Peça de teatro sobre direitos animais estreia 1º de maio em SP em curta temporada

Por Fátima ChuEcco

Os atores Mário Goes e Lisandro Leite, o diretor Arthur Haroyan, a atriz Júlia Marques e a cadelinha Nala que ainda não foi adotada

Depois de estampar as notícias diariamente, dominar as artes em seus diversos segmentos e virar pauta da política, a causa animal ganha no dia 1º de maio um palco de teatro. A peça Benjamin estará no Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação) todas as quartas-feiras de maio às 21h. A doação de um quilo de ração dá direito a meio ingresso e, ao final de cada espetáculo, um cãozinho para adoção é apresentado ao público.

A peça é a terceira do Grupo ARCA, criado pelo artista armênio Arthur Haroyan, e conta a história de Benjamin (Mário Goes), vira-lata que promove mudanças profundas na vida de Berta (Júlia Marques), mulher que o adota após ser traída pelo marido, Nöah (Lisandro Leite), durante sua lua de mel em Istambul (Turquia).

Alguns dos temas discutidos na peça são a falta de leis de proteção animal, precariedades dos abrigos e questões como abandono, eutanásia, sacrifício e qualidade de vida dos animais. Benjamin sofre questões ligadas à indiferença do ser humano, tornando-se assim um representante de vários outros animais que passam por situações semelhantes.

A inspiração surgiu a partir de Raffí, cachorro de Arthur que morreu no ano passado: “Raffí era um akita. Ganhei ele ainda bebê, me apaixonei à primeira vista. Ele tinha um comportamento de gato e, já que agia como um gato, entendi que meu filho nasceu no corpo errado. Então deixei ele ser um gato, mas eduquei como um humano. Era reconhecido como o cachorro mais elegante do Brooklin pelos pedestres do bairro onde eu morava na época. Ninguém passava indiferente. Os vizinhos comparavam o caminhar dele com o jeito de desfilar da Gisele Bündchen”.

Sobre o tema da peça o diretor diz: “Quis escrever algo sobre causa animal por conta das muitas maldades que os humanos causam aos bichos. No meio das minhas pesquisas, Raffí adoeceu de câncer. Quis fazer uma homenagem a ele e outros peludos, então viajamos juntos, longe da loucura da cidade. Eu era o humano mais feliz do mundo porque ele estava sempre ao meu lado me inspirando. Mas Raffí não esperou eu finalizar o texto e morreu apesar de todos os tratamentos tradicionais e alternativos que tentamos”.

Arthur descreve a dor de perder seu companheiro: “Ele se foi em menos de um mês. Uma parte de mim se foi junto, para sempre! Aqueles dias foram os piores da minha vida, mais do que ficar sob os escombros do terremoto de 1988, na Armênia, ou servir no exército russo enquanto um sniper turco mirava a minha cabeça. A ferida é recente e dói ainda. Fiz uma tatuagem grande com o rosto dele no meu peito, na altura do coração. Mas quando você acha que está no fundo do poço vem a arte para te salvar”.

A peça Benjamin tem ambientação inspirada nos anos 40, com referência ao cinema mudo, à filmografia de Charlie Chaplin e a estrutura do jogo de xadrez, com peças brancas e pretas que se colidem e se misturam durante a partida. “O cenário é composto por muitos elementos geométricos e brancos, que vão tomando outras cores após a entrada de Benjamin e mudam novamente depois do retorno de Nöah”, conta Arthur. O dramaturgo explica que a chegada de Nöah “suja” o ambiente, como se ele trouxesse uma atmosfera venenosa e pesada a um espaço que havia sido colorido por Benjamin.

A primeira temporada do espetáculo, em janeiro deste ano, arrecadou 200 quilos de ração e conseguiu adoção para cinco cães.

Sobre o Grupo ARCA

Benjamin é o terceiro espetáculo do grupo ARCA, coletivo de pesquisas artísticas criado em 2011 por Arthur Haroyan. O nome do grupo é inspirado na história bíblica da Arca de Noé. O primeiro espetáculo, “1915”, foi baseado na história dosbisavós de Arthur e se ambientava no período do genocídio armênio. “Fora Desse Mundo”, segunda peça do grupo, foi escrita a partir de uma viagem de Arthur às montanhas de Cáucaso, também na Armênia, onde o artista teve contato com diversas comunidades isoladas do restante do mundo.

Ficha Técnica

Dramaturgia, direção e cenário: Arthur Haroyan. Assistente de direção: Gu Freitas. Elenco: Mário Goes, Júlia Marques e Lisandro Leite. Preparação Corporal: Sidnei Araújo. Figurinos e adereços: Willian Gama e Grupo ARCA. Caracterização: Carol Rossi. Preparação Vocal e Fonoaudióloga: Marília Marques Ramos. Criação de Luz: Georgia Ramos. Composições e Interferências Sonoras: Arthur Haroyan. Hidden Track: Linda Geyman (Rússia). Cenotécnicos: Alfredo Wagner Filho e Rodrigo Briones. Fotografia: Leonardo Santos (Estúdio Meu Ensaio Fotográfico). Arte Gráfica: Rodrigo Briones. Arte das Camisetas e Canecas: Vicente Pavone. Vídeo: Rodrigo Briones, Wellington Oliveira (Videoimagem). Assessoria de Imprensa: Ensaio Comunicação. Duração: 80 minutos. Classificação Indicativa: 12 anos.

Serviço

Benjamin – De 1º a 29 de maio, quartas-feiras, às 21 horas.
Local: Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação)
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Quem doar 1 Kg de ração, tem direito a pagar meia-entrada. Vendas online: https://www.sympla.com.br/benjamin

*Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

 

Cadela resgatada com sinais de estupro é adotada em Cabreúva (SP)

A cadela que foi encontrada com sinais de estupro em Cabreúva (SP) foi adotada na segunda-feira (22). Ela foi socorrida pela Guarda Municipal e por ativistas pelos direitos animais.

Após cirurgia, cadela se recupera (Foto: Milton Cezar/Arquivo pessoal)

O novo tutor da cadela é o dentista Milton Cezar Marques. Ele soube da história dela pelas redes sociais. Além de ganhar uma família, ela recebeu um novo nome:  Ceicy.

“Depois de tanta dor e sofrimento, ela vai ter um final digno de conto de fadas. Finalmente, um final feliz”, comemora o novo tutor, que tem outra cadela em casa, a Zara. As informações são do G1.

Ceicy foi submetida a uma cirurgia de reconstrução da região vaginal, o que permitiu que ela voltasse a urinar. A operação foi feita na clínica da veterinária voluntária Tamyres Novack, que participou do resgate.

Na nova casa, Ceicy ganhou um quarto, que dividirá com Zara, uma cama, e potes de água e comida. “Agora ela está com uma família que a ama e vai dar tudo o que ela precisa”, diz o dentista. “Tenho 43 anos e não tive filhos biológicos, mas os meus filhos de verdade são os meus animais. É para eles que eu faço tudo”, completa, emocionado.

Cadela foi adotada por dentista (Foto: Milton Cezar/Arquivo pessoal)

Segundo a veterinária, a cadela reagiu bem à cirurgia e ficou em observação por aproximadamente três dias. Ela usará uma sonda até conseguir voltar a urinar.

Um boletim de ocorrência sobre o caso será registrado na Polícia Civil.

A veterinária acredita que a cadela tenha sido violentada por bastante tempo, já que os ferimentos que possuía estavam inflamados.

“Para se ter ideia, ela não tinha mais o canal por onde sai a urina. Por isso, a bexiga dela estava quase estourando. Ela estava com muita dor”, conta.”Pode ser que o ferimento tenha sido por algum objeto, mas eu ainda acredito que o estupro tenha sido causado pelo órgão sexual de um homem adulto”, diz a profissional.

Cadela ganhou cama ao lado da companheira Zara (Foto: Milton Cezar/Arquivo pessoal)

Cadela com sinais de estupro é resgatada no interior de São Paulo

Uma cachorra com sinais de violência sexual foi resgatada por uma ativista da causa animal e pela Guarda Municipal (GM) de Cabreúva (SP) na noite desta quinta-feira (18). O animal estava com ferimentos na região genital e precisou passar por uma vulvoplastia.

Foto: Arquivo Pessoal

A denúncia foi feita por uma moradora do bairro Bananal à ativista Sheila Rodrigues, que acionou a GM, uma veterinária voluntária e o Centro de Reabilitação e Adoção de Cães e Gatos (CREADOCA).

De acordo com Sheila, o resgate foi feito na estrada dos Romeiros por volta das 20h. O animal não tem tutor e, segundo moradores, ficava perambulando por uma área onde há diversas chácaras.

A Guarda Municipal de Cabreúva foi acionada e confirmou o atendimento do caso. Em nota, afirmou que um boletim de ocorrência será registrado na Polícia Civil, nesta segunda-feira (22), já que não houve flagrante.

Segundo a ativista, após o encontro, a cadela foi levada ao centro cirúrgico de uma clínica veterinária, onde passou por uma vulvoplastia. O procedimento, que reconstrói a região da genitália do animal, durou cerca de quatro horas.

Foto: Arquivo Pessoal

Segundo a veterinária Tamyres Novack, a cachorra estava muito ferida e estaria sendo violentada há um tempo porque os ferimentos já estavam inflamados.

“Para se ter ideia, ela não tinha mais o canal por onde sai a urina. Por isso, a bexiga dela estava quase estourando. Ela estava com muita dor”, conta.

Abuso

Segundo a ativista, quando a moradora fez o primeiro contato sobre o abuso, a hipótese era de que poderiam ter violentado a cadela com um pedaço de madeira ou algum objeto. Porém, a ideia é descartada pela veterinária.

Foto: Arquivo Pessoal

“Pode ser que o ferimento tenha sido por algum objeto, mas eu ainda acredito que o estupro tenha sido causado pelo órgão sexual de um homem adulto”, diz a profissional.

Tamyres diz ainda que a cadela está reagindo bem ao pós-operatório, apesar de estar com uma sonda que a acompanhará por mais dois meses.

O animal já foi adotado por um dentista da cidade e aguarda alta médica para ir ao novo lar.

Fonte: G1

Fotógrafa tira fotos de cães idosos abandonados para incentivar adoção

A fotógrafa Gabriela Delcin Pires criou um projeto chamado “Olhar Curupira”, por meio do qual fotografa animais idosos abandonados para incentivar a adoção. A ideia de fazer as fotos veio após a cadela Tutu, que viveu quase 19 anos com Gabriela, morrer.

Foto: Gabriela Delcin Pires

“O Projeto Olhar Curupira foi criado depois que minha cachorra Tutu, que ficou comigo por quase 19 anos, se foi, e durante os últimos anos da vida ela ficou senil, a idade fez com que ela não enxergasse mais, não ouvisse mais, no último ano tínhamos que escalar aqui em casa quem “dormiria” com ela, pois ela latia assustada durante a noite, tínhamos que tapar qualquer lugar que ela pudesse se enfiar, dar alimento na boca… às vezes ela não nos reconhecia, mas não tinha problema, nós sabíamos quem ela era e ela já tinha dado amor demais para gente”, contou a fotógrafa. “Até que um dia ela não conseguia mais levantar, comia apenas quando dávamos comida na boca dela, e começou a sentir dor, foi então que decidimos que deveríamos deixar ela ir, e foi quando levamos ela para a clínica”, completou.

Gabriela lembra com carinho do tempo que viveu ao lado da cadela. “Talvez eu não me lembre de como era a vida antes dela, daquele amor puro e sincero, e quando senti o último batimento de seu coração eu sabia que ela continuaria comigo para sempre, ela faz parte de quem eu sou”, disse ao portal Razões Para Acreditar.

Foi então que a fotógrafa começou a escrever sobre tudo o que ela julgava que a cadela havia tentado lhe ensinar, “sobre como o amor deveria ser algo leve, simples e puro, sobre como levar uma vida de cachorro”.

Foto: Gabriela Delcin Pires

Gabriela percebeu que “existem muitas Tutus, que foram abandonadas em abrigos, confusas por não entenderem o que fizeram para estar lá. Mesmo dando amor uma vida inteira, foram abandonadas pela família”.

“Resolvi então registrar esses animais para conscientizar as pessoas que eles existem, que animais envelhecem, mas que eles vão dar muito, muito, muito amor, mas chega uma hora que temos que retribuir, e que tem muitos que estão sob cuidado de lugares lindos e por protetores maravilhosos, mas que talvez nunca mais encontrem um lar, e passem o resto da vida deles lá, mas que precisam de cuidados e amor, e de certa forma sinto que o coração da Tutu continua batendo dentro do coração deles”, concluiu.

Gabriela lembra que os animais que vivem nos abrigos precisam de amor e que o intuito dela com o projeto é fazer as pessoas entenderem que se elas não puderem adotar, podem “entrar em contato com os abrigos para apadrinhar ou até mesmo visitar esses animais”.

Gabriela tem um site onde divulga seu trabalho como fotógrafa e criou um perfil no Instagram para publicar as fotografias do “Olhar Curupira”.

Confira mais fotos:

Foto: Gabriela Delcin Pires

Foto: Gabriela Delcin Pires

Foto: Gabriela Delcin Pires

Foto: Gabriela Delcin Pires

Foto: Gabriela Delcin Pires

Foto: Gabriela Delcin Pires

Deputado Célio Studart protocola projeto que proíbe adoção de animais por quem já foi condenado por crime de maus-tratos

Por enquanto, quem já foi condenado por crimes de maus-tratos ainda pode adotar animais | Foto: Pixabay

O deputado federal Célio Studart (PV-CE), da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Animais, protocolou na última terça-feira o Projeto de Lei nº 2317/2019, que proíbe a adoção de animais por quem já foi condenado por crime de maus-tratos.

Atualmente a legislação permite que mesmo aqueles que já foram flagrados e condenados por praticarem maus-tratos possam adotar outros animais, algo que, segundo Studart, não deve ser permitido pelo poder público.

O projeto de lei se ampara no artigo 32 da Lei nº 9605/1998, que classifica abuso e maus-tratos contra animais como crime ambiental.

Cão corre e abana o rabo ao ser adotado após viver 9 anos em abrigo

Um cachorro que viveu nove anos em um abrigo, à espera de um lar, não conteve a felicidade ao ser adotado. A alegria do animal foi registrada em um vídeo, que foi divulgado na internet e já teve mais de 31 mil visualizações.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Nas imagens, o cachorro late, corre de um lado para o outro e abana o rabo sem parar. Feliz, ele parece comemorar o fato de ter encontrado um lar para viver. As informações são do Portal Amigo Cão.

Depois de longos nove anos vivendo em uma baia de abrigo, sem ter o carinho de uma família, ele teve a chance de recomeçar a vida ao lado de seus novos tutores.

No Brasil, casos semelhantes acontecem. Muitos animais passam a vida inteira vivendo em abrigos, sem conseguir encontrar um lar. Alguns deles, morrem à espera de um tutor.

A realidade, no entanto, é ainda pior nas ruas. Com o abandono crescente no país, muitos animais passam fome, sede, vivem expostos às condições climáticas, sofrem maus-tratos e desenvolvem doenças ao viverem em situação de abandono.

Para solucionar o problema, as únicas soluções são a castração e a escolha por adotar ao invés de comprar um animal. Dessa forma, o número de animais abandonados ou abrigados por ONGs e canis municipais tende a diminuir.

Confira o vídeo do cachorro feliz ao ser adotado:

Cadela abandonada com bilhete em frente a clínica veterinária é adotada

A cadela que foi abandonada em frente a uma clínica veterinária em Recife (PE), com um bilhete justificando o abandono, foi adotada pelo professor de química Luiz Carlos Pereira, de 31 anos, e pela esposa dele. Ela foi morar com outros dois cães, também adotados.

Foto: Luiz Carlos Pereira/Arquivo pessoal

Abandonada no dia 8 de abril, a cadela foi deixada em frente a uma clínica veterinária, acorrentada, com um bilhete que dizia que a tutora não tinha condições de cuidar do animal devido a um problema de pele da cadela.

Adotada, ela está se adaptando bem ao novo lar, segundo Luiz Carlos. “Depois do abandono, os funcionários da clínica começaram a chamá-la de Branquinha. Eu e minha mulher gostamos de uma série de TV chamada ‘Suits’ e colocamos nela o nome de uma das personagens, Donna Paulsen”, contou o professor ao G1.

Ele disse que decidiu adotar a cadela após ver a notícia sobre o abandono. “Um dia depois de a notícia do abandono ser publicada, minha esposa mandou a informação sobre o abandono e eu entrei em contato com a clínica para me colocar à disposição para adotar”, afirmou.

Luiz soube, então, que uma outra pessoa já tinha demonstrado interesse em adotar a cadela. Como desejava ficar com o animal, ele foi até a clínica veterinária e conversou com os donos e funcionários do local.

“O pessoal disse que tinha uma pessoa na minha frente, mas que ligaria se esse candidato não aparecesse. Foi o que aconteceu. No dia seguinte, informaram que eu poderia ficar com ela. Bastava esperar a finalização dos exames de saúde para Donna ser liberada”, lembrou.

Na última sexta-feira (12), Donna foi levada para a casa de Luiz. “Ela tem muito espaço para brincar. Também se mostrou muito dengosa e esperta”, afirmou o professor.

Os outros dois cachorros de Luiz também foram resgatados de abandono e maus-tratos e, assim como Donna, não têm raça definida. Um deles, inclusive, tem uma deficiência. “Há dez anos, adotei um cãozinho que havia sido atropelado e só tem três patinhas. Agora, todos estão se dando muito bem”, disse.

Sobre a doença de pele da cadela, alegada pela antiga tutora, o professor explicou que se tratava apenas de um problema causado por pulgas. “Para evitar isso, basta manter o ambiente limpo e garantir a higiene do animal. E também dar muito carinho”, declarou.