Vídeo flagra porcos filhotes deixados à beira da morte entre corpos em decomposição

Foto: PETA

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Uma investigação secreta da ONG que atua em defesa dos direitos animais, PETA, revela porcos morrendo lentamente enquanto cercados por corpos apodrecendo em uma fazenda canadense imunda.

O vídeo mostra imagens feitas na fazenda Excelsior Hog Farm, que fica em Abbotsford, no Canadá e é uma das maiores fazendas industriais da Colúmbia Britânica, de propriedade de um diretor da BC Pork Producers Association.

Atenção o vídeo abaixo possui imagens fortes:

As imagens mostram porcos em agonia e outros morrendo lentamente em gaiolas cheias de fezes, urina e outras imundices. A maioria dos animais também esta cercada por cadáveres de porcos já em decomposição que não foram removidos pelos trabalhadores da fazenda, embora alguns animais mortos sejam vistos sendo jogados em lixeiras cheias de sangue.

“Mais de mil porcos passam a maior parte de suas vidas nessa fazenda, dentro dessas gaiolas”, disse a ONG. “Esses animais inteligentes não recebem qualquer estímulo psicológico, muito menos alguma chance de sentir o chão ou ver o sol.”

As porcas exploradas para reprodução podiam ser vistas dentro de gaiolas de metal ou caixas tão pequenas que não conseguiam se mexer nem mesmo se esticar por inteiro. Elas também não puderam acariciar ou ajudar seus bebês, sendo que alguns deles morriam lentamente devido falta de atenção e cuidados.

Foto: PETA

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“Inseminadas repetidamente, as porcas são confinadas em gaiolas ainda mais restritivas quando vão dar à luz”, explicou a ONG.

“Esses animais indefesos não têm nada a fazer senão olhar para uma parede de blocos de concreto que fica bem na frente de seu nariz. Eventualmente, após vários anos dessa prisão extrema, seus corpos se desgastam e eles morrem”.

A investigação secreta também descobriu que os filhotes de porcos com idade suficiente para serem desmamados são transferidos para gaiolas pequenas, mas lotadas, em estilo industrial, com piso de ripas até serem levadas para sombrias.

Foto: PETA

Foto: PETA

Alguns leitões podem ser vistos com tumores do tamanho de bolas de voleibol, assim como lacerações sangrentas que podem ser causadas por lutas entre os animais por estarem confinados em um ambiente apertado e estressante.

Além disso, alguns leitões não conseguiam andar mais, de modo que ficavam simplesmente deitados no chão imundo, enquanto alguns deles lutavam para andar ou ficar em pé usando as pernas dianteiras deformadas.

Cerca de 40 coelhos abandonados após a Páscoa são resgatados por adolescentes

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

Um grupo de adolescentes salvou a vida de 37 coelhos que foram abandonados na floresta de Portage, Indiana (EUA); provavelmente por algum criador inescrupuloso que tentou lucrar com os animais inocentes antes do fim de semana de Páscoa.

De acordo com o jornal Northwest Indiana Times, Johnny Frazier, 18 anos, que estava entre os jovens que resgataram os coelhos, descreveu o evento que se desenrolou na noite de quinta-feira, quando ele e seus amigos avistaram os animais deslocados que “pareciam estar acostumados a ficar perto de humanos”, como uma surpresa inesperada.

O adolescente responsável pelo resgate explicou que havia procurado a polícia, o Portage Animal Control (Centro de Controle de Animais) e a Hobart Humane Society (ONG de bem-estar animal), em busca de ajuda. Infelizmente, nenhum dos solicitados deu um passo à frente para ajudar os jovens, apenas um deles afirmou que “não tinha condições de absorver a multidão de coelhos.

Os rapazes perceberam que eles eram a única chance de sobrevivência dos coelhos, tomando assim a decisão de ajudar os animais. Eles reuniram a maioria dos coelhinhos e os realocaram temporariamente na casa do avô de Frazier.

A Fazenda da Erin, uma instituição sem fins lucrativos que funciona como abrigo e também conta com uma equipe resgate de animais, sediada em Hobart, estava entre aqueles que posteriormente ajudaram com o resgate dos coelhos.

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

“Nenhum dos coelhos é castrado, então estamos assumindo que todas as fêmeas estão grávidas”, afirmava um post na página da ONG no Facebook, afirmando também que nenhum abrigo para animais ou coelhos aceitou esses animais que foram claramente negligenciados antes de serem descartados.

“Meu medo é que estes coelhos tenham sido usados como reprodutores de quintal, criados para que seus bebês fossem vendidos em lojas para a Páscoa. Entre os resgatados não há apenas jovens coelhos, mas muitos adultos que provavelmente foram muito explorados já e não produzem mai,s por isso foram descartados, por não dar mais lucro” dizia o post da ONG.

A Fazenda da Erin também compartilhou seu apreço pelo grupo de “bons samaritanos e resgatantes locais que capturaram todos os coelhos, encontraram casas para eles e voltaram à floresta no escuro tentando pegar o resto”.

Depois de doar gaiolas e suprimentos para coelhos, a Fazenda da Erin levou seis dos coelhos para seu santuário, que estarão disponíveis para adoção após 30 dias, depois de serem liberados por veterinários.

Taxistas são proibidos de alimentar cães abandonados em aeroporto

Os taxistas que trabalham no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, no Paraná, foram proibidos de alimentar os cachorros abandonados que vivem no local. Um comunicado divulgado pela prefeitura e pelo Sindicato dos Taxistas foi entregue aos taxistas. No documento, consta a proibição de alimentar cães na área próxima ao terminal. Caso a norma seja desobedecida, os taxistas poderão ser multados.

A notificação partiu da Infraero. “A Infraero realiza sistematicamente ações de monitoramento e controle da fauna presentes no sítio aeroportuário. Ao mesmo tempo, são desenvolvidas campanhas de conscientização junto à comunidade no entorno do aeroporto sobre a questão do risco da fauna”, explica a empresa.

Foto: Pixabay

Os cães costumam aparecer no final da tarde no pátio em que os taxistas estacionam os carros enquanto esperam pelas corridas. As informações são do jornal Gazeta do Povo.

“Tinha um moço que vendia lanches aqui por volta das 18h. Os cachorros ficavam ali e as pessoas jogavam comida para eles. Agora que a Infraero proibiu a venda, eles chegam nesse horário e vão atrás de qualquer carro parecido”, comenta um taxista.

Há três anos, a Infraero resgatava os cachorros, segundo os motoristas. A empresa, no entanto, parou de fazer essa ação e, desde então, os taxistas decidiram tomar uma atitude. “Há cerca de um ano e meio, nós chamamos uma ONG e ela levou os cachorros”, recorda um taxista. No entanto, outros cães apareceram.

Após os taxistas serem proibidos de dar comida os animais, moradores da região passaram a alimentá-los. “Depois que a notícia da proibição saiu, algumas pessoas que moram aqui na região vem trazer ração para os cães”, ressalta um motorista.

Como a prefeitura não assume a responsabilidade pelos animais abandonados, já que sequer possui um Centro de Zoonoses, os protetores de animais e moradores da região fazem o trabalho que deveria ser realizado pela administração municipal. Na cidade, não há também serviço de castração, que é uma reivindicação das pessoas envolvidas com a causa animal.

Legislação brasileira

A lei prevê que na Área de Segurança Aeroportuária (ASA) não é permitida atividades de fauna em um raio de 20 km da pista.

A Prefeitura de São José dos Pinhais informou que interferiu na situação por se tratar de uma área federal que atua em um sistema de concessão, com normas. Sobre a alimentação dos cães, a administração municipal disse que recebeu uma notificação da Infraero, através da Secretaria de Trânsito e Transporte, no último mês, e repassou aos taxistas. A prefeitura não informou, no entanto, se alguma política pública para abrigar os animais e retirá-los da região do aeroporto será adotada.

Em 2016, um cachorro entrou na pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e o terminal teve que ser fechado por 20 minutos. No Aeroporto Afonso Pena, uma situação semelhante aconteceu e a pista ficou fechada por cerca de cinco minutos devido à presença de cães.

Animais abandonados sofrem pela carência de cuidados básicos e irresponsabilidade humana

Foto: Canal Motivacional/Youtube

Foto: Canal Motivacional/Youtube

No dia 07 de abril, comemora-se o Dia da Saúde, data criada para conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a mente e o corpo e também abordar de problemas de saúde globais, alertando sobre os riscos e ensinando sobre a prevenção.

Porém a saúde dos animais domésticos também carece de muita atenção, reconhecimento e cuidados especiais.

São mais de 30 milhões, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde, a quantidade de cães de gatos abandonados pelas ruas. Sendo eles 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Esses animais são covardemente largados por seus donos irresponsáveis que criaram expectativas absurdas e que muitas vezes levam um animal para casa sem ter conhecimento do que de fato significa se comprometer com um companheiro de quatro patas.

São muitos os motivos que alegam para abandonar um animal, dos mais variados possíveis, entre eles estão: mudança de cidade ou viagens, aparecimento de alguma deficiência física ou doença e problemas; o trabalho e as despesas geradas pelo animal; casos em que o animal foi comprado de um criador sem certificação e não são da raça esperada; e problemas de comportamento.

Foto: Expresso MS

Foto: Expresso MS

Muitos outros acabam nascendo e se criando na rua mesmo – os que sobrevivem – a fragilidade das políticas de castração e falta de investimento público no setor causam o aumento da população desses seres desprotegidos que vivem marginalizados pelas cidades.

Na falta de um lar com uma família amorosa para protegê-los, ou prestar-lhes o atendimento básico, padecem esquecidos nas ruas, privados de comida, cuidados médicos e muitas vezes perdem suas vidas sem ter quem os acolha e socorra.

Com políticas públicas quase nulas de proteção socorro a esses animais alguns protetores independentes e ONGS resgatam esses animais e fazem o possível para recuperá-los e dar-lhes um lar.

Foto: Jornal O Hoje.com/Reprodução

Foto: Jornal O Hoje.com/Reprodução

Sem castração para evitar o aumento da população de cães em situação de rua ou promoção da adoção em vez da compra, os animais permanecem vítimas do abandono humano também de forma legal.

A atual legislação prevê penas mínimas para o abandono de animais e mesmo assim, situações especiais precisam estar configuradas junto à denúncia, como filmagem ou foto do ato. A maioria desses crimes ocorrem silenciosamente e os tutores se livram dos animais inocentes de forma escusa e obscura.

Não só atos de abandonos são cometidos contra animais, maus tratos infelizmente também são frequentes. Dentre os mais comuns estão: agressões físicas como mutilar e envenenar; manter o animal preso por corrente ou corda; manter o animal em local impróprio sem condições sanitárias; não alimentar; não levar ao veterinário; submeter o animal a atividades exaustivas; utilizar animais em espetáculos sem condições adequadas; capturar animais silvestres, entre muitos outros.

Foto: Meus Animais/Reprodução

Foto: Meus Animais/Reprodução

Algumas ONGs, mesmo com recursos limitados, realizam o resgate de animas em situação de vulnerabilidade, muitos com fraturas expostas, desnutridos, abandonados em locais de perigo, entre muitas outras situações. Eles são levados para centros veterinários, onde recebem o tratamento necessário, são castrados, vermifugados, reabilitados e depois de todo esse processo, são postos para a adoção na esperança de encontrar um lar e uma família que os acolha.

Vítimas de uma sociedade que os vê como seres “menores” ou “inferiores”, os vende como produtos e os abandona como objetos descartáveis, os animais seguem com pouco acesso aos direitos básicos, como saúde e bem-estar. Com certeza, não há muito o que se comemorar, da parte dos nossos irmãos não-humanos, nessa data especial.

Marca de produtos de beleza doa refeições veganas para cães resgatados

Proprietários da empresa vegana 100% Pure | Foto: 100% Pure

Proprietários da empresa vegana 100% Pure | Foto: 100% Pure

A marca de maquiagem vegana 100% Pure, com sede na Califórnia (EUA), lançou recentemente o programa “Purchase with a Purpose” (Compra com Propósito, na tradução livre), que oferece apoio contínuo a cães abandonados, em situação de rua, resgatados durante todo o ano.

Para cada produto da 100% Pure comprado, a marca doará uma tigela de ração vegana para cães. O programa está em sintonia com a missão da marca de melhorar a vida dos animais e combater a crueldade contra eles em todo o mundo para além da indústria da beleza.

“Embora tenhamos feito doações para vários grupos e ONGS ligadas ao bem-estar animal todos os anos, este programa é o próximo passo para fazer uma diferença ainda maior a longo prazo”, disse Ric Kostick, fundador e CEO da 100% Pure, à VegNews.

“Esperamos não só salvar e colaborar com as vidas dos inúmeros cães de abrigo que foram maltratados ou abandonados, mas também inspirar mudanças globais positivas em todas as indústrias para uma vida sem crueldade para todos os seres do planeta”.

De acordo com o site Plant-Powered Dog, uma tigela de comida vegana pode economizar cerca de 60 pés quadrados (aproximadamente 5 m de floresta tropical, 90 libras de grãos, 2.000 galões de água, a vida de pelo menos dois animais que poderiam ser mortos, e um cão faminto a cada dia.

“Não é só muito mais sustentável para o meio ambiente do que a alimentação baseada em animais, mas uma dieta vegana rica em vitaminas também traz muitos benefícios à saúde para os cães”, disse Kostick. Até o momento, a marca doou 10.129 refeições para animais por meio do programa.

Nota da Redação: Esperamos que iniciativas como esta sirvam como exemplo para que empresas brasileiras adotem o mesmo posicionamento sustentável e compassivo que inspirado grandes marcas pelo mundo todo.

Cidade espanhola reutiliza containers para abrigar gatos abandonados

Numa tentativa de solução elaborada pela Câmara Municipal e pela associação de Gatos del Puerto, a cidade de El Puerto de Santa María, na província espanhola de Cádiz, está reutilizando containers de lixo para abrigar colônias de gatos abandonados.

(Foto: Reprodução/ El Puerto de Santa Maria)

A ideia é tentar fazer uma melhor gestão e controle dos animais que vivem nas ruas da cidade. “Reutilizamos os caixotes do lixo como um refúgio para os gatos abandonados”, explicou José Luis Bueno, o vereador responsável pelo meio ambiente, ao El País.

Nas ruas de El Puerto vivem cerca de 900 gatos, distribuídos por 44 grupos, estima a presidente da organização animal Gatos del Puerto, María Heredia. Uma boa parte destes animais serão alvo desta iniciativa que teve início no final de janeiro com a instalação dos primeiros pontos, perto de um campo de futebol e numa urbanização, nos arredores da cidade.

As instalações serão repetidas em outros sete pontos da localidade. A autarquia usa antigos containers agora sem uso para um novo fim. Os caixotes são virados ao contrário, têm novos rótulos e várias portas nas laterais.

A manutenção das novas casas para os gatos fica a cargo da associação. “É um projeto piloto que já foi feito em cidades como Nova Iorque ou Barcelona, agora chega a Andaluzia”, disse a responsável com orgulho.

Desta forma, com os containers, será mais fácil para os voluntários localizarem os animais e dar-lhes comida e água. Em cada colônia está previsto que vivam entre 20 e 30 gatos.

A iniciativa ganhou uma proposta do orçamento participativo que lhes garantiu 29 mil euros para dar início aos trabalhos. O projeto inclui também a alimentação dos gatos.

Fonte: Notícias ao Minuto

Prefeitura de Boa Vista (RR) sacrifica mais de 400 animais e vira alvo da Justiça

A Prefeitura de Boa Vista, em Roraima, através da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses, sacrificou 443 animais, entre cachorros e gatos. Os animais foram resgatados de situações de abandono e maus-tratos. São 344 cães e 99 gatos.

Em 2015, 109 cachorros e 44 gatos foram mortos. No ano seguinte, foram 57 cães e 25 gatos. Já em 2017, 95 cachorros e 16 gatos foram submetidos ao procedimento de morte induzida. No ano passado, foram 83 cachorros e 14 gatos, segundo informações do Diário Oficial do Município de Boa Vista. As informações são do portal Roraima 1.

Foto: Tiago Vianna

O Ministério Público Estadual, através da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, afirmou que o relatório com o número de mortes não é suficiente, diante das obrigações que a prefeitura precisa cumprir após o MP ingressar na Justiça com ação civil pública contra o município em 2013.

A ação judicial foi impetrada após investigação, segundo o promotor de justiça de defesa do Meio Ambiente, Zedequias de Oliveira Júnior. “A investigação foi feita mediante uma denúncia que tratava sobre possível realização de eutanásia em animais sadios no Centro de Zoonoses, procedimento esse que estaria ocorrendo sem o aval do Conselho Regional de Medicina Veterinária”, disse.

A denúncia, segundo o promotor, indicava também que os procedimentos adotados para tirar a vida dos animais não eram adequados. “Além da ocorrência de maus-tratos, dentre outras situações que estavam ocorrendo lá [no Centro de Zoonoses], ficou configurado irregularidades no que diz respeito aos cuidados com os animais”, ressaltou.

“A investigação teve todo um trâmite, e depois chamei o Município de Boa Vista para resolver de maneira amigável, por meio de um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta], mas não teve interesse”, completou.

A investigação realizada pela 2ª Titularidade da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente concluiu que o Centro de Zoonoses não tinha estrutura física adequada para separação de animais sadios, aptos para adoção, dos que estavam doentes e que a unidade não possui nenhum controle formal acerca da entrada e saída dos animais ou registros quanto aos critérios adotados para sacrifício de animais – como laudos, prontuários ou pareceres que justifiquem o procedimento de morte induzida.

Dentre outras irregularidades encontradas, está a ausência de profissionais qualificados para realizar o sacrifício de animais.

Diante do resultado da investigação e da recusa da administração municipal em resolver o problema por meio de um TAC, o Ministério Público ajuizou a ação civil pública. “A 2ª Vara de Fazenda Pública julgou improcedente a ação civil pública. Então entramos com uma apelação cível no Tribunal de Justiça contra essa sentença e o TJ recentemente reformulou a decisão do juiz da 2ª Vara e determinou a condenação integral da prefeitura, com base no que pedimos na ação”, informou o promotor.

“Estamos entrando com ação de execução para fazer valer exatamente aquilo que o TJ condenou. Ou seja, a Prefeitura de Boa Vista terá que cumprir com várias obrigações que foram determinadas pelo Tribunal de Justiça. A ação foi agora chancelada pelo TJ, ou seja, os desembargadores concordaram com a nossa tese”, frisou.

Ficou determinado, com o resultado da ação civil pública, que a Prefeitura de Boa Vista deve designar, em um prazo de 30 dias, contados a partir de 23 de janeiro de 2019, ao menos um médico veterinário, qualificado e cadastrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), concursado ou contratado, para responder às intervenções sanitárias e ficar responsável pela unidade durante o expediente regular do CCZ.

Além disso, a decisão judicial determinou também que deve ser providenciado, em 120 dias, o condicionamento adequado dos animais resgatados, separando os que devem ficar em observação, os que serão submetidos a eventual sacrifício tecnicamente aprovado, os que podem estar saudáveis, em tratamento, os adultos dos filhotes, os de raça diversa e os que podem ser disponibilizados à adoção. A medida poderá ser atestada por certidão ou declaração do CRMV.

cachorros nas gaiolas

Cães são encontrados em estado deplorável no estacionamento de um abrigo

Duas gaiolas com nove cachorros foram encontradas no estacionamento do abrigo Furry Friends Refuge, em Iowa, Estados Unidos. Ambas estavam lotadas, de forma que os cachorros mal podiam se mover dentro delas. Além de estarem presos nas gaiolas, a pelagem dos cães estava tão emaranhada que eles não conseguiam movimentar seus corpos.

cachorros nas gaiolas

Foto: Facebook | Reprodução

Um membro da equipe do abrigo encontrou os nove animais aterrorizados no estacionamento. “A maioria deles tinha o pelo emaranhado ao ponto de machucar sua pele, as pulgas estavam enterradas em sua pelagem, e alguns precisavam de atendimento odontológico e tratamento para infecções de ouvido com urgência.”

Embora as circunstâncias em torno do abandono dos cães permaneçam desconhecidas, os funcionários do abrigo estão investigando o caso. “Nós acreditamos que existam mais cães de onde eles vieram e estamos trabalhando com a polícia para investigar”, disse Andrea Touzani, gerente do abrigo, ao The Dodo.

pelo emaranhado

Foto: Facebook | Reprodução

Uma vez que receberam cuidados veterinários e foram libertados de seu pelo emaranhado, os cães pareciam mais à vontade em seu novo ambiente. “Eles são todos sub-socializados, mas estão fazendo grandes progressos para se tornarem mais sociáveis”, disse Touzani. “Todos gostaram muito de ser escovados.”

Agora os cães moram em lares adotivos, e estão aprendendo a aceitar o carinho dos seres humanos. Após os cães serem vacinados e castrados, eles provavelmente estarão prontos para adoção. E Touzani tem grandes esperanças que eles encontrem lares amorosos e uma nova vida completamente diferente da que tinham antes de encontrá-los no estacionamento.