Homem mata cão com golpe de foice após animal comer galinha no Paraná

Um homem de 70 anos foi detido na segunda-feira (12) após matar um cachorro com golpes de foice em Ponta Grossa (PR). Ele afirmou, segundo a Guarda Municipal (GM), que o animal era da família e foi morto porque estava comendo galinhas que vivem na propriedade da irmã dele.

Imagens registraram a agressão (Foto: Guarda Municipal/Divulgação)

A Guarda Municipal foi acionada pela filha do acusado e um boletim de ocorrência foi registrado. As informações são do G1.

Ao chegar no local, os guardas descobriram que o cachorro já havia sido enterrado. O homem foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Ponta Grossa e foi liberado após prestar depoimento.

Aos policiais, o homem contou que não conseguia ter um cachorro que matava galinhas porque gastou dinheiro para tê-las. De acordo com a Polícia Civil, o acusado demonstrou que não sabia que matar o cão era errado. Ele responderá pelo crime de maus-tratos a animais.

Por meio de rede social, o prefeito Marcelo Rangel (PSDB) afirmou que a Prefeitura de Ponta Grossa vai autuar o homem por crime ambiental.

A Guarda Municipal informou que 193 casos de maus-tratos foram registrados em 2019 na cidade.


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Singapura planeja proibir o comércio de marfim de elefantes africanos

Por Rafaela Damasceno

Singapura anunciou que passará a proibir as vendas locais de marfim até setembro de 2021. Estima-se que, todos os dias, cerca de 100 elefantes são mortos por caçadores que querem suas presas.

Várias presas de elefante enfileiradas no chão e duas mãos segurando uma na frente da câmera

Foto: picture-alliance/Xinhua/Then Chih Wey

“Isso significará que a venda do marfim de elefante, dos produtos de marfim e a exibição do marfim serão proibidos”, afirmou o órgão governamental National Parks Board.

O comércio internacional do marfim está proibido desde 1990, em um tratado assinado pela maioria dos países. Apesar disso, o material ainda podia ser vendido no mercado interno, se os comerciantes pudessem provar que o marfim foi adquirido antes daquele ano.

A demanda por produtos de marfim de países asiáticos, como a China e o Vietnã, torna a caça aos elefantes na África muito lucrativa. Atualmente, apenas 400 mil elefantes africanos ainda estão vivos.

No mês passado, as autoridades de Singapura fizeram sua maior apreensão de marfim contrabandeado, apreendendo um carregamento de quase nove toneladas de presas de elefante. Estima-se que cerca de 300 animais tenham morrido.


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Cem anos depois, antas estão retornando às floresta do RJ

Por David Arioch

Projeto vai pesquisar a capacidade de dispersão de sementes e ecologia espacial feita pelas antas | Foto: Pixabay

O Laboratório de Estudos e Conservação de Florestas (Lecf) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em parceria com o Laboratório de Ecologia e Conservação de Populações (Lecp) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Laboratório de Ecologia e Manejo de Animais Silvestres (Lemas) do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), com apoio da prefeitura do Rio de Janeiro, estão conduzindo um projeto de reintrodução de animais à natureza batizado de Refauna.

Extintos nas florestas do Rio de Janeiro há mais de 100 anos, os Tapirus terrestris, também chamados de antas, começaram a voltar à natureza graças a esse projeto. No último dia 8 de agosto, mais um casal da espécie foi solto na Reserva Ecológica de Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu (Regua), região metropolitana do Rio de Janeiro.

Os animais soltos são equipados com um colar com GPS e rádio transmissor, brinco de identificação e microchip embaixo da pele, para que sejam monitorados. A partir dessa reintrodução, o projeto vai pesquisar a capacidade de dispersão de sementes e ecologia espacial feita pelas antas, com a expectativa de que elas dispersem para o Parque Estadual dos Três Picos e outras áreas florestadas na região.

Para saber mais sobre o projeto e acessar a reportagem na íntegra, visite a página do Jornal Metro, clique aqui.


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Caçadores celebram e se parabenizam mutuamente após matar leão

Imagens recentemente divulgadas nas redes sociais mostram um grupo de caçadores se cumprimentando com “tapinhas nas costas” e elogiando um ao outro depois de caçar e matar um leão em conjunto.

O leão foi morto quase que imediatamente quando foi baleado à queima-roupa enquanto avançava em direção ao grupo de caçadores. O vídeo foi compartilhado pela namorada do primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e também ativista anti-caça Carrie Symonds.

Ela disse: “Desculpe por compartilhar um vídeo tão angustiante no #WorldLionDay (Dia do leão). Não há qualquer justificativa ou desculpa para tal crueldade. Acredita-se que existam apenas 20 mil leões deixados em liberdade. Nós precisamos agir”.

“Você pode imaginar os caçadores do vídeo lutando contra esses animais majestosos sem precisar se esconder atrás de uma rocha e sem precisar usar uma arma enorme?”

“Claro que não. É por isso que não é apenas cruel além de tudo que se possa imaginar, mas “tão covarde que assusta”.

As pessoas responderam ao vídeo, criticando o assassinato sem sentido do leão, que é classificado como uma espécie “vulnerável”.

Um usuário disse: “Qual é o sentido de matar um leão? Eu nunca entendi como se pode ter prazer em prejudicar ou matar animais apenas por diversão. Essas pessoas estão doentes”.

Outro disse que os caçadores representam uma “mancha em nossa sociedade” antes de os identificar como “psicopatas selvagens e bárbaros que matam belos animais por diversão”.

Foto: Twitter/James Melville

Foto: Twitter/James Melville

“Não há desculpa para a crueldade da caça ao troféu”.

“Mas como eu sempre digo, agora coloque-os desarmados e nus na savana e veja o que acontece. O justo é o justo, afinal”.

De acordo com o Daily Mirror, a agência ProStalk de Derek Stocker oferece aos ricos britânicos a chance de matar uma variedade de diferentes espécies africanas, incluindo babuínos, girafas, elefantes e macacos.

As pessoas podem caçar troféus na África do Sul, Namíbia e Zimbábue, com preços os variando de £ 47 (cerca de 225 reais) para macacos a £ 6,422 (em torno de 30 mil reais) para um hipopótamo.

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Ativistas publicam carta aberta e defendem que aprovação de PL não garante mais direitos aos animais

Por David Arioch

“Em termos práticos, os animais continuarão a ser comercializados (inclusive os cães e gatos), utilizados e tratados como coisas (objetos, bens) ambientais e, além disso, entendemos que reafirma a categoria de “coisas” às espécies não contempladas por este projeto de lei”

Ativistas dos direitos animais que defendem o abolicionismo animal elaboraram e publicaram hoje Carta Aberta que se apresenta como “um meio de conscientização às diversas camadas do movimento animalista sobre o momento institucional do país e a preocupação com o risco de retrocesso envolvendo conquistas legislativas e jurídicas para os animais não humanos”. A Carta Aberta critica diversos pontos do Projeto de Lei da Câmara nº 27/2018, de autoria do deputado federal Ricardo Izar (PP-SP), que acrescenta dispositivo à Lei nº 9.605/1998 para dispor sobre a natureza jurídica dos animais não humanos, e pede o seu arquivamento. O PLC foi aprovado na semana passada no Senado e enviado para a Câmara dos Deputados após receber emendas.

Confira abaixo a Carta Aberta assinada pelo Saber Animal e movimento Nação Vegana Brasil: 

Os signatários desta carta aberta, Ativistas Animalistas, Defensoras e Defensores Abolicionistas, Advogadas e Advogados Animalistas, preocupados com a gravidade do momento histórico e institucional do país e, particularmente, com o possível e iminente retrocesso da Proteção Animal Brasileira aliado com o desmonte da Política Ambiental, vêm a público ponderar, advertir e assumir compromisso com a implementação da promessa constitucional de proteção à fauna e com a democracia brasileira na construção de uma sociedade justa, fraterna e solidária.

1. PONDERAMOS à todas e todos que a Proteção Animal Brasileira vem se desenvolvendo paulatinamente ao longo das últimas décadas a nível federal, estadual e municipal nos respectivos Poderes Legislativos e também na criação de jurisprudência nos Tribunais Superiores e decisões judiciais favoráveis à defesa dos animais nos órgãos do Poder Judiciário.

2. ADVERTIMOS que o ativismo em defesa dos animais se desenvolve em várias frentes simultaneamente, na esfera judicial e administrativa, bem como através de campanhas educativas promovidas por integrantes da Proteção Animal e por Organizações Não Governamentais em Defesa Animal e é assim que viemos construindo, contínua e gradualmente, o avanço do Direito Animal Brasileiro no território nacional.

3. ADVERTIMOS que tal avanço traduz-se nas inúmeras legislações protetivas espalhadas Brasil afora e também em decisões judiciais das mais altas Cortes do país, a exemplo do reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal da crueldade intrínseca da vaquejada na ADI 4983 CE e nas rinhas de galo (ADIs nº 1856 RJ e nº 2514 SC), a exemplo da proibição da farra do boi (RE 153.531 SC) e até mesmo, mais recentemente, o reconhecimento pela 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça de que os animais de companhia ou de estimação são seres sencientes (REsp 1713167 SP), além de outras decisões monocráticas que concederam guarda compartilhada.

4. ADVERTIMOS que o entendimento de parte dos juristas conservadores de que os animais estariam na categoria de “bens móveis” no atual Código Civil (e já não expressamente como “coisas” conforme a antiga redação de 1916) NÃO é impedimento para a garantia dos avanços arduamente conquistados na Proteção Animal, tampouco obstáculo para a efetiva aplicação de todo o arcabouço jurídico protetivo vigente na prática judiciária, a exemplo dos julgamentos aqui mencionados.

5. ENFATIZAMOS que todo o repertório legislativo que dá suporte à Proteção Animal Brasileira (âmbitos federal, estaduais e municipais) já considera os animais como seres sensíveis e passíveis de sofrimento, jamais os tendo considerado como coisas, portanto já são titulares de direitos.

6. ADVERTIMOS que também perante o Poder Judiciário há muito os animais não são tratados como coisas, seja devido a possibilidade de tutela jurisdicional para ações criminais (maus-tratos e crueldade), seja devido aos resultados favoráveis em ações civis oriundas de relações privadas, a exemplo da guarda compartilhada e direito de visita à animais domésticos em caso de separação conjugal.

7. ADVERTIMOS que a senciência animal já se faz implícita na Constituição da República ao proteger a fauna na redação do artigo 225, parágrafo 1º e inciso VII (direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e não submissão à crueldade), assim como também está presente em legislações esparsas (Lei Federal nº 9.605/98, Decreto-Lei nº 24.645/34, Lei Federal nº 5.197/67), dentre outras inúmeras leis estaduais e municipais que tutelam os animais.

8. ADVERTIMOS que o Projeto de Lei nº 27/18 não altera o Código Civil Brasileiro (conforme inicialmente dispunha a sua redação original no PL nº 6.799/2013) para reconhecer que “animal não é coisa” na esteira do que vem acontecendo em legislações estrangeiras, mas altera a lei penal ambiental (Lei Federal nº 9.605/98 que protege os animais dos maus-tratos) no artigo que trata da fiscalização ambiental (art. 79-B) em um desmonte da legislação de proteção animal com reflexos em todo o país, em consonância com o retrocesso ambiental em curso e em sintonia com as declaradas investidas do Governo Federal no sentido de liberação e legalização da caça esportiva de animais silvestres, fato de amplo conhecimento público.

9. ADVERTIMOS que, na hipótese de sanção do Projeto de Lei nº 27/18, não está automaticamente reconhecido a quaisquer espécies de animais o alcance a novos direitos, além dos já existentes nas legislações protetivas em vigor. Em termos práticos, os animais continuarão a ser comercializados (inclusive os cães e gatos), utilizados e tratados como coisas (objetos, bens) ambientais e, além disso, entendemos que reafirma a categoria de “coisas” às espécies não contempladas por este projeto de lei.

10. SALIENTAMOS que a justificativa apresentada no Projeto de Lei nº 27/18 é a de “afastar a ideia utilitarista dos animais” e não o utilitarismo em si (o uso propriamente dito dos animais), ou seja, o Projeto de Lei nº 27/18 não tem a intenção de afastar a objetificação dos animais. Logo, a afirmação de que os animais passariam à condição de titulares de direitos é, por dedução, incongruente. Os animais já possuem proteção e tutela do Estado e, portanto, o Projeto de Lei nº 27/18, em sendo aprovado, não terá eficácia prática protetiva e nem concederá novos direitos aos animais.

11. ADVERTIMOS que o Projeto de Lei nº 27/18, não tendo nenhuma eficácia prática que possa beneficiar, de fato, os animais, acabou por se desviar completamente de seus propósitos, transformando-se em uma manobra astuta da bancada ruralista para incrementar políticas de retrocesso na proteção animal e ambiental.

12. ENFATIZAMOS ainda que, devido aos inúmeros retrocessos ambientais que se avizinham neste momento político e institucional do país, a afirmação de que os animais possuem natureza jurídica “sui generis” (natureza “própria de seu gênero” em termos bastante vagos e imprecisos, conforme redação do Projeto de Lei nº 27/18), possivelmente abrirá um precedente extremamente perigoso na hipótese de sua sanção, na medida em que se abrirão portas para eventuais leis posteriores em prejuízo da proteção animal, com repercussões desastrosas no âmbito judicial e administrativo.

13. ADVERTIMOS que a redação constante no Projeto de Lei nº 27/18 de que somente alguns animais são seres sencientes e portanto, só estes merecedores de tutela do Estado, viola frontalmente a Constituição da República, promove o verdadeiro desmonte de todas as leis protetivas federais, estaduais e municipais e, por fim, enterra de vez a jurisprudência do STF que vinha sendo sedimentada no sentido da proteção animal (exceção ao julgamento do RE 494601 RS – sacrifício religioso), bem como viola a Declaração Universal dos Direitos dos Animais proclamada pela Unesco em 1978, indo na contramão dos estatutos jurídicos estrangeiros que não faz distinção de categorias e espécies de animais em evidente retrocesso jurídico em prejuízo da fauna.

14. ENFATIZAMOS que, com a sanção do Projeto de Lei nº 27/18, os cães e os gatos não adquirem absolutamente nenhum direito e proteção adicional além dos já existentes (vedação à crueldade e proteção legal quando sofrem maus-tratos), permanecendo na condição de “coisas” porque comercializáveis, reforçando exatamente aquilo que intenciona combater em sua justificação: a ideia utilitarista.

15. ADVERTIMOS que, além da inexistência de qualquer avanço ou eficácia prática na legislação e tutela protetiva brasileira, o Projeto de Lei nº 27/18, se aprovado, promoverá um colossal retrocesso na Proteção Animal Brasileira e, no nosso entender, prejudicará o desenvolvimento embrionário dos Direitos dos Animais no Brasil de modo que toda a fauna não contemplada estará absolutamente desamparada da proteção estatal e sem possibilidade de amparo jurisdicional, à mercê do pior.

16. ALERTAMOS que, com a aprovação do Projeto de Lei nº 27/18 por um Congresso Nacional eminentemente ruralista, os animais utilizados nas chamadas manifestações culturais terão sua “natureza jurídica” reafirmada como “coisas” de forma inexorável, eis que expressamente desabrigados da possibilidade de tutela jurisdicional, em flagrante processo de aprofundamento da ideia nefasta inserida na Constituição Federal pela Emenda Constitucional 96, cuja apreciação da constitucionalidade permanece ainda sob julgamento (ADI 5.728 e ADI 5.772). As portas do Judiciário se fecharão definitivamente para a defesa e proteção dos animais mais vulnerabilizados.

17. FRISAMOS e ADVERTIMOS ainda que o momento político atual não é o da conquista de novos direitos, mas o de impedimento de mais retrocessos que afrontam a Constituição da República, de modo a preservar os mínimos avanços conquistados pela Proteção Animal Brasileira junto às instituições do Estado.

Ante o exposto, SOLICITAMOS publicamente ao Excelentíssimo Senhor Deputado Federal Ricardo Izar (PP-SP) a RETIRADA DE PROPOSIÇÃO do Projeto de Lei da Câmara de nº 27/2018 no uso de sua prerrogativa parlamentar, com fundamento no artigo 104 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, por não implementar ou viabilizar nenhum direito que produza eficácia imediata que possa ser somado aos já existentes em toda a Legislação Protetiva Nacional e por seu absoluto desvirtuamento no decurso de sua tramitação, trazendo risco de retrocessos gravíssimos para a Proteção Animal Brasileira e para o sistema protetivo constitucional.

Nós, Ativistas, Defensoras e Defensores Animalistas, CONVIDAMOS todas e todos à reflexão das questões apontadas e ASSUMIMOS o compromisso cívico de alertar todas e todos os integrantes da Proteção Animal Brasileira, Ativistas, Defensoras e Defensores Animalistas e simpatizantes da Causa Animal acerca do delicado momento político no Brasil e de defender os mínimos avanços conquistados pela Proteção Animal em todo o país e agasalhados na Constituição da República de 1988.

Brasil, 12 de agosto de 2019.

Movimento Nação Vegana Brasil

Saber Animal


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Proposta prevê liberação do aumento de porcos mortos nas fazendas de criação

Foto: Adobe

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As instalações e fazendas de criação de porcos nos Estados Unidos preparam-se para exceder o número de porcos que podem ser legalmente mortos por hora sob uma nova proposta de regulamentação.

O governo federal tem recebido as demandas de fazendas de criação em larga escala de porcos para reduzir o número de inspeções e remover os “limites de velocidade” possibilitando a morte de mais porcos por hora.

Atualmente, as fazendas e matadouros não podem exceder 1.106 porcos mortos por hora, pois os inspetores devem examinar os corpos dos animais e remover quaisquer peças que possam causar danos aos consumidores.

Os defensores da nova proposta argumentam que os porcos criados para o mercado de carne têm cerca de seis meses de idade e pesam 250 e são “geralmente saudáveis”, por isso não precisariam de inspeção.

Eles disseram ao New York Times que: “A eliminação das velocidades máximas acrescentaria flexibilidade aos cronogramas de produção das fábricas e aos níveis de pessoal”.

“Paradoxo”

Preocupações têm sido levantadas, particularmente sobre os efeitos que o aumento de velocidade poderia ter sobre os trabalhadores e a saúde pública, com pessoas argumentando que a nova proposta está “agindo para o benefício financeiro dos gigantes do processamento de carne”.

Foto: Philiplymbery

Foto: Philiplymbery

“O fato de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) seja responsável pela segurança alimentar é um paradoxo”, disse Deborah Berkowitz, ex-oficial sênior da Administração de Segurança e Saúde Ocupacional.

“Os USDA sempre esteve ali para promover a indústria. Seu foco principal é aumentar os lucros do setor de frigoríficos e aves que eles regulam”.

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Psiquiatra forense aponta que maltratar animais é indício de psicopatia

Por Bruna Araújo

Reprodução | Facebook

Desde a criação da Divisão de Perfil Psicológico da Agência Federal de Investigação (FBI), no final dos anos 70, crimes de maus-tratos contra animais passaram a ser analisados como indicadores de indivíduos violentos e potencialmente perigosos. Em janeiro de 2016, o FBI anunciou que casos de crueldade contra animais seriam investigados pela agência com o mesmo rigor de crimes contra seres humanos. A iniciativa, realizada em parceria com a Animal Welfare Institute, foi tomada após estudos concluírem que maus-tratos contra animais são fortes e intrínsecos indicadores de violência criminosa.

No Brasil, o caso mais famoso de assassinato em série de animais é o de Dalva Lina, presa em 2018 em SP pela morte de pelo menos cerca de 40 animais. Segundo testemunhas, o número é ainda muito maior. Recentemente, um novo caso está impressionando pelo nível de violência e número de vítimas. Em um assentamento localizado no bairro Grajaú, Zona Sul de SP, animais são encontrados mortos com sinais de tortura e crueldade há pelo menos 6 anos. Apenas nos últimos 3 meses mais de 70 cães e gatos foram assassinatos com extrema violência. A denúncia foi publicada pela ANDA com exclusividade e revelou que o responsável pelas mortes pode ser um serial killer.

Em 2012 a ANDA publicou uma série de reportagens chamada Matadores de Animais. Assinada pela jornalista Fátima ChuEcco, as matérias abordaram os casos dos psicopatas mais famosos do Brasil e no exterior que iniciaram seus crimes maltratando animais. Agora, tomando como ponto de partida o caso Grajaú e através de uma série de quatro matérias contendo depoimentos de especialistas de diversas áreas, a ANDA vai mostrar a mente de um serial killer de animais. O primeiro especialista ouvido é o psiquiatra forense, perito e consultor Dr. Guido Palomba.

Em uma entrevista à ANDA, o psiquiatra forense Dr. Guido Palomba explique que, “diante deste tipo de relato de maus-tratos, de perversidade com animais, se isso de fato for confirmado é algo, sem dúvida nenhuma, indicativo de um indivíduo altamente deformado do ponto de vista ético, moral, social e caracteriza que se chama psicopata e que eu gosto de chamar de condutopata. Por que condutopata? Porque a patologia está na conduta dele. Porque é a extrema sensibilidade sem nenhum tipo de ressonância afetiva com o semelhante. Mas o cachorro e o gato são nossos semelhantes? Sim, são, porque estão vivos. São animais que normalmente demonstram afeto. Normalmente não, sempre. E, se não bem tratados, eles também retribuem tratando seus tutores, seus convivas, muito bem. É realmente uma coisa preocupante”, avalia.

Dr. Guido diz ainda que a condutopatia possui ainda outras denominações que ajudam a entendê-la. “Tem outros sinônimos como, por exemplo, loucura moral e enfermidade do caráter. Os próprios nomes, por si só, já mostram quem são essas figuras, mas, as principais deformidades, são as deformidades do sentimento, porque são indivíduos que não possuem nenhum sentimento superior de piedade, de altruísmo ou compaixão. São pessoas com uma insensibilidade imensa e desejos deformados, como, por exemplo, maltratar animais para se divertir, matar para ver cair, entre outras coisas. São indivíduos que se comprazem em fazer o mal e uma outra característica bastante marcante dos condutopatas é ausência completa de remorso daquilo que eles fazem”, assevera.

Para uma psiquiatra, existe uma forte conexão entre a psicopatia e a crueldade contra animais. “Por que pessoas normais não maltratam animais? Por que elas reconhecem que os animais têm sentimentos, que os animais sofrem. Que os animais têm do mundo deles a sua sensibilidade, os seus gostos, as suas dores, os seus desejos. Então, você ignorar tudo isso é ser extremamente insensível. É uma pessoa sem valor ético ou moral, sem valor superior de altruísmo ou de nada. Ele está fazendo o mal e está insensível ao mal que está causando. É uma pessoa que tem uma deformidade de caráter e mostra isso, mas também é uma deformidade do querer, da vontade. Maltratar um animal? Por quê?”, reflete.

O especialista forense afirma ainda que geralmente seriais killers agem sozinhos, mas não exclui a participação de outros criminosos. “Normalmente essas deformidades estão em uma pessoa. Porém, nada impede de ter aquilo que se chama de folie à deux (“loucura a dois”, em francês). Nada impede que tenha alguém que esteja junto por contaminação, uma pessoa induzida. Claro que para você ser induzido a fazer algo dessa natureza tem que ter algumas características. Por exemplo, primeiro, ser uma pessoa no mínimo com uma fraqueza, com uma deformidade mental”, disse

E completa: “Não vai ser uma pessoa normal que vai ser sugestionada a maltratar animal. Então, essa pessoa, se existir, é um sugestionado. Agora, para ser sugestionado tem que ter não apenas uma fraqueza, como tem que ter um grau de subordinação com o indutor. É uma questão de indutor e induzido. O indutor é o verdadeiro condutopata e o induzido é alguma pessoa que o tem em um grau de superioridade. Normalmente entre um indutor e um induzido tem um grau qualquer de submissão, de adoração, de submissão, na verdade. Essa submissão pode ser de um ou de mais de um. Pode ser até duas ou três pessoas fazendo isso”, acredita.

Ele reforça ainda que alguém que maltrata animais, facilmente também fará vítimas humanas. “O insensível não é somente insensível aos animais, ele é insensível a tudo, insensível ao sofrimento do ser humano, obviamente. Não há insensibilidade só para isso ou para aquilo. A insensibilidade é uma deformidade do caráter”, enfatiza.

Dr. Guido Palomba reforça também que há diferença entre maldade e psicopatia. “Quando você pode explicar psicologicamente um fato, então você entra na patologia, por exemplo ‘eu estou sem dinheiro, eu mato uma pessoa para pegar a carteira dela’, ‘eu vou ser delatado, eu mato a pessoa para que ela não me acuse’. São atos moralmente e juridicamente condenáveis, mas são explicáveis. Agora, quando eu arranco o olho de um cachorro para vê-lo sofrer, é grave, isso não é explicável psicologicamente. Você não consegue explicar sem dar uma pitada de anormalidade”, explica.

Segundo o psiquiatra, compreender os atos de um condutopata de um ponto de vista moral e social podem não ser tão simples. “A psicopatia não é uma doença mental propriamente dita. O indivíduo que tem psicopatia fica na zona fronteiriça entre a normalidade e a loucura. É igual a aurora, não é noite e nem dia, é uma zona fronteiriça. É sempre biológico. Doenças mentais e condutopatia, a pessoa nasce e morre com ela, sempre. Pode ter fator social que esteja desencadeando, mas ele tem que ter uma potência. Por pior que façam para você, você não vai judiar de um animal se você for normal. Agora, se você tiver uma potência grande para fazer isso, de repente aquilo que estão te fazendo de mal te desencadeia um comportamento dessa natureza”, acredita.

E completa afirmando que investigações sobre seriais killers de animais precisam ser minuciosas e atentas. “Todos os detalhes são importantes. É como recolher peças de um quebra-cabeças e depois encaixar uma na outra para ver que imagem forma”, conclui.


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Cientistas do Alasca revelam o aumento de encontros entre ursos polares e humanos

Foto: Artyom Geodakyan/TASS

Foto: Artyom Geodakyan/TASS

Cientistas do Alasca dizem que as chances de encontrar um urso polar na região aumentaram, a informação se baseia em pesquisas recentes que revelarem que os ursos estão chegando mais cedo à costa do país e permanecendo em terra por mais tempo.

Cientistas do departamento de Pesquisa Geológica dos EUA descobriram que mudanças no habitat do gelo marinho coincidiram com evidências de que o uso e o tempo de terra pelos ursos polares está aumentando, informou o Anchorage Daily News no sábado.

Os ursos polares chegam à terra pelo o mar de Beaufort durante a estação de derretimento de gelo, quando o gelo do mar se rompe no verão e recongela no outono, disseram cientistas.

A duração média da estação de degelo aumentou 36 dias desde o final dos anos 90, disseram os pesquisadores.

Os ursos estão chegando “um pouco antes do previsto”, disse Todd Atwood, biólogo especializado em pesquisas sobre a vida selvagem que lidera o programa de pesquisa de ursos polares do US Geological Survey.

Os ursos polares geralmente chegam à costa em meados de agosto, mas os moradores relataram aparições já em maio em Kaktovik, uma pequena cidade a cerca de 1.040 quilômetros ao norte de Anchorage, disseram biólogos.

A residente Annie Tikluk foi uma das poucas que encontrou um urso na segunda-feira antes que os vizinhos o assustassem e o animal fugisse com medo.

Sua filha e duas sobrinhas estavam brincando do lado de fora quando “viram o urso e saíram correndo”, disse Tikluk.

“A questão principal é que os ursos do sul de Beaufort estão usando a terra até um ponto em que não a usam historicamente”, disse Atwood. “E aumentando as atividades no Ártico, particularmente aquelas relacionadas ao desenvolvimento, a principal consideração a ser levada adiante provavelmente será como os ursos e os humanos estão compartilhando esses espaços.”

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Ativistas protestam contra a temporada de caça de perdiz

Por Rafaela Damasceno

A última segunda-feira (12) marcou o início da temporada de caça de perdiz, que atrai muitos turistas, principalmente na Inglaterra e Escócia. A temporada dura 16 semanas.

Um homem segurando um perdiz morto. Ao seu lado está um cachorro

Foto: Press Association

Este ano, o Partido Trabalhista está pedindo uma revisão do “esporte” sangrento, influenciado pelas alegações de que ele é a causa de muitos danos ao meio ambiente.

Durante a caça às perdizes, os animais são direcionados até um campo aberto, onde são mortos quando tentam sobrevoar os caçadores. Antes da temporada, é necessário preparar o local, o que normalmente é feito queimando os campos de urze – planta que cresce em formato de arbusto, muito comum na Escócia.

Ambientalistas e ativistas em defesa dos direitos animais argumentam que os tiroteios, que conduzem os animais para a morte, são cruéis e deveriam ser banidos. Eles ainda dizem que predadores naturais, como raposas e arminhos, são mortos para manter o número de perdizes. Os ativistas ainda demonstraram preocupação com o desaparecimento de diversas aves de rapina nos últimos meses.

Os defensores da caça alegam que a queima proposital da urze diminui os riscos de incêndio acidental, além de criar um habitat ideal. A Sociedade Real de Proteção aos Pássaros (RSPB, na sigla em inglês) discorda. Para a RSPB, a prática é perigosa para o meio ambiente porque destrói o habitat e mata diversas aves de rapina.

“A obsessão de perseguir um número cada vez maior de perdizes é um desastre para as pessoas e para a natureza”, afirmou Martin Harper, diretor de conservação da RSPB. “As aves estão sendo mortas e os habitats queimados, liberando toneladas de gás carbônico no ar”, concluiu.


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Cachorrinho abandonado junto com poltrona velha e televisão quebrada permanece à espera do tutor

Foto: Sharon Norton

Foto: Sharon Norton

Bem ali, entre uma poltrona velha e uma televisão quebrada, abandonadas em um descarte cladestino de lixo, havia um pequeno coração esperançoso tentando tanto não se romper.

Era um filhote que não sabia que também fora descartado.

Na manhã de segunda-feira, a agente de controle de animais, Sharon Norton, foi alertada para essa cena de tristeza absoluta ao longo de uma rua tranquila no condado de Lincoln, no Mississippi (EUA).

Foto: Sharon Norton

Foto: Sharon Norton

Ela dirigiu para o local imediatamente – encontrando o pequeno filhote agarrado à vida em cima de uma poltrona velha, perto de onde uma TV tinha sido despejada também.

O cão estava morrendo de fome, mas evidentemente se recusou a sair, provavelmente acreditando que a pessoa que o colocou lá certamente retornaria para buscá-lo.

“Parecia que ele estava ali há cerca de uma semana”, disse Norton ao The Dodo. “Ele estava pele e ossos.”

Foto: Sharon Norton

Foto: Sharon Norton

Norton se aproximou do pobre filhote e assegurou-lhe que ela estava lá para ajudar. Ela deu a ele sua primeira refeição em dias.

Apesar da longa vigília do filhote, mantendo a esperança de que seu tutor retornaria, a presença de alguém que realmente se importava imediatamente o deixou à vontade.

“Ele ficou muito feliz quando eu o peguei e o levei para o caminhão de controle de animais”, disse Norton. “Eu podia sentir sua cauda batendo nas minhas costas, abanando. Ele sabe que está seguro agora.”

Foto: Sharon Norton

Foto: Sharon Norton

Norton, desde então, vacinou e desparasitou o cão, e colocou-o na segurança do abrigo de animais Brookhaven Animal Rescue League, no Mississippi.

Depois disso, ele estará disponível para adoção.

Infelizmente, disse Norton, este caso de abandono não é o pior que ela já viu – mas, ao divulgar o caso e suas imagens, ela está otimista de que a justiça será cumprida.

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

“Espero que alguém que reconheça o filhote e a poltrona junte dois ou dois e me envie uma mensagem para me ajudar a encontrar a pessoa que fez isso”, disse ela.

O cãozinho abandonado foi apelidado de Lazy Boy Gatson e foi adotado por um casal Dave e Sommer que dirigiram de Plymouth para encontrá-lo e levá-lo para casa. A vida de solidão de Lazy Boy finalmente chegou ao fim e ele será muito amado em seu novo lar.

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

O cachorrinho abandonado da história esta seguro, protegido teve um final feliz e encontrou uma família amorosa, porém muitos outros animais são abandonados e aguardam por uma segunda chance, muitos deles vagam nas ruas sem sequer terem sido resgatados.

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

Foto: Brookhaven Animal Rescue League

Ao adotar um animal adquire-se a responsabilidade sobre uma vida, um ser capaz de capaz e sofrer, assim como os seres humanos e que jamais pode ser descartado. Isso é um crime, senão perante os homens ao menos perante a consciência.

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