Homem visita abrigo para adotar cães que ninguém quer

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Em todo o mundo, milhares de cães esperam sua vez de serem adotados mas, infelizmente, alguns deles não terão esta oprtunidade. Animais idosos, deficientes, temperamentais ou de pelagem negra têm menos chances de encontrar uma família.

Steve Greig, um contador do Colorado, motivado pela perda irreparável de um de seus cachorros, decidiu visitar abrigos para adotar cães que ninguém queria.

“Eu estava muito perturbado com essa morte”, disse Greig ao The Dodo.

“Um mês ou dois se passaram e eu ainda me sentia muito mal por isso. Decidi que a única maneira de me sentir melhor seria se algo de bom acontecesse. Isso provavelmente não teria acontecido se ele não tivesse morrido.”

Greig foi até um abrigo de animais e pediu os cães que ninguém queria.

“Eu cresci com um monte de animais domésticos”, disse Greig.

“Meus pais eram amantes de animais e eles praticamente sempre me deixavam ter o que eu queria, desde que eu pudesse cuidar.”

“Então eu adotei um chihuahua de 12 anos de idade (chamado Eeyore) com um sopro no coração e quatro joelhos ruins, e eu o trouxe para casa, e isso foi apenas o começo”, disse ele.

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Agora, ele tem oito cães idosos, assim como o cachorro de sua irmã e o cão de um colega de quarto, e, embora cuidar de suas diferentes dietas e necessidades seja muito trabalhoso, Greig gosta disso.

“Um dia normal para mim é levantar às 5 da manhã e fazer café da manhã para todos eles, que, você sabe, são 10 cachorros, e a maioria deles tem dietas diferentes.” As informações são do The Epoch Times.

Além de fazer pelo menos 10 cafés da manhã, o contador também precisa cuidar dos animais com problemas de saúde. Em seguida, ele vai para o trabalho e retorna à tarde para almoçar o gang.
Greig também cria uma porca chamada ‘Bikini’, gatos, galinhas, patos, pombos, um coelho e peixes.

“Eles são animais mais sábios”, disse ele sobre seu amor por animais idosos.

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“Você meio que sabe o que quer da vida quando chega a uma certa idade. Esses cães sabem quem são e é fácil desenvolver um relacionamento com uma pessoa ou animal que saiba quem eles são.”

Greig é um belo exemplo de amor e compaixão aos animais.

Cantora Pink adota cão resgatado que vivia em abrigo

Foto: Shutterstock

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Alecia Beth Moore, mais conhecida como Pink é amante e defensora dos animais há tempos. A cantora e compositora usa o poder de suas mídias sociais, repletas de seguidores, para postar perfis de cães disponíveis para adoção e chegou até a pagar pelo tratamento de um cachorro vítima de abuso com recursos próprios.

Enquanto muitas celebridades defendem os direitos animais, Pink leva as coisas um passo adiante, oferecendo aos animais necessitados, uma consideração diária.

Agora a poderosa máquina de divulgação e solidariedade da cantora está como foco nisso novamente. Depois de perder seu companheiro canino de 16 anos em 2018, a Pink adicionou um novo membro à família. Ela postou uma foto no Instagram de sua filha embalando um filhote de cachorrinho. A cantora agradeceu à Nashville Humane Society por seu novo companheiro e apropriadamente nomeou o cachorrinho de “Nash”.

Foto: P!NK/Instagram

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A cantora adicionou outra foto dela com Nash, com a hashtag #adoptdontshop (#adotenãocompre). Enquanto o pequeno Nash pode ter atingido a sorte grande quando se trata de adoção, muitos animais que vivem em abrigos não têm tanta sorte.

Abrigos de animais normalmente estão superlotados e têm que competir com as fábricas de filhotes, que continuam a produzir cães de raça em massa na intenção de lucrar.

Com organizações como o American Kennel Club, que ainda promovem a venda de “puros-sangues”, a maioria das pessoas, infelizmente, escolhe cães de raça provenientes de criadores quando quer encontrar companheiros de quatro patas.

Com mais de um milhão de animais acolhidos todos os anos em abrigos e centros de resgate e proteção, esses animais precisam de toda a ajuda que conseguirem.

Felizmente, as coisas estão melhorando para os animais resgatados. À medida que aumenta a conscientização sobre o assunto, mais pessoas estão preferindo adotar a comprar cães e gatos.

Foto: P!NK/Instagram

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Mais de três milhões de animais são adotados a cada ano, e aqueles que encontram um lar e uma família passam por transformações notáveis quando recebem amor e bondade dos humanos.

É de extrema importância que celebridade como Pink usem seu poder de influência por uma causa que necessita tanto de atenção.

Não é necessário ser uma celebridade para mudar a vida de um animal. Ao considerar companhia de um amigo peludo, a atitude correta é a adoção, muito animais aguardam ansiosos por um lar, e ao comprar um animal, além de delegar a ele a classificação de “produto” alimenta-se uma indústria cruel de criação chamada de “fábrica de filhotes”, responsável pela exploração e abuso de milhares de animais indefesos.

Cachorro idoso que viu 134 cães serem adotados não consegue novo lar

Um cachorro idoso resgatado por um abrigo na Inglaterra já viu 134 cães serem adotados, enquanto ele espera por uma família que, até agora, não apareceu. O animal, da raça Staffordshire Bull Terrier, tem 12 anos de idade.

Sam, como é chamado, vive no abrigo South Godstone. Apesar de receber dos funcionários do local todos os cuidados necessários, o que ele precisa mesmo é de um lar com uma família que o trate com amor e respeito, onde ele possa viver os últimos anos de vida cercado de afeto.

Por ser um animal com idade já avançada, a assistente da entidade, Emily Jefferson, acredita que ele precisa ser acolhido por uma família para que possa passar um tempo longe da vida no canil. As informações são do jornal Estadão.

“Ele gosta de paz e tranquilidade, então precisa de um lugar onde possa relaxar”, diz Emily.

No site da instituição de proteção animal, Sam é descrito pelos cuidadores como um cachorro sensível. Segundo os membros da entidade, o animal fica ansioso em meio a outros cães, mas é ativo, gosta de brincar no jardim e também de tomar banho de sol.

Regras rigorosas para adoção evitam abandono de animais na Alemanha

Ao contrário do Brasil, na Alemanha é comum ver apenas animais acompanhados dos tutores na rua, em ônibus, trens, bares, restaurantes e lojas. No país, é praticamente impossível que um gato ou cachorro viva em situação de rua, como acontece no território brasileiro.

Foto: Clara Rechenberg/Tierheim Berlin/Divulgação

Em Berlim, capital do país, o maior abrigo da Europa estabeleceu regras rigorosas para coibir o abandono. No local, vivem cerca de 1,4 mil animais, que são cuidados por aproximadamente 170 funcionários e mais de 800 voluntários. O Tierheim Berlim é mantido pela ONG Federação pelo Bem-Estar Animal na Alemanha e sobrevive de doações. Para manter os animais, são gastos 9 milhões de euros por ano – o correspondente a R$ 40 milhões.

“Quem escolhe adotar aqui precisa preencher uma longa ficha sobre a sua vida. Depois, o animal passa uma semana na casa da pessoa, em uma espécie de teste. Nós também fazemos visitas regulares à casa dos adotantes”, explica Julia Sassenberg, representante do abrigo. As informações são do G1.

Os cuidados, segundo Julia, são para a vida inteira do animal. “Ninguém pode vender ou abandonar um cachorro ou gato adotado aqui. Se por algum motivo a pessoa não quiser mais ficar com o bichinho precisa trazê-lo para nós. Quando o animal morre, também temos que ser comunicados”, explica.

Foto: Clara Rechenberg/Tierheim Berlin/Divulgação

O Tierheim Berlin abriga cães, gatos, coelhos, pássaros, porcos, cabras, ovelhas e alguns tipos de répteis. Muitos deles, porém, não são disponibilizados para adoção. O local recebe animais abandonados na Alemanha e também que chegaram ao país vindos do leste europeu, atravessando a fronteira ilegalmente.

Ao adotar um animal na Alemanha, o tutor precisa registrá-lo junto ao governo. Assim, o animal recebe um microchip e uma documentação vinculada ao tutor. Para viajar entre países da União Europeia, por exemplo, ele precisa ter até passaporte.

Além disso, animais alemães também pagam imposto anual. O valor varia de cidade para cidade. Em Berlim, os tutores pagam 120 euros anuais – o equivalente a cerca de R$ 531 – para o primeiro cachorro e 180 euros – aproximadamente R$ 797 – para os demais animais.

Santuário abriga animais com deficiência em Israel

Um santuário foi construído em Israel para abrigar animais com deficiência. Entre os moradores do local, estão um burro de três patas, chamado Gary, uma ovelha que usa aparelhos ortopédicos, de nome Omer, e um bode cego.

Burros Gili e Miri no santuário (Foto: Reuters/Nir Elias)

Fundado pelo ativista Adit Romano, ex-executivo de 52 anos, e Meital Ben Ari, de 38 anos, que trabalhava na área de tecnologia, o santuário também serve como um centro educativos para visitantes.

“Se você quer que as pessoas abram o coração para estes animais, temos que aproximá-los”, disse Romano, enquanto acariciava dois porcos chamados Yossi e Omri. As informações são da Reuters.

O local abriga atualmente 240 animais, a maior parte deles era explorada para consumo humano e seria levada para um matadouro. Alguns foram doados por agricultores que decidiram poupá-los. Outros, foram abandonados, como é o caso de Miri, encontrado em uma vala com uma perna quebrada – que teve que ser amputada após o resgate.

Segundo Ben Ari, entre os visitantes, os que se sentem melhores ao visitar o santuário são crianças com necessidades especiais. Na fazenda, localizada na comunidade agrícola de Moshav Olesh, elas conhecem os estábulos e o celeiro.
Shira Breuer, de 56 anos, esteve no local, na companhia de seu pai de 84 anos. “Preocupo-me com o futuro da humanidade, e este lugar parece um lugar de esperança”, disse ela.

Para manter o santuário, os proprietários do local gastam um milhão de dólares anualmente. Para isso, eles dependem de doações e do trabalho de voluntários de Israel e de outros países.

Cadela sorri ao chegar em abrigo para animais após ser resgatada da rua

Uma cadela com menos de dois meses de idade foi resgatada pela Beaumont Animal Care, no Texas (EUA), após ser encontrada correndo em meio a carros em uma rua movimentada. Assustada e frágil, ela foi levada para o abrigo. No local, sentindo-se calma e segura, a cadela foi flagrada sorrindo.

Foto: Rachel Barron

“Quando comecei a falar com voz de bebê, ela adorou”, disse Rachel Barron. “[Ela] começou a abanar o rabo e depois explodir, o famoso sorriso. Foi quando eu peguei meu celular para assistir em vídeo. Era fofo demais para não compartilhar”, completou. As informações são do The Dodo.

A voluntária disse que era como se Layla, como passou a ser chamada, soubesse que estava em boas mãos. E o sorriso dela encantou a todos do abrigo e também aos internautas, após as imagens serem divulgadas.

Foto: Rachel Barron

Logo os pedidos de adoção começaram a chegar e a ONG escolheu a melhor família para Layla. Nicole Toney e seu marido, que já são tutores de outros três cães e dois gatos, decidiram adotar a pequena cadela.

“Ela foi tímida no início, mas você poderia dizer que ela era tão doce e animada”, disse Toney. Na nova casa, Layla passou a brincar e correr com os outros cães, que de imediato se tornaram seus amigos.

Foto: Nicole Toney

“Lady imediatamente queria estar perto de Layla”, disse Toney. “Lady era mãe e acabara de dar à luz quando foi resgatada, e por isso ficou realmente atraída por Layla”, acrescentou.

Provavelmente por ter vivido sozinha na rua, a cadela ficou feliz ao ter a companhia de outros animais e logo se apegou a eles. “Ela está realmente se adaptando tão bem. Ela aconchega ao lado do rosto do meu marido e adormece. Ela é tão querida e percebemos que ela até sorri quando está dormindo”, concluiu.

Marca de produtos de beleza doa refeições veganas para cães resgatados

Proprietários da empresa vegana 100% Pure | Foto: 100% Pure

Proprietários da empresa vegana 100% Pure | Foto: 100% Pure

A marca de maquiagem vegana 100% Pure, com sede na Califórnia (EUA), lançou recentemente o programa “Purchase with a Purpose” (Compra com Propósito, na tradução livre), que oferece apoio contínuo a cães abandonados, em situação de rua, resgatados durante todo o ano.

Para cada produto da 100% Pure comprado, a marca doará uma tigela de ração vegana para cães. O programa está em sintonia com a missão da marca de melhorar a vida dos animais e combater a crueldade contra eles em todo o mundo para além da indústria da beleza.

“Embora tenhamos feito doações para vários grupos e ONGS ligadas ao bem-estar animal todos os anos, este programa é o próximo passo para fazer uma diferença ainda maior a longo prazo”, disse Ric Kostick, fundador e CEO da 100% Pure, à VegNews.

“Esperamos não só salvar e colaborar com as vidas dos inúmeros cães de abrigo que foram maltratados ou abandonados, mas também inspirar mudanças globais positivas em todas as indústrias para uma vida sem crueldade para todos os seres do planeta”.

De acordo com o site Plant-Powered Dog, uma tigela de comida vegana pode economizar cerca de 60 pés quadrados (aproximadamente 5 m de floresta tropical, 90 libras de grãos, 2.000 galões de água, a vida de pelo menos dois animais que poderiam ser mortos, e um cão faminto a cada dia.

“Não é só muito mais sustentável para o meio ambiente do que a alimentação baseada em animais, mas uma dieta vegana rica em vitaminas também traz muitos benefícios à saúde para os cães”, disse Kostick. Até o momento, a marca doou 10.129 refeições para animais por meio do programa.

Nota da Redação: Esperamos que iniciativas como esta sirvam como exemplo para que empresas brasileiras adotem o mesmo posicionamento sustentável e compassivo que inspirado grandes marcas pelo mundo todo.

Cão-lobo levado para ser sacrificado é resgatado e tem a vida salva

Um cão-lobo que foi deixado em um abrigo, abandonado pelo tutor, para que fosse sacrificado, mesmo sendo um animal saudável, foi resgatado pela equipe de um santuário e teve a vida salva. O caso aconteceu nos Estados Unidos.

Foto: Reprodução / Portal Amo Meu Pet

Yuki, como é chamado o animal, nasceu em 2008. Após viver oito meses com o primeiro tutor, ele foi abandonado no abrigo. A justificativa do homem para pedir o sacrifício do cachorro era de que ele dava “muito trabalho”. Membros do Shy Wolf Sanctuary, no entanto, não permitiram que ele fosse morto e o resgataram.

Para o santuário onde foi levado, Yuki tinha espaço para correr e brincar. Ele teve a vida completamente transformada. No local, foi submetido a um exame que constatou que havia DNA de lobo nele.

“Seu teste de DNA veio como 87,5% de Gray Wolf, 8,6% de Husky Siberiano e 3,9% de Pastor Alemão”, disse Brittany Allen, membro do santuário.

Com o tempo, Yuki foi crescendo e se transformou em um animal grande que chama a atenção de todos. Com 11 anos, ele é considerado pelos integrantes do santuário um lobisomem tímido que confia apenas em determinadas pessoas e que gosta particularmente das voluntárias do local onde vive.

Foto: Reprodução / Portal Amo Meu Pet

“Yuki é um daqueles animais que ele deixa você saber se ele quer você em seu recinto ou não. Ele tem um grupo muito pequeno de mulheres que ele permite em seu recinto chamado de ‘harém'”, explicou a voluntária Judy.

O voluntário Jeremy Albrecht conta que o cão-lobo foi apelidado de “Woowoo”, porque é esse o barulho que ele faz quando vê alguma de suas pessoas favoritas. É a maneira dele de dizer que quer estar perto delas.

A história de Yuki, no entanto, não é feita só de momentos felizes. Em 2018, ele foi diagnosticado com câncer terminal. Diante dessa situação, os membros do santuário decidiram dar a ele todo o amor e cuidado médico que necessita, até que ele descanse.

Cadelinha do filme “A caminho de casa” era de um abrigo

Divulgação

“Bella”, cadelinha que protagoniza o filme “A caminho de casa”, em cartaz nos cinemas desde o dia 28 de fevereiro, vivia num abrigo do Tennessee (EUA), onde foi parar em 2017 depois de ser encontrada num lixão em estado miserável. Aliás, depois do filme, Bella, que na verdade se chama Shelby, foi adotada e participou de uma campanha que arrecadou ração, camas e brinquedos para os demais animais que continuam no Cheatham County Animal Control, da onde ela saiu para o estrelato.
E mais: o autor de “A caminho de casa” (original “A dog`s way home”), W. Bruce Cameron, encantado com a trajetória da cadelinha, escreveu um livro sobre ela chamado “A história de Shelby”.

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E um importante detalhe para as gateiras: o filme tem vários gatos, reais e fofos. Inclusive, Bella está sempre ao lado deles. A crítica brasileira, no entanto, foi um tanto impiedosa com o filme salientando o que chamaram de “tom infantil”, já que é narrado pela própria cadelinha e o classificando como apenas mais um filme de cachorro para emocionar as pessoas.

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Puro engano. Em primeiro lugar, logo no início, o filme retrata uma situação que já cansamos de ver aqui no Brasil e que costuma ter final trágico: a demolição de imóveis com vários gatos vivendo dentro. Uma cena que certamente não passa despercebida ou sem importância para quem é da causa animal ou eventualmente acompanha casos dramáticos como esse.

Felizmente, em Denver (EUA), onde o filme se passa, é possível acionar entidades de proteção animal e desautorizar a demolição de casas que contenham animais. Por outro lado, a cidade tem também um rude controle de animais que proíbe pit bulls por considerá-los cães de alta periculosidade. Quem os possui precisa mantê-los apenas dentro da residência e não pode sequer passear com eles sob pena de serem eutanasiados.

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É bom assistirmos esses filmes que mostram a realidade dos animais em outros cantos do planeta para aprendermos a valorizar as conquistas que já tivemos. Em SP a Lei 12.916 conhecida como Lei Feliciano, há dez anos proíbe a matança de animais em situação de rua, sejam vira-latas, pit bulls ou de qualquer raça. E essa lei se espalhou por mais 11 estados sendo que nos demais também existe uma insistente luta para acabar com o extermínio de animais.

Mas certamente também nos falta uma lei que impeça a demolição de imóveis enquanto todos os animais residentes não tiveram sido retirados da forma mais ética possível e conduzidos a um lugar seguro.

Voltando ao enredo do filme, um conselho: assistam! Tem humor, emoção e cenas com as quais muita gente vai se identificar, especialmente a de uma turminha de cães vagando pela cidade para receber alimento de comerciantes e moradores. E outros temas pertinentes à causa animal como caça de animais selvagens e abandono.
Além disso, os animais selvagens são feitos por computação gráfica – o que é ótimo já que lugar de animal selvagem é na selva. Os diretores de “A caminho de casa” também declararam que tomaram o cuidado de não expor a cadelinha a situações de risco ou aflição, diferente do “Quatro vidas de um cachorro” (também de autoria de Bruce Cameron), que teve de responder por denúncias de maus-tratos aos cães que participaram do filme.

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“Todos se esforçaram para garantir que Shelby e outros animais fossem bem tratados. Todos da equipe recebiam três números para telefonar se vissem algo de errado e, inclusive, podiam fazer isso anonimamente para denunciar qualquer caso de maus-tratos. Toda vez que você vê Shelby fazendo algo complicado na tela é porque ela está ansiosa por carinho, guloseimas e brinquedos. Ela é mais que uma estrela de cinema. É um cachorro incrível”, relatou Cameron.

O ex-oficial de controle de animais do abrigo de Shelby, Thomas Jordi, declarou: “Ela tinha uma qualidade de estrela. Uma personalidade realmente única. Ela era esse tipo de cachorro que fazia você sorrir”.

Nesse link tem um vídeo que mostra a cadelinha quando ainda vivia num abrigo e a entrevista com o autor Bruce Cameron cujos trechos estão reproduzidos aqui.
Outra coisa interessante é que o site oficial do filme traz uma série de fotos de cães e relatos de seus tutores contando como foram resgatados. Vejam aqui.

A missão continua

Shelby continua atuando mesmo fora da tela. Mês passado ela esteve com os alunos de Kingston Springs no Condado de Cheatham, onde também fica o abrigo onde ela viveu. Os estudantes coletaram comida para cães e gatos, camas e brinquedos. Ela foi muito acariciada e tirou centenas de fotos com as crianças. Chelby também visitará outras escolas e hospitais infantis. Dentro e fora do filme ela cumpre a missão de alegrar e dar esperança as pessoas. Veja mais sobre isso aqui.

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À propósito, sobre o “tom infantil” do filme, ótimo! Assim é possível assistir com o filho, neto, sobrinho e até mesmo com o cachorro ou gato da família. Inclusive, a pré-estreia no Shopping Frei Caneca, em SP, permitiu a entrada de cães.

*Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

Último desejo de tutor é encontrar um lar para seu cão

John e seu companheiro Pawpaw | Foto: Muttville Senior Dog Rescue

John e seu companheiro Pawpaw | Foto: Muttville Senior Dog Rescue

John sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa dos nervos incurável. Mas mesmo em uma cadeira de rodas ele não deixou que isso o impedisse de dar um lar a um cão que vivia em um abrigo.

Durante toda a sua vida John teve um cão ao seu lado, foram 12 cães ao total.

Então em 2017 ele conheceu Pawpaw no Muttville Senior Dog Rescue, um abrigo especializado em cães idosos na Califórnia (EUA). O cão tinha 11 anos naquela época, um senhor de idade como John. Eles imediatamente se ligaram e foi assim que John e Pawpaw se tornaram uma família.

Eles estão juntos desde então, vivendo intensamente seu amor e companheirismo em seu lar. Cada dia ao lado de PawPaw é valorizado ao máximo por John, ele sabe que não tem muito tempo.

Mas agora que a doença de John entrou em um declínio irreversível e veloz, ele tem que se panejar para o futuro e não há nada mais importante para ele nesse momento que encontrar um novo lar para seu amigo amado Pawpaw para quando ele não estiver mais aqui.

Sherri Franklin, fundadora do abrigo onde Pawpaw foi adotado, o Muttville, é a responsável por encontrar para o cãozinho um novo lar. Ela se diz honrada em poder encontrar para ele nova família: “Pawpaw é a família de John e os dois se amam muito, ele só quer o melhor para seu melhor amigo”

Cachorros que foram muito amados acabam sem lar quando seus tutores morrem, então a antecipação de atitude de John é um ato digno de apreciação, considerando o que poderia acontecer com Pawpaw caso ele falecesse.

Sherri explica que quando alguém morre o cachorro dessa pessoa normalmente é trazido para um abrigo de animais local, caso o cachorro seja idoso ele acabará sendo eutanasiado se não achar um lar rapidamente.

“Muttville recebe cachorros de todos os tipos de proveniências, aqueles que realmente me comovem são os que tiveram uma vida maravilhosa até que seu tutor morre e eles são levados para abrigos: sua vida vira de cabeça pra baixo de uma hora pra outra”, desabafa Sherri.

Este é o motivo do programa de adoção do centro Muttville, “Sêniors para sêniors”, ser uma ideia tão boa, tanto para pessoas como para animais, de acordo com a fundadora. “Nós lidamos com idosos que perderam seus cães e querem um companheiro que corresponda ao seu momento de vida.”

Ainda que Pawpaw tenha 13 anos de idade agora, ele se comporta “como um filhote” conta Sherri. “Ele está sempre sorrindo e adora todos os cães e humanos que ele encontra!”

Pawpaw é um cão alegre e descontraído que se encaixa muito bem na maioria das situações. “Pawpaw é muito amigável e se encaixaria perfeitamente na maioria das casas, seja com uma família seria ou uma pessoa solteira”, disse Kristin Hoff, gerente de adoção de Muttville. “Ele tem um imenso gosto pela vida e é um animal ativo! Ele adora dormir com seu tutor e ficar dentro de casa”.

Ativo, dócil e muito brincalhão Pawpaw é um cão sempre disposto e feliz | Foto: Muttville Senior Dog Rescue

Ativo, dócil e muito brincalhão Pawpaw é um cão sempre disposto e feliz | Foto: Muttville Senior Dog Rescue

Quando Pawpaw encontrar um lar, isto não apenas salvará sua vida como também dará a John o presente mais bonito, o de saber que seu cão passará a fazer outra família feliz da mesma forma que Pawpaw iluminou seus dias.

Patty Stanton também do abrigo conta que tudo o que John quer é ter certeza que Pawpaw terá pra onde ir depois ele se for

Talvez Pawpaw possa até mesmo ajudar outra pessoa com uma doença, não são poucos os casos em que animais levantam o ânimo de doentes e até prolongam vidas. Três anos atrás, John recebeu apenas 6 meses – com Pawpaw ao seu lado, ele viveu por muito mais tempo do que o esperado.

“O impacto positivo do vínculo entre humanos e animais pode ser um grande apoio para pessoas com esclerose lateral amiotrófica ou outras doenças crônicas e terminais”, disse Jennifer Claxton, diretora de serviços da Associação ALS para portadores da doença (ELA, na sigla em português).

Nunca é cedo demais para pensar sobre o futuro de seus familiares peludos, assim como John está fazendo. “A coisa mais importante que um tutor de animais não pode deixar de fazer são os planos para o futuro de seus companheiros, não importa a sua idade!” Franklin disse. “Não apenas registrando em seu testamento, mas também conversando com quem quer que vá ser o responsável pela realização de seu desejo. Isso salvaria muitas outras vidas.”

Enquanto isso, muitas pessoas estão compartilhando o desejo de John de que Pawpaw encontra um novo lar amoroso, na esperança de que isso se torne realidade muito em breve.