Vegetarianismo estrito pode reduzir drasticamente as emissões de gás carbônico na atmosfera

Por Rafaela Damasceno

Um resumo oficial do último relatório climático da ONU foi divulgado recentemente, visando informar as próximas negociações sobre o clima e aconselhar sobre a crise climática global.

Vários vegetais em uma mesa de madeira

Foto: Medical News Today

O resumo diz que, até 2050, mudar a alimentação global para uma dieta baseada em vegetais pode libertar milhões de quilômetros quadrados de terra e reduzir as emissões de gás carbônico na atmosfera em oito bilhões de toneladas por ano.

O relatório também pede uma revisão na forma que os recursos naturais da Terra são utilizados, além de recomendar um aumento na alimentação baseada em vegetais.

O estudo ainda destaca os efeitos devastadores do desmatamento, afirmando que a Amazônia pode se tornar uma área de desertos, capaz de liberar 50 bilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera. Grande parte do desmatamento é causado para liberar terras para a pecuária.

“Precisamos de uma transformação radical, rumo a um sistema global do uso de terra e alimentação que atenda nossas necessidades climáticas”, afirmou Ruth Richardson, diretora da Aliança Global pelo Futuro da Alimentação.

O relatório garante que as dietas baseadas em vegetais possuem grandes oportunidades de adaptação, além de gerar benefícios para o meio ambiente e a saúde humana.

“Seria benéfico, para as pessoas e para o clima, se os países consumissem menos carne”, concluiu o ecologista Hans-Otto Pörtner.


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Mula resgatada após ser abandonada é adotada e recebe muito carinho

Floretina, ou Flor, é uma mula que conheceu o sofrimento de perto. Ela foi abandonada no Centro de Laranjal Paulista (SP). Com um problema crônico em uma das patas e anemia, ela foi descartada como se fosse um objeto descartável. Seu destino, no entanto, sofreu uma reviravolta e teve um final feliz. Recentemente, já recuperada, Flor foi adotada e agora vive cerca de carinho e cuidados.

Foto: Reprodução/TV TEM

Em março, quando foi resgatada, Flor recebeu lar temporário na casa da aposentada Yeda Anis Salomão durante quatro meses e passou por tratamento veterinário. Com a ajuda da protetora de animai Sueli Aparecida, a mula se recuperou e foi viver em um sítio em Pereiras, cidade vizinha.

“Quando ela chegou na nova casa foi a coisa mais linda. Ela deitava e rolava na terra”, disse a protetora animal, em entrevista à TV TEM.

No local, outros três cavalos e uma égua fazem companhia para Flor. Todos eles vivem em paz no sítio, sem que sejam explorados, maltratados, montados ou domados.

“É como se fosse um spa. Ela está recebendo muito carinho. Aqui ela vai pastar, se alimentar e terminar os dias dela aqui, sem ninguém judiar dela”, afirmou a tutora da mula, a empresária Sueli Renosto dos Santos.

Foto: Reprodução/TV TEM

Foto: Reprodução/TV TEM


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Cachorrinha pit bull abandonada em pet shop há quatro anos ainda aguarda por um lar

Foto: Sam Taylor

Foto: Sam Taylor

Quando um filhote de pit bull chamado Eva entrou em um petshop para tomar banho no Queens (EUA), ela não tinha ideia de que logo aquele lugar se tornaria sua casa.

De acordo com o tutor de Eva, o gerente do prédio não permitiria mais que ele a mantivesse no apartamento. Em vez de encontrar uma nova casa para ela, ele a deixou temporariamente no salão.

Nos últimos três anos, Eva viveu em uma caixa estreita, sem nada para esperar, exceto a visita ocasional de seu tutor. Até que, eventualmente, as visitas pararam – e também o pagamento pela hospedagem.

Foto: Sam Taylor

Foto: Sam Taylor

Quando Sam Taylor ouviu pela primeira vez a história Eva por um amigo, ele mal podia acreditar no que a cachorrinha de quase 4 anos já tinha passado em sua curta vida.

“Eva não sabe de mais nada. Ela viveu sua vida nesta pequena gaiola no porão”, disse Taylor ao The Dodo. “Toda a situação realmente chegou a mim até o ponto em que pensei: ‘Eva precisa de uma casa imediatamente. Isso é loucura'”.

Desde que Eva foi abandonada, os funcionários da pet shop cuidaram do cão sem-teto – alimentando-a, caminhando com ela e até mesmo vacinando-a.

Mas os recursos são limitados quando se trata de dar amor e atenção a Eva. Os funcionários tentavam passar um tempo com ela nos intervalos, mas à noite, Eva é deixada sozinha no porão.

Quando a loja abre novamente no dia seguinte, Eva está sempre feliz e ansiosa para ver as pessoas.

Foto: Sam Taylor

Foto: Sam Taylor

“Eva é tão doce quanto possível apesar de sua terrível provação”, disse Taylor, “calma, paciente, inteligente, amigável. É difícil imaginar a circunstância que levaria alguém a abandonar um cachorro tão especial”.

O único problema é que a vida solitária de Eva não lhe deu a chance de socializar com outros animais. “Há tantas coisas novas para ela”, disse Taylor. “Ela realmente não sabe como reagir em torno de outros animais – ela é ótima com as pessoas – super doce e dócil. Mas quando ela anda, ela tem energia e esse instinto de filhote de cachorro.”

“Ela só não teve a chance de ser um cachorro”, acrescentou.
Taylor pediu ajuda para abrigos de animais na área dos três estados, mas até agora ninguém conseguiu encontrar espaço para Eva. Agora ele mudou sua busca para encontrar Eva como uma casa e uma família, onde ela possa finalmente aprender o que é ser amada de verdade.

“Ela é muito inteligente e um completo encanto – um tutor experiente não teria problemas com ela”, disse Taylor. “Ela é amigável e se sente confortável em torno de homens e mulheres. Tudo o que queremos é encontrar alguém com um pouco de experiência, tempo e paciência para deixar Eva viver uma ‘vida de cachorro’ que ela tanto deseja e merece”.

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Cuidar de animais exige cautela com a saúde mental para não desencadear transtornos psicológicos

O trabalho exercido pelos defensores dos animais e pelos veterinários é exaustivo e, em muitos casos, causador de transtornos psicológicos como a depressão. A empresária e ativista pelos direitos animais Andressa Ciccone, 29 anos, é uma das pessoas que vivenciam a dor que a luta pelos animais traz devido aos tantos casos de maus-tratos, descaso, exploração e morte envolvendo cães, gatos, bois, vacas, galinhas e outros.

Doenças mentais atingem pessoas que cuidam de animais (Foto: Getty Images)

“Muitas vezes, você está de frente a animais que sabe que não tem como salvar e que vão morrer. Você fica de olhos com olhos com aqueles animais. Nossa, isso é muito triste e frustrante. Machuca”, desabafou Andressa. Vegana, ela se considera “ativista independente” e participa há 10 anos de ações como invasões a matadouros de porcos para registrar o horror promovido contra os animais, manifestações contra a exportação de bois vivos e resgate de animais vítimas de abandono e de maus-tratos.

“Pessoas veganas e que lutam pelos animais costumam ser mais sensíveis, empáticas. Como tem muita maldade no mundo, essas coisas afetam muito a gente. Nas transmissões ao vivo que faço, às vezes não consigo falar, de tanto chorar”, contou. As informações são da BBC News Brasil.

“Sabemos que isso afeta, mas o amor fala mais alto. Eles (os animais) precisam da nossa ajuda, não podemos simplesmente cruzar os braços. A força também vem da empatia: não tem nada no mundo que pague salvar vidas”, completou.

Em tratamento para a depressão – doença causada, em parte, pelas experiências vividas no ativismo animalista -, Andressa toma alguns cuidados para suavizar as emoções difíceis de lidar.

Estudos

Os efeitos psicológicos da atuação das pessoas em casos difíceis e tristes envolvendo animais foi tema da convenção anual da Associação Americana de Psicologia, realizada no último fim de semana em Chicago.

Durante o evento, estudos sobre o assunto foram apresentados, como uma revisão de pesquisas feitas e reunidas por Angela Fournier, pesquisadora da Universidade de Bemidji, em Minnesota.

“Pessoas que trabalham com animais ou se voluntariam para isso são muitas vezes motivadas por que veem (isso) como uma missão de vida”, explicou Fournier em um comunicado à imprensa no qual são expostos os riscos para a saúde mental da pessoa, que pode sofrer com problemas como a ansiedade e a depressão.

“A força também vem da empatia: não tem nada no mundo que pague salvar vidas”, afirmou a ativista Andressa Ciccone (Foto: Arquivo pessoal)

“No entanto, elas encaram rotineiramente o sofrimento e a morte de animais, o que pode levar ao burnout (síndrome despertada por um esgotamento físico e mental), à dita fadiga por compaixão e a outras questões de saúde mental”, completou.

“Estudos sugerem que pessoas dedicadas ao bem-estar animal carregam um peso ainda maior do que outras pessoas que trabalham com algum tipo de assistência por conta de particularidades do trabalho com animais, como a possibilidade de sacrifício e o contato com seres que viveram dor e sofrimento, mas não podem comunicar suas necessidades e experiências”, explicou.

A especialista sugere que pacientes e terapeutas busquem estratégias para reenquadrar experiências negativas e para criar uma fronteira saudável entre a vida pessoal e o trabalho ou ativismo.

“Pode ser importante fazer com que o paciente se concentre no quadro geral do quanto estão fazendo a diferença e nos animais que foram salvos, em vez de focar em histórias individuais de crises e perdas”, disse Fournier.

Dentre as estratégias executadas por Andressa para cuidar da própria saúde mental estão: exercícios físicos; pausas no uso das redes sociais, que no seu caso têm muitos pedidos de ajuda e de imagens de animais maltratados; e conversas com outros ativistas e veganos para buscar apoio e compreensão.

Transtornos psicológicos

Dentre os transtornos que a imersão na luta pelos direitos animais pode causar, estão a ansiedade, a fadiga por compaixão, a depressão e o burnout. Entenda, abaixo, o que é cada um deles, de acordo com informações fornecidas pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA e pela Organização Mundial da Saúde.

Compaixão move o cuidado dispensado aos animais (Foto: Pixabay)

Ansiedade: quando sentimentos de apreensão e nervosismo passam a ser frequentes na vida de uma pessoa, eles podem se transformar em um distúrbio. A rotina, situações determinadas – como estarem uma multidão e encontrar um animal -, ou uma imprevisibilidade – muitas vezes relacionada a temores pré-existentes – podem gerar cansaço, mente agitada, palpitações, dificuldades de respirar, suor, rubor e sensação de descontrole.

A ansiedade, segundo classificações internacionais se dividem em vários tipos, como ansiedade generalizada, fobias e transtorno de pânico.

Burnout: Ligada ao mundo do trabalho, essa síndrome pode ser fonte para um estresse crônico que leva à exaustão, distanciamento e sentimentos negativos em relação à função exercida e queda na eficiência.

Depressão: Trata-se de um estado contínuo de incômodo e perda de interesse por coisas da vida, afetando questões básicas do dia a dia, como dormir, comer e se relacionar.

Estimativas indicam que mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofram de depressão atualmente, o que representa um aumento de 18% entre 2005 e 2015. A World Mental Health Survey realizou uma pesquisa em 17 países e revelou, em 2012, que 1 a cada 20 pessoas, em média, relatou ter tido depressão em algum momento do ano anterior.

Entre os tipos de depressão estão: a distimia, pós-parto e depressão psicótica. Episódios e sintomas depressivos também fazem parte do transtorno bipolar. Além disso, ansiedade e depressão se associam.

Fadiga por compaixão: Apesar de não estar consolidada na literatura científica ou em classificações internacionais, essa denominação é defendida por pesquisadores norte-americanos como Charles Figley, especialista em trauma.

A fadiga de compaixão seria uma combinação entre características do burnout com o trauma “vicárioou secundário”, que nada mais é do que o momento em que uma pessoa se sensibiliza com o testemunho ou narrativa de dor alheia, como profissionais da saúde ou agentes da Justiça.

Incidência de suicídio entre veterinários é alta

Estimativas de vários países já mostraram que veterinários têm uma propensão maior ao suicídio. Um estudo publicado no periódico Journal of the American Veterinary Medical Association revelou que, nos Estados Unidos, a incidência de suicídio entre veterinários foi de 2 a 35, vezes maior, entre 1979 e 2015, do que na população norte-americana em geral.

Uma monografia apresentada em 2012 por Tatiana Guimarães, então graduanda orientada pelo sociólogo Ignacio Cano, estudou dados sobre suicídio em profissões que, na literatura científica mundial, tendem a apresentar maior incidência. Dentre elas, os veterinários, que registraram incidência duas vezes maior na comparação com a população brasileira em geral.

“Mais pesquisas estão sendo feitas para compreender melhor por que os veterinários podem ter este risco aumentado, mas uma combinação de traços de personalidade, demandas profissionais e o ambiente de aprendizado da veterinária podem contribuir”, explicou a veterinária Katherine Goldberg durante a convenção da Associação Americana de Psicologia.

Ajuda a animais abandonados pode afetar saúde mental do protetor , ativista ou veterinário quando cuidados não são tomados (Foto: Pixabay)

Essa maior propensão ao suicídio entre os profissionais da medicina veterinária também pode ser explicada pelo contato frequente com o sacrifício de animais; o acesso a fármacos; uma rotina intensa de trabalho, muitas vezes sem remuneração e benefícios à altura das expectativas do profissional.

Especializado no atendimento a animais em estado crítico, o médico veterinário intensivista Rodrigo Cardoso Rabelo estuda e escreve sobre saúde mental na medicina veterinária e implementa ações na Intensivet, clínica na qual ele atende em Brasília.

Dentre as ações, estão a aplicação periódica de um formulário que pode detectar o burnout e que, segundo o veterinário, tem três indicadores principais: realização profissional; despersonalização (distanciamento que o profissional mantém do paciente); e esgotamento emocional.

Segundo Rabelo, ao se debruçar sobre as respostas dos formulários é possível concluir que o esgotamento tende a pesar mais entre os veterinários brasileiros.

“O veterinário lida não só com os animais, mas com seu tutor (humano). Diferente dos europeus e americanos, nós brasileiros, latinos, temos uma relação muito mais próxima da família e dos animais. Às vezes deixamos a parte profissional e financeira de lado, de tanto que nos envolvemos emocionalmente. Isso fica difícil em uma rotina diária, considerando o volume de pacientes que a gente recebe”, explicou.

“Eu mesmo cheguei a um nível de estresse muito alto. O luto que via no consultório acabava se refletindo em um medo de perder pessoas queridas em casa. Somente neste ano, perdi amigos (veterinários) neste tipo de situação (suicídio)”, relatou.

“Hoje, reduzi o número de pacientes, inclusive para prestar um atendimento de melhor qualidade a eles e também para estar bem comigo mesmo”, completou.

Para o veterinário, alguns cuidados com a saúde mental podem ser tomados por aqueles que cuidam de animais. Rabelo recomenda evitar jornadas longas de trabalho e prezar por intervalos; realizar uma rotatividade de funções no trabalho; praticar exercícios físicos; ter uma alimentação e hidratação equilibradas; manter um hobby e apoio emocional, como em terapias e práticas espirituais; conversar com pessoas próximas e colegas; e reduzir o uso de celular e redes sociais.


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Cachorro explorado pela PM para procurar vítimas morre em Ribeirão Preto (SP)

Uma briga entre cachorros matou Apache, um cão explorado pela Polícia Militar para busca de vítimas. O animal morreu na sexta-feira (9), em Ribeirão Preto, após ser mordido no pescoço. A morte aconteceu devido ao rompimento de uma artéria.

Foto: Reprodução/EPTV

O cachorro esteve envolvido nas buscas pelo menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, que foi morto em novembro de 2013. O caso repercutiu nacionalmente.

Da raça bloodhound, Apache tinha 8 anos e tinha, enfim, se libertado da exploração promovida pela polícia no ano passado, quando foi adotado pelo treinador, o cabo da PM Ataíde Andrade dos Santos.

“O que o ocorreu foi inesperado, pois a gente espera que eles vão embora velhinhos. Mas, aí, acontece esse incidente, e é muito triste”, declarou Santos. O corpo do cachorro foi enterrado nas proximidades do canil no batalhão da PM em Ribeirão.

Exploração animal

Os cachorros do canil da Polícia Militar são explorados para benefício humano. Exploração, é importante frisar, independe de maus-tratos. Um animal não precisa ser maltratado para ser explorado, basta que ele seja forçado a realizar atividades anti-naturais em prol de terceiros, como aconteceu com Apache.

Cães da polícia são obrigados a aprender comandos anti-naturais para executá-los em benefício dos seres humanos. Muitos deles são colocados em situação de risco – como acontece em operações de combate ao tráfico. O faro aguçado desses animais existe para que eles usem esse faro para a própria sobrevivência deles, não para que isso seja visto como um item a ser desfrutado por humanos.

Animais existem por propósitos próprios e não podem ser tratados como objetos a serviço dos seres humanos.


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Cachorrinho que tem medo de fogos de artifício se esconde na banheira com seus brinquedos

Foto: Sarah Schweig

Foto: Sarah Schweig

Conheça o Kimbo.

Kimbo é um cãozinho da raça golden retriever que viveu em Nova York (EUA) toda a sua vida, então ele está sempre pronto para uma nova aventura.

Serelepe e alegre, Kimbo desfruta de todas as atividades que a cidade e seus arredores têm a oferecer – desde longas caminhadas pelas ruas de paralelepípedos a visitas frequentes aos parques do Brooklyn até a natação para cachorrinhos nas piscinas de Nova Jersey até viagens para fazer caminhadas e trilhas no Vale do Hudson .

Foto: Sarah Schweig

Foto: Sarah Schweig

No passado, o barulho e a agitação da cidade nunca incomodaram muito Kimbo. Mas, recentemente, ele e seu tutor, Marco, mudaram-se para um novo bairro no Brooklyn – uma área animada que, como os dois acabaram de aprender, não recua ao comemorar os feriados.

Foto: Sarah Schweig

Foto: Sarah Schweig

Pela primeira vez na vida de Kimbo, do nada, ele ficou bem nervoso quando os barulhos altos dos primeiros fogos de artifício soaram.

Felizmente, como qualquer nova-iorquino experiente, Kimbo descobriu como se manter calmo em meio ao caos – e ele também ajudou um pouco.

Marco e Kimbo estavam tendo alguns amigos para jantar no Dia da Independência. Eles decidiram ficar exatamente no lugar do Kimbo – para evitar os fogos de artifício -, mas os sons estrondosos ainda podiam ser ouvidos no apartamento deles.

Foto: Sarah Schweig

Foto: Sarah Schweig

Enquanto os vegetais grelhavam do lado de fora, uma doce menina de 4 anos, filha de um amigo, resolveu manter Kimbo na companhia e acalmar seus nervos.

No começo, era difícil: Kimbo ficava latindo e Marco continuava tendo que ajudar Kimbo a garantir que tudo ficaria bem, esfregando as orelhas e dando-lhe guloseimas.

Foto: Sarah Schweig

Foto: Sarah Schweig

Mas de repente, o latido parou. Quando os adultos foram ver o que havia acalmado Kimbo, foi o que encontraram:
Kimbo tinha subido na banheira e a menina decidiu cercá-lo com todos os seus brinquedos favoritos – e parecia fazer o truque.

Kimbo descansou a cabeça e até se afastou um pouco enquanto os últimos fogos de artifício explodiam.
E logo, Kimbo voltou a ser o seu eu normal e feliz.

Bom menino, Kimbo.

Foto: Sarah Schweig

Foto: Sarah Schweig

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Ameaçados de extinção, cachorros-vinagre morrem atropelados em MS

Raros e ameaçados de extinção, dois cachorros-vinagre morreram após serem atropelados por um veículo na BR-262, no trecho entre os municípios de Aquidauana e Miranda, no Mato Grosso do Sul. O acidente aconteceu no sábado (10).

(Foto: Divulgação/Projeto Bandeiras e Rodovias)

Outros dois cachorros-vinagre, um filhote e um adulto, provavelmente da mesma família, foram encontrados próximo ao local do acidente por uma equipe do Projeto Bandeiras e Rodovias, que monitora atropelamentos de tamanduás-bandeira e outras espécies nas rodovias.

Mário Alves, representante do projeto, explica que há fazendas na região, o que ameaça o desenvolvimento dos animais. As informações são do portal G1.

A espécie é encontrada na América do Sul e em praticamente todas as regiões do Brasil, com exceção do Bioma Caatinga. No entanto, a aparição do animal é rara, já que ele está ameaçado de extinção.

Predominante marrom-avermelhada, o cachorro-vinagre pesa cerca de 5 kg e é bom nadador. Ele vive em gupos que podem variar de dois a 12 animais, nos quais apenas o casal dominante reproduz.


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Alemanha anuncia o fechamento de todas as usinas de carvão em prol do meio ambiente

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A Alemanha fechará todas as suas 84 usinas de carvão. A nação – um dos maiores consumidores mundiais de carvão – contará com energia renovável.

O anúncio foi feito no início deste ano, quando a Alemanha revelou sua luta para cumprir suas metas de emissões de dióxido de carbono (CO2). O carvão respondia por 40% da eletricidade da Alemanha no início do ano, de acordo com o Los Angeles Times.

“Esta é uma conquista histórica”, disse Ronald Pofalla, presidente da comissão de 28 membros do governo, em uma entrevista coletiva em Berlim em janeiro passado. “Foi tudo menos uma coisa certa. Mas nós fizemos isso. Não haverá mais usinas de queima de carvão na Alemanha até 2038. ”

A indústria de carvão alemã

O carvão é o maior combustível da economia da UE. A Alemanha responde pela maior parte, responsável por cerca de um terço das emissões de CO2 relacionadas à eletricidade, segundo a Carbon Brief. O país gera cerca de metade da electricidade da UE a partir de carvão castanho (lignite), que emite níveis mais elevados de CO2.

As nações que fazem uso do carbono estão sendo encorajadas a se afastar do combustível fóssil devido ao seu impacto no planeta. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump tem sido criticado por suas promessas de reviver essa indústria falida. Alguns estão agindo – em dezembro passado, mais de mil instituições globais se comprometeram a se acabar com o uso do gás, carvão e petróleo, removendo efetivamente quase 8 trilhões de dólares em apoio.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Em 2019, a produção alemã de carvão caiu em um quinto, em grande parte substituída por energias renováveis, como parques eólicos e energia solar. O vento está a caminho de se tornar a maior fonte de eletricidade do país, superando o lignite que é ambientalmente hostil. A Alemanha também prometeu fechar suas 19 usinas nucleares desde o desastre de Fukushima Daiichi em 2011. As energias renováveis serão responsáveis por 65% a 80% da eletricidade da Alemanha até 2040, segundo as autoridades.

“É um grande momento para a política climática na Alemanha que poderia tornar o país um líder mais uma vez no combate à mudança climática”, disse Claudia Kemfert, professora de Economia de Energia do DIW Berlin, Instituto Alemão de Pesquisa Econômica. “É também um sinal importante para o mundo mostrando que a Alemanha está voltando a levar a sério a mudança climática: uma nação industrial muito grande, que depende tanto do carvão, está desativando suas usinas”.

A Alemanha gastará mais de 45 milhões de dólares para mitigar as perdas nas regiões carboníferas, mas alguns acreditam que a nação não está agindo com rapidez suficiente. No fim de semana passado, ativistas do clima ficaram no caminho da entrada da usina do Bloco 9 em Mannaheim, considerada a usina mais suja do país, a Clean Techicareports. O grupo, chamado End of Terrain, atrasou o fornecimento dos novos suprimentos de carvão.

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Galos explorados em rinha são mortos na Bahia após decisão judicial

Galos resgatados após serem explorados em uma rinha em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, foram mortos na sexta-feira (9). Noventa aves tiveram suas vidas tiradas por determinação da Justiça. Eles foram resgatados no dia 26 de julho e desde então estavam sendo mantidos no antigo pátio da delegacia do município.

A autorização para matá-los foi solicitada sob a justificativa de que não havia condição de mantê-los no pátio. Apesar de existir a possibilidade de buscar lares para eles, inclusive em santuários, optou-se por retirar deles o direito à vida.

Foto: Blogbraga

O juiz Flávio Ferrari justificou que tentou de várias formas evitar que os galos fossem mortos, mas que órgãos como o Ibama e a Secretaria do Meio Ambiente não tinham onde colocá-los. As informações são do G1.

O Ministério Público havia solicitado que os animais fossem levados para uma comunidade terapêutica da cidade para que eles fossem mortos e consumidos no local. No entanto, um parecer técnico apresentado por um veterinário concluiu que isso não poderia ser feito porque a carne dos animais não estava apta para consumo devido ao estresse continuado, traumas, ferimentos e procedimentos veterinários inapropriados aos quais eles foram submetidos e os hormônios que receberam. Todo esse sofrimento, porém, não impediu que a Justiça impedisse que esses animais tivessem um final feliz. Na decisão judicial, foi usada o argumento injustificável de que os galos não poderiam ser doados para ONGs porque foram treinados para matar.

O delegado Leonardo Mendes, titular da delegacia do município, afirmou inicialmente que cerca de 200 galos foram resgatados na ação policial. No entanto, posteriormente o delegado Rivaldo Luz, coordenador da Polícia Civil na região disse que não se sabe o número exato de animais.

Foto: Blogbraga

Outros galos resgatados na ação foram entregues para ONGs. Não há informações, porém, da quantidade de aves salvas.

No dia do resgate, cerca de 150 pessoas foram presas na rinha. Os policiais apreenderam R$ 30 mil no local, além de biqueiras de metal, esporas e medicamentos para os animais – como anti-inflamatórios e hormônios injetáveis.

Os tutores dos galos e o dono da rinha respondem em liberdade por abuso e maus-tratos contra animais.


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Príncipe Harry e Meghan Markle declaram apoio a ONG de proteção aos leões

Foto: AFP Getty Images

Foto: AFP Getty Images

O Duque e a Duquesa de Sussex revelaram que estão apoiando a ONG Lion Guardians por meio de sua conta no Instagram.

Em um post na mídia social publicado no sábado, o príncipe Harry, 34, e sua esposa Meghan, 38, postaram uma foto de um leão atravessando a grama ao lado da legenda: “Hoje é #WorldLionDay (Dia do Leão) e neste mês pedimos que você sugerisse organizações que você acha que “fazem a diferença”.

Eles passaram a explicar que agora estão seguindo e apoiando a organização, que visa incentivar uma coexistência sustentável entre pessoas e leões em toda a África.

Foto: Daniel Fisher/Rex

Foto: Daniel Fisher/Rex

O casal real também incentivou seus seguidores a patrocinar um leão ou a se envolver em trabalhos de conservação.

O post, que desde então foi curtido 246 mil vezes e é acompanhado por seis fotos de uma entidade de conservação da vida selvagem, dizia: “Trabalhando de perto para entender o contexto cultural na África, esta organização ajudou a transformar ex-matadores de leão em rastreadores qualificados e em 2018 eles foram responsáveis por impedir 24 caças de leões”.

“Lion Guardians entendem a importância da conexão entre os animais e a comunidade e trabalham incansavelmente para criar uma relação harmoniosa na base entre o homem e o leão, a comunidade e a vida selvagem”.

Foto: @Cory Richards e John Hilton

Foto: @Cory Richards e John Hilton

O príncipe Harry e Meghan acrescentaram que estão “honrando” o trabalho da organização no Dia Mundial do Leão e “todos os dias” em uma tentativa de proteger as “belas espécies” – antes de adicionar detalhes sobre como os outros também podem patrocinar um leão ou se envolver na causa.

O casal real demonstrou um profundo interesse pela vida selvagem nos últimos meses – com o Palácio de Buckingham confirmando em junho que o casal viajará para a África do Sul em uma excursão real neste outono – com o bebê Archie.

Autoridades revelaram anteriormente que o príncipe Harry fará visitas adicionais a outros três países africanos como parte da mesma viagem.

Foto: PA Wire/PA Images

Foto: PA Wire/PA Images

Viajando sozinho, o príncipe visitará Angola, Malawi e Botswana, enquanto acredita-se que o bebê Archie, que terá cerca de cinco meses, permanecerá na África do Sul com Meghan, enquanto seu pai realiza tarefas reais em outros lugares.

Sussex Royal também confirmou que o menino vai se juntar aos seus pais na turnê, escrevendo em um post de Harry e Meghan: “Esta será sua primeira turnê oficial como uma família!”.

A região é um lugar querido do coração do casal que após seu casamento em maio de 2018, o duque e a duquesa passaram a lua de mel na África Oriental.

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