Cadela morre dias depois de cair em galeria pluvial em Novo Horizonte (SP)

Uma cadela morreu dias depois de cair em uma galeria pluvial em Novo Horizonte (SP). No entanto, a queda, que aconteceu na última semana, não foi o que motivou a morte. Diagnosticada com cinomose, a cadela morreu por causa da doença.

Foto: Reprodução / Bom Dia Cidade Rio Preto / TV TEM

O acidente aconteceu no bairro Jardim das Oliveiras. A cadela caiu em uma galeria com mais de dois metros de profundidade. As informações são do G1.

Moradores da região ouviram latidos do animal e acionaram o Corpo de Bombeiros. Não se sabe por quanto tempo a cadela ficou presa no local.

“Ela tinha cinomose e chegou até nós muito debilitada. Tratamos os ferimentos nos olhos, mas ela teve várias convulsões por causa da doença e não resistiu”, afirmou ao G1 a veterinária Viviane Cristina da Silva, que socorreu o animal.

Os militares levaram quase uma hora para conseguir tirar a cadela da galeria. Para isso, eles precisaram usar uma ferramenta hidráulica para cortar barras de ferro existentes no local. Um dos bombeiros entrou na tubulação e pegou a cadela, que estava encolhida e assustada.

Foto: Kall Rigamonte


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‘Muita crueldade’, diz motorista após adotar cadela abandonada em rodovia

O abandono de uma cadela em uma rodovia do estado de São Paulo emocionou um motorista, que decidiu parar e resgatar o animal. O caso aconteceu em um trevo na Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326), em Matão (SP).

“Eu acho que não tem explicação, ela só precisa de carinho e nada mais”, disse ao G1 Osmar Aparecido Fabre, que, após o resgate, acabou adotando a cadela.

Foto: Osmar Aparecido Fabre/Arquivo pessoal

Fabre encontrou o animal na segunda-feira (29), mas o caso só foi divulgado na quarta (31) quando um amigo dele publicou em rede social o vídeo que o motorista fez no momento do resgate. A publicação repercutiu e alcançou mais de 900 mil visualizações e 29 mil compartilhamentos.

O motorista dirigia em direção ao trabalho quando viu uma casinha na margem da rodovia. Ao parar para verificar do que se tratava, encontrou a cadela. “Era recente, não tinha orvalho na casinha. Então deixaram e eu passei bem na hora”, contou.

Fabre foi para o trabalho e, ao chegar na empresa, comentou com seu encarregado sobre o caso. O funcionário se solidarizou com a situação e emprestou um veículo para que a cadela fosse salva.

“Quando eu cheguei ela estava na grama do lado, me viu e entrou na casinha. Ela tremia bastante e em nenhum momento deixou a casinha”, disse.

Após ser adotada, a cadela ganhou o nome de Nina. Ela tem cerca de um ano e agora faz companhia para Neguinha, de 11 anos, que até então era o único animal tutelado por Fabre, que mora em um sítio no qual é caseiro.

“No começo elas não se deram muito bem, deu uma briguinha, mas logo elas se acostumam. Os animais entendem a necessidade do outro mais que a gente”, afirmou.

Nina está se alimentando bem e já se soltou, deixando no passado a timidez que demonstrou durante o resgate. “Eu nunca fiz esse tipo de boa ação, mas eu vi aquilo e achei demais, muita crueldade. Agora eu sinto alívio, fé e vontade de fazer mais ainda por ela”, contou o caseiro, emocionado.

Abandono é crime

Abandonar animal é crime previsto na lei nº 9.605/98, e tem como pena detenção de 3 meses a um ano e multa. Se o animal morrer, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.

No ano passado, um projeto que aumenta a pena para o crime para até quatro anos foi aprovado pelo Senado, com possibilidade de ser acrescido um terço em caso de morte do animal. O texto tramita atualmente na Câmara dos Deputados.


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Vacas e bois são amarrados e içados por guindaste nas ruas do Paquistão

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Imagens fortes divulgadas recentemente mostram vacas e bois sendo içados de grandes alturas até o chão, numa operação arriscada e improvisada. Os animais estão sendo levados pelos agricultores paquistaneses, que mantêm seu rebanho no telhado, para o mercado da região de Karachi.

Nas fotos pode-se ver homens sobre os animais enquanto eles são movimentados por um guindaste, presos a cordas e mal acomodados, eles pousam no chão muitas vezes de forma abrupta e mal planejada, causando sofrimento aos animais.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Embora aparentemente incomuns, essas visões são comuns em Karachi, a maior cidade do país, onde a falta de terrenos agrícolas e uma população volumosa significam que os agricultores optam por manter seus animais em cima dos telhados.

Fazendo uso de um guindaste, os fazendeiros desceram seus animais enquanto uma aglomeração de pessoas assiste à operação arriscada, as vacas e bois são transportados de uma altura correspondente a de um prédio de quatro andares.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Os animais estavam sendo enviados para o mercado antes da festa muçulmana do Eid al-Adha, que começa no próximo domingo.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Considerado um dos dias mais sagrados do calendário, o festival marca a disposição do profeta Ibrahim de sacrificar seu filho por Allah, mas seu filho foi então substituído por um cordeiro.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Em comemoração à data, um animal é sacrificado e dividido em três partes.

Uma parte é dada aos pobres e necessitados, outra é reservada para casa e uma terceira é dada à família.

O festival dura quatro dias, mas alguns países muçulmanos observam um feriado mais longo.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

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Filhote de elefante ganha bolo de aniversário de 140 quilos

Foto: Hisdustan Times

Foto: Hisdustan Times

A Tiger Reserve (CTR) que fica na Índia, comemorou pela primeira vez, o aniversário de um filhote de elefante, chamado Sawan, nascido em agosto do ano passado, preparando um bolo de 140kg feito de açúcar mascavo, banana, feno e farinha, feito especialmente por um mahout.

RK Tiwari, oficial da floresta de Kalagarh disse que o filhote havia nascido de um dos nove elefantes que haviam sido trazidos de Karnataka: “Uma das elefantas do sexo feminino, Kachambha, estava grávida quando chegou aqui. Sawan nasceu daquela elefanta grávido e todos nós aqui gostamos muito de Sawan”, disse ele.

“Então decidimos celebrar seu primeiro aniversário na sexta-feira e fizemos um bolo especial para ele. E para nossa agradável surpresa, o aniversariante saboreou o bolo cm muito gosto. Nós tínhamos feito a partir de suas comidas favoritas, como açúcar mascavo, banana, feno e farinha”. O bolo foi decorado com flores de calêndula e balões, disse Tiwari, acrescentando que o filhote também foi enfeitado com flores de calêndula para sua festa.

Tiwari disse que a mãe de Sawan, Kachambha, também foi levada para o local onde as comemorações de aniversário foram realizadas. “Ela também foi alimentada com suas comidas favoritas. Foi um encontro bastante festivo”, disse ele

Ele disse que quando o responsável e chefe pela conservação florestal (PCCF), Jai Raj, visitou o abrigo de elefantes em Kalagarh, em junho, ele disse a Tiwari que os elefantes gostam de atividades lúdicas como jogar água um no outro ou brincar em equipe.

“O PCCF nos orientou que algumas autoridades de nossa reserva deveriam visitar o Wildlife SOS Elephant Conservation e o Care Center Mathura para aprender mais sobre como estão eles estão usando atividades lúdicas e brinquedos para criar uma boa atmosfera para os elefantes que os ajudem a desestressar. Essa comemoração de aniversário é um passo nessa direção, para deixá-los livres de estresse e felizes”, disse ele.

Em junho, a administração do CTR decidiu introduzir 16 de seus elefantes em atividades lúdicas com brinquedos e bolas de futebol para desestressar os elefantes. Tiwari disse que quando os elefantes que foram separados de seus habitats selvagens se envolvem em atividades lúdicas, isso os ajuda a permanecerem alegres e a fazer um bom exercício.

As autoridades têm se preocupado com a crescente agressão que tem ocorrido a alguns dos elefantes selvagens em Corbett. A Reserva de Tigres de Corbett possui atualmente um total de 16 elefantes.

O especialista em vida selvagem Ritesh Joshi, que é cientista da Divisão de Conservação e Pesquisa do Ministério do Meio Ambiente e Florestas e autor do livro “A Vida Secreta dos Elefantes”, disse que os elefantes são animais sociais muito sensíveis e são afetados em graus variados quando estão longe de suas famílias matriarcais. “Ser compassivo e sensível a esses elefantes ajuda muito eles a não ficarem estressados ou agitados”, disse Joshi.

A paisagem de Corbett é uma fortaleza para os elefantes. Dos 1797 elefantes em Uttarakhand, conforme o último censo de elefantes (2015), cerca de 1.035 elefantes vivem na reserva.

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Indústria de couro da Austrália perde lugar para o couro sintético

Por Rafaela Damasceno

A indústria de couro da Austrália sofreu um impacto depois que muitas pessoas começaram a optar pelas alternativas sintéticas. A imitação começou a ser fabricada com materiais sustentáveis, como folhas de abacaxi e cascas de maçã.

Bois pastando em uma fazenda de criação

Foto: Livekindly

“Conversando com pessoas que estão na indústria do couro há 40, 50 anos, elas nunca viram a indústria em uma situação tão ruim quanto essa”, declarou Denis King, diretor executivo da Associação Australiana de Pele e Couro, em entrevista à ABC Austrália.

O país exporta peles de animais para outras nações, onde o processo para a fabricação do couro é realizado. Então as peles são enviadas de volta à Austrália e transformadas em bolsas, sapatos e jaquetas.

Muitos optam pelas alternativas sintéticas por razões éticas, se recusando a usar produtos feitos através da exploração dos animais. Mas além da morte dos animais, a indústria de couro também tem impacto negativo no meio ambiente. Além das emissões de gás carbônico, as peles são tratadas com produtos químicos que evitam a podridão, mas prejudicam a natureza.

As sobras das substâncias são despejadas em regiões com pouca regulamentação (como Índia, China e Bangladesh). O cromo, um dos produtos utilizados no tratamento do couro, muitas vezes contamina a água e apresenta um grave risco para a saúde daqueles que a ingerirem.

Os couros veganos mais sustentáveis ascenderam nos últimos anos. “Os consumidores querem opções que sejam melhores para o meio ambiente, melhores para o futuro”, afirmou Jocelyn Thornton, vice-presidente da área de serviços criativos da consultoria de moda Doneger Group.


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Turistas tiram selfies com baleias mortas nas Ilhas Faroe

Por Rafaela Damasceno

Nas Ilhas Faroe, na Dinamarca, há uma tradição sangrenta de caça às baleias. Recentemente, fotos do massacre foram divulgadas. No final de julho, 23 baleias foram caçadas e mortas, o que revoltou ativistas em defesa dos direitos animais.

O mar se tingiu de vermelho quando as baleias foram levadas até a costa por um barco de pesca antes de serem assassinadas na água. A espécie costuma ser morta por sua carne e gordura, uma tradição de séculos na região. Esta foi a 10° caça às baleias nas Ilhas Faroe apenas neste ano, com um total de 536 baleias-piloto mortas.

Após o fim da caçada, os cadáveres foram enfileirados na praia, onde crianças pequenas podiam olhar e turistas tiravam fotos.

Uma menina pequena encostada em um corpo de baleia mutilado

Foto: Triangle News

“Como é frequente, o massacre se tornou um evento social, com pais rindo e crianças brincando na praia”, declarou um porta-voz da instituição Sea Shepherd UK, que divulgou as fotos. Ele afirmou que a brutalidade foi aguardada pelos habitantes do local com excitação.

“À medida que o processo continuou, todos testemunharam uma jovem baleia sendo cruelmente morta e um filhote, ainda sem nascer, sendo cortado do ventre de sua mãe”, contou.

O ventre da baleia cortado e, dentro, o filhote

Foto: Triangle News

Ele afirmou que um dos participantes garantiu que os filhotes não seriam comidos e mais tarde seriam devolvidos ao mar, o que significa que seriam despejados na água para morrer.

“As crianças brincavam com as barbatanas, chutavam e socavam os corpos, andavam sobre eles e corriam pelo cais com facas tradicionais do evento”, continuou.

Em setembro de 2018, a Sea Shepherd UK ofereceu às Ilhas Faroe um milhão de euros (quase 4,5 milhões de reais) para impedir a caça às baleias por dez anos consecutivos, mas a oferta foi recusada.


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Pescadores usam golfinhos como isca para capturar tubarões no Peru

Por Rafaela Damasceno

Os golfinhos são animais sencientes, extremamente inteligentes e sensíveis. Eles também possuem uma cognição avançada, ou seja, uma alta capacidade de percepção e aprendizado, e costumam criar fortes laços familiares.

Três golfinhos nadando no meio de um cardume de peixes

Foto: Andrea Izzotti/Shutterstock

Infelizmente, os golfinhos não estão livres da indústria de pesca. Apesar da carne de golfinho não ser mundialmente comercializada, eles são mortos para servir de isca.

Segundo o One Green Planet, uma quantidade entre 5.000 e 15.000 de golfinhos são mortos por ano, apenas no Peru. O relatório Pequenos Cetáceos, Grandes Problemas, feito pelo Instituto de Bem-Estar Animal (AWI, na sigla em inglês), expõe os problemas que os cetáceos do mundo todo estão enfrentando. A indústria de pesca do Peru foi considerada uma das principais culpadas.

DJ Schubert, biólogo de vida selvagem da AWI, explicou que, em muitas regiões, as mortes dos cetáceos evoluiu de capturas acidentais à caça comercial. “É ultrajante que muitos países tenham leis que protejam as espécies, mas a fiscalização é fraca ou inexistente. Isso permitiu que um mercado negro se desenvolvesse”, afirmou.

Os golfinhos mortos para serem explorados como isca sofrem mortes agonizantes. Normalmente, eles são esfaqueados com facas ou arpões, e então são deixados para morrer lentamente. As caças à espécie são proibidas por lei no Peru desde 1996, mas investigações comprovam que os assassinatos são constantes em toda a costa peruana.

Uma petição foi criada pedindo para que o vice-ministro Javier Fernando Miguel Atkins Lerggios faça a lei ser respeitada, punindo os criminosos responsáveis. Você pode contribuir assinando aqui.


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Campanha mundial vai promover os benefícios do leite vegetal

Por Rafaela Damasceno

Desde 2017, o dia 22 de agosto vem sendo o Dia Mundial do Leite Vegetal. A iniciativa foi idealizada por um ativista vegano e co-fundador do Plant based News, Robbie Locke. Ela se tornou possível devido a colaboração da organização internacional de conscientização alimentar Proveg.

Um cartaz da campanha incentivando o dia mundial do leite vegetal

Foto: PBN

Depois de ver a indústria de laticínios celebrando o Dia Mundial do Leite, Locke decidiu criar uma data para destacar os benefícios do leite vegetal.

Milhões de pessoas de todo o mundo estão optando por bebidas vegetais. Entre as razões para se fazer isso estão: salvar o planeta, melhorar a saúde e ajudar a impedir a exploração das vacas na indústria dos laticínios.

A indústria dos laticínios é uma das maiores responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. A produção do leite também exige muita terra e água, excedendo recursos naturais.

O leite também interfere diretamente na saúde humana. Diversos estudos comprovam que o consumo de produtos lácteos pode causar diarreias, dores musculares e articulares, dores de cabeça, acne, até mesmo depressão.

Apesar de muitas pessoas não perceberem, a indústria de laticínios causa a morte das vacas. Elas são engravidadas forçadamente, depois separadas de seus filhotes. A prática é extremamente traumática para a mãe e seu bebê.

Essas razões – e muitas outras – influenciam nas escolhas alternativas das pessoas. Por isso os restaurantes e mercados estão oferecendo cada vez mais opções de leite vegetal.

O Dia Mundial do Leite Vegetal lançará uma campanha chamada Desafio dos 7 Dias Livres de Leite. A iniciativa de uma semana incentiva as pessoas a se afastarem dos produtos lácteos.


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Seriam necessários 50 milhões de anos para recuperar a biodiversidade de aves da Nova Zelândia

Por Rafaela Damasceno

Há cerca de 700 anos, a Nova Zelândia era uma terra de pássaros. Agora, cientistas que estudam a biodiversidade do país chegaram à conclusão de que levaria 50 milhões de anos para recuperar a diversidade de aves presentes na região antes dos seres humanos interferirem no local.

O pássaro kiwi

Foto: Lakeview Images/Shutterstock

“O fato de que uma quantidade enorme de tempo evolutivo se perdeu realmente coloca sob perspectiva o impacto que os seres humanos causaram em sistemas isolados naturais”, afirmou o biólogo Luis Valente, que liderou a pesquisa.

Separada dos outros países, a Nova Zelândia se manteve isolada por muito tempo. Seus pássaros puderam então evoluir em uma variedade de aves que não podem ser encontradas em nenhum outro local do planeta. Infelizmente, eles não eram imunes à caça: depois que os seres humanos chegaram à região, quase metade das espécies foram extintas.

Para descobrir ao todo quanta biodiversidade se perdeu após a interferência humana, os pesquisadores coletaram dados já existentes em outras pesquisas. Depois que a equipe estudou todos os materiais e compilou os dados, colocou o resultado em um novo sistema computacional que estima o quão rápido as espécies evoluem e morrem.

O modelo revelou que seriam necessários 50 milhões de anos para recuperar a natureza que a interferência humana prejudicou. Apesar de ter uma ideia do quanto de vida havia se perdido, os cientistas se chocaram com o número. “O impacto foi muito mais profundo do que prevíamos”, declarou Valente.

Levaria 10 milhões de anos para recuperar as aves em extinção atualmente se elas desaparecessem por completo. “Alguns pensam que se você deixar a natureza sozinha, eventualmente ela irá se recuperar dos impactos humanos. Mostramos que essa recuperação seria incrivelmente lenta”, disse o biólogo.

Ele espera que as práticas de conservação que a Nova Zelândia está tentando agora sejam capazes de impedir que outras espécies entrem em extinção e evitar que outros 10 milhões de anos de história evolutiva se percam.


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Greta Thunberg viaja para a América de maneira sustentável

Por Rafaela Damasceno

A ambientalista Greta Thunberg está levando seu ativismo climático até os Estados Unidos, viajando em um iate ecologicamente correto (que não emite gás carbônico na atmosfera). A sueca, de apenas 16 anos, dispensou os aviões poluentes e está a bordo do barco que gera eletricidade através de painéis solares e turbinas submarinas, sem poluir o ar.

Greta Thunberg olhando para o lado

Foto: Greta Thunberg

Greta fez discursos durante a maior parte do ano, responsabilizando governos e corporações pela crise climática e inspirando milhares de crianças ao redor do mundo a protestar em favor do meio ambiente. Nos Estados Unidos, pretende continuar pregando sua mensagem de apoio ao planeta.

“Ainda temos uma janela de tempo quando as coisas estão em nossas mãos”, escreveu em seu Instagram. “Mas a janela está se fechando rápido. É por isso que decidi fazer essa viagem agora”.

Durante sua visita à América do Norte, a ambientalista participará de uma reunião organizada por António Guterres, secretário-geral da ONU; também irá a protestos climáticos em Nova York. Viajará para o Chile, onde a conferência climática anual da ONU será organizada e visitará outros países da América do Norte.

Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, é conhecido por negar a crise climática. Ele também afirmou que a crise é falsa, inventada pela China, e que turbinas eólicas poderiam causar câncer.

Greta, segundo a ABC, disse que não pretende falar com o presidente. “Ele obviamente não ouve a ciência e os cientistas. Então como eu, uma criança sem educação apropriada, poderia convencê-lo?”, indagou à Associated Press. Com sua viagem, a ambientalista espera ser ouvida pelo restante da América.

O iate ecologicamente correto não é acessível para todas as pessoas, e Greta reconhece que nem todos podem escolher transportes alternativos. Mas enfatizou que os aviões precisam se adaptar ao planeta, emitindo menos poluentes. “Só estou dizendo que precisa ser mais fácil ser neutro em relação ao clima”, concluiu.


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