

Todos os suprimentos foram escolhidos pela própria chef, com direito a supervisão dos fornecedores e a procedência dos alimentos.

Mas com a vinda da gestão de João Doria no governo, também vieram os cortes de gastos fundamentais, e toda a refeição saudável da chef Janaina Rueda foi por água abaixo.

Homem com deficiência auditiva adota cão surdo e o ensina língua de sinais

Um homem com deficiência auditiva adotou um cachorro surdo e ensinou língua de sinais para ele. Nick Abbott, de 31 anos, decidiu adotar o cão quando viu uma publicação sobre ele na página do NFR Maine no Facebook. O cachorro, que era apenas um filhote, foi resgatado da rua do Maine, um estado norte-americano.

Foto: KLTV

Ao chegar no abrigo, o cão foi examinado por um veterinário e diagnosticado com parvovirose. O caso era tão grave que ele desmaiou. A doença é séria e se não for tratada imediatamente, pode ser fatal. As informações são do portal Relieved, com tradução do Histórias com Valor.

Após receber tratamento e se recuperar, o cachorro foi diagnosticado com surdez, o que desanimou os funcionários do abrigo, que se preocuparam com a possibilidade do animal não encontrar um lar e decidiram divulgar o caso no Facebook. Foi assim que a história de Emerson, como é chamado o filhote, chegou a Nick, que logo ligou para a ONG e demonstrou interesse em ficar com o cão.

Foto: Facebook/Lindsey Powers

Na ligação, Nick disse que queria encontrar o animal porque tinha a sensação de que um foi feito para o outro, já que ambos são surdos. Logo que encontrou o novo tutor, Emerson deitou nos pés dele. Neste momento, todos os funcionários do abrigo sabiam que tinham encontrado um novo lar para o filhote.

Após levar o cão para casa, Nick iniciou a tarefa de ensinar para ele a língua de sinais para que eles pudessem se comunicar um com o outro. Rapidamente, o cachorro começou a aprender e hoje já sabe quando deve latir, vir até o tutor, sentar e deitar.

Os dois criaram um forte vínculo e Nick chegou até a criar um perfil no Instagram para compartilhar os momentos que vivencia com o cão.