Lagartixa que já foi considerada extinta é encontrada em encomenda nos Correios

Uma lagartixa-de-crista (Correlophus ciliatus), que foi considerada extinta até ser redescoberta em 1994, foi encontrada dentro de uma caixa no Correios em Praia Grande, no litoral de São Paulo, informou a prefeitura no sábado (10). A espécie, que não existe no Brasil é nativa do arquipélago da Nova Caledônia, no Oceano Pacífico, a 14 mil km de distância.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande

A lagartixa, que pode alcançar até 20 centímetros de comprimento, é considerada vulnerável à extinção, de acordo com organizações internacionais. As informações são do portal G1.

Funcionários da agência desconfiaram de um barulho vindo da caixa onde estava o animal e pediram ajuda ao Grupamento Ambiental da Guarda Civil Municipal.

“Eles estranharam o fato de haver barulho dentro da caixa. Quando a equipe abriu a encomenda, identificou o tipo de réptil exótico comumente traficado no mercado clandestino”, explicou o inspetor Fábio Rogério Marques. Após ser resgatado, o réptil foi encaminhado ao Centro de Pesquisa e Triagem de Animais Selvagens (Ceptas) em Cubatão (SP).

Chefe do Ceptas, o médico veterinário Lucas Porto afirmou que o animal está desidratado, abaixo do peso e perdeu a cauda. “É um animal onívoro e é uma das únicas espécies de lagartos que não tem regeneração da cauda, como ocorre com as lagartixas. É um indivíduo que vai ser tratado e terá que ser mantido em cativeiro”, explicou.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Praia Grande

“Existem pessoas que gostam de criar cachorros, aves ou cavalos. Há quem gosta de répteis. O mercado de animal exótico, principalmente dos répteis e das aves, está crescendo muito nos últimos anos”, alertou Lucas Porto.

Após tratamento, a lagartixa deve ser levada para um local que tenha autorização para manejo da espécie e condições de cuidar dela. Não há, porém, prazo para isso.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Praia Grande. A prefeitura não informou de onde vinha e para onde seria levada a encomenda. Denúncias que colaborem com a investigação podem ser feitas pelos telefones 199 e 153.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


‘Pais’ de cachorros deixam a solidão de lado ao dividir a vida com os animais

Neste Dia dos Pais, as histórias de tutores de cachorros que se transformaram em verdadeiros “pais” de cães mostram o quanto a companhia de um animal pode transformar a vida de uma pessoa. Antes solitários, esses homens encontraram uma nova alegria em suas vidas e deram adeus à solidão.

Jesse e Shurastey (Foto: Reprodução / Instagram)

Um deles decidiu viajar pelas Américas e levou consigo o amor incondicional que conheceu ao passar a dividir a vida com Shurastey, um golden retriever. Há dois anos, Jess Kos, 26, largou o emprego, vendeu a moto, comprou um fusca 1978 e começou a viajar. No Instagram, ele mostra as aventuras que vive ao lado do cachorro. As informações são do portal Correio 24 Horas.

João Gabriel Galdea, 35 e Leandro Garcia, 37, são outros dois “pais” de cachorro que tiveram suas vidas transformadas. Eles moravam sozinhos em seus apartamentos e tinham uma rotina entediante, que foi completamente mudada quando Pandora, uma cadela sem raça definida, e a golden retriever Lara chegaram.

Confira abaixo os emocionantes relatos dos três e entenda porque adotar um animal é uma das melhores decisões que você poder tomar na vida.

Jesse e Shurastey – depoimento retirado do perfil @shurastey_ no Instagram.

Que amizade é essa que move essa viagem maluca há mais de 2 anos pela América? Que amizade é essa que não precisa de uma só palavra para se entender! As vezes vejo ele olhando fixamente pra mim como que tivesse querendo me dizer algo. Quase sempre é quando não estamos fazendo nada. Ele olha fixamente e esse olhar entra na alma.

Parece sempre dizer a mesma coisa: “Qual, é! Meu tempo aqui é curto. Bora brincar, correr, nadar. Sai dessa moleza, joga a bolinhaaaa”.

Às vezes eu tô na minha querendo fazer nada e lá vem ele, senta na minha frente e fica me olhando bem no olho. As vezes ele pega a bolinha e simplesmente joga em cima da mão que está o celular. E em lugares como esse onde estamos em Cartagena, se nada disso funciona ele vai sozinho pro mar como quem diz “Vá a merda, marzão desse aí, um calor do carvalho. Se você não quer ir eu to indo”.

Jesse e Shurastey (Foto: Reprodução / Instagram)

Além disso, muitas vezes em que estive mal, ele não saía de perto, deitava nos meus pés e ficava ali comigo até eu melhorar! Nas alegrias e em todas as manhãs a festa é garantida, sempre que acordo ele festeja o novo dia e a nova possibilidade de estar comigo o dia inteiro!

Viajar sozinho é duro, nós seres humanos não fomos feitos pra sermos sozinhos, vivemos em comunidades desde sempre, com a companhia de outras pessoas, e eu nesses mais de 2 anos viajando sozinho só consegui porque escolhi levar comigo o Shurastey. Creio que sozinho mesmo eu não teria vindo tão longe!

Uma das coisas que move essa loucura é a nossa amizade!

João e Pandora

Mês passado fez dois anos que Pandora abriu sua caixinha de surpresas aqui em casa. Em 2017, eu tinha acabado de completar 10 anos morando sozinho e além de habituado com a solidão voluntária, gostava da paz e silêncio do lar. Até que essa criatura, resgatada no meio da rua, me foi oferecida por uma vizinha, que não escondeu o prenúncio de barulho. Narrou mais ou menos assim o salvamento de Dorinha: “amarraram no meio do mato, e talvez fosse morrer de fome, mas ela latiu tanto e tão alto que alguém ouviu, tirou ela de lá e amarrou num latão de lixo em frente a um prédio no Bairro da Paz. Quando a gente passou pelo lugar, ela tava latindo tanto que a gente foi ver se tinha algo errado, mas o povo contou a história e disse que a gente podia levar”. Trouxe, botou na minha porta, ela já entrou e tomou conta.

João e Pandora (Foto: Fernanda Souza/Acervo pessoal)

Desde então, a casa é mais de Dora que minha. As marcas de patas nas paredes, os bolos de pelos na vassoura, os grãos de ração no chão da cozinha, as marcas da destruição que deixou quando era pequenininha… Há Dora por todos os lados, em todos os momentos, e isso é maravilhoso. Sou doido por ela, adoro as maluquices e gaiatices, as correrias e manias. Sim, porque ela é cheia de leutria. Tem mais personalidade que muita gente: tem dia que tá agitada ou mal humorada, mas na maioria das vezes é engraçada, conta piadas, inventa caprichos que sinto prazer em atender. Sou um pai de cachorro dedicado e orgulhoso, que enche essa pentelha barulhenta de beijos mesmo quando ela apronta alguma estripulia. Não tem como não adorar minha Dorinha.

João e Pandora (Foto: Fernanda Souza/Acervo pessoal)

Léo e Lara

Sempre fui apaixonado por animais e um dia queria realizar meu sonho em ter um cão da raça Golden Retriever para me fazer companhia. Moro sozinho há 8 anos. Sempre tive uma rotina muito cansativa e árdua por conta dos empregos. Desta forma, passava muito tempo no trabalho e quando chegava em casa só queria descansar. Aí vem os problemas do dia a dia, estresse, cansaço físico e mental. Então, em 2018, resolvi diminuir minha ocupação profissional e ganhar mais tempo pra mim.

Passei a ter tempo livre e achei que havia chegado a hora.

Em outubro de 2018, Lara chegou. Sem dúvida, foi a melhor escolha que fiz na vida. Fui questionado por amigos e familiares quanto ao trabalho que teria. Que pena tenho de quem nunca teve o amor de um cão. O trabalho se tornaria prazer!

Léo e Lara (Foto: Acervo Pessoal / Divulgação)

Somos companheiros inseparáveis. Você muda toda a sua rotina sem perceber. O happy hour após o trabalho já não existe mais, a saudade de estarmos juntos é maior. A felicidade e o amor puro ao chegar em casa é indescritível. Se tem festa, praia, aniversário, barzinho, viagem, procuro as opções Pet Friendly e os amigos já sabem que Lara vai tá presente.

Se adoece, a preocupação é intensa, liga pra mãe, amigos, veterinário, não dorme direito, chora. É um sentimento mútuo. Quando sou eu que estou cansado, chateado, ela parece perceber e se aproxima mais ainda de mim, oferecendo carinho. As vezes paro e percebo que estou conversando com ela. Me pergunto se estou ficando louco. A resposta é não! Eu apenas sou pai de cachorro!


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Ator Ricky Gervais se reúne com ONG para discutir medidas de proteção para os elefantes africanos

Por Rafaela Damasceno

Antes do Dia Mundial do Elefante, 12 de agosto, o ator Ricky Gervais se uniu à Animal Defenders International (Defensores Internacionais dos Animais) para pedir mais proteção aos elefantes.

São duas fotos. Na primeira, o ator, Ricky Gervais; na segunda, um elefante

Foto: Getty

“Eu não consigo imaginar como seria a África sem os elefantes, mas isso pode se tornar uma possibilidade se os mais poderosos não agirem”, declarou o ator.

Apenas nos últimos 40 anos a população de elefantes diminuiu em mais de 50%, à medida que a caça e a perda de habitat foram aumentando. Atualmente, existem menos de 350.000 elefantes-da-savana e 100.000 elefantes-da-floresta.

Uma nova proposta que será feita na próxima reunião do comércio internacional da vida selvagem, CITES, deve ameaçar a espécie ainda mais. A proposta permitiria o comércio de marfim de elefante e o comércio de animais vivos em países africanos selecionados, que incluem a África do Sul.

“O destino dos elefantes na África está nas mãos daqueles que não vêm as famílias sendo destruídas”, disse Jan Creamer, presidente da Animal Defenders International.

A organização também está tentando apresentar propostas para proteger leões, rinocerontes, girafas e onças.

Ricky Gervais compartilhou, no Twitter, a questão com seus seguidores. O ator também expressou seu desgosto, na rede social, em relação a um vídeo de um grupo de caçadores atacando um leão.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Gatinha abandonada na porta do abrigo fica soterrada pela neve

Foto: Happy Tails Humane Society

Foto: Happy Tails Humane Society

Donald Czyzyk estava dirigindo pelo caminho até seu trabalho na Happy Tails Humane Society, em Illinois, nos Estados Unidos semana passada, quando viu algo estranho na porta do abrigo.

Perto da entrada da garagem, havia uma caixa de plástico de transporte de animais domésticos no meio enterrado na neve. A caixa parecia estar completamente cheia de gelo, provavelmente por ter neve jogada sobre ela por algum arado de passagem que limpou a estrada.

Mas então Czyzyk chegou mais perto – e viu uma orelha. Havia um animal dentro da caixa de transporte, quase que completamente enterrado na neve.

Foto: Happy Tails Humane Society

Foto: Happy Tails Humane Society

Czyzyk, que é assistente de veterinário do abrigo, imediatamente correu e começou a cavar a até a caixa, preocupado que quem estava lá dentro tivesse sido congelado ou sufocado pela neve pesada.

Uma vez que ele alcançou a caixa de transporte e conseguiu tirá-la da neve, Donald correu para dentro e começou desesperadamente a retirar mais neve que estava agora dentro do caixa. E então ele finalmente a viu: uma pequena gatinha cinzento emergiu do fundo da caixa, pingando pedaços de neve e gelo.

Foto: Happy Tails Humane Society

Foto: Happy Tails Humane Society

Ela estava viva.

“Ela não tem nenhum ferimento”, disse Czyzyk ao The Dodo. “Mas ela estava encharcada e fria.”

Não está claro por quanto tempo a gata esteve do lado de fora do abrigo na neve – mas ela teve muita sorte que a caixa transportadora ainda estava visível da estrada no momento em que Czyzyk passava.

Foto: Happy Tails Humane Society

Foto: Happy Tails Humane Society

Depois de sua sobrevivência milagrosa, a equipe de resgate decidiu nomear a gata de Winter (inverno, na tradução livre).

Depois que ela se aqueceu, sua personalidade maravilhosa começou a brilhar. “Winter é muito extrovertida, engraçada e cheia de personalidade”, disse Czyzyk. “Ela adora esfregar a cabeça nas coisas e andar pelo quarto.”

Como tem cerca de um ano de idade e boa saúde, Winter conseguiu encontrar uma casa imediatamente com uma família local. Ela vai para seu novo lar neste fim de semana.

Foto: Happy Tails Humane Society

Foto: Happy Tails Humane Society

Por enquanto, Winter esta quentinha, bem alimentada e confortável – e nunca mais terá que se preocupar se ela é amada ou em ser abandonada.

Embora não haja pistas até agora sobre quem abandonou Winter, o abrigo está oferecendo uma recompensa para quem apresentar os detalhes pertinentes sobre o caso.

Foto: Happy Tails Humane Society

Foto: Happy Tails Humane Society

Enquanto isso, Czyzyk e a equipe estão muito contentes por Winter estar recebendo o final feliz que ela merece – e que ela nunca mais será abandonada novamente. “Ela está indo para um lar com um casal muito bom e um cachorro, que o abrigo conhece pessoalmente há muitos anos”, disse ele.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Casal de pinguins machos adota ovo abandonado

Por Rafaela Damasceno

Os zoológicos são ambientes extremamente cruéis para os animais, que vivem presos em espaços pequenos e não podem se comportar da maneira que fariam na natureza. Mas, apesar do local terrível de exploração e maus-tratos, os animais ainda são capazes de demonstrar provas de amor e solidariedade.

Dois pinguins olhando para o vidro do recinto

Foto: Annegret Hilse/Reuters

Em um zoológico de Berlim, um casal de pinguins machos adotou um ovo abandonado. Skipper e Ping, que têm 10 anos, já mostravam desejo de ter um filho há um tempo. Segundo um porta-voz da instituição, eles já tinham tentado chocar pedras e até mesmo peixes.

Segundo informações, o filhote deverá nascer no começo de setembro.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Tribunal julga tutor que espancou cachorra até a morte

A cachorrinha de 11 meses, Lexi | Foto: BNPS

A cachorrinha de 11 meses, Lexi | Foto: BNPS

O tutor de um animal doméstico espancou e chutou seu filhote da raça pastor alemão de apenas 11 meses até a morte no que ele chamou de “ataque de raiva”, depois do crime o agressor ainda tentou esconder o corpo do animal na floresta, segundo um tribunal da cidade de Dorset, na Inglaterra.

Jon-Luc McLoughlin, de 26 anos, espancou tão severamente sua cachorra, chamada de Lexi, que ela morreu quase que instantaneamente.

Quando a cachorra morreu ele então carregou o corpo com a intenção de jogá-lo em uma área de árvores perto de sua casa em Poole, Dorset.

Mas o animal doméstico morto foi descoberto por algumas crianças moradoras da região que ficaram “traumatizadas” com o que encontraram.

McLoughin tinha adquirido a cachorra de um criador e convivia com ele há apenas um mês depois de comprá-lo com seu parceiro.

Na quinta-feira, ele apareceu na Corte de Magistrados de Poole, onde se confessou culpado de “causar sofrimento desnecessário a um animal protegido”.

O tribunal ouviu que um exame post mortem realizado no corpo de Lexi descobriu que ela tinha sofrido “trauma de força contundente”, incluindo uma laceração no fígado, sangue no abdômen e uma ruptura no estômago.

Durante uma entrevista policial, McLoughlin inicialmente tentou colocar a culpa pelas lesões em uma colisão no trânsito, mas depois confessou a morte, dizendo aos policiais que “ficou com muita raiva e não sabe o que aconteceu com ele”.

A morte foi relatada à RSPCA que levou a acusação contra McLoughlin ao tribunal.

Matthew Knight, o promotor do caso, disse: “Ele socou ou chutou o cachorro até a morte e jogou o corpo em algumas árvores perto de sua casa para camuflar o crime”.

Foto: Jon-Luc McLoughlin | Foto: BNPS

Foto: Jon-Luc McLoughlin | Foto: BNPS

“O corpo de Lexi foi encontrado por moradores locais e a cena perturbou as crianças que o viram”, disse Knight antes de acrescentar que, devido à gravidade dos ferimentos infligidos, “é provável que o cão não tenha sobrevivido por muito tempo”.

A equipe de defesa de McLoughlin argumentou que ele estava sob significativo estresse no momento devido a ser um “cuidador de seu pai doente”.

Como se houvesse alguma justificativa para a prática de um ato covarde e cruel como o assassinato a um ser indefeso que ele próprio trouxe para morar em sua casa.

Defendendo, James Moore disse: “Este episódio de raiva cega é onde o estresse levou a melhor sobre ele e tomou conta de seus atos”.

“Este não é apenas um bandido violento que acha que não há problema em tratar mal o seu próprio animal doméstico.”

Um assassino frio e calculista que matou um ser indefeso que só queria lhe dar amor, e ainda tentou esconder o corpo para sair impune com a atitude.

Durante a audiência, o magistrado Martin Arthur disse que as opções de condenação eram “completamente abertas” e que uma sentença de prisão não estava “fora da mesa”.

O caso foi adiado até o dia 5 de setembro.

As ações de McLoughlin foram criticadas pelo grupo de defesa dos direitos animais PETA, que pediu a prisão do assassino.

Elisa Allen, diretora da PETA, disse: “A dor e o medo que este filhote deve ter sofrido são quase inimagináveis”.

“Imploramos ao Tribunal de Magistrados de Poole que dê ao Sr. McLoughlin a sentença máxima, incluindo tempo de prisão, aconselhamento e uma proibição vitalícia de manter animais.”

“Como as ofensas repetidas são a regra e não a exceção entre os agressores de animais – que muitas vezes prejudicam também os seres humanos – esses atos devem ser tratados com a máxima seriedade”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Mais de dois milhões de animais morrem atropelados todos os anos no Brasil

Por Rafaela Damasceno

Mais de dois milhões de animais – grandes ou médios – morrem atropelados todos os anos no Brasil. Os dados foram feitos para uma pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais.

Um tucano na estrada, morto

Foto: Agro News Brasil

A pesquisa ocorreu entre agosto de 2018 e junho de 2019 e investigou estradas, rodovias e ferrovias em quase cem parques nacionais e outras áreas de conservação estaduais, municipais e federais.

“O objetivo foi realizar um diagnóstico nacional do efeito de rodovias e ferrovias nas Unidades de Conservação. Além de coletar dados sobre atropelamentos de fauna selvagem, avaliar medidas de mitigação e coletar amostras de tecido de animais afetados por atropelamentos, realizamos ações de educação ambiental e promovemos cursos e palestras“, disse o professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e pesquisador responsável pela Expedição Alex Bager.

Um tamanduá morto na estrada após ter sido atropelado

Foto: Agro News Brasil

Segundo o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, da UFLA, cerca de 2.163.720 animais médios e grandes são atropelados no país, por ano, até mesmo dentro das áreas protegidas. Se os animais pequenos forem somados ao total, assim como aqueles atropelados fora de unidades de conservação, o número chega a 450 milhões.

Estudos serão feitos para descobrir como os atropelamentos podem afetar as espécies a curto e longo prazo.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Filhote de baleia é cortado do ventre da mãe na caçada anual das Ilhas Faroe

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Uma baleia grávida morta na caça anual das ilhas Faroe teve o filhote cortado fora de seu útero, uma cena forte e comovente, registrada por ativistas. A temporada de caça é comumente referida pelos locais como uma “rotina” da região.

A caça, que pode ser descrita como um verdadeiro mar de sangue, dada a cor que ficam águas após a morte dos animais, levou a morte de 23 baleias, assassinadas friamente por sua carne e gordura. Mas o governo das ilhas Faroe afirmam que a atividade é “sustentável” e “regulada por lei”.

A organização ambientalista Sea Shepherd compareceu ao local da matança na baía de Hvalvik para documentar o massacre descrito pela entidade como “bárbaro”.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Uma visão angustiante

“Como de costume, o processo descrito como “humanitário” pelos caçadores, para matar as baleias-piloto estava longe disso, com várias tentativas frustradas de paralisar os animais com a lança sendo observadas em vários grupos”, disse um porta-voz da entidade.

“Tendo observado anteriormente outras baleias pilotos, nossa tripulação notou que este grupo de baleias estava claramente desgastado ou resignado ao seu destino tanto que muito pouco ou nenhum grito foi ouvido das baleias.

“Enquanto as famílias se deitava nas docas, imagens ternas e ao mesmo tempo perturbadoras de crianças saltando e brincando com os animais mortos podiam ser vistas. À medida que o processo continuava, a tripulação testemunhou uma baleia jovem sendo perseguida até a morte e a angustiante visão de um filhote não nascido sendo cortado do ventre de sua mãe”.

‘Semanas antes de nascer’

A Sea Shepherd afirma que o filhote parecia estar a “meros dias ou semanas apenas de nascer” – e, portanto, seria “despejado sem a menor cerimônia” de volta ao mar.

“As Ilhas Faroe costumam falar da tradição por trás da rotina de morte e, especificamente, do respeito mostrado às baleias-piloto”, acrescentou a instituição.

“Vídeos e fotografias mostram claramente que isso não é o caso, com imagens de pessoas e turistas tirando selfies com as baleias assassinadas.

Foto: Environmental Investigation Agency

Foto: Environmental Investigation Agency

“As crianças brincavam com barbatanas, chutavam e socavam os corpos, andando sobre elas e, despreocupadamente, podiam ser vistas correndo pelo cais carregando as facas tradicionais que são usadas como parte da matança”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Canada Goose retira publicidade onde diz não maltratar os animais

Por Rafaela Damasceno

A Canada Goose, empresa que fabrica roupas de inverno com produtos animais, concordou em remover as garantias de que seus fornecedores de pelos não abusam dos animais.

Um coiote preso pela pata em uma armadilha

Foto: Born Free USA

A ação foi tomada em resposta a uma denúncia da organização PETA, que há anos se opõe a exploração de animais da empresa. A denúncia foi feita para a Federal Trade Commission (Comissão de Comércio Federal ou FTC, na sigla em inglês), que investigou as práticas de publicidade do Canada Goose.

A declaração removida do site da empresa dizia que a pele de coiote (utilizada para revestir o capuz das jaquetas fabricadas) vinha apenas de regiões com uma superpopulação de coiotes.

A PETA afirma que os métodos de captura da Canada Goose faz com que os coiotes sejam deixados em armadilhas por até três dias, agonizando. Se ainda estão vivos quando são encontrados, os caçadores rapidamente atiram ou golpeiam os animais de forma cruel.

Gansos também são caçados pela empresa, com as penas sendo utilizadas para isolamento térmico das roupas. De acordo com a PETA, os gansos são levados até matadouros, onde frequentemente são mortos brutalmente, ainda conscientes.

A FTC não divulgou detalhes sobre as investigações concluídas, mas concluiu que não tomaria medidas de fiscalização. Segundo eles, a Canada Goose tomou “medidas corretivas prontamente”. Apesar do resultado, a PETA não acredita que a empresa tenha mudado sua prática cruel.

“A Canada Goose não tem o direito de pedir transparência, enquanto engana seus clientes sem dizer que seus métodos permitem que coiotes com ossos quebrados e outros ferimentos fiquem em armadilhas por dias antes de serem mortos”, declarou Elisa Allen, diretora da PETA.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Conheça os pais mais dedicados do reino animal

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Os pais do reino animal são capazes de fazer grandes concessões quando se trata de cuidar dos filhotes, seja protegendo a família ou sacrificando a própria vida por seus filhos.

Esses pais também se destacam quando se trata da sobrevivência da espécie. Sencientes, eles amam e criam vínculos profundos entre si, com muitas espécies tendo o pai como responsável pela criação e alimentação dos filhos enquanto as mães seguem seu caminho separadamente.

Foto: @StarPittsburg

Foto: @StarPittsburg

Ao olharmos mais de perto, vemos a incrível capacidade de doação desses animais que através de exemplos de altruísmo e abnegação provam que há muitas maneiras diferentes de se ter sucesso como os pais da próxima geração.

1. Leão

Nosso primeiro pai é um exemplo de dedicação. Enquanto o leão ganha pontos por ser um feroz protetor de sua família, infelizmente ele também é um verdadeiro dorminhoco, a única coisa que os leões fazem com mais frequência do que dormir é cuidar de seus filhos. Mas cuidado, porque quando este pai está acordado, você não vai quer mexer com ele.

Foto: Kristian Sekulic/iStockphoto

Foto: Kristian Sekulic/iStockphoto

A visão de um leão é cinco vezes melhor do que a de um humano, e o rei da selva pode ouvir a presa na savana a 2 milhas de distância. Além disso, esse é um pai que pode nunca anda sozinho.

Os leões vivem em unidades familiares enormes chamadas “pride” orgulho que podem incluir até sete leoas e 20 filhotes.

2. Rato-australiano

Este rato marsupial da Austrália entrou na lista devido à sua tenacidade altruísta quando se trata de fazer amor. Esses pequenos animais dão a própria vida em nome da paternidade.

O antechinus pode gastar até 12 horas se reproduzindo. Na verdade, esse marsupial fica tão distraído em seus esforços que ele se esquece de comer, beber e dormir.

Foto: Jason Edwards/National Geographic/Getty Images

Foto: Jason Edwards/National Geographic/Getty Images

Com isso e os esteroides que se acumulam em seu sangue, e ele acaba não resistindo. Sua companheira sobrevive, normalmente já fecundada até o final da estação de reprodução.

Mas não fique triste com a morte do velho e querido pai. Sem a presença desse papai devotado, os filhotes jamais existiriam – e ele provavelmente morreu com um rato muito feliz.

3. Chacal dourado

Nativo da Índia, o chacal dourado é um verdadeiro pai presente. Caçando três vezes mais efetivamente ao trabalhar em pares, esses habilidosos escavadores permanecem parceiros notavelmente leais, ao contrário de tantos outros animais, os chacais se formam parceiros pela vida toda.

Foto: Nico Smit/iStockphoto

Foto: Nico Smit/iStockphoto

Além de ganhar estrelas douradas por ser o pai-propaganda da monogamia, o chacal dourado também literalmente “dá as entranhas” para conseguir comida para seus filhos, esses animais alimentam os filhotes com comida regurgitada do próprio estomago.

4. Ema

À primeira vista, pode parecer que esses pássaros que não voam, nativos da América do Sul, têm um arranjo de acasalamento bastante incomum. Uma espécie poligâmica, a ema do sexo masculino corre ao redor de um harém composto de duas a 12 fêmeas. Mas antes de achar que esses pais não dão conta de todos os seus filhos, tome nota: esses pássaros assumem sua responsabilidade e, em seguida, alguns quando se trata de criação dos pequenos.

As fêmeas deixam seus ovos aos cuidados do pai, enquanto se reproduzem com outras aves. Enquanto isso, papai cuida das crianças, não apenas incubando até 60 ovos por mais de dois meses com apenas duas semanas de alimento para sustentá-lo, mas também criando os filhotes recém nascidos como “pai solteiro” por quase dois anos.

Foto: Norton Santos/VC no TG

Foto: Norton Santos/VC no TG

E esse pai não tem medo de atacar ninguém – seja outras aves do sexo feminino que se aproximem ou mesmo humanos – quem comete o erro de tentar chegar perto de sua ninhada vai receber o devido aviso.

 5. Pinguim-imperador

Este pai ganha seu lugar na lista por sua incrível resistência. O pinguim-imperador se reproduz na Antártida, o lugar mais frio da Terra. Estamos falando 57 graus abaixo de zero.

Depois que a mãe põe seu ovo, o trabalho do papai é mantê-lo aquecido. Enquanto isso, a fêmea tira uma licença sabática de dois meses, enquanto o macho equilibra o ovo em seus pés em um clima abaixo de zero, muitas vezes forçado a se aconchegar junto com outros pais para o aquecer até que seus filhotes eclodam dos ovos.

Foto: Corbis

Foto: Corbis

Apesar de não ter comido durante meses, é o pai que fornece a primeira refeição ao bebê – uma substância do tipo leitoso para sustentá-los até que a mãe possa voltar com uma barriga cheia de peixes e alimente os famintos com algo mais sólido, é quando os pequenos passam do “leite paterno” para a papinha. Uma inversão de papéis no seu melhor exemplo.

6. Cavalo-marinho

O cavalo-marinho macho ganha lugar de destaque nessa lista e aqui está o porquê: não só ele é monogâmico, mas essa criatura é realmente aquele que engravida no casal, carregando até mil bebês de uma vez.

Foto: Gail Shumway/Getty Images

Foto: Gail Shumway/Getty Images

O processo de acasalamento começa com um ritual de namoro de dança, com a fêmea colocando centenas de ovos dentro do macho, sendo que ele ajuda a fertilizar a si mesmo durante o processo.

Este futuro papai também adora exibir sua barriga arredondada, orgulhosamente exibindo a barriga arredondada onde fica a futura ninhada e que ele usa para carregar seus filhotes até o momento em que ele dá luz aos seus descendentes.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.