Aquilo que a escola também deve ensinar

Por Aleluia Heringer

Recebi, de uma conhecida, fotos e vídeos de sua filha em uma festa junina. São imagens daquilo que estava sendo oferecido como entretenimento para as crianças: rifa de calopsita, pescaria de saquinhos com peixes vivos, uma gaiola com os pintinhos e a galinha, ao sol, cercada de gente. Por fim, para quem quisesse registrar em fotos o dia feliz, um cavalo preso a uma carroça, com todas as amarras possíveis.

A pescaria de saquinhos com peixes vivos é uma prática cruel (Foto: Getty Images)

A esta hora a festa já acabou. Cada família tomou o seu rumo. Casa bichinho que ali estava, compondo, contra sua vontade, “a festa”, deve estar em algum canto improvisado de alguma casa. Fecha-se a cena, que não precisa de nomes ou de endereço.

O que chamou minha atenção nessa história é onde ela acontece: em uma escola! Lugar onde se ensinam coisas, que esperamos que sejam boas, exemplares e condizentes com aquilo que se espera hoje e amanhã das pessoas e da coletividade, na relação consigo, com os outros, com a natureza e com os animais. Quando crianças, mediadas pelos adultos e pela instituição escolar, são submetidas a uma proposta em que o animal é exposto, vendido, preso e rifado, apenas para distrair e divertir o “animal humano”, aí é bem problemático. Há um currículo oculto presente nessa situação. Reforçamos para a próxima geração que o animal está a nosso serviço, que não tem necessidades, não almeja a liberdade, não sente desconforto e que suporta tudo, afinal, nasceu para isso! Esse é o subtexto.

Alberto Schweitzer, prêmio Nobel da Paz de 1958, escreveu que “quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes”. Schweitzer era de uma família rica na Alemanha, mas, como médico, foi viver entre os africanos das colônias francesas que necessitavam de cuidados e assistência médica. Ou seja, a compaixão estendida a todos os seres é um novo padrão de pensamento que precisa ser incutido em todos nós, adultos e crianças. Ao contrário, o padrão antropocêntrico e predatório que a humanidade traz consigo é o responsável pela extinção em curso de um milhão de espécies de animais e plantas, segundo o relatório publicado em maio deste ano pela Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema. A plataforma contou com 145 cientistas de 50 países e o relatório é considerado o mais extenso sobre perdas do meio ambiente.

O que isso tem a ver com essa tal Festa Junina? Muito! É o mesmo modo de operar e o mesmo modo de pensar. A única diferença é que a escola fez uma microdemonstração daquilo que a humanidade vem fazendo com os animais silvestres, com os rios, florestas e oceanos. A lógica da gaiola, da jaula, da não liberdade, da submissão aos interesses do outro, maior e mais forte. Definitivamente, precisamos passar para outra cena, fazer outras perguntas e inventar outras formas de entretenimento que não sejam à custa do outro.


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Caça a animais silvestres aumenta durante o inverno

Apesar da caça de animais silvestres ser proibida em território brasileiro desde 1967 por meio da Lei de Proteção à Fauna (Lei 5.197/67), a prática ainda é muito comum pelo Brasil e cada bioma e cada espécie revela ter um nível de ameaça diferente. As motivações para realização desta atividade variam desde o consumo humano, em geral quando se tratam de mamíferos ou aves, até capturas para manutenção em cativeiro.

Foto: Pixabay

Em regiões onde o clima é mais frio, a caça de animais silvestres aumenta no inverno. Segundo dados do Batalhão de Polícia Ambiental do Paraná – Força Verde (BP Amb FV), da Polícia Militar do Paraná, o número de apreensões de armadilhas para a fauna em todo o Estado cresceu de 761 entre junho e setembro de 2017 para 1.220 apreendidas no mesmo período de 2018. O aumento representa um crescimento de 60%. Outro indício que comprova que a caça é mais intensa durante os meses mais frios do ano é o número de armas de fogo apreendidas pelo Batalhão. Apenas durante o inverno de 2018, foram mais de 130 armas e 2.344 munições apreendidas.

Alguns fatores contribuem para esse aumento. De acordo com o capitão BP Amb FV, Álvaro Gruntowski, o inverno é uma época em que o alimento é mais escasso na floresta, por isso o animal acaba se expondo mais para conseguir se alimentar e é facilmente atraído pelas “cevas”, alimentos deixados em local estratégico para atrair o animal. A estação também coincide com o período reprodutivo de muitas espécies, deixando-as ainda mais vulneráveis. “Mas o principal fator é a temperatura mais amena e diminuição das chuvas, o que torna o deslocamento do caçador mais fácil e confortável dentro da floresta”, ressalta Gruntowski.

O coordenador das reservas da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Reginaldo Ferreira, instituição que é proprietária de três Reservas Naturais no litoral do Paraná – das Águas, Guaricica e Papagaio-de-cara-roxa –, conta que algumas armadilhas utilizadas pelos caçadores também podem representar risco para quem transita por estas áreas naturais e para os policiais do BP Amb FV, como é o caso do “trabuco” ou armadilha de carreiro, que consiste em uma arma de fogo instalada com um dispositivo que é acionado quando o animal passa pela trilha.

“Nossas atividades incluem o monitoramento dessas áreas, em parceria com o Batalhão, para prevenir ilícitos ambientais como desmatamentos, a caça ou captura de animais silvestres, corte de palmito nativo ou qualquer outra atividade ilegal dentro dessas áreas. Infelizmente, ainda sofremos muito com a caça na região, o que representa uma ameaça não apenas para os animais, mas para quem anda pela mata também”, explica Reginaldo.

Fonte: Diário dos Campos


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Ministro do STF revê decisão e proíbe fogos ruidosos em São Paulo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes reviu sua própria decisão, tomada em março, que suspendeu uma lei que proibiu o uso de fogos de artifício ruidosos em São Paulo, e decidiu manter a validade da legislação. Com isso, os explosivos barulhentos estão, novamente, proibidos no município.

Foto: Pixabay

Moraes acolheu os argumentos da Prefeitura de São Paulo e concordou com o objetivo da lei de proteger a saúde dos animais e da população.

Em março, quando suspendeu a lei atendendo a uma ação da Associação Brasileira de Pirotecnia, o ministro afirmou que a norma era inconstitucional porque invadia a competência da União para legislar sobre o tema. No entanto, nesta quinta-feira (27) Moraes repensou a decisão e voltou atrás.

“Constato, desta forma, haver sólida base científica para a restrição ao uso desses produtos como medida protetiva da saúde e do meio ambiente. O fato de o legislador ter restringido apenas a utilização dos fogos de artifício de efeito sonoro ruidoso, preservando a possibilidade de uso de produtos sem estampido ou que acarretam barulho de baixa intensidade, parece, em juízo preliminar, conciliar razoavelmente os interesses em conflito”, disse o ministro.


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Universitários desenvolvem aplicativo para combater caça de animais e são premiados

O trabalho intitulado “Curupira: ferramenta tecnológica de fiscalização participativa sobre ações ilícitas contra a fauna”, de autoria dos discentes Nilton Teixeira Brito Junior, Pablo Oliveira de Araújo Costa e Wellyson Vieira Dias do docente Bruno Pralon, foi contemplado com o Prêmio “Profa. Dra. Laíse de Holanda Cavalcanti Andrade” no II Encontro de Etnobiologia e Etnoecologia do Piauí em 1º lugar dentre os trabalhos apresentados na modalidade oral. O evento foi promovido pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e realizado entre os dias 20 e 22 de junho no Campus Ministro Reis Velloso em Parnaíba/PI.

Foto: Reprodução / UFPI

O trabalho apresentado no II Encontro de Etnobiologia e Etnoecologia do Piauí foi submetido para divulgar o aplicativo Curupira criado pelos discentes da UFPI, Campus Ministro Petrônio Portella em Teresina/PI, com o objetivo de permitir que as pessoas realizem denúncias de crimes contra animais silvestres e domésticos no estado do Piauí. A equipe que desenvolveu o aplicativo é formada pelos discentes Daniele Tertulino dos Santos, Nilton Teixeira Brito Junior, Joanara Aryelly de Sousa Oliveira, Pablo Oliveira de Araujo Costa e Luiza Ester Alves da Cruz do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas e Pedro Ivo Soares Barbosa e Wellyson Vieira Dias do curso de Bacharelado em Computação da UFPI.

Segundo os estudantes, a ideia de criar o aplicativo nasceu durante o desenvolvimento de uma atividade da disciplina voltada para educação ambiental ministrada pelo professor Bruno Pralon e, posteriormente, o professor Wedson Medeiros juntou-se a equipe para finalizar o desenvolvimento do aplicativo. O aplicativo é o primeiro do tipo na América Latina e vai facilitar envio de denúncias sobre crime ambiental.

O aplicativo Curupira deve estar disponível para celulares com sistema operacional Android no segundo semestre de 2019 e o usuário poderá denunciar casos de crimes de caça, cativeiro e maus-tratos contra animais silvestres e ainda especificar que tipo de animais estão sendo alvo dos criminosos. O aplicativo terá um link direto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e o denunciante que poderá enviar fotos, informações detalhadas e a localização geográfica através do GPS do Smartphone. Importante destacar que as informações do denunciante serão sigilosas.

Fonte: UFPI


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Relatório aponta o impacto benéfico do veganismo no meio ambiente

Foto: Adobe

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Um novo estudo divulgado, intitulado Veganism Impact Report (Relatório de Impacto do Veganismo, na tradução livre) revela o enorme impacto na saúde, economia e emissões de gases se apenas a população de grupo de países, no caso o Reino Unido, se tornasse vegana. Segundo o relatório haveria uma diminuição de 70% nas emissões de CO2 relacionadas com alimentos e um bilhão de hectares da superfície terrestre do mundo atualmente usada para criação de animais seria liberada.

O Relatório de Impacto do Veganismo usa estatísticas sobre o consumo anual de produtos animais, emprego, comércio, saúde, meio ambiente e economia do Reino Unido, da União Europeia e do mundo. As estatísticas do Reino Unido baseiam-se em 1,16% da população sendo vegana e não levam em consideração a população vegetariana ou pescatariana. As estatísticas da UE baseiam-se em 5,9% da população sendo vegana e vegetariana

Impacto na economia, emissões de gases e saúde

As estatísticas mostram o enorme impacto que uma população totalmente vegana e não-vegana teria na economia da UE e nas taxas de agricultura e emissões do mundo. O relatório interativo demonstra que se 100% da população global que consome carne fosse vegetariana, um número impressionante de 9,6 bilhões toneladas a menos de emissões de CO2 equivalentes a alimentos seria liberado anualmente (as emissões de gases causadores do efeito estufa equivalem a 13,7 bilhões de toneladas métricas de dióxido de carbono em 2018, mas uma população vegana reduziria essas emissões em uma taxa enorme de 70% em 4,1 bilhões).

Foto: thespruce.com

Foto: thespruce.com

O relatório também revela que um bilhão de hectares da superfície terrestre do mundo usado para criação de animais (carne) seria disponibilizado se ninguém consumisse produtos de origem animal. Cálculos baseados em números de 2018 que apontam que 1,5 bilhão de hectares da superfície terrestre total do mundo foram usados para a agricultura.

As doenças cardíacas e as taxas de câncer também seriam extremamente afetadas, com 130 mil mortes a menos só no bloco de países (Reino Unido) a cada ano se sua população se tornasse vegana (152.405 pessoas no Reino Unido morreram de doenças cardíacas em 2017, mas isso cairia de maciços 129.544 para apenas 22.861 mortes por ano se a população seguisse uma dieta vegana).

Foto: hipcamp

Foto: hipcamp

Além disso, como exemplo há 8.800 casos de câncer ligados ao consumo de carne processada ou vermelha a cada ano no bloco de países, sugerindo que a opção por uma dieta sem carne reduziria significativamente as chances de desenvolver câncer de estômago e intestino.

Indústria vegana

O relatório não considera, no entanto, o aumento de empregos que ocorreriam na indústria vegana se o veganismo fosse adotado pelo público como um todo. Quando mais e mais pessoas criam demanda por produtos veganos, isso significa, naturalmente, que mais produtos são criados e que uma nova economia, mais sustentável, é reforçada.

Foi criada recentemente a primeira empresa de recrutamento vegana, e mais e mais empregos estão sendo criados a cada semana com o crescente comércio vegano global.

Foto: PETA Kids

Foto: PETA Kids

Um ano atrás, a investidora vegan Heather Mills criou centenas de empregos ao converter uma fábrica de batatas Walkers em uma instalação de carne vegana. Em abril deste ano, a Mills comprou uma fábrica da Proctor and Gamble para criar um “Silicone Plant Valley”.

Também é desnecessário dizer que, quando as pessoas optam por alternativas de couro, isso também cria empregos em materiais à base de plantas, que já vemos acontecerem na moda, design de interiores, beleza e cosméticos e até na indústria automotiva.

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Tutor que não garantir bem-estar ao animal será multado em Portugal

O tutor que não garantir o bem-estar do animal que tutela em Portugal estará sujeito ao pagamento de multas que variam de 50 euros (cerca de R$ 218) a 3.740 euros (aproximadamente R$ 16.332). A nova norma foi instituída a partir de um decreto-lei que foi publicado no Diário da República na quinta-feira (27) e entrará em vigor dentro de quatro meses.

Foto: Pixabay

Além de casos de maus-tratos, a nova lei vai punir também tutores que não atualizarem o registro do animal em casos, por exemplo, de mudança de endereço. As informações são do portal “Público”.

Além disso, com o Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC), os gatos e furões serão obrigados a usar microchip de identificação. Outros animais, como coelhos, também podem ser microchipados. As informações registradas no SIAC serão colocadas em uma espécie de documento de identidade, que o tutor deverá ter em mãos toda vez que fizer qualquer deslocamento com o animal.

Os microchips só poderão ser implantados nos animais por veterinários. Os profissionais que não usarem aparelhos registrados no SIAC ou administrarem vacina contra raiva sem que o animal esteja previamente identificado, também poderão ser multados. Os chips custam, em média, 30 euros (R$ 131), valor que deve ser pago pelos tutores, que também precisarão arcar com o valor, ainda não definido, de uma taxa para que seja feito o registro no SIAC.

Os animais devem ser identificados até 120 dias após nascerem. Caso não se saiba a data de nascimento, a identificação e registo deverão ser feitos “até à perda dos dentes incisivos de leite”. Para aqueles que nasceram antes da data de vigor da legislação, os prazos variam entre um e três anos. No caso de cães bravos, trazidos de outros países, o registro precisa ser feito em um prazo de 10 dias, contado a partir da entrada no território nacional.

O governo afirmou que as medidas foram tomada com o objetivo de combater o abandono de animais.


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Canadá anuncia proibição de plásticos de uso único a partir de 2021

Foto: Greenpeace

Foto: Greenpeace

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, anunciou que o país vai proibir os plásticos de uso único “nocivos ao meio ambiente” até 2021 para enfrentar o “desafio global” da poluição por plásticos, segundo a BBC.

O governo não revelou quais itens de plástico serão proibidos, no entanto, foi relatado que o país – que é o segundo maior do mundo, cobrindo 9,98 milhões de quilômetros quadrados – redigiu sua legislação baseando-se em proibições semelhantes no mundo todo, muitas dos quais proíbem canudos de plástico, sacolas, sacos de lixo e talheres (utensílios descartáveis).

As Nações Unidas revelaram em maio que 180 países se comprometeram a ajudar a reduzir a quantidade de plástico no oceano para o bem do ecossistema e dos animais marinhos.

Segundo o Centro para a Diversidade Biológica, bilhões de quilos de plástico estão agora no mar, cobrindo cerca de 40% das superfícies oceânicas do mundo. Milhares de animais – incluindo tartarugas marinhas, focas, baleias, golfinhos, aves marinhas e peixes – são mortos todos os anos depois de acidentalmente consumirem plástico ou se enredarem (enroscarem) nele.

A proibição do plástico no Canadá também delineará metas para empresas que produzem ou vendem plásticos para torná-los mais sustentáveis. Menos de 10% do plástico no país é atualmente reciclado e o Canadá descarta cerca de 3 milhões de toneladas de resíduos plásticos a cada ano.

Trudeau disse em um comunicado: “Como pais, estamos em um momento em que levamos nossos filhos para a praia e temos que procurar um pedaço de areia que não esteja cheio de canudos, isopor ou garrafas plásticas”.

“Isso é um problema, sobre o qual temos que fazer alguma coisa”, acrescentou o primeiro-ministro.

Alguns municípios e províncias do Canadá já proibiram alguns plásticos de uso único, como sacolas plásticas. Trudeau concordou com as proibições, mas afirmou que “uma solução real precisa ser nacional”.

O anúncio foi feito alguns meses antes das eleições gerais, que acontecerão no outono. Espera-se que questões ambientais como poluição e mudança climática dominem a campanha.

Esforços éticos do Canadá

No início deste mês, um projeto de lei que proíbe que aquários e parques temáticos mantenham baleias, golfinhos e botos em cativeiro passou pela Câmara dos Comuns (Câmara dos Deputados) do Canadá. A legislação foi inspirada pelo interesse público no bem-estar animal.

“Os canadenses têm sido claros, eles querem que a prática cruel de manter baleias e golfinhos em cativeiro termine. Com a aprovação do Bill S-203, garantimos que isso acontecerá ”, disse Elizabeth May, líder do Partido Verde e Saanich – em um comunicado.

Em maio, o país proibiu a importação e exportação de barbatanas de tubarão devido a preocupações com a crueldade contra os animais.

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Gato é resgatado após ficar preso em motor de carro no litoral de SP

Um gato foi resgatado após ficar preso no motor de um carro em Iguape, no litoral do estado de São Paulo. O acidente aconteceu na tarde da última quinta-feira (27).

Foto: Divulgação/Polícia Ambiental

Um motorista trafegava pela avenida Carvalho Pinto, no bairro Rocio, quando decidiu parar em uma blitz da Polícia Ambiental. Ele alegou aos policiais que ouviu barulhos estranhos vindos da parte de frente do automóvel. As informações são do G1.

Ao vistoriar o motor do veículo, os policiais encontraram o gato. Apesar do acidente, o animal não estava ferido. Bastante assustado, ele foi retirado do local e colocado em uma gaiola.

Após ser resgatado, o gato foi encaminhado para o Grupo de Apoio e Resgate de Animais de Rua de Iguape (Gaari) para receber os cuidados necessários e, depois, ser disponibilizado para adoção.


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Cerca de 100 milhões de tubarões são mortos em pescarias anualmente

Foto: linkedin.com

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Embora o tubarão carregue o falso estereótipo de ser uma espécie selvagem e perigosa, quase tudo o que as pessoas acham que sabem sobre os tubarões, na maioria das vezes, é falso, e a humanidade corre o risco de perder a presença desses belos animais completamente dos oceanos, antes mesmo de conhecê-los de verdade.

Esses animais incríveis existem no planeta há mais de 400 milhões de anos, muito antes dos seres humanos, e até mesmo antes das árvores evoluírem. No entanto, hoje, esses reis dos mares estão sendo discretamente aniquilados pelos oceanos, com cerca de 100 milhões deles sendo mortos em pescarias todos os anos.

Esse é um número enorme, grande demais para se crer nele o que requer uma contextualização. Ao longo de décadas e séculos, as pessoas capturaram e mataram tubarões, o que levou a declínios maciços em algumas espécies e levou muitos à extinção. Hoje, um quarto das espécies de tubarões e raias é considerado ameaçado de extinção e em oceano aberto essa taxa sobe para uma em cada três espécies.

Algumas populações foram tão gravemente afetadas que foram reduzidas em 99%.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Parte disto é porque os tubarões são alvos de pesca para alimentação, ou apenas por suas barbatanas, mas uma grande quantidade é chamada de “captura acessória”, quando as espécies são acidentalmente capturadas e mortas em pescarias que tinham como alvo outra espécie.

As capturas acessórias (quando a espécie-alvo é outra) simplesmente não deveriam acontecer, mas as frotas implacáveis de barcos de pesca rondando indiscriminadamente o oceano, forma-se uma ameaça fenomenal à vida marinha, incluindo aves marinhas, tartarugas, tubarões, golfinhos e baleias.

Isso acontece porque redes enormes e linhas de anzóis com muitos quilômetros de comprimento cruzam o oceano para pegar peixes. Os tubarões, possivelmente procurando por comida, são pegos e arrastados a bordo com as redes e acabam morrendo.

Foto: Antony Dinckinson/AFP

Foto: Antony Dinckinson/AFP

Relatórios também descobriram que algumas pescarias atacam tubarões diretamente e, para piorar, muitas dessas espécies estão em extinção. O tubarão mako de barbatana curta (Isurus oxyrinchus), provavelmente o tubarão mais veloz do oceano, está sendo pescado até a extinção.

Um novo relatório do Greenpeace mostra que cerca de 25 mil desses animais foram mortos em 2017, um número incrivelmente alto, apesar de um claro alerta dos cientistas recomendando que nenhum tubarão da espécie seja pego ou morto sob nenhuma circunstância. Esses números são alarmantes e provam que tanto os oceanos quanto os tubarões estão sob séria ameaça.

No oceano os tubarões são os principais predadores, mas o verdadeiro predador do topo da cadeia que eles devem temer são os seres humanos. A pesca tem destruído repetidamente a vida selvagem em todo o mundo, levando algumas das mais icônicas criaturas oceânicas à beira do abismo – incluindo atum-azul, tartarugas marinhas, albatrozes e muitas, inúmeras espécies de tubarões também.

Foto: Mark Conlin/VW PICS/UIG

Foto: Mark Conlin/VW PICS/UIG

Quando se trata de leis de proteção ao oceano, o déficit é claro. Isso é ainda mais óbvio quando se trata de alto mar, as áreas fora da jurisdição dos países – que são basicamente o oeste selvagem, lugar sem lei para a vida selvagem.

Os cientistas calculam que pelo menos 30% dos oceanos devem ser protegidos como santuários seguros para a vida selvagem. Isso não é essencial apenas para uma vida marinha saudável e próspera, é também de grande importância para a sustentação de populações de peixes em todo o mundo e para permitir que os oceanos lidem com os impactos da mudança climática.

Este ano, os países estão discutindo um novo Tratado de Oceanos Globais nas Nações Unidas. Esse tratado pode, e deve, ser o primeiro grande passo para proteger os oceanos e toda a vida marinha. Mas questão também abrange a proteção da humanidade – porque dependemos dos mares para metade do oxigênio que respiramos, e para nos ajudar a lidar com o crise climática.

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Projeto incentiva escolas a adotar animais abandonados em Juiz de Fora (MG)

O projeto “Amicão – Cão na Escola”, de iniciativa do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) de Juiz de Fora (MG), está incentivando escolas a adotar animais abandonados. O proposta surgiu após a Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo adotar o cachorro Guto.

Foto: Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo/Arquivo

O objetivo da Demlurb é oferecer assistência aos animais – desde a castração até atendimento veterinário – para incentivar as escolas a acolhê-los. As ações, que incluem orientação aos diretores das instituições, serão feitas pelos departamentos de Educação Ambiental (DEA) e de Controle Animal (Dcan).

A Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo, que conta com 400 estudantes, da educação infantil ao 9º ano do Ensino Fundamental e também turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), adotou Guto para dar qualidade de vida a ele e escolheu esse nome para homenagear o professor Augusto Gotardelo. O animal ganhou até uma casinha, que foi construída com verba do Dcan.

“Guto chegou em um dia de chuva, se escondendo, em dezembro de 2018. A escola acolheu, ele está lá, feliz. A saúde dele está muito melhor. As crianças se revezam nos cuidados. Está sendo uma experiência maravilhosa”, contou gerente do Departamento de Controle Animal (Dcan), Miriam Neder.

Foto: Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo/Arquivo

Outras duas escolas já aderiram à iniciativa: a Escola Municipal Marília de Dirceu, que adotou o cachorro Dirceu, e a Escola Municipal George Rondebach, que adotou a gata Nina.

“Nós estamos tentando trabalhar com as crianças nas escolas, porque, como todos sabemos o abandono é, ainda, infelizmente muito grande. A nossa esperança de um futuro melhor são as crianças. Elas aprendem, mesmo quem não tem muita afinidade, a respeitar, que aquele animal precisa de carinho, de comida, de cuidado veterinário. Eu acho que vai ser muito bacana. Acredito que vai dar muitos bons frutos”, disse Míriam ao G1.

Para participar do projeto, as escolas devem procurar o Departamento de Educação Ambiental do Demlurb pelo telefone (32) 3690-3571.

Foto: Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo/Arquivo


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