Abandono de cão causa revolta na Zona Sul de Porto Alegre (RS)
O abandono de um cão da raça São Bernardo, na última sexta-feira (18), em um condomínio no bairro Hípica, Zona Sul de Porto Alegre, causou revolta nas redes sociais.

Foto: Protetores da Zona Sul de Porto Alegre.
O cão estava com uma bicheira muito grande no olho e bastante debilitado. Ele foi resgatado por um morador do loteamento Moradas do Sul, passou por vários exames e está internado em estado grave. Além do ferimento, os veterinários suspeitam de cinomose na fase neurológica.
O crime foi filmado pelas câmeras de segurança, permitindo a identificação da tutora do animal.

Foto: Protetores da Zona Sul de Porto Alegre.
Vizinhos contaram ao Repórter Animal, que a mulher é uma moradora de Ipanema, já denunciada por maus tratos e que mantém mais dois animais passando fome. O São Bernardo teria sido visto em dezembro do ano passado, no calçadão de Ipanema.
No mesmo dia, protetores da Zona Sul de Porto Alegre se reuniram para protestar e pedir justiça para o cão. Exigem que a crueldade cometida contra o animal seja punida, pois conforme relatam os vizinhos da tutora, ela diz ter “as costas quentes” por ser formada em Direito e trabalhar no Ministério Público.

Foto: Protetores da Zona Sul de Porto Alegre.

Foto: Protetores da Zona Sul de Porto Alegre.
“Além de cometer vários crimes e atrocidades contra os animais, tenta ameaçar e intimidar protetores indignados com tamanha crueldade”, diz uma das postagens.
Um outro ato de protesto aconteceu ontem, em frente à casa da tutora do animal, chamado de “Não podemos fechar os olhos”. Mais de 80 pessoas, entre vizinhos e protetores pediram novamente por justiça. Eles também colaram cartazes na faixada do imóvel.

Foto: Protetores da Zona Sul de Porto Alegre.
Segundo o Repórter Animal, depois do caso comover as redes sociais, vários internautas identificaram que a suspeita é uma Técnica em Assuntos Educacionais, vinculada à Defensoria Pública da União (DPU) e está com viagem marcada para curso de mestrado em Portugal, a partir de 18 de fevereiro, recebendo remuneração.
“Sua atitude criminosa, cruel e covarde, precisa chegar ao conhecimento da DPU, em especial porque, segundo consta, alegou ter “costas quentes” em razão de seu cargo”, relata uma das postagens.























