Governo Trump diminui proteção de espécies ameaçadas

Por Rafaela Damasceno

A administração Trump anunciou na segunda-feira (12) que mudaria a forma que a Lei de Espécies Ameaçadas é aplicada, enfraquecendo a lei de conservação do país – que já ajudou a retirar o urso, a águia e o jacaré americanos da lista de espécies ameaçadas de extinção.

Uma águia em um galho de árvore

Foto: Brandon Thibodeaux, The New York Times

As mudanças tornarão mais difícil considerar os efeitos das alterações climáticas sobre a vida selvagem ao decidir se determinada espécie precisa de proteção. Também será possível permitir que avaliações econômicas sejam conduzidas ao determinar habitats críticos.

As novas regras também facilitam a remoção de uma espécie da lista de espécies ameaçadas e enfraquecem a proteção daquelas já listadas.

Em resumo, as mudanças provavelmente abrirão caminho para novas minas, perfurações para encontrar petróleo e gás e desenvolvimento urbano em áreas onde vivem espécies protegidas.

O Secretário de Comércio, Wilbur Ross, disse que as mudanças se encaixam perfeitamente no mandato do presidente de aliviar as regras impostas aos americanos.

Ambientalistas denunciaram as revisões, alegando que são um perigo para a vida selvagem ameaçada. Uma avaliação recente da ONU alertou que a interferência humana está a ponto de levar milhares de espécies à extinção, e que proteger a biodiversidade é essencial para manter as emissões de gases de efeito estufa controladas.

Segundo o relatório, as mudanças climáticas, a pouca gestão ambiental e a industrialização em massa contribuíram para a enorme perda da natureza mundial.


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Filhotes de tigre órfãos são acolhidos em reserva após sua mãe ser morta por caçadores

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

A dedicação ilimitada dos guardas florestais na Índia é demonstrada pela forma como eles lutam para conservar a população de tigres selvagens do país

Um dos cuidadores de animais da Reserva de Tigres de Bandhavgarh, Yogendra Singh, adotou dois jovens filhotes de tigres órfãos abandonados, Bhandhav e Bhandavi, cuja mãe deve ter sido morta por caçadores em busca de sua pele.

Os filhotes tinham apenas 10 dias de idade quando foram encontrados lutando contra o fio do inverno e a beira da morte, quando foram levados para a Reserva de Tigres de Bandhavgarh, no centro da Índia.

Como os filhotes não estão fora de perigo até os 180 dias de idade, Yogendra decidiu assumir o desafio de criá-los manualmente, levantar-se a cada poucas horas para alimentá-los e cuidar deles “como se fossem seus próprios filhos”.

Cenas comoventes mostram Yogendra cuidando dos bebês, brincando com eles e alimentando-os a cada duas horas, como é necessário uma vez que que os jovens tigres ainda estão vulneráveis.

E seus esforços parecem estar valendo a pena, já que uma contagem de números feita por conservacionistas, da população de tigres selvagens realizada a cada quatro anos mostra que eles finalmente subiram – para 700.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

A contagem, realizada pela Autoridade Nacional de Conservação do Tigre da Índia, é a primeira pesquisa totalmente científica da população de tigres indianos já realizada.

Seus resultados mostram que o número de tigres selvagens no país subiu de 2.226 há quatro anos para 2.967 – um aumento de 741. É entendido como o maior aumento no número de tigres na natureza desde que os registros começaram.

Um momento alegre capturado em vídeo mostra o Dr. Yadvendradev Jhala, do Instituto de Vida Selvagem da Índia, e cientista-chefe na contagem oficial de tigres, compartilhando as descobertas.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

Ele exclama: “A população subiu! Nós não esperávamos isso, mas aconteceu, e isso é incrível. Eu acho que o aumento está nas áreas onde os números de tigres já eram altos. Isso é algo que é difícil para nós absorvermos”.

“Estávamos pensando que eles haviam atingido a capacidade máxima, mas muitas dessas áreas subiram e é isso que aumentou o número, basicamente.”

Martin, que acompanha a contagem, responde à notícia de que os números aumentaram, dizendo: “Eu tenho que dizer que quando cheguei aqui eu estava tão preocupado com o que a contagem iria revelar”.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

“Mas tendo visto o que está acontecendo, vendo os números, eu estou calmo e confiante, apesar de todos os desafios que este animal enfrenta, o tigre vai continuar a sobreviver aqui na Índia. Então eu posso ir para casa tranquilamente feliz”.

Acredita-se que atualmente existam menos de 4.000 tigres selvagens em todo o mundo, e a Índia abriga cerca de 60% dos que restam. Se os números da Índia caíssem este ano, poderia ter soado a sentença de morte para estes felinos que são um dos mais icônicos da natureza.

Caçadores de troféus, caçadores em busca de partes de corpo para tráfico e expansão humana básica devastaram todas as populações de tigres, acabando com os habitats em que eles vivem. Estima-se que o número de tigres no planeta tenha diminuído em mais de 95% no último século.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

Atualmente, dois tigres são mortos a cada semana por caçadores, e muitas vezes seus filhotes são deixados órfãos para se defenderem na natureza, com poucos chegando à idade adulta.

Seguindo o trabalho de guardiões e cientistas nas belas paisagens da Índia, a Martin Hughes-Games acompanha a nova contagem do início ao fim, pois usa a mais recente tecnologia para determinar números.

Ele diz: “A Índia é um país que está se industrializando incrivelmente rápido. Existem estradas e linhas ferroviárias e indústrias em todos os lugares que você procura e, é claro, as necessidades humanas sempre virão antes das da vida selvagem. Assim, as populações de tigres estão sendo isoladas cada vez mais. Então está ficando mais difícil para o tigre sobreviver neste país”.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

As armadilhas fotográficas capturam mais de 30 mil imagens de tigres, suas listras, como impressões digitais, são usadas para identificar cada tigre individual, enquanto aplicativos especiais de mapeamento de telefones celulares e análise de DNA também são empregados.

Martin também explora o território dos tigres – e contá-los pode ser um negócio perigoso. Nos manguezais de Sunderbans, os tigres adaptaram-se para tornar-se mais leves e pisar “como se flutuassem”. Os guardas do parque podem facilmente ficar presos nos pântanos lamacentos e se tornarem presas. Mais de 30 pessoas morrem a cada ano como resultado de ataques de tigres de pântano.

Ele descobriu que em pelo menos um dos 50 parques de conservação da Índia, o tigre está tragicamente extinto, e só pode esperar que alguns dos outros parques tenham mostrado um crescimento nos números para compensar essas perdas.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

Os caçadores furtivos geralmente capturam um tigre adulto pela sua pata em uma armadilha com mandíbulas de metal e, enquanto esta incapacitados, o tigre é então espetado pela boca e por trás, para evitar danificar sua valiosa pele. Mas os caçadores não estão apenas atrás da pele – há uma enorme demanda por produtos de tigre na China e no Sudeste Asiático.

Debbie Banks, da Environmental Investigation Agency, explica o apelo por alguns produtos de tigre.

Ela diz: “Quase toda parte do corpo do tigre infelizmente tem valor no mercado. As peles são usadas como decoração de luxo para colocar no chão, na parede, no sofá.

“É um mercado que atende àqueles que querem mostrar seu poder, sua riqueza e seu status. O osso do tigre é usado na medicina chinesa para tratar o reumatismo e a artrite, mas também é usado para fazer um vinho que “funciona” como um tônico de reforço ósseo.

“Muitas vezes o item é comprado como um presente de prestígio, se você quiser subornar um funcionário ou ganhar um contrato, você pode dar de presente uma garrafa de vinho de osso de tigre”.

“Em alguns lugares, é vendido como produto que estimula a virilidade. Já seus dentes e garras, são valorizados como itens de joalheria. Mais uma vez é tudo puro luxo. Não há absolutamente nenhuma razão essencial para que uma parte do corpo do tigre seja comercializada”.

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Campanha incentiva turistas a resgatarem cachorros que seriam mortos na Ásia

Por Rafaela Damasceno

Estima-se que 30 milhões de cachorros e gatos morrem na Ásia todos os anos para o consumo humano. Depois de serem confinados em gaiolas lotadas, sem comida e água suficientes, a maioria desses animais são torturados até a morte. Algumas culturas acreditam que, quanto mais um animal sofre, mais macia é sua carne.

Uma cachorrinha ao fundo da foto, um pouco torta e magra, e quatro filhotes em sua frente. Eles estão presos

Foto: Jean Chung for HSI

A Bunny’s Buddies é uma ONG americana cujo objetivo é salvar cachorros de matadouros na Ásia e levá-los até os Estados Unidos para encontrarem um lar definitivo.

Enquanto a maior parte das ONG’s de resgate precisam de doações em dinheiro ou de produtos para ajudar a cuidar dos animais nos abrigos, a Bunny’s Buddies pede outro tipo de ajuda aos voluntários.

A única maneira de levar os cachorros da China para os Estados Unidos é voando, então a organização precisa de voluntários dispostos a escoltar os cachorros até suas novas casas.

A ONG pede para que, se você tiver um voo agendado da China para os EUA, considere ajudar a salvar uma vida – ou mais. O processo é fácil e não custa nada, considerando que você já tenha sua passagem em mãos.

Lutar contra o comércio da carne de cachorro é difícil, mas a Bunny’s Buddies está disposta a fazer a diferença. A organização é capaz de dar uma segunda vida para os animais que permaneceram presos, tristes e torturados desde que nasceram.


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Etiópia planta 350 milhões de árvores para combater a mudança climática

Foto: Reuters

Foto: Reuters

A Etiópia acaba de bater um recorde mundial na luta contra a mudança climática.
Em um único dia, o país plantou mais de 350 milhões de árvores.

Anteriormente, a Índia detinha o recorde de mais árvores plantadas em um dia, o país atingiu 50 milhões de árvores em 24 horas em 2016.

O sucesso do plantio de árvores na Etiópia foi o resultado de um esforço nacional conjunto contra as mudanças climáticas. A iniciativa nacional Legado Verde – uma campanha do governo por uma Etiópia mais verde, mais limpa e mais amiga do meio ambiente – tem como objetivo que quatro bilhões de árvores sejam plantadas em todo o país até o final do verão.

Foto: Egypttoday

Foto: Egypttoday

O governo está incentivando todos os cidadãos a plantar pelo menos 40 mudas de árvores. Até mesmo os escritórios públicos foram fechados em 29 de julho para que os funcionários públicos pudessem participar da campanha.

Uma solução simples?

No mês passado, um estudo revelou o potencial incomparável das árvores no combate às mudanças climáticas. Os cientistas revelaram que o plantio de bilhões de árvores ao redor do mundo é a maneira mais rápida e barata de ganhar mais tempo aos seres humanos para salvar o planeta.

Segundo o professor Tom Crowther, da universidade suíça ETH Zürich, onde o estudo foi realizado, o plantio de árvores é uma solução mais simples do que a maioria,porém mais eficaz, relata o Guardian.

Não envolve convencer o presidente Trump do perigo da mudança climática ou a invenção da tecnologia difundida para sugar o dióxido de carbono do ar. É uma maneira dos indivíduos se envolverem de maneira mais fácil e instantânea. Todos podem plantar uma árvore.

Foto: Livekindly Reprodução

Foto: Livekindly Reprodução

“As árvores não apenas ajudam a mitigar a mudança climática absorvendo o dióxido de carbono no ar, mas também têm enormes benefícios no combate à desertificação e à degradação da terra, particularmente em países áridos”, disse o Dr. Dan Ridley-Ellis, chefe do centro de ciência e tecnologia da madeira na Edinburgh Napier University, para o Guardian.

Ele continuou: “elas também fornecem comida, abrigo, combustível, forragem (alimento para animais), remédios, materiais e proteção do suprimento de água. Esse feito verdadeiramente impressionante [da Etiópia] não é apenas o simples plantio de árvores, mas parte de um enorme e complicado desafio para levar em conta as necessidades de curto e longo prazo das árvores e das pessoas ”.

“O mantra do engenheiro florestal” a árvore certa no lugar certo “precisa cada vez mais considerar os efeitos da mudança climática”, acrescentou ele, “bem como a dimensão ecológica, social, cultural e econômica envolvidas no processo”.

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Jornal alemão denúncia que touradas são financiadas com fundo da UE

Foto: Pixabay

Um artigo publicado na última segunda-feira pelo portal alemão Die Tageszeitung faz um apelo para que a Alemanha retire todo o seu apoio financeiro investido em empresas agrícolas espanholas através do fundo de mais de € 100 milhões da União Europeia. Segundo o artigo, 20% desse montante é da Alemanha. Assinado pelo jornalista Jost Maurin, o texto afirma que essa verba subsidia a criação de touros para espetáculos tauromáquicos.

Maurin argumenta que é inaceitável que a Alemanha financie indiretamente uma prática perversa e cruel que subjuga animais indefesos apenas para entretenimento humano. O artigo, cujo título é “Ritual perverso” discorre também sobre a revogação da lei que proibia touradas nas Ilhas Baleares, em Mallorca, na Espanha. “A tourada é a crueldade animal que não pode ser justificada por nada”, reforça o jornalista.

Reprodução

E completa: “Este ritual perverso é tão repulsivo quanto os tormentos que alguns porcos têm que suportar na agricultura ‘moderna’. O abate extremamente brutal como espetáculo não pode ser desculpado pelo de touros, ao contrário da maioria dos bovinos, terem acesso a pastos, porque as mortes desses animais permanecem completamente desnecessárias”, conclui.


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Refúgios de animais nos Estados Unidos permitem a caça

Por Rafaela Damasceno

Existem 567 refúgios nacionais da vida selvagem nos Estados Unidos, gerenciados pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem (FWS, na sigla em inglês). A missão do Sistema Nacional do Refúgio da Vida Selvagem é, segundo o site da FWS, administrar uma rede de terras e águas nacionais para a conservação, administração e, quando necessário, restauração dos animais e habitats dos Estados Unidos. Entretanto, a caça é permitida em 377 destes refúgios.

Um alce no meio da natureza

Foto: David McMillan/Shutterstock

Um refúgio não está respeitando seu objetivo se a vida selvagem estiver legalmente sendo morta, o que implica em não punir os caçadores. O governo atual está ainda menos preocupado em preservar a vida nos lugares onde deveria ser protegida.

A atual administração do governo americano propôs a abertura de mais 30 refúgios para a caça. O Secretário do Interior propôs expandir a pesca para 15 incubadoras de peixe, e levar a caça até 74 outros refúgios.

Uma petição foi criada para que a proposta não seja aprovada. Se você é contra e deseja que os refúgios sejam seguros para os animais, pode assinar aqui.

Governo Trump

Esse não foi o primeiro indício de que a administração do governo Trump não se preocupa com os animais ou o meio ambiente.

A administração de Trump autorizou, nos Estados Unidos, o uso de cianeto de sódio para matar animais selvagens, em um dispositivo chamado M-44. As “bombas de cianeto” receberam permissão da Environmental Protection Agency (EPA), apesar de matar cruelmente milhares de animais todos os anos.

Os dispositivos espirram cianeto de sódio na boca de coiotes, raposas e outros animais atraídos pela isca. Qualquer um que puxe a isca com o M-44 pode ser morto ou seriamente machucado.


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Coala órfão ganha bicho de pelúcia que simula ser sua mãe

Por Rafaela Damasceno

Recentemente, um bebê coala e sua mãe caíram de uma árvore de uma madeireira na Austrália. O filhote quebrou um dos braços e a mãe, infelizmente, faleceu. Ele foi levado ao Werribee Range Zoo, onde está recebendo tratamento.

Os coalas são marsupiais, ou seja, as fêmeas possuem uma pequena bolsa onde o filhote permanece até crescer e se desenvolver. O pequeno bebê tem apenas meio quilo e 150 dias, e ainda deveria estar na bolsa de sua mãe. Normalmente os filhotes nessas condições não têm uma grande taxa de sobrevivência sem suas mães.

Mas o bebê está lutando bravamente, mesmo com o mini-gesso que teve que ser colocado em seu braço (quebrado na queda da árvore). Um coala de pelúcia também foi dado a ele para simular sua mãe, já que vínculo e companhia são duas coisas muito importantes para coalas dessa idade.

O pequeno coala usando um gesso menor ainda e abraçado no coala de pelúcia

Foto: PR image

Frequentemente coalas resgatados são presenteados com brinquedos para ter um maior conforto e aprender a se pendurar como fariam se estivessem com suas mães.

Estima-se que o pequeno animal será liberado na natureza daqui um ano, quando estiver forte o suficiente para ser reintroduzido em seu habitat.


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Mais de 105 mil espécies entram em extinção pela primeira vez

Por Rafaela Damasceno

Mais de 100 mil espécies estão atualmente classificadas como “ameaçadas” pela primeira vez na história. Cerca de 9 mil espécies foram adicionadas à Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN) recentemente, elevando o número total para 105.732.

Uma espécie de macaco olhando para a câmera

Foto: LaetitiaC

Os principais motivos são as atividades humanas, como a caça e a pesca. “Esta atualização claramente mostra o quanto os seres humanos ao redor do mundo estão super-explorando a vida selvagem”, afirmou Grethel Aguilar, diretora geral da IUCN.

A diretora ainda chamou atenção para o fato de que conservar a diversidade da natureza é de interesse humano, além de fundamental para a sustentabilidade. “Estados, empresas e sociedades devem agir com urgência para deter a super-exploração da natureza, além de respeitar e dar suporte às comunidades e povos indígenas no fortalecimento da subsistência sustentável”, continuou.

Segundo Jane Smart, diretora do Grupo de Conservação da Biodiversidade da IUCN, esta atualização da Lista Vermelha confirma que a natureza está declinando mais rápido do que em qualquer outro momento.

“Tanto o comércio nacional quanto o internacional estão impulsionando a diminuição das espécies nos oceanos, na água doce e na terra. É necessária uma ação em escala decisiva para deter esse declínio”, concluiu Jane.


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Corredor vegano conquista título em competição nacional da Áustria

Por Rafaela Damasceno

O corredor vegano Andreas Vojta, da Áustria, aumentou seu número de títulos nacionais com mais uma vitória – totalizando 33, agora. Seu último título foi conquistado no mais recente campeonato nacional austríaco.

Dois corredores na pista, competindo

Foto: TLV/OLV

Segundo ele, foi fácil continuar se alimentando de produtos baseados em vegetais durante o campeonato. No hotel onde ficou, havia opções veganas e saudáveis. “Para um corredor, é importante comer alimentos ricos em carboidratos e que sejam fáceis de digerir. E massa, pizza, arroz, você pode encontrar em todos os lugares. Então não há razão para não continuar se alimentando de produtos baseados em vegetais durante as competições se você demonstra bons desempenhos”, declarou à Great Vegan Athletes (GVA).

O atleta se tornou vegano por questões éticas e ambientais, e afirma que nunca deixaria suas crenças de lado pelo tempo em que as competições ocorrem.

“Vegano significa vegano”, disse ele. “Não há exceções, mesmo quando as opções de comida veganas são uma porcaria nas acomodações dos atletas durante os eventos”.

Ele ainda afirmou que nunca havia pensado muito em sua saúde antes de aderir ao veganismo, mas agora realmente consegue sentir que suas escolhas alimentares são mais saudáveis.


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Cachorrinho leva tudo que encontra pelo abrigo para guardar em sua cama

Foto: Austin Animal Center

Foto: Austin Animal Center

A família de Kevin o entregou ao abrigo Austin Animal Center no início do ano, e ele está lá desde então. Recentemente, devido a alguns problemas de espaço, o cachorrinho mistura de labrador de 4 anos foi removido dos canis para um dos escritórios – e foi aí que as coisas começaram a desaparecer no escritório.

Não demorou muito para seus novos amigos do escritório descobrirem que o doce Kevin adorava pegar as coisas dos outros e “sumir com elas”.

Sempre que alguém no escritório deixava as coisas na mesa ou em algum canto, o cãozinho novo no escritório examinava sorrateiramente os pertences e levava o que quisesse de volta para a cama com ele. Mais tarde, ele seria encontrado descansando em pilhas de seus bens “furtados”, parecendo muito contente e orgulhoso de si mesmo.

Foto: Austin Animal Center

Foto: Austin Animal Center

“Tudo começou há algumas semanas, quando os membros da equipe que compartilham um escritório com Kevin notaram que ele estava adquirindo itens humanos”, disse Jennifer Olohan, membro da equipe do Austin Animal Center, ao The Dodo. “Todo o tipo de coisas! Definitivamente roupas, ele levou com ele moedas, uma bolsa, um sanduíche de caixa (ele não comeu, apenas pegou). Ele os leva para a cama e cria um pequeno ninho de seus tesouros.

Kevin não demonstra nenhum remorso por seu hábito de “roubar”, e todos logo perceberam que era porque ele estava pegando as coisas de seus amigos pelo motivo mais doce.

Foto: Austin Animal Center

Foto: Austin Animal Center

“Nosso palpite é que isso faz com que ele se sinta mais próximo das pessoas com quem passa seus dias”, disse Olohan. “Ele não pega nada quando alguém está com ele, apenas quando eles saem, e talvez ele esteja se sentindo sozinho. Então ele vai pegar uma camiseta que cheira como a pessoa que ele sente falta”.

Depois de tudo o que ele passou com a perda de sua família e não ter ideia de quando outra pessoa virá para adotá-lo, parece que Kevin está apenas tentando se agarrar às pessoas em sua vida – por todos os meios necessários. Seus itens “roubados” significam muito para ele, e ele é sempre muito relutante em devolvê-los aos seus legítimos donos.

“Kevin não quando nem um pouco quando as pessoas tentam pegar seus tesouros”, disse Olohan. “Ele vai guardar e defender seus itens, então quando ele for levado para uma caminhada é a melhor oportunidade para a equipe conseguir suas coisas de volta.”

Foto: Austin Animal Center

Foto: Austin Animal Center

Kevin adora estar perto de pessoas, e além de seu peculiar hábito de pegar coisas, ele é um típico labrador. Ele adora passear, brincar com brinquedos e, é claro, se aconchegar com as pessoas que o amam.

Kevin adoraria ter uma casa com outros irmãos animais para brincar e fazer companhia a ele, e é ótimo com gatos e cachorros. Fora isso, tudo que ele precisa é de uma família que o ama. É possível que o hábito de pegar coisas de Kevin desapareça quando ele se sentir seguro em sua nova casa – mas também é possível que os velhos hábitos sejam difíceis de serem vencidos.

“Eu sugiro uma família que não seja bagunceira, para que Kevin não seja capaz de roubar muitas coisas”, disse divertido Olohan.

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