Cerca de 250 estudantes terão festa de formatura vegana

Por David Arioch

A iniciativa é do professor Jason Scorse, presidente do programa de Política Ambiental Internacional do Instituto Middlebury (Foto: Divulgação/MIIS)

O Instituto Middlebury de Estudos Internacionais (MIIS), em Monterey, na Califórnia, vai realizar uma festa de formatura vegana para 266 estudantes em maio. De acordo com a instituição, o evento de graduação que contará com 1,6 mil convidados vai ser totalmente vegano.

Entre os pratos estão lanches de salada de substitutos de frango, sushi sem peixe, samosas de batata, crudités de vegetais, falafels, dolmades, homus, pitas e pratos gourmet à base de queijos vegetais.

A iniciativa é do professor Jason Scorse, presidente do programa de Política Ambiental Internacional do Instituto Middlebury. Scorse também instituiu uma política que estabelece que todos os eventos do instituto precisam oferecer pelo menos 50% de pratos veganos.

“Tenho muito orgulho de nossa instituição ter assumido o compromisso de promover alimentos à base de vegetais em todas as atividades do campus”, declarou Jason Scorse em comunicado enviado pelo Instituto Middlebury à imprensa.

Ameaçadas de extinção, lontras vivem aprisionadas em cativeiro

Lontras estão sendo traficadas e criadas em cativeiro para atender ao desejo humano de tratar esses animais como domésticos, ignorando a necessidade da espécie de viver em liberdade. No Japão, a presença de lontras em cafeterias nas quais os clientes interagem com os animais é crescente. No país, muitos desses estabelecimentos, e também pet shops, vendem as lontras para qualquer um.

“A demanda e a popularidade são crescentes. Mas a oferta não acompanha”, disse um atendente em um café. Esses animais também tem sido vítimas do tráfico na Indonésia, Tailândia, Vietnã e Malásia. As informações são da Folha de S. Paulo.

Lontras exploradas por um café em Tóquio  – Noriko Hayashi/The New York Times

Segundo a bióloga conservacionista da Oregon State University e co-presidente do comitê de lontras da União Internacional para a Conservação da Natureza, Nicole Duplaix, a internet é a responsável por aumentar a popularidade da espécie, condenando-a à vida no cativeiro.

“Vendedores anunciam online e pessoas postam fotos fofas de lontras. Isso difunde a ideia de que seriam ótimos animais domésticos, o que não é o caso”, diz Duplaix.

Por ser difícil reproduzir lontras em cativeiro, conservacionistas suspeitam que a maior parte desses animais está sendo retirada da natureza.

As lontras lisas e as lontras-de-nariz-peludo são vítimas do tráfico. Mas a principal espécie traficada é a lontra-anã-oriental, segundo Duplaix. Todas elas estão ameaçadas de extinção.

Não há informações precisas sobre como começou o tráfico de lontras. O antropólogo Vincent Nijman, da Oxford Brookes University, no Reino Unido, acredita que o início foi há cinco anos, na Indonésia. No país, a lontra-anã-oriental não é protegida, mas todo comércio de animais silvestres não protegidos possui cotas. No entanto, não há cotas para a lontra.

De acordo com Nijman, isso significa que comercializar lontras sem autorização é ilegal. “Agora vemos centenas sendo vendidas no Facebook e Instagram. Nenhuma com autorização”, diz.

Apesar da ilegalidade e da crueldade existente na manutenção de lontras em cativeiro, Nijman conta que tutores de lontras se unem em comunidades e desfilam pelas ruas de Jacarta, na Indonésia, carregando os animais. “Nos noticiários isso é descrito como aceitável, divertido, inovador”, afirma. “Para quem quer algo diferente de um cão ou gato comum”, completa.

Na Tailândia, capturar, vender ou exportar lontras é ilegal, mas isso não impede que o tráfico ocorra. Ao “Journal of Asia-Pacific Biodiversity”,  Penthai Siriwat, doutoranda da Oxford Brookes University que monitorou páginas do Facebook que vendiam o animal, afirmou que mais da metade das lontras traficadas são ninhadas de recém-nascidos que nem abriram os olhos.

Da Tailândia, a prática de aprisionar lontras em cativeiro se disseminou, principalmente para o Japão, onde, segundo a entidade Traffic Japan, uma série de TV ajudou a popularizar a espécie ao retratar uma lontra como animal doméstico.

“Temos uma cultura que valoriza o bonitinho, o que tem um grande papel nisso”, diz a pesquisadora Yui Naruse, da Traffic Japan.

Em maio, representantes vão decidir, durante uma reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites), se a lontra-anã-oriental e a lontra lisa vão receber uma proteção maior, com proibição do comércio internacional dessas espécies.

Governo dos EUA vai avaliar inclusão de girafas em lista de espécies ameaçadas

A US Fish and Wildlife Service, um departamento do governo dos Estados Unidos, atendeu a um pedido feito durante dois anos por ONGs ambientais e anunciou que irá revisar uma petição de 2017 para avaliar se as girafas devem ser incluídas na lista da Lei de Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos (Endangered Species Act).

Foto: Pixabay

“Consideramos que a petição para listar as girafas apresentou informação substancial quanto às ameaças potenciais associadas ao desenvolvimento, agricultura e mineração”, anunciou um porta-voz do departamento.

O processo de revisão deve durar cerca de 12 meses. O departamento realizará também consultas públicas. As informações são da revista Galileu.

Estimativas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) indicam que a população de girafas diminuiu cerca de 40% de 1985 a 2016.

Adam Peyman, do Humane Society International, explica que os Estados Unidos não possui quase nenhuma restrição à importação de produtos originários da caça e da exploração de girafas. Caso a Lei de Espécies Ameaçadas começasse a proteger essa espécie, a importação seria dificultada.

De 2006 até 2015, foram importadas para os Estados Unidos, mortas ou vivas, 39.516 girafas. Fazem parte desse número 21.402 esculturas ósseas, aproximadamente 3 mil peles e 3,7 mil troféus de caça.

Espectador morre ao participar de festival de touros na Espanha

As imagens flagram o momento em que um homem de 74 anos foi ferido mortalmente em um festival de touros na Espanha.

Explorados, intimidados e amedrontados os touros são provocados, ofendidos e muitas vezes machucados por uma platéia que se diverte covardemente às custas de seu sofrimento. Com bolas amarradas aos seus chifres (para evitar que os espectadores se machuquem) os animais correm pelas ruas em desespero.

Os que assistem a esse espetáculo de crueldade e se divertem com a dor de outro ser em agonia estão se expondo à riscos óbvios, visto que os touros são animais livres e selvagens, que podem acabar em tragédia.

O aposentado que foi ferido e morto estava participando do cruel e “tradicional” evento Toro Embolao em Vejer, em Cádiz (Espanha), quando o animal que corria em uma carreira desabalado pelas ruas, apavorado e ferido, com cerca de 400 kg de peso, o atacou.

O homem, apontado como como morador local, Juan José Varo, tentou fugir do animal escalando uma parede próxima, mas acabou caindo bem no caminho do touro.

Apesar das tentativas desesperadas de atrair o animal para outra direção, o touro atormentado voltou e atacou o aposentado duas vezes mais o que causou feridas fatais.

Foram mais alguns minutos até que o socorro médico pudesse chegar ao homem ferido enquanto demais espectadores tentavam afastar o touro desorientado da cena.

Os espectadores conseguiram puxar o homem ferido para trás de uma barreira e tirá-lo do caminho do touro, mas ele teve um pulmão perfurado e várias costelas e vértebras quebradas.

O homem foi levado para o hospital e internado na unidade de terapia intensiva, mas não se recuperou de seus múltiplos ferimentos.

Um porta-voz do conselho local disse que foi um acidente infeliz, já que o homem “assistia normalmente ao touro correr por trás das barreiras”.

Os touros explorados no festival têm “almofadas arredondadas” presas à ponta de seus chifres em uma tentativa de proteger os espectadores caso eles sejam atacados.

Foto: Vejerdelafrontera.com

Foto: Vejerdelafrontera.com

No entanto, o evento ainda está repleto de perigos tanto para touros como para humanos devido ao enorme tamanho e peso dos animais, sem falar que são selvagens e são provocados e cutucados pelos espectadores do hediondo espetáculo vendido como atração turística.

Paramédicos no local também tiveram que tratar uma mulher que desmaiou na cena do incidente e outro homem que foi ferido pelo mesmo touro. Ele levou sete pontos.

O festival é celebrado na cidade que fica no topo de uma colina desde 1976 e envolve a passagem e corrida de dois touros pelas ruas da cidade.

Foto: Vejerdelafrontera.com

Foto: Vejerdelafrontera.com

Infelizmente ele é assistido por milhares de pessoas e é considerado uma grande atração turística para Vejer, que alimenta a indústria da exploração animal.

Os festivais de corrida de touros são uma triste e vergonhosa parte da cultura popular espanhola, mas ativistas pelos direitos animais não se cansam de alertar que estes eventos são cruéis e lutam incansavelmente pela sua proibição.

Casal de fazendeiros americanos abandona a criação de galinhas e passa a cultivar cogumelos

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

O casal de fazendeiro Jennifer e Rodney Barrett, agricultores do Arkansas (EUA), começaram recentemente a fazer a transição de suas fazendas de criação de frango e vacas para uma fazenda vegana de cogumelos depois de aprender sobre os benefícios de um estilo de vida baseado em vegetais.

Em 2011, o casal iniciou uma mudança de comportamento com o objetivo de melhorar sua saúde depois que Rodney foi diagnosticado com colite ulcerativa, e Jennifer sofria de artrite, depressão, obesidade e hipertensão.

Como parte de sua jornada, o casal aderiu a um programa de alimentação baseada em vegetais de três semanas. “Quando o programa foi concluído, senti-me como uma pessoa totalmente nova”, disse Jennifer. “Minha mente estava tão nítida e clara. Além disso, eu estava dormindo como um bebê. Eu tinha muita vitalidade, energia e alegria. Nós dois fizemos. Foi revolucionário, mas ao mesmo tempo surgiram milhões de perguntas na minha cabeça”.

À medida que aprendiam mais sobre o estilo de vida vegano, começaram a questionar seus últimos 18 anos trabalhando com criação de animais onde esses seres especiais e sencientes eram mortos para comidos. “Era tão frustrante saber que todo esse sofrimento, mortes e decadência – essa situação de holocausto – era tão desnecessária, mas ainda assim existia”, disse Jennifer.

“Comecei a ver as galinhas de maneira diferente. Eu nunca realmente olhei para eles como indivíduos antes, mas meu coração começou a doer de verdade quanto mais eu via seu terror e sofrimento. De repente, eu as vi como pássaros, não como produtos.

O casal cancelou seu contrato de produção de aves para consumo e parou de criar e vender bois e vacas, e iniciou a transição para a produção de cogumelos com a ajuda da ex-pecuarista Renee King-Sonnen, do Programa de Advocacy da Rancher’s – que oferece apoio e soluções inovadoras para os fazendeiros que estão abandonando a agropecuária.

Site reúne relatos de ex-fazendeiros que se tornaram ativistas veganos

Uma organização criou um site para que experiências de antigos fazendeiros de todo o mundo que reconheceram a crueldade cometida contra animais explorados para consumo humano e agora são ativistas veganos fossem publicados.

A iniciativa da organização Free From Harm de publicar perfis dos ex-fazendeiros foi uma maneira de expor a realidade das fazendas de criação, muitas vezes veladas pelos interesses das grandes indústrias de carnes e laticínios.

Foto: Pixabay)

Foto: Pixabay)

Os criadores de animais são pessoas que veem diariamente com seus próprios olhos o que acontece com os animais criados para consumo de ovos, carne e laticínios. Essas experiências na agricultura animal transformaram muitos deles em defensores dedicados dos animais e os estimularam a adotar uma dieta totalmente vegana.

Como exemplo, Bob Comis relatou que transformou sua fazenda de porcos e ovelhas em uma fazenda de vegetais veganos. Howard Lyman também decidiu que o vasto terreno onde ele e seus familiares criavam gado para carne e laticínios seria muito melhor usado como um santuário de vida selvagem.

Estes são apenas dois exemplos das muitas transformações incríveis da vida real, disponíveis no siteda Free From Harm.

Além de lutarem pelo bem da justiça aos animais, essas pessoas lutam também para o bem das pessoas e do planeta. A agricultura animal é responsável por uma imensa quantidade de poluição, perda de habitat e destruição ambiental. O desmantelamento desta indústria será fundamental para garantir um mundo habitável para as gerações futuras.

Relatório mostra aumento do consumo de proteína em 20% com a Ásia no topo na lista

Grãos estão entre as maiores fontes de proteína | Foto: Divulgação

Grãos estão entre as maiores fontes de proteína | Foto: Divulgação

Um relatório encomendado pela Food Innovation Australia Limited (FIAL), demonstra que a Ásia é o líder no aumento mundial do consumo de proteína, com a China e a Índia como os principais intervenientes.

Os pesquisadores afirmam que, em 2018, as proteínas de origem vegetal foram responsáveis por 66% do suprimento global de consumo de proteína, e os vegetais devem continuar sendo a fonte dominante até 2025.

O relatório mostra que a demanda global por proteína deve aumentar cerca de 20% de 2018 a 2025, com o crescimento da população levando a 80% desse crescimento.

Em média, estima-se que cada pessoa em todo o mundo consome 26 kg de proteína por ano em média em 2018, e espera-se que aumente em 27% para 33 kg em 2025.

Foto: Myfitnesspal

Foto: Myfitnesspal

A Ásia apareceu como uma força dominante no aumento da demanda de proteína; o consumo global de proteínas aumentou 40% entre 2000 e 2018 e mais de 50% deste aumento foi impulsionado pela Ásia, significativamente pela China e Índia.

“A China é um mercado-chave de proteína para se concentrar: ocupa o primeiro lugar globalmente tanto em volume quanto em valor e [por si só está previsto que] representa 35% do valor de mercado mundial de proteína em 2025”.

O consumo de proteína na China deverá aumentar de 58 milhões de toneladas em 2018 para 70 milhões de toneladas em 2025. Durante esses anos, a China estará contribuindo com 31% do aumento global total.

Na Índia, o consumo de proteína deve chegar a 38 milhões de toneladas em 2025, ante 30 milhões de toneladas em 2018, contribuindo com 16% como um todo para o aumento global.

Proteína vegana

O mercado de produtos de proteína vegana terá uma taxa de crescimento anual de quase nove por cento até 2023, de acordo com relatórios.

A avaliação Mercado Global de Produtos de Proteína de Base Vegetal 2019-2023, atribui este grande salto à crescente base populacional vegana mundial e à diversidade de escolhas dentro do setor.

Setor em ascensão

De acordo com o relatório: “A crescente conscientização sobre os benefícios de saúde das dietas veganas está estimulando o crescimento da população. As dietas veganas contêm antioxidantes, fibras e compostos vegetais benéficos e são ricos em folato, potássio, magnésio e vitaminas A, C, e E.

De acordo com o Plant based News, a avaliação acrescenta também que os fabricantes de proteínas veganas estão lançando produtos com menor teor de gordura e calorias. “Isso vai atender às demandasde mudanças dos consumidores”.

“Lançamentos bem-sucedidos de novos produtos não apenas ajudarão essas empresas a aumentar suas participações de mercado, mas também aumentarão seu fluxo de receita.”

Professora mantinha mais de 400 coelhos, alguns sem olhos e orelhas, presos em sua casa

Foto: SPCA/Texas

Foto: SPCA/Texas

Uma professora que reside no Texas (EUA) foi presa e acusada legalmente de crueldade contra os animais após autoridades resgatarem cerca de 450 coelhos de sua casa.

Penny Jean Newton, 58, de Kaufman, Texas, foi acusada de crime de crueldade contra animais e omissão de socorro e assistência médica depois de entregar-se às autoridades na quinta-feira, de acordo com o dite inForney.com.

Um mandado já havia sido emitido pedindo sua prisão na semana anterior.

A acusação de contravenção foi movida pela Gabinete do Xerife do Condado de Kaufman e pela SPCA, ONG responsável pela remoção dos 452 coelhos da residência da criminosa em 6 de março.

Em um post no Facebook, a SPCA do Texas escreveu que alguém sugeriu que a organização fizesse uma visita para checar o bem-estar de animais na casa, o que foi feito no dia 4 de março.

Durante a visita, eles encontraram os coelhos dentro de uma estrutura parecida com um celeiro que havia sido coberta com lonas e outros materiais.

Os animais estavam dentro de caixas, algumas empilhadas umas sobre as outras.

Muitas das gaiolas continham vários coelhos e estavam cheias de fezes, pelos, sujeira e detritos. Relatos afirmavam que os coelhos tinham acesso mínimo a comida ou água.

“Os coelhos parecem ter vários problemas médicos, incluindo unhas compridas, perda de pelo, falta de orelhas, falta de olhos, feridas, pele emaranhada e membros feridos”, observou a SPCA.

A organização conta que conversou com os donos da casa e disse que eles precisavam adequar as condições de vida dos animais ao cumprimento do estabelecido no Código de Saúde e Segurança do estado.

A SPCA então retornou à casa dois dias depois, quando eles cerificaram-se de que as condições permaneciam as mesmas. Os tutores então entregaram os animais aos cuidados da organização.

Cerca de 33 dos coelhos já deram à luz mais de 200 bebês, disse um porta-voz da SPCA.

Autoridades disseram que esta não foi a primeira vez que animais foram resgatados na propriedade dos Newton.

Em julho de 2013, eles disseram resgataram 166 coelhos, 36 porquinhos-da-índia, 12 cabras, cinco gatos, um cachorro e um touro da casa.

Newton – uma vez professora premiada como professora do ano na Forney High School – está aguardando acusação formal e intimação para responder ao processo. A multa ainda não foi definido para ela ainda.

Oficiais do distrito escolar disseram ao site de notícias na sexta-feira que Newton não trabalha mais para o Forney Independent School District.

A SPCA espera que os coelhos estejam disponíveis para adoção uma vez que estejam saudáveis o suficiente e tenham sido esterilizados (parasitas) e castrados.

Grupos de resgate de animais de todo o país se ofereceram para cuidar de alguns coelhos, enquanto outros permanecem em centros de adoção e lares temporários na área de Dallas-Fort Worth.

A SPCA publicou uma lista de itens que as pessoas podem comprar para doar para ajudar a cuidar dos coelhos, observando que eles estão precisando de cobertores, mas também podem usar almofadas de aquecimento, petiscos para cães e almofadas de conforto também.

Prisões passam a servir refeições veganas após presidiário dizer que passou fome

Foto: Courtesy IDOC

Foto: Courtesy IDOC

O Departamento de Justiça da Austrália Ocidental confirmou recentemente que refeições veganas seriam oferecidas nas prisões. Atriui-se a adoção da medida À divulgação das declarações de um ativista vegano de que ele teria passado fome na prisão devido à falta de comida vegana.

“Quando for solicitado que atendam a necessidades culturais, religiosas ou outras necessidades especiais estabelecidas e estejam de acordo com as diretrizes da refeição especial, alimentos dietéticos especiais devem ser fornecidos sempre que possível”, disse uma porta-voz do Departamento de Justiça ao The Weekly Times.

“Isso inclui refeições especiais para aqueles que se alimentam de forma vegetariana ou vegana.” O anúncio foi feito depois que o ativista vegano James Warden foi enviado para a Prisão Hakea em Canning Vale por dois dias, durante os quais ele afirma não ter tido condições de comer pois a prisão não forneceu qualquer opção vegana.

“Alguns deles apenas disseram ‘vá e comam um pouco de carne’ e esse tipo de coisa”, disse Warden ao Seven News.

“A experiência que tive não foi nem de longe tão ruim quanto o que os animais estão passando. Eles estão sofrendo diariamente e eu só tive que aguentar 48 horas sob custódia”, disse o ativista.

Warden é acusado de roubar um porco morto e um bezerro de duas fazendas diferentes no oeste da Austrália.

Semana passada, ele compareceu ao Tribunal de Perth, sob a acusação de dois delitos de roubo agravado, duas acusações de roubo e três acusações de invasão, em relação aos incidentes ocorridos entre agosto e novembro de 2018.

Warden, que não conseguiu o dinheiro para a fiança, foi preso por dois dias.

Ele foi posteriormente ordenado pelo tribunal a ficar longe de qualquer fazenda de gado e se reportar à polícia diariamente.

Warden tem retorno programado ao tribunal na próxima semana.

A prisão de James Warden

Sem dinheiro para a fiança, o ativista vegano James Warden, do grupo Direct Action Everywhere (DxE) passou dois dias preso na Prisão de Hakea, em Perth, na Austrália, depois de “furtar” dois bezerros para que não fossem abatidos.

No final de semana, Warden, que também é acusado de furtar um leitão morto de uma fazenda, concedeu uma entrevista a repórter Elle Georgiou, do 7NEWS e disse que preferiu passar 48 horas sem comer, já que não lhe ofereceram nenhuma opção de refeição sem ingredientes de origem animal. “Alguns deles simplesmente disseram: “Vá lá e coma algum pedaço de carne’”, relatou.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Apesar disso, Warden declarou que a experiência que ele teve na prisão por fazer o que considera certo não chega nem perto da realidade diária de sofrimento dos animais criados para consumo. “Eu acho que é importante que a sociedade passe por mudanças e reconheça a ética animal”, disse ao 7News.

James Warden também deixou claro que a experiência na prisão não vai desmotivá-lo a continuar atuando em defesa dos animais, ainda que ele já tenha recebido muitas ameaças de morte, segundo o Nine News. O ativista deve comparecer novamente ao tribunal no próximo mês.

Mercado de alimentos orgânicos cresce no Brasil

Segundo a Organis, o percentual de consumo de produtos orgânicos no Brasil é de 15% (Foto: Luiz Prado)

O mercado brasileiro de alimentos orgânicos faturou no ano passado R$ 4 bilhões, resultado 20% maior do que o registrado em 2017, segundo o Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), que reúne cerca de 60 empresas do setor.

Já o mercado global de orgânicos, sob a liderança dos Estados Unidos, Alemanha, França e China, movimentou o volume recorde de US$ 97 bilhões, em 2017. O balanço foi feito pela Federação Internacional de Movimentos da Agricultura Orgânica (Ifoam) e divulgado em fevereiro.

De acordo com a federação internacional estão identificados cerca de 3 milhões de produtores orgânicos em um universo de 181 países. E a agricultura orgânica cresceu em todos os continentes atingindo área recorde de 70 milhões de hectares, aproximadamente.

O Brasil é apontado na pesquisa como líder do mercado de orgânicos da América Latina. Contudo, quando se leva em consideração a extensão de terra destinada à agricultura orgânica, o país fica em terceiro lugar na região, depois da Argentina e do Uruguai, e em 12º no mundo.

Segundo a Organis, o percentual de consumo de produtos orgânicos no Brasil é de 15%. O Sul e o Centro-Oeste foram as regiões apontadas como maiores consumidoras de orgânicos no país e o Sudeste apresentou o menor percentual de consumo, 10%. Os dados são de 2017, quando foi divulgada a única pesquisa feita sobre a percepção do consumo de orgânicos no Brasil.

De acordo com o estudo, as verduras lideram entre os alimentos orgânicos mais consumidos no país, com destaque para alface, rúcula e brócolis. Na sequência estão as opções orgânicas de legumes, frutas (como banana e maçã) e cereais, como o arroz.

Escola primária pretende criar e depois matar porcos para ensinar crianças sobre bem-estar animal

Foto: Farsley Farfield

Foto: Farsley Farfield

Uma escola de ensino fundamental na Inglaterra está enfrentando uma severa reação de revolta na internet devido ao seu plano para educar crianças sobre o bem-estar animal.

A estratégia da escola envolve criar alguns porcos filhotes, deixando os alunos cuidar dos animais, acariciá-los e se apegar a eles para depois matá-los como conslusão do experimento.

A Farsley Farfield Primary, em Leeds, no condado de Yorkshire, trouxe os porcos Gloucestershire Old Spots à sua fazenda, permitindo que os alunos, com a idade em torno de quatro anos, alimentassem e convivessem com os animais, apenas para depois de nove meses matá-los.

O diretor da escola Peter Harris, que surgiu com a ideia, escreveu sobre o plano em um post no blog do site da escola.

“Cuidando e convivendo com os porcos, as crianças aprenderão mais sobre a proveniência de seus alimentos e questões relacionadas ao bem-estar animal”, escreveu Harris.

“Os porcos não serão animais de estimação e só estarão conosco por 9 meses. Os animais terão uma vida duas vezes mais longas que a de raças comerciais modernas e terão uma vida verdadeiramente livre”.

“As crianças vão entrar nos locais onde os porcos ficarão, durante as aulas de agricultura e vida em fazendas, apenas se quiserem (e enquanto os porcos são pequenos). Elas vão poder alimentar os porcos e acariciar suas costas também.
Harris diz que isso vai ensinar aos alunos sobre a fonte de sua comida, acrescentando que é uma boa oportunidade para abrir um diálogo sobre a redução do consumo de carne.
“Acho que estamos aumentando a conscientização sobre o setor de carnes e algumas das questões em torno do bem-estar animal e da sustentabilidade”.

“Eu não acho que estamos dessensibilizando as crianças, na verdade eu sugeri essa experiência para que nossos filhos sejam mais conhecedores e sensíveis ao bem-estar animal do que a maioria de seus pares”.

Em 2017, a escola foi premiada como “Escola mais Saudável do Ano”, uma premiação que ocorre em nível nacional.

Farsley Farfield está agora enfrentando a reação de ativistas dos direitos animais estão usando as mídias sociais para chamar a atenção para esta questão absurda. Como é possível ensinar bem-estar animal matando animais?

Um ex-aluno da Farsley Farfiled, que é vegano, sob o nome de Ix Willow, iniciou uma petição da Change.org pedindo à escola que não mate os porcos.

“A escola tem planos de cuidar dos porcos – que eles planejam enviar para um matadouro – nos terrenos da instalação, e quando os porcos forem mortos, os pais dos alunos e a população local poderão comprar pedaços de seus cadáveres”, diz a petição.

“Eles são animais inteligentes e dóceis que podem viver por cerca de 12 anos ou mais.”

“As escolas têm o dever de cuidar das crianças, ensiná-las valores justos e proporcionar um ambiente seguro e feliz para elas”, diz o texto da petição.

“Ensinando às crianças que não há problema em explorar e matar animais é exatamente uma violação aberta destes valores, e isso também pode ser traumatizante para as crianças: o fato de conhecerem os animais e depois saber que vão morrer”.

A petição já recebeu mais de 2100 assinaturas de uma meta de 2.500.

Harris disse que está ciente da petição e “respeita as opiniões individuais das pessoas”.

É assustador que os educadores responsáveis pela formação de futuros cidadãos demonstrem tamanha ignorância em relação ao bem-estar animal.

Alguns meses correndo livres pela grama do quintal da escola antes de serem mortos, tomando como parâmetro a criação industrial de porcos em larga escala – onde eles são reproduzidos e criados em gaiolas mínimas, onde mal podem se mover, com expectativa de vida muito menor, apenas com base em lucro – não é uma comparação aceitável.

Porcos não são produtos para serem vendidos ou mortos para serem comidos. São seres sencientes, livres, inteligentes e amorosos que são violentamente feridos por humanos que tem em mente apenas lucrar com seus corpos.

As crianças merecerem conhecer a verdade e serem orientadas para aprenderem mediante suas experiências, os valor da compaixão, bondade e igualdade. Manipulações mentirosas só criam mais reféns de uma sociedade que perece atualmente sob os efeitos de sua irresponsabilidade enquanto o planeta extingue-se lentamente.