Denúncias de maus-tratos a animais no AM aumentam 110% no início de 2019

Os casos de violência e abandono de animais no Amazonas tiveram aumento de 110% de janeiro a março deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. No início deste ano foram registrados 84 casos de maus-tratos contra animais em delegacias da Polícia Civil.

Foto: ONG SOS Animais Primavera do Leste

Neste ano, 126 inquéritos foram instaurados e estão em investigação pela Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Dema). Em 2018, foram registradas 156 ocorrências de maus-tratos que geraram 171 inquéritos policiais. Só entre janeiro e março, foram 40 ocorrências.

Para a titular da Dema, delegada Carla Biaggi, o aumento também reflete maior engajamento da sociedade no combate à violência contra os animais. “As pessoas agora já estão sabendo onde denunciar e como denunciar, e passam a vir até a Dema para registrar o boletim de ocorrência”, disse.

São características de maus-tratos a animais abandonar, espancar, manter preso permanentemente em correntes, manter em locais pequenos e anti-higiênicos, não abrigar do sol, chuva e frio ou, até mesmo, explorar o animal em shows, explica a delegada.

De acordo com o artigo 32 da Lei 9.605/98, quem abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais pode ser preso por um período de três meses a um ano, além de ter que pagar uma multa. A penalidade é aumentada se a violência resultar na morte do animal.

“Quem presenciar a prática de maus-tratos a animais deve procurar a Delegacia do Meio Ambiente trazendo provas que podem ser fotos, vídeos ou testemunhas. É importante comparecer a Delegacia para registrar o boletim de ocorrência porque só assim poderemos dar início às investigações. Se a pessoa não quiser se identificar, preservamos sua identidade”, recomenda a delegada Biaggi.

Fonte: G1


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Encalhe em massa de baleias na América do Norte atinge recorde em 2019

O encalhe em massa de baleias-cinzentas na América do Norte atingiu um recorde em 2019. A última vez em que uma situação semelhante ocorreu, segundo o ecologista da NOAA, Elliott Hazen, foi há duas décadas, durante um El Niño particularmente forte.

“Nós simplesmente não temos tantos exemplos de mortes de baleias-cinzentas como essas no passado. Agora estamos em uma situação parecida, já que em 2015 também houve um forte El Niño”, afirmou Hazen.

Baleia-cinzenta encalhada em praia da Califórnia, nos EUA (FOTO: ACADEMY OF SCIENCES/ NOAA)

Desde janeiro deste ano, cerca de 70 baleias-cinzentas apareceram mortas em praias da América do Norte, segundo dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). Diante da situação, o governo dos Estados Unidos anunciou que iniciará uma investigação para entender o episódio, classificado como um Evento de Mortalidade Unusual (UME). As informações são da revista Galileu.

Uma das situações que podem explicar os encalhes é o El Niño. O fenômeno natural é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico e ocorre em intervalos médios de quatro anos, geralmente no mês de dezembro. Como o fenômeno registrado em 1999 teve efeitos que duraram 20 anos, os desdobramentos do El Niño de 2015 podem estar sendo sentidos nos ecossistemas apenas agora.

O fenômeno natural, porém, não é o único problema. Segundo Hazen, o aquecimento global também tem afetado as baleias. “Estamos vendo um recorde de nível baixo no mar gelado do Ártico, onde as baleias-cinzentas se alimentam, e há ainda derretimento extremo e precoce do gelo do mar”, explicou.

As mudanças nos padrões de derretimento estão mudando a forma de destruição dos alimentos nos ecossistemas da região, de acordo com o ecologista. “No caso das baleias-cinzentas, a maioria dos encalhes foram de baleias desnutridas, o que sugere falta de alimento, especialmente no Ártico”, disse.

Shawn Johnson, diretor veterinário do Centro de Mamíferos Marinhos da Califórnia, relatou ao site IFLScience casos de desnutrição de baleias que tem buscado comida na baía de São Francisco, onde passam cada vez mais tempo – o que é considerado anormal e as coloca em risco, devido aos navios que circulam pelo local e podem atingi-las.


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Resgate de animais em Manaus (AM) aumentou 53,9% no 1º trimestre de 2019

O número de animais resgatados em Manaus (AM) pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aumentou 53,9% no primeiro trimestre de 2019, em comparação com o mesmo período de 2018. No ano passado, 141 animais foram resgatados. Neste ano, foram 217.

Foto: Pixabay

Pariris, jurutis (pomba silvestre), mucuras, cobras, jacarés e filhotes de aves foram os animais mais resgatados pelo Instituto. As informações são do portal G1.

Depois de serem resgatados, os animais saudáveis são devolvidos à natureza e os que necessitam de cuidados são levados para centros especializados.

O Corpo de Bombeiros orienta as pessoas a manter a calma ao encontrar um animal silvestre em área urbana, manter-se afastado dele e acionar os militares pelo 193.

O gerente da Gerência de Fauna do Ipaam, Marcelo Garcia, explica que os animais são retirados do local onde estão e levados para localidade próxima, preferencialmente em área de mata. Animais silvestres que estão no ambiente natural não são resgatados.

Além do telefone dos bombeiros, é possível também solicitar o resgate de animais silvestres ao entrar em contato com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, através do telefone (92) 2123-6739. O serviço funciona diariamente das 8h às 17h. Aos finais de semana e feriados, o funcionamento é em regime de plantão.

Desmatamento na Amazônia cresce 54% no primeiro mês de 2019

Dados do do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), divulgados pelo Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), indicam que o desmatamento na Amazônia Legal – território que abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão – cresceu 54% em janeiro de 2019, em comparação com o mesmo período do ano passado.

(Andre Penner/AP/VEJA)

O aumento alarmante confirma as projeções feitas por ambientalistas, pesquisadores e cientistas políticos sobre os efeitos negativos das políticas propostas pelo governo Bolsonaro. Inclusive, os municípios da Amazônia que elegeram Bolsonaro em primeiro turno foram os que mais desmataram nos últimos 17 anos.

Foram registrados 108 km² de desmatamento na Amazônia Legal, sendo o Pará o estado que mais desmatou, com 37% do total, seguido de Mato Grosso (32%), Roraima (16%), Rondônia (8%), Amazonas (6%) e Acre (1%). As informações são do Greenpeace Brasil.

De acordo com os dados, 67% do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. Outros 5% de área desmatada correspondem a Unidades de Conservação e 7% a terras indígenas, o que gera preocupação nos ambientalistas e pode indicar que a sinalização de que o novo governo irá afrouxar a fiscalização e paralisar desmarcações já tem gerado desmatamentos.

Os dados, apesar de alarmantes, já eram esperados. Isso porque Bolsonaro dava sinais claros, desde a campanha eleitoral, de que promoveria retrocessos na agenda socioambiental caso se tornasse presidente do Brasil. Logo no primeiro dia do mandato, uma medida provisória transferiu a responsabilidade pela identificação, delimitação, reconhecimento e demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), comandado pela ministra Tereza Cristina, líder da bancada ruralista. Além disso, a Funai foi retirada do Ministério da Justiça e passou a ser subordinada ao novo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Ao colocar a demarcação de terras indígenas sob a responsabilidade do MAPA, Bolsonaro gera um conflito de interesses, já que esse ministério é conhecido por defender, historicamente, os interesses da bancada ruralista, que em nome do lucro dos proprietários de terra lidera ataques às áreas protegidas do país.

“Combater o desmatamento é uma responsabilidade do Brasil e deveria ser tratada pelo governo como uma prioridade, já que esta é a principal fonte de emissões de gases do efeito estufa do país”, afirmou Carolina Marçal, da campanha de Amazônia do Greenpeace. “Ao protagonizar a imposição de uma agenda que viola os direitos dos povos indígenas e populações tradicionais, o novo governo nos conduz a um cenário ainda mais desolador de avanço da violência no campo e destruição ambiental, confirmados pelos primeiros dados do SAD”, completou.

Onças e mais oito espécies ameaçadas devem se recuperar em 2019

Pesquisadores da ONG Wildlife Conservation Society (WCS) divulgaram nesta semana uma lista de espécies de animais icônicos em risco de extinção que devem ter bons sinais de recuperação neste ano. As nove ainda não estão livres do perigo de sumir — e nem devem ficar tão cedo —, mas ao menos a esperança de que sobrevivam está maior graças aos esforços de preservação ao redor do mundo. São elas:

Onças-pintadas

Onça-pintada (Julie Larsen Maher/Divulgação)

O desmatamento fez a população de onças-pintadas na América do Sul diminuir drasticamente e praticamente eliminou a espécie da América Central. Mas, segundo a WCS, os esforços de preservação recentes mantiveram as populações existentes estáveis ou as fizeram crescer uma média de 7,8% nas áreas de proteção.

Tigres da Tailândia Ocidental

Tigre na Tailândia (WCS/Divulgação)

Os tigres tailandeses ainda não estão nas melhores condições. Mas um aumento no patrulhamento do santuário de vida selvagem de Huai Kha Khaeng ajudou a fazer a população a saltar de 41 entre 2010 e 2011 para 66 hoje. Parece pouco, mas é um aumento de mais de 60%, nas contas da WCS.

Baleias-jubarte

Cauda de baleia-jubarte (Julie Larsen Maher/Divulgação)

Segundo análises da WCS, as populações de baleia-jubarte no Gabão e em Madasgacar se recuperaram e hoje já equivalem a 70 e 90%, respectivamente, do total existente antes da época de caça. Globalmente, a melhora não é tão grande, mas não deixa de ser representativa.

Bisões americanos

Bisão americano (Julie Larsen Maher/Divulgação)

Quase extintos no começo dos anos 1900, os bisões americanos já foram dezenas de milhões ocupando o território dos EUA. A caça indiscriminada foi controlada a tempo e iniciativas da WCS definiram áreas de proteção para que os animais circulem livremente. Em 2019, só a ONG pretende soltar mais 89 deles na natureza.

Tartarugas-estrela-birmanesas

Tartaruga-estrela-birmanesa (WCS/Divulgação)

Encontradas apenas em uma região de Mianmar, as tartarugas-estrela-birmanesas quase sumiram na década de 90. Mas um programa de reprodução ajudou a população a se recuperar a ponto de chegar a cerca de 14 mil espécimes, entre os animais em cativeiro e soltos.

Marabus-grandes

Marabus-grandes (Eleanor Briggs/Divulgação)

Por muito pouco, essa espécie de pássaro não sumiu do Camboja. A população da ave quase desapareceu graças à falta de regulação acerca da coleta de ovos em seus ninhos. Mas um trabalho em conjunto entre a WCS e a população local ajudou a fazer o número a subir de 30 para 200 pares em um década — e o total deve continuar a aumentar.

Sapos-de-kihansi

Sapos-de-kihansi (Julie Larsen Maher/Divulgação)

Quase extintos após a construção de uma barragem que modificou todo o seu hábitat, esses pequenos sapos foram salvos por um projeto do Zoológico do Bronx. Diversos filhotes foram criados em ambiente fechado, enquanto o governo da Tanzânia recriava o ambiente em que eles originalmente viviam. De 2009 para cá, desde o início do projeto, mais de 8 mil desses sapos foram enviados pelo zoológico para o país de origem.

Maleos em Celebes, na Indonésia

Maleos (WCS/Divulgação)

Aqui, o resultado é ainda mais significativo. Mais de 15 mil filhotes dos pássaros Maleos foram soltos no parque nacional Boani Nani Wartaboni na ilha indonésia, e são todos protegidos por patrulhas que cobrem toda a extensão da propriedade. Há planos de até usar drones para melhorar a cobertura da área e o acompanhamento de espécimes marcadas.

Araras da Guatemala

Araras da Guatemala (Camila Ferrara/Divulgação)

Há, hoje, apenas 250 araras na reserva florestal Maya Biosphere (MBR), na Guatemala. Mas os esforços de recuperação aumentaram a média de filhotes por ninho para a maior marca nos últimos 17 anos: o número de passarinhos novos ocupando as “casas” chega a 1,14.

Fonte: Exame

poluição

Cientistas alertam que 2019 será o pior ano do aquecimento global

Os cientistas do Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido, preveem que neste ano haverá um dos maiores aumentos registrados de níveis de dióxido de carbono na atmosfera. E eles alertam que as repercussões afetarão “dezenas de gerações”.

poluição

Foto: Getty Images

O acúmulo do dióxido de carbono, o principal gás de efeito estufa, pode ser maior do que no ano passado, já que os padrões climáticos no Pacífico parecem reduzir a capacidade de absorção do excesso de carbono pelas florestas tropicais em 2019. As mudanças no clima afetam as plantas que crescem e absorvem o dióxido de carbono.

Esta redução, combinada com o aumento das emissões da atividade humana, significa que os cientistas esperam ver um dos maiores aumentos na concentração de dióxido de carbono atmosférico em 62 anos de medições.

O professor Richard Betts, do Met Office Hadley Centre, disse: “Desde 1958, o monitoramento no observatório de Mauna Loa, no Havaí, registrou um aumento de 30% na concentração de dióxido de carbono na atmosfera.”

“Isso é causado pelas emissões da produção de cimento, do desmatamento e da queima de combustíveis fósseis, e o aumento teria sido ainda maior se não fosse pelos florestas tropicais que absorveram parte do excesso.”

“Este ano, prevemos que a capacidade de absorção das florestas estará relativamente fraca, por isso o impacto do recorde de emissões causadas pelo homem será maior do que no ano passado”.

O dr. Dann Mitchell, da Universidade de Bristol, disse que uma grande proporção de dióxido de carbono liberado na atmosfera permanecerá “por milhares de anos”, e as repercussões da previsão do Met Office “também afetarão dezenas de gerações”.

The Guardian considera 2019 o ano do veganismo

O jornal britânico The Guardian publicou, no último dia 31, um artigo mostrando o crescimento de aceitação e adoção do veganismo no Reino Unido.

O texto apontava para um grande número de pessoas se inscrevendo no Veganuary, uma iniciativa para a adoção de uma dieta vegana durante o mês de janeiro. Dentre as motivações dos participantes está o medo dos impactos ambientais causados pelas indústrias de carne e laticínios.

Os organizadores do Veganuary esperam que 300 mil pessoas participem da campanha. (Foto: pixabay)

“Em 2018, não houve uma semana em que o veganismo não estivesse nas manchetes”, afirmou Rich Hardy ao The Guardian. Ele é o responsável pela campanha do Veganuary. “Os produtos veganos estão ficando muito melhores e está ficando muito mais fácil seguir uma dieta baseada em plantas”, completou.

Ano do veganismo

O The Guardian não foi o único a considerar o novo ano como do veganismo. O também britânico The Economist, pouco antes do Natal, também apontou 2019 como próspero para esse estilo de vida.

“O mercado de comidas veganas está explodindo. O McDonald’s começou a vender hambúrgueres veganos”, mostrou a publicação.

Uma das revistas mais antigas do Canadá, Maclean’s, também destacou o veganismo em sua publicação sobre as tendências para o ano novo.

 

Revista canadense Maclean’s considera 2019 o ‘ano do veganismo’

Uma das revistas mais antigas do Canadá, Maclean’s, declarou que 2019 será o “Ano do Veganismo”. O artigo faz parte da publicação anual da revista, que destaca as tendências dos próximos anos.

O artigo apontou que aproximadamente 6,4 milhões de canadenses já reduziram ou cortaram a carne de suas dietas. Além disso, mais pessoas estão se preocupando com as questões éticas e ambientais relacionadas ao consumo de carne. A grande disponibilidade de produtos alternativos, de origem vegetal, também contribui para esse cenário.

Pecuária

A Maclean’s destacou o papel da pecuária na destruição do oceano, poluição de água, desmatamento e perda de biodiversidade. A revista também lembrou que extinguir o consumo de carne pode diminuir o uso de água e as emissões de carbono em metade.

Foto: pixabay

“Enquanto o veganismo pode não ser a solução exata para os diversos problemas do planeta, os argumentos éticos a favor da dieta vegana são muito fortes para ignorar”, escreveu a colunista Jessica Scott-Reid.

“A  criação de animais está matando o planeta e é por isso que 2019 será o ano em que o veganismo se torna mais urgente”, completa.