Justiça proíbe “pega galinha” e “pega leitão” em tradicional evento em Estrela (RS)

Na data de hoje (17/05), a Juíza Caren Leticia Castro Pereira da 2ª Vara Cível de Estrela, RS, concedeu liminar para suspender duas modalidades dos Jogos Germânicos, “galinha caipira” e “pega o leitão”.ao considerar que os eventos com exposição de animais a situações como as submetidas no evento em voga devem ser revistas a fim de permitir a evolução como ser humano e sociedade.

Prova “pega a galinha” (Foto: Divulgação)

Os Jogos Germânicos se propõem a promover o resgate das dificuldades físicas dos colonizadores alemães quando chegaram em terras brasileiras. Programado para acontecer amanhã, os jogos incluem outras modalidades como as provas da “canastra”, “carregar tora”, “carrinho de mão”, “cabo de guerra”, “rachar lenha”, entre outras.

Os advogados animalistas Rogério Rammê e Renata Fortes, que representam o Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA), argumentaram que as provas com uso de animais são atentatórias à norma constitucional que assegura proteção aos animais contra todas as formas de crueldade, seja ela física ou psicológica. Explicam, que no caso dos Jogos Germânicos, a crueldade é do tipo intrínseca, e consideram que este tipo de crueldade, muitas vezes, é imperceptível para os organizadores e mesmo participantes das provas que usam animais por desconhecerem a ciência do Bem-estar Animal.

A prova que utiliza galinhas é disputada pelas mulheres, e com porcos por homens. Em ambas, o objetivo é perseguir os animais e capturá-los, vence quem conseguir prender o maior número em uma gaiola ou cesta.

Prova “pega a o leitão” (Foto: Divulgação)

O Movimento Gaúcho de Defesa Animal trouxe aos autos dois laudos técnicos que analisam o uso de galinhas e porcos em jogos de captura, sob o ponto de vista da ciência do Bem-estar Animal. Para o veterinário, Dr. Renato Silvano Pulz, docente da disciplina de Bem-estar Animal do Curso de Medicina Veterinária da ULBRA-RS é importante salientar que apesar de parte da sociedade não enxergar nos suínos (incluído aqui o javali) e nos frangos animais inteligentes e com capacidade de sofrerem psicologicamente, isto já é completamente reconhecido pelas ciências veterinárias. Estas espécies demonstram todas as respostas fisiológicas: físicas, neuroendócrinas e comportamentais compatíveis com o estresse causado pelo medo de uma ameaça gerada por fatores ambientais.

Ainda sobre o que sentem a galinhas e porcos, a veterinária, Dra. Dríada Cannes, explica que os animais utilizados nas atividades, ao serem perseguidos entendem que estão em situação de perigo e precisam acionar seus mecanismos hormonais de sobrevivência: o chamado “mecanismo de fuga”, e conclui que é importantíssimo que nenhum animal seja submetido a esse nível de estresse, pois aqui chegamos ao limite entre vida e morte.

Galinhas presas em gaiola durante prova (Foto: Divulgação)

Para a presidente do MGDA, Maria Luiza Nunes, o uso de animais deve ser combatido em todas as finalidades, já que todas já se mostram desnecessárias para a nossa sociedade, e conclui o uso de animais deve ser combatido em todas as suas formas e finalidades, pois são desnecessárias e crueis, e conclui: a Juíza foi muito positiva em sua análise, deixar de usar os animais é uma questão de evolução individual e da sociedade.

A pedido dos advogados, a Juíza determinou o valor de R$ 50.000,00 de multa em caso da Prefeitura não cumprir a decisão de suspensão das provas com uso de animais.

Vídeo revela a crueldade por trás da gelatina à base de pele de burros e jumentos

Por David Arioch

As imagens foram registradas em matadouros regulamentados no Quênia, na África (Foto: PETA)

A organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) divulgou hoje um vídeo que revela a cruel realidade por trás do comércio chinês de ejiao, uma gelatina obtida a partir do cozimento da pele de burros e jumentos.

As imagens foram registradas em matadouros regulamentados no Quênia, na África, mas poderiam ser em qualquer outro lugar que abate burros e jumentos que servirão de matéria-prima para a indústria chinesa de ejiao, segundo a PETA.

Por ano, cerca de quatro milhões de burros e jumentos são mortos para a produção da gelatina que é utilizada em bebidas, doces e na medicina chinesa. Metade desse total é proveniente de outros países, incluindo não apenas o Quênia, mas também o Brasil.

Nos últimos anos, o Quênia abriu três matadouros para o abate de asnos. Os animais, comprados de países como Etiópia, Tanzânia e Uganda, são colocados em caminhões e obrigados a suportarem viagem de até dois dias sem comida e água até o momento do abate.

Mas o vídeo que a PETA registrou vai muito além disso. Mostra a violência explícita que burros e jumentos vivem antes mesmo do abate. No caminho para o matadouro, há asnos que não resistem à viagem e morrem.

Em uma das cenas, um dos animais, já bastante debilitado, não consegue se levantar. Então eles o chutam e o deixam para morrer. Outros são agredidos com um instrumento de ferro.

Exploração dos jumentos no Brasil

No Nordeste brasileiro, com a modernização dos meios de produção e da postulação de que já não há espaço para os jumentos, surgiram mais matadouros – um triste fim para um animal explorado no Brasil desde 1534, quando chegou a primeira leva de asininos.

Ignora-se que jumentos são animais que vivem em média 25 anos, mas que em determinadas condições podem chegar a 40 anos. No Brasil, o que favorece o cenário de abate de jumentos é a crença de que quando esse animal se torna desnecessário como “instrumento de trabalho” ou se torna “fraco”, não há problema em abandoná-lo ou vendê-lo para algum matadouro.

Em 1977, Chico Buarque já cantava sobre a cruel realidade servil desse animal na música “O Jumento”: “Jumento não é o grande malandro da praça. Trabalha, trabalha de graça. Não agrada ninguém. Nem nome não tem…”

Animais marinhos são mais vulneráveis ao aumento da temperatura

Um estudo publicado na Nature concluiu que os animais marinhos são mais vulneráveis ao aumento da temperatura do que os terrestres. Para isso, a pesquisa combinou dados experimentais com modelagem, com o intuito de medir os efeitos das mudanças climáticas.

Foto: Pixabay

Devido à dificuldade em estimar e comparar a vulnerabilidade de espécies terrestres e marinhas, o assunto é motivo de contradição no meio científico. Por essa razão, o estudo utilizou uma metodologia complexa para alcançar um resultado. As informações são do portal Tempo.

Outras pesquisas indicam que espécies terrestres estão sobre maior risco por terem maior dificuldade de adaptação a novas condições climáticas e estarem expostas a maiores extremos de temperatura. Espécies marinhas, no entanto, podem ser mais afetadas devido ao fato de que a temperatura ambiente controla a sua distribuição geográfica, a disponibilidade de nutriente e de oxigênio no oceano.

O pesquisador Pinsky e seus colaboradores partiram da premissa de que cada espécie tem um intervalo de temperatura considerado seguro para garantir o funcionamento do organismo. Assim, os cientistas estabeleceram uma “margem de segurança térmica”, que nada mais é do que a diferença entre a máxima temperatura que um animal será submetido em um ambiente e a máxima temperatura que ele suporta sobreviver. Trata-se de um índice de estresse fisiológico animal que indica a vulnerabilidade de cada espécie.

Para o estudo, foram analisadas espécies de peixes ósseos, tubarões, moluscos, crustáceos, insetos, répteis e aranhas, por serem animais ectotérmicos que já são mais vulneráveis por dependerem de fatores externos e comportamentais para regulagem da temperatura interna. Os pesquisadores calcularam a “margem de segurança térmica” para 387 espécies, considerando ou não a presença de refúgios em elevadas temperaturas. Em terra, esses refúgios incluem microclimas gerados por sombras de pedras e árvores, já no oceano, são águas mais profundas e geladas.

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A pesquisa concluiu que os menores valores de “margem de segurança térmica” foram encontrados no oceano, o que indica que os animais marinhos são mais vulneráveis ao aumento da temperatura do que os terrestres. Porém, caso não hajam refúgios térmicos, as espécies terrestres passam a ser mais vulneráveis por ficarem completamente expostas à temperatura excessiva. Quando considerada a distribuição pelo globo, animais terrestres que vivem em latitudes médias (30º-60ºS) são mais vulneráveis. Já nos oceanos, as espécies equatoriais são as que sofrem mais com o aumento da temperatura.

Para os pesquisadores, fatores diversos podem agravar o aumento da vulnerabilidade termal tanto dos animais marinhos, quanto dos terrestres. Na água, as espécies apresentam maior sensibilidade ao aumento da temperatura e maiores taxas de colonização. Por essa razão, o desaparecimento e a “substituição” de espécies podem acontecer com mais velocidade. No caso dos animais terrestres, a fragmentação dos habitats e as mudanças no uso de terra geradas pela ocupação humana desordenada e o desmatamento são fatores que contribuem para a perda da fauna.

Curitiba (PR) terá ambulância para socorrer animais em situação de emergência

A cidade de Curitiba, no Paraná, terá uma ambulância para socorrer animais em situação de emergência. O anúncio foi feito pelo prefeito Rafael Greca (DEM) através do Facebook. Segundo ele, a ambulância deve estar disponível em três meses e vai ampliar os serviços prestados pelo Centro de Atendimento de Animais em Situação de Risco (Crar).

Foto: Pixabay

“Estamos com licitação em andamento para contratar serviços de apoio veterinário e suporte às atividades do Crar, que incluirá veículo de resgate para as situações mais graves. A expectativa de prazo para que mais esse serviço entre em operação é para os próximos três meses”, escreveu Greca. As informações são da Gazeta do Povo.

O edital prevê ainda a contratação de serviços de apoio veterinário para permitir o funcionamento de um centro de atendimento para situações emergenciais, para onde os animais resgatados pela ambulância serão levados.

“A intenção é de que com o suporte, animais atropelados ou em situação de rua sejam resgatados e encaminhados a um local que tenham os serviços necessário para o atendimento emergencial”, explicou o diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna da prefeitura de Curitiba, Edson Evaristo.

O prefeito disse também que, em casos mais graves, os animais serão encaminhados aos hospitais veterinários das universidades. Evaristo, no entanto, afirmou que a intenção é que seja possível, com a licitação, contratar um serviço próprio de atendimento nesses casos.

Centro de atendimento

O Centro de Atendimento de Animais em Situação de Risco de Curitiba trabalha, atualmente, com a fiscalização de casos de animais que vivem em situação de risco. O órgão multa tutores que praticam maus-tratos a animais e também faz o resgate daqueles que não têm como permanecer sob a tutela do responsável.

“A demanda que chega para nós hoje é de animais que precisam de cuidados não emergenciais, como vacinação, castração e uso de vermífugos”, contou Evaristo.

Os animais resgatados são, depois, disponibilizados para adoção. Com a licitação, que ainda está sendo elaborada, a intenção é promover uma rotatividade de adoção. “Nós esperamos dinamizar a rotatividade de adoção. Temos vagas para 30 cães e 20 gatos, mas a intenção é que eles ganhem um lar muito mais rápido”, disse o diretor.

Interessados em conhecer ou adotar animais resgatados pelo Crar devem ir até a unidade, na rua Lodovico Kaminski, 1381, na Cidade Industrial de Curitiba. O atendimento ocorre todos os dias da semana, das 9h30 às 12h e das 13h30 às 17h30.

Mudanças climáticas também ameaçam o bem-estar dos mares e oceanos

Por David Arioch

“Os oceanos estão aquecendo e se tornando mais ácidos, causando branqueamento de corais e redução da biodiversidade” (Foto: Dimitris Vetsikas/ZME Science)

Em visita a Fiji, país insular da Oceania, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres destacou esta semana no Fórum das Ilhas do Pacífico que os quatro últimos anos foram os mais quentes já registrados, com perdas de gelo na Groenlândia e Antártida.

Segundo Guterres, recente estudo publicado pela ONU apontou que os níveis do mar irão aumentar um metro até 2100. No Pacífico, especificamente, ele disse que níveis do mar devem aumentar em alguns países quatro vezes mais que a média global, criando “uma ameaça existencial para alguns Estados insulares”.

António Guterres citou recentes danos causados pelos ciclones tropicais Gita, Josie e Keni, assim como erupções vulcânicas, terremotos e outros eventos extremos.

“A mudança climática irá intensificar ainda mais os riscos”, afirmou, destacando que a salinização da água e das colheitas coloca a segurança alimentar em risco e aumenta o impacto sobre a saúde pública.

Guterres também reafirmou que a mudança climática traz “claros perigos” à paz e à segurança internacional, apontando para a Declaração de Boe, de 2018, que reafirma a mudança climática como a maior ameaça única ao bem-estar do Pacífico.

“Estrategistas militares veem claramente a possibilidade de impactos climáticos aumentarem tensões acerca de recursos e movimentos em massa de pessoas”, disse. “Conforme áreas costeiras ou áreas degradadas se tornam inabitáveis, pessoas irão buscar segurança e vidas melhores em outras áreas”.

Relembrando que mais de 24 milhões de pessoas, em 118 países e territórios, foram deslocadas por desastres naturais em 2016, ele disse a líderes do Pacífico que suas ilhas e comunidades “estão na linha de frente das negociações climáticas globais”.

Oceano mais quente

As mudanças climáticas também ameaçam o bem-estar dos mares e oceanos. “Os oceanos estão aquecendo e se tornando mais ácidos, causando branqueamento de corais e redução da biodiversidade”, disse o chefe da ONU. O aquecimento global de 1,5°C irá causar “severos danos aos recifes tropicais”.

Além disso, se o aquecimento alcançar 2°C ou mais, “será catastrófico tanto para a vida marinha quanto para a humana”, afirmou.

No entanto, mares e vida marinha também estão sob ataque de outras direções. Guterres ilustrou um cenário de pesca excessiva; desertos subaquáticos sem oxigênio; mares repletos de venenos e lixo; espécies se tornando extintas dentro de décadas.

“Todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas de lixo plástico acabam nos oceanos”, disse. “De acordo com um estudo recente, o plástico pode ultrapassar peixes em nossos mares até 2050”.

Embora muitos países estejam finalmente rejeitando plásticos de uso único, o chefe da ONU destacou que “precisamos fazer ainda mais” para responder aos níveis insustentáveis de estresse sobre ecossistemas marinhos e costeiros.

Ele elogiou países do Pacífico por garantirem a adoção do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14, que foca na conservação e no uso sustentável de oceanos, mares e recursos marinhos.

Gata mais famosa da internet, “Grumpy Cat”, morre aos 7 anos

Foto: ew.com

Foto: ew.com

Grumpy cat se tornou a felina mais famosa do mundo por notória expressão facial “fechada” que gerou inúmeros memes e um império erguido às custas de sua imagem, que inclui brinquedos de pelúcia, quadrinhos, livros, calendários, perfumes, tênis, ingressos de loteria e até seu próprio especial de Natal. Ela morreu aos 7 anos de idade.

“Estamos inimaginavelmente de coração partido ao anunciar a perda de nossa amada Grumpy Cat”, dizia um comunicado divulgado na manhã de sexta-feira pela família.

“Apesar dos cuidados de profissionais de primeira linha, assim como o apoio de sua família muito amorosa, Grumpy teve complicações provenientes de uma infecção recente do trato urinário, que infelizmente se tornou muito difícil de ser superada. Ela faleceu pacificamente na manhã de terça-feira, 14 de maio, em casa, nos braços de sua mãe, Tabatha. Além de ser nosso bebê e um membro querido da família, Grumpy Cat ajudou milhões de pessoas a sorrir em todo o mundo – mesmo quando os tempos eram difíceis. Seu espírito continuará a viver através de seus fãs no mundo todo”.

Grumpy Cat, também conhecida como Tardar Sauce, nasceu 04 de abril de 2012. Ela ficou famosa em 22 de setembro de 2012, depois de Bryan Bundesen, o irmão de sua tutora Tabatha Bundesen, postou uma foto dela no Reddit. A foto atingiu mais de 1 milhão de visualizações no Imgur em 48 horas.

A expressão permanentemente carrancuda de Grumpy, causada por seu nanismo felino e retração de mandíbula, fez dela uma sensação viral – especialmente depois que sua família postou alguns vídeos dela no YouTube em resposta às acusações dos Redditors de que a imagem havia sido editada no Photoshop.

A carranca de Grumpy rapidamente conquistou pelo humor e pela imaginação a uma nação descontente e, no final do ano, a MSNBC a nomeou o gato mais influente de 2012.

Ovelhas exploradas em pesquisa são forçadas a usar microfones e fraldas

Ovelhas estão sendo exploradas em uma pesquisa realizada em Lages, no estado de Santa Catarina. Forçadas a viver uma situação anti-natural, elas são obrigadas a usar fraldas e microfones. O objetivo do estudo é analisar o processo de alimentação desses animais para recomendar aos criadores a altura ideal da grama para otimizar a produção. Isso é, encontrar meios de garantir maior lucro aos produtores rurais com a exploração e o sofrimento das ovelhas – que, além do que vivenciam durante a pesquisa, também são vítimas da indústria que as explora e mata para produção de lã, leite e carne.

Foto: Cassiano Eduardo Pinto e Fábio Cervo Garagorry/Divulgação

O manejo do pasto é um dos parâmetros definidores do ganho de peso das ovelhas, do quilo de peso vivo por hectare e da produção de leite por dia, segundo informações da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), divulgadas pelo G1. Por essa razão, a pesquisa foi realizada.

As ovelhas são pesadas antes e depois de comerem e as fraldas são colocadas nelas para evitar a perda de peso da urina e das fezes, porque a diferença entre os pesos é a referência para o resultado do estudo. Os microfones são utilizados para medir a mastigação dos animais em função do tempo. O desconforto causado nas ovelhas é totalmente ignorado pelos pesquisadores e produtores rurais, que focam apenas no lucro.

Os testes são realizados em um pasto com grama tipo missioneira-gigante. O estudo está sendo feito em parceria Epagri, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Raposa viaja 150 km presa a para-choque de carro em Caldas Novas (GO)

Uma raposa ficou presa ao para-choque de um carro e viajou por cerca de 150 km dentro dele, de Goiânia a Caldas Novas (GO), conforme acredita o motorista do veículo. Ela foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

O motorista contou aos bombeiros que tinha saído de Anápolis com destino a Caldas Novas, onde trabalha como médico uma vez por semana. Ele relatou ter ouvido um barulho estranho quando passava pela BR-153, em Goiânia, mas não percebeu nada diferente no carro. As informações são do G1.

O médico contou ainda que só parou o carro no Setor São José, já na cidade de Caldas Novas. Foi nesse momento que ele descobriu que a raposa estava presa na grade do para-choque do veículo. Ele, então, acionou o Corpo de Bombeiros.

Os militares acreditam que a raposa foi atropelada. Eles tiveram dificuldade para resgatá-la. Presa ao para-choque, ela estava assustada, além de ferida e sangrando.

Após ser socorrida por um médico veterinário, a raposa está se recuperando. Ela foi medicada e deve ser solta na Serra de Caldas assim que estiver saudável.

Levantamento conclui que 6 em cada 10 pessoas consideram cão como filho

Seis em cada dez pessoas consideram seus cachorros como filhos, segundo um levantamento feito pela DogHero, que ouviu mais de 700 pessoas. A empresa perguntou “qual é a frase que melhor descreve sua relação com seu cachorro?” e 28% respondeu que o cão é “como se fosse parte da família”, 4% disseram que ele era apenas “um cachorro” e 2% assinalaram a opção “outro”.

Foto: Pixabay

A lhasa apso Maria Eduarda, de 3 anos, é tratada como uma filha por Ariça Cristiane dos Santos e teve papel fundamental na superação de um quadro de depressão que a tutora enfrentou. As informações são do portal Bonde.

“Tento agradá-la ao máximo e me preocupo muito com o bem-estar dela. Ela me tirou do fundo do poço e tem me dado alegria em viver”, afirma Ariça, que tutela também Zeus, lhasa apso de 6 meses. “Até minha sogra que não gostava de cachorros agora diz que tem netos de quatro patas”, completa.

Camila Nunes, uma das pessoas entrevistadas pelo levantamento, tutela dois yorkshires: Gru, de 5 anos, e Amora, de 2 anos, que foi colocada para adoção por outra família após desenvolver uma doença de pele. “Eu nunca tive filhos humanos, mas a preocupação, a tensão e o cuidado que eu tive com a Amora no período do tratamento dela só me mostraram o quanto ela significa pra mim. É um membro da minha família. Alguém por quem eu tenho um amor incondicional”, afirma.

Fernanda Muniz, tutora da golden retriever Melissa, de 5 anos, e de Handel, um cão sem raça definida, que tem 3 anos, também os considera parte da família. “A Mel sempre foi minha companheira e chegou na minha vida no momento em que eu mais precisava. O Handel veio depois, mas logo também se tornou meu filho. Eles são nossos filhotes, nossos companheiros para tudo: estão com a gente no dia a dia da casa e até nas nossas viagens. Verdadeiros membro da família. Além disso, têm uma verdadeira relação de irmãos, grudados mesmos. Até comer e beber eles fazem juntos”, conta.

Camila Yoshida sempre teve cães. Quando saiu de casa para morar sozinha, não conseguiu ficar mais do que três meses sem a companhia de um cachorro. Hoje, ela vive com a Brisa, uma bull terrier de 11 meses. “O nosso amor uma pela outra foi instantâneo. Eu sentei no sofá do lugar e ela veio correndo para o meu colo. Ela me escolheu”, afirma. “Até pouco tempo atrás, ela dormia na cama comigo. Só parou porque cresceu bastante. Eu sou super apaixonada por ela, bem mãezona mesmo, por isso, sofro de saudade quando estou longe. Tenho sorte de trabalhar em um ambiente pet friendly, que permite que eu a leve comigo algumas vezes na semana”, completa.

Projeto de lei quer tornar obrigatório o socorro a animais atropelados no Brasil

Por David Arioch

O argumento de Sabino é que muitos animais, domesticados ou silvestres, poderiam ser salvos se recebessem socorro em tempo hábil (Foto: SunnyS/Fotolia)

De autoria do deputado Celso Sabino (PSDB-BA), o Projeto de Lei 1362/19 quer tornar obrigatório o socorro a animais atropelados. A matéria do PL também prevê alteração no Código de Trânsito Brasileiro, que versa apenas sobre seres humanos enquanto vítimas.

O argumento de Sabino é que muitos animais, domesticados ou silvestres, poderiam ser salvos se recebessem socorro em tempo hábil. Com a aprovação do PL 1362/19, quem atropelar um animal terá de pagar multa, “caso não constitua elemento de crime mais grave”.

O deputado aponta que há casos em que a vítima pode ser um animal silvestre e, temendo pela própria segurança, o condutor resolve não fazer nada. No entanto, ele destaca que é responsabilidade do condutor entrar em contato com autoridades que possam fazer algo a respeito, também evitando mais acidentes no mesmo local.

O projeto de lei elaborado em março deve ser encaminhado em breve para as Comissões de Viação e Transportes; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Constituição e Justiça e de Cidadania.

475 milhões de animais mortos nas estradas brasileiras em 2018

Aproximadamente 475 milhões de animais foram mortos nas estradas brasileiras em 2018. A estimativa do atropelômetro do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) é de que 15 animais silvestres foram mortos por segundo, chegando a 1,3 milhão de mortes por dia. Os maiores índices de atropelamentos se concentram em rodovias federais de pista simples.

A região Sudeste responde pelo maior número de mortes de animais por atropelamento, seguida pelas regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste. Cerca de 430 milhões de vítimas são animais de pequeno porte. Os de médio porte correspondem a 40 milhões e os de grande porte a cinco milhões, segundo o CBEE.