Mula resgatada após ser abandonada é adotada e recebe muito carinho

Floretina, ou Flor, é uma mula que conheceu o sofrimento de perto. Ela foi abandonada no Centro de Laranjal Paulista (SP). Com um problema crônico em uma das patas e anemia, ela foi descartada como se fosse um objeto descartável. Seu destino, no entanto, sofreu uma reviravolta e teve um final feliz. Recentemente, já recuperada, Flor foi adotada e agora vive cerca de carinho e cuidados.

Foto: Reprodução/TV TEM

Em março, quando foi resgatada, Flor recebeu lar temporário na casa da aposentada Yeda Anis Salomão durante quatro meses e passou por tratamento veterinário. Com a ajuda da protetora de animai Sueli Aparecida, a mula se recuperou e foi viver em um sítio em Pereiras, cidade vizinha.

“Quando ela chegou na nova casa foi a coisa mais linda. Ela deitava e rolava na terra”, disse a protetora animal, em entrevista à TV TEM.

No local, outros três cavalos e uma égua fazem companhia para Flor. Todos eles vivem em paz no sítio, sem que sejam explorados, maltratados, montados ou domados.

“É como se fosse um spa. Ela está recebendo muito carinho. Aqui ela vai pastar, se alimentar e terminar os dias dela aqui, sem ninguém judiar dela”, afirmou a tutora da mula, a empresária Sueli Renosto dos Santos.

Foto: Reprodução/TV TEM

Foto: Reprodução/TV TEM


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Vítima de negligência, mula é resgatada e está se recuperando em santuário

Por Rafaela Damasceno

A negligência e os maus-tratos aos animais é algo mais comum do que se imagina. Abandonar um animal sem comida, água ou abrigo; acorrentado ou amarrado; machucado ou doente – esses são alguns exemplos mais recorrentes do crime.

As patas tortas e com cascos enormes

Foto: Redwings

Alguns países possuem leis efetivas de bem-estar animal, como é o caso da Holanda, que se tornou o primeiro país do mundo sem animais abandonados. Isso ocorre com a aplicação de punições para aqueles que deixam os animais à própria sorte. Infelizmente, esse não é o caso do Brasil: a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, apenas no Brasil, existam mais de 30 milhões de animais abandonados.

A Inglaterra também não possui punições efetivas para os casos de negligência e maus-tratos. Um exemplo disso é a mula Dotty, encontrada abandonada em Essex, na Inglaterra, e resgatada pela organização RSPCA. Ela foi achada com os cascos grandes e doloridos, sem conseguir andar direito e sentindo extrema dor. Seu tutor foi processado e impedido de manter cavalos e burros por três anos.

A mula resgatada pastando na grama

Foto: Redwings

“É horrível pensar que o sofrimento de Dotty poderia ter sido evitado com cuidados básicos e aparos regulares em seus cascos. Agora ela está segura no santuário, e receberá todo o cuidado que precisa para que nunca mais tenha que viver com medo ou dor”, afirmou Debbie Scotts, funcionário do Redwings, santuário que abriga Dotty.


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Gatos são abandonados em gaiolas em frente a Centro de Zoonoses em Petrolina (PE)

Cerca de 70 gatos foram abandonados, dentro de gaiolas, em frente ao Centro de Controle de Zoonoses em Petrolina (PE).

Foto: Reprodução/TV Jornal

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o responsável pelo abandono foi identificado e as providências cabíveis serão tomadas. Abandonar animais é crime e pode ser punido com até um ano de detenção, além de multa.

Os gatos foram resgatados e serão submetidos a exames para que depois seja verificado se estão aptos para adoção.

O órgão alegou que trabalha apenas no combate a zoonoses e não no resgate e acolhimento de animais abandonados.


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Reunião debate construção de abrigo para animais em Senador Canedo (GO)

Uma reunião foi realizada nesta segunda-feira (5) na sede do Ministério Público de Senador Canedo (GO) para debater a construção de um abrigo para animais em situação de risco. Participaram da discussão técnicos da AMMA e integrantes da Secretaria Municipal de Saúde e do Ministério Público.

Foto: Pixabay

Uma das propostas apresentadas prevê a realização do projeto através de um Termo de Compromisso, Responsabilidade e Ajustamento de Conduta (TAC), numa parceria entre a prefeitura e empresas.

As atividades do abrigo seriam realizadas em parceria com a Agência Municipal, o Ministério Público e a Secretaria de Saúde, por meio do Departamento de Zoonoses. As informações são do Diário da Manhã.

O local será destinado a acolher, tratar, castrar e doar animais. De acordo com a promotora de justiça Marta Loyola, da Segunda Promotoria, o acordo já foi realizado e a doação do Pólo Industrial será integral.

“O projeto já está acordado, aprovado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, em breve a obra terá início, devido ao acordo com os empresários, que fará a doação integral para a implantação do empreendimento”, disse.

Para a castração, será feito um chamamento público para que clínicas e hospitais veterinários realizem o procedimento, alcançando um número maior de animais.

Além da promotora, participaram da reunião o secretário municipal de Saúde, Carlos Maranhão, o presidente da AMMA, Baltazar Fonseca, e técnicos das duas pastas. Até a finalização da obra novas reuniões serão feitas.


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‘Muita crueldade’, diz motorista após adotar cadela abandonada em rodovia

O abandono de uma cadela em uma rodovia do estado de São Paulo emocionou um motorista, que decidiu parar e resgatar o animal. O caso aconteceu em um trevo na Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326), em Matão (SP).

“Eu acho que não tem explicação, ela só precisa de carinho e nada mais”, disse ao G1 Osmar Aparecido Fabre, que, após o resgate, acabou adotando a cadela.

Foto: Osmar Aparecido Fabre/Arquivo pessoal

Fabre encontrou o animal na segunda-feira (29), mas o caso só foi divulgado na quarta (31) quando um amigo dele publicou em rede social o vídeo que o motorista fez no momento do resgate. A publicação repercutiu e alcançou mais de 900 mil visualizações e 29 mil compartilhamentos.

O motorista dirigia em direção ao trabalho quando viu uma casinha na margem da rodovia. Ao parar para verificar do que se tratava, encontrou a cadela. “Era recente, não tinha orvalho na casinha. Então deixaram e eu passei bem na hora”, contou.

Fabre foi para o trabalho e, ao chegar na empresa, comentou com seu encarregado sobre o caso. O funcionário se solidarizou com a situação e emprestou um veículo para que a cadela fosse salva.

“Quando eu cheguei ela estava na grama do lado, me viu e entrou na casinha. Ela tremia bastante e em nenhum momento deixou a casinha”, disse.

Após ser adotada, a cadela ganhou o nome de Nina. Ela tem cerca de um ano e agora faz companhia para Neguinha, de 11 anos, que até então era o único animal tutelado por Fabre, que mora em um sítio no qual é caseiro.

“No começo elas não se deram muito bem, deu uma briguinha, mas logo elas se acostumam. Os animais entendem a necessidade do outro mais que a gente”, afirmou.

Nina está se alimentando bem e já se soltou, deixando no passado a timidez que demonstrou durante o resgate. “Eu nunca fiz esse tipo de boa ação, mas eu vi aquilo e achei demais, muita crueldade. Agora eu sinto alívio, fé e vontade de fazer mais ainda por ela”, contou o caseiro, emocionado.

Abandono é crime

Abandonar animal é crime previsto na lei nº 9.605/98, e tem como pena detenção de 3 meses a um ano e multa. Se o animal morrer, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.

No ano passado, um projeto que aumenta a pena para o crime para até quatro anos foi aprovado pelo Senado, com possibilidade de ser acrescido um terço em caso de morte do animal. O texto tramita atualmente na Câmara dos Deputados.


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Cadela abandonada para morrer em noite fria é resgatada e adotada por policial

Uma cadela foi abandonada para morrer, presa dentro de um saco de ráfia, amarrado por um fio, num canavial às margens da Rodovia General Euclides de Oliveira Figueiredo, a Rodovia da Integração (SP-563), em Tupi Paulista (SP). A vida, no entanto, havia reservado uma nova chance para o animal, que foi resgatado e encontrou um novo lar.

Casaco foi colocado em Vitória para aquecê-la (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Vitória, como passou a ser chamada a cadela, devido à garra que ela teve para sobreviver, foi encontrada no domingo (4) pelo produtor rural Marinho Zamonelo, de 44 anos. Ele passava de carro no local quando viu algo e decidiu parar e verificar.

“Só vi porque ela [cadelinha] levantou a cabeça, como se estivesse pedindo socorro, e no impulso fui tentar desamarrar. Mas ela começou a pular e rosnar, então, fiquei com medo e liguei para os bombeiros, que me orientaram a acionar a polícia local”, lembrou ao G1. “Não é meu costume parar ali, parece que foi uma luz”, completou.

Para Zamonelo, a pessoa que fez isso com a cadela não tem amor no coração. “Tem tanta coisa errada no mundo e isso prova que as pessoas não têm amor no coração, nem pelos animais”, disse. O produtor rural espera não vivenciar a mesma situação de novo, mas garante que irá ajudar caso aconteça.

Policiais salvaram a vida de Vitória (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

“Para fazer o bem, eu paro. O homem não vê, mas Deus vê o que a gente faz”, afirmou.

A cadela foi resgatada por policiais militares da 4ª Companhia de Tupi Paulista, pertencente ao 25º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I) e adotada por um dos agentes. Ao chegar no local da denúncia, os policiais encontraram a cadela dentro do saco, apenas com a cabeça para fora. Assustada, ela se debatia.

A Polícia Militar considera que o animal foi abandonado para morrer. “Com muito custo, os policiais conseguiram libertar o animal e constataram que se tratava de uma fêmea, contudo, encontrava-se muito debilitada e não conseguia se levantar, provavelmente por ter passado toda a noite exposta ao frio intenso que se registrou”, informou a Polícia Militar em nota oficial.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que entre 7h e 8h, horário em que o resgate foi solicitado, os termômetros marcavam entre 10,2°C e 11,1°C na região e que, um pouco antes, por volta das 6h, foi registrado 10,1°C.

Comovido com a situação da cadela, o cabo Paulo Barberino Filho tirou a própria jaqueta e colocou sobre Vitória, numa tentativa de aquecê-la. Além dele, participaram da ação os soldados Rodrigo Fernando Nascimento de Souza e Mailson Brito Meneghini e o cabo Fabiano Henrique Vello Rossaneli, que acabou adotando a cadela. O Corpo de Bombeiros e uma ONG de proteção animal de Dracena (SP) também foram acionados.

Vitória foi adotada pelo cabo Rossaneli (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Após o resgate, Vitória foi encaminhada para uma clínica veterinária, onde segue internada. Diagnosticada com hipotermia, ela recebeu os cuidados necessários e, por estar saudável, deve receber alta médica nesta terça-feira (6).

De acordo com o médico veterinário Colombo Guerra Carvalho Júnior, exames foram realizados, dentre eles um hemograma, e foi constatado que o animal está com boa saúde. “Estava somente com a temperatura baixa”, comentou. Vitória recebeu medicamentos, vitaminas e aquecimento. “Duas horas depois, já estava bem e comeu um monte de ração”, completou o profissional, que estima que a cadela tenha menos de um ano de idade.

Final feliz

Apesar da história de Vitória ter começado triste, a ação dos envolvidos no resgate e a atitude de Rossaneli, ao adotá-la, mudaram seu destino. Assim que for liberada da clínica, a cadela poderá viver uma nova vida ao lado de sua nova família.

O cabo da PM decidiu adotar Vitória após se comover com a situação em que ela foi encontrada. Ele conversou com a esposa, que concordou e, então, formalizou a adoção.

Rossaneli disse ao G1 que este foi o primeiro resgate de animal em situação de abandono no qual ele atuou. “Como uma pessoa dessa [que abandonou] dorme à noite?”, questionou o policial.

Cadela foi abandonada para morrer (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

O militar lembrou que, após encontrar a cadela graças à denúncia recebida pela PM, a equipe policial fez contatos para ajudar o animal. Dentre as pessoas contactadas está a protetor de animais Joisiany Ceber, que foi a responsável por encaminhar Vitória ao veterinário e a escolher o nome dela.

“Vou manter esse nome, porque ela foi forte. Na situação em que ela estava, não se sabe desde que horas, ela sobreviveu”, afirmou o cabo. “Me sinto agradecido por dar uma segunda chance para o bichinho”, acrescentou.

Repercussão 

Publicada na rede social da Polícia Militar do Estado de São Paulo, a história do resgate de Vitória alcançou, até a publicação desta reportagem, aproximadamente de 35 mil reações, 12,9 mil compartilhamentos e 7,9 mil comentários.

A repercussão foi tamanha que o caso chegou ao conhecimento da ilustradora Gisele Daminelli, de Santa Catarina. Comovida com o desfecho da situação, ela fez um desenho que retrata o momento em que Vitória foi aquecida pelo casaco de um dos policiais.

Ilustradora retratou resgate de Vitória em desenho (Foto: Reprodução/Instagram)

Rossaneli ficou surpreso com o alcance que o caso teve. “A gente tira foto para mostrar aos comandantes, no caso, para chamar a Joisiany”, comentou.

Nas redes sociais, a atitude daqueles que participaram do resgate foi elogiada. “Parabéns a todas as equipes pelo bom coração”, escreveu um internauta. “É assim que se demonstra o respeito a vida, pena que a maioria dos olhos não enxergam”, disse outro.

A Polícia Militar também parabenizou os agentes e as demais pessoas que se envolveram no resgate. “Parabéns aos guerreiros que participaram do atendimento e apoio. Não mediram esforços para amparar o próximo, ainda que este tivesse sido um animal indefeso”, incentivou a PM.

Cabo Barberino tirou sua jaqueta e colocou em Vitória para protegê-la do frio (Foto: Polícia Militar/Divulgação)


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Austrália apresenta um número elevado de abandono de animais

Por Rafaela Damasceno

A Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) divulgou casos horríveis de abusos de animais na Austrália. Os abandonos chegaram a 579 animais nos últimos 12 meses, superando os 567 em 2017 e 2018.

Um cachorro desnutrido e esquelético

Foto: RSPCA

Cachorros, adultos e filhotes, foram os mais abandonados, totalizando 323. Coelhos, répteis, pássaros e até mesmo peixes foram submetidos à crueldade, de acordo com a RSPCA, que divulgou fotos dos maus-tratos.

Um gato com deficiência foi encontrado sozinho em um quintal na cidade de Ottoway, depois que seu dono se mudou para outro país. A ONG também destacou o caso de um cachorro que teve suas duas patas dianteiras amarradas com um cabo. O tutor havia se mudado e a filha, encarregada de cuidar dos animais, os abandonou quando foi despejada.

A pata de um cachorro machucada

Foto: RSPCA

Trinta e oito australianos foram condenados por maus-tratos no último ano. Um tutor recebeu uma pena de dez meses ao confessar ter matado seu cachorro de fome.

“Nem sempre conseguimos localizar o tutor, então não podemos prosseguir com a acusação”, lamentou Andrea Lewis, inspetora-chefe da RSPCA.

Ela ainda acrescentou ao Daily Mail que abandonar um animal nunca é a solução para um problema. Existem alternativas para quem não tem condições de cuidar dos animais, como os abrigos.

Um cachorro com a orelha machucada

Foto: RSPCA

“É muito melhor para eles estarem sob os cuidados de uma instituição respeitável e confiável, como a RSPCA, do que negligenciados ou abandonados”, concluiu.

No Brasil, estima-se que há 30 milhões de animais vivendo em situação de abandono. Nos meses de verão, o número de animais abandonados aumenta 40% no Rio de Janeiro – muitas pessoas viajam nas férias e deixam os animais para trás. O programa Linha Verde, do Disque Denúncia, registrou um aumento de 30% nos casos de maus-tratos aos animais, entre 2017 e 2018.


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Motorista joga filhotes de cachorro pela janela de carro e dois deles ficam feridos

O motorista de uma saveiro branca arremessou cinco filhotes de cachorro pela janela do veículo em Campo Mourão (PR). A placa do automóvel não foi identificada. O crime aconteceu no Jardim Flor de Lis.

Os cães foram jogados em um terreno baldio. Com a queda, um deles fraturou o fêmur e outro sofreu uma luxação em uma das patas. O restante passa bem.

Foto: Tribuna do Interior

O abandono foi flagrado por um morador da rua Ana Albuquerque, onde o crime ocorreu. A testemunha acionou a Associação dos Protetores de Animais Independentes (PAIS), que resgatou os filhotes, mas não teve tempo de anotar a placa do veículo ou de identificar o infrator.

“Ele nos disse que ainda ouviu os cachorros latindo”, falou Amanda Tonet, voluntária da PAIS. “É inacreditável tamanha maldade de algumas pessoas com os animais”, lamentou. As informações são do Portal da Cidade Umuarama.

De acordo com a voluntária, o filhote que sofreu a fratura também foi diagnosticado com sarna em estágio avançado. Segundo ela, normalmente quem abandona os animais escolhe um bairro distante de onde mora para cometer o crime.

Devido à fratura de fêmur, o filhote teve que ser submetida a uma cirurgia. Os gastos com o procedimento, feito na Clínica Veterinária São Francisco, chegaram a R$ 1 mil. Para pagar a dívida, Amanda iniciou uma campanha de arrecadação de recursos.

“Precisamos de uns 50 amigos doando R$ 20 ou qualquer outro valor. Pode levar direto na clínica ou depositar em conta corrente”, pediu Amanda.

Interessados em doar qualquer quantia devem entrar em contato pelo telefone: (44) 9.9937-7075.


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Cães estão abandonados há um mês em casa vazia e suja no interior de SP

Uma família mudou de endereço e abandonou dois cachorros em uma casa fechada em Araraquara, no interior de São Paulo. Os animais estão sozinhos no local, em meio à sujeira, há pelo menos um mês e só não morreram de fome e sede porque vizinhos, comovidos com a situação, passaram a dar água e comida para eles.

Tutores se mudaram e abandonaram os cachorros em casa vazia (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

A dona de casa Fabiana da Motta Gimenez denunciou o caso à Polícia Militar Ambiental, mas nenhuma providência foi tomada. Ela não mora no bairro, mas vai duas vezes ao dia no local para cuidar dos animais e dar carinho para eles. “Não é ser humano. É um animal, mas é uma vida”, disse Fabiana, em entrevista ao G1.

A Gerência de Zoonoses, da Prefeitura de Araraquara, disse que vistoriou o local na quinta-feira (1º) e que a família dos antigos moradores da casa foi orientada a ficar responsável pelos animais. A Zoonoses vai acompanhar a situação e, se os cães não receberem os cuidados devidos, os parentes serão responsabilizados por maus-tratos.

Ao ser questionada, a Polícia Militar Ambiental informou que foi chamada duas vezes ao local, mas que não possui registro de maus-tratos a animais.

Fabiana da Motta Gimenez cuida dos cachorros (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

A casa onde os cães, um macho e uma fêmea, estão abandonados fica na rua Comendador Pedro Morganti, no bairro São José. Vizinhos relatam que os moradores do local se mudaram e deixaram o portão trancado.

Além de Fabiana, a auxiliar de cozinha Silvana Sass de Souza também ajuda a cuidar dos cães. “Eles eram maltratados já com os donos na casa. Se nós não estivéssemos dando água e comida eles já estariam mortos”, lamentou.

A propriedade era alugada e, até o momento, o dono do imóvel não tomou qualquer atitude para resolver a situação. “Eles têm direito de ter um lar, amor”, disse Silvana.

Cães estão vivendo em meio à sujeira (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

O estudante Jhonatans Azevedo, que mora nos fundos, é irmão do homem que vivia na casa e se mudou. Ele afirma que tem pouco contato com o irmão, mas que telefonou para ele e questionou o motivo dos cães ainda estarem na residência.

“Doaram os cachorros, mas foi passado para gente que eles escaparam e voltaram aqui”, afirmou. Os cães teriam passado pelas grades do portão e entrado no quintal quando estavam mais magros.

“Queria entrar limpar, dar uma ajeitada e dar um lar para eles, para não ficarem assim”, disse Fabiana.


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Moradores constroem casinha para cães abandonados em Guaçuí (ES)

Cachorros em situação de rua de Guaçuí (ES) ganharam um presente para combater o frio: uma casinha feita por moradores da cidade. Comovidos com a situação dos cães, José Roberto Pereira e Joseph Costa se uniram para ajudá-los. Os amigos construíram uma casinha de metal para abrigar os animais, que também recebem água e alimento com a ajuda de outros voluntários.

Foto: Reprodução/TV Gazeta

A ideia foi de José Roberto e surgiu após o morador observar os cachorros vivendo na rua. “Passando aqui num belo dia, nesse tempo frio, vendo esses cães em situação de rua deitados nesse gramado aqui, pensei no que eu poderia estar fazendo para ajudar eles. Aí tive a iniciativa de fazer um abrigo para eles e conversei com um amigo meu para ele ajudar”, explicou ao G1.

Para construir a casinha, a dupla usou pedaços de telhas de metal, isopor e peças de ferro recicladas. Pedaços de pano e cobertores foram colocados dentro do abrigo para aquecer os animais. Parte do material veio de doação e o restante foi comprado pelos voluntários. A execução do projeto foi feita por Joseph.

“Usamos restos de telhas, todo o material de ferro foi galvanizado para aguentar o tempo, nos preocupamos com o forro de isopor por causa da temperatura, se ela ficasse no sol. Ela foi feita toda em aço também na preocupação do vandalismo e madeira também não aguenta no tempo. A preocupação foi dar um conforto melhor e também a durabilidade do material”, contou.

A atitude de Joseph e José Roberto foi vista com bons olhos pela comunidade. Uma das pessoas que elogiou o projeto foi a estudante Luiza Magno, que também costuma ajudar os cães que vivem na rua.

“Espero que as pessoas espalhem essa ideia para outros bairros. Meu pai também contribui, dá ração, dá carinho e as pessoas vendo isso podem um incentivar o outro. Espero que isso se espalhe não só na cidade, mas também por toda região”, incentivou.

O abrigo feito para os animais também foi aprovado pela estudante Mirela, de 10 anos. “Achei a casa maneira. Os cães podem dormir confortáveis, não ficam mais na rua e podem dormir ali”, disse.

Para garantir a manutenção da casinha e os cuidados aos cães, José Roberto e Joseph pedem a ajuda da sociedade. Interessados em colaborar com doações devem entrar em contato pelo telefone: (27) 99921-6090.


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