Cachorra perdida reencontra tutores após oito anos de separação

Laila filhote | Foto: Sophia Hanson

Laila filhote | Foto: Sophia Hanson

Sophia Hanson tinha o hábito de deixar seus dois cães da raça pit bull, Laila e seu irmão Blake, saírem para brincar no quintal.

Quando ela foi ver como eles estavam pouco tempo depois, os cachorros haviam desaparecido. “Ainda não temos certeza se eles foram roubados porque não havia porta aberta – não havia nada”, Hanson disse ao The Dodo. “Os dois apenas sumiram”.

Depois de um ano de busca, Hanson e seu marido encontraram um post em um site na internet, o Craigslist. Alguém que morava não muito longe de seu bairro em San Antonio, Texas (EUA), estava vendendo um pit bull por 500 dólares que parecia de uma forma muito suspeita com Blake.

Blake filhote | Foto: Sophia Hanson

Blake filhote | Foto: Sophia Hanson

“Então resolvemos nos aproximar do vendedor fingindo um falso interesse: ‘Oh, vamos comprar apenas um cachorro’. Nosso dinheiro estava pronto”, disse Hanson. “Quando fomos nos encontrar e confirmamos que era ele, vimos que eles o colocaram na maior corrente que eu já vi.”

“Ele ficou muito confuso por um tempo”, Hanson acrescentou. “Toda essa reabilitação foi um processo, mas agora ele é o maior ursinho de pelúcia”.

Vendo o estado em que Blake estava, os Hanson temiam que coisa pior tivesse acontecido com a doce e desajeitada Laila. Ainda assim, durante anos, Hanson continuou a procurar nos abrigos locais, e na internet, na esperança de ver o rosto de sua filhinha de quatro patas novamente.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

O que Hanson não sabia era que Laila tinha um anjo da guarda cuidando dela.

Quando Janice Rackley viu Laila pela primeira vez em 2018, a cachorrinha estava sozinha em um campo, sofrida e desnutrida ela era apenas pele e osso. Ficou claro que ela estava sozinha há algum tempo já, provavelmente se amor ou cuidados.

Rackley sabia que tinha que fazer alguma coisa.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

“Ela só precisava de ajuda e ninguém iria ajudá-la”, disse Rackley ao The Dodo. “Eu apenas sinto que eu estava ali e a encontrei por um motivo e a razão disso era que eu tinha que ajudá-la. Ela dependia de mim naquele momento.

Todos os dias, Rackley saía para o campo, carregando pesados jarros de água e comida.

A princípio, a cachorra ficou tão aterrorizada que correu na direção oposta assim que viu Rackley se aproximando – mas, eventualmente, Rackley ganhou sua confiança.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

“Eu acho que demorou cerca de seis meses, quando ela finalmente começou a se aproximar e chegar mais perto, então ela finalmente me deixou acariciá-la”, disse Rackley. “Naquele momento eu pensei: ‘Talvez eu consiga pegar uma coleira, já que ela está me deixando acariciá-la, e posso ficar com a coleira enquanto a alimento’. Mas sempre que ela via essa coleira, a cachorrinha saía correndo”.

Quando a véspera de Ano Novo se aproximou e o tempo ficou frio, Rackley sentiu que poderia ser sua última chance de resgatar a cachorra – então ela decidiu fazer algo imprudente.

“Acabei de pegá-la, joguei-a por cima do meu ombro e caminhei por ela por 40 pés nesse campo para levá-la até o meu carro”, disse Rackley. “Ela estava realmente muito calma quando eu peguei ela, ela era tão doce como eu jamais imaginei que seria”.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

Durante um mês, Laila recusou-se a deixar a casa de Rackley. Quando a personalidade da cachorrinha começou despontar, Rackley percebeu que o passado do cachorro perdido tinha mais segredos do que ela pensara anteriormente.

“Levou um tempo para ela voltar ao normal, mas uma vez que ela conseguiu, Laila se mostrou o cão mais doce do mundo”, disse Rackley. “Ela sabia sentar, sabia dar a pata, sabia como se deitar. Eu estava tipo, ‘nossa, alguém realmente ensinou tudo isso a ela.

Alguém deve sentir falta dela.

Foto: Janice Rackley

Foto: Janice Rackley

Rackley levou Laila para ser examinada pelo controle de animais e, descobriu que ela tinha um microchip.

A apenas 40 milhas de distância, era apenas mais uma noite normal para Hanson e seu marido. “Meu marido e eu estávamos andando pela casa, desligando as luzes e nos certificando de que os filhotes estavam na cama”, disse Hanson. “Pouco antes de desligarmos a luz, recebemos uma ligação. Meu marido ficou tipo: “O que ?! Você pode repetir isso? “E ele colocou no viva-voz e nós ficamos tipo,”Isso é verdade mesmo?!”.

Oito anos ja haviam se passado, mas Hanson não podia esperar nem mais um minuto para ver Laila novamente, então ela pulou com tudo no carro. Quando Rackley trouxe Laila para fora, e ela pôs os olhos em sua mãe, todos os presentes ficaram comovidos pela reunião emocionante das duas.

Foto: Sophia Hanson

Foto: Sophia Hanson

“Ela apenas respondeu imediatamente, como se dissesse, ‘é você mesmo?’ “, Disse Hanson. “E então todos cmeçaram a chorar e doi um momento muito delicado”.

Embora Laila tivesse mudado de muitas maneiras, ela deixou claro para seus pais que se lembrava de sua antiga vida e de ambos.

“Nós costumávamos chamá-la de Scooby Doo porque ela fazia os sons mais loucos que você já ouviu”, disse Hanson. “Meu marido fazia brincadeiras imitando o desenho animado: ‘Scooby Doo! Scooby Doo! E ela reconheceu a brincadeira imediatamente”.

Agora em uma casa com três outros cães de resgate todos sênior, incluindo seu irmão Blake, Laila está se acostumando aos poucos à sua “nova vida antiga”.

Foto: Sophia Hanson

Foto: Sophia Hanson

Enquanto ela ainda se sente um pouco cautelosa em torno de seus novos irmãos, ela não poderia estar mais feliz por estar em casa. E os pais dela são tão gratos que a família deles está reunida novamente.

“Ainda não podemos acreditar”, disse Hanson. “Às vezes passamos por ela e temos que dar uma olhada pra nos certificarmos de que é tudo verdade mesmo. É extremamente surreal. Ela está na mesma cadeira, no mesmo lugar, deitada em sua mesma posição doce de cabeça para baixo. E é engraçado vê-la tão à vontade – eu nem consigo imaginar o que ela passou”.

“Mas o que importa é que ela esta de volta: em casa.”

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Pesquisadores encontram animais antes considerados extintos em Honduras

Um grupo de pesquisadores encontrou em Honduras várias espécies raras de animais, outras que se acreditava estarem extintas e uma aparentemente desconhecida. As descobertas foram feitas nas ruínas milenares de um assentamento que alguns acreditam ser a chamada Cidade Branca, também conhecida como “Cidade Perdida do Deus Macaco”, na floresta de La Mosquita.

Sapo de vidro (Foto: Trond Larsen)

Os animais foram encontrados durante uma expedição organizada pela “Conservation International”, com o apoio do governo de Honduras. As informações são do G1.

Uma das zonas menos exploradas das florestas da América Central, a La Mosquita é a maior área protegida de Honduras e tem 350 mil hectares. Segundo os biólogos da expedição, o local conta com uma biodiversidade “excepcional”, com aves, mamíferos, insetos, peixes, anfíbios e plantas – o que, para os especialistas, indica que a floresta está “intacta e saudável”

“Nossas descobertas enfatizam o papel fundamental da conservação dos ecossistemas intactos da Cidade Branca para garantir a conectividade da paisagem e a continuidade a longo prazo de espécies ameaçadas”, diz um comunicado da “Conservation International”.

Morcego de cara pálida (Foto: Trond Larsen)

“Em geral, nossas descobertas mostram que a área tem importância ambiental e arqueológica global”, disse Trond Larsen, diretor do Programa de Avaliação Rápida da “Conservation International”.

“Com esse conhecimento em mãos, as partes interessadas podem agora começar a desenhar e implementar estratégias de conservação para proteger esse ecossistema.”


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Gatinha sobrevive milagrosamente sem um arranhão após trator passar por cima dela

Foto: RSPCA/Solent News & Photo Agency

Foto: RSPCA/Solent News & Photo Agency

Uma pequena gatinha que foi atropelado por um trator equipado com arado escapou milagrosamente ilesa do ocorrido.

A gata preta de quatro semanas de idade apenas, batizado de Meadow por oficiais da ONG RSPCA, foi encontrado enterrado em um sulco profundo de terra feito pelo arado de um fazendeiro.

Acredita-se que ela deve ter evitado por pouco os cortadores de metal do equipamento e das rodas do trator enquanto passavam diretamente sobre a gatinha filhote em um campo em Ash Green, Hants (Inglaterra).

Foto: RSPCA/Solent News & Photo Agency

Foto: RSPCA/Solent News & Photo Agency

Como a gatinha não tem microchip e a RSPCA está agora procurando por seus tutores.

Meadow agora está aos cuidados de Liz Wood, vice-gerente do abrigo Millbrook Animal Center em Chobham, Surrey, onde a gatinha foi acolhida.

Liz disse: “Um agricultor estava arando seu campo quando encontrou o pequeno Meadow caído no chão no meio da lama.

“O trator e o arado dele já haviam passado pela terra em que ela estava, então a gatinha deve ter ido parar diretamente embaixo da engenhoca mortal – é um milagre que ela tenha saído viva desse acidente, e muito mais ainda incólume”.

Foi publicado um post na internet onde a ONG pede que caso alguém reconhecesse Meadow, que entrem em contato com eles.

“Ela pode ser um animal em situação de rua que se separou de sua mãe, então se ninguém se apresentar como sendo a família dela, nós eventualmente vamos procurar por um novo lar para ela – uma vez que ela esteja grande e forte o suficiente”.

“Por enquanto, ela está morando comigo e minha outra gatinha adotiva, Sarah Beeny, que foi resgatada de dentro da cavidade de uma parede.

“Essas duas são um belo par de gatinhas aventureiros, com certeza”, disse Liz.

Ambos os gatinhos são muito jovens para terem sido separados de suas mães, o que significa que Liz tem que alimentá-los manualmente.

Os centros da RSPCA estão atualmente sobrecarregados com casos semelhantes, já que a “estação do gatinho” acontece de abril a setembro de cada ano, disse ela.

Foto: RSPCA/Solent News & Photo Agency

Foto: RSPCA/Solent News & Photo Agency

Ela acrescentou: “Com uma média de 86 gatos chegando aos nossos cuidados todos os dias e um pico durante o verão, isso destaca que o país está enfrentando uma crise de abandono de gatos com tantos felinos acabando em centros de resgate.

“Pedimos aos tutores de gatos que esterilizem seus animais domésticos para evitar filhotes indesejáveis de gatinhos”.

“Não há como negar que eles são adoráveis, mas também são trabalhosos, demorados e caros”.

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Mais de 25 cães e gatos são mortos em uma semana em Campo Novo (RS)

Na última semana, foram encontrados 28 animais, entre cachorros e gatos, mortos na cidade de Campo Novo, no Rio Grande do Sul. Seis deles foram mortos na última quinta-feira (27). O caso, que revoltou a população, está sendo investigado pela Polícia Civil.

Foto: Pixabay

Há um suspeito de ter praticado a matança, segundo o delegado de Polícia Vilmar Schaefer. “Estamos dando prioridade para este caso, pois existe a efetiva possibilidade que tenha sido utilizado o pesticida estricnina, que é altamente tóxico e tem sua venda proibida”, disse ao portal Correio do Povo. “Se for confirmada que a morte é em decorrência do uso de estricnina, nota-se que é um psicopata que está fazendo isso”, completou.

De acordo com Schaefer, se o envenenamento for comprovado, o criminoso seja indiciado pelo crime de maus-tratos a animais, com pena de detenção de até um ano, além de multa. Em caso de morte do animal, a penalidade pode aumentar de um sexto a um terço.

Um laudo pericial sobre a morte de um dos cães está sendo elaborado pelo laboratório da Unijuí, em Ijuí, segundo o secretário do Meio Ambiente de Campo Novo, Leandro Dorneles. “O resultado dos exames deve ser conhecido na próxima semana”, afirmou.

A presidente da ONG Olhos que Falam, de Campo Novo, Tamara Correa Gonzatto, espera que o trabalho da polícia evite novas mortes. Segundo ela, animais em situação de rua e outros, que possuem lares, foram mortos. “É inadmissível que pessoas façam uma coisa dessas”, disse Tamara.


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Elefantes são espancados em treinamento para um festival no Nepal

Foto: PETA Asia

Foto: PETA Asia

Imagens de manipuladores de elefantes espancando e esfaqueando os animais com afiados ganchos de ferro e longas varas de madeira durante os preparativos para um festival no Nepal provocaram revolta nas redes sociais.

O vídeo foi feito pela ONG PETA, nas imagens divulgadas elefantes são vistos sendo maltratados com o objetivo de forçá-los a correr, realizar passeios, levando pessoas em suas costas e simular um jogo de futebol para o Chitwan Elephant Festival.

A PETA afirma que, desde que a gravação foi divulgada, uma série de anunciantes cortou os laços com o evento.

No vídeo, os “tratadores” são vistos batendo nos elefantes e cutucando as lâminas na pele enquanto andam de costas.

Foto: PETA Asia

Foto: PETA Asia

Muitos deles usam bullhooks – ferramentas especialmente desenvolvidas para treinar elefantes – varas longas de madeira com um gancho de metal na ponta para ferir os animais.

Os manipuladores os atingem na cabeça e atrás das orelhas para torná-los submissos e participar dos passeios e jogos de pólo ou futebol com elefantes.

Foto: Asia Wire/ PETA Asia

Foto: Asia Wire/ PETA Asia

Testemunhas afirmaram ter visto elefantes com ferimentos profundos nos pescoços e orelhas, enquanto um deles tinha um olho lacrimejante – sugerindo que estava infectado.

Alguns espectadores também filmaram o abuso pois tudo aconteceu à vista do público.

Foto: Asia Wire/ PETA Asia

Foto: Asia Wire/ PETA Asia

O vice-presidente sênior de campanhas internacionais da PETA, Jason Baker, disse: “Elefantes são animais altamente sensíveis e inteligentes que estão sendo usados como sacos de pancada neste evento cruelmente desprezível”.

A PETA pede o fim do festival e pede que as empresas cortem qualquer vínculos com este espetáculo de sofrimento imediatamente.

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Documentário sobre atletas veganos vai ser lançado oficialmente no dia 16 de setembro

Por David Arioch

Divulgação

Depois de ter sua estreia adiada algumas vezes, o documentário vegano “The Game Changers”, que prova que atletas não precisam de alimentos de origem animal, vai ser lançado oficialmente no dia 16 de setembro.

O filme, que teve a sua pré-estreia nos EUA no ano passado, antes de passar por algumas modificações, tem direção de Louie Psihoyos, que venceu o Oscar em 2009 com o filme “The Cove”, e produção do cineasta vegano James Cameron, que produziu e dirigiu filmes como “O Exterminador do Futuro”, “Titanic” e “Avatar”.

Antes da versão final, o documentário já foi apresentado em festivais como o Sundance, Festival de Cinema de Berlim, Toronto International Film Festival e DC Film Festival, onde recebeu muitos elogios. “The Game Changers” contrapõe estereótipos sobre a fisicalidade dos veganos, e prova que pessoas que não consomem nada de origem animal também têm condições de participar de modalidades esportivas de alta performance.

Participam do filme atletas de projeção internacional como o levantador de pesos alemão Patrik Baboumian, o piloto de Fórmula 1, Lewis Hamilton, o maratonista Scott Jurek e o halterofilista olímpico Kendrick Harris, entre outros atletas de elite de diversas modalidades.

Outro diferencial de “The Game Changers” é a participação do ex-fisiculturista, ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, que declara seu apoio ao veganismo e fala sobre o seu empenho para se afastar dos alimentos de origem animal.


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ONG Bendita Adoção precisa de chácara ou sítio em SP para abrigar mais de 200 animais

Por David Arioch

“Precisamos encontrar um local agora. O nosso contrato já encerrou. A gente não tem como continuar aqui em Osasco” (Fotos: Bendita Adoção/Beatriz Silva)

A ONG Bendita Adoção, de Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, está em busca de uma chácara ou sítio para abrigar mais de 200 animais. A entidade estava com um contrato praticamente fechado para se mudar em julho para um sítio em São Roque.

No entanto, a proprietária do imóvel desistiu de alugar o espaço e agora a Bendita Adoção tem até o final da primeira quinzena de julho para deixar o imóvel que hoje funciona como sede na área urbana de Osasco.

“Já estávamos nos organizando para mudar quando a proprietária desistiu na última hora. É um sítio muito bom, com canis, cocheiras, tudo que precisamos, sem a necessidade de construir nada antes de mudar. Ficamos quatro meses procurando um lugar até encontrá-lo em abril. Agora ficamos na mão”, lamenta a bióloga Beatriz Silva, responsável pela ONG.

A Bendita Adoção não pode mais continuar no espaço onde funciona hoje porque houve aumento no número de animais resgatados e por isso o proprietário preferiu não renovar o contrato.

“Precisamos encontrar um local agora. O nosso contrato já encerrou. A gente não tem como continuar aqui em Osasco. Outro problema é que onde estamos atualmente é perímetro urbano e não é permitido ter todos esses animais”, informa Beatriz.

Entre os animais sob os cuidados da Bendita Adoção estão principalmente gatos, mas há também cães, coelhos, suínos, equinos e bovinos (Foto: Bendita Adoção/Beatriz Silva)

Entre os animais sob os cuidados da Bendita Adoção estão principalmente gatos, mas há também cães, coelhos, suínos, equinos e bovinos.

“Há nove anos pagamos hospedagem particular para os animais de grande porte. Temos 206 entre cães, gatos [que são maioria], coelhos e uma porca, a Bebel, que ficam na nossa sede. Temos também duas porquinhas internadas que viriam pra cá”, explica.

A maior dificuldade da ONG tem sido encontrar uma chácara ou sítio disponível para aluguel e que aceite todos esses animais. A maior parte das propriedades encontradas e que se encaixam nas necessidades da entidade está disponível apenas para venda.

“Precisamos de um sítio também para não pagar mais hospedagem para dez animais. É um serviço que usamos há nove anos, de muita qualidade, mas é caro. Então buscamos um imóvel fora do perímetro urbano para levar todos os animais pra lá, até os de grande porte”, justifica.

De acordo com Beatriz, é importante que o imóvel tenha pelo menos três mil metros quadrados e uma casa, já que, como são muitos animais, há uma demanda de cuidados 24 horas por dia.

“Se tiver uma chácara com pré-estrutura, como cocheira, por exemplo, fica mais fácil pra nós, porque no momento não temos condições de construir nada. Já temos muitas despesas com ração e medicamentos para os animais. E é importante que a área seja cercada ou murada”, acrescenta.

Beatriz Silva conta que já procuraram chácaras e sítios em Sorocaba, Piedade, São Roque, Embu das Artes, Mairinque e Paulínia, mas ainda sem êxito.

Quem puder ajudar a Bendita Adoção na busca por uma chácara ou sítio, pode entrar em contato ligando para (11) 98691-4005 (Foto: Bendita Adoção/Beatriz Silva)

Um trabalho de quatro gerações

Formalizada há quatro anos, a ONG Bendita Adoção é resultado de um trabalho iniciado há quatro gerações, com a bisavó de Beatriz Silva, que se tornou vegetariana e começou a resgatar e abrigar animais de diferentes espécies. “Ela foi a primeira vegetariana da família e repassou o seu legado para o meu avô, o segundo vegetariano, depois pra minha mãe e então pra mim”, revela.

Ajuda

Quem puder ajudar a Bendita Adoção na busca por uma chácara ou sítio, pode entrar em contato ligando para (11) 98691-4005.

Saiba Mais

É possível acompanhar o trabalho da ONG Bendita Adoção por meio das mídias sociais. Com uma atuação transparente, a entidade divulga o seu trabalho e suas ações no Instagram e no Facebook:

Instagram: @ongbenditaadocao

Facebook: benditaadocao


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Atleta vegana leva ouro em competição nacional multiesportiva

Por David Arioch

Ellen, que é corredora, competiu nas sete distâncias disponíveis nos jogos (Foto: Divulgação)

A atleta vegana Ellen Jaffe Jones, de 66 anos, conquistou uma medalha de ouro no National Senior Games realizado entre os dias 14 e 25 deste mês em Albuquerque, nos Estados Unidos.

Ellen, que é corredora, competiu nas sete distâncias disponíveis nos jogos – indo de 50 metros a 1,5 mil metros, e garantiu o ouro na disputa de revezamento do Senior Games.

Ao Great Vegan Athletes, ela explicou que a parte mais difícil foi lidar com a altitude, mas que consumir bastante água, alimentos ricos em ferro e suco de beterraba a ajudou bastante, assim como manter uma alta ingestão de verduras frescas.

Ellen Jaffe Jones também é jornalista e autora fitness. Ela é mais conhecida nos EUA pelo livro “Eat Vegan on $4 a Day”, publicado em 2011 e que oferece instruções para quem quiser ser vegano gastando no máximo quatro dólares por dia.


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Mudança climática e desmatamento podem cortar Amazônia pela metade em 2050

Por David Arioch

O resultado sinistro vem de uma análise da distribuição atual de mais de 10 mil espécies arbóreas (Foto: Think Stock)

De acordo com o Observatório do Clima, a combinação entre desmatamento e mudança climática pode reconfigurar radicalmente o mapa da Amazônia em 2050. Um estudo publicado na segunda-feira (24) por pesquisadores do Brasil e da Holanda indica que esses dois fatores podem cortar a maior floresta tropical do mundo ao meio, com uma imensa porção a sudeste reduzida a fragmentos. A riqueza total de espécies de árvore pode cair em 58%, com quase metade delas sob algum grau de ameaça de extinção.

O resultado sinistro vem de uma análise da distribuição atual de mais de 10 mil espécies arbóreas, cruzada com modelos de projeção de desmatamento e com dois cenários dos modelos climáticos do IPCC, o painel do clima das Nações Unidas. Os resultados estão num artigo científico no periódico Nature Climate Change.

O grupo liderado pelo cientista ambiental Vítor Gomes, da Universidade Federal do Pará, mostrou que, embora o desmatamento seja hoje a maior causa da perda de habitat na Amazônia, nas próximas décadas ele deverá ser suplantado pela crise do clima.

No meio deste século, as motosserras e os tratores podem causar perdas de 19% (no melhor cenário) a 36% (no pior) na riqueza de espécies da Amazônia, enquanto a mudança climática causaria reduções de 31% a 37%. “O resultado nos surpreendeu”, contou o pesquisador paraense ao OC.

A explicação para isso reside na ubiquidade do clima. “O desmatamento está concentrado em determinadas faixas e seu impacto no oeste e no norte da Amazônia é menor”, afirmou Gomes. “O clima, por outro lado, age em toda a floresta, alterando a precipitação e a temperatura.”

Quando isso acontece, a área de distribuição ideal de uma espécie muda. Em geral, as criaturas impactadas pelo clima migram em busca de locais mais adequados. No caso da Amazônia, os climas mais adequados daqui a 35 ou 40 anos poderão estar a mais de 300 km das zonas de distribuição atuais das espécies.

O problema, claro, é que árvores são lentas para migrar. “A gente sempre brinca que elas não vão subir num ônibus e dizer, ‘tchau, pessoal, vamos para um lugar melhor’”, diz Gomes.

Durante os períodos secos do Holoceno, período geológico iniciado 12 mil anos atrás, comunidades de árvores da Amazônia também precisaram migrar. Isso ocorreu a uma taxa de menos de 100 quilômetros em três mil anos. Ou seja, a perspectiva de deslocamento de 300 quilômetros em 35 ou 40 anos simplesmente não existe.

Já hoje o desmatamento vem causando impactos graves na diversidade de espécies. Estima-se que a Pan-Amazônia, ou seja, o bioma em todos os seus nove países, já tenha perdido 11% de sua cobertura.

Isso causou uma perda de 7% no habitat das espécies. Para 2050, a projeção com políticas de controle de desmatamento mostra 21% de redução da floresta (e 19% na diversidade); sem controle, isso vai a 40% (e 36% de perda de diversidade).

Para a mudança climática foram considerados dois cenários: o melhor, o qual o Acordo de Paris é cumprido e o mundo esquenta menos de 2oC, causa uma perda de 31% na diversidade de espécies na Amazônia; no pior, no qual não se faz nada, esse número sobe para 37%.

Quando se somam os dois efeitos, a Amazônia literalmente quebra. Uma linha diagonal de nordeste a sudoeste passa a dividir o bioma a partir do leste do Amapá. Os maiores remanescentes de floresta permanecerão na porção noroeste.

Toda a metade sudeste consistirá de matas altamente fragmentadas, e o que sobrar estará praticamente confinado a áreas protegidas e terras indígenas. No pior cenário de desmatamento somado com o pior cenário de mudança do clima, a riqueza de espécies declinaria 65% e 22% delas estariam criticamente ameaçadas de extinção.

Ima Vieira, pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi e coautora do estudo, afirma que a situação pode ser ainda pior: o trabalho, afinal, não considera os potenciais efeitos do projeto de lei do Senado 2362/2019, de autoria de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.

O texto propõe simplesmente o fim da reserva legal nas propriedades rurais, o que autorizaria o desmatamento de 89 milhões de hectares na Amazônia. “O valor é 30 vezes maior do que prevê o pior cenário de desmatamento usado neste estudo”, afirma. “Se já ficamos assustados com os resultados dessa pesquisa, imaginem o que pode vir pela frente com esse nível de retrocesso ambiental?”

Para evitar um desastre maior do que o que o estudo já aponta, afirma a cientista, “a rede de proteção da floresta amazônica deve sempre considerar as áreas protegidas e as reservas legais, que são complementares na proteção da biodiversidade”.

As áreas protegidas, vale lembrar, também estão sob cerco, com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Novo-SP), propondo a revisão de 334 unidades de conservação federais e considerando reduzir 67 delas alegadamente a pedido do Ministério da Infraestrutura.


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Proposta cruel de pesca para entretenimento é adiada para 2020 em MS

A proposta da “cota zero” para a pesca no Mato Grosso do Sul, que obriga pescadores amadores a devolver ao rio os peixes após pescá-los foi adiada para 2020 devido à pressão de empresários do ramo do turismo.

Foto: Pixabay

“O que é a prática do ‘pesque e solte’? É você fisgar o peixe, você fotografar, e soltar o peixe novamente”, explicou ao G1 Ricardo Senna, secretário-adjunto da Secretaria de Meio Ambiente Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso do Sul (Semade).

O objetivo da “cota zero” é diminuir o número de peixes mortos, para reduzir o impacto sobre as espécies. A medida, no entanto, é extremamente cruel, já que coloca o peixe como um objeto a ser usado para entreter seres humanos, que irão retirá-lo da água apenas para fazer uma fotografia. Neste processo, o peixe, que é fisgado por uma isca, fica ferido e sofre com asfixia, devido aos minutos que permanece fora d’água.

Os protestos dos empresários, no entanto, fizeram o governo estadual recuar e publicar um decreto que, ao invés de zerar a cota, apenas a reduziu de dez quilos para cinco quilos de peixe pescado. A nova medida também autoriza que os turistas continuem levando para casa um peixe e cinco piranhas.

De acordo com os governos estaduais, quase 100 mil pescadores frequentam os rios do Pantanal, que abrange os estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Em 2018, 81.689 licenças de pesca amadora foram concedidas nos dois estados. Em 2019, foram 14.413.

Pescadores com licença profissional podem retirar até 125 quilos de peixe por semana do rio, respeitando tamanhos mínimos e máximos de cada animal, mas não podem cortar os peixes, que são registrados em guias de pesca e comercializados em peixarias, restaurantes e hotéis. Os turistas, que fazem a pesca amadora, também precisam registrar os peixes que capturam.

As guias de pesca são avaliadas pelas polícias ambientais para controlar a quantidade de peixes de cada espécie que é retirada dos rios. Se um pescador não apresentar documentação de origem do peixe capturado, ele pode ser multado.

Além dos pescadores profissionais e amadores, há também na região pescadores compostos pela população ribeirinha.

A pesca para consumo humano, comércio ou entretenimento, faz com que os peixes vivam inúmeras situações de maus-tratos. Machucados pelo anzol, eles são retirados da água e sofrem asfixia. Os que não são devolvidos ao rio sufocam até a morte.


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