Ameaçados pela ação humana, oceanos geram a maior parte do oxigênio respirado

Os oceanos são de extrema importância para a natureza e, também, para a humanidade. Isso porque eles são responsáveis pela maior parte do oxigênio respirado, além de absorverem grandes quantidades de emissões de dióxido de carbono e serem economicamente necessários para países que dependem, por exemplo, do turismo.

No último dia 8 de junho comemorou-se o “Dia Mundial dos Oceanos”, criado pela ONU durante a ECO-92 ou “Cúpula da Terra”, no Rio de Janeiro, em 1992. Apesar da data, segundo a editora da revista Ecotour News, Vininha F. Carvalho, ter como objetivo “promover uma reflexão sobre a importância do oceano para a Terra, celebrar a vida marítima e criar uma consciência sobre a proteção da vida nos oceanos”, os mares continuam sob a ameaçada promovida pela ação humana, que explora e destrói recursos naturais e contamina as águas com resíduos sólidos.

Foto: Pixabay

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, 19% do PIB vem de atividades que dependem dos oceanos, como petróleo, lazer e turismo. “Esses números também trazem um alerta voltado à proteção desse ambiente”, salienta Vininha ao portal Terra.

A ameaça que os oceanos sofrem é de extrema gravidade. Segundo um estudo apresentado durante a 46ª edição do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, até 2050 haverá mais plástico do que peixes nos mares. Até esse mesmo ano, 99% das aves marinhas também terão detritos plásticos no organismo, segundo outra pesquisa publicada em 2018 na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. Segundo pesquisadores, atualmente 90% desses animais já sofrem com a poluição do meio ambiente.

Diante da gravidade da situação, a ONU classificou o período entre 2021 e 2030 como a Década Internacional da Oceanografia para o Desenvolvimento Sustentável – a Década dos Oceanos. A classificação tem o objetivo de ampliar a cooperação internacional em pesquisa para promover a proteção dos oceanos e a gestão dos recursos naturais de zonas costeiras.

Pesquisadores alertam que oito milhões de toneladas de plástico estão sendo despejados no mar anualmente em todo mundo, o que representa um dano praticamente irreversível, já que o plástico demora cerca de 400 anos para se decompor.

O problema é tamanho que minúsculas partículas, de plástico e de outros tipos de lixo, podem estar escondidas nos oceanos. Elas são tão pequenas que não podem ser captadas por análises convencionais, mas são ingeridas por animais marinhos, o que pode coloca-los em risco.

Segundo uma lista dos maiores responsáveis pelo despejo de resíduos, feita por pesquisadores da Associação Educacional do Mar de Woods Hole, do Estado norte-americano de Massachussetts, as 20 nações que mais descartam lixo seriam responsáveis por 83% do plástico mal gerenciado que pode chegar aos mares.

O topo da lista é ocupado pela China, que produz mais de um milhão de toneladas de dejetos. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que isso tem relação com o tamanho da população do país e a dimensão de sua região costeira.

De acordo com os pesquisadores, a quantidade de dejetos lançados anualmente nos mares pode alcançar, até 2025, 17,5 milhões de toneladas, com 155 milhões de toneladas chegando aos oceanos até a data. Para o Banco Mundial, o patamar máximo de lixo produzido no mundo será atingido em 2100.

A falta de tratamento de lixo é responsável por aumentar à chegada do plástico aos oceanos, material que não pode ser retirado do fundo dos mares devido à profundidade média de 4,2 mil metros dos oceanos.

“A melhor forma é evitar que o plástico chegue aos oceanos, por isto a conscientização torna-se a melhor solução”, conclui Vininha.


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Hoje é Dia Internacional da Tartaruga Marinha, animal ameaçado pela poluição plástica

Hoje (16), no Dia Internacional da Tartaruga Marinha é válido refletir sobre a realidade da espécie e de que forma estamos afetando esses animais. De acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), há uma estimativa de que entre 4 e 12 milhões de toneladas de plástico são despejados nos oceanos a cada ano.

Segundo o ICMBio, o lixo ingerido pode bloquear o sistema digestório e interferir no processo de flutuação da tartaruga (Fotos: Getty/Reuters/WAP/Sea Shepherd)

E o problema é que no mar o plástico vira uma armadilha para as tartarugas marinhas, sendo confundido com alimento ou aprisionando espécies, a exemplo de pedaços de redes de pesca que se enroscam em seus corpos podendo levá-las à morte.

Segundo o ICMBio, o lixo ingerido pode bloquear o sistema digestório e interferir no processo de flutuação das tartarugas, fazendo com que morram por inanição, já que provoca lesões no trato gastrointestional e libera toxinas em seus organismos.

Só em 2018, 280 tartarugas morreram por ingestão de lixo nos Lençóis Maranhenses, situados a 265 quilômetros da capital São Luís. É um número surpreendente, porque representa mais do que o triplo de 2015, quando morreram 80 tartarugas em decorrência do mesmo problema.

Na região, há um acúmulo de lixo proveniente de 19 países. E o agravante é que em contato com a água e a radiação do sol, materiais descartados como garrafas, tampas e outros objetos plásticos dão origem ao microplástico.

E o que dificulta ainda mais a situação é que esse material não é visto a olho nu, mas ainda assim pode incorporar agentes contaminantes como metais pesados, que se incorporam às células do animal.

As tartarugas ingerem o microplástico ao confundirem o material com alimentos e, como consequência, além da morte de muitos animais, isso interfere no comportamento reprodutivo das espécies.

A pesca fantasma é outro problema grave, já que redes, linhas e armações de pesca são equipamentos que se transformam em armadilhas para as tartarugas. Inclusive são responsáveis por ferir, mutilar e matar centenas de milhares de animais de diversas espécies a cada ano.

Por bem, no Brasil, o Projeto de Lei do Senado (PLS 263/2018), que prevê proibição do uso de canudos e sacolas plásticas, além de microplásticos em cosméticos, está caminhando para aprovação.

Embora não resolva completamente o problema, já significa grandes ganhos em um país que é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, com produção anual de 11,3 milhões de toneladas. Desse total, apenas 1,28% é reciclado. O plástico derivado do petróleo pode levar mais de 300 anos para se decompor contra o plástico biodegradável que requer 30 a 180 dias.

O descarte incorreto provoca a poluição do solo e da água, além da morte de animais por engasgamento ou enroscamento. Os microplásticos contidos nos cosméticos também demoram para se degradar e se acumulam nos rios e oceanos – gerando impacto no ciclo de vida e na cadeia alimentar dos animais.

Fonte: Vegazeta

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Espécies de animais podem diminuir em 25% devido à ação humana, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, concluíram que as espécies de animais podem sofrer uma redução de 25%, no próximo século, devido à ação humana. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.

Foto: Pixabay

Com o aumento da população de seres humanos, áreas originalmente ocupadas por animais podem passar a ser usadas pelas pessoas – como já tem acontecido há bastante tempo. As informações são do portal All That’s Interesting.

A redução do habitat dos animais, segundo o estudo, pode levar muitos deles à extinção. Os mais pequenos, que ocupam menos espaço, terão mais chances de sobreviver, enquanto os grandes mamíferos e as aves serão, provavelmente, os mais afetados.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram a massa corporal, o tamanho da ninhada, o habitat, a dieta e a vida útil de mais de 15 mil mamíferos e aves. Depois, as informações obtidas foram cruzadas com o conteúdo da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, da União Internacional para a Conservação da Natureza.

“De longe, a maior ameaça aos pássaros e mamíferos é a humanidade – com os habitats a serem destruídos devido ao nosso impacto no planeta, como desmatamento, caça, agricultura intensiva, urbanização e os efeitos do aquecimento global”, disse o autor do estudo, Rob Cooke.

O estudo concluiu ainda que as espécies com mais chances de sobrevivência são as que se alimentam de insetos, têm grandes ninhadas e suportam diferentes tipos de clima.

“O ‘encolher’ substancial de espécies que previmos poderia gerar impactos negativos adicionais para a sustentabilidade a longo prazo da ecologia e da evolução”, acrescentou Cooke.

Além da perda direta de espécies, se animais como o rinoceronte e o condor desaparecerem, outros também irão sofrer de maneira indireta. “Se os perdermos, outras espécies que dependem deles também podem ser extintas”, explicou o cientista.


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Quatro animais desapareceram da América Latina nos últimos 15 anos

Apesar dos esforços de ONGs de defesa animal, quatro espécies desapareceram por completo da América Latina nos últimos 15 anos, devido à ação humana.

Ararinha-azul (Foto: Getty Images)

Uma dessas espécies é a ararinha-azul. Famosa por ter sido um personagem da animação Rio, ela foi extinta no habitat em 2000 devido ao desmatamento e a caça. No entanto, segundo um estudo de setembro de 2018 da organização Bird Life, ainda restam entre 60 e 80 ararinhas em cativeiro. Em 2016, uma ave da espécie foi vista em liberdade, na natureza, em Curaçá, na Bahia. A origem dela é um mistério. As informações são do UOL.

A tartaruga gigante de Galápagos é outro animal que sumiu da América Latina. A última tartaruga, que vivia nas ilhas Galápagos, no Equador, e era conhecida como George Solitário, morreu de velhice, com mais de 100 anos, em 2012. A caça para consumo da carne do animal o levou à extinção.

Tartaruga gigante de Galápagos (Foto: Getty Images)

O início da ação humana contra essa espécie teve início no século 18, quando piratas descobriram que as tartarugas conseguiam sobreviver em navios sem água e comida por meses. A partir de então, os navegadores que frequentaram Galápagos no século 19 começaram a capturar grandes quantidades de tartarugas vivas para levá-las nos barcos e consumir a carne delas, segundo Linda J. Cayot, da organização Galapagos Conservancy.

Sapo dourado (Foto: Getty Images)

Além da caça, outros fatores interferem na sobrevivência das espécies. Como é o caso do sapo dourado, que desapareceu devido às mudanças climáticas. Esse animal precisa de um certo nível de umidade para se reproduzir, por isso alterações no clima extinguiram a espécie, que vivia nos pântanos da floresta nublada em Monteverde, na Costa Rica. O habitat desse animal secou por causa de uma mudança drástica na temperatura da região, que impediu a formação da neblina que protegia a espécie, segundo informações do Centro Científico Tropical da Costa Rica. Em 1989 foi última vez em que a presença do anfíbio foi registrada. Em 2008, uma expedição buscou por sobreviventes da espécie, mas não encontrou nenhum.

Entre os animais que desapareceram na América Latina também está a foca-monge-do-caribe, um mamífero marinho que nadava pelas correntes do Golfo do México e foi declarado extinto em 2008. Causas humanas causaram a extinção, de acordo com a Administração Nacional Atmosférica Oceânica (NOAA, na sigla em inglês). Essas focas eram caçadas pela indústria pesqueira e tinham sua pele e gordura comercializadas.

Foca-monge-do-caribe (Foto: NOAA)

Os efeitos devastadores da caça

Foto: Pixabay

A caça à vida selvagem tem efeitos colaterais negativos que afetam comunidades locais, a população de animais selvagens e ao meio ambiente. É um crime incentivado por um lucrativo mercado negro de partes de animais. As partes são vendidas como objetos peculiares ou pelas propriedades “medicinais”. Grupos de especialistas, grupos de protetores de animais, agências do governo e até o Duque de Cambridge pedem o fim da caça de animais silvestres. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (USFWS), o Fundo Mundial da Natureza (WWF) e a Fundação Internacional Contra a Caça (IAPF) lideram os esforços mundiais para o fim da caça de animais selvagens.

Caçadores matam por dinheiro. Por exemplo, a vesícula biliar de um urso ou os grandes chifres de carneiros valem muito dinheiro por suas supostas propriedades medicinais. No último mês de novembro, no Depósito Nacional de Propriedade da Vida Selvagem no Colorado, o serviço de vida selvagem destruiu seis toneladas de marfim confiscado nas fronteiras dos Estados Unidos. Elefantes são mortos devido as suas presas, e embora seja possível removê-las sem matar o animal, é muito perigoso retirar as presas enquanto estão vivos. A comunidade internacional está reagindo. Recentemente a China aumentou o número de processos a contrabandistas de marfim, condenando oito cidadãos à cadeia por trazerem 3 toneladas de marfim entre 2010 e 2012.

O efeitos nas comunidades locais

Os Estados Unidos só perdem para a China na procura por partes ilegais de animais silvestres. De acordo com o artigo da On Earth, caçadores assassinaram mais de 30,000 elefantes no ano passado. Especialistas acreditam que os elefantes serão extintos na próxima década se as mortes continuarem nessa proporção.

A extinção de espécies pode ter um efeito negativo na economia em uma comunidade turística. Uma cidade que se apoia na vida selvagem para atrair turistas corre um grande risco de austeridade econômica caso a caça continue predominando. Além disso, um boicote ao turismo devido à caça local é uma ameaça real. Um boicote seria prejudicial à economia local desde restaurantes, hotéis, alugueis entre outras atrações que também sofreriam.

Os efeitos nos animais

A extinção é a grande ameaça aos animais vítimas da caça. Em 2011, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUNC), declarou o rinoceronte negro ocidental extinto. Esta subespécie altamente ameaçada de rinocerontes negros foi caçada devido à crença de propriedades curativas de seu chifre.

O tigre de Sumatra encontra-se criticamente ameaçado no momento. Depois de caçado, suas partes são vendidas (pele, dentes, ossos e garras) a $5.000 cada. Caçar é mais lucrativo que qualquer outro emprego disponível na região, uma dura realidade encarada por muitos indivíduos e sociedade.

Efeitos no meio ambiente

A caça também é perigosa para o meio ambiente. Quando o Lobo Cinzento Norte Americano estava à beira da extinção devido a caça, a população de alces do Parque Nacional de Yellowstone aumentou. Sem predadores naturais, os alces comeram as árvores Álamo até quase a extinção. Agora, com o aumento de lobos cinzentos no parque, a população de alces foi contrabalanceada e os Álamos estão se recuperando.

Nosso ecossistema é sensível e precisa ser preservado. Os desafios econômicos da sociedade podem levar à caça, o que pode acarretar em ameaça ( e no pior dos casos, extinção) de diferentes espécies. Precisamos de várias espécies de fauna e flora no nosso ecossistema para que o mesmo possa ser mantido saudável e balanceado. A sobrevivência da nossa própria espécie depende disso.

Ação humana é uma das principais causas de morte de animais marinhos em AL

A interferência humana e a poluição são, segundo biólogos, as principais responsáveis pela morte de quase dois mil animais marinhos, muitos deles ameaçados de extinção, no litoral de Alagoas em 2018. Entre as ações realizadas pela sociedade que ameaçam os animais está a pesca.

Albatroz morto por ingerir plástico (Foto: Chris Jordan)

O Instituto Biota de Conservação registrou, em sete meses, o número de 1.742 animais encalhados, vivos ou mortos. A interação humana, segundo a instituição, é um dos fatores que mais contribuiu para isso. Foram encontrados 1.487 tartarugas marinhas de várias espécies, 224 aves, como fragatas ou pardelas e 31 mamíferos, sendo golfinhos ou baleias.

“A gente tem encontrado animais com interação com pesca, com resíduo antrópico, como plástico, e alguns, embora a gente não consiga identificar a causa da morte, pela situação do litoral e dados globais, a gente consegue saber que a morte tem interferência humana”, explicou ao G1 a coordenadora de pesca do Biota, Waltyane Bonfim.

Os profissionais da instituição encontraram com os animais lixo, látex, plástico, redes e cordas de pesca, e até mesmo uma tecla de computador.

Os índices de animais encontrados com lixo no organismo em algumas regiões do Brasil ficam entre 60% e 100%, de acordo com o coordenador de Laboratório de Biologia da Marinha da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Robson Santos.

“Todo o descarte irregular de lixo, seja ele feito em qualquer lugar, mesmo não sendo descartado diretamente na praia, de algum modo, ele acaba chegando até o mar, seja pela chuva ou rio. É importante a preocupação pelo descarte adequado, ou seja, separando reciclado, que volte para o ciclo de produção e não alcançar o mar e ser ingerido”, disse Santos.